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GERAL
Brasil precisa acompanhar setor de nanotecnologia.
O Brasil poderá ficar fora do mercado de nanotecnologia se não acompanhar a
evolução do setor, avalia o chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE),
Oswaldo Oliva Neto. O NAE é um órgão ligado à Presidência da República.
“Se nós não entrarmos nesta corrida junto com os países desenvolvidos, vai
acontecer uma situação semelhante às fábricas que faziam máquina de
datilografia. Quando chegou a impressora, a informática, elas acabaram.
Quem não estiver acompanhando e melhorando seus produtos em cima dessa nova
tecnologia vai ficar fora do mercado”, diz Oliva.
A nanotecnologia é manipulação de átomos para construir estruturas de
tamanhos microscópicos. Áreas como medicina, eletrônica, química ou
biologia podem ser beneficiadas com esse tipo de estudo, que ainda é
recente. “É uma nova revolução industrial que está surgindo, quase todas as
áreas de produção vão sofrer o impacto direito ou indireto da
nanotecnologia” acredita Oliva.
De acordo com estudo sobre nanotecnologia, realizado por pesquisadores da
Unicamp e coordenado pelo NAE, os resultados mostram que, no Brasil, já
existe desenvolvimento na área industrial (semicondutores e eletrônica), em
políticas públicas (energia, meio ambiente, fármacos, saúde e alimentação)
e setores de alta competitividade, entre eles o químico e o petroquímico.
O estudo mostra como as pesquisas poderão, mais tarde, chegar ao
consumidor. Ele poderá dispor de novos produtos como cosméticos, tecidos
mais resistentes, filtros de proteção solar mais eficientes e de maior
duração, novos marca-passos e remédios contra novos tipos de câncer.
Oliva salienta ainda que é preciso criar leis que regulem o setor,
protegendo o indivíduo e o meio ambiente de possíveis danos, mas
possibilitando a competitividade com o mercado mundial. O NAE mostra que
que a regulamentação deveria criar normas ambientais, de segurança dos
trabalhadores, dos consumidores e de privacidade na área de saúde. São
regras essenciais, diz a pesquisa, para evitar que países mais avançados
dificultem exportações do Brasil, ao alegar barreiras fitossanitárias, ou
ausência de padronização na fabricação de certos produtos.
Segundo o Oliva, a pesquisa revela também que os países estão investindo
mais recursos nas áreas onde eles já têm liderança mundial, mantendo o
diferencial competitivo nesses produtos, agora com a nanotecnologia.
“É importante que o Brasil siga a mesma referência. É mais fácil
desenvolvermos produtos na área de biotecnologia do que fazermos produtos
para a indústria espacial. É mais importante melhorarmos a produtividade
agrícola do que fazermos equipamentos para submarino”, diz o chefe do NAE.
O pesquisador explica que os produtos desenvolvidos com nanotecnologia
podem melhorar a produtividade do país através da diminuição do uso de
matéria prima, de energia e com menos impacto no meio ambiente.
Clica Brasilia – 12/05/2007

AMD reduz despesas e demite.
A Advanced Micro Devices (AMD), que prometeu reduzir as despesas em
conseqüência às grandes perdas e queda na receita em seu primeiro trimestre
fiscal, anunciou que deve cortar 430 empregos ao redor do mundo.
A redução significa um corte de 2,5% do total da força de trabalho da
companhia, que atualmente conta com aproximadamente 16 mil funcionários,
segundo Travis Bullard, porta-voz da companhia.
Equipes e gerentes serão cortados dos times de vendas e marketing,
administração e engenharia.
Nos Estados Unidos, cerca de 80 postos de trabalho serão cortados no site
de Austin, no Texas. Outros 40 no escritório de Sunnyvale e Santa Clara, na
Califórnia. Em Boston, no estado de Massachusetts, é calculado um corte de
uma dúzia de funcionários do design center. No Canadá, 50 postos de
trabalho serão eliminados na fábrica de Markham, em Ontario. Segundo a
empresa, os outros 250 empregos devem ser espalhados em pequenos grupos ao
redor do mundo.
No mês passado, quando a companhia anunciou os resultados financeiros, o
chairman Hector Ruiz prometeu aos analistas que faria um corte agressivo
nos custos, e isto incluiria a redução de cerca de 5% da mão-de-obra, ou
800 funcionários.
IT Web – 14/05/2007

Brasil, Argentina e México precisam ampliar esforços de inovação.
No Brasil, Argentina e México - os três países mais industrializados da
América Latina - os esforços de inovação ainda são muito baixos e baseados
na aquisição de máquinas. Por trás desta média pobre, contudo, os três
países possuem uma elite de empresas que investe muito acima da média em
pesquisa e desenvolvimento. E no Brasil, a importância destas firmas para
as vendas industriais do país chega a 25%, participação muito superior aos
12,7% do mesmo grupo de elite argentino e aos 5,3% do grupo mexicano.
Parte da explicação para o maior "sucesso" da elite brasileira está no
total e no perfil dos gastos relacionados à inovação. A elite industrial
brasileira gasta, em média, 1,4% do faturamento neste item, enquanto as
firmas argentinas mais inovadoras gastam 1,08% de suas vendas e no México
esse percentual é de 0,81%. Além dos valores, a composição destes gastos
também é muito diferente. No Brasil, ele é igualmente dividido em máquinas
e equipamentos, em pesquisa e desenvolvimento e outros itens. Na Argentina
e no México, contudo, a aquisição de máquinas fica com 53% dos recursos e
os gastos com pesquisa ficam com apenas 21% dos recursos alocados em
inovação.
As conclusões e a comparação entre o potencial inovador da indústria
brasileira em relação à argentina e mexicana fazem parte do estudo "Firmas
inovadoras em três mercados emergentes", do professor Glauco Arbix,
coordenador do Observatório da Inovação, ligado ao Instituto de Estudos
Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP).
A partir de dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e de
institutos de pesquisa da Argentina e México, o trabalho de Arbix considera
apenas as indústrias de capital majoritariamente nacional (50% ou mais) e
deixa de lado as filiais de multinacionais. Depois, estas empresas são
divididas de acordo com suas estratégias de competição. No grupo A ele
colocou as firmas com forte potencial inovador e que, por isso, conseguem
obter um preço-prêmio (cerca de 30% superior) quando comparado ao dos
"concorrentes".
No Brasil, o trabalho encontrou 721 indústrias que podem ser classificadas
no grupo A e elas representam 4,6% do total de companhias brasileiras
pesquisadas por Arbix. O total de companhias investigadas na pesquisa
original do Ipea é maior, mas o pesquisador montou uma amostra comparável
com as das empresas argentinas e mexicanas.
Depois de identificar que a elite brasileira de empresas inovadoras é maior
do que a dos vizinhos latinos, Arbix começou a levantar hipóteses do porque
isso ocorreu. O que fez com que esse grupo de firmas brasileiras adotasse
uma estratégia mais claramente focada na incorporação e desenvolvimento de
tecnologia e com uma orientação externa mais definida do que a das
"colegas" latinas? Afinal, no Brasil, as firmas do grupo A respondem por
33% das exportações brasileiras, enquanto na Argentina elas garantem apenas
12,7% do total e no México somente 3,5%.
Entre as hipóteses levantadas por Arbix está o próprio ambiente econômico e
o espaço que as indústrias de cada um dos três países tiveram para desenhar
suas reações. Na Argentina, a sangria do tecido industrial no período de
privatizações e abertura na passagem dos anos 80 para os 90 foi muito mais
intensa do que àquela a qual o setor fabril brasileiro foi submetido,
primeiro na abertura promovida por Fernando Collor de Mello no início da
década passada e depois com o aprofundamento dessa política ao longo da era
Fernando Henrique Cardoso, observa o pesquisador da USP. Já no México, a
política das "maquiladoras" simplesmente impediu o desenvolvimento de uma
indústria com maior perfil tecnológico e condenou a maior parte das
empresas locais a , acrescenta Arbix.
O trabalho indica que entre as empresas brasileiras do grupo A, 39% mudaram
suas estratégias nos últimos 15 anos. Hoje, elas pagam em média um salário
67% superior aquele pago pelas firmas do grupo B e seus empregados possuem,
em média, 9,1 anos de estudo, ante uma média de 7,6 para o segundo grupo de
companhias. Arbix explica que essas empresas, na verdade, são resultado da
exaustão do modelo de nacional desenvolvimentismo e da abertura da
economia. Um novo ambiente de competitividade se instaurou no país com as
reformas dos anos 90 e com a privatização, agregando importantes segmentos
do setor de serviços.
Outra hipótese - que agora começa a ser estudada em uma nova pesquisa do
Ipea junto com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) - é
que esse perfil moderno está bastante relacionado à formação de quem dirige
as companhias. As primeiras informações apontam para um grupo muito
empreendedor e para executivos jovens (entre 42 e 53 anos) e boa parte
deles com forte formação superior.
Embora Arbix considere necessário não supervalorizar essa "elite" de
empresas - "para que não se considere a realidade industrial do país mais
bonita do que ela é " - ele rejeita a tese de que o Brasil é um país
condenado ao fracasso porque não domina novas tecnologias e é incapaz de
produzi-las. "Do ponto de vista tecnológico, a China está em uma situação
pior do que a nossa", argumenta ele.
Valor – 14/05/2007

KKR se compromete a investir na GBP.
A KKR Private Equity Investors L.P. (Euronext Amsterdam:KPE), anunciou que
se comprometeu a fazer um co-investimento de GBP 150 milhões
(aproximadamente US$ 300 milhões) na aquisição da Alliance Boots plc. Esse
co-investimento será adicional a aproximadamente GBP 75 milhões (cerca de
US$ 150 milhões) de contribuições de capital que a KPE espera conceder como
sócia limitada em certos fundos de capital privado da Kohlberg Kravis
Roberts & Co. ("KKR").
A Alliance Boots, principal grupo da Europa de saúde e beleza voltado para
farmácia, concordou em ser adquirida pela AB Acquisitions Limited, uma
companhia de controle conjunto de certos fundos com consultoria da KKR e da
Alliance Sante Participations S.A., uma entidade de propriedade indireta de
Stefano Pessina, conforme esquema de organização de acordo com a UK
Companies Act. A circular do esquema foi enviada aos acionistas em 8 de
maio de 2007.
Aproximadamente GBP 30 milhões (cerca de US$ 60 milhões) de investimentos
da KPE já foram alocados como parte do capital necessário em conexão com a
compra de ações da Alliance Boots pela AB Acquisitions, como descrito na
circular do esquema. O remanescente do investimento da KPE será usado para
financiar uma parte do capital necessário para completar a aquisição da
Alliance Boots. Este anúncio não reflete qualquer mudança nos termos da
aquisição.
Se a aquisição da Alliance Boots de acordo com o esquema programado e,
conseqüentemente, o investimento remanescente da KPE, serão consumados, vai
depender da satisfação ou desistência de várias condições descritas na
circular do esquema, algumas das quais podendo não estar sob controle da
KPE, KKR PEI Investments L.P. (suas subsidiárias) ou KKR. Não podem ser
dadas garantias sobre se ou quando o investimento remanescente será
consumado, ou sobre o seu valor real.
A KPE assumiu seu compromisso, fez seu investimento inicial e, sujeito ao
acima mencionado, fará seu investimento remanescente através de uma
subsidiária da KKR PEI Investments L.P., a parceria de investimento através
da qual a KPE faz seus investimentos.
Business Wire – 12/05/2007

Pesquisadores da LG e Philips criam papel eletrônico.
Pesquisadores da joint venture LG.Philips, parceria entre as duas gigantes
da informática para o desenvolvimento de LCDs, conseguiram criar um papel
eletrônico no formato A4, mesmo utilizado nas impressoras domésticas, capaz
de exibir até 4.096 cores.
A tela usa tecnologia da E-Ink Corp, que já produzir papéis eletrônicos em
tons de cinza. A leitura pode ser feita em qualquer ângulo e mesmo com o
papel flexionado.
Como o e-papel em tons de cinza, o novo e-papel colorido usa um substrato
que rearranja os chamados TFTs (Thin-Film Transistors) em uma lâmina
ultrafina de metal em vez de vidro, o que dá flexibilidade ao papel e
permite que a tela volte à posição plana.
Com espessura de 0,3 milímetro, o papel eletrônico têm qualidade de imagem
semelhante à de imagens impressas em papel, segundo a LG.Philips.
"São inúmeras as aplicações potenciais desse tipo de tela, não só pela
possibilidade de criar novos produtos, mas também por economizar recursos
naturais", disse In-Jae Chung, diretor de tecnologia da empresa.
"Acreditamos que essa seja a próxima geração de telas."
Segundo projeções da consultoria coreana Displaybank, o mercado de telas
flexíveis e papel eletrônico deve atingir US$ 5,9 bilhões até 2010 e passr
para US$ 12 bilhões em 2015.
iParaiba – 14/05/2007

AUTOMOTIVO
Audiência pública debate a implantação do rádio digital no Brasil.
A Subcomissão de Radiodifusão da Câmara dos Deputados decidiu realizar
audiência pública para debater a implantação do rádio digital no Brasil. O
pedido foi feito pela relatora da subcomissão, deputada Maria do Carmo Lara
(PT-MG), e aprovado na quarta-feira (9/5). A deputada argumenta que, desde
26 de setembro de 2006, em comemoração aos 84 anos do rádio no Brasil, um
grupo de emissoras passou a transmitir sua programação por meio de
tecnologia digital em caráter experimental, "impondo ao Parlamento
celeridade na discussão do tema". A data da audiência ainda não foi
marcada.
Desde a década de 1980, explicou a relatora, a tecnologia digital vem
permitindo a melhoria da qualidade de transmissão. "Essas inovações
permitem muito mais que qualidade de som, ao propiciar uma diversificação
de novos serviços no segmento das rádios. Isso permitiria ao ouvinte ir
além das músicas e notícias, podendo receber dados com os mais diversos
tipos de informações", afirmou.
A deputada lembrou ainda que a Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel) atua em duas frentes no processo de implantação da radiodifusão
sonora digital. A primeira utiliza a faixa de freqüência analógica, com
possibilidade de melhoria da qualidade do som na faixa de AM. Ela diz,
porém, que é pequena a melhoria na faixa de FM, além da limitada capacidade
de transmissão de dados. “A segunda utiliza novas faixas de freqüências e é
mais complexa porque requer um minucioso estudo de viabilidade e
coordenação de freqüências.”
Maria do Carmo sugeriu que sejam convidados para a audiência o consultor
jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara; o presidente da
Anatel, Plínio Aguiar; o presidente da Associação Brasileira de Emissoras
de Rádio e TV (Abert), Daniel Pimentel Slaviero; o coordenador jurídico da
Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), Joaquim
Carvalho; o pesquisador do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em
Telecomunicações (CPqD), Takashi Tome; e o professor do Grupo de Estudos de
Rádio Digital do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de
Brasília.
TI Inside – 11/05/2007
A busca por tecnologia é um aspecto que está levando muitos motoristas a
instalar acessórios de conveniência no carro, segundo as montadoras. Entre
eles há sistemas de telefonia Bluetooth e sensor de estacionamento, por
exemplo.
Dos equipamentos mais procurados, destaque para os DVDs de teto e os
sistemas de som com conector para tocadores de arquivos digitais, como o
iPod.
A VW oferece o DVD no teto para o Fox por R$ 2.588. Já um som com MP3 e
saída para iPod, da marca Kenwood, custa R$ 969 nas autorizadas da marca.
Para o Celta a GM tem um CD com MP3 e saída para iPod, também da Kenwood,
por R$ 1.100, enquanto o DVD de teto sai a R$ 2.900. E a Ford conta com DVD
de teto para o Fiesta por R$ 3.900, além de som com MP3 e entrada USB, da
Visteon, por R$ 790.
“Outro item que tem feito sucesso é o sensor de estacionamento”, diz
Fernando Ribeiro, da Ford. Instalar o dispositivo em um Fiesta num
distribuidor da marca custa cerca de R$ 600.
A Volkswagen também não perdeu tempo e lançou um sistema de GPS e um kit
viva-voz para toda sua linha de carros. O primeiro é da Motorola e tem
preço sugerido de R$ 1.299 nas autorizadas da marca.
A idéia das montadoras é conquistar também as famílias. Segundo informações
das companhias, o tuning não se restringe a mudanças no visual - inclui
qualquer alteração que deixe o veículo com a cara do dono. Por isso, o foco
na criação de acessórios.
Pioneirismo
A GM foi a primeira a investir nesse segmento no País. Começou em 1995, de
forma discreta, ao oferecer equipamentos de aparência para a picape S10. A
partir de 2000, com o lançamento do Celta, a fabricante resolveu atuar no
setor de forma mais agressiva.
Atualmente a montadora tem mais de 500 itens no catálogo. Segundo
levantamento da empresa, seus clientes gastavam em média R$ 235 em
acessórios originais em veículos novos há cinco anos.Em 2006, esse valor
foi de R$ 710.
A Renault começou, também de forma discreta, a oferecer acessórios em 1998
para o Clio. Desde então a empresa ampliou a atuação no segmento e vende
equipamentos para toda sua linha.
De 2003 - ano em que foi criada a Volkswagen Tech - para cá, as vendas da
VW no setor cresceram 150%. Atualmente a marca oferece mais de 200 itens.
A Ford também comemora as boas vendas desse tipo de produto em 2006 (alta
de 70% ante 2005). E a previsão é crescer 40% em 2007. “Oferecemos mais de
300 itens, mas ainda estamos engatinhando. Há um grande potencial nesse
mercado”, diz Ribeiro.
OESP – 12/05/2007

DaimlerChrysler pretende vender grande parte da Chrysler.
Em comunicado oficial a DaimlerChrysler confirmou nesta segunda-feira que
pretende vender 80,1% da Chrysler para o grupo de private equity (fundo que
compra participações em empresas) Cerberus Capital Management. O acordo vai
resultar em um fluxo de caixa de 500 milhões de euros para a
DaimlerChrysler, além de retirar de seu balanço passivos estimados em US$
18 bilhões referentes ao fundo de pensão e plano de saúde da
norte-americana Chrysler.
De acordo com o comunicado, o acordo ainda será submetido à aprovação do
seu conselho supervisor, mas tem recebido o apoio do poderoso sindicato
United Auto Workers (UAW). A companhia espera fechar o negócio no terceiro
trimestre.
- A transação com a Cerberus atende aos melhores interesses dos membros da
UAW, da Chrysler Group e da Daimler -, afirmou o presidente do UAW, Ron
Gettelfinger.
Gettelfinger disse ainda que "em 2007, o lucro líquido da DaimlerChrysler
será reduzido "entre 3 bilhões de euros a 4 bilhões de euros em média".
O negócio marca o fim da fusão, firmada em 1998, entre a alemã Daimler-Benz
e a Chrysler, de Detroit, em um dos acordos mais espetaculares na indústria
automotiva. A Daimler pagou US$ 36 bilhões pela Chrysler, no que definiu na
época como uma "fusão entre iguais".
A venda acontece em meio à crescente insatisfação entre os acionistas do
grupo sobre a performance financeira da Chrysler, em particular no super
competitivo mercado norte-americano.
Os outros interessados na Chrysler eram a canadense Magna International e
um consórcio da Blackstone Group com a Centerbridge Capital Partners. O
bilionário Kirk Kerkorian, que no mês passado ofereceu US$ 4,5 bilhões pela
Chrysler, foi mantido fora do processo. As informações são da Dow Jones.
Correio do Brasil – 14/05/2007

Ford e Volvo têm prejuízo no ano de 2006.
O prejuízo da Ford no ano de 2006 foi de US$12,7 bilhões. Além disso,
registra sete meses consecutivos de perdas e a participação no mercado
encontra-se em queda constante.
Diante deste contexto de forte crise para a montadora, o presidente
executivo da empresa, Alan Mulally, disse em assembléia com acionistas que,
apesar de estar preocupado, entusiasma-se com o plano de recuperação da
companhia e prometeu melhores resultados nos próximos meses e anos.
“Estamos avançando rapidamente e fazendo progressos reais”, disse ele.
A crescente participação da concorrente japonesa Toyota nos EUA não
funcionou como justificativa para que Mulally criticasse o livre comércio.
Ele preferiu creditar a estagnação do setor à saturação do mercado
automotivo.
Volvo
A crise norte-americana também afetou a sueca Volvo, segunda maior
fabricante de caminhões no mundo e cuja divisão de automóveis pertence à
Ford. Apesar de ter fechado o primeiro trimestre com déficit menor do que
era previsto, as quedas nas encomendas preocupam a direção da empresa
quanto aos futuros resultados.
Os EUA são o segundo maior mercado da montadora - atrás apenas da Europa. E
registraram queda de 80% no volume de encomendas. O mercado europeu tem se
apresentado mais promissor para o setor e a expectativa é que neste ano
supere a marca de 290 mil veículos alcançada em 2006.
OESP – 14/05/2007

Hyundai estuda possibilidade de construir uma fábrica no Brasil.
A companhia de automóveis Hyundai Motor, da Coréia do Sul, considera a
possibilidade de construir uma fábrica no Brasil tendo em vista o forte
crescimento das vendas no país, conforme afirmou o porta-voz da empresa, Ki
Jin-ho.
O presidente da companhia, Chung Mong-koo Chung, esteve em Brasília na
sexta-feira e disse ao presidente do Senado, Renan Calheiros, que a Hyundai
pode construir no país uma fábrica com capacidade de produção de cerca de
100 mil unidades por ano.
No ano passado, a Hyundai vendeu 6.588 unidades no Brasil, contra 6.490 em
2005, enquanto em toda a América Latina, vendeu 133.824 veículos no ano
passado. Chung esteve no Brasil também para assinar um contrato de
cooperação entre a Hyundai Steel e a Companhia Vale do Rio Doce.
O braço siderúrgico do grupo sul-coreano pretende comprar mais de 4 milhões
de toneladas de minério de ferro da Vale por 19 anos a partir de 2010. A
Hyundai já tem fábricas na China, Índia, Turquia e nos EUA e está
construindo uma na República Tcheca.
Monitor Mercantil – 14/05/2007

GM lança novo veículo e amplia a sua linha.
A General Motors do Brasil anunciou nesta segunda-feira (07/05/2007), o
lançamento, para o segundo semestre de 2007, de um novo veículo, que tem
como objetivo ampliar ainda mais a linha Chevrolet, que já é a mais
abrangente e moderna do País.
A grande novidade é o automóvel Vectra na configuração hatchback,
exclusivamente na versão de quatro portas, que chegará ao mercado
brasileiro para solidificar ainda mais o sucesso do já consagrado sedã
Vectra, lançado em outubro de 2005, e que é um dos modelos mais vendidos
dentre os sedãs médios.
“O novo modelo Vectra hatchback foi concebido para transmitir ao consumidor
uma personalidade única, um carro com design que transmite uma atitude
marcante. Ele ficará posicionado no mercado brasileiro entre os modelos
Chevrolet Astra hatchback e o sedã Vectra”, destaca Ray Young, presidente
da General Motors do Brasil e Mercosul.
José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM do Brasil, acentua que o
novo automóvel, sem dúvida alguma, comprova, na prática, “a bem sucedida
estratégia da GM em oferecer continuadamente muitas novidades ao consumidor
brasileiro, o que solidifica a linha Chevrolet como a mais completa e que
tem os veículos mais modernos e seguros do País”.
Com um design bastante arrojado e linhas extremamente modernas, o Vectra
hatchback terá seu preço posicionado na mesma faixa do atual sedã Vectra,
para concorrer em uma faixa de mercado dos hatchbacks médios “premiuns”, ou
seja, os modelos topo de linha nessa categoria.
Segundo Marcos Munhoz, diretor geral de Marketing e Vendas, “temos a
convicção de que o novo automóvel logo se transformará em um novo ícone do
segmento. O Vectra é um carro que faz sucesso no Brasil há muitos anos
desde a década de 90 e já estamos na terceira geração do modelo e ele
continua exercendo um forte desejo de compra do consumidor”.
A chegada do Vectra hatchback soma-se a dois modelos de sucesso da linha
Chevrolet no segmento dos automóveis médios no país.
O Astra hatchback, por exemplo, mantém-se absoluto na preferência do
consumidor brasileiro, desde seu lançamento, ocorrido no último trimestre
de 1998. No período de 1998 a abril de 2007, o automóvel já se aproxima da
marca de 200 mil unidades comercializadas no Brasil, bastante expressiva
para veículos desta categoria.
No primeiro quadrimestre de 2007, por exemplo, o Astra hatchback produzido
pela General Motors do Brasil no Complexo Industrial Automotivo de São
Caetano do Sul (SP), liderou com folga o segmento que disputa, com 7.653
unidades emplacadas e uma participação de 35,3 % do total. O segundo
colocado emplacou praticamente a metade no mesmo período, com participação
de 18,5%, enquanto o terceiro colocado ficou com 14,3% de participação.
O Vectra sedã, por sua vez, lançado no último quadrimetre de 2005, também
mantém-se como um dos modelos mais vendidos do País em seu segmento. Desde
setembro daquele ano e até abril de 2007, suas vendas acumuladas estão
próximas das 50 mil unidades, com uma média mensal de 2.500 unidades.
Bem Paraná – 14/05/2007

CONSUMER
Criadores do Skype criam plataforma de televisão pela internet.
Depois de venderem o Skype para o site de leilões eBay, por US$ 2,6 bilhões
em 2005, os criadores do programa de telefonia pela internet, Janus Friis e
Niklas Zennström, preparam para junho um novo lançamento, segundo o jornal
britânico Financial Times. Trata-se do Joost, uma plataforma de televisão
pela internet que oferecerá programas de dezenas de canais de todo o mundo.
Os suecos investiram os últimos dois anos no desenvolvimento do novo
projeto, que até agora era conhecido pelo codinome Veneza. Segundo eles,
cinco companhias, entre elas o canal norte-americano CBS e a gigante de
comunicação Viacom, proprietária da MTV, investiram US$ 45 milhões na nova
plataforma.
A operação também teve a participação das sociedades de capital de risco
Index Ventures e Sequoia Capital, além de Li Ka-shing, presidente do
conglomerado tecnológico Hutchison Whampoa, de Hong Kong. Tanto a Viacom
como a CBS negociaram com o YouTube, do Google, para transmitir seus
programas nessa plataforma, mas as conversas não prosperaram.
A Viacom também negociou no início deste ano com os gigantes da comunicação
News Corporation e NBC Universal para lançar um serviço ao estilo do
YouTube, mas a idéia não foi adiante devido a divergências.
O programa para usar o Joost poderá ser obtido gratuitamente no site
www.joost.com e oferecerá programação de canais de todo o mundo, entre eles
de música, humor, documentários e esportes. Até o momento, a companhia
fechou acordos com mais de 150 redes de língua inglesa e, atualmente, está
em conversa com canais de televisão em espanhol.
TI Inside – 11/05/2007
O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) publicou nesta segunda-feira
(14/5) portaria com uma série de alterações na configuração do projeto
Computador para Todos. A principal mudança é a determinação segundo a qual
os computadores portáteis terão limite de preço de R$ 1,8 mil para receber
os benefícios do programa.
Os equipamentos do programa deverão ter sistema operacional e aplicativos
em código aberto, freqüência mínima de 1,4 GH, memória principal mínima de
512 MB, uma unidade de disco rígido interna com capacidade mínima de 40 GB,
uma unidade interna ao gabinete de gravação de CD e leitor de DVD ou
gravação de CD e DVD. A tela deve ter tamanho mínimo de 14 polegadas TFT
colorida (matriz ativa).
A interface de som deve ser compatível com Sound Blaster PCI, 16 Bits, plug
& pay, com alto-falantes estéreo embutidos ao equipamento. Estão previstas
três interfaces de comunicação USB 2.0, interface de comunicação sem fio,
adaptador de energia 110/220V, e o notebook deverá pesar no máximo três
quilos.
De acordo com a portaria do MCT, os interessados em participar do programa
terão as mesmas condições oferecidas para os computadores de mesa
(desktop), que também tiveram mudanças, como o financiamento com recursos
do FAT. Além do preço de auxílio, que será reduzido de R$ 1,4 mil para R$
1,2 mil, o equipamento padrão ganha mais memória e possibilidades de
utilização de dois processadores, com freqüência 1,2 MHz e memória cache de
256 KB ou com 1,4 MHz e memória cache de 128 KB.
O governo também incluiu como alternativa a possibilidade de agregar ao
menos uma controladora de canal IDE e uma controladora SATA. Foi retirada a
interface serial RS232, um dispositivo de entrada e saída de canais e está
prevista apenas uma unidade de disco óptico do tipo CD-ROM RW.
Os computadores comercializados com as especificações do programa atingem a
marca de 530 mil unidades até o momento, segundo o MCT. Os equipamentos
financiados com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) pelo Banco
do Brasil e pela Caixa Econômica Federal somam 11.509 mil unidades.
TI Inside – 14/05/2007
Os negócios com banda larga devem movimentar R$ 1,55 bilhão até o fim do
ano no Brasil, segundo estudo divulgado pela E-Consulting, em parceria com
a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net). A estimativa
leva em consideração as operadoras, que representam 75% desse total, e os
provedores de serviços de internet (ISPs). A taxa de penetração é de 3,3%
da população, tendo como base os 180 milhões de brasileiros. Em 2006 essa
taxa foi de 2,3%.
A expectativa é de que até o fim de 2007, 33,9 milhões de pessoas estejam
conectadas à internet. Destas, espera-se que 17,7% tenham acesso à banda
larga, ou seja, um total de 6 milhões de usuários. O ano passado fechou com
31,8 milhões de internautas, sendo que 12,9% (total de 4,3 milhões de
pessoas) tiveram acesso à banda larga.
“O percentual estimado para este ano já supera o do México, mas ainda é
menor do que o registrado na Argentina e no Chile. A Coréia do Sul segue
como a líder mundial na utilização de banda larga, com 27% de penetração”,
analisa Daniel Domeneghetti, diretor da E-Consulting.
Segundo a entidade, em 2008, o Brasil deve totalizar 8,3 milhões de
usuários conectados em banda larga, levando o mercado a alcançar o patamar
de R$ 2 bilhões em negócios entre utilização residencial e corporativa “Com
a popularização do serviço, os preços das assinaturas de banda larga tendem
a cair. Juntando a isso os incentivos fiscais de programas do governo
federal, acreditamos que em pouco tempo as classes C e D também possam se
privilegiar dessa tecnologia”, diz Manuel Matos, presidente da
camara-e.net.
TI Inside – 14/05/2007

Positivo Informática expande sua fábrica no Paraná.
O vice-presidente financeiro da Positivo Informática, Lucas Guimarães,
revela que a companhia já iniciou uma nova expansão da fábrica instalada no
Paraná. Meta é chegar a marca de 225 mil equipamentos/mês em setembro.
Atualmente, o limite máximo é de 130 mil. Depois de amortizar a divida
junto ao BNDES, fabricante diz que não negocia nenhum novo financiamento
junto ao Banco de fomento.
"Não há planos, agora, de pedir novos aportes. O BNDES é um órgão muito
interessante para os etor produtivo nacional, mas neste momento, estamos
usando recursos próprios", afirmou o executivo. Nesta semana, a Positivo
Informática divulgou o resultado do primeiro trimestre. A empresa registrou
um lucro líquido de R$ 46,4 milhões, o que significa um salto de 54,1%
sobre igual período do ano passado.
Ainda de acordo com o balanço financeiro, a fabricante vendeu 247,9 mil
equipamentos entre janeiro e março, volume 53,8% maior que as 161,1 mil
vendidas no mesmo intervalo do ano passado. Do total comercializado, 226,17
mil máquinas foram desktops, cujo crescimento em um ano foi de 42,7%. As
vendas de notebooks, entretanto, saltaram 733,7%, de 2,6 mil para 21,69 mil
unidades.
"O resultado dos notebooks é a prova que é possível fazer um produto de
qualidade com preço bem inferior ao da concorrência direta. Nossos produtos
já estavam abaixo da nova faixa da MP do Bem (4.000.00)", destaca Lucas
Guimarães. Segundo ele, as medidas de desoneração no setor de hardeware
foram muito além da expectativa do próprio governo.
"As compras aumentaram, o mercado cinza caiu e a arrecadação cresceu. E
houve tão somente a desoneração do PIS/Cofins. Uma redução de 9,25%",
avalia Guimarães. A valorização do real frente ao dólar, tão combatida pelo
setor exportador, é comemorada pelos fabricantes de hardware. "Não há como
negar que o câmbio foi um fator relevante no nosso resultado. Ele é
favorável para o nosso segmento", salienta o executivo.

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