31/08/2007
GERAL
Internet por rede elétrica: a revolução que não chegou a nascer
É tão rotineiro que não se nota. Nos cabos de transmissão de eletricidade, no alto dos postes e nos túneis subterrâneos, a eletricidade percorre distancias enormes abastecendo todos os cantos do Brasil com energia. Há uma tecnologia, contudo, que pode levar a internet nesta mesma infra-estrutura – que começou a ser instalada no Brasil em 1930 – chamada PLC (Power Line Communication ou internet via rede elétrica).
Ao contrário da energia elétrica – longa em com freqüência baixa –, o sinal de telecomunicações é muito mais curto e tem uma freqüência altíssima. Na prática, qualquer interrupação no sinal ou falha na rede pode gerar perdas irrecuperáveis. Estas características podem resumir os caminhos da PLC no Brasil. Como o seu sinal, a PLC mostrou-se delicada e frágil para o ambiente de telecomunicações no País, de uma revolução alardeada para uma opção de nicho.
Andre Litmanowicz, sócio da consultoria iCG e ex-presidente da Arthur D. Little, conta que, em 2004, começou a ter reuniões com as empresas do setor para discutir a viabilidade do PLC. Naquele momento, defende, havia uma demanda imensa por acesso à internet, com poucos competidores – sem as empresas de telefonia e de televisão a cabo – e com baixa qualidade de serviço. “Hoje, o mercado é altamente competitivo e definido por preço. O único caminho do PLC atualmente está em aplicações especiais”, acredita. Litmanowicz participou de oito projetos pilotos em distribuidoras de energia e, até hoje, nenhum foi lançado ao mercado.
Um prédio de escritórios que quer economizar com cabos, o Governo que aproveita a instalação elétrica das escolas públicas para garantir acesso à internet ou uma rede de varejo que não pode passar cabeamento em uma estrutura congelada, estes são alguns dos exemplos que, para o especialista, a adoção do PLC faz sentido. “Nestes exemplos, é garantida a escala e o preço pode ser diluído pelo número de usuários. Assim, a tecnologia fica com um custo viável”, comenta.
A idéia de que a internet por rede elétrica pode ser a resposta para a inclusão digital de áreas afastadas ou rurais, muito afastadas dos grandes centros, é enganosa. De acordo com o especialista, o PLC só é possível na chamada ‘última milha’ – do poste ao aparelho – o que reduz a disponibilidade da adoção da tecnologia. “O negócio de energia é escala, assim como comunicação. O PLC só tem preço competitivo com adoção maciça, com muitos consumidores para diluir o custo dos aparelhos”, aponta.
Acima de tudo, destaca o especialista, existem outros dilemas maiores para as empresas de energia. Estimativas apontam que o setor perde 5 bilhões de reais por ano com ‘gatos’ e perdas de distribuição, além da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e as suas regulamentações. “Se a empresa falar para o acionista, “vou fazer PLC”, vai ouvir: “primeiro resolve o problema principal da distribuição, dos ‘gatos’ e das perdas durante a distribuição”. Esta é uma questão que precisa ser resolvida”, conclui Andre Litmanowicz.
Computer World – 30/08/2007

KKR Financial afirma possuir "ampla liquidez"
A KKR Financial Holdings disse nesta quarta-feira acreditar que possui "ampla liquidez" para financiar seus principais negócios e que vai manter um fundo reserva durante os atuais tremores no mercado de crédito nos Estados Unidos.
A empresa, uma afiliada da empresa de alavancagem Kohlberg Kravis Roberts, afirmou possuir 452 milhões de dólares de liquidez, que permitiriam que a companhia cumprisse com "qualquer e todos" os resgates de investidores ou contingências que puderem aparecer.
A companhia disse ser improvável o uso desse capital para recomprar ações, mas manteria um dividendo "muito alto".
Mais cedo na quarta-feira, a KKR Financial disse que perderia cerca de 40 milhões de dólares da venda de 5,1 bilhões de dólares em hipotecas e alertou que poderia perder mais 200 milhões de dólares.
O Estado de São Paulo – 30/08/2007

Chicago desiste de rede Wi-Fi em favor do WiMAX
Os cidadãos de Chicago, nos Estados Unidos, não poderão contar mais, no curto prazo, com uma cobertura para internet wireless em banda larga com a tecnologia Wi-Fi em toda a cidade, como estava anunciado desde o ano passado, pelo governo local.
Em vez disso, as autoridades optaram pelo provimento de acesso em banda larga em toda a sua extensão (em torno de 365 quilômetros quadrados), por meio de parceria com a iniciativa privada, via WiMAX. A alegação das autoridades é de que a rede Wi-Fi exigiria investimento elevado por parte do governo, enquanto em WiMAX teria uma contrapartida de parceiros privados.
Chicago estará entre as primeiras cidades dos Estados Unidos a oferecer uma nova rede wireless de alta velocidade com o padrão WiMAX
TI Inside – 30/08/2007

União Européia aprova compra da Solectron pela Flextronics
Os órgãos reguladores antitruste da União Européia aprovaram na quarta-feira (29/8) a aquisição, por US$ 3,6 bilhões, da empresa americana Solectron pela asiática Flextronics. As autoridades de defesa da econômica disseram que o negócio, anunciado em junho, não deve causar nenhum impacto significativo na competição no mercado do bloco de 27 nações da UE.
Ao contrário, os órgãos ressaltaram que a nova empresa deverá enfrentar “uma forte concorrência” de competidores mundiais, que está levando a quedas constantes nos preços dos produtos eletrônicos, segundo o jornal americano The Washington Post.
As duas companhias fabricam, em regime de outsourcing, uma variedade de dispositivos eletrônicos para as companhias como a Cisco Systems, HP, Motorola e IBM. A linha de produtos da Flextronics inclui telefones celulares, handsets, switches e roteadores, e consoles do vidogame Xbox da Microsoft. A Solectron, por seu lado, produz set-top boxes e tocadores de MP3, bem como sistemas de navegação para carros e instrumentos médicos.
A nova companhia deve movimentar mais de US$ 30 bilhões de vendas anuais, o que, segundo os analistas, ajudarão a Flextronics a se aproximar da taiwanesa Hon Hai Precision Industry, que lidera a produção mundial de eletrônicos. A empresa resultante da fusão terá aproximadamente 200 mil empregados em 35 países.
TI Inside – 30/08/2007

Google na corrida pelo espectro de 700 MHz
Ocorrendo que uma vitória do Google pode significar mais um concorrente para as empresas de telefone e cabo.
O CEO do Google, Erik Schmidt, referiu ser «provável» que o motor de busca participe no leilão no início do próximo ano.
O Google já havia manifestado a sua vontade em participar no leilão, apostando 4.6 mil milhões, mas condicionando a venda aos princípios de acesso livre e venda total.
A Federal Communication Commison acedeu ao pedido de acesso livre mas rejeitou o pedido sobre a venda total, o que originou dúvidas sobre a participação do Google na sessão.
Sol – 27/08/2007

AUTOMOTIVO
Presidente da Ford abre simpósio ‘Tendências e Inovação no Setor Automotivo’, em setembro
Marcos de Oliveira, presidente da Ford, fará a palestra de abertura do Simpósio SAE BRASIL Tendências na Indústria Automobilística, no dia 3 de setembro, em São Paulo, no WTC Hotel (avenida Nações Unidas, 12.559). O executivo apresentará o ponto de vista da montadora sobre os novos cenários para a indústria automobilística global e também para o Brasil, que se prepara para bater novos recordes históricos de produção e vendas este ano.
Marcos de Oliveira deve analisar em sua apresentação o tema central do simpósio - os desafios enfrentados pelo Brasil diante da concorrência internacional que se avoluma e bate às portas do País. A exemplo dos concorrentes, a Ford demonstra uma série de iniciativas para elevar sua competitividade no Mercosul, como a fábrica de Camaçari, na Bahia, que se tornou empreendimento de referência para a corporação globalmente.
Recentemente a Ford divulgou que o Brasil abriga um dos cinco principais centros de desenvolvimento da companhia e ganha importância na criação de novos veículos, com a duplicação do Departamento de Engenharia em Camaçari.
A Ford prepara o lançamento de um carro compacto para disputar o mercado de entrada no Brasil e aproveita o renascimento do Mercosul Automotivo para estimular a produção na fábrica Argentina, com investimentos de US$ 160 milhões. Trata-se da mesma fórmula adotada pelas montadoras rivais, interessadas em dar maior equilíbrio às operações no Sul do continente.
Outro palestrante, convidado especialmente, é Larry Burns, vice-presidente global de Desenvolvimento e Pesquisa e Planejamento Estratégico da General Motors Corp, que fará o encerramento do simpósio com um tema bastante atual no projeto de novos veículos: a sinergia da eletrônica, propulsão, materiais e telemática.
O simpósio abre às 8h30 e conta com outras importantes apresentações. O objetivo é avaliar o nível atual de competitividade das operações, debater soluções inovadoras e analisar a revolução que a convergência de sistemas e funções promete. A programação completa pode ser obtida no site da SAE BRASIL – www.saebrasil.org.br. Outras informações podem ser fornecidas por Jaquiline Jollo, na SAE BRASIL, pelo telefonel (11) 3287-2033, ramal 106.
Portal Fator Brasil – 29/08/2007

Honda Automóveis aumenta a produção em Sumaré
A Honda Automóveis do Brasil alcança mais um novo patamar em sua produção em agosto, quando passa a fabricar 550 veículos por dia em sua Unidade instalada na cidade de Sumaré, interior de São Paulo. Até o último mês de julho, eram produzidos 460 carros diariamente.
A fábrica, responsável pela produção dos modelos New Civic, Civic Si e Honda Fit, iniciou uma série de obras de ampliação que teve início em 2006 e deve ser finalizada ainda este ano. Os investimentos, da ordem de US$ 100 milhões, incluem a ampliação da área coberta (de 50 mil m² para 85 mil m²), a aquisição de novos equipamentos e a implantação de novos processos.
Para 2007, a estimativa é superar 100 mil automóveis, o que representará um acréscimo de 38% em relação ao ano passado, quando foram fabricadas 76.687 unidades.
Só neste primeiro semestre, a Honda Automóveis registrou crescimento de 25% em sua produção. No total foram fabricadas 47.454 unidades no período, frente as 37.990 nos seis primeiros meses do ano passado.
Além da expansão dos setores de Solda, Pintura, Estamparia, Inspeção Final, Usinagem, Logística e Linha de Montagem, o investimento inclui novos equipamentos para pintura, estamparia e injeção plástica.
Produção Honda Automóveis do Brasil – Ano/Unidades
1997 | 1998 | 1999 | 2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 | 2005 | 2006 | 2 007*
862 | 15.783 |18.216 |20.616 | 22.072 |20.194 |33.987 |57.031 |65.515 | 76.687 |105.962
Portal Fator Brasil – 27/08/2007

Bosch inaugura a produção de ABS na América do Sul
A Bosch iniciou ontem em Campinas (SP) a produção de sistema ABS (antitravamento) de freios no Brasil. É, aliás, a primeira vez que o item é feito na América do Sul. Para nacionalizar a produção do sistema, a Bosch investiu cerca de R$ 25 milhões. A decisão de investimento foi tomada no ano passado, tendo em vista o potencial aumento da taxa de aplicação do ABS nos veículos produzidos no Mercosul. A aplicação de ABS nos veículos registrados no Brasil praticamente dobrou nos últimos três anos, chegando a 13%.
No Mercosul, a Bosch é líder em fornecimento do sistema ABS para as montadoras. A empresa fornece o sistema para as principais plataformas da Fiat, General Motors, Peugeot Citroën, Renault, Toyota, Volkswagen e DaimlerChrysler, dentre as quais se destacam os modelos: Sprinter, Idea, Stilo, Palio, Vectra, Astra, Zafira, Meriva, Corsa, 307, Picasso, Scénic, Mégane, Clio, Corolla, Fielder, Gol, Parati, Fox e Polo. A empresa espera que a produção nacional barateie os custos, mas isso vai depender da política de preços das fabricantes de automóveis.
Interpress Motor – 30/08/2007

Novidades estimulam o mercado de carros de R$ 60 mil
O mercado de carros médios está crescendo acima da média e ganha participação comercial, avançando em outros segmentos os de carros na faixa dos R$ 60 mil, que tem 17 modelos hoje à disposição do consumidor.
Há dois anos esse mercado era responsável por vendas em torno de 100 mil unidades. Cresceu 35% no ano passado e neste ano deve repetir a dose: vai crescer mais 35% e fechar 2007 com cerca de 210 mil unidades vendidas.
Para Sérgio Habib, presidente da Citroën, as novidades é que empurram o mercado pra cima. Ele destaca a boa participação do Civic novo, do Sentra e do Fusion, que chegaram fizeram sucesso e não roubaram mercado de ninguém, apenas acrescentaram venda no segmento.
Só os utilitários esportivos e os sedãs pequenos é quem cresceram mais do que os carros de R$ 60 mil no primeiro semestre no ano.
Por essa situação é que ele acredita no sucesso do C4 Pallas, lançado no mês passado e que pretende vender mais de duas mil unidades mensais, disputando a liderança com Vectra, Civic e Corola, ao mais vendidos do segmento.
"Cresceram os mercados mais caros, o que é bom para o Brasil", disse Sérgio Habib.
E é muito melhor para as montadoras, já que carros mais caros têm maior valor agregado e proporcionam maiores lucros aos fabricantes.
Segmento dos carros de R$ 60 mil
(de R$ 48 mil a R$ 86 mil)
(por ordem de preço)
Modelo
Valor R$
Astra sedã
48 mil a 57 mil
Peugeot 307
54 mil a 75 mil
Scénic
55 mil a 75 mil
Corolla
56 mil a 80 mil
Vectra
56 mil a 86 mil
Focus sedã
57 mil a 69 mil
Picasso
58 mil a 73 mil
Stilo
58 mil a 89 mil
Civic
60 mil a 84 mil
Zafira
63 mil a 83 mil
Fielder
71 mil a 83 mil
Fusion
83 mil a 86 mil
Vendas mercado interno
Modelo
Jan/Jul-2006
Jan/Jul-2007
Var.%
Fusion (*) 2.030 6.683 229,2
Peugeot 307 4.312 7.966 84,7
Civic 15.408 23.270 51
Focus sedã 3.435 4.250 23,7
Stilo 5.600 6.783 21,1
Zafira 4.422 5.293 19,7
Fielder 4.646 5.065 9
Corolla 18.481 18.969 2,6
Astra sedã 5.728 5.539 -3,3
Picasso 6.067 5.456 -10,1
Vectra 19.359 16.168 -16,5
Scenic 3.086 2.531 -18
(*) Vendas jun e jul. 2006
Crescimento acima do mercado
Crescimento abaixo do mercado
Queda de vendas
Auto Informe – 30/08/2007

Philips começa produzir lâmpadas de xenon
A Philips entrou na briga por uma fatia no segmento de autopeças. Subsidiária da Royal Philips Electronics da Holanda a empresa traz para o Brasil a nova linha de lâmpadas Xenon.
As lâmpadas bi-xenon da Philips resultam na reprodução de uma luz mais intensa e branca, com 300% de acréscimo de luz e 50% de redução no consumo, comparado com uma lâmpada comum. O bi-xenon H4 que acende o farol alto ou baixo do veículo e não ofusca a visão dos demais motoristas.
O consumidor terá quatro opções de lâmpadas: H1, H4, H7 e HB4, de acordo com o modelo/marca e ano do veículo. As lâmpadas foram desenvolvidas para atender 90% frota de veículos nacional. Elas utilizam lentes de plástico transparente, mais leves e resistentes a estilhaços de pedras.
O produto chega este mês ao mercado nacional e pode ser instalado nas lojas de acessórios automotivos. As lâmpadas Xenon estão devidamente regulamentadas e dentro dos padrões exigidos pelo Denatran.
Auto Informe – 29/08/2007

CONSUMER
Metade dos transmissores da TV digital sai de Minas
Minas Gerais já é vanguarda da TV digital. Os primeiros testes para transmissão usando a nova tecnologia serão realizados em São Paulo a partir do dia 4 e Minas responde por metade dos transmissores de TV digital instalados no país. Dos quatro equipamentos em funcionamento, dois foram produzidos pela Linear, com sede em Santa Rita do Sapucaí, no Vale da Eletrônica, no Sul do estado. Os outros dois são importados. “Em setembro, entregaremos outros quatro transmissores para São Paulo e inverteremos esse quatro, pois passaremos a ter o maior número de transmissores de TV digital instalados no Brasil”, ressalta Carlos Fructuoso, diretor de Marketing e sócio da empresa.
Segundo o executivo, a empresa detém 70% do mercado de transmissores analógicos e quer, no mínimo, manter esse percentual para a TV digital. Para ele, esse mercado tem um grande potencial, pois cada transmissor analógico terá que ser substituído por um digital. “Nossa empresa, em mais de 30 anos, produziu 32 mil transmissores analógicos. Nossa meta é atingir esse número em 10 anos com a TV digital”, afirma. A Linear já instalou equipamentos para a Rede Bandeirantes e MTV, e está em fase de implantação na TV Gazeta. No mês que vem, a empresa instalará os equipamentos para a TV Record, Mix TV e NGT.
Para outras empresas instaladas no Vale da Eletrônica, a TV digital também já é realidade. A STB está em negociação para instalar transmissores para duas emissoras de São Paulo. Segundo o diretor-industrial Flávio Brito, a empresa fabrica transmissores de potência baixa, ideal para cidades de grande porte. “Santa Rita é a única cidade do Brasil que já tem soluções para transmissão e recepção de TV digital com alta qualidade”, ressalta Brito. A STB também desenvolveu o conversor para TV digital, mas o produto ainda não é comercial. Segundo Brito, o valor de fábrica é R$ 200 e são necessários incentivos fiscais para que se alcance esse preço no varejo. A empresa está desenvolvendo ainda um receptor móvel de TV, que pode ser transportado no bolso e dispensa fios, que deverá ser vendido por R$ 300.
Dentro de quatro a seis meses, no máximo, a JWSat também entregará seus primeiros transmissores para TV digital. Segundo Edwin Tutacauno, gerente de Marketing e Comércio Exterior da JWSat, a empresa também está fechando parcerias com empresas italianas que já produzem equipamentos de tecnologia digital para o mundo todo, de olho no mercado brasileiro e da América Latina de conversores para TV digital. “Queremos oferecer aos nossos clientes um produto de ótima qualidade e com o custo-benefício de até R$ 200, que é a meta do Ministério das Comunicações”, observa.
Segundo o professor Adonias Costa da Silveira, coordenador dos projetos em TV digital do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), localizado também em Santa Rita, a instituição já trabalha com a nova tecnologia de transmissão antes mesmo da iniciativa do governo. “Na transmissão, já estamos muito à frente. A Bandeirantes fez a transmissão dos jogos Pan-Americanos com equipamentos de modulação e codificação feitos pelo Inatel, em parceria com fabricantes da região, e muitas empresas já estão procurando”, afirma. A TV digital funcionará de forma definitiva em São Paulo em dezembro. Em Belo Horizonte, a nova tecnologia funcionará até fevereiro, segundo o Ministério das Comunicações.
Estado de Minas – 30/08/2007

Uruguai opta por padrão europeu na TV digital aberta
O governo uruguaio formalizou a adoção do padrão europeu de TV digital terrestre e móvel (DVB-T/DVB-H), encomendando ao Ministério da Indústria e à Ursec (órgão que regula os serviços de comunicações) a definição de planos técnicos, do cronograma de implantação e do marco regulatório destinado ao novo serviço. O decreto foi assinado ontem pelo presidente Tabaré Vázquez e pelo ministro da Indústria, Jorge Lepra.
Segundo a imprensa uruguaia, a decisão sucede quase um ano de análise, que contemplou, além do sistema europeu de transmissão, o norte-americano (ATSC) e o japonês (ISDB-T), que será usado no Brasil). O decreto do governo uruguaio atenua os esforços da comitiva do Japão que veio ao Brasil recentemente e seguiu pela América Latina para tentar promover o sistema japonês de TV digital na região. Diante da expectativa de que outros países, além do Brasil, adotassem este modelo de transmissão, o grupo asiático, do qual fazia parte o ministro para Assuntos Internos e Comunicações, Yoshihide Suga, estimou que os preços dos conversores cairiam depressa.
Na semana passada, o ministro das Comunicações brasileiro, Hélio Costa, afirmou que o preço dos set-top-boxes deve cair de 40% a 50% até julho de 2008. Na primeira quinzena de setembro, ele assistirá em Brasília à demonstração de um conversor produzido por um grupo indiano-brasileiro que, segundo ele, chegará ao mercado por R$ 200, no início das transmissões em São Paulo, em 2 de dezembro. A caixa virá equipada com o Ginga, software de interatividade desenvolvido no País.
A Tarde On Line – 29/08/2007

Sony e Samsung começam a distribuir primeiros painéis de LCD de 8ª geração
A Sony e a Samsung anunciaram que a sua joint-venture, a S-LCD, já começou a distribuir os primeiros ecrãs de cristais líquidos "da linha de produção de oitava geração".
As empresas asiáticas confirmaram o início da distribuição numa cerimónia dedicada às novas tecnologias, onde referiram que os painéis 8G são formados por várias camadas de vidro que formam uma única placa de 2,2 por 2,5 metros, que será utilizada para produzir painéis de 46 e 52 polegadas.
Depois de operar no segmento de sétima geração, que utiliza folhas de vidro de 1,87 por 2,2 metros, responsável pela produção de oito painéis de 40 polegadas ou seis painéis de 46 polegadas, a S-LCD pretende continuar a obter resultados positivos com a série de maiores dimensões.
Os responsáveis pelas fabricantes referiram no encontro que "o sucesso com a linha 7G vai continuar com o surgimento da nova 8G", o que fará com que a joint-venture "cresça e se torne no maior fabricante de ecrãs LCD", cita a Associated Press.
Na mesma ocasião, os executivos da S-LCD informaram que o objectivo agora é voltarem as atenções para "os ecrãs LCD de 50 polegadas", um segmento que esperam vir a "liderar dentro em breve".
A S-LCD é responsável pelo fabrico de ecrãs que são posteriormente enriquecidos com componentes exclusivos e diferenciadores de cada uma das marcas responsáveis pela joint-venture. Até ao final deste ano, a empresa deverá entregar 50 mil painéis por mês.
Casa dos Bits – 29/08/2007

Philips vence Prémios EISA 2007, melhor Televisor HD LCD e melhor Sistema de Home Cinema
A inovação aplicada pela Philips no design e tecnologia dos seus produtos da área do entretenimento doméstico foi distinguida com dois prestigiados prémios de produto pela European Imaging & Sound Association (EISA).
O televisor Philips de ecrã plano Cineos 47PFL9732D com Perfect Pixel HD Engine e Ambilight Surround foi nomeado Melhor TV LCD Full HD Europeu 2007-2008, enquanto que o sistema de cinema em casa Sound Bar DVD HTS8100 com tecnologia Ambisound™ foi considerado o Melhor Sistema Compacto de Cinema em Casa Europeu 2007-2008.
Prémio EISA para Melhor Televisor LCD Full HD Europeu 2007-2008
O prémio EISA para o televisor topo de gama Full HD de 1080p e 47 polegadas (119cm) renova o reconhecimento que a Philips tem alcançado ao longo dos anos pela excelente qualidade de imagem em televisão. Com o formato 47” a converter-se rapidamente numa das dimensões de ecrã com maior procura no mercado dos televisores planos – especialmente devido ao crescimento de conteúdos em Alta Definição – o prémio EISA para o 47PFL9732D é um acontecimento significativo.
Nas suas declarações oficiais, o júri da EISA afirmou, relativamente ao 47PFL9732D da Philips “...oferece uma impressionante qualidade visual em Alta Definição. Até os mais pequenos detalhes são claramente visíveis numa resolução de 1920x1080p, potenciada pelo fantástico processo de compensação de movimento do inovador Perfect Pixel HD Engine da Philips”. A citação da EISA acrescenta que com este televisor “… a Philips elevou para um novo patamar os standards dos televisores LCD.
Prémio EISA para Melhor Sistema Compacto de Cinema em Casa Europeu 2007-2008
A Philips foi sempre considerada como inovadora na área do áudio/vídeo e o prémio EISA para o sistema de cinema em casa DVD HTS8100 sublinha, mais uma vez, o compromisso da marca na constante inovação do entretenimento doméstico.
Substituindo os tradicionais sistemas de cinema constituídos por colunas separadas de som “surround”, o HTS8100 possui a tecnologia Ambisound da Philips para proporcionar verdadeiramente um som de 5.1 canais áudio a partir de uma única unidade.
O júri da EISA realçou especificamente o design do sistema: “Miraculosamente, esta caixa de 13cm de espessura integra os altifalantes, o amplificador e o leitor de DVD/CD. O conceito de design - “barra de som” - forma uma excelente parceria com os televisores de ecrã plano” e acrescentouque o equipamento oferece “...um desempenho excepcional para a experiência do cinema em casa”.
Ao comentar os dois prémios da EISA, Rudy Provoost, Vice-Presidente executivo da Royal Philips Electronics e CEO da divisão de Electrónica de Consumo da Philips, afirmou: “A Philips está empenhada em oferecer aos consumidores produtos realmente diferentes, atractivos e inovadores, intrinsecamente ligados à nossa promessa de marca 'Sense and Simplicity', que proporcionem uma experiência autêntica e envolvente de entretenimento em casa. Os prémios que a EISA atribuiu a estes dois produtos são o reconhecimento de como estamos continuamente a aumentar o padrão de excelência de imagem dos ecrãs planos, a inovação e o design dos sistemas de cinema em casa e toda a experiência do entretenimento doméstico de uma maneira geral.”
Sobre os produtos vencedores
O televisor Cineos FlatTV Philips 47PFL9732D proporciona a mais avançada experiência visual 1080p em Alta Definição, graças a uma série de inovações de qualidade de imagem com uma superior definição, detalhes naturais, cores vivas e reprodução natural do movimento. A chave para esta qualidade reside no Perfect Pixel HD Engine – um conjunto de tecnologias Philips que proporcionam um nível de excelência em Alta Definição:
· 100Hz ClearLCD combina uma melhor resposta física dos cristais líquidos com a duplicação da velocidade de refrescamento do ecrã para 100hz. Desta forma, o tempo de resposta é reduzido para apenas 3 milisegundos, e a reprodução das imagens rápidas faz-se sem qualquer distorção, uma limitação muito comum nos televisores LCD normais.
· HD Natural Motion elimina a trepidação das imagens em movimento em conteúdos de Alta Definição para oferecer uma definição e fluidez sem paralelo – característica perfeita para fontes de vídeo de alta definição como o Blu-Ray Disc™. O HD Natural Motion mede e calcula a velocidade, movimento e direcção de um objecto numa cena, compensando inclusivamente os movimentos repentinos da câmara.
· A nova função Color Booster da Philips usa um sistema de processamento de 14 bits para gerar uma palete de 4 triliões de cores, obtendo uma melhor saturação de cores, tornando-as mais vibrantes e naturais.
· Um ecrã Full HD 1080p oferece uma resolução de 6.2 milhões de pixels – perfeito para conteúdos em Alta Definição.
O 47PFL9732D cria uma experiência visual HD mais rica e totalmente envolvente graças ao Ambilight Surround. O seu ambiente de efeitos de luz e cor leva a um maior envolvimento do espectador com os conteúdos no ecrã, ao mesmo tempo que melhora a percepção dos detalhes, o contraste e a cor da imagem visualizada e cria uma experiência visual mais relaxante. Esta última versão do aclamado sistema Ambilight da Philips também possui a nova tecnologia de iluminação por LED, assegurando cores mais saturadas e permitindo reduzir o tamanho do televisor que consome menos energia do que os anteriores televisores planos com Ambilight.
Simplicidade integrada numa única unidade
A Philips conseguiu integrar de forma engenhosa “som surround”, colunas, amplificador e leitor de DVD/CD num único sistema compacto de, apenas, 13cm de espessura - o Home Theater Soundbar com DVD HTS8100. A tecnologia Ambisound proporciona um som em 5.1 canais, criando uma experiência de entretenimento única sem o transtorno causado por várias colunas e cabos.
A tecnologia Ambisound da Philips utiliza cinco amplificadores individuais, assim como um conjunto de tecnologias de processamento de som, posicionamento preciso das unidades e as mais avançadas inovações psico-acústicas para obter o melhor desempenho de som full surround.
O sistema Soundbar HTS8100 da Philips combina um elevado desempenho áudio e um design moderno com a melhor experiência de visualização graças ao processamento de vídeo DCDi® da Faroudja, bem como a qualidade de imagem de 1080p que chega ao ecrã via HDMI™.
O HTS8100 está preparado para ser usado logo que retirado da caixa, com uma sessão de configuração muito rápida e simples. O sistema também pode ser facilmente montado na parede, sob o televisor, conjugando-se elegantemente com a decoração de qualquer sala, independentemente do estilo. A consola do sistema foi concebida para montagem tanto na parede como sobre um suporte.
Notas editoriais
O prémio EISA atribuído ao 47PFL9732D é o décimo que a Philips vence para televisores de ecrã plano ou para a tecnologia de televisores de ecrã plano desde que a empresa apresentou o seu primeiro ecrã plano há 11 anos atrás. É também o 17º prémio que a EISA atribui a televisores Philips em 15 anos de prémios anuais da EISA.
A EISA é a maior organização editorial multimédia da Europa, com 50 membros de revistas especializadas em áudio, electrónica móvel, vídeo e fotografia de 20 países europeus. Anualmente, o júri da EISA avalia os novos produtos de electrónica de consumo e equipamentos de fotografia para seleccionar os melhores em cada categoria. Os produtos vencedores combinam a mais avançada tecnologia com as características mais desejáveis, a última expressão do design, melhor ergonomia e melhor relação qualidade/preço, atributos mais apreciados por um consumidor que procura elevada qualidade e criatividade.
Os prémios EISA serão formalmente apresentados numa cerimónia que terá lugar na IFA, em Berlim, no início de Setembro.
IP Jornal – 28/08/2007

Monitor LCD engole o de tubo
Com os preços em queda, as vendas das telas de cristal líquido (LCD) para computadores ultrapassaram de forma significativa as dos monitores de tubo no mercado brasileiro, que no próximo ano devem ter participação muito pequena ou até inexpressiva no volume comercializado, segundo projeções de analistas e fabricantes. Empresas como a Samsung e a AOC já desistiram de produzir monitores de tubo no Brasil.
"Em dezembro do ano passado, o LCD superou o tubo e, no mês passado, representou 75% das vendas", afirma o diretor de pesquisas da consultoria IT Data, Ivair Rodrigues.
De janeiro a agosto do ano passado, o preço médio de um LCD de 17 polegadas, o produto mais vendido atualmente, caiu de R$ 1.049 para R$ 799. Hoje sai por R$ 599, segundo a IT Data. Além do ganho de escala, a presença de novas marcas ajuda a derrubar os preços. As duas líderes - as coreanas Samsung e LG Electronics - continuam dominantes, mas empresas como AOC e Proview começam a avançar no setor. Maior fabricante de monitores do mundo, a chinesa AOC conquistou 6% do mercado nacional de LCD desde janeiro e, somada à sua produção para outras marcas, tem 28% das vendas.
"A penetração de computadores na população é inferior a 20% no Brasil, o que dá muitas oportunidades de crescimento", afirma o diretor de produtos digitais da Samsung, Wladimir Benegas.
Gazeta Mercantil – 28/08/2007

Gradiente vende marca Philco por R$ 22 milhões
A Gradiente anunciou nesta quinta-feira que vendeu a marca Philco por R$ 22 milhões para um grupo de investidores. De acordo com a empresa, os compradores estão em processo de licenciar a marca Philco para a fabricante de eletrodomésticos Britânia.
De acordo com a Gradiente, fábricas e equipamentos não foram incluídos na transação. A Gradiente e a Britânia estudam se há possibilidade de trabalhar em conjunto na fabricação e pós-venda dos produtos com a marca Philco. A Gradiente continuará prestando serviços de pós-venda para os produtos Philco até dezembro de 2007.
A Gradiente comprou a Philco em agosto de 2005. A negociação para a venda da marca havia começado em meados de junho, de acordo com a empresa.
Invertia – 30/08/2007

IFA: Samsung lança MP3 player com vídeo e player de Blu-ray e HD DVD
A Samsung Electronics Co. Ltd. lançou nesta quinta-feira (30/08) uma linha de tocadores de MP3 com recursos de reprodução de vídeo.
A empresa também anunciou um player com suporte para os dois formatos concorrentes de vídeos de alta definição - Blu-ray Disc e HD DVD.
Os dispositivos estão entre os lançamentos da fabricante sul-coreana durante a feira de eletrônicos de consumo IFA, em Berlim.
O YP-P2 conta com uma tela de alta resolução que reproduz 30 frames por segundo em DVD no formato de tela 16:9. O gadget ainda usa a tecnologia Emoture de tela sensível ao toque.
O tocador é compatível com o padrão Bluetooth de transmissão de dados e permnite que até três pessoas ouçam músicas ao mesmo tempo usando os fones YA-BH270 compatíveis com o padrão Bluetooth.
Com apenas 9,9 milímetros de espessura, o player está disponível em versões com memória de 2 Gigabytes, 4GB e 8GB.
A Samsung também anunciou o tocador YP-S5 copmo sucessor do modelo YP-K5 lançado no ano passado. O dispositivo conta com caixas acústicas portáteis, conexão Bluetooth, visualizador de textos, fotos e games.
Conforme demonstrou Jong Woo Park, presidente da divisão Digital Media Business da Samsung, os novos players podem usar a rede Bluetooth para se conectarem a celulares e atenderem chamadas.
A Samsung também lançou seu primeiro tocador Duo HD. O modelo BD-UP5000, que suporta tanto o formato Blu-ray Disc como o HD DVD. Anteriormente, a fabricante suportava somente o formato Blu-ray.
PC World – 30/08/2007

Brasil é o 4º no ranking mundial de venda de computadores
O Brasil passou da 7ª para a 4ª posição no ranking mundial de venda de computadores, graças ao grande crescimento no consumo de PCs no segundo trimestre, principalmente de notebooks. Os dados são da IDC Brasil, que apontou um crescimento de quase 20% com as vendas de 2,1 milhões de PCs de mesa e notebooks no País entre abril e junho. O resultado surpreendeu o mercado global.
Reinaldo Sakis, analista sênior da IDC, considera o avanço "significativo", explicando que de 2004 a 2006 o País ficou em oitavo lugar no ranking. O que ocorreu neste segundo trimeste foi que as vendas de notebooks foram além do esperado, sendo comercializadas 300.481 unidades. Segundo o analista, o que incentivou o consumo foram a redução nos juros das parcelas e o aumento nos prazos de pagamento, já que os preços entre abril e junho se mantiveram praticamente no mesmo patamar dos três primeiros meses do ano.
De acordo com as estimativas da IDC, em 2007 o Brasil terá venda de aproximadamente 9 milhões de computadores, um crescimento de 25% em relação ao ano passado. Mas a posição no ranking não será alterado, pois os mercados nas primeiras posições (Japão, China e Estados Unidos) são bem maiores.
"Mesmo nas previsões mais otimistas é muito difícil pensar em igualar ou até passar os outros países, pois enquanto o Brasil vende 2,1 milhões, o Japão vendeu 3,1 milhões num trimestre considerado fraco, e os resultados da China e dos Estados Unidos foram, respectivamente, de quase de 7 milhões e 16 milhões no mesmo período", conclui o analista.
Terra – 31/08/2007

IDENTIFICATION
Etiquetas de RFID mais próximas das prateleiras
Custo da tag deve chegar a 5 centavos de dólar nos próximos anos.
Evento realizado em São Paulo, no último dia 15, debateu aspectos do Código Eletrônico de Produto (EPC) – padrão de identificação que utiliza tecnologia de radiofreqüência (RFID). A iniciativa foi da GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação – antiga EAN Brasil), entidade responsável por administrar a numeração do código de barras e pelo EPC no País.
Durante todo o dia, especialistas e representantes de grandes corporações, como Motorola, HP, NEC, FIT – Flextronics Instituto de Tecnologia, Grupo Pão de Açúcar e Procter & Gamble, falaram sobre os testes-piloto que vêm realizando com o EPC ao longo de suas cadeias de suprimentos.
O EPC contém todas as informações e funcionalidades dos produtos, possibilitando sua identificação (por radiofreqüência) e rastreabilidade e garantindo máxima segurança e fluxo contínuo de dados. A nova tecnologia agrega sistema automatizado capaz de revolucionar os conceitos de fabricação, controle, logística, compra, distribuição e venda.
Na indústria, seus principais benefícios serão o aperfeiçoamento do gerenciamento de estoques e a rastreabilidade. No varejo, os valores agregados mais perceptíveis serão a leitura automática e instantânea de todos os produtos colocados no carrinho do consumidor, funcionalidade antifurto e monitoramento de promoções. Para o consumidor haverá ainda mais conforto nas compras, ausência de filas e segurança.
Apesar de simples, a aplicação da tecnologia RFID em diferentes situações demanda soluções específicas para questões como faixa de radiofreqüência, alcance, interferência, barreiras às ondas de rádio, compatibilidade de hardware e software, fontes de energia e estruturas de códigos padronizadas.
A aplicação ampla da tecnologia em cadeias e mercados globalizados só será possível a partir da adoção de padrões globais, tanto do hardware e do software, como também dos processos e estruturas de sistemas de informação. Sem isto, não haverá a necessária escala e compatibilidade de sistemas, limitando a aplicabilidade a algumas soluções proprietárias de empresas.
Testando a tecnologia - Os testes com o EPC no Brasil começaram há três anos, com o estudo da tecnologia e o envolvimento de empresas líderes de mercado. A responsabilidade dos trabalhos ficou a cargo da GS1 Brasil, que criou Grupos de Trabalho EPC, do quais fazem parte mais de 350 empresas. Periodicamente, o grupo promove seminários e encontros para estudo e discussão da nova tecnologia.
“A implantação do EPC/RFID é um processo de longo prazo, que demandará ainda muito estudo e planejamento, apesar dos testes terem avançado significativamente nesses anos. Certamente, os benefícios dessa nova tecnologia serão muitos, e deverão variar de empresa para empresa”, diz Roberto Matsubayashi, gerente de Soluções de Negócios da GS1 Brasil.
O varejo é quem está mais avançado na adoção dessa tecnologia, sendo que o projeto do Wal-Mart dos Estados Unidos é uma das referências nessa área. A previsão dos especialistas é de que o sistema RFID ganhe escala no Brasil em 2010, quando todas as arestas de custos e cultura serão derrubadas.
Durante sua apresentação no Seminário, Matsubayashi destacou algumas vantagens alcançadas pelo Wal-Mart no projeto com o EPC/RFID. “Houve uma melhora considerável na logística como um todo, com maior agilidade na reposição de produtos, minimizando possíveis rupturas nas gôndolas, além de diminuição de ‘gorduras’ nos estoques”.
Na América Latina, o primeiro varejo a subscrever-se à EPCglobal foi o Pão de Açúcar. O Grupo acaba de inaugurar a loja-conceito, localizada dentro Shopping Iguatemi, em São Paulo – um dos mais sofisticados do País. O estabelecimento tem forte presença tecnológica, todas as etiquetas de preço são eletrônicas e têm o apoio de gôndolas digitais, onde pode-se encontrar informações sobre produtos, receitas, dentre outras. O projeto servirá também como uma espécie de laboratório para testes de tecnologias como o EPC/RFID.
Em 2005, o Grupo Pão de Açúcar concluiu o piloto Cadeia de Suprimentos do Futuro. “Essa experiência nos permitiu observações importantes. A utilização do EPC/RFID requer pré-requisitos para obtenção dos resultados esperados, um deles é um bom alinhamento de informações. Também existem vários fatores, como processo de produção, maturidade da cadeia, percepção de valor e priorização de oportunidades, que influenciam na velocidade de adoção da tecnologia”, enfatizou Mitsuro Sakagushi, gerente de Tecnologia da Informação do Pão de Açúcar.
Ainda existem muitas barreiras a serem transpostas para que o EPC saia dos grupos de discussão e chegue às prateleiras das lojas. Uma delas é o custo da etiqueta. Quando a tecnologia começou a ser testada o preço da tag era de aproximadamente US$ 1,00. Hoje, esse custo caiu cerca de 50%.
Empresas como a Procter & Gamble, nos Estados Unidos, vêm investindo fortemente em testes com o EPC. O vice-presidente da companhia, Dick Cantwell, afirmou durante o evento que já houve muito progresso nos pilotos realizados. “As taxas de leitura do RFID já estão em quase 100%. Também conseguimos reduzir o custo das etiquetas para algo em torno de US$ 0,15, e estamos trabalhando para que esse valor caia para cerca de US$ 0,05”.
O executivo ressaltou que é possível obter retorno de 90% do valor investido na tecnologia RFID, com o retorno de benefícios como redução de tempo de trabalho, precisão de dados, disponibilidade do produto nas gôndolas, dentre outros.
Centro de Referência em RFID - Dentre as associadas EPC da GS1 Brasil, a HP é, sem dúvida, uma das empresas que tem contribuído para o aperfeiçoamento da tecnologia no País. Em junho de 2004, a companhia, que está entre os maiores provedores de solução no mundo, iniciou um piloto em São Paulo para testar o uso de tags RFID diretamente no produto, visando ganhos de eficiência na manufatura e benefícios nas operações internas. Anteriormente, a empresa, nos Estados Unidos, já tinha conduzido testes para a aplicação da tecnologia em caixas e paletes.
Em meados de 2005, a fábrica localizada em Sorocaba, São Paulo, transformou-se no HP Brasil RFID CoE – um dos maiores centros de referência de estudos e aplicação de RFID do mundo. A planta foi escolhida, dentre 26 outras, para abrigar o projeto-piloto por ser a primeira unidade do grupo com o conceito end-to-end supply chain, ou seja, com todos os elos da cadeia produtiva (manufatura, distribuição e logística reversa) em uma única localidade.
O piloto foi muito bem sucedido e atualmente a HP etiqueta o chassi das impressoras com o propósito de obter informações do começo ao fim da cadeia de suprimentos. Desde o ano passado, todos os produtos embarcados saem das fabricas da HP com chip RFID. São mais de 40 mil etiquetas de EPC lidas diariamente. A implementação da HP Brasil foi reconhecida globalmente como a mais avançada implementação de RFID já realizada, tornando-se referência mundial.
Tecnologia RFID chega aos bancos - Ainda no escopo do Seminário, a NEC Brasil apresentou os resultados de um audacioso projeto de RFID implantado por ela para o Banco do Brasil. A atividade visa controlar os ativos de Tecnologia da Informação do banco, existentes no CCT – Complexo Central de Tecnologia, localizado em Brasília.
Inicialmente, o projeto previa desafios como controle de cerca de 14 mil itens; redução do tempo de localização de ativos, redução no prazo para realização de inventários, além da homologação da tecnologia.
Segundo Pedro Moreira, especialista em soluções da NEC, até agora foram implantadas 10 mil tags. “Hoje temos 99% do sistema em pleno funcionamento. O tempo exigido para a localização de um ativo caiu de oito horas para cinco minutos; o inventário, antes realizado em 45 dias, hoje pode ser totalmente feito em apenas cinco dias”.
Portal Fator Brasil – 29/08/2007

Brecha de segurança atinge chips em passaportes
Um pesquisador de segurança demonstrou na conferência hacker DefCon que é possível deixar fora de combate os leitores de passaportes eletrônicos em diversos aeroportos. Ao injetar dados inválidos no chip RFID do documento, o leitor pode ser levado a travar e, possivelmente, executar código arbitrário.
De acordo com a revista Wired, o hacker Lukas Grunwald descobriu que não há mecanismos de validação de dados nos leitores de passaportes eletrônicos presentes nos aeroportos. O processo é simples: primeiro, extrai-se dados válidos de um chip RFID (Radio Frequency Identification) embutido no passaporte.
Dentre esses dados está a foto do viajante. Depois, uma cópia desses dados, com uma fotografia adulterada, é gravada em um outro chip RFID. A foto alterada cria uma situação de estouro de buffer que leva ao travamento dos leitores. Grunwald testou o chip adulterado em dois leitores diferentes e ambos travaram. Segundo o pesquisador, o problema estaria nas bibliotecas de programação JPEG2000, para manipulação de imagens, que os fabricantes possivelmente usam. Essa versão da biblioteca possui bugs conhecidos.
Lukas Grunwald é conhecido por, há exatamente um ano, ter conseguido clonar os passaportes eletrônicos, então uma novidade. Segundo o site Engadget, o hacker inventou um processo para retirar dados de um passaporte legítimo (cujo chip RFID é apenas de leitura) e transportá-los para um outro chip RFID gravável, que seria então embutido num passaporte falso. Agora, Grunwald demonstrou que pode usar a mesma técnica, desde que adulterando os dados copiados, para criar caos nas leitoras de passaportes.
Derwood – 28/08/2007

INDUSTRIAL
Transportadora Líder automatiza gestão de fretes
Gerenciar as ordens de pagamento de todos os fretes conduzidos por caminhoneiros terceirizados não era tarefa fácil para a Líder, empresa do ramo de transporte rodoviário, até cerca de dois anos atrás. Isso porque, sem um sistema automatizado, a companhia que transporta cerca de 3 milhões de toneladas de carga por ano enfrentava procedimentos trabalhosos e um tanto burocráticos para gerenciar os pagamentos. “Emitíamos uma ordem impressa em várias vias e, no momento da contratação, o carreteiro geralmente recebia um adiantamento em cheque.
Além disso, tinha uma carta-frete para ser descontada, após a entrega, em postos de gasolina distribuídos pelo Brasil ou em uma de nossas filiais como parte final do pagamento”, comenta Renzo do Amaral Braz, diretor superintendente da Líder.
Segundo o executivo, o modelo não trazia o controle satisfatório sobre documentação, que ficava dispersa em postos de gasolina do País, ou mesmo sobre onde o motorista havia feito a quitação do frete. Diante disso, a Líder optou por adotar uma ferramenta que automatizasse o procedimento e auxiliasse no gerenciamento dos pagamentos. Após analisar soluções de mercado, a companhia optou pela contratação do Repom Express, da Repom, que substituiu os documentos em papel por contratos eletrônicos.
O sistema, em vigor desde o início de 2006, permite que o motorista contratado para o transporte tenha um smartcard e uma conta gerenciada pela Repom, onde será depositado automaticamente o valor do frete logo após a entrega das mercadorias. O processo é validado em uma rede de 450 postos de gasolina pelo país e o motorista pode sacar o valor logo após ter seu cartão validado pelo estabelecimento. O sistema é integrado com o ERP da Líder, fornecido pela Microsiga e responsável também por identificar o frete e transferir o valor para a conta.
Além do modelo automático de gestão de fretes, a Líder também incorporou o Vale-Pedágio Repom, sistema que credita em um cartão o valor referente a todos os pedágios que serão percorridos pelo motorista. Antes mesmo do início da viagem, um software calcula a rota a ser percorrida e o valor a ser pago em pedágios. Dessa forma, o responsável pelo carreto também não precisa lidar com o dinheiro em espécie para tal pagamento.
Segundo Braz, o controle em tempo real da prestação de contas ao motorista no posto de combustível, a agilidade e a segurança estão entre os principais benefícios do Repom Express, que não demandou investimentos iniciais em tecnologia e segue o modelo contratual por pagamentos mensais pelo serviço utilizado. “Se o caminhoneiro for roubado, por exemplo, não perde o dinheiro. Ele pode bloquear imediatamente o cartão”, ressalta.
Apesar das facilidades trazidas pelo sistema, a principal dificuldade foi a adaptação cultural dos motoristas ao novo sistema, que precisaram se acostumar a trabalhar sem dinheiro em mãos, segundo o executivo. A implantação, por outro lado, transcorreu sem problemas e foi feita em quatro meses. Para os próximos meses, a Líder pretende implantar o Repom Express também para sua frota própria, não apenas para os caminhoneiros terceirizados.
Computer World – 30/08/2007

FINEP destinará R$ 17,5 milhões para Tecnologia Industrial Básica
A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) lançou Chamada Pública para selecionar propostas no âmbito do Programa Tecnologia Industrial Básica (TIB). Serão destinados até R$ 17,5 milhões para o financiamento de projetos. A iniciativa visa expandir e consolidar a infra-estrutura de serviços tecnológicos nas áreas de metrologia, avaliação de conformidade e tecnologias de gestão, para atender às demandas do setor produtivo.
Serão selecionados projetos relacionados às seguintes linhas temáticas: — laboratórios de ensaios; — programas de avaliação de conformidade; — centros de referência em tecnologias de gestão; — redes metrológicas estaduais. Esta Chamada Pública faz parte das Ações Transversais definidas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, ao qual a FINEP é vinculada. Essas Ações se integram com as diretrizes da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE) do Governo Federal e utilizam, simultaneamente, os recursos não-reembolsáveis de diversos Fundos Setoriais.
Do total de até R$ 17,5 milhões a serem liberados por esta Chamada, R$ 3 milhões são provenientes do Fundo Setorial de Energia (CT-Energ), R$ 4,5 milhões do Fundo Setorial do Petróleo e Gás Natural (CT-Petro) e R$ 10 milhões do Fundo Verde-Amarelo (CT-Verde-Amarelo). A Chamada também estabelece que 30% desse total deverão ser aplicados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
FINEP – 28/08/2007

Brasileiros ensinam europeus, chineses e latinos a produzir mais com menos recursos
A ABS Consultoria, de São Paulo, vem aumentando a produtividade de empresas instaladas na Europa, Ásia e América Latina. O foco da consultoria é a sustentabilidade dos negócios: encontrar e eliminar desperdícios, aproveitando melhor os recursos humanos, materiais e financeiros de uma empresa.
Na Delta Cafés, de Portugal, o trabalho da ABS resultou no aumento de 17% da produtividade; de 18% nas visitas comerciais efetivas; de 101% na prospecção de clientes e de 44% de faturamento além da meta.
Na Lusosider - Aços Planos, também de Portugal, a ABS aumentou a produtividade de três linhas em um total 6,4 toneladas a mais por hora.
Na Whirlpool, do México, a ABS implantou projeto de redução de custos na fábrica de fogões e geladeiras, que representou um ganho de US$ 3 milhões. "Através da Metodologia ABS, obtivemos um controle mais efetivo das operações e a formação de um ambiente de maior cooperação e trabalho em equipe entre as áreas de produção e apoio", declara Eduardo Elizondo, diretor Industrial da Whirlpool.
Na Ilha dos Açores, a ABS está treinando a equipe da empresa Energia dos Açores (EDA) para se tornar mais produtiva. Segundo o presidente do Conselho de Administração da EDA, Roberto Amaral, o objetivo não é aumentar o esforço de cada funcionário, mas sim sua eficiência. Em uma escala de zero a cinco, os profissionais da EDA deram nota média de 4,5 para a formação proporcionada pela ABS.
Na China, a ABS iniciou um projeto na Companhia de Electricidade de Macau (CEM), com o objetivo de reduzir em um ano as tarifas para os usuários.
Na Argentina, a Emfer (Empreendimentos Ferroviários S/A) ganhou em produtividade o equivalente seis vezes o valor investido no projeto da ABS.
No Brasil, uma das multinacionais que estão aplicando a metodologia da ABS é a Flextronics. Segundo a psicóloga Margarida Marques de Almeida, a finalidade do programa é levar as lideranças e demais funcionários à reflexão e mudanças de atitudes. "São essas pessoas, com atitudes positivas e pró-ativas que levarão a empresa a ser melhor", diz ela.
No Banco Panamericano, a ABS foi chamada para auxiliar o novo departamento de Gerência de Custos, que tem a missão de administrar os contratos de fornecedores e outras despesas. "Nossa meta é melhorar a relação entre custo e produtividade. A primeira parte do trabalho já foi apurada, identificando um potencial de aprimoramento de 20%", revela a gerente de Custos, Carla Lutfi. "Os ótimos resultados que já alcançamos se devem à grande dedicação e comprometimento dos colaboradores", afirma.
Na CIV (Companhia Industrial de Vidros), em Vitória, a ABS propôs uma redistribuição dos operadores na linha de produção e mais flexibilidade das funções. Resultado: cada funcionário montava 15 kits de produto por hora e agora monta 19. "O colaborador passou a exercer mais de uma atividade, que pode variar de acordo com a velocidade da produção em cada etapa da montagem. Cada um ajuda o outro quando preciso. O trabalho ficou mais dinâmico", explica José Mendes, do setor de Manutenção de Máquinas. Somente esta mudança vai gerar uma economia de R$ 450 mil ao ano para a empresa.
A ABS também mantém um programa para pequenas e médias empresas. Um caso recente é o das concessionárias de veículos Fiat Ventuno, de São Paulo, e Nova Forte (Ford), de Campinas, que pertencem ao mesmo grupo e que aumentaram suas vendas de peças após oito semanas de melhoria no sistema organizacional e na postura da equipe.
Portal Fator Brasil – 30/08/2007

TELECOM
Serviços de telecom podem atingir US$ 225 bi em 2007
As despesas com os investimentos nos serviços de telecom estão subindo no mercado global, de acordo com dados da Infonetics Research. A grande demanda refere-se a serviços como os pessoais de banda larga, além de serviços como a TV móvel, vídeo móvel e IPTV. A expectativa é que este mercado chegue a US$ 224,6 bilhões neste ano.
Segundo a pesquisa, este aumento no rendimento dos fornecedores é devido, principalmente, aos lançamentos do mercado mundial.
A pesquisa revela ainda que os fornecedores globais de serviços públicos gastaram cerca de US$ 216,2 bilhões em 2006. O estudo aponta também que os fornecedores de serviços lucraram, em todo o mundo, cerca de US$ 1,2 trilhões no ano passado, o que equivale a 8% a mais em relação a 2005.
IT Web – 30/08/2007

Nokia lança celulares e serviços para concorrer com iPhone e iTunes
A Nokia anunciou nesta quarta-feira (29/08) o lançamento de um portal de serviços chamado Ovi e novos telefones multimídia até o final deste ano.
O Ovi irá atuar como um portal para os serviços da Nokia. O lançamento traz também a loja de música Nokia Music Store e o serviço de games Nokia N-Gage. O Nokia Maps também será integrado ao portal - em finlandês, Ovi significa “porta”.
Os usuários poderão, no Ovi, compartilhar arquivos e acessar suas comunidades pessoais, como o MySpace. O acesso poderá ser feito por um PC ou dispositivo móvel compatível.
Os serviços serão lançados antes do Natal em vários países, e inicialmente serão para os modelos da Nseries. Contudo, o Ovi chegará a outros modelos baseados nas interfaces Symbian S60, S40 e S30.
Foram anunciados quatro modelos, que incluem uma atualização do N95, com memória estendida para 8 GB e que custa 560 euros. Há também o N81, um telefone musical 3G com Wi-Fi, com 8 GB de memória interna ou um cartão microSD para memória expansível - no valor de 430 euros.
Os modelos XpressMusic 5310 e 5610 de 4 GB custam 225 euros, têm câmera de 3,2 megapixels e podem tocar música sem interrupções durante 22 horas.
Os aparelhos da Nokia e os serviços do Ovi superaram o iPhone em ao menos três características: os dispositivos são 3G, a Nokia declarou que desenvolvedores de fora da empresa serão bem-vindos e delineou a questão de serviços de plataformas múltiplas com maior amplitude. Além disso, a interface do Ovi para PC pode atender pedidos de usuários por um desktop Symbian.
A Nokia já possui dispositivos com tela sensível ao toque da linha Nseries (o tablet de internet N800, com Linux), e planeja levar esta interface aos telefones Symbian da Nseries no próximo ano.
O serviço permitirá que usuários façam o download de faixas, carregue-as do PC para seu dispositivo e também ouça as músicas online - tudo sob a tecnologia DRM (do inglês digital rights management).
Com a novidade, a Nokia pode superar a participação da Apple no mercado.
PC World – 29/08/2007

Decisão sobre PIS/Cofins em telefonia cabe ao STF
Mais uma decisão significativa para o Brasil poderá terminar no Supremo Tribunal Federal. Na sentença publicada no último dia 17/08, o Juiz José Edmílson Pimenta, da 3ª Vara Federal de Sergipe, indeferiu medida impetrada pelo Ministério Público Federal solicitando a suspensão da cobrança do PIS/Cofins pelas operadoras aos usuários nas contas dos serviços de telefonia, sob a justificativa que a causa é tributária e exige uma ADIN - Ação Direta de Inconstitucionalidade, e não, uma Ação Civil.
Medidas judiciais contra a cobrança desses tributos (PIS/Cofins) - que vão para os cofres do governo federal -são movidas desde a privatização do sistema Telebrás e movimentam os jurídicos das operadoras fixas e móveis. "Não cabe a Ministério Público Federal mover uma Ação Civil no caso de discussão tributária", proferiu na sentença o Juiz José Edmílson Pimenta.
"As causas tributárias pedem ADINs - Ação Direta de Inconstitucionalidade", observou ainda o magistrado. Várias entidades de Defesa do Consumidor já tentaram nos últimos anos - a última delas a de Minas Gerais - mover ação contrária ao repasse do tributo de PIS/Cofins pelas operadoras para os consumidores finais nas contas telefônicas.
As ações argumentam que o pagamento desses impostos deveria ser de integral responsabilidade das operadoras - móveis e fixas - uma vez que são elas que fecham um contrato de concessão para a oferta dos serviços de telefonia à população com o Governo.
Essa tese, no entanto, não ganhou força judicialmente. Tanto que todas as outras ações já impetradas - cinco no total - foram indeferidas. Isso porque há na Lei Geral de Telecomunicações o adendo que permite às operadoras repassarem o custo dos tributos para as contas, em nome do equilíbrio econômico-financeiro do negócio.
O Juiz Edmilson Pimenta, na verdade, atribui a responsabilidade pela carga tributária excessiva ao consumidor de serviços de telefonia ao próprio governo. Na sua sentença, ele lamenta o fato de o governo tratar do tema tão somente para angariar recursos para sustentar uma máquina pública ineficiente.
Falta de mobilização?
A questão PIS/Cofins é tratada de forma diferenciada no governo quando se discute questões de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. Como telecom é um serviço onde a sonegação fiscal praticamente não existe - uma vez que o modelo de cobrança e de repasse de dinheiro para os cofres públicos é transparente- os poderes ligados às áreas econômicas protelam ações que possam vir a reduzir a incidência de tributos na área - uma das três maiores arrecadadoras de recursos no País, ao lado de Energia e Petróleo.
Já em TI e, especialmente, na área de hardware, o modelo adotado foi outro. Como havia uma grande presença do mercado cinza, leia-se contrabando, a indústria nacional e multinacional aqui instalada sofria uma concorrência desleal na venda de computadores. Além disso, o preço era alto e o produto ficava inacessível para a maior parte da população.
Com a inclusão digital na lista de prioridades de suas ações governamentais, o governo Lula, com a participação direta do Ministério do Desenvolvimento na gestão de Luiz Fernando Furlan, decidiu adotar facilitades tributárias para a área. Criou-se, então a MP do Bem, que isentou a cobrança do PIS/Cofins para equipamentos com valor até R$ 3.000,00. Essa medida ampliou a venda legal e fez o País bater recorde de comercialização de microcomputadores.
No PAC - Programa de Aceleração do Crescimento, principal instrumento da segunda gestão do governo Lula - o Poder Executivo, satisfeito com o resultado obtido até então - aprovou a ampliação do valor de isenção do PIS/Cofins para equipamentos até R$ 4.000,00. O resultado foi imediato: O mercado cinza, que estava na casa dos 70%, caiu para menos de 30%.
Além disso, o Brasil poderá vender 10 milhões de PCs em 2007, marca muito acima do esperado pelo próprio mercado, que atua, em muitos casos, em regime de três turnos para atender a demanda do varejo. Já Telecom, o acordo para uma redução tarifária e conseqüente queda de preço do custo do serviço para o usuário final, envolve uma série de fatores.
Há a possibilidade de o governo liberar PIS/Cofins, o que já reduziria a conta em aproximadamente 9,25%. Só que o setor - seja por falta de mobilização, seja por necessidade de viver o dia-a-dia de um negócio cada vez mais competitivo - não conseguiu, ainda, sensibilizar o governo para a adoção de medidas equivalentes às concedidas para o setor de TI, senão na área de voz, onde há o risco de uma queda de faturamento real dos tributos, para os novos serviços, principalmente, o de acesso à Internet banda larga, onde não há ainda uma receita elevada para os cofres públicos.
Convergência Digital – 29/08/2007

Oi cria celular híbrido para médias e grandes empresas
A Oi, companhia do grupo Telemar, começa a vender ao segmento de médias e grandes empresas serviço que combina a telefonia fixa e móvel no mesmo aparelho.
O modelo segue o usado pela Brasil Telecom no serviço batizado de Único, lançado no ano passado e que hoje tem cerca de 35 mil usuários naquela companhia.
A Oi, no entanto, decidiu focar o serviço, que ela chamou de Oi Flex, no segmento corporativo, enquanto a Brasil Telecom vende o modelo para qualquer usuário.
Segundo comunicado distribuído à imprensa, o Oi Flex é composto de um kit, composto de um aparelho móvel (Motorola V3 Black) e de um Ponto de Acesso, que permite a possibilidade de conexão com a linha fixa.
Sempre que o Oi Flex estiver dentro da área de cobertura do Ponto de Acesso, que atinge até 100m, o cliente pode atender chamadas do fixo no celular, como se estivesse usando a extensão.
A Motorola também foi a parceira escolhida pela Brasil Telecom e, a pedido da operadora, desenvolveu o software que equipa os modelos, o que lhes permite identificar o ponto de acesso na casa ou no escritório e, assim selecionar a rede que for mais conveniente para o usuário.
Computer World – 30/08/2007

Samsung bate Motorola e vira a Nº 2 do mercado de celulares
Sem nenhum alarde – nem mesmo um comunicado à imprensa -, a coreana Samsung fechou o segundo trimestre como a segunda maior fabricante de aparelhos celulares do mundo, desbancando a Motorola. Os coreanos venderam 37,4 milhões de aparelhos no período, ante os 35,5 milhões da concorrente, de acordo com a americana Fortune.
Dois pontos sustentam a estratégia da Samsung para conquistar o mercado. O primeiro é o preço. O modelo UpStage, por exemplo, pode fazer downloads sem-fio de músicas e custa cerca de 99 dólares, ante os 499 dólares do iPhone. Já o BlackJack, um aparelho com teclado completo, também sai por 99 dólares, metade do preço de um BlackBerry.
O outro pilar da expansão é o foco de seus aparelhos. A Samsung se posicionou na camada intermediária de celulares, oferecendo produtos para quem não precisa da sofisticação de um iPhone ou BlackBerry, mas também não deseja um modelo básico. "A Samsung é o sapato confortável dos celulares", afirmou um especialista de mercado à Fortune.
Briga pela ponta
A Samsung já deixou claro de que não se contentará com o segundo lugar. Em uma conferência no início do ano, o diretor de telecomunicações, Gee Sung Choi, manifestou sua intenção de desafiar a líder mundial do setor, a Nokia, que vendeu 100 milhões de aparelhos entre abril e junho. "Não há nenhuma razão para não alcançarmos a Nokia", disse. Segundo a Fortune, Choi tem preparo para enfrentar a missão. Entre 1998 e 2003, quando liderou a divisão de televisores da Samsung, o executivo levou a empresa da sexta para a primeira posição no setor.
Para bater a líder, a Samsung pretende ampliar as vendas nos mercados emergentes, como a China. Essas regiões, porém, não serão fáceis de serem conquistadas, pois já estão tomadas por seus concorrentes diretos – Motorola e Nokia -, além de contarem com fabricantes locais, como a Lenovo, na China.
Em busca de diferenciação, a Samsung vai apostar nos aparelhos de preço médio, a fim de se tornar o principal fornecedor para a classe média desses países. Além disso, a companhia vai também investir nos consumidores de maior renda, oferecendo aparelhos com múltiplas funções e design arrojado. O mercado de celulares de luxo é o que oferece as maiores margens de lucro, e o burburinho gerado pelos lançamentos ajuda a reforçar a marca.
Portal Exame – 29/08/2007
Sprint estende mercado WiMax para a Samsung
A Sprint pretende impulsionar a utilização do standard wireless móvel WiMax, tendo entregue à Samsung o mercado de Nova Iorque.
"São mercados muito bons os que entregámos à Samsung", foi desta forma que o presidente da unidade para o wireless de alta-velocidade da operadora de telecomunicações Sprint, Barry West, comentou, em declarações à Reuters, a entrega do mercado nova-iorquino à Samsung.
A Sprint já havia referido a intenção de investir cinco mil milhões de dólares no desenvolvimento de um standard móvel wireless de alta-velocidade até 2010.
Antes de Nova Iorque, a empresa já havia entregue à Samsung os mercados de Washington, Baltimore, Philadelphia e Boston.
Os responsáveis da Samsung referiram, em nota de imprensa citada pela Reuters, que o mercado móvel WiMax poderá tornar-se lucrativo dentro de três a cinco anos.
O Worldwide Interoperability for Microwave Access (WiMax) é um interface sem fios para o acesso wireless em redes metropolitanas.
Sol – 27/08/2007

Operadoras de telecomunicações apostam em IPTV
Segundo avança o site «Cnet News», esta semana várias operadoras de telecomunicações europeias, lideradas pela Deutsche Telekom, deverão divulgar avanços na tecnologia que, de acordo com alguns analistas escutados pelo site, deverá colocar a Europa à frente dos Estados Unidos e Ásia neste mercado.
A IPTV oferece a possibilidade de ser comercializada como parte dos pacotes triple play, juntamente com o acesso à Internet e telefone fixo.
«A vantagem decisiva da IPTV é estabelecer a ligação entre programação e serviços interactivos», comentou ao «Cnet News» Timotheus Hottges, membro da direcção da Deutsche Telekom responsável pela IPTV.
As operadoras, entre as quais se inclui também a Vodafone ou a Telecom Itália, deverão aproveitar o evento Internationale Funkausstellung, que arranca sexta-feira, em Berlim, para apresentarem as inovações na IPTV.
Olhar Direto – 29/08/2007

'gPhone': celular do Google pode chegar já em setembro
O "gPhone", celular que o gigante de internet Google estaria preparando para concorrer com o iPhone , aparelho da nova geração da Apple, pode chegar ao mercado mundial ainda em setembro. O portal de buscas teria escolhido um prazo de duas semanas para o lançamento do projeto, e uma das datas fortemente defendidas pelo Google seria o dia 3 de setembro, feriado do Dia do Trabalho (Labor Day) nos Estados Unidos, informou o blog Engadget .
Citando fontes diretamente envolvidas no projeto na sede do Google, o blog de tecnologia confirmou rumores publicados em março , de que o "gPhone" seria baseado em um sistema operacional de mesmo nome e de código aberto do tipo Linux em seu cerne (kernel). Custaria em torno de US$ 100. Ainda de acordo com o blog, o termo "gPhone" não envolveria exclusivamente o lançamento de um aparelho de telefonia celular de baixo custo, mas de vários eletrônicos portáteis.
Os aparelhos serão habilitados com tecnologias da Google, como um sistema de monitoramento GPS, o serviço de mapas GoogleMaps e os aplicativos Docs e Gmail.
"'gPhone' teria versões de diversos fabricantes, dizem rumores"
Mark "Rizzn" Hopkins ( http://www.rizzn.com ), um dos blogueiros mais envolvidos no assunto nos Estados Unidos, citou fontes para confirmar que o gPhone não se limitará a um telefone celular concorrente do iPhone, mas que poderá, inclusive, disputar espaço com o laptop popular XO, criado pela organização não governamental Fundação OLPC (One Laptop Per Child), do teórico Nicholas Negroponte. O XO, cujo custo de produção chega a US$ 170, está sendo adotado por governos de países em desenvolvimento para a inclusão digital de populações carentes - inclusive no Brasil.
Os rumores a respeito do lançamento do gPhone têm se fortalecido nas últimas semanas com a aproximação das festas de fim de ano, e vêm sendo reforçados por diversas fontes envolvidas no projeto em blogs especializados. Algumas das afirmações mais contundentes da semana partiram do blog CruchGear . Segundo fontes citadas pelo blogger, a HTC, líder asiática na produção de eletrônicos, e a Samsung já estariam interessadas em uma versão "gPhone".
Em janeiro deste ano, Beto Largman, do blog "Feira Moderna" do Globo Online , destacou as suspeitas de que o gPhone, à época chamado de "Google Switch", contaria com tecnologia da Samsung.
O Globo On Line – 29/08/2007
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