31/07/2007
GERAL
Intel adota especificações para simplificar design de servidores blade
A Intel Corporation anunciou nesta segunda-feira (30/07), que se uniu a mais de 40 provedores de tecnologia em apoio à nova especificação da indústria, denominada "Server Systems Infrastructure (SSI)", para plataformas de servidores modulares.
As "Especificações Para Servidores Modulares" simplificam e reduzem os custos de desenvolvimento de produto ao fornecer um guia de design que permite que fabricantes de servidores desenvolvam building blocks compatíveis a nível de software, de gerenciamento, de chassis e de blade.
As Especificações Para Servidores Modulares foram projetadas pela organização SSI, uma iniciativa da indústria com mais de 185 membros. Esse anúncio inclui especificações de design para laminas computacionais, cartões mezzanine e interfaces para o gerenciamento de sistemas. As últimas especificações baseiam-se nos sucessos anteriores da SSI, que incluem o fornecimento de energia com eficiência no consumo, formas e tamanhos de placas de servidores para plataformas de servidores tipo pedestal e rack-mount. Todas as especificações de design da SSI serão disponibilizadas abertamente para o mercado.
"A Intel tem orgulho da nossa história de mais de nove anos de contribuições e associação com a SSI&", declarou Kirk Skaugen, vice-presidente do Grupo Empresarial Digital da Intel. "Como parte do nosso compromisso com a computação líder em eficiência no consumo de energia, a Intel é uma participante ativa da criação da especificação que fomentará novas plataformas, baseadas nos padrões da indústria, que serão flexíveis e terão ótimo custo-benefício, baseadas no processador Intel® Xeon® para o mercado de servidores".
As companhias que apóiam as Especificações para Servidores Modulares incluem as líderes da indústria I/O, de placas e de fabricantes de sistemas como Acer, AMAX, AMI, Appro, Aquarius, Aragorn Computers, Asus, Chenbro, Colfax, Compusys, Dawning, Dedicated Computing, Digital Henge, Diode, Equus, FCI Connect, Flextronics, Gateway, Gigabyte, Hammer, HCL, IESC, Inspur, Intel, Iron Systems, Itautec, Kraftway, Lenovo, Maxdata, Mellanox Technologies, Melrow Technology NV, Microsoft, MPC, MSI, Pigeon Point Systems, Power Leader, Qlogic, Quanta, Seneca Data, Steel Cloud, Supermicro, Tarox, Teratec, Thomas Krenn, Transtec, Tyan, Viglen, Wipro, Wortmann e ZTE.
Esses fabricantes atualmente estão avaliando ou desenvolvendo as Especificações Para Servidores Modulares para a inserção em seus planos para produtos a partir de 2008.
Convergência Digital – 31/07/2007

Novos mercados de usuários finais geram crescimento no setor de semicondutores
O mercado dos semicondutores ‘discrete power’ está crescendo graças ao aumento de conteúdo eletrônico em automóveis e a explosão na venda de gadgets eletrônicos e de comunicação, especialmente em mercados ‘novos’ como a Ásia, defende a Frost & Sullivan. Em 2009, aponta o instituto, o setor no mundo vai gerar 14,42 bilhões de dólares, valor significativamente maior do que os 10,49 bilhões de dólares que o mercado de semicondutores movimentou em 2005.
Mesmo com o crescimento nos mercados de usuários finais, a Frost & Sullivan aponta uma falta de inovação tecnológica em semicondutores como thyristors, rectifiers e transistores bipolares. “Sem avanços técnicos, esses produtos continuam sem diferenciação e, por conseqüência, os fabricantes começaram a abandonar esses produtos. Somado a isso, os fornecedores baixaram os preços em busca de aumentar o volume de vendas e manter as receitas, está resultando em crescimento negativo ou lucro zero”, afirma o relatório.
Computer World – 30/07/2007

Oi investe R$ 150 milhões em IPTV
A Oi assume que oferta de vídeo é uma das prioridades de investimentos de rede no segundo semestre. Apesar dos aportes na atualização da infra-estrutura própria, estimados em R$ 150 milhões este ano, a Oi assegura que permanece lutando pelo direito de ficar com o controle da Way TV, operadora mineira.
O negócio foi rejeitado pela Anatel, sob a alegação que a transação fere a atual Lei Geral de Telecomunicações, que impede uma concessionária de telefonia fixa ter uma operação de cabo na sua área de atuação, situação vivida pela Oi, já que a Way TV é de Belo Horizonte, e a concessionária opera do Rio de Janeiro ao Amapá.
Em teleconferência de imprensa realizada nesta quinta-feira, 26/07, o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Operadora, José Luis Salazar, confirmou que já há testes em curso na tecnologia IPTV, assim como, o contrato firmado com a Nokia Siemens para o fornecimento da plataforma, mas o valor do contrato firmado entre as partes não foi revelado. A idéia é lançar o produto no ano que vem.
Até lá, destacou Salazar, o momento será o de estruturar a infra-estrutura de rede para garantir um serviço de qualidade. "Já temos um teste com VOD - Video on Demand e Pay per View - em alguns lugares, entre eles, no bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Posso afiançar que a rede de cobre (via Velox) sustenta um serviço de qualidade. Estamos reforçando a qualidade do acesso à nossa central", afirmou Salazar.
Aposta de futuro
De acordo ainda com o executivo, a Oi replica o modelo adotado pela norte-americana AT&T na oferta de serviços de IPTV. Salazar admite que uma operação comercial de maior escala com serviços de IPTV só deverá acontecer ao longo de 2008. Também informou que há, sim, uma negociação já em curso entre a operadora e fornecedores de conteúdo para a elaboração de uma grade de programação atrativa para o assinante do serviço.
O mercado global de equipamentos para IPTV movimentou US$ 424 milhões no primeiro trimestre deste ano, de acordo com a consultoria Infonetics Research. O relatório mostra que a tecnologia atingiu 7,3 milhões de assinantes em todo o mundo, mas outras arquiteturas híbridas, como a mistura de IPTV com a televisão terrestre digital (DTT), começa a ganhar popularidade, especialmente na Europa e na região da Ásia-Pacífico.
O estudo também revela a defasagem da América Latina no uso da tecnologia. Na venda de equipamentos, a região respondeu por apenas 1% do faturamento global, enquanto a região Ásia-Pacífico ficou com 55%.
Convergência Digital – 26/07/2007

AUTOMOTIVO
Montadoras chinesas se unem e disputam com multinacionais
As duas fábricas de automóveis chinesas que compraram os direitos da extinta marca britânica MG Rover estão negociando uma fusão que criará um grupo gigante capaz de competir com multinacionais de outros países, informou nesta segunda-feira a imprensa oficial.
A Shanghai Automobile Industries Corp (Saic) e a Nanjing Automobile (NA) acordaram uma "cooperação completa" na área do design, produção e vendas, anunciou a companhia de Nanjing em um comunicado divulgado no final de semana.
A empresa de Xangai, leste da China, é o maior fabricante de automóveis do país, e reativou no ano passado o primeiro modelo da Rover, criando o Roewe 750C. Já a empresa de Nanjing, capital da província vizinha de Jiangsu, comprou em 2005 os direitos de marca da própria MG Rover por US$ 2 bilhões (R$ 3,8 bilhões), além de ser a parceira local da italiana Fiat.
Segundo o jornal China Daily, a fusão e a reestruturação das duas montadoras estatais está sendo impulsionada pelo próprio governo de Pequim, para criar um fabricante chinês capaz de competir com os seus rivais europeus, japoneses e norte-americanos, na China e em todo o mundo.
Uma das questões que divide as duas companhias é definir quem terá o controle da aliança, já que a Saic quer comandar as operações e a NA deseja manter o mesmo poder de decisão da parceira, disse o jornal.
As empresas já tinham colaborado em abril de 2006, quando, para "fazer melhor uso de recursos limitados", se uniram para criar a versão chinesa do Rover 75.
Após anos de declarações políticas que não resultaram em progressos, o governo chinês parece agora decidido a juntar as cerca de 150 fábricas do país em três ou quatro grupos com recursos e tecnologia suficientes para triunfar no mercado global, da mesma forma que fez em outros setores estratégicos, como o aço.
No primeiro semestre de 2007, a Saic dominou as vendas nacionais de automóveis, com 441,6 mil veículos comercializados (19% do mercado chinês), com as empresas mistas que mantém com a Volkswagen e a General Motors.
Os chineses compraram no primeiro semestre do ano 2,3 milhões de automóveis, 25,9% a mais que no mesmo período de 2006, anunciou no início de julho a Associação de Fabricantes Automobilísticos (AFA) da China.
Em 2006 a China ultrapassou o Japão como segundo mercado mundial de veículos automotores, com um volume de vendas de 7,2 milhões de unidades, número que inclui caminhões e ônibus. A relação ainda é liderada pelos Estados Unidos.
O parque automotivo do país era de 38 milhões de carros em 2006, com o mercado chinês de automóveis com potencial de crescimento, já que existem em média três carros para cada cem chineses.
Apesar do número de carros por pessoa ser baixo, o número absoluto de veículos em circulação está se tornando grande para as infra-estrutura disponível, e o trânsito está se tornando um problema crônico em quase todas as cidades chinesas.
A capital Pequim calcula que terá 3 milhões de veículos até 2008, contra 2,7 milhões atualmente em circulação.
Lusa – 30/07/2007

China ultrapassa Alemanha e é 3º na produção de automóveis
A China ultrapassou a Alemanha e se tornou o terceiro maior fabricante mundial de automóveis, depois de aumentar a produção em 27,3% no ano passado, informou nesta segunda-feira o jornal Beijing Times.
A China produziu 7,3 milhões de automóveis em 2006, aproximando-se do Japão e dos Estados Unidos, atuais líderes mundiais na fabricação de veículos, de acordo com o diretor do setor de exportações da indústria mecânica do Ministério do Comércio chinês, Zhi Lusun.
Lusun, que classificou a China como o maior mercado potencial do mundo nesta área, apresentou esses números durante o Fórum do Mercado Automóvel Sino-Russo, que aconteceu em Harbin, capital da província de Heilongjiang, nordeste da China.
De acordo com um relatório da JD Power - Automative Resources Asia, uma empresa de estratégia de marketing e desenvolvimento de negócios especializada no mercado de automóveis asiáticos, as estimativas para 2007 apontam para a produção de 7,6 milhões de unidades (um aumento de 14,3%) no país.
A indústria automobilística chinesa emprega 2,2 milhões de pessoas, num total de 161 fábricas de veículos completos e 4.600 empresas de grande porte para fabricação de componentes.
Em 2006, a China já havia ultrapassado o Japão como segundo mercado mundial de veículos automóveis, com um volume de vendas de 7,2 milhões de unidades, número que inclui caminhões e ônibus urbanos, numa lista ainda encabeçada pelos Estados Unidos.
As vendas se concentram no mercado doméstico, as exportações representaram apenas 0,7% do mercado de automóveis mundial no ano passado. O parque automobilístico da China no final de 2006 era de 38 milhões de carros, segundo dados do governo chinês.
A Associação Chinesa de Fabricantes Automóveis informou que os lucros combinados dos fabricantes de automóveis, motores, peças de substituição e veículos motorizados representaram 76,8 bilhões de iuanes (R$ 19,6 bilhões) em 2006, um aumento de 46% em relação ao ano anterior.
Lusa – 28/07/2007

DVD automotivo com acesso a mídia digital
A DivX e a LG Eletrônicos acabam de lançar no Brasil, Chile, México e América Central o DVD Player automotivo LG LAD 9600. O aparelho oferece aos seus consumidores a liberdade de acessar conteúdo de mídia digital no automóvel.
Os usuários podem transferir conteúdo para o aparelho via conexão USB, Bluetooth, CD ou DVD. O produto também oferece uma tela motorizada no painel do veículo e um amplificador Mosfet de 50W X 4 canais. O crescimento da mídia digital gerou maior demanda consumistas para novos modos de acesso a conteúdo através de aparelhos eletrônicos de consumo.
O Debate – 30/07/2007

Setor automotivo tem retração em SP, aponta Fiesp
Os dados do Indicador do Nível de Atividade (INA) da indústria paulista de junho mostram que o setor de veículos automotores vai mal em São Paulo. O INA do setor caiu 0,3% na margem, com ajuste sazonal, e 4,6% na base sem ajuste. No primeiro semestre, o INA setorial recuou 0,8% sobre o mesmo período do ano passado.
Na comparação semestral, as horas trabalhadas na produção caíram 3,6%; as horas médias trabalhadas recuaram 2,5% e o total de vendas reais da indústria de veículos automotores, no mesmo período, teve queda de 7,5%. "É um reflexo direto da dificuldade de exportar", explicou o diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini.
Segundo ele, a produção em São Paulo visa muito mais as vendas externas do que a produção no resto do País, mais voltada para o aquecido mercado interno. "É bom acentuar, ainda, que os investimentos do setor nos últimos anos não foram feitos em São Paulo, mas em outros Estados, em virtude, basicamente, da guerra fiscal", disse Boris Tabacof, diretor do Departamento de Economia do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
Os números da indústria de veículos em junho ante maio foram: queda de 1,6% nas horas trabalhadas em produção; recuo de 3% nas horas médias trabalhadas e diminuição de 4,6% no total de vendas reais. Os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), referentes ao Brasil inteiro, mostram recordes de produção, ao contrário do que se registra em São Paulo.
A Tarde Online – 29/07/2007

CONSUMER
TV full HD da Philips traz porta USB
A TV de LCD com resolução full HD 47PFL5432D, da Philips, possui porta USB para a conexão de câmeras digitais e pen drives.
Segundo a empresa, a entrada USB permite a execução arquivos de música em MP3 e de fotos em JPEG armazenados nos dispositivos. Infelizmente, o modelo não é capaz de reproduzir em sua tela de 47 polegadas e resolução de 1 920 por 1 080 pixels arquivos de vídeo localizados em pen drives e HDs portáteis.
Comparando a 47PFL5432D (11 999 reais) com outra TV full HD semelhante, a LN46M81BX (8 999 reais), da Samsung, além dos preços, existem algumas diferenças.
O tempo de resposta da TV da Philips (5 ms) é mais baixo do que o do aparelho da Samsung (8 ms), o que representa uma vantagem para o primeiro modelo. Por outro lado, a taxa de contraste dinâmico de 15 000:1 da LN46M81BX é bem superior aos 5 500 da 47PFL5432D.
Outra diferença aparece no número de entradas HDMI. A 47PFL5432D tem apenas duas. A LN46M81BX, três.
INFO Online – 30/07/2007

CPqD anuncia nome do diretor para a área de TV Digital
Desenvolver aplicativos interativos para plataformas de TV Digital terrestre, TV por assinatura e IPTV em redes de banda larga são os principais desafios de Juliano Castilho Dall’Antonia, que acaba de ser nomeado o diretor da área de TV Digital do CPqD.
O executivo está no centro de pesquisas desde 1983 e é formado em engenharia eletrônica pela Unicamp. Desde 2004 era o gerente de planejamento e análise e comandava a equipe no desenvolvimento de serviços e aplicativos para uso em televisores com tecnologia digital a serem usados por diversas áreas, como financeira e educacional.
A meta do profissional, em longo prazo, é desenvolver aplicativos que entrem em qualquer tipo de rede que utilizem terminais para recepção de TV. Depois de anunciar a ferramenta de pagamentos de contas por meio da TV Digital, o CPqD diz que, na área educacional, o CPqD está desenvolvendo o SAPSA – Serviço de Apoio ao Professor em Sala de Aula. Com o uso de um set up box (Caixa de recepção do sinal), o professor poderá, sob demanda e em tempo real, mostrar determinados conteúdos audiovisuais (filmes, documentários e material multimídia) que ilustrem o que foi explicado durante a aula.
A partir de uma navegação linear, o professor é capaz de reforçar o ensinamento convencional de forma prática, localizando os tópicos relacionados às disciplinas e aos temas desejados. Como teste, o protótipo será instalado em uma rede WiMAX da Prefeitura de Hortolândia no próximo mês.
Outro projeto importante, utilizando recursos do Funttel, é o STID (Soluções de Telecomunicações para Inclusão Digital), que pretende facilitar o acesso e a navegação em computadores e que tem como público-alvo os analfabetos, deficientes auditivos e visuais e idosos.
As soluções em desenvolvimento permitirão, por exemplo, que trabalhadores rurais idosos não só obtenham informações sobre como solicitar sua aposentadoria, como também possam acompanhar todo o processo de tramitação até a concessão da respectiva aposentadoria. Outro exemplo refere-se a uma solução que permitirá a qualquer pessoa agendar consultas e tratamentos em postos de saúde a partir de computadores instalados em telecentros.
O executivo assume a vaga deixada por Ricardo Benetton, que teve problemas de saúde e faleceu há alguns meses.
Computer World – 30/07/2007

Comunicação IP para notebooks Lenovo
A Lenovo e a Avaya anunciaram uma solução para o gerenciamento de senhas e leitor integrado de impressão digital dos notebooks Lenovo da linha ThinkPad ao IP Softphone da Avaya. O objetivo das empresas é trabalhar em conjunto para ampliar a experiência de comunicação IP em notebooks ThinkPad, oferecendo aos usuários, altos níveis de segurança e usabilidade para o recebimento e a realização de chamadas telefônicas em seus computadores portáteis.
"Os profissionais de hoje trabalham e se comunicam com seus colegas e familiares em todas as horas do dia e em diferentes localidades, de fora do escritório. Assim, é cada vez mais importante que eles tenham ferramentas eficientes de comunicação e de excelente relação custo\benefício", explica Peter Hortensius, vice-presidente sênior da unidade de negócios de notebooks da Lenovo.
CallCenter – 29/07/2007

Produção de televisões LCD cresceu 65,4% no primeiro semestre
A produção de televisores com ecrãs planos, de cristal líquido (LCD), na China aumentou 65,4% no primeiro semestre, face igual período do ano passado, impulsionados pela procura interna.
Segundo noticiou hoje a agência noticiosa 'Xinhua', que cita uma fonte ligada ao Ministério da Indústria chinês, nos primeiros seis meses do ano foram produzidos 6,34 milhões de televisores LCD na China.
Pelo contrário, a produção de televisões com ecrã de plasma caiu 28% no primeiro semestre, face aos primeiros seis meses de 2006, para 235 000 unidades, enquanto a de retroprojetores recuou 90%, acrescenta a mesma fonte, citada pela Lusa.
Diário Econômico – 30/07/2007

Fabricantes iniciam teste com conversores para TV digital
As fabricantes de televisores já estão em fase de testes dos primeiros protótipos de conversores que atendam aos requisitos estabelecidos pelo Sistema Brasileiro de TV Digital, de acordo com a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), que representa a indústria.
De acordo com a entidade, as indústrias participam dos grupos de trabalho do Fórum de TV Digital e quer que o novo modelo seja um sucesso de implementação.
"Temos uma relação de comprometimento com o consumidor, que vem sendo construída ao longo de vários anos, e conhecemos profundamente as suas demandas. Por isso sabemos que a qualidade, a confiabilidade e a segurança dos produtos --com garantia de assistência técnica, peças de reposição e orientações de uso-- são fundamentais para a satisfação dos consumidores", afirmou Lourival Kiçula, presidente da Eletros.
Para Kiçula, "seria ótimo poder oferecer conversores e televisores baratos desde o início, mas infelizmente, isso não será possível. O presidente disse que os conversores ficarão acima dos R$ 100 anunciados pelo governo.
Entre os motivos estão os requerimentos do sistema. Segundo Kiçula, o sistema brasileiro introduziu uma série de inovações tecnológicas, demandando componentes (semicondutores) específicos, que ainda não são produzidos em larga escala no mercado mundial. De acordo com ele, quando esses componentes começarem a serem produzidos em escala, os preços deverão começar a cair.
"Nossa expectativa é que isso ocorra num curto espaço de tempo, mas não nesse ano, obviamente", afirmou Kiçula.
Para ele, há exemplos de implementações que seguiram os mesmos passos como o telefone celular, DVDs e MP3 players, que tiveram os preços reduzidos até ficaram mais acessíveis. "Com a TV digital acontecerá o mesmo."
A Eletros informou ainda que há incertezas sobre os royalties envolvidos no sistema, que impactam os custos. A entidade também reclama que o pedido de desoneração tributária feito ao governo não obteve resposta. "Isso ajudaria muito na redução dos custos dos aparelhos, mas, infelizmente, até o momento, nada foi feito sobre isso", afirmou Kiçula, acrescentando que a produção no Pólo Industrial de Manaus é, em contrapartida, um fator que barateia o custo do produto.
A indústria assumiu o compromisso de lançar os primeiros produtos ainda esse ano, oito meses após a definição das especificações, quando o normal seria 15. "Esta é mais uma prova do compromisso da indústria com as metas estabelecidas", afirmou.
A entidade também se queixa da dificuldade em realizar os testes de campo de seus protótipos de forma adequada, pois só há uma emissora disponibilizando sinal de teste atualmente. "Isso é pouco. Seriam necessários mais canais para garantir a confiabilidade dos mesmos", afirmou Kiçula.
Imirante – 29/07/2007

IDENTIFICATION
Tecnologia mobile ticket já é realidade em Curitiba
O sistema mobile ticket (m-ticket) é a nova tecnologia utilizada pela Alô Ingresso para entrega de convites de festas, eventos esportivos, shows, entre outros. Na compra do ingresso via telefone ou internet, o usuário pode optar por receber sua entrada no celular. Assim que o pagamento é efetuado, ele recebe um SMS no aparelho, contendo um código de barras. Para entrar no evento, um leitor óptico verifica a autenticidade do código, liberando o acesso ao local.
A inovação é uma parceria entre a Okto, provedora da plataforma e gestora do tráfego de mensagens com as operadoras, a Movile, responsável pela comercialização do projeto, e a Alô Ingresso, empresa especializada na comercialização de ingressos.
“O m-ticket é mais uma estratégia de convergência de recursos para o celular. A Okto investe nesse caminho para que o público brasileiro amadureça a cultura de mobilidade”, comentou a CEO da Okto, Ann Williams.
A mesma tendência tem recebido a atenção da Movile, que planeja trafegar através da plataforma da Okto cerca de 200 mil bar codes até o final de 2007.
Disponível para a maioria das operadoras, o m-ticket tem no custo mais um atrativo. O envio de cada unidade tem um valor médio de R$ 1,50, bem abaixo dos valores de entrega convencionais.
Em um mesmo celular, é possível receber de mais uma entrada. No caso de perda do telefone ou mesmo por problemas técnicos como término da bateria, o usuário poderá apresentar um documento de identificação para confirmação dos dados.
Revista Publicidade – 27/07/2007

Wi-Fi invade mercado de RFID, aponta estudo
O rápido crescimento da base de equipamentos e redes Wi-Fi pode abrir oportunidades de uso da tecnologia em um tipo de aplicação que até hoje era território do RFID (identificação por rádio-freqüência). De acordo com um estudo da ABI Research, algumas empresas têm utilizado Wi-Fi em projetos de serviços de RTLS (real-time location services), ou seja, de localização de itens em tempo real, um aplicação típica do RFID. Hoje, segundo a ABI, o mercado ainda é embrionário. Mas pode alcançar 840 milhões de dólares em 2012.
O alto preço de sistemas de proprietários e de leitores tem inibido o mercado de RFID. Agora, empresas que sempre descartaram projetos de localização por causa dos custos vêm no Wi-Fi uma oportunidade mais acessível. Segundo a ABI, o Wi-Fi tem desvantagens em relação ao RFID, principalmente em ambientes externos. O Wi-Fi também é menos seguro e para um projeto de localização, provavelmente um investimento na aquisição de novos pontos de acesso será necessário. Mas, para empresas que já possuem redes Wi-Fi, o investimento é reduzido praticamente ao software usado no serviços de RTLS.
INFO Corporate – 27/07/2007

INDUSTRIAL
WEG de olho na Índia e Rússia
Receita de R$ 1,118 bilhão e crescimento de 29,7% no segundo trimestre
A WEG, fabricante mundial de equipamentos eletroeletrônicos com sede em Jaraguá do Sul (SC), já encara a Índia e a Rússia como futuros mercados. "O nosso foco cada vez mais está na Ásia, onde sentimos grande oportunidade", afirmou o diretor de Relações com Investidores, Alidor Lueders.
"Não temos nada de concreto, estamos apenas analisando. Hoje estamos sentindo o mercado da Índia muito promissor para nós, assim como a Rússia. Hoje não temos absolutamente nada no leste europeu e se começarmos na Rússia, vai ser com uma pequena distribuição", comentou Lueders. "A nossa estratégia tem sido avaliar, testar, sentir e aprender com o mercado".
A estreante no Novo Mercado da Bovespa, ao qual aderiu em 22 de junho, a companhia divulgou na quinta-feira os resultados referente ao segundo trimestre, no qual teve receita operacional bruta de R$ 1,118 bilhão, crescimento de 29,7% em relação ao mesmo período de 2006, quando registrou R$ 862,713 milhões. Foi a primeira vez que a WEG superou a marca do bilhão em um trimestre.
A receita líquida atingiu R$ 923,526 milhão, 26,6% a mais do que no ano passado (R$ 729,522 milhões). O lucro líquido somou R$ 151,018 milhão, expansão de 26,2% na comparação com os R$ 119,641 milhões de 2006. O Ebitda cresceu 54,9%, de R$ 153,667 milhões para R$ 238,050 milhões e a margem Ebitda passou de 21,1% para 25,8%.
"Fomos capazes de aproveitar as condições estruturalmente boas no nosso setor, apesar dos desafios impostos pelas condições econômicas, como o câmbio sobrevalorizado", observou o executivo. Ele afirmou que a empresa não tem previsão de revisar a estimativa de crescimento de 15% feita no início do ano. "Não temos um número novo. Provavelmente, a gente vai crescer mais do que esses 15%", afirmou.
Receita
No segundo trimestre, 63% da receita bruta da WEG veio de operações no Brasil. Os principais mercados no exterior foram Europa, com 12% de participação, América do Norte, com 10%, e América do Sul, com 8%. O gerente de Relações com Investidores da companhia, Luís Fernando Oliveira, observou que a distribuição da receita deve-se, em parte, à valorização cambial. Em volume, os mercados interno e externo apresentam equilíbrio.
"É provável que a Ásia cresça de importância nos próximos anos, passando a ser tão importante quanto Europa e América do Norte são individualmente hoje", comentou. A variação da receita bruta foi de 34% no mercado interno e de 24% no externo. Em dólares, a variação foi de 37%.
A área de geração, transmissão e distribuição de energia (GTD) voltou a registrar crescimento, representando 23% da receita bruta da WEG, ante 21% no primeiro trimestre e 16% no último trimestre do ano passado. A empresa informou estar "bem posicionada" para aproveitar a tendência mundial de expansão do mercado de energia. O total de investimentos em aumento da capacidade produtiva chegou a R$ 148 milhões no semestre, mais do que o triplo do mesmo período de 2006 (R$ 46 milhões).
Monitor Mercantil – 24/07/2007

A Indústria vai ter que mudar
Ter chegado à lideraça mundial em seu segmento é um troféu que raras empresas brasileiras podem exibir. Mas o orgulho da joinvilense Embraco vai além do fato de ser a maior produtora de compressores para refrigeração em todo o planeta. “Poucas líderes mundiais têm um market share de 20% em seus mercados, como nós. A Coca-Cola não tem isso”, compara Ernesto Heinzelmann, o engenheiro mecânico nascido ali mesmo, em Joinville, há 53 anos, e que se revelou o grande condutor da internacionalização da empresa, hoje uma unidade do grupo norte-americano Whirpool – que também controla a Multibrás (marcas Brastemp e Consul). Nesta entrevista, Heinzelmann aborda dois assuntos com autoridade. Um deles é a China, país no qual ele apostou em 1996 – uma decisão que, à época, soou exótica para muitos. Hoje, além da China, a Embraco possui plantas na Itália e na Eslováquia. Outro tema familiar a Heinzelmann é P&D. Afinal, sob seu comando a Embraco deixou de comprar tecnologia européia para desenvolver know-how e se tornar benchmark mundial. Com esses créditos, ele formula o seguinte cenário para as empresas brasileiras.
A China cresce em ritmo veloz há duas décadas. Mas a pressão de outros países para que os chineses se enquadrem em alguns padrões sociais e ambientais não ameaça a continuidade deste crescimento?
O crescimento chinês é sustentável. Há apenas duas incógnitas, a social e a ambiental. Do ponto de vista do sistema financeiro, por exemplo, não há risco. Até porque o sistema financeiro lá é totalmente diferente do nosso. Eles não exigem que o sistema financeiro seja eficiente – apenas que propicie injeção de recursos na economia e faça a economia crescer. Isso, para eles já é suficiente. É bem diferente do que vemos aqui, onde os bancos praticam juros elevadíssimos.
Depender de um fluxo constante de investimentos estrangeiros não é um risco?
Não. Como são muitos os investimentos estrangeiros na China, pode-se dizer que existem mais e mais correntes absolutamente interessadas em que o país continue indo muito bem. A China já tem reservas superiores a US$ 1 trilhão, que por sua vez estão investidos fora do país. Isso reforça minha convicção de que todos têm interesse em que não haja nenhum mal-estar por lá. O mundo todo conspira para que a China vá bem.
Mas a afirmação chinesa também desperta temores e reações.
Se hoje achamos que a China é uma ameaça industrial, a realidade é que daqui para a frente a vida será mais e mais difícil. Basta que algumas projeções se concretizem. Hoje, a China detém 7% do movimento industrial no mundo – da manufatura, digamos assim. E se prevê que em 40 anos esse índice deva chegar a 20%. Isso nos dá uma idéia de como o fluxo de mercadorias vai ser diferente no mundo, de agora em diante: a China, absorvendo mais e mais matéria-prima e bens básicos e sendo um grande centro de manufaturas e de exportação de produtos acabados.
Entre aquelas duas incógnitas, social e ambiental, qual é a mais grave?
A questão social é um problema, mas a China vem dando exemplos históricos de que consegue administrar isso de um jeito ou de outro, com o modelo de administração centralizada. Eu diria, portanto, que a questão ambiental é mais crítica. Tem o problema da água, que hoje já preocupa muito as autoridades chinesas. É um bem cada vez mais escasso. E existe muito desperdício. E há também a questão da energia, que lá é gerada, basicamente, com a queima de carvão, um processo altamente poluidor. Hoje, estão sendo construídas mais de 50 usinas termelétricas à base de carvão. Esse é um grande desafio para os chineses.
E eles estão dispostos a enfrentá-lo, de fato?
Quando eu vou à China, tenho visto que essa é uma discussão viva. As autoridades dizem, abertamente, que o modelo energético na China deve ser totalmente revisto. A industrialização rápida trouxe muitas indústrias altamente ineficientes, em termos de consumo de energia. E o governo começa a pressionar fortemente para que isso seja modificado. A China tem 4% a 5% do PIB mundial, mas consome 15% da energia. Existe um desperdício muito grande. As novas empresas que chegam à China, tanto as nacionais como as internacionais, estão se instalando com outro padrão de responsabilidade social e ambiental. O modelo não está piorando – está melhorando.
O que o Brasil tem a aprender com a China?
Na realidade, os desafios que a China apresenta para o Brasil e para outros países são similares. Tanto é assim que o grande impacto que a indústria da China exerce sobre as empresas brasileiras, hoje, não é em função de produtos chineses entrando aqui – com exceção de alguns segmentos, claro. O que mais perdemos para eles é mercado em terceiros países. Os países para os quais o Brasil exportava um volume significativo de manufaturados estão sendo ocupados pela China, que hoje, aliás, vende mais para os países da América Latina do que o Brasil. Então, esses países, por sua vez, também estão recebendo produtos chineses. Suas indústrias também estão sofrendo.
E que lições vêm da China?
Em primeiro lugar, o planejamento de longo prazo. É óbvio que nós podemos discutir o modelo político centralizado deles. Lá, decisões são impostas com uma firmeza que uma democracia não permite. Mas vamos ao resultado. Eles têm um planejamento de longo prazo, muito bem pensado e muito bem feito. É um plano de ação disseminado para o país. Um plano que todos respeitam e que é implementado com muita rapidez. Velocidade na China, aliás, é algo impressionante. Apesar de você ter a impressão de que as coisas não caminham, quando você vê... aquilo que foi discutido há um tempo atrás já está começando a ser concretizado, e com muita velocidade. Outro ponto forte que a China tem é uma poupança interna enorme, que dá a eles uma capacidade de investimento absurda.
O que mais impressiona nesses investimentos?
O que se vê de investimento rodoviário, portuário, de telecomunicações, aeroviário, é uma coisa extraordinária. Hoje, são 18 empresas aéreas que atuam na China, 42 aeroportos sendo construídos. E aeroportos absolutamente modernos para os próximos 20 anos. As rodovias se comparam às melhores da Europa e dos Estados Unidos, portos modernos... Existe um avanço claro, visível a olho nu. Outra questão absolutamente fundamental, e que parece agora despertar curiosidade no Brasil, é a educação. Eles têm investido muito em educação fundamental e educação avançada. A Universidade de Pequim já é considerada uma das 20 melhores do mundo. As pessoas que hoje estão deixando o mercado de trabalho por aposentadoria têm, em média, seis anos de escolaridade. Já as pessoas que estão entrando agora no mercado têm em média 11 anos de estudo formal. Em pouco tempo, portanto, a China reverteu uma situação de atraso educacional e produziu uma massa crítica de pessoas bem informadas.
Seria esse o grande trunfo dos chineses?
Há outros fatores, como o custo de capital, que é muito baixo. Mas um grande diferencial do país é, sem dúvida, o investimento que eles têm feito em educação. Fica a visão de que a China é um país que está interessado no seu futuro. Os gestores dos órgãos públicos e das estatais, por exemplo, são incentivados a fazer MBA em administração. E esse “incentivados” tem, para os chineses, um significado diferente do que tem para nós... Então, você vê o cuidado deles para desenvolver qualidade e eficiência na administração pública.
Administradores – 26/07/2007

TELECOM
Brasil ainda responde por maior fatia da receita da Telefônica na AL
O Brasil ainda responde pela maior parte da receita do grupo espanhol Telefônica na América Latina, seguido ainda de longe pelos vizinhos Venezuela e Argentina. De acordo com o balanço do grupo, divulgado hoje ao mercado de capitais nacional, o Brasil gerou 38,3% das receitas líquidas totais na região, enquanto Venezuela gerou 11,7% e Argentina, 11,6%.
No comparativo ano-a-ano, as moedas de todos os países em que a Telefónica Latinoamérica opera registraram uma depreciação frente ao euro, apesar de terem apresentado um melhor comportamento no segundo trimestre de 2007 que nos três primeiros meses de 2007.
Isso se traduziu em um impacto negativo no crescimento de receitas e de geração de caixa (Ebitda) da companhia de 5 pontos percentuais e 4,9 pontos percentuais, respectivamente, no primeiro semestre de 2007, um impacto menos negativo que o obtido em março de 2007 (8,1 pontos tanto em receitas como em Ebitda), segundo o balanço.
No primeiro semestre de 2007, a Telefónica Latinoamérica atingiu uma receita líquida de 9,62 bilhões de euros, que representa 10,6% acima do mesmo semestre de 2006 em euros correntes.
O resultado operacional antes das amortizações (Ebitda) ficou em 3,39 bilhões de euros, com um crescimento de 12,9% em euros correntes. Em euros constantes, o crescimento do resultado da Telefónica Latinoamérica elevou-se até 17,8%.
Por países (excluindo Colômbia pela mudança no âmbito de consolidação), o maior responsável pelo crescimento do Ebitda foi a Venezuela com 5,5 pontos percentuais, seguida do México (+3,3 p.p.), Vivo, no Brasil (+2,5 p.p.) e a Argentina (+2,1 p.p.).
Em termos absolutos, novamente o Brasil contribuiu com a maior parcela do Ebitda da Telefónica Latinoamérica, com 44%, seguido da Venezuela (13,8%), Argentina (11,6%) e o Chile (9,7%). A companhia destacou que o Ebitda do primeiro semestre de 2007 sofreu impacto do deságio de 45 milhões de euros por conta do desinvestimento da participação de 6,9% na CANTV.
No fechamento do primeiro semestre de 2007, o Grupo Telefónica Latinoamérica detinha 121,8 milhões de acessos, 13,9% a mais que em junho de 2006, graças ao crescimento registrado nos clientes de telefonia celular que, com um aumento ano-a-ano de 18,9%, superam os 90,6 milhões. Ela também registrou elevada taxa de crescimento em praticamente todos os países, destacando os casos
do Peru (+57,2%), México (+49%) e Argentina (+30,8% ano-a-ano).
Também contribuiu positivamente para o crescimento da planta de acessos na América Latina a incorporação da Telefónica Telecom, que conta com 2,3 milhões de acessos de telefonia fixa e 125 mil acessos de internet banda larga. Os acessos de telefonia fixa alcançaram os 23,9 milhões, em
linha com os administrados em junho de 2006, pela incorporação da Telefónica Telecom e pelo crescimento de acessos de telefonia fixa no Peru (+7,1% ano-a-ano).
Quanto ao total de clientes de TV paga, a Telefónica Latinoamérica contava, ao final de junho, com 800 mil clientes (+55,2% sobre junho de 2006), com operações no Peru, Chile e Colômbia. No Brasil, a companhia obteve autorização da Anatel para implantar um serviço de TV via satélite, cuja estréia estava prevista para este mês de julho, e também recebeu sinal verde para adquirir parte da TVA, de TV a cabo.
Computer World – 30/07/2007

Ericsson não fechará fábrica brasileira
Companhia aposta que vai recuperar vendas com a demandas por equipamentos de infra-estrutura para 3G
Com a queda da demanda por equipamentos de infra-estrutura de rede para o 2G, a Ericsson estava cogitando o fechamento da sua fábrica no Brasil, que produz switchings para comutação de celulares, equipamentos de transmissão e estações radiobase. Presente no País há 52 anos em São José dos Campos (SP) e com cerca de 200 pessoas empregadas, a fábrica passou por diversos períodos de altos e baixos da economia brasileira. "O problema é que não víamos uma luz no fim do túnel", comenta Lourenço Pinto Coelho, vice-presidente comercial e de marketing da companhia.
A fábrica foi construída para atender ao mercado brasileiro e algumas demandas do Mercosul e da África - o restante do mundo é atendido pelas demais três plantas, localizadas na Suécia, na China e na Índia. Mas com a queda da procura pelos equipamentos da companhia no mercado interno, não havia justificativa de manter as instalações. "Há algum tempo vinhamos avisando o mercado que o atraso no leilão de 3G estava atrapalhando nossos negócios", afirma o executivo.
As negociações com a matriz para a manutenção da planta começaram há cerca de dez dias, quando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) colocou o edital de 3G em consulta pública. Isso porque a companhia vislumbra que a demanda por estações radiobases pode chegar a 40 mil nos próximos cinco anos. Esse é o cálculo feito por Coelho considerando que a Anatel vai leiloar quatro faixas de freqüência e que cada operadora, se quiser cobertura em todo o Brasil, necessitará de 10 mil unidades nesse período.
O executivo não comenta sobre a capacidade da fábrica, nem quanto representou a queda de produção que motivou a companhia a considerar o desativamento da planta. Diz apenas que a Ericsson poderia suprir todo o mercado brasileiro de estações radiobase para o 3G.
IT Web – 26/07/2007

Vivo é apontada como compradora da Telemig Celular e Amazônia Celular
A Vivo, operadora brasileira de telefonia móvel, é apontada como compradora da Telemig Celular, operadora de Minas Gerais, de acordo com notícias publicadas neste fim-de-semana na imprensa brasileira.
Na sexta-feira, a Vivo – controlada pela Portugal Telecom e pela espanhola Telefónica – divulgou um comunicado no qual confirmou que disputa a compra da Telemig Celular e da Amazônia Celular.
De acordo com informações vindas a público nos últimos dias, a Vivo teria pago R$ 3,5 bilhões pelas duas operadoras. No entanto, até ao momento não há qualquer confirmação oficial.
“Caso tal processo resulte na venda do controle das referidas sociedades para a Vivo Participações, serão prestadas as informações pertinentes”, disse Roberto Lima, presidente da Vivo, no comunicado oficial.
Já a Telpart, controladora da Telemig Celular e da Amazônia Celular, anunciou em comunicado que “está promovendo um processo competitivo amplamente divulgado para avaliar oportunidades de desinvestimento relacionado às suas controladas (Telemig Celular e Amazônia Celular)”, mas adianta que “tal processo não foi concluído e, em conseqüência, até o presente momento não há decisão tomada pela Telpart e seus acionistas controladores de efetuar a alienação das controladas”.
Se a operação for concluída — e, segundo especialistas do setor, está bem perto de ocorrer —, a Vivo reforçará sua liderança no mercado de celulares no país. Com a aquisição da Telemig, a participação de mercado da Vivo, que hoje é de 28,53%, passaria para 32,88%, abrindo vasta vantagem em relação à segunda colocada, a TIM, que atualmente detém 25,78% e, nos últimos meses, vinha reduzindo essa distância.
Outra vantagem para a Vivo será ganhar fôlego no Amazonas, Pará, Maranhão, Roraima e Amapá, somando 4,8 milhões de clientes à sua base de 30,24 milhões. A TIM é a segunda colocada no país em termos de usuários, com 27,5 milhões.
No meio da turbulência que agita o mercado brasileiro de telecomunicações, crescem as expectativas em torno da disputa interna na Vivo entre a Telefónica e a Portugal Telecom.
“É melhor vender a Telemig e a Amazônia Celular antes de tentar a união das fixas? Ou a Oi deve incorporar as duas teles e ganhar envergadura para se unir à BrT (Brasil Telecom)?”, questionava a Folha de S.Paulo.
Alguns analistas consideram que no processo de compra da Telemig, a Oi (Telemar) deveria aguardar a Telefónica comprar os 50% que a Portugal Telecom tem na Vivo. Argumentam que a tendência natural seria a de que a Portugal Telecom, com o dinheiro resultante da venda à Telefónica da sua participação na Vivo, ficaria em melhores condições para pagar mais caro a parte dos sócios privados da Oi.
Digital – 29/07/2007

Brasil terá 800 mil smartphones em uso até 2008, prevê Vivo
Operadora aposta no crescimento do uso dos aparelhos entre clientes domésticos para chegar ao número, quatro vezes maior que o atual.
O mercado brasileiro de smartphones deve atingir 800 mil usuários até o final de 2008, segundo estimativas da Vivo, apoiadas em números do mercado. A base instalada de telefones inteligentes estaria na casa de 200 mil unidades atualmente - uma pequena fração dos 106 milhões de celulares ativos no País - e deve chegar a 300 mil usuários até o final do ano, segundo Paulo César Teixeira, vice-presidente executivo de operações da empresa.
Para alcançar o número, a companhia aposta em uma expansão dos smartphones entre os usuários domésticos, após um período em que os aparelhos estiveram mais restritos ao uso corporativo. “Em mercados maduros, como a Europa Ocidental, a penetração chega a 18% dos usuários de telefonia celular”, aponta Teixeira.
A base instalada mundial de smartphones é de 113 milhões de unidades, segundo estimativas do Yankee citadas pela Vivo, de um total de 2 bilhões de celulares em uso no mundo.
Os serviços de push mail (sincronia de e-mail em tempo real no celular) chegam a 14 milhões de usuários globalmente, dos quais 9 milhões são clientes da Research In Motion (RIM), fabricante do BlackBerry.
“A cada trimestre, adicionamos 1 milhão de clientes à nossa base”, disse Oscar Castellano, diretor comercial da RIM para a América Latina, destacando que a região cresce a taxas muito mais aceleradas que Europa e Estados Unidos. A RIM não revela número de clientes por região.
Embora ainda não tenha planos de estabelecer um escritório no País, a companhia afirma estar comprometida com uma forte estratégia de marketing para região e destacou uma equipe de funcionários para dar suporte local à Vivo, como já oferece aos demais parceiros no Brasil - TIM, Claro e Nextel.
IDG Now! – 28/07/2007

TIM fecha 2o trimestre com lucro após prejuízo
A operadora de telefonia celular TIM Participações encerrou o segundo trimestre com lucro de 34 milhões de reais, revertendo prejuízo de 238,64 milhões de reais sofrido um ano antes. A empresa citou melhora operacional marcada por reduções de custos e aumento de receita por conta de foco em venda de serviços.
A TIM, do grupo Telecom Italia, teve receita média por usuário (Arpu, na sigla em inglês) de 34,6 reais, acima dos 30,2 reais registrados no segundo trimestre de 2006 e 0,7 por cento a mais que nos primeiros três meses de 2007.
O custo de aquisição de clientes caiu 32,7 por cento (de 168 para 113 reais) na mesma comparação, "refletindo estratégia comercial focada na eficiência dos canais de vendas, na intensificação da venda de SIM Cards e a concentração de esforços nas aquisições do segmento pós-pago", divulgou a operadora em nota ao mercado.
A receita líquida total da companhia que opera em todas as regiões do país com rede própria somou 3,059 bilhões de reais, 34,5 por cento acima do obtido nos três meses encerrados em junho de 2006.
A companhia teve geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 743,71 milhões de reais, ante 515,66 milhões de reais um ano antes.
A margem Ebitda do segundo trimestre foi de 24,3 por cento, 1,6 ponto percentual superior que os 22,7 por cento registrados um ano antes.
A base de clientes da operadora somou ao final do trimestre passado 27,48 milhões de usuários. Desse total, 6 milhões são clientes pós-pagos, que apresentaram taxa de crescimento maior que a de usuários pré-pagos.
A companhia aumentou provisão para devedores duvidosos em relação ao segundo trimestre de 2006, de 113,08 milhões um ano antes para 168,4 milhões de reais.
O resultado foi divulgado depois do anúncio do balanço da Vivo líder do setor em número de clientes.
Reuters Brasil – 29/07/2007

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