30/11/2007

GERAL

Com ajuda do Japão, governo quer implantar indústria de semicondutores no Brasil

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, explicou hoje (28) em entrevista coletiva que a proposta de criação de uma indústria de semicondutores no país, para atender às demandas de peças e acessórios do sistema de TV digital, permanece de pé e pode ser materializada com o apoio do Japão.

“Não existe imposição à implantação da fábrica. Mas mostramos aos japoneses que era muito importante a adoção do sistema deles pelo Brasil e fizemos eles verem que temos mão de obra qualificada e especializada para participar do projeto”, disse Costa.

O ministro alegou que a implantação de uma fábrica desse porte não ocorre em alguns meses e exige investimento mínimo de US$ 500 milhões. Ele informou que o assunto está sendo discutido por um grupo de trabalho formado por engenheiros dos dois países (Brasil e Japão), com reuniões agendadas já na próxima semana:

“Agora vai depender mais do Ministério da Indústria e Comércio do que do das Comunicações. Lá estão sendo feitos os contatos e esperamos que tenham sucesso.”

Hélio Costa avaliou que a visão estratégica do mercado sobre a TV digital no Brasil ainda precisa melhorar. Um dos potenciais ainda pouco explorados é a transmissão digital por meio de celular.

“Só o conversor vai gerar R$ 9 bilhões na economia nos próximos três anos. A TV digital, em 10 anos, vai mexer com R$ 100 bilhões e não vejo grande movimentação da indústria nem dos radiodifusores para atender o avanço das novas combinações”, argumentou.

Agência Brasil – 28/11/2007

Costa: acordo não obriga Japão a construir fábrica de semicondutores

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse há pouco que no acordo feito com o governo japonês para a adoção no Brasil do padrão de TV digital do Japão não há nenhuma imposição de nenhum dos dois lados para a implantação de uma fábrica de semicondutores no País. "Os japoneses estão permanentemente dispostos a discutir esse assunto.

Mas não é só querer a fábrica, precisamos do dinheiro e da tecnologia . A tecnologia os japoneses estão prontos para oferecer", disse Costa em entrevista coletiva.

Segundo o ministro, a instalação desta indústria no Brasil foi uma proposta que o governo brasileiro fez para as autoridades japonesas. "Não existe nenhuma imposição do Brasil ou do governo japonês em relação à implantação da indústria de semicondutores", afirmou.

Costa disse que um projeto como este leva tempo e exige investimentos que variam de US$ 500 milhões a US$ 1 bilhão. Ele lembrou que já existem fábricas deste tipo no Japão, na Europa, nos Estados Unidos, na China e em Israel e que os preços estão caindo "vertiginosamente". "Temos que analisar até que ponto compensa fazermos agora, de imediato, um investimento de U$ 1 bilhão", disse.

Segundo ele, esse tema vai demandar muito mais atenção do Ministério do Desenvolvimento que do Ministério das Comunicações. "A bola passou para lá, na medida em que lá, no Ministério do Desenvolvimento, é que vamos fazer este contato (com os japoneses)", afirmou.

Último Segundo – 28/11/2007

Toshiba e NEC se unem para fabricar chips

Toshiba e NEC estudam se juntar para desenvolver em conjunto chips de 32 nanômetros.

De acordo com a Reuters, o objetivo das empresas é não ficar para trás na competição com seus principais concorrentes. Corporações como Samsung, IBM, STMicroelectronics e Freescale já anunciaram para 2010 o início da produção de chips de 32 nanômetros. Um nanômetro é a bilionésima parte de um metro.

Toshiba e NEC darão uma resposta oficial de como será a fabricação já em 2008. A fábrica deve consumir um investimento calculado entre 1 e 2 bilhões de dólares.

As duas empresas chegaram a conversar com a Fujitsu, mas a companhia ainda está avaliando outras possibilidades para a fabricação da nova geração de chips.

INFO Online – 27/11/2007

Intel ainda é a maior fabricante de chips, aponta pesquisa

A Intel irá aumentar sua fatia de mercado no final de 2007 para 12,5 por cento, se mantendo como a maior fabricante mundial de chips, enquanto que a AMD irá sair da lista das 10 maiores do ramo, prevê a empresa de pesquisa iSuppli.

A Samsung Electronics continuará como a segunda maior do segmento, com 7,4 por cento de fatia de mercado e a Toshiba subirá para a terceira posição, desbancando a Texas Instruments para o quarto lugar, segundo a iSuppli.

Espera-se que os lucros totais envolvendo semicondutores atinjam 271 bilhões de dólares, 4,1 por cento a mais que em 2006. Em setembro, a iSupplo tinha estimado um crescimento de 3,5 por cento.

"Em meio aos crescimento em desaceleração para a venda de semicondutores, as empresas com melhor execução ou com melhor capacidade de capitalizar na tendência da indústria ou que conseguiram se sobressair ao desempenho do mercado", pontua em empresa de pesquisa em comunicado de terça-feira.

"A Intel defendeu com sucesso sua fatia de mercado que ganhou da AMD no primeiro trimestre, no segmento de processadores de computador, devido ao sucesso de suas linhas de chips dual-core e quad-core", coloca o chefe de inteligência de mercado da iSuppli, Dale ford.

A Sony deve saltar do décimo quarto para o oitavo lugar com um aumento de 57 por cento nos lucros, graças as vendas de chips para o console PlayStation 3. Os lucros maiores da Toshiba também estão relacionados em parte a venda de chips do PlayStation 3.

Tinha-se a expectativa de que a Infineon se beneficiasse do crescente mercado de telefones celulares para sair do décimo quinto para o décimo lugar, graças a seu negócio forte no segmento de tecnologias sem fio.

Reuters – 28/11/2007

AUTOMOTIVO

Debilitada nos EUA, Ford encontra sucesso no Brasil

À primeira vista, Camaçari parece com qualquer outro lugar rural do Brasil. As moradias são precárias, as estradas estão em condições ruins e a pobreza é grande.

Mas a pequena cidade também é casa de uma das mais avançadas e eficientes fábricas de veículos do mundo -uma que tornou-se o marco da notável reviravolta da Ford Motor na América do Sul.

Há sete anos, a Ford no Brasil parecia muito como está atualmente nos Estados Unidos. Estava perdendo tanto dinheiro e participação de mercado que executivos na sede em Michigan consideraram encerrar todas as operações na América do Sul.

Hoje, o Brasil é a maior história de sucesso da Ford, ajudando até mesmo a compensar fortes perdas na América do Norte. A Ford Brasil dobrou sua fatia no mercado para 12 por cento, registrou 15 lucros trimestrais consecutivos, e agora tenta manter o ritmo imposto por uma forte demanda por seus carros e caminhões.

A maneira como a Ford reverteu um fracasso no maior mercado da América do Sul dá algumas importantes lições para a montadora, à medida que luta para levar adiante um plano "ou tudo ou nada" para voltar à rentabilidade e reconquistar mercado nos EUA.

"Há vários elementos da reviravolta no Brasil que realmente funcionam como uma inspiração para as coisas que estão sendo feitas nos EUA", disse Marcos de Oliveira, presidente-executivo da Ford no Brasil e Mercosul.

De fato, muitas medidas que a Ford adotou no Brasil são reproduzidas nos EUA hoje. Primeiramente, por aqui, a empresa revisou a produção ao fechar fábricas pouco eficientes e demitiu 3.600 trabalhadores, ou 46 por cento de sua força de trabalho.

Nos EUA, os cortes são ainda mais profundos. A Ford planeja fechar 10 plantas até 2012 e cortou 33.600 empregos desde 2005.

PROJETO AMAZÔNIA

À medida que a Ford cortou custos no Brasil, também investiu muitos recursos para elaborar o design de carros de acordo com os gostos locais. O plano, chamado de Projeto Amazônia, foi parar de vender versões adaptadas de seus modelos europeus e oferecer produtos criados para o Brasil.

O resultado foi o EcoSport, um utilitário esportivo para uso urbano com capacidade off-road, vendido a um preço bem menor que um veículo desse tipo nos EUA.
A aposta deu certo. Desde seu lançamento em 2003, a Ford vendeu mais de 446 mil EcoSports -imensa quantidade num mercado onde apenas uma em cada oito pessoas possui carro.

Talvez o mais audacioso aspecto do plano de recuperação da Ford no Brasil tenha sido sua decisão de construir uma nova e pouco custosa fábrica no Estado da Bahia, uma região empobrecida, com infra-estrutura limitada e sem histórico de produção de automóveis.

O investimento de 1,9 bilhão de dólares foi diferente de tudo que a Ford havia feito antes. Em vez de trazer peças de outros lugares, a empresa pediu que 26 fornecedores instalassem lojas dentro do complexo. Ter fornecedores dentro da fábrica permitiu manter estoques de componentes em um patamar mínimo.

A fábrica de Camaçari é mais enxuta e flexível do que qualquer instalação da Ford, com capacidade para produzir cinco plataformas diferentes de veículos simultaneamente na mesma linha. Há três turnos, seis dias por semana, 24 horas por dia, produzindo um veículo a cada 80 segundos, ou 912 unidades por dia.

RENASCIMENTO ECONÔMICO

As vendas de veículos totais no Brasil devem crescer mais de 20 por cento em 2007, atingindo nível recorde e superando todas as previsões. A Ford, cujas vendas acumularam alta de 19 por cento este ano na América do Sul, espera um crescimento de dois dígitos também em 2008.

Para abastecer a demanda, a Ford investirá mais de 1 bilhão de dólares no Brasil até 2011. Parte disso será gasta na construção de novas capacidades de engenharia para continuar levando produtos atrativos ao mercado, a maioria versões mais arrojadas de modelos existentes.

A Ford também planeja revelar um novíssimo carro compacto em janeiro, que será fabricado no pólo automotivo de São Bernardo, região metropolitana de São Paulo.

Alguns concorrentes da Ford, entretanto, estão apresentando novos modelos em um ritmo mais rápido, deixando espaço para alguns analistas imaginarem se a empresa norte-americana não está cautelosa demais agora que a reviravolta terminou.

O Globo Online – 27/11/2007

Iveco acelera lançamentos


Em recente entrevista concedida para as páginas do From The Top da revista AutoData, Marco Mazzu, presidente da Iveco Latin America, clareou alguns pontos sobre os planos da companhia na região a partir do aumento de investimentos de R$ 75 milhões para R$ 125 milhões por ano, anunciado em meados de outubro.

Dentre outras muitas novidades, começou por esclarecer que a montadora pretende lançar “duas famílias de produtos por ano e não dois produtos por ano”, como vinha sendo divulgado. Por família, se entende séries completas ou apenas novas versões.

Nesse contexto Mazzu e seus comandados arregaçam mangas para, já em 2008, apresentarem novas versões de caminhões médios, segmento do qual a Iveco ainda não participa. No mesmo ritmo se apressam para preparar versões traçadas dos pesados Trakker que concorrerão com os recentes lançamentos da Mercedes-Benz, Scania e Volvo, nos terrenos de minerações e outras atividades do fora-de-estrada.

E, segundo os mesmos planos, em 2009 a montadora entra no segmento dos ônibus. Aqui um pormenor: como é sabido, algumas dezenas de chassis médios baseados no caminhão EuroCargo vêm sendo testados desde 2005 pelo Brasil afora. Contudo, Mazzu pondera que não estão nas prioridades imediatas.

AutoData – 29/11/2007

Delphi escolhida Empresa do Ano do Prêmio AutoData 2007

A Delphi foi escolhida Empresa do Ano do Prêmio AutoData 2007 em meio às 42 companhias indicadas em agosto pela equipe editorial de AutoData para concorrer a treze categorias corporativas da premiação, que também conta com quatro categorias de produtos e uma de Personalidade do Ano – vencida nesta edição por Ray Young, ex-presidente da General Motors Brasil e Mercosul que este mês seguiu para Detroit, nos Estados Unidos, onde assumiu a vice-presidência financeira do grupo.

A Delphi foi selecionada por grupo de notáveis formado por André Beer, Luiz Adelar Scheuer, Alencar Burti, Detlof Von Simson e Luiz Carlos Mello. Todos os ganhadores das demais categorias, dezoito no total, foram eleitos em votação dos leitores de AutoData e participantes do Seminário AutoData Perspectivas 2008.

Os eleitos do Prêmio AutoData 2007 receberam seus troféus na noite desta quinta-feira, 29, durante o evento de premiação realizado em São Paulo. Conheça abaixo os vencedores:

Empresa do Ano – Delphi

Montadora – Fiat

Sistemista – Magneti Marelli

Fornecedor de Peças, Partes e Componentes – Mann+Hummel

Encarroçador – Marcopolo

Produtor de Motores – MWM International

Fornecedor de Logística – Pigatto

Gestão – Delphi

Inovação Tecnológica – Delphi

Empreendedorismo – Ford

Exportador – Marcopolo

Estratégia de Marketing – Honda Motos

Responsabilidade Social – Fundação Iochpe

Responsabilidade Ambiental – Volkswagen

Veículo Automóvel – Honda Civic

Veículo Comercial Leve – Chevrolet S10

Veículo Caminhão – Iveco Stralis

Veículo Ônibus – Volare Acesso Fácil

Personalidade do Ano – Ray Young, General Motors

AutoData – 29/11/2007

Indústria catarinense cresce 16% no ano

Os fabricantes de componentes automotivos de Santa Catarina acumulam, de janeiro a outubro, alta de 16% em suas vendas na comparação com igual período de 2006, índice que deve ser mantido até o fim do ano. De acordo com dados da seção regional do Sindipeças, as vinte empresas associadas à entidade faturaram US$ 1,2 bilhão em 2006, respondendo por 4% do total nacional. Incluindo as demais 120 organizações do ramo, a estimativa da receita passada é de US$ 2,4 bilhões.

Uma das características da atividade catarinense é a menor dependência do mercado original. Enquanto as vendas nacionais estão 61,5% vinculadas às montadoras, em Santa Catarina o índice cai para 35,3%. Na visão de Hugo Ferreira, diretor regional da entidade, a distribuição mais equilibrada do faturamento torna o mercado catarinense menos vulnerável a crises que o nacional. As exportações respondem por 22,3% das receitas, a reposição participa com 24,2% e as vendas intersetoriais com 18,2%. No Brasil a distribuição é de 19%, 12% e 7,5%, respectivamente, de acordo com dados do Sindipeças.

Até outubro as empresas exportaram US$ 430 milhões, equivalente a 5,7% do total nacional. No mesmo período importaram US$ 362 milhões, apurando superávit de US$ 68 milhões na balança comercial regional, ao contrário do cenário nacional, onde já há déficit de US$ 99 milhões. O setor abriu durante o ano perto de 2 mil vagas de trabalho, elevando para perto de 15 mil o número de empregados.

Para o diretor regional o próximo ano deve ser melhor do que 2007, com projeção de alta de 12%. O otimismo tem relação com a expectativa do setor automotivo de elevar em 10% sua produção, atingindo algo como 3,3 milhões de veículos. Outro fator positivo é o preço da matéria-prima das empresas de autopeças, como o aço, vidro e ferro. Segundo Ferreira, o custo desses materiais está estável e pode ser menor no próximo ano.

AutoData – 29/11/2007

Volks investe R$ 123 mi em motores

A Volkswagen anunciou um investimento de R$ 123 milhões para a fábrica de motores de São Carlos (SP). Com este investimento a fábrica aumentará a produção, passando de 1.800 motores/dia para 2.700, até setembro do próximo ano.

O dinheiro empregado será divido em duas partes, sendo R$ 80 milhões na primeira parte e R$ 43 na segunda e será para ampliação da fábrica e colocar uma nova linha de usinagem de blocos e motor parcial, nova linha de cabeçote, além de fazer a adaptação da linha de montagem final.

Nos primeiros dez meses deste ano, a fábrica produziu 460 mil motores, 75 mil a mais que o ano anterior. A previsão é encerrar o ano com uma produção de 558 mil motores, contabilizando um aumento de 22%.

Os motores produzidos em São Carlos abastecem as fábricas da Volkswagen de São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR). 16,5% dos motores são exportados para a África do Sul, Espanha e Argentina.

Auto Informe – 28/11/2007

Volks testa motor com consumo 5% menor

A Volkswagen começará a vender no próximo ano, na Europa, carros com motores que gastarão 5% menos combustível. O produto será depois testado também no mercado brasileiro, segundo o vice-presidente de desenvolvimento de produto da Volks do Brasil, Holger Westendorf. Essa é parte da nova estratégia da maior montadora da Europa, que visa dar um salto nas vendas globais com base no desenvolvimento de carros pequenos, econômicos e adequados ao meio ambiente.

Em menos de sete anos ela quer elevar as vendas mundiais de 6 milhões para 10 milhões de veículos, o que a deixaria próxima da Toyota. Ocupando a quarta posição hoje entre os maiores produtores mundiais – atrás de Ford, General Motors e Toyota – a Volkswagen está em processo de desenvolvimento de quatro plataformas de carros. A expectativa é conseguir criar novos carros a custos até 40% mais baixos.

Uma mostra de como seriam os novos compactos já foi apresentada ao público em forma de protótipos no salão do automóvel de Frankfurt este ano. Estas novas plataformas não têm nada a ver com a nova família de carros pequenos que a montadora está prestes a produzir no Brasil.

Valor Econômico – 29/11/2007

Quem mais cresceu entre as novas

As novas montadoras continuam numa forte disputa pela quinta posição no ranking brasileiro, já que os quatro primeiros lugares são ocupados pelas marcas tradicionais (Fiat Volks, GM e Ford, nesta ordem). Nenhuma delas atingiu 5% de participação, mas estão crescendo e consolidando sua participação no mercado brasileiro.

A Peugeot foi a marca que mais ganhou participação este ano, com aumento de 0,54 ponto percentual no mercado interno, o que proporcionou a sua subida no ranking. Em 2006 ela era a sétima colocada, atrás da Toyota. Agora ela é sexta, com 3,22% de participação, perdendo ainda para a Honda, que é a líder entre as novas.

Logo que chegou ao Brasil, a Renault teve um bom desempenho, ficando em quarto lugar, ameaçando a Ford, mas depois despencou e nos últimos quatro anos vem mantendo uma posição modesta, em oitavo lugar. Mas nos dez meses deste ano ela se recuperou e ganhou 0,23 ponto percentual, estando com 2,91% do mercado. Ainda é a quarta colocada, mas foi a segunda marca que mais cresceu no ano.

A Nissan vem em terceiro lugar no aumento de vendas e em seguida outra francesa, a Citroën, com aumento de 0,1 ponto percentual.

A Toyota é a que mais perdeu entre as novas. Depois de fechar o ano de 2006 em quinto lugar, caiu para sétimo e está ameaçada pela Renault. A Toyota perdeu 0,70 ponto percentual e tem 2,91% do mercado, com apenas 132 carros a mais do que a Renault. Essa situação era prevista, pois a empresa paralisou a linha de produção para fazer a adaptação para a fabricação do Corolla novo, que chega no início do ano que vem.

A Honda sustenta a quinta posição do ranking, mas teve perda de participação de 0,06 p.p. Veja a tabela abaixo, com o desempenho das novas montadoras em 2007.

Quem mais cresceu entre as novas
(jan-out/07)

Marca Total Part.% Evol.em p.p
Peugeot 64.064 3,22 0,54
Renault 57.831 2,91 0,23
Nissan 8.573 0,43 0,13
Citroën 38.053 1,91 0,1
Iveco 4.896 0,25 0,08
Chrysler* 2.564 0,13 0,04
Mercedes-Benz 42.338 2,13 0,04
Volvo 6.605 0,33 0
Agrale 3.505 0,18 0
Dodge* 744 0,04 0
Seat 103 0,01 0
Lexus 60 0 0
Alfa Romeo 6 0 0
Land Rover 1.800 0,09 -0,01
Jeep* 688 0,03 -0,01
Mitsubishi 23.556 1,18 -0,04
Honda 68.268 3,43 -0,06
Audi 1.851 0,09 -0,06
Scania 6.318 0,32 -0,62
Toyota 57.963 2,91 -0,7

Auto Informe – 28/11/2007

Mueller lança detector de combustível adulterado

Cair na tentação de abastecer o carro em posto com preços atraentes não será mais um passaporte para a oficina mecânica. A fabricante de peças plásticas Mueller desenvolveu sistema inédito que identifica, no ato do abastecimento, a qualidade do combustível, utilizando para isso apenas um pequeno reservatório no tubo de enchimento do tanque, equipado com sensores e dois módulos eletrônicos.

O sistema foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Paraná e consumiu investimento R$ 500 mil em cinco anos. O equipamento será apresentado ao público pela primeira vez durante o Congresso e Exposição SAE Brasil, que acontece em São Paulo a partir desta quarta-feira, 28.

No tubo do tanque é instalado pequeno reservatório para onde vai parte do combustível durante o abastecimento. Em cinco a seis segundos o módulo eletrônico identifica a qualidade do combustível por meio da medição da densidade do líquido. Em caso de adulteração um alarme será acionado no painel do veículo para avisar o motorista que o combustível está adulterado. No plástico do reservatório a empresa usou nanopartículas para formar uma barreira que impede a difusão de gases, garantindo a segurança do sistema.

A Mueller ainda estuda as possibilidades de fornecimento para o mercado de reposição e também diretamente às fabricantes de veículos. Segundo Paulo Rodi, gerente do Centro Tecnológico da Mueller, o detector já despertou interesse em uma montadora, que está fazendo testes. “Acreditamos que o produto esteja no mercado já em 2008,mas vai depender das negociações.”

O grande atrativo do sistema será o preço: segundo cálculos da empresa o custo final para consumidor será algo em torno de R$ 200.

AutoData – 27/11/2007

CONSUMER

Costa reclama da falta de "visão estratégica" com relação à TV Digital

O portal Convergência Digital foi a única mídia especializada a transmitir ao vivo, em cárater experimental, pela CDTV, nesta quarta-feira, 28/11, a entrevista concedida pelo ministro das comunicações, Hélio Costa, em Brasília, sobre o início das transmissões da TV Digital brasileira, a partir do dia 02 de dezembro, na cidade de são Paulo.

Essa foi a primeira entrevista de um ministro do governo Lula transmitida, ao vivo, pela Internet, através do sistema Radiobrás. Costa não poupou críticas à indústria - os conversores recém-lançados foram chamados de "equipamentos para comunicação com extraterrestres, já que são caros e não oferecem nenhum recurso para o consumidor" - e às operadoras móveis, que não trouxeram celulares capazes de capturar o sinal para o mercado.

O ministro das comunicações aproveitou ainda a entrevista - que foi transmitida por uma hora via Internet - para "atirar" nos céticos com relação à TV Digital e lamentou "a "pouca visão estratégica" da indústria para um negócio que irá gerar, segundo ele, R$ 9 bi nos três primeiros anos, e cerca de R$ 100 bi, em 10 anos.

"Cobram interatividade já a partir do dia 02 de dezembro. Isso não é assim. Há fases a serem cumpridas e elas o serão", ressaltou o ministro. Também reclamou das críticas dirigidas ao Ginga, software brasileiro que servirá de middleware para a conversão do sinal analógico para o digital.

"Esse é um software brasileiro. Precisamos acreditar no talento dos nossos cientistas e há muita gente falando dele sem perceber a importância de se ter apostado nele", salientou o ministro das Comunicações.

Questionado se o governo iria abrir uma linha de financiamento para facilitar a compra dos conversores (setup-boxes) pela população de menor poder aquisitivo - num modelo semelhante ao do Computador para Todos- Hélio Costa preferiu não responder diretamente.

Disse apenas que já levou ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a possibilidade e mostrou que há meios, sim, de o governo fazer esse financiamento através do Banco Popular, da Caixa Econômica, do Banco do Brasil e de toda a cadeia bancária do país.

Neste ponto, Costa observou que "percebe uma falta de visão estratégica de negócios" da indústria com relação à TV digital. "Não estou percebendo a movimentação necessária para a dimensão que será o negócio TV Digital no Brasil", ressaltou. E foi além: Disse que os conversores lançados no mercado são para "comunicação extraterrestre, já que não usam o ginga, não têm interatividade e custam caro".

Operadoras Móveis: Alvo permanente

Como não poderia deixar de ser, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, mais uma vez, voltou a criticar as operadoras móveis. Segundo ele, em função dos seus negócios e da rentabilidade, essas operadoras não parecem dispostas a trazer, pelo menos, nesse momento, terminais capazes de "captar" o sinal da TV digital aberta para a transmissão no celular.

No sistema brasileiro, baseado no padrão japonês ISDB-T, a transmissão da programação da TV Digital aberta acontece de forma gratuita pelo assinante da telefonia móvel, desde que ele tenha um terminal capaz de fazer essa "captura".

"Por que as móveis iriam investir na TV Digital gratuita para o seu assinante se ele vai usar o celular de graça e não vai usar para falar ou para ver TV paga no celular ao custo de R$ 1,25 ao minuto?", indagou o ministro. "É claro que para as teles móveis esse não é um bom negócio, mas tenho certeza que teremos celulares capazes de "capturar" esse sinal o quanto antes no Brasil. O consumidor pedirá", completou.

Convergência Digital – 28/11/2007

Positivo estuda fabricação de dispositivos móveis

O presidente da Positivo Informática, Hélio Rotenberg, admitiu nesta quarta-feira, 28/11, que a empresa analisa a hipótese de vir a fabricar localmente o modem USB para acesso à Internet banda larga.

Atualmente, os equipamentos - modem USB, placas PCMCIA ou Express Flash ( voltados para os notebooks mais modernos) - são 100% importados. A maior parte da China e da Coréia. A chinesa Huawei domina mais de 70% do mercado mundial na área.

"É um mercado importante e que só tende a crescer. A idéia de fabricar localmente os equipamentos é interessante porque o custo desses equipamentos são elevados e eles podem ser produzidos com os incentivos da Lei de Informática", afirmou Rotenberg, que veio a São Paulo para anunciar uma aliança comercial com a Vivo. O executivo, no entanto, não quis adiantar maiores detalhes com relação ao projeto.

A Positivo abriu, recentemente, um escritório de representação em Taiwan, para ficar mais próximas das empresas asiáticas e firmar parcerias estratégicas. A fabricante também admite a produção de equipamentos, em especial notebooks, já com chipsets preparados para conexões banda larga, mas Rotenberg salienta que esse produto terá um custo elevado.

"Não há como evitar que esses equipamentos saiam com preço mais elevado porque são produtos de última geração. Neste momento, para mercados como o Brasil, o ideal é, de fato, a produção dos dispositivos que facilitem o acesso à conexão. Os notebooks com chipsets especiais serão para os clientes de maior poder aquisitivo, até que haja demanda para reduzir o custo do produto", completou Rotenberg.

Avanço significativo

Com relação à parceria com a Vivo, Rotenberg é bastante realista. Para ele, a aliança será de grande potencial junto aos consumidores das classes C e D, que estão comprando o primeiro PC - desktop - e que não têm condições de fazer compras de pacotes - "banda larga, TV por assinatura e telefonia".

"Por isso, a nossa grande aposta é no modelo do Plano Controle. Essa idéia é, sinceramente, uma prova que é possível fazer inclusão digital e reduzir o custo da conexão de banda larga para localidades ainda não-atendidas. Também é uma chance de aumentar a competição com as teles fixas. O sistema do pré-pago permitirá a esses clientes não gastarem mais do que podem. E não há quem negue que o pré-pago é um sucesso no Brasil", completou o presidente da Positivo Informática.

A aliança firmada com a Vivo, num primeiro momento, será exclusiva, no modelo de concepção de vendas e de parceria - inclusive, em função do subsídio dos modems gratuitos para os assinantes. Mas, os dispositivos móveis de outras operadoras funcionarão nos equipamentos da fabricante sem qualquer tipo de restrição de tecnologia.

Já a Vivo também afirma, que neste momento, a parceria nos moldes firmados - com planos, call center e dispositivos gratuitos - será apenas com a Positivo. Inicialmente, a operadora negociava com a Itautec, mas o acordo terminou sendo fechado com a Positivo.

"Continuamos com a nossa conversa com a Itautec, mas adiantamos mais com a Positivo e a negociação não foi simples. Levamos mais de seis meses para chegar a esse resultado", afirmou Roberto Lima, presidente da Vivo.

Convergência Digital – 28/11/2007

Philips e Sony decidem produzir notebooks no Brasil

Aproveitando um momento de fortes vendas de notebooks no Brasil, duas das maiores empresas de tecnologia do mundo, Philips e Sony, anunciaram nesta quarta-feira planos para a produção de computadores portáteis no país.

A holandesa Philips, que até agora não fabricava computadores no mundo, segundo a sua filial brasileira, anunciou que vai começar a vender notebooks importados com sua marca no país a partir de dezembro, e que no final do primeiro trimestre de 2008 passará a produzir as máquinas no país.

Enquanto isso, a Sony do Brasil começou a fabricar notebooks da sofisticada linha Vaio sob contrato de terceirização com a Foxconn, em Jundiaí, interior de São Paulo, após um período em que distribuía os aparelhos apenas importados.

"Desde que lançamos os primeiros modelos da linha, os resultados são excelentes. Obtivemos um crescimento de mais de 200 por cento em relação ao que esperávamos vender num primeiro momento", disse em comunicado o gerente de marketing e vendas da linha Vaio no Brasil, Francisco Simon.

Segundo a empresa de pesquisa de mercado IDC, as vendas de computadores portáteis no país no quarto trimestre devem saltar 150 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado, para 500 mil unidades, fechando o ano em cerca de 1,4 milhão de máquinas vendidas. Esse volume corresponde a um salto de 140 por cento sobre 2006, que por sua vez registrou volume 120 por cento maior sobre 2005.

"Mercado que cresceu mais de 100 por cento nos últimos dois anos não é coisa de amador (...) Acho difícil acreditar que uma Sony e uma Philips fariam investimentos para fabricar num país como o nosso sem ter um respaldo de movimento do mercado de longo prazo", disse o analista sênior de PCs da IDC no Brasil Reinaldo Sakis.

"Esses movimentos todos dos grandes fabricantes certamente não são sem estudar o mercado brasileiro", acrescentou, citando como fatores positivos para a indústria de PCs no Brasil incentivos governamentais, demanda elevada e baixa penetração de computadores entre a população.

No mês passado, a Intel anunciou decisão de fabricar no Brasil placas-mãe de computadores em parceria com a brasileira Digitron. Enquanto isso, a Dell -outra gigante norte-americana de tecnologia- inaugurou este ano fábrica de computadores em Hortolândia, interior de São Paulo.

O presidente da Intel no Brasil, Oscar Clarke, afirmou na época do anúncio da parceria com a Digitron que o país "deve estar entre os três maiores do mundo até 2010" em consumo de produtos de tecnologia da informação.

O Globo – 28/11/2007

Vivo e Positivo fazem acordo para banda larga móvel


A partir desta semana, os computadores da Positivo Informática que saírem da fábrica trarão em suas caixas um cupom de desconto para os planos de banda larga móvel da operadora de telefonia Vivo. A parceria foi anunciada pelos dirigentes das duas empresas. O cupom tem validade de dois anos. Contudo, os benefícios podem ser estendidos a quem comprou os computadores da Positivo a partir de 15 de julho de 2006, bastando acionar o fabricante.

Com a parceria, o cliente terá descontos de R$ 10 a R$ 20 por mês na assinatura mensal da Internet rápida, em relação aos preços do mercado. Alguns planos fornecem o modem gratuitamente. Com o acordo, o presidente da Vivo, Roberto Lima, espera um aumento "significativo" na venda de pontos de banda larga móvel, sem especificar os números. Hoje, a Vivo comercializa uma média de 20 mil pontos de acessos por mês, contra cerca de 4 mil acessos de dois anos atrás. Segundo a operadora, são cerca de 350 mil pontos de banda larga em todo o país.

Para o presidente da Positivo, Hélio Rotemberg, parcerias do gênero "fazem com que a história do computador siga os passos do celular, embora com alguns anos de atraso".

Convergência Digital – 28/11/2007

Acuson P50, um Notebook para ultrassonografias

A Siemens Medical Solutions da Alemanha apresenta um macbook Pro adaptado especialmente para a execução de exames de ultra-som, o Acuson P50, que certamente vai fazer muito sucesso com os médicos. Ele já vem com o software para eco-cardiografia e pode ser usado na sala de operações e nos departamentos de anestesia.

a despeito de ser um Mac, ele roda Microsoft Windows, e também funciona como um notebook comum, para os médicos responderem seus e-mails e acessarem a Internet, além de usarem o Word, PowerPoint e outros programas.

O P50 tem 2 GB de RAM, 160 GB de HD e um processador Intel Dual-Core Pentium M de 2.0 GHz. Saiba mais no site da Siemens Medical Solutions.

IP Journal – 27/11/2007

Samsung prevê lucros de US$ 20 bilhões em 2012

O gigante sul-coreano da eletrônica, Samsung, confia em voltar a crescer a partir do próximo ano e chegará aos US$ 20 bilhões de lucro por vendas em 2012, informou hoje um executivo da empresa citado pela agência "Yonhap".

"A Samsung cresceu significativamente na última década e tem boas perspectivas em setores como energia, biotecnologia, saúde e meio ambiente. Mas será difícil manter o ritmo durante os próximos 10 anos", disse Chu Woo-sik, vice-presidente de investimentos da companhia.

A Samsung, maior fabricante mundial de chips de memória para computadores, está atravessando um vazio de crescimento devido à saturação do mercado nas suas principais áreas de negócio, segundo a "Yonhap".

Em 2006, o lucro por operações caiu 14% em relação ao ano anterior, para 6,93 trilhões de wons (US$ 6,47 bilhões). O motivo foi a queda nos preços dos aparelhos de TV de tela plana e dos telefones celulares, apesar de as vendas terem aumentado 3%.

Último Segundo – 28/11/2007

Nova linha de TVs da LG tem conversor digital embutido

A cinco dias da estréia da TV digital no Brasil, a LG Eletronics anunciou nesta terça-feira (27) que pretende lançar uma nova linha de aparelhos de TVs LCD Full HD que já possuem o set-top box (conversor) integrado para receber o sinal da TV digital.

As transmissões da TV aberta pelo sistema digital começam no próximo domingo (2) apenas na cidade de São Paulo.

Divulgação

Nova linha de TVs LCD Full HD lançada pela LG já vem com set-top box embutido
A nova linha de televisores da LG é composta por dois modelos, com 42" (42LB7D7) e 47" (47LB7DF). De acordo com a empresa, os aparelhos reproduzem imagens em alta definição "total", com resolução de 1.920 x 1.080 pixels, e têm qualidade de imagem semelhante a outros modelos de TVs Full HD lançados pela empresa.

Entre os recursos dos novos modelos, os aparelhos possuem conexão USB, e trazem a tecnologia SimpLink, em que o usuário pode utilizar o mesmo controle para acessar funções da TV e de outro aparelho (DVD, Home Theater etc) que esteja conectado.

Para pais preocupados com o que os filhos assistem, os novos modelos possuem acesso a recursos como o bloqueio de programação por faixa etária, canal e entradas (usadas para conectar DVD, games e outros eletroeletrônicos).

Mais em conta do que o modelo Full HD de plasma da LG (R$ 20 mil) --que não tem o conversor embutido--, o preço médio sugerido para o modelo LCD de 42" é de R$ 8.999 e o de 47" é de R$ 11.499.

A expectativa da empresa é que os novos modelos estejam disponíveis para venda ainda este mês.

Computer World – 27/11/2007

IDENTIFICATION

Novo celular pode ser usado como cartão magnético

A operadora de telefonia celular britânica O2, em parceria com a fabricante de celulares Nokia, lança nesta quarta-feira em Londres, o projeto de testes de uma nova tecnologia que agrega ao aparelho de telefone celular a função de cartão magnético.

O equipamento usa a tecnologia sem cabos conhecida como Near Field Communication (comunicação de campo de curta distância), que combina os serviços de identificação por radiofreqüência (RFID, na sigla em inglês) com tecnologias de intercomunicação.

A NFC, como é chamada em inglês, possibilita que equipamentos habilitados com a tecnologia façam troca de informações ao se "tocarem", ou ficarem próximos a apenas quatro centímetros de distância. A tecnologia é compatível com outras similares, como o Bluetooth e a Wi-Fi.

O novo aparelho, chamado de O2 Wallet®, será testado por 500 pessoas em Londres, durante seis meses. Neste período, os participantes poderão testar vários serviços como fazer compras, acessar o transporte público e entrar em eventos apenas com o uso do equipamento. Depois de seis meses, eles devem fazer uma avaliação sobre a facilidade de uso, segurança e funcionalidade do produto.

Os serviços disponíveis no novo equipamento podem ser acessados através do menu principal do telefone e não interferem no recebimento de chamadas ou mensagens de texto.

Para a fase de testes, as empresas criaram parcerias com o comércio local e com o sistema do transporte público de Londres para disponibilizar os serviços aos usuários.

Segundo Cath Keers, diretora de atendimento ao cliente da O2, "os testes são o começo de um caminho que deve envolver operadoras de celular, bancos e o comércio em geral em uma visão comum".

As empresas parceiras no lançamento da nova tecnologia pretendem aprimorar a funcionalidade do aparelho depois dos testes e incluir, por exemplo, a capacidade de armazenar senhas para os pagamentos. A empresas também já discutem desenvolver outros projetos de teste em 2008.

O Globo Online – 28/11/2007

Unisys lança família de leitores inteligentes de documentos

A Unisys anunciou nesta terça-feira, 27/11, o lançamento no Brasil da "Unisys SmartSourceTM Series" - família de última geração de dispositivos de captura de imagens. O produto vai permitir a bancos, clientes corporativos e empresas de serviços processar remotamente cheques e outros documentos.

Na prática, o equipamento possibilita a redução do número de coletas de documentos pelas transportadoras, diminuindo de modo significativo um dos custos operacionais mais relevantes do processamento de cheques.

Segundo Paulo Bonucci, presidente da Unisys Brasil, a nova família de produtos abrange hardware, software e serviços e as expectativas em relação às vendas do produto no país são otimistas.

"O Brasil é hoje o segundo mercado do mundo em movimentação de cheques. São de quatro a sete milhões de cheques por dia", ressaltou. Somado a isso, o executivo lembrou que o setor financeiro responde hoje por 43% do faturamento da companhia no Brasil, o que explica o entusiasmo em relação aos novos produtos.

Para José Carlos de Freitas, gerente de soluções de pagamentos da Unisys Brasil, "os novos equipamentos unificam as necessidades de captura de imagens do sistema financeiro". Mais que isso, a Unisys aposta na evolução do sistema de compensação de cheques brasileiro para alavancar as vendas do produto.

O processo hoje é feito de forma manual e envolve o transporte e a manipulação de milhões de cheques diariamente. Com a adoção da truncagem eletrônica – já adotada em diversos países do mundo – o processo de compensação passará a ser feito pela imagem dos cheques, eliminando o transporte e baixando custos operacionais. "O Brasil começa a se movimentar neste sentido, e por isso anunciamos o produto", afirmou Freitas.

Velocidade e volumes

A Unisys desenvolve e monta os novos leitores em sua fábrica localizada em Plymouth, Michigan (EUA), para atender as principais necessidades de seus clientes, como flexibilidade e inteligência. O tamanho compacto dos dispositivos permite a captura "na boca" do caixa ou na retaguarda e fornece as maiores velocidades do mercado para lidar com volumes cada vez mais extensos de trocas de imagens de cheques.

"A captura antecipada e imediata faz com que os clientes identifiquem mais rapidamente problemas no processamento (um canto dobrado na imagem de um cheque, por exemplo) e economizem tempo de correção, bem como ajuda na melhoria da detecção de fraudes", disse Freitas.

"Recursos internos de processamento inteligente aprimoram a qualidade e a segurança da imagem, inclusive a capacidade de assiná-la digitalmente enquanto o objeto ainda está no leitor", completa o gerente de soluções de pagamentos da Unisys Brasil.

A série SmartSource da Unisys conta com três linhas de produtos: Value, Professional e Expert. Adequada a usuários com baixos volumes, a Value oferece menor custo inicial e fácil integração aos sistemas já existentes.

A Professional, por sua vez, apresenta recursos personalizáveis, como a velocidade e o tamanho do alimentador, e pode ser atualizada para ampliar sua capacidade de 30 para 120 documentos por minuto, à medida que mudem as necessidades de captura de depósitos.

Assim como a Professional, a Expert foi criada para usuários com volumes de médio a grande porte e possui recursos flexíveis de leitura e classificação em uma ou duas bolsas. A Expert detém os leitores que funcionam como dispositivos realmente inteligentes com seus próprios sistemas operacionais - eles atuam independentemente de um computador, conectando-se de forma direta à rede do usuário. Além disso, podem ser plugados diretamente em impressoras ou outros periféricos.

Convergência Digital – 28/11/2007

INDUSTRIAL

Mercado nacional é estratégico para ABB

Produtos que minimizam o tempo de paralisação, rastreiam causas de falhas e reduzem a necessidade de manutenção são algumas das características dos sistemas de automação que a ABB, uma das principais empresas do setor no desenvolvimento de tecnologias de potência e automação, apresenta ao mercado nacional.

"O sistema de automação 800xA é uma ferramenta que apresenta navegação fácil e intuitiva para acesso rápido às informações. É um sistema capaz de incorporar dados provenientes de diferentes fontes e aplicações e controlar grandes plantas. Já o Freelance é uma solução que pode ser aplicada em controles de processo de pequeno e médio porte e o AC 500 é voltado para manufatura", disse Andres Sancho, gerente de Produto do Sistema de Automação.

Por estas razões a ABB aposta no potencial do mercado brasileiro de automação e está obtendo respostas positivas aos seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Com o aquecimento do mercado e a busca das empresas por processos automatizados, este segmento hoje é responsável por boa parte dos negócios da ABB. De acordo com o executivo, o desenvolvimento dessa área está ligado ao fato de a ABB possuir um amplo portifólio que permite oferecer ao mercado soluções de alto valor agregado.

A ABB é uma das empresas que estão apresentando seus produtos na ISA Show 2007. A feira, que reúne empresas do setor elétrico, termina amanhã no Expo Center Norte.

Gazeta Mercantil – 28/11/2007

Schneider Electric apresenta soluções para controle e instrumentação na ISA Show South America 2007

Schneider Electric, especialista mundial em produtos e serviços para distribuição elétrica, controle e automação, participa da ISA Show South America 2007 – XI Congresso Internacional e Exposição Sul-americana de Instrumentação, Sistemas e Automação. Durante a feira, que acontece de 27 a 29 de novembro, em São Paulo (SP), a empresa expõe sua linha de produtos e soluções para controle e automação industrial. Entre os destaques expostos no estande da companhia estão os controladores programáveis Modicon M340, MPC6006 e Expert BF com IHM incorporada; o controlador de processos Modicon Quantum SIL2; e o sistema híbrido UAG (gerador de aplicações PLC + SCADA).

Controladores Programáveis - Os controladores programáveis da Schneider Electric atendem às demandas dos clientes em todo o setor de automação. O Modicon M340, da marca Telemecanique, foi desenvolvido para manufatura de máquinas complexas. Programado com o software IEC Unity Pro, possui memória interna de 4MB e pode gerenciar aplicações de até 70K de instruções e 256KB de dados. Único no mercado, o produto integra uma porta USB e duas portas de comunicação CANopen, Ethernet ou Modbus. Além disso, seus dados são salvos automaticamente em uma memória Flash interna e sua aplicação é arquivada em um cartão de memória Flash SD, tornando o produto livre de baterias e facilitando manutenções futuras.

Também serão apresentados no evento dois controladores programáveis da Atos, empresa recentemente adquirida pela Schneider Electric. Com alta performance, o MPC6006 pode ser utilizado em diversos tipos de automação e está de acordo com a norma internacional IEC 61131-3. Com design arrojado, possui memória SDRAM de 16MB e Flash de 2MB, além de permitir a troca a quente dos módulos. Já o Expert BF com Interface Homem-Máquina (IHM) incorporada conta com dois contadores bidirecionais de até 20Khz e duas saídas PWM ou PTO. O produto tem a ferramenta de programação da IHM integrada ao PLC (A1) e dois canais seriais (RS232 e RS485).

A empresa destaca ainda o Modicon Quantum Safety Sistem SIL2, controlador de processos utilizado para aplicações em segurança e inovação da mais consagrada plataforma de automação de processos do mercado. Certificado pela TÜV, o dispositivo possui segurança integrada com FFT (Full Functional Testing). Em plena conformidade com as normas internacionais IEC 61508 e IEC 61511, o produto não necessita de hardware ou software adicionais.

Soluções para sistemas híbridos - Outro produto da Schneider Electric que pode ser encontrado na feira é o Sistema Híbrido Unity UAG (Unity Application Generator). A ferramenta unifica as bases de dados PLC e SCADA, bem como proporciona ao desenvolvedor um ambiente único para geração dos aplicativos PLC + SCADA (lógica de controle e telas de processo). O UAG oferece uma biblioteca de objetos de controle que podem ser definidos pelo usuário, permitindo a padronização e reutilização dos mesmos blocos funcionais posteriormente. Além disso, o produto realiza também o gerenciamento de comunicação (Ethernet, MB+ e Profibus) e está de acordo com a norma 21CFR11, garantindo segurança nas modificações efetuadas no projeto.

Com as informações reunidas em apenas uma base e a possibilidade de mapear todos os recursos de uma só vez, o UAG proporciona redução do trabalho na fase de criação do projeto. A diminuição no tempo total de desenvolvimento varia entre 20% e 35%, o que pode corresponder a vários meses de trabalho em um grande projeto.

Sistema de Supervisão SCADA - O Vijeo Citect, novo sistema de supervisão que oferece total integração em qualquer tipo de aplicação, também está exposto no estande da Schneider Electric. Flexível, o software atende desde um pequeno sistema autônomo a grandes instalações distribuídas em múltiplas redes. Disponível nas versões Lite (Standalone) com 300, 600 e 1200 pontos, e Full (Networked) com 75, 150, 500, 1500, 5000, 15000 pontos e ilimitado, o sistema possui mais de 130 drivers de comunicação sem custo adicional. Essa flexibilidade reduz substancialmente os custos gerenciais de conhecimento e treinamento, racionaliza os investimentos de implantação e facilita futuras expansões.

Módulo HART IO - Já o módulo HART IO, também presente no estande, é uma interface direta entre os dispositivos Hart de campo e o CLP, possibilitando o uso de módulos analógicos simples. O módulo HART IO suporta 8 ou 16 canais HART, sendo todos eles isolados e multiplexados usando um switch analógico e um modem HART. Através da porta RS485 pode-se conectar um servidor HART OPC ou um Software de Gerenciamento de Ativos. Este módulo também possui uma porta Ethernet Modbus TCP/IP integrada, para acesso aos dados dos instrumentos e diagnóstico via páginas WEB.

A Schneider Electric proporciona, com todos esses produtos, um conjunto integrado de soluções em instrumentação e controle para seus clientes.

A Schneider Electric, líder mundial em produtos e serviços para distribuição elétrica, controle e automação, atende os mercados industrial, predial e residencial, além de energia e infra-estrutura. No Brasil há 60 anos, a companhia emprega mais de mil funcionários e possui 11 filiais comerciais, dois mil pontos-de-venda e quatro unidades fabris – São Paulo (SP); Guararema (SP), Sumaré (SP) e Curitiba (PR). Em 2006, a Schneider Electric registrou faturamento mundial de 13,7 bilhões de euros, contando com 205 fábricas e 112 mil funcionários.

Portal Fator Brasil – 28/11/2007

TELECOM

Qualcomm espera espaço para TV paga no celular


Presidente da Qualcomm, Marco Aurélio Rodrigues, espera que haja a opção de produzir TV paga no celular, e não apenas, a captação do sinal da TV aberta, em função da chegada da 3G e da TV Digital. Inicialmente, o plano da fabricante, desenvolvedora do MediaFlo, é que operadoras viabilizem o negócio no Brasil. Com incremento da 3G, a Qualcomm retorna ao mercado de consumo.

"Espero sinceramente que exista essa oportunidade da TV paga no celular porque ela funciona em muitos países", declarou o presidente da Qualcomm, em almoço com a imprensa, na capital paulista, nesta quarta-feira, 28/11.

Questionado se a fabricante replicaria no Brasil o modelo dos EUA e do Japão - onde a Qualcomm criou o MEDIAFLO, tecnologia para levar TV ao celular e construiu uma rede para ser explorada pelas operadoras - Rodrigues disse que não está nos planos da Qualcomm, pelo menos neste momento, vir a atuar como uma operadora no país. "Espero que o mercado faça isso", destacou.

Com relação à Terceira Geração, Rodrigues acredita que no segundo semestre de 2008, haverá uma grande competição no mercado brasileiro. Ele também descarta a idéia de que as operadoras móveis não tragam celulares capazes de captar sinal da TV digital aberta.

"Essa não é uma estratégia lógica. No Japão, a NTTDoCoMo trouxe e saiu na frente. É a evolução natural do mercado. A TV digital aberta estará no celular e já no primeiro trimestre do ano que vem, teremos terminais no Brasil", afirmou Rodrigues.

Com a disseminação mundial da Terceira Geração, a Qualcomm marca seu retorno ao mercado de consumo eletrônico - a companhia já foi fabricante de celulares para incentivar o uso da comunicação móvel, a partir da criação da divisão Gobi, voltada para a oferta de uma solução integrada de chipset para notebooks capaz de rodar em redes CDMA 2000, EV-DP e UMTS/HSPA.

Hoje, já há mais de 100 módulos 3G embarcados em notebooks, mas eles são ou CDMA 2000 ou UMTS/HSPA. A idéia foi a de criar um produto para unificar as duas tecnologias. A solução também funcionará em Wi-fi. Expectativa da Qualcomm é que já no segundo trimestre 2008, os primeiros produtos da divisão GOBI (Global Mobile Internet) estejam embarcados comercialmente em notebooks no mundo. Em outubro, foi feito o anúncio com a parceria firmada entre a Vodafone, a Verizon e a HP.

O presidente da Qualcomm do Brasil, Marco Aurélio Rodrigues, admite que, num primeiro momento, esses equipamentos terão um preço mais alto, até em função do diferencial de funcionar em todo e qualquer sistema 3G, mas que a demanda fará com que o custo caia, como é a tendência em qualquer produto de tecnologia.

A Qualcomm obteve uma receita de US$ 8,9 bi, 19% superior a 2006, no ano fiscal de 2007, encerrado em setembro. A divisão da receita ficou em chipsets - 59,5%, licenciamento, 31,2% e Wireless Internet, 9,3%. A fabricante vendeu 253 milhões de chipset para dispositivos sem fio, o que significou um crescimento de 22% em relação a 2006.

Convergência Digital – 28/11/2007

Samsung prevê recuperação em chips e fortes vendas de celulares

A sul-coreana Samsung Electronics anunciou na quarta-feira que o excesso de oferta de chips de memória para computadores pessoais deveria se reduzir em 2008, devido ao aumento na demanda por aparelhos portáteis, que resultaria em transferência de produção para o segmento de chips flash.

A maior fabricante mundial de chips de memória se tornou a segunda colocada no mercado mundial de celulares, atrás da finlandesa Nokia neste ano, depois de ultrapassar a rival norte-americana Motorola, e ofereceu projeções ambiciosas para os seus resultados, prevendo que no ano que vem venderia 25 por cento a mais em celulares do que em 2007.

Em outubro, a Samsung anunciou que o lucro do terceiro trimestre não avançou devido à lentidão no mercado de chips de memória, apesar do forte desempenho no setor de televisores de tela plana. A empresa alertou, igualmente, que o segmento de chips de memória poderia sofrer prejuízos no atual trimestre.

Ainda que o mercado de chips do tipo dynamic random access memory (DRAM) continue difícil, a ascensão na demanda pelos chips de memória flash NAND, usados em aparelhos portáteis como o iPhone, da Apple, significa que os fabricantes transferirão capacidade de produção dos chips DRAM para os NAND, o que reduzirá o excedente de oferta no segmento DRAM, segundo Chu Woo-sik, vice-presidente executivo de relações com investidores.

Além disso, muitos dos produtores de chips de memória deixarão de usar algumas das linhas de produção mais antigas, que empregam bolachas de silício de 20 centímetros, porque elas oferecem baixo custo/benefício. A conversão a sistemas mais lucrativos, que produzem mais chips com bolachas maiores, é um processo demora

Reuters – 28/11/2007

Venda de celulares cresce 47% nos EUA


No terceiro trimestre, foram vendidos 38 milhões de aparelhos móveis nos Estados Unidos, um aumento de 37% na comparação com o mesmo período em 2006.

Em relação ao segundo trimestre deste ano, as vendas cresceram 16%. Os smartphones representam 11% das vendas - há um ano respondiam por 4%. A Motorola é a líder no mercado americano, representando 31% dos aparelhos vendidos. Na seqüência aparecem LG (17%), Samsung (16%), Nokia (11%) e Sanyo (4%).

Os telefones também evoluíram tecnologicamente. Hoje, 72% dos aparelhos têm Bluetooth e 50% tocam músicas.

INFO Corporate – 28/11/2007

Mercado de celulares multimídia deve superar as vendas globais de TVs em 2008

Consultoria projeta negócios da ordem de US$ 76 bilhões com a venda de terminais com múltiplas funcionalidades
A venda global de telefones celulares com recursos multimídia deve ultrapassar as vendas de aparelhos de TV em 2008. A previsão é da consultoria MultiMedia Intelligence, que projeta para o ano que vem a comercialização de 300 milhões de terminais multimídia em todo o mundo, perfazendo negócios da ordem de US$ 76 bilhões. A empresa considera como multimídia os aparelhos com câmeras de pelo menos 1 megapixel e recursos adicionais como MP3 audio, Java, USB, bluetooth, cores e alta resolução, além de WAP e MMS.

“Os serviços de voz estão sofrendo com a pressão pela redução dos preços, forçando as operadoras a alavancarem os serviços de dados para sustentar o crescimento da receita e compensar o declínio do ARPU de voz”, pondera o analista Frank Dickson, da MultiMedia Intelligence. Segundo ele, os fabricantes estão correndo para atender à demanda de operadoras e consumidores por terminais com maior número de funcionalidades, mas que não custem muito caro ou consumam muita energia. “Como resultado, o telefone móvel tem se tornado a plataforma de entretenimento mais onipresente do mundo”, diz o relatório da consultoria.

A projeção é de que até 2011, nove de cada dez celulares tenham pelo menos um sensor de imagem, tocador de MP3 e de vídeo. Hoje, 60% dos terminais já contam com estas funcionalidades, pelos cálculos da MultiMedia Intelligence. Para as telas sensíveis ao toque, que começaram a ganhar mercado nos últimos dois anos, a estimativa é de que elas alcancem 200 milhões de aparelhos em 2011.

Telecom Online – 29/11/2007

Para o presidente da Anatel o país subirá três degraus no ranking móvel mundial

O presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, previu hoje o fechamento do ano de 2007 com algo próximo de 120 milhões de celulares em operação no país e um salto brasileiro de três degraus no ranking móvel mundial, de oitavo para quinto lugar entre as nações. Dados da Anatel relativos a outubro contam 114,7 milhões de assinantes - o ano de 2006 fechou com 99,8 milhões de acessos - e, se confirmada previsão de Sardenberg, o crescimento anual ficará em torno de 20% o que surpreenderá algumas estimativas.

Nos últimos dois anos a expansão anual do mercado móvel teve uma queda repentina: de 31,4%, em 2005, para 15,9% em 2006, ou quase a metade entre um ano e outro. Acreditava-se no início deste ano que tal refluxo significava a exaustão cada dia mais próxima do mercado - devido a fatores como a renda menor das classes ainda não atendidas - com desaceleração ainda mais acentuada das adesões ao serviço em 2007.

Mas o ano trouxe comportamentos diferentes do consumidor, que resultaram em uma expansão já praticamente de 15%, faltando dois meses para o encerramento de 2007. O Dia dos Pais (agosto) vendeu mais que o das Mães (maio), uma inversão no padrão, e outubro, que sempre registra crescimento tímido, foi o terceiro melhor da temporada.

O avanço, já muito próximo aos 15,9% de 2006, em apenas 10 meses, torna inexorável a superação em 2007 do resultado do ano anterior - o qe as previsões não consideravam. O que prova que o serviço móvel - principalmente, em ambiente de crescimento da renda da população de classes menos favorecidas - ainda não esgotou sua capacidade de surpreender o mundo e de incluir multidões..

Telecom Online – 29/11/2007

HTC monta estrutura no país para disputar mercado de smartphones

Produção de aparelhos da empresa será feita pela Celestica em Campinas
A HTC (High Tech Computer Corp), empresa que registrou um faturamento mundial de US$ 3,2 bilhões no ano passado, finalizou a preparação de sua estrutura no Brasil para disputar o mercado de smartphones e Pocket PCs. A empresa lidera o segmento desse tipo de aparelhos baseados em Microsoft Windows Mobile e quer repetir esse desempenho no país. Para começar, fechou um acordo de produção local com a Celestica, em Campinas, que poderá atender também ao mercado externo. Também já tem um escritório local, um portfolio de nove aparelhos até o final do ano e acordos com operadoras, entre as quais a Claro.

Cesar Keller, diretor executivo da HTC para a América Latina, está otimista quanto ao crescimento do segmento de smartphones e de PDAs no mercado brasileiro. Segundo ele, cresce o interesse do brasileiro em adotar modelos mais sofisticados na troca do aparelho. Mas ele não quer restringir sua atuação a um tipo específico de consumidor e, para isso, oferece produtos para perfis diferenciados. A empresa investiu US$ 10 milhões para estruturar sua atuação no mercado brasileiro.

Dos nove modelos que serão oferecidos até o final do ano seis serão produzidos em Campinas. São eles os modelos P3401, S411, S621, P4351. Já os modelos TyTN II, P3301 e o Advantage serão importados. A maior aposta para o mercado brasileiro está no HTC Touch, baseado na tecnologia TouchFlo, desenvolvido pela companhia, e que traz uma tela de toque que integra o Windows Mobile 6, com e-mail e outros aplicativos, e ferramentas multimídia.

Um ponto de apoio importante para a empresa no país é a Microsoft, sua principal parceira inclusive na questão de cooperação tecnológica. A presença da Microsoft Brasil nas operadoras de telefonia móvel também lhe garantiu um acesso mais rápido a essas empresas. Nas áreas de comercialização e distribuição, a HTC fechou um acordo com a Simm do Brasil.

Telecom Online – 27/11/2007

Blockbuster vai alugar filmes para ver no telemóvel

O presidente-executivo da Blockbuster, James Keyes, disse no Reuters Media Summit que ele mesmo começou a ver filmes no seu BlackBerry após a ajuda de um técnico especializado da Blockbuster. «Estamos a conversar com virtualmente todos os principais fabricantes sobre a oportunidade de providenciar maior mobilidade e conveniência», disse Keyes quando perguntado se a empresa estaria em negociações com fabricantes como Nokia, Samsung Electronics e Motorola .
Keyes, que usa o iPhone da Apple, disse que a Blockbuster também está a negociar com fabricantes de software sobre uma possível parceria, mas não citou nomes.

Exame Informática – 28/11/2007