29/01/2008

GERAL

Qimonda mais que duplica perdas trimestrais

A Qimonda, subsidiária da Infineon para o mercado de chips de memória, registou perdas de 598 milhões de euros no trimestre encerrado no final de Dezembro, mais do dobro em comparação com o trimestre precedente e mais do triplo face aos 177 milhões de perdas reportadas um ano antes.

A Qimonda facturou menos 28% face ao último trimestre do exercício anterior e 56% menos em termos de comparação homóloga, com as vendas a somarem 513 milhões de euros, indicam os números conhecidos esta quarta-feira.
O balanço correspondente ao primeiro trimestre do ano fiscal 2007-2008 também aponta prejuízos a nível operacional (590 milhões de euros).

A empresa que detém uma unidade industrial em Vila do Conde continua a sofrer a pressão da descida de preços no mercado e os custos da sua reestruturação, em particular nas actividades na Ásia.

Dinheiro Digital – 25/01/2008

AUTOMOTIVO

Venda de divisão automotiva eleva lucro da Siemens

O grupo alemão Siemens registrou lucro líquido de ? 6,5 bilhões no primeiro trimestre de seu ano fiscal de 2008 (entre outubro e dezembro), bastante acima da marca de ? 788 milhões obtida no mesmo período do ano fiscal de 2007. O resultado, no entanto, reflete os ganhos de ? 5,4 bilhões com a venda de sua divisão automotiva.

A receita da companhia somou ? 18,4 bilhões no trimestre, uma expansão de quase 10% em relação ao ano anterior. Já as economendas saltaram de ? 22,2 bilhões para ? 24,2 bilhões em igual período.

Devido aos bons resultados do primeiro trimestre do atual ano fiscal, a Siemens manteve sua projeção para 2008, de vendas pelo menos duas vezes maiores do que o crescimento da economia mundial e lucros operacionais pelo menos duas vezes maiores do que a receita.

Também hoje, a Siemens anunciou uma revisão para as metas de resultados de algumas de suas divisões. Em comunicado, a Siemens revelou que prevê resultados mais expressivos nas áreas de automação, transporte e produtos voltados para a construção civil. "Decidimos nos impor metas mais ambiciosas", declarou o presidente da Siemens, Peter Löscher, em comunicado.

A empresa também iniciará, no próximo dia 28, seu programa de recompra de ações, anunciado no final do ano passado. A meta da empresa é adquirir até ? 2 bilhões em ações, para efeito de redução do capital social. Até 2010, a Siemens deverá recomprar ? 10 bilhões, neste que é o maior programa de recompra da história da empresa.

Gazeta Mercantil – 25/01/2008

Fiat acerta as contas e tem o melhor ano de sua história

Depois de passar três anos sob as ações do plano de reestruturação para tirar a empresa do prejuízo, o Grupo Fiat registrou em 2007 os melhores resultados financeiros de sua história, consolidados em lucro operacional de € 3,1 bilhões, 66% maior do que em 2006. O lucro líquido cresceu ainda mais: € 2,1 bilhões, 78,5% acima do resultado do ano anterior.
A divisão de automóveis sozinha contribuiu com lucro operacional de € 1,1 bilhão, mais do que o dobro do ano anterior, mas segundo o comunicado oficial todas as empresas tiveram resultados acima dos apresentados em 2006.

Segundo a empresa o plano de reestruturação anunciado aos acionistas da Fiat em 2004 atingiu todos os objetivos estabelecidos e, além de ficar livre de débitos, o grupo foi novamente integrado ao conjunto das empresas consideradas com grau de investimento menos arriscado pelas agências de classificação de risco de crédito.

O faturamento do grupo totalizou no ano passado € 59 bilhões, 12,9% de crescimento na comparação com 2006, dos quais € 29 bilhões foram gerados pela divisão de automóveis. O Fiat Group Automobiles, formado pelas marcas Fiat, Lancia, Alfa Romeo e Veículos Comerciais faturou € 26,8 bilhões, alcançando avanço de 13,1% em idêntico comparativo, além de quase triplicar o lucro operacional, somando € 803 milhões.

As vendas de automóveis e comerciais leves totalizaram 2 milhões 234 mil unidades, volume 12,8% superior ao alcançado em 2006. A participação brasileira foi destaque no balanço mundial da empresa com os 607 mil veículos vendidos no País, ou 27% do total do grupo no mundo.

O resultado da operação de caminhões também ficou acima do esperado. A Iveco registrou lucro operacional de € 813 milhões. O aumento da demanda na produção de veículos teve conseqüências positivas para a divisão de motores, a Fiat Powertrain Technologies, que faturou em 2007 € 7,1 bilhões, aumento de 15,1% sobre o resultado do ano anterior.

A Magneti Marelli contribuiu com € 5 bilhões para o faturamento mundial do grupo e com isso obteve lucro operacional de € 214 milhões.

tab

AutoData – 25/01/2008

Ford reduz prejuízo mas perde US$ 2,7 bi em 2007

A Ford apurou prejuízo líquido global de US$ 2,7 bilhões em 2007, resultado em linha com o que era esperado pelos analistas de mercado. Houve sensível redução das perdas considerando-se o prejuízo de US$ 12,6 bilhões em 2006. O programa de reestruturação nos Estados Unidos, que eliminou 32,8 mil postos de trabalho, e os ganhos obtidos em mercados como a América do Sul e China foram considerados importantes para a melhoria do balanço.

“Nossas operações no setor automobilístico melhoraram trimestre a trimestre no ano, o que validou a estratégia de tornar ainda mais eficiente a atuação em mercados fora dos Estados Unidos”, avaliou o presidente da Ford, Alan Mulally. No entanto o executivo-chefe mostrou preocupação com a situação macroeconômica no país sede da companhia: “A economia dos Estados Unidos está desacelerando e o cenário para a indústria permanece difícil. Para garantir que seremos capazes de honrar nossos compromissos vamos realizar mais reduções de custos na América do Norte”.

O faturamento da Ford em 2007 foi de US$ 173,9 bilhões, melhor que o resultado de US$ 160,1 bilhões de 2006 por conta da suspensão dos descontos na venda de veículos no mercado estadunidense e de um mix de novos produtos mais rentável, segundo a montadora.

A Ford destacou o acordo com o sindicato UAW, United Auto Workers, como ponto decisivo na melhoria da competitividade no país sede.

Fora dos Estados Unidos a Ford obteve números positivos. A América do Sul apresentou o melhor resultado relativo. Com cerca de 500 mil unidades vendidas no continente, o lucro operacional foi de US$ 1,2 bilhão, mais que o dobro dos US$ 551 milhões de 2006. Contribuíram para o resultado o aumento de 19% nas vendas na região e, principalmente, o desempenho no Brasil, com 247 mil automóveis e comerciais leves entregues aos clientes, 20% a mais que em 2006.

Na Europa a recuperação da Ford também seguiu o ritmo de crescimento da América do Sul: o lucro operacional de US$ 997 milhões foi mais do que o dobro dos US$ 455 milhões de 2006. A companhia atribui o resultado à redução de custos no continente e melhoria de mix, que refletiu no aumento das vendas, com 1 milhão 660 mil unidades entregues.

A região Ásia-Pacífico e África reverteu as perdas operacionais de US$ 185 milhões de 2006 graças ao ótimo resultado na China: 26% de crescimento em 2007 ante o ano anterior. O lucro operacional dessa região em 2007 foi de US$ 40 milhões.

A Ford vendeu no ano passado 6 milhões 553 mil veículos em todo o mundo, em retração de 0,97% em relação às 6 milhões 597 mil unidades de 2006.

AutoData – 25/01/2008

Quem cresceu em 2007

Nem sempre o campeão é o grande vencedor. É superficial analisar o mercado de veículos a partir do ranking dos mais vendidos. Num mercado tão competitivo como o brasileiro e num momento de formidável crescimento (27,8%, um dos maiores do mundo!) talvez tenha mais valor o aumento de participação no bolo do mercado do que propriamente a classificação da tabela dos mais vendidos. A ampliação da participação num momento de expansão do mercado tem um duplo sabor de vitória, pois a marca está não apenas mantendo o espaço conquistado, mas atraindo uma parte dos novos consumidores, gente que pela primeira vez experimenta o prazer de ter um carro zero quilômetro.

Na tabela que acompanha as montadoras estão classificadas não pela participação no mercado interno, mas pelo volume de crescimento em 2007 em relação ao seu próprio desempenho no ano anterior. Essa leitura permite concluir que empresas com pequena participação no mercado, tiveram um excepcional crescimento, caso da Nissan, no setor de carros e comerciais leves, e da Iveco, em caminhões e vans. É verdade que a Nissan partiu de um patamar baixo de vendas, 5.733 unidades em 2006, mas em 2007 mais do que dobrou o volume de vendas, fechando o ano com 11.908 carros vendidos. A Iveco saltou de 3.135 para 6.238 unidades vendidas, o que representou um crescimento de 98,98%.

Incontestável, a liderança da Fiat em 2007 foi complementada com um crescimento acima da média do mercado, um avanço de 30,51%, enquanto o mercado total cresceu 27,8%. Mas a Volks, segunda colocada, foi a que mais cresceu entre as líderes: aumento de 31,4% em relação ao ano anterior.

As francesas fecharam a lista das montadoras de automóveis que cresceram acima da média no ano passado: a Renault aumentou as vendas em 42,45% a Citroën 42,38% e a Peugeot 28,57%. No setor de caminhões Scania e Volvo também tiveram vendas acima do mercado (veja tabela).

Todas as demais marcas não acompanharam o crescimento do mercado no ano passado; nem mesmo a GM, terceira colocada no ranking, conseguiu atingir a média de crescimento, vendeu apenas 21,65% a mais do que em 2006 e a Ford cresceu só 20,51%.

Honda, Mitsubishi, Mercedes-Benz e Agrale cresceram pouco mais de 20% cada. Desempenho sofrível teve a Toyota, com míseros 3% de aumento nas vendas e o desastre do ano ficou por conta da Audi, a única que não crescem em relação a 2006. Pior: perdeu, e muito: vendeu 24,18% menos que em 2006.

Algumas pequenas montadoras tiveram crescimento destacado no ano passado, mas os números de participação e crescimento foram todos computados no item outras, conforme você vê na tabela abaixo.

Joel Leite


Montadora
Vendas 2006
Vendas 2007
Var.%


Nissan
5.733
11.908
107,71


Iveco
3.135
6.238
98,98


Lexus
46
73
58,7


Renault
51.672
73.608
42,45


Citroën
34.812
49.567
42,38


Volkswagen
437.160
574.430
31,4


Fiat
465.533
607.552
30,51


Scania
5.765
7.524
30,51


Peugeot
61.174
78.650
28,57

10º
Volvo
6.347
8.138
28,22

-
MERCADO

11º
Honda
67.329
85.749
27,36

12º
Mitsubishi
23.528
29.370
24,83

13º
Mercedes
40.231
49.355
22,68

14º
GM
409.917
498.655
21,65

15º
Agrale
3.398
4.117
21,16

16º
Ford
220.465
265.680
20,51

17º
Toyota
69.668
72.008
3,36

18º
Audi
2.978
2.258
-24,18


Outras*
18.656
41.235
121,14


TOTAL GERAL
1.927.547
2.466.115
27,94

* soma de vendas das marcas Alfa Romeo, Seat, Chrysler, Jeep, Dodge, BMW, Volvo, Ferrari, Maserati, Kia, Jaguar, Hyundai, Porsche, Subaru, Land Rover e Ssangyong.

Auto Informe – 28/01/2008

CONSUMER

Sharp lança LCD mais fino do mundo

A japonesa Sharp apresentou esta quinta-feira a sua última criação, a qual estará no mercado nipónico já em Março: um novo televisor munido de ecrã LCD com espessura de 3,44 cm.

O ecrã de cristais líquidos do «Aquos X», como vem designado o mais recente modelo da Sharp, é três vezes mais fino face aos que existem actualmente no mercado.
Apresentado em três modelos diferentes 37, 42 e 47 polegadas (medido na diagonal), o novo ecrã da fabricante japonesa estará nas lojas lá para o final de Março.

A empresa mostrou ainda outros protótipos (2 cm de espessura), mas que apenas estarão no mercado lá para 2009 ou 2010.

Dinheiro Digital – 25/01/2008

OLED mais perto da massificação

A Toshiba e a Panasonic conseguiram aumentara o tempo de vida útil dos OLEDs.
A tecnologia OLED tem como grandes vantagens o diminuto consumo energético e o altíssimo contraste, quando comparada com o LCD. Todavia, tem um grande problema: o tempo de vida útil de um painel OLED é muito reduzido, ficando-se pelas 30 mil horas. Agora, a Toshiba e a Panasonic anunciaram uma tecnologia que duplica o tempo de vida útil dos painéis OLED. Esta tecnologia usa uma nova membrana de metal para mover a luz de forma mais eficiente.
Recorde-se que um painel LCD tem cerca de 50 mil horas de vida útil, pelo que este anúncio tem o potencial de acelerar a introdução de televisores OLED no mercado de grande consumo.

Exame Informática – 25/01/2008

Soluções para Redes de Comunicação serão apresentadas no IPTV World 2008

A Juniper Networks, Inc., líder em soluções para redes de alto desempenho, participará do IPTV World Forum Latin America 2008 (www.iptv-latinamerica.com), que será realizado entre os dias 29 e 30 de janeiro, no Rio de Janeiro (RJ). Durante o evento, a empresa apresentará suas soluções de alto desempenho para infra-estrutura de redes de comunicação, que suportam aplicações e serviços de vídeo IP.

Com a atual concorrência e necessidade cada vez maior de aumento de receita por usuário, as operadoras de telecomunicação estão se apressando para implementar serviços de IPTV. Atenta a esta realidade e ao fato de que essa receita extra por usuário é apenas uma parte do quadro geral de ganhos provenientes de serviços multiplay avançados e de vídeo IP, a Juniper coloca a sua experiência para atender esse mercado no Brasil.

Para demonstrar isso, Scott Stevens, vice-presidente da empresa, apresentará uma palestra que abordará como as soluções IP da Juniper estão transformando os aspectos econômicos das infra-estruturas para IPTV, com a otimização da velocidade, do desempenho e dos custos de implementação das redes de próxima geração. Dessa forma, os provedores de serviços podem implantar, rapidamente, redes ágeis, abertas e customizáveis, com a flexibilidade, a performance e a confiabilidade que atraem novos usuários.

Além disso, o executivo também discutirá como a característica bidirecional da tecnologia IP, aliada às necessidades cada dia mais sofisticadas dos usuários, cria oportunidades para a oferta de novos serviços e modelos de negócios. Prova disso, é que os provedores de serviços buscam novas fontes de receita e os consumidores estão interessados em um estilo de vida mais digital e interativo, o que possibilita o oferecimento de novos serviços.

O foco do IPTV World Forum Latin America 2008 são os desafios e o potencial para os serviços IPTV na América Latina, por isso o evento contará com participantes que estão exercendo um papel importante nas discussões das regulamentações locais.

Reserve sua agenda!

Serviço: IPTV World Forum Latin America 2008
Palestra: Gerando Receita com Vídeo IP e Serviços Multiplay Avançados
Speaker: Scott Stevens, vice-presidente da Juniper Networks
Quando: 29 de janeiro de 2008Horário: 12h10Estande Juniper Networks: 12Duração do Evento: 29 e 30 de janeiro de 2008
Local: Hotel Intercontinental – Rio de Janeiro-RJInformações: Driade Comunicação, Érika Martins - (11) 5183-3826 / erika@driade.com.br

Informe Digital – 28/01/2007

Vendas de aparelhos de DVDs têm primeira queda anual

As vendas de aparelhos de DVDs registraram, em 2007, queda de 33%, o primeiro tombo desde que o produto desembarcou no Brasil, nos anos 90. Segundo dados do setor, foram comercializadas cerca de seis milhões de unidades no ano passado, contra quase oito milhões em 2006. O faturamento também decepcionou. Passou de R$ 1,992 bilhão, em 2006, para R$ 1,194 bilhão, no ano passado. Ou seja, um recuo de 40%.

A Philips, líder do setor, com venda estimada de 1,3 milhão de peças anuais, admite que vendeu menos em 2007, mas não informa quanto. Na LG, as perdas chegaram a 5%, com 940 mil unidades comercializadas. A Semp Toshiba, na terceira colocação, caiu ainda mais e fechou o ano com 700 mil aparelhos entregues.

A tendência registrada no Brasil é observada em outros países. Nos Estados Unidos, houve queda de 4,5% nas vendas em 2007, também a primeira grande retração anual desde o surgimento do formato em 1997.

Mas a indústria nacional tenta sobreviver, lançando modelos com novos recursos de karaokê e saída USB (que permite reproduzir, no DVD, arquivos de imagens e música sem a necessidade de mudar o seu formato).

O Globo – 25/01/2007

Setor de PCs tem ano "fantástico" no Brasil e deve manter ritmo em 2008 mesmo com crise, diz Gartner

O mercado brasileiro de PCs teve um desempenho fantástico em 2007 e, para este ano, a expectativa é de resultados semelhantes, mesmo com uma desaceleração nos EUA. Além disso, a brasileira Positivo Informática começa a demonstrar potencial para se tornar uma companhia global. Essas opiniões são do vice-presidente de Pesquisa para a América Latina da consultoria Gartner, Luis Anavitarte.

O Brasil teve um desempenho fantástico em 2007, disse ele em entrevista ao Valor Online. Embora reconheça que a empresa ainda não tem os dados consolidados dos últimos três meses do ano, afirma que as informações que têm em mãos já sustentam essa avaliação. Entre os terceiros trimestres de 2006 e 2007, o mercado brasileiro de PCs cresceu 49%. Na comparação entre os mesmos períodos de 2005 e 2006, o aumento foi de apenas 20%, diz.

Anavitarte afirma que vários fatores contribuíram para o desempenho brasileiro. O principal deles foi o câmbio. O real se valorizou quase 40% frente o dólar nos últimos anos, lembra. Segundo ele, essa apreciação reduziu os valores dos PCs em reais e promoveu o consumo - que deu início a um ciclo positivo de queda de preços com aumento das vendas.

O analista indica que o bom crescimento econômico do país, cujo reflexo foram melhorias nos setores de varejo e distribuição, também teve parcela significativa no mercado de PCs. Isso, aliado aos incentivos fiscais oficiais e a um comprometimento maior do governo com a adoção de novas tecnologias, sustentaram o desempenho que ele classifica de fantástico.
Não há como parar esse processo de expansão no Brasil, afirma ele. Há grandes desafios, mas também muitas oportunidades no país, pois há muita gente ainda à margem do mercado de PCs, e com cada vez mais meios para participar dele, completa.

Um dos principais desafios a serem enfrentados por esse setor no país, pelo menos no curto prazo, é a desaceleração da economia dos EUA. Segundo Anavitarte, os problemas norte-americanos sem dúvida ecoarão na América Latina como um todo. A diferença, porém, é que hoje a região está melhor posicionada do que há três anos para enfrentar a turbulência.

Os países da região adotaram políticas fiscais melhores, especialmente o Brasil, diz. Além disso, o país conta com grandes reservas cambiais, assim como alguns vizinhos, e pode enfrentar melhor as dificuldades que surjam no mercado internacional, avalia Anavitarte.

O impacto no Brasil só vai ser significativo se a crise for realmente bastante grande, afirma, completando que, por conta disso: A perspectiva é extremamente positiva para o Brasil.

Sobre a Positivo Informática, o analista do Gartner diz acreditar que ela tem potencial para se tornar uma empresa global. Ela não só é a líder do mercado no Brasil, mas já é a 3ª na América Latina. No segundo trimestre do ano passado, ela tirou a Dell da vice-liderança, diz. A empresa norte-americana se recuperou. Ainda assim, isso mostra que a Positivo está no páreo.

Empresas como a Positivo, afirma, são a diferença do Brasil em relação a outros países da região. Com grande potencial, essas companhias brasileiras lideram com folga em relação a outras fabricantes de outros países, mesmo em seus mercados domésticos. Há uma predominância do Brasil em relação ao resto dos países. Esses fabricantes brasileiros estão se dando bem e são uma fonte de dura competição para as grandes do setor, diz o analista.

O Globo – 24/01/2008

IDENTIFICATION

Rio Grande do Sul terá centro de software de certificação digital

O Instituto Nacional de Tecnologia de Informação (ITI), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Secretaria da Fazenda do estado assinaram na quarta-feira (23/1), em Porto Alegre, protocolo de intenções para a criação do Núcleo de Aplicação de Certificação Digital em software (NAC). O documento, no formato eletrônico, foi firmado com assinaturas digitais dos representantes das instituições envolvidas no projeto.

Participaram da solenidade o presidente do ITI, Renato Martini, o reitor José Carlos Ferraz Hennemann, da UFRGS, o secretário da Fazenda em exercício, Ricardo Englert, além dos presidentes da Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), Nilton Paim, do Banrisul, Fernando Lemos, da Procergs, Ronei Ferrigolo, e da Autoridade Certificadora do Estado (AC-RS), Jorge Krug Santos.

O presidente do Banrinsul, destacou que o estado deu um passo decisivo para, num futuro próximo, oferecer aos cidadãos gaúchos um serviço de qualidade e seguro. “Pela certificação digital rapidamente todos os contratos de serviços públicos passarão a ser feitos com o uso do cartão, que armazenará a assinatura digital da pessoa”, explicou Lemos. Ele frisou, ainda, que o banco detém uma grande capacidade tecnológica demonstrada, por exemplo, no Cartão Internet Banrisul com chip, que é o primeiro smartcard utilizado em transações de internet banking em toda a América Latina. O cartão tem um microchip que armazena uma certificação digital emitida pelo Banrisul e, ao mesmo tempo, realiza cálculos criptográficos que validam a própria senha do cartão.

O presidente do ITI, Renato Martini, ressaltou que a presença do Banrisul é fundamental para o projeto, por ser uma referência no setor tecnológico no país. Ele acredita que o Rio Grande do Sul pode ser o primeiro estado brasileiro a ter uma identidade civil eletrônica.

Para Ricardo Englert, a iniciativa de vários órgãos do governo do estado, em conjunto com o ITI e a UFRGS, permite que a tecnologia seja difundida e, principalmente, ofereça ganhos de escala para que a sociedade como um todo seja beneficiada. "O trabalho, iniciado há alguns anos, avançará bastante com o ato de hoje e possibilitará vencer o desafio que é tornar esse instrumento digital em realidade."

O NAC trabalhará na formação de recursos humanos e no desenvolvimento de pesquisas para a propagação da tecnologia de certificação digital, com o governo do estado, contribuindo no aporte de conhecimento e na aplicação da tecnologia nos processos administrativos dos diversos órgãos do poder público. A AC-RS efetuará o gerenciamento e controle dos resultados obtidos pelos parceiros envolvidos no projeto, implementando os avanços alcançados na administração pública estadual. Os trabalhos serão desenvolvidos em laboratório instalado no Instituto de Informática da UFRGS.

TI Inside – 25/01/2008

INDUSTRIAL

Biblioteca virtual da GS1 Brasil é referência em informações sobre automação

As novas tecnologias trazem uma visão de que ainda melhores e maiores benefícios podem ser obtidos em toda a cadeia de suprimentos. Isso motiva e movimenta as empresas a continuarem investindo em ferramentas e sistemas de gerenciamento. Nessa busca pela disseminação das informações, a GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação – antiga EAN Brasil) disponibiliza aos seus associados e comunidade de negócios uma "Biblioteca Virtual, com encartes e guias técnicos sobre automação.

Trata-se de um Hotsite de fácil acesso, que conceitua os usuários nos mais diversos temas. Os principais assuntos, como automação, identificação por código de barras, EDI e rastreabilidade são disponibilizados com navegação temática e por títulos.

IT Carrers – 25/01/2008

Atos fornece soluções em automação industrial para Santana Têxtil

A Atos Automação Industrial, empresa da Schneider Electric, comprova sua eficiência em automação industrial com o fornecimento de seus produtos para a Santana Têxtil do Brasil, uma das líderes na produção de tecido índigo no País. As soluções da Atos fizeram com que o monitoramento e controle da máquina Índigo Giroflex da unidade de Horizonte (CE) fossem realizados a partir de um único ponto. O sistema utilizado no equipamento, responsável pelo tingimento de 1,3 milhão de metros de tecido por mês, possui comandos centralizados e diversos centros de status de instrumentação do processo. A implantação do projeto da Atos elevou a flexibilidade operacional e o desempenho da máquina.

O novo modelo apresentado inclui três Interfaces Homem Máquina (IHM) touch-screen com tela de dez polegadas, que proporciona ao operador uma visão geral e detalhada de todo o processo. Conectadas por meio da rede Modbus com três controladores lógico programáveis Atos MPC4004, as IHMs se comunicam via protocolo APR03 e funcionam como minissupervisores da máquina, controlando o sincronismo entre as diversas etapas. Além disso, monitora todas as grandezas físico-químicas do processo, entre as quais o pH dos insumos, temperatura, pressão e estiramento do tecido.

Com a mudança, o sistema foi integrado de forma que dois protocolos distintos funcionem em perfeita harmonia. Desse modo, os operadores podem fazer o acompanhamento centralizado da máquina utilizando a IHM principal ou executar o mesmo processo em duas outras estações instaladas ao longo do equipamento.

A Atos Automação Industrial, empresa brasileira da Schneider Electric, fabrica controladores programáveis, interfaces homem-máquina, sistemas de controle e monitoração de poços profundos e ferramentas de programação. A Schneider Electric, líder mundial em produtos e serviços para distribuição elétrica, controle e automação, atende os mercados industrial, predial e residencial, além de energia e infra-estrutura. No Brasil há 60 anos, a companhia emprega mais de mil funcionários e possui 11 filiais comerciais, dois mil pontos-de-venda e quatro unidades fabris – São Paulo (SP); Guararema (SP), Sumaré (SP) e Curitiba (PR). Em 2006, a Schneider Electric registrou faturamento mundial de 13,7 bilhões de euros, contando com 205 fábricas e 112 mil funcionários.

Portal Fator Brasil – 25/01/2008

TELECOM

Lucro da Motorola caiu 84% no último trimestre

Segundo um comunicado emitido pela Motorola, no quarto trimestre o seu lucro recuou para os 100 dólares, ou 4 cêntimo por acção, face aos 623 milhões de dólares, ou 25 cêntimos, alcançados um ano antes.

Neste período, as vendas do grupo desceram 18% para os 9,65 mil milhões de dólares, em comparação com o mesmo trimestre de 2006, devido essencialmente à fraca performance da sua unidade de telefones móveis, cujas vendas caíram 38% para os 4,8 mil milhões de dólares. Esta divisão registou um prejuízo de 388 milhões de dólares, contra um lucro de 341 milhões de dólares um ano antes.

Excluindos os custos pela eliminação de postos de trabalho, no quarto trimestre de 2007, o seu lucro foi de 14 cêntimos por acção, tendo superado as expectativas dos analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam em média um resultados de 13 cêntimos.

Para o priemiro trimestre deste ano, a Motorola espera um prejuízo entre 5 e 7 cêntimos por acção, excluindo os custos inerentes à redução de empregos e outros items extraordinários. Ao contrário dos anlaistasque preveem um lucro de 10 cêntimos nesse período.

O director-executivo do grupo norte-americano, Greg Brown, adiantou que "as vendas de telefones irão diminuir significativamente nos próximos três meses, depois da queda de 38% no quarto trimestre".

"O primeiro trimestre vai será um desafio. Teremos que renovar o nosso portfólio de produtos o mais depressa possível", acrescentou o mesmo responsável, frisando que "a empresa irá provavelmente perder quota de mercado".

Diario Econômico – 25/01/2008

Qualcomm tem lucro de US$767 milhões no 1o trimestre fiscal

A fornecedora de tecnologia sem fio Qualcomm registrou um lucro maior para seu primeiro trimestre fiscal, com a forte demanda por seus chips de celulares impulsionando a receita.

A Qualcomm divulgou um lucro de 767 milhões de dólares, ou 0,46 dólar por ação no período terminado em 30 de dezembro, comparado com 648 milhões de dólares, ou 0,38 dólar por ação no mesmo período do ano anterior.

A receita subiu 21 por cento, para 2,44 bilhões de dólares.

Em dezembro, a companhia havia previsto lucros ajustados por ação entre 0,52 e 0,53 dólar, e que a receita ficasse no patamar mais alto de sua previsão anterior entre 2,3 e 2,4 bilhões de dólares.

Reuters – 25/01/2008

Chinesa ZTE quer triplicar a receita no Brasil em 2008

A empresa chinesa ZTE prevê triplicar em 2008 as receitas provenientes da operação no Brasil, anunciou à revista Computer World o vice-presidente da empresa no Brasil, Eliandro Avil.

O mesmo responsável da fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações revelou que, para apoiar o crescimento previsto, a ZTE vai inaugurar no primeiro trimestre de 2008 um Centro de Formação e estudos avançados em Telecomunicações com vários laboratórios de investigação.

O centro, que servirá a America do Sul e representa um investimento de 10 milhões de dólares, ficará localizado na antiga sede da empresa para a América do Sul, em Barueri, na região metropolitana de São Paulo.

Segundo a empresa,o centro terá capacidade para atender até 100 utilizadores e contará com o apoio do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), no Brasil, e da ZTE University, na China.

O centro de formação na América do Sul será o sexto da empresa no mundo – as demais unidades estão na China, Sul da Ásia, Leste da Ásia, França e Rússia.

“A América Latina é um mercado estratégico para ZTE. Considerando a economia estável, o desenvolvimento da região e o potencial em telecomunicações, o Brasil é um país fundamental. Por estes motivos, o centro de formação e a sede da ZTE América do Sul estão na capital paulista”, declarou, por seu turno, Yuan Lie, presidente da ZTE Brasil.

“O centro apoiará as actividades de marketing e vendas da ZTE na região e será uma ferramenta extremante útil para o desenvolvimento de novas soluções ao nível das telecomunicações", ressaltou.

No Brasil, a ZTE fornece telemóveis à operadora luso-espanhola Vivo que os vende com a marca AIKO mas a empresa chinesa pretende lançar a curto prazo a sua própria marca ZTE no Brasil, à semelhança do que acontece em 40 outros países.

Como única empresa chinesa de telecomunicação de capital cotado em bolsa, a ZTE estima um crescimento mundial de 15 por cento para este ano.

Só no Brasil as receitas da ZTE em 2007 aumentaram 100 por cento em relação a 2006 representando entre 3 e 5 por cento da facturação mundial.

Macauhub – 25/01/2008

Vivo já vende mais de 300 mil downloads de músicas/mês

A cantora Ivete Sangalo, com Berimbau Metalizado, está próxima de ganhar o primeiro Disco de Ouro por vendas digitais de músicas via celulares do Brasil, através do serviço ofertado pela Vivo aos seus clientes.Até o carnaval, estima-se que serão feitos mais de 50 mil downloads da música completa (fulltrack downloads).

A tendência de vendas de música via celular cresce, e deve ganhar ainda mais importância na estratégia de negócios das teles móveis e da própria indústria fonográfica no Brasil, com a chegada da Terceira Geração, que traz terminais mais capacitados para aplicações como vídeos e os downloads de músicas.

Mundialmente, a Internet e os celulares já marcam presença financeira no mercado de venda de músicas. Estima-se que, em 2007, a venda global de música digital totalizou US$ 2,9 bi. Nos Estados Unidos, por exemplo, segundo a IFPI, organização internacional de comércio que representa as gravadoras, as vendas de canções via Internet e celulares, já respondem por 30% da receita total da indústria.

A indústria fonográfica muda de cara com a evolução de tecnologia. Hoje, no Brasil, por exemplo, de acordo com dados revelados pela Vivo, a loja Vivo Play comercializa mais de 300 mil downloads de músicas completas/mês, dado que a coloca como a maior loja de música digital da América Latina. Outras operadoras também avançam neste caminho. A Claro, por exemplo, fechou uma megaparceria com a Nokia, para a criação de uma loja virtual de venda de músicas para a Internet e celulares.

Convergência Digital – 25/01/2008

Nokia dispara na liderança do ranking mundial de celulares

Em meio à turbulência econômica e de "censura" por parte de vários países em função da sua decisão de migrar uma fábrica da alemanha para a Romênia, a companhia finlandesa atingiu, pela primeira vez, a marca de 40% do market share mundial de fornecimento de telefones móveis em 2007. A Samsung consolidou a segunda posição ultrapassando a Motorola, que registrou perdas consideráveis no seu faturamento.

A Nokia registrou um faturamento de US$ 11,6 bi, um crescimento de 46% em relação ao ano passado. Boa parte desse resultado foi obtido em função das vendas realizadas nos mecados emergentes, com terminais mais baratos, em especial, na Índia e na China.

O resultado da Nokia constrata com o da Motorola. A empresa não consegue recuperar suas ações e o novo CEO da companhia, Greg Brown, é bastante cauteloso em relação aos resultados futuros. E o mais grave: Há, sim, o perigo da possível crise econômica nos EUA, sede da Motorola, atingir os planos de recuperação da companhia. No mercado norte-americano, a Motorola permanece líder, mas se houver uma redução do consumo, o market share mundial da fabricante pode ser ainda mais afetado.

A grande questão da Motorola é que suas rivais diretas - Samsung e SonyEricson - também tiveram resultados considerados "excelentes" em 2007. A Samsung ultrapassou a fabricante norte-americana e abocanhou a segunda posição no ranking mundial. A SonyEricsson também cresceu e se aproxima perigosamente.

Para a Nokia, o mercado de celulares, em 2008, deverá registrar um crescimento em torno de 10%. Em 2007, foram vendidos 1,14 bi de terminais. A fabricante também acredita que o primeiro trimestre deste ano deverá apresentar resultados mais "fracos". O declínio, no entanto, é considerado "normal e reflete a sazonalidade do mercado, que teve um forte quarto trimestre no ano passado".

Convergência Digital – 25/01/2008