28/09/2007

GERAL

Mercado de chips crescerá pouco em 2007

A iSuppli anuncia previsão de queda nas receitas globais com semicondutores em 2007. De acordo com a empresa de pesquisas de mercado, o período fraco vivido pelo setor no início do ano não será compensado pelo fortalecimento ocorrido no segundo semestre.

Assim, a receita total esperada para este ano deve ficar em US$ 269,9 bilhões, apresentando um crescimento pequeno, de apenas 3,5%, em relação a 2006, quando os semicondutores movimentaram mundialmente US$ 260,6 bilhões. Em junho, a iSuppli havia previsto crescimento de 6% para o setor no ano de 2007.

O baixo desempenho dos semicondutores nos primeiros seis meses do ano é relacionado ao declínio das vendas de circuitos integrados de memória, como DRAM e NAND-type flash.

O crescimento no segundo semestre será recorrente de uma sazonalidade positiva comum nos finais de ano, quando o custo dos circuitos integrados sofre reajustes.

A iSuppli ainda estima que, a despeito do desempenho fraco do setor, 2008 seja marcado por variações e instabilidades.

IT Web – 27/09/2007

Semicondutor vira fotocatalisador e gera hidrogênio a partir da energia solar

Os semicondutores revolucionaram nossa civilização, ao permitir a construção de transistores e diodos de estado sólido, circuitos integrados, microprocessadores e, finalmente, dos computadores. Agora, uma descoberta feita por cientistas do Instituto Max Planck, na Alemanha, pode fazer com que os semicondutores revolucionem também a forma como geramos energia elétrica.

Energia limpa

O hidrogênio é considerado o combustível do futuro porque sua queima produz apenas água como subproduto. E o melhor dos mundos poderá ser alcançado se ele puder ser produzido a partir da energia solar, outra fonte de energia limpa e renovável.

Todo o hidrogênio vendido comercialmente hoje é produzido a partir do gás natural, um combustível fóssil. Agora, os pesquisadores alemães conseguiram fazer com que um material semicondutor funcione como catalisador, mais especificamente como fotocatalisador, quebrando a molécula da água (H2O) em oxigênio e hidrogênio utilizando a luz do Sol como fonte de energia.

Hidrogênio gerado com energia solar

No final do mês de Julho, outra equipe anunciou ter alcançado 70% de eficiência em um processo semelhante (veja Produção de hidrogênio utilizando energia solar atinge 70% de eficiência), embora não tenham divulgado detalhes sobre o processo de catálise utilizado.

Na pesquisa agora publicada, a equipe do Dr. Martin Demuth utilizou o dissiliceto de titânio (TiSO2), um material semicondutor, como fotocatalisador para quebrar a molécula de água e produzir oxigênio e hidrogênio. O processo é similar ao que ocorre nas plantas com a fotossíntese, que converte a luz do sol diretamente em energia química.

Com o novo fotocatalisador, o hidrogênio é produzido sem envolver a geração de corrente elétrica, simplificando enormemente o processo e ajudando a diminuir os custos. Mesmo que tecnicamente viáveis, a adoção destas novas tecnologias de geração de energia limpa deve vencer também a barreira do custo de produção do hidrogênio, que não pode ser caro demais.

Geração e armazenamento de hidrogênio

O dissiliceto de titânio apresentou outro comportamento extremamente vantajoso no processo: além de produzir o hidrogênio, ele consegue armazená-lo. O armazenamento do hidrogênio é outro entrave tecnológico para sua adoção como combustível em larga escala.

A capacidade de armazenamento do dissiliceto de titânio é menor do que a apresentada por outros materiais atualmente sendo pesquisados, mas ele é tecnicamente mais simples, sendo que o armazenamento é facilmente reversível, algo essencial para que o hidrogênio possa ser utilizado posteriormente. E com a vantagem de operar em temperaturas mais baixas. O oxigênio também é armazenado no processo, mas deve ser liberado em condições diferentes, com temperaturas acima de 100 °C e ausência de luz.

Fotossíntese artificial

Para um semicondutor, o dissiliceto de titânio apresenta propriedades optoeletrônicas ideais para uso como captador de energia solar. "Semicondutores adequados para uso como fotocatalisadores têm sido difíceis de se obter, apresentam características de absorção da luz desfavoráveis ou se decompõem durante a reação," diz o Dr. Demuth.

No início da reação forma-se uma leve camada de óxido sobre o semicondutor, o que é pré-requisito para seu funcionamento como um catalisador ativo. "Nosso catalisador quebra a água com uma eficiência superior à maioria dos outros sistemas semicondutores que também operam utilizando a luz visível," completa o pesquisador.

O TiSO2 é barato, fácil de se produzir e absorve uma ampla faixa de radiações do espectro eletromagnético.

Inovação Tecnológica – 27/09/2007

Desempenho da Qualcomm não agrada investidores

Desenvolvedora de chips e detentora da tecnologia CDMA, a Qualcomm anuncia crescimento nos lucros de seu quarto trimestre, que se encerrará em 30 de setembro. No entanto, após a notícia de previsão de desempenho, suas ações no mercado desvalorizaram em conseqüência de investidores que esperavam um resultado melhor da companhia. A empresa afirma que deve bater a meta de crescimento de receita e que recomprou US$ 1,2 bilhões em ações da companhia durante o trimestre.

A Qualcomm estima lucro líquido entre US$ 0,64 e US$ 0,65 para o período, em comparação à expectativa prévia entre US$ 0,41 e US$ 0,43. A receita estimada deve ficar entre US$ 2,15 bilhões e US$2,2 bilhões. Ainda assim, analistas do mercado esperavam por um resultado de US$2,25 bilhões.

Mesmo com a forte concorrência com a tecnologia GSM, a desenvolvedora de CDMA espera manter a expectativa de vendas para o trimestre em até 68 milhões de unidades.

IT Web – 25/09/2007

Marcas de eletroeletrônicos se mexem na Zona Franca para acabar com vantagem fiscal da LG

As indústrias de eletroeletrônicos instaladas na Zona Franca querem remarcar para ontem a reunião com o governador do Amazonas, Eduardo Braga, que estava agendada para o último dia 20 e foi adiada em cima do laço.

Em pauta, o equacionamento de uma vez por todas da iniqüidade fiscal no estado. O alvo é a LG, que, por conta do seu regime diferenciado de recolhimento do ICMS, tem uma vantagem de R$ 70 milhões por ano em relação à concorrência.

Cidade Biz– 25/09/2007

AUTOMOTIVO

Montadora troca fundido nacional por importado

A desvalorização do dólar ante o real prejudicou as vendas da indústria brasileira de fundição justamente em seu maior mercado, o setor automotivo, que consome 53% da produção nacional de peças fundidas. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Fundição (Abifa), Devanir Brichesi, as montadoras instaladas no Brasil substituíram 10,5% do que era comprado localmente por itens importados, ao longo do primeiro semestre. Além disso, as fabricantes de automóveis, atraídas pelo custo competitivo de itens importados, pressionam para que as fundições apresentem custos mais atrativos.

Diante deste cenário, as empresas de fundição buscam alternativas para retomar sua competitividade no cenário mundial. Uma das estratégias do setor é tentar convencer o governo federal de que seja reduzida a carga tributária sobre a folha de pagamento. "A mão-de-obra representa 30% de nossos custos, por isso é fundamental que o governo reduza o tributo sobre os salários", afirma Brichesi. Outra saída, mais viável mas praticamente restrita às grandes empresas do setor, é a ampliação dos investimentos em aumento de capacidade e em recursos tecnológicos.

Como é composta basicamente por pequenas e médias empresas e o governo não sinaliza positivamente aos pedidos do setor, a indústria de fundição registra, além da chegada de produtos estrangeiros ao Brasil, uma queda da participação das exportações no total de vendas. No ano passado, as exportações da indústria de fundição nacional somaram US$ 1,4 bilhão, da receita total de US$ 6 bilhões registrada. Para este ano, Brichesi não apenas prevê que ste montante não será repetido, como estima que a participação do mercado externo cairá de 20% para 15% no total da receita.

Gazeta Mercantil – 25/09/2007

Um marco no acordo entre GM e UAW

O acordo entre a GM e o sindicato United Auto Workers (UAW) marca o início de uma incerta nova era para a indústria automobilística dos Estados Unidos e seus operários sindicalizados. O contrato, que cobre cerca de 74.000 metalúrgicos americanos, reestrutura os gastos da GM com planos de saúde para seus aposentados. Ele também estabelece um mecanismo para que a montadora crie um programa de demissão voluntária para os atuais funcionários, cujos salários e benefícios chegam a US$ 70 por hora, e substitua muitos deles, particularmente em funções não-operacionais, por outros com salário bem menor.

Em troca, a GM concordou em investir nas fábricas com funcionários ligados ao UAW e fazer certas melhorias nos benefícios de aposentadoria. A proposta de contrato permite que a GM transfira para um fundo independente US$ 51 bilhões em passivos do plano de saúde para aposentados. A GM argumentou que não pode arcar sozinha com esse fardo e continuar a ser uma empresa viável. A montadora pode no final contribuir com até US$ 35 bilhões para o fundo, dizem pessoas familiarizadas com o processo de barganha entre as duas partes

Automotive Business – 27/09/2007


Monitorando lombadas e radares

Auxílio de GPS para detectar lombadas ou pontos perigosos do caminho é a proposta do aparelho Co-Piloto, importado da Coréia pela Ubibras. Na avaliação, emitiu avisos de voz sobre todas as lombadas nos corredores principais e localização de radares fixos, mas não os estáticos (conhecidos como móveis). Sem possuir tela ou mapa custa R$ 700,00 — menos da metade do preço de um navegador GPS

Automotive Business – 26/09/2007

CONSUMER


Vendas de PCs vão crescer 12,3% no mundo em 2007, define Gartner

O mercado mundial de computadores pessoais vai crescer 12,3% em 2007 segundo o Gartner. A alta é motivada pelo bom momento dos PCs móveis em todo o globo, além das fortes aquisições de estações de trabalhos em mercados subdesenvolvidos. Para 2008, aponta o instituto, esse número vai chegar a 11%.

George Shiffler, diretor de pesquisas do Gartner, disse em comunicado para a impressa que o clima de incerteza criado pelos diversos eventos financeiros, como a crise dos mercados de hipoteca nos Estados Unidos, gera um risco de diminuição na previsão do instituto.

A queda em 2008 é justificada pelo analista como uma resposta natural ao forte ritmo de aquisições de desktops, especialmente nos mercados subdesenvolvidos, realizadas no início de 2007. “Mas o mercado deve se recuperar no final de 2008 com um novo ciclo de compra para a substituição de estações de trabalho obsoletas”, diz.

Os computadores móveis continuam representando o maior motivador para o bom desempenho do mercado. Com a queda de preços de venda dos produtos, defende o instituto, o melhor desempenho e a maior distribuição de acesso sem fio, os computadores móveis têm uma proposta com mais valor para os clientes do que os computadores de mesa.

Computer World – 26/09/2007

Semp Toshiba pretende faturar R$750 milhões este ano

“Este será o Natal do computador”, prevê, animado, Clóvis Duarte, diretor-geral da fábrica da Semp Toshiba em Salvador, focada no segmento de informática. Ele acredita que já no final de setembro terá necessidade de convocar trabalhadores temporários para dar conta da demanda, que deverá ser 40% superior à do Natal de 2006. Um crescimento bem acima do esperado para a chamada linha marrom, de televisores e outros eletroeletrônicos, fabricados em Manaus, que ficará em torno de 15%. O faturamento da unidade, que em 2006 foi de R$560 milhões, equivalente a 30% do faturamento do Grupo Semp Toshiba no Brasil, deve fechar este ano perto de R$750 milhões. “Como estamos crescendo mais que a linha de eletros, fabricada em Manaus, dentro de cinco anos deveremos alcançar o mesmo faturamento deles”, projetou Duarte.

Para suprir a demanda, a produção anual da unidade também terá um crescimento da ordem de 40%, com meta de produção de 400 mil unidades, entre desktops e notebooks. Um crescimento expressivo, frisou o diretor, lembrando que incide sobre um incremento recorde obtido no ano passado, de 100% em relação a 2005. Desde novembro de 2006, a unidade está operando com um segundo turno de trabalho, o que assegurou o aumento da produção.

A Semp Toshiba investirá R$60 milhões em ampliação e modernização da área industrial no triênio 2007/2009. Estão em estudos duas novas linhas de montagem, uma de celulares e outra de linha branca (refrigeradores e máquinas de lavar). Ontem, durante visita da imprensa à fábrica de Águas Claras, em comemoração à marca de um milhão de computadores produzidos desde a inauguração, em 1998, Clóvis Duarte admitiu que são grandes as chances de Salvador ser contemplada com a linha de celulares, prevista para 2008. Como a produção e a estocagem não exigem muito espaço, é possível que seja integrada à unidade já existente, embora exista a possibilidade da fábrica ser transferida para uma área maior que a atual, que tem perto de 30 mil metros quadrados. Afinal, é certo que a Bahia receberá um volume significativo de recursos, pois no triênio anterior o maior percentual foi canalizado para Manaus.

Linha branca - Quanto à fábrica da linha branca, Duarte fez questão de deixar claro que ainda não tem nada decidido sobre a localização. “Pode ser na Bahia, em Manaus ou em um terceiro estado”, disse ele, citando entre os fatores que influenciarão na decisão a proximidade de fornecedores de matéria-prima, logística de transporte e incentivos fiscais. Ele reconhece que o estado perde pontos no quesito matéria-prima, por não contar com indústrias de chapa de aço nem de motores. Mas, pondera, “tudo é possível. No Nordeste tem uma fábrica de linha branca (a Esmaltec, em Fortaleza) funcionando perfeitamente”. A nova unidade deverá absorver cerca de R$30 milhões.

Enquanto o grupo, que está no mercado há 62 anos, não decide sobre o projeto da linha branca, a fábrica baiana comemora tanto a produção de um milhão de computadores quanto a conquista da licitação promovida pelo Bradesco para fornecimento de 70 mil desktops de última geração. “Foi a maior concorrência realizada no mundo para a plataforma V Pro da Intel”, destacou o engenheiro chefe da fábrica, Antonei Pinheiro, frisando que o equipamento permite que a área de TI do banco identifique problemas em toda a rede, de forma remota, sem a necessidade de deslocamentos. Muitos desses problemas também poderão ser solucionados a distância. Segundo o diretor industrial, Cláudio Cardani, dois terços da encomenda já foram entregues.

Correio da Bahia – 27/09/2007

'HP anuncia parceria com Foxconn em fábrica de computadores em Jundiaí

A HP anunciou oficialmente hoje um acordo com o grupo Foxconn para entrar como parceira de uma fábrica de computadores pessoais recém-construída no Brasil. A planta, localizada no município paulista de Jundiaí, consumiu investimentos de R$ 40 milhões da Foxconn e tem capacidade de produzir 100 mil unidades por mês, entre computadores tradicionais (PCs) e notebooks.

A idéia da HP ao fechar a parceria é manter-se focada no desenvolvimento de novas tecnologias, enquanto a Foxconn fica com a produção em si, explicou Juan Jimenez, vice-presidente de Computação Pessoal da HP.

Já a Foxconn, que desembolsou os R$ 40 milhões e que é a verdadeira dona da fábrica, aposta na parceria com a HP como uma forma de elevar sua presença no mercado brasileiro. O tempo que levaremos para recuperar este investimento não é o mais importante. Apostamos é na parceria, disse Francisco Moschioni, diretor de operações da Foxconn. A empresa já tem outras duas plantas no país: em Manaus (AM) e Indaiatuba (SP). A primeira produz celulares Nokia e câmeras digitais Sony, enquanto a fábrica paulista produz celulares para Motorola, Sony e Ericsson.

Na verdade, a Foxconn tem intenção de investir ainda mais na fábrica de Jundiaí. Segundo Moschioni, está prevista no acordo uma eventual produção futura de palmtops (computadores de mão) e work stations (computadores mais avançados). O executivo, no entanto, disse não saber quando esses investimentos serão feitos e nem qual o montante envolvido.

O Globo Online – 25/09/2007

HP garante que não entrará em guerra de preços em mercado de PCs

Ao anunciar uma nova fábrica de computadores no município paulista de Jundiaí (SP), o vice-presidente de computação pessoal da HP, Juan Jimenez, disse hoje que a empresa não vai entrar em guerra de preços no mercado brasileiro, e que aposta em uma mudança de cultura do consumidor, especialmente no segmento de computadores de mesa (PCs). Líder no mercado nacional de notebooks, com fatia de 22,7%, a empresa quer agora aumentar sua participação entre os PCs, onde tem apenas 6,5% do mercado.

Porém, a estratégia continua baseada na oferta de produtos de maior valor agregado, com tecnologias mais avançadas e, portanto, com preços um pouco maiores do que os modelos mais populares dos concorrentes. Segundo Jimenez, o processo de penetração dos computadores nos lares brasileiros vai entrar futuramente em uma fase em que os consumidores vão optar por produtos mais avançados, e não mais baratos, na hora de trocar de máquina.

Estamos comprometidos em trazer mais tecnologia. A HP está trabalhando e vai descendo nas classes sociais. É um processo gradual, contou o executivo. Concorremos em outra parte, não em preços. Esse processo já aconteceu em outros países, completou.

A HP anunciou hoje uma parceria com o grupo Foxconn, pelo qual sua linha de computadores pessoais passou a ser produzida em uma fábrica instalada em Jundiaí. O grupo Foxconn investiu R$ 40 milhões na nova planta, que tem capacidade de produzir 100 mil computadores por mês.

O Globo Online – 25/09/2007

HP eleva em 50% a produção de PCs no País

A HP anunciou ontem uma parceria com a Foxconn, de Taiwan, para produzir computadores no Brasil. Pelo acordo, a Foxconn, que investiu R$ 40 milhões em uma fábrica na cidade de Jundiaí, em São Paulo, será a responsável pela produção dos computadores de mesa e notebooks da HP no Brasil. A fábrica tem capacidade para até 100 mil máquinas por mês. Até agora, a HP vinha produzindo uma média de 65 mil computadores por mês, também de forma terceirizada.

Segundo Juan Pablo Jimenez, vice-presidente de PCs da HP no Brasil, a mudança é uma forma de a HP conseguir atender ao aumento da demanda por computadores que vem sendo registrada no Brasil. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que, em 2006, foram vendidos 7,4 milhões de computadores no País, com projeção de 16% de crescimento este ano. A expectativa é que em 2007 as vendas de computadores ultrapassem, pela primeira vez, as de televisores. ''''O Brasil se tornou um campo fértil de negócios, e a demanda do País justifica nossos investimentos'''', disse Jimenez.

A parceria anunciada ontem com a Foxconn é semelhante às que já existem entre as duas empresas em outros países. ''''Essa terceirização possibilita corte de custos, além de maior qualidade e velocidade na entrega de encomendas'''', disse o diretor de operações da HP no Brasil, Ricardo Pagani. Segundo a Foxconn, a nova fábrica vem para atender a um pedido específico da HP, que deve ter exclusividade no curto prazo.

A nova unidade irá produzir, a princípio, apenas computadores de mesa e laptops. A produção no País de impressoras e aparelhos portáteis, como PDAs, está a cargo da Flextronics - que também era a responsável, até agora, pela produção dos computadores da HP. Pagani, no entanto, não descarta ''''uma possível futura centralização das produções com a Foxconn''''.

MERCADO

Mesmo após apresentar novos computadores de baixo custo, a HP reiterou ontem sua estratégia de se concentrar na qualidade do portfólio - ou seja, não pretende entrar em uma guerra de preços para conseguir uma fatia maior do mercado. ''''Pensamos que o consumidor irá preferir gastar um pouco mais em nossos computadores, que duram tecnologicamente mais, do que em um computador mais barato, que logo precisa ser trocado'''', disse Jimenez.

A HP disputa com a Dell a liderança do mercado mundial de PCs. Segundo dados da consultoria IDC, a Dell foi a primeira colocada no ano passado, com vendas de 39,1 milhões de computadores, enquanto a HP vendeu 38,8 milhões - este ano, a projeção é que essas posições se invertam. No Brasil, entretanto, a liderança da venda de computadores está com uma empresa local, a Positivo. A HP ocupa a segunda posição.

Segundo dados apresentados pela empresa, a HP cresceu 33% no mercado brasileiro no ano passado. Contudo, para 2007, a companhia preferiu não fazer projeções.

NÚMEROS

100 mil

computadores por mês é a capacidade de produção da fábrica da Foxconn, que será a responsável agora pela produção dos PCs da HP no Brasil

R$ 40 milhões

foram investidos na fábrica, construída para aproveitar o crescimento das vendas de PCs no País

Estadão.com – 26/09/2007

Vendas de PC atingem 1,4 milhão no Natal

Fabricantes ampliam produção para poder atender aos pedidos do último mês do ano. O mercado de computadores pessoais deve repetir este ano o bom desempenho registrado no Natal de 2006. Só em dezembro, 1,4 milhão de PC serão vendidos no País, principalmente pelo varejo, segundo estimativas da IT Data, e as fabricantes começam a se preparar para atender à demanda das redes, aumentando a produção.

O volume representa crescimento de 62,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando as vendas avançaram 59,4% e foram vendidos 875 mil unidades.

"O mercado de celular já atingiu a maturidade. O televisor LCD [tela de cristal líquido] ainda é muito caro e o preço do PC continua caindo", afirma o diretor da IT Data, Ivair Rodrigues.

Com isso, o computador será mais uma vez o destaque do Natal, especialmente os notebooks. A participação de laptops no total de vendas em dezembro deve aumentar de 12% em 2006 para quase 30% neste ano. Em igual mês de 2005, o percentual foi de apenas 7%.

A maior procura se justifica pela queda na diferença nos preços médios entre notebooks e desktops. No último trimestre do ano passado, a distância entre os equipamentos era de 128%, tendo caído para 68% entre abril e junho deste ano. Tal diferença deve perdurar até o fim do ano.

Mais barato e melhor

As vendas de laptops devem se concentrar em faixas de R$ 1,5 mil e R$ 2 mil, enquanto os desktops, que ganham configurações um pouco mais avançadas em relação a 2006, custarão entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil. "O consumidor pagará mais barato por uma máquina muito melhor", diz Rodrigues.
Segundo o diretor de marketing da fabricante Positivo Informática, cerca de dois terços das vendas no último mês do ano irão para consumidores iniciais de computadores, das classes C e D, que nunca compraram outra máquina antes.
Mas a queda de preços tão vertiginosa constatada nos últimos dois anos tende a se arrefecer, comenta o consultor. "Até o fim do ano não haverá quedas."

Gazeta Mercantil – 26/09/2007

Tela sensível chega a 100 milhões em 2008

Mais de 100 milhões de telefones e PDAs com telas sensíveis ao toque devem ser vendidos em 2008 no mundo, segundo a ABI Research. Modelos como o iPhone, da Apple, o LG Prada, o HTC Touch e o Ultra-Smart F700, da Samsung que usam as telas sensíveis ao toque, estão ganhando popularidade rapidamente, colaborando com um uso mais eficiente dos aparelhos móveis. O principal benefício da interface, destaca a ABI, é o acesso rápido e fácil a aplicações, o que pode trazer aumentos de receita para as operadoras, graças a um uso mais intensivo das redes celulares e à compra de serviços de maior valor.

A ABI espera que mais de 500 milhões de telefones touch screen sejam vendidos até 2012.

INFO Corporate – 25/09/2007

Samsung segue líder do mercado global de TV, aponta pesquisa

A Samsung Electronics manteve sua posição como principal fabricante de televisores do mundo no segundo trimestre graças à força das TVs com tela de cristal líquido, disse nesta terça-feira a empresa de pesquisa iSuppli.

A Samsung tinha 12,4 por cento do mercado global de TVs no trimestre entre abril e junho, de acordo com a iSuppli, seguida da também sul-coreana LG Electronics, com 11,4 por cento, e do grupo holandês Philips, com 7,1 por cento.

A japonesa Sanyo Electric ficou com o quarto lugar, com 6,3 por cento, e a chinesa TCL, que já foi a maior fabricante mundial de TVs, caiu da terceira para a quinta colocação, com 5,6 por cento, com o término das compras de Ano Novo na China.

A iSuppli previu que as tradicionais TVs com tela curva seriam responsáveis por 38 por cento das exportações de unidades em 2009, menos que os 56 por cento neste ano, já que as TVs com tela plana e de plasma estão ganhando popularidade.

O estudo do iSuppli estima que o mercado geral de televisores cresceria em uma taxa de 4 por cento entre 2007 e 2011 para vendas de unidades e 5 por cento em termos de receitas.

Reuters – 25/09/2007

Dispositivo wireless funciona em áreas não usadas por espectro de TV

A Microsoft e a Philips anunciaram, na quinta-feira (20/09), ter conseguido fazer um dispositivo wireless funcionar em áreas não utilizadas pelo espectro de televisão.

As empresas enviaram os novos testes à Federal Communications Commission (FCC) dos Estados Unidos. A conquista foi a detecção de uma área com sinais que são fracos demais para as emissoras transmitirem imagens - os chamados “espaços em branco”.

As empresas são integrantes do grupo White Spaces Coalition, que pede que FCC permita a operação de dispositivos wireless nestes espaços.

Dessa forma, os consumidores terão mais opções de banda larga wireless sem que os sinais de TV sejam afetados.

Contudo, as emissoras se opõem ao grupo, afirmando que o uso do espectro prejudicará a transmissão.

Os novos testes ocorreram após um dispositivo idêntico não funcionar em tentativas da FCC. Mas desta vez, ele trabalhou 100% do tempo nesta área não utilizadas, informaram as empresas.

No dia 31 de julho, a FCC se recusou a licenciar um dispositivo do grupo, sob a mesma alegação das emissoras. A Microsoft informou, logo em seguida, que o dispositivo estava danificado e por isso aparentemente prejudicou os sinais.

O grupo espera receber uma aprovação para uso do espectro até o final do ano.

PC World – 24/09/2007


IDENTIFICATION

RFID de menos de US$ 0,01 é possível

Chips de RFID a menos de US$ 0,01? Parece sonho, e ainda é, mas próximo de se tornar realidade, conforme o coordenador executivo do Curso de Engenharia da Computação da Unisinos, Farlei Heinen.

“Hoje, estes equipamentos custam em torno de US$ 0,20 a US$ 0,40. Dentro de 4, 5 anos este valor deverá cair, devido ao natural crescimento de escala”, explica o especialista.

Porém, para que ocorra este aumento de demanda e conseqüente barateamento das soluções, Heinen avalia que é necessário ampliar, nas empresas, a noção dos benefícios que o RFID pode trazer. “A queda de preço e popularização desta tecnologia se dará quando for adotada pelas companhias desde a cadeia de suprimento até o consumidor final”, destaca.

Entre outras aplicações da tecnologia, Heinen destaca o rastreamento de gado, localização de produtos, gerenciamento automático de estoque, entre outras. “Atualmente, o RFID compete com o código de barras, que é muito mais barato por não passar de tinta preta sobre papel. Só que com este sistema, para gerir um estoque, por exemplo, é necessário digitar os dados no sistema, o que implica em mais tempo demandado, sem falar na possibilidade de erro humano. O RFID faz a transmissão automática dos dados para os softwares, acabando com o problema”, conclui.

Heinen realizou uma palestra sobre o tema nesta quarta-feira, 26, durante o 2o Fórum Mazer, evento da distribuidora gaúcha de produtos de informática que ocorreu no Hotel Deville, em Porto Alegre.

Baguete – 26/09/2007

INDUSTRIAL

IBM anuncia quiosques inteligentes

A IBM anunciou mundialmente a oferta de novos quiosques de auto-atendimento com soluções wireless integradas. Entre os destaques das novas soluções, que também estão disponíveis no Brasil, estão as tecnologias de mainframe incorporadas aos produtos e à ferramenta de gestão centralizada para a rede de quiosques, possibilitando aos usuários um retorno sobre o investimento bem mais rápido. Essa nova geração de quiosques também possui a tecnologias de mobilidade, que permite expandir seus recursos para as mais diversas situações e locais de uso.

“Os consumidores estão exigindo cada vez mais flexibilidade e opções, criando oportunidades para que as empresas de todos os portes inovem e mudem a forma como os consumidores se conectam, interagem e conduzem transações de negócios. Atualmente podemos ter um quiosque na recepção de um prédio ou até em grandes redes varejistas”, disse Paulo Guimarães, gerente de produtos de Automação Comercial da IBM para a América Latina.

Segundo o executivo, a demanda por soluções de quiosque no Brasil tem se mostrado bastante aquecida e até as empresas que já fazem uso de quiosques estão positivamente surpresas com as novidades tecnológicas incorporadas. “No Brasil, o Grupo Pão de Açúcar anunciou em agosto a inauguração da Loja Conceito da rede Pão de Açúcar, no Shopping Iguatemi, e já se beneficia das características de mobilidade e funcionalidade para criar soluções inovadoras com o produto “IBM AnyPlace Kiosk”. Tais soluções permitem auxiliar o consumidor em “ilhas de produtos” como ponto de conveniência ao cliente. Na seção de vinhos, por exemplo, aproximando a garrafa do quiosque por meio de leitores de rádio freqüência é possível detectar o rótulo e obter informações detalhadas da bebida escolhida”, comenta.

Entre os produtos dessa iniciativa global está um novo quiosque de auto-atendimento ultracompacto, com soluções wireless integradas, que pode ser colocado em funcionamento de modo rápido e fácil em qualquer ambiente. O novo modelo IBM AnyPlace Kiosk oferece aos clientes acesso instantâneo às informações, serviços de comércio on-line em um amplo formato de multimídia, que inclui vídeos, áudio de alta qualidade, gráficos 3D realistas e tecnologia infravermelha avançada de tela sensível ao toque.

B2B Magazine – 26/09/2007

HP troca Solectron por Foxconn na produção de Desktops no Brasil

Com o aquecimento do mercado de PCs - expectativa é que o Brasil venda mais de 10 milhões de unidades este ano - a HP troca de fornecedor na terceirização da produção de desktops e notebooks no País. Sai a Solectron, comprada pela Flextronics, entra a Foxconn, que já atua em outros países do mundo com a HP. Investimentos da Foxconn na unidade fabril, instalada em Jundiaí, São Paulo, foram de R$ 40 milhões.

Apesar de afirmar que quer o primeiro lugar no segmento de desktops no Brasil, a HP admite que o alvo da empresa não é a Positivo, atual líder do mercado, mas sim, as rivais Dell, Lenovo e Itautec. "O mercado da HP é do consumidor que quer comprar uma máquina que dure mais de um ano e que use tecnologia de ponta, e não, a tecnologia já defasada mundialmente", declarou o vice-presidente do Grupo de Computação Pessoal da HP Brasil, Juan Gimenez.

Questionado se a HP estava direcionada para as classes A e B, e não para as c, D e E, onde há a maior demanda atual de desktops, o executivo respondeu afirmativamente. "Temos a certeza que vamos atrair, com preços justos, o consumidor que está disposto a pagar um pouco mais para ter garantia e tecnologia", completou o executivo.

Com essa estratégia de negócios fica evidente que a HP não está mirando a Positivo, pelo menos, num primeiro momento. A fabricante tem como alvo impedir uma possível reação da Dell no mercado nacional, assim como, evitar uma disputa mais acirrada com empresas como a Lenovo, ex-IBM, que vem tendo presença significativa na vertical governo, e da Itautec, também forte no governo e no corporativo.

Alinhamento

A decisão de trocar de fornecedor de terceirização de produção de desktops e notebooks para consumidores finais - sai a Solectron entra a Foxconn, que assim inicia suas atividades no Brasil ligadas à manufatura desses equipamentos, uma vez que a empresa possui unidades em Manaus, produzindo câmeras fotográficas e celulares (para a Nokia) - foi estratégica e uma grande coincidência com a aquisição da Solectron, que era a parceira da HP, pela Flextronics.

"Não foi levada em conta essa questão. Decidimos apostar em trazer para o Brasil, o modelo de sucesso adotado pela HP mundialmente na China, no mèxico e na Europa. A Foxconn é uma grande parceira e decidimos, em função do aumento da demanda, apostar na vinda deles", afirmou o diretor da fábrica da HP Brasil, Ricardo Paganani.

O modelo de terceirização permanece nas impressoras e o contrato com a Flextronics/Solectron está mantido. A fabricação de servidores, no entanto, permanece sob a gestão da HP Brasil, sem planos imediatos de terceirização. A companhia, no entanto, admite o vice-presidente do Grupo de Computação Pessoal da HP Brasil, Juan Gimenez, estuda a possibilidade de produzir localmente, com a Foxconn, handhelds e workstations.

"Mas ainda há um estudo para identificar a necessidade de investir na produção local. Neste momento, ainda não há demanda que justifique, mas os estudos já estão sendo feitos para que possamos deflagrar o processo quando for a hora", completa o executivo.

Oficialmente a HP informa que já fabricou mais de quatro milhões de computadores no Brasil (aqui somando também a produção da Compaq, fabricante comprada pela HP), sendo que mais de um milhão, somente nos últimos três anos. Atualmente, a fabricante produz de 60 mil a 70 mil de desktops (PCs e notebooks) por mês no país.

Praticamente toda a produção nacional já migrou para a fábrica da Foxconn, em Jundiaí, São Paulo, que possui uma capacidade de 100 mil equipamentos/mês. Para assegurar uma manufatura de ponta, aproximadamente 125 funcionários das áreas de montagem, almoxarifado e gerência foram treinados na unidade da companhia, no México. O anúncio da nova unidade fabril da HP foi feito nesta terça-feira, 25/09, na capital paulista.

Convergência Digital – 25/09/2007

Epson inicia produção local de EPC de baixo custo

A Epson aposta na produção local para garantir a liderança no mercado de equipamentos voltados para a emissão de Cupom Fiscal, que passa a ser uma obrigatoriedade para as empresas comerciais.

Em São Paulo, a exigência do uso do terminal atinge empresas com faturamento médio anual a partir de R$ 120 mil. a idéia é que a Lei ganhe validade nacional e que o segmento de varejo só emita documento fiscal por meio do ECF.

Tecnologicamente, as impressoras fiscais térmicas são consideradas o estado da arte no segmento. Elas são mais rápidas do que as matriciais, reduzem o tempo de fila nos caixas, agilizando o atendimento ao cliente.

Além disso, não geram segunda via da impressão - um chip de memória armazena as informações -, proporcionando economia de papel e maior facilidade para arquivamento das informações fiscais.

De acordo com dados revelados pela Epson, o segmento de impressoras fiscais térmiscas cresceu 20% em 2006 e deve superar este número este ano. A Epson comercializa mais dois modelos de impressoras fiscais térmicas no Brasil, por meio de importação.

Mas agora, conta com uma produção no país, o que tornou o equipamento mais acessível e irá beneficiar, inclusive, pequenos e médios varejos, o chamado segmento low end. Expectativa da fabricante é que o Brasil comercialize 800 mil máquinas/ano.

"Foram R$ 15 milhões de investimentos e anos de pesquisa e testes no Canadá, Japão, Argentina e Brasil antes que anunciássemos a TM-T81FBII. Agora, contamos com soluções que atingem todas as exigências e portes do varejo", destaca Odivaldo Moreno, presidente da Epson do Brasil.

Além de todas as vantagens das impressoras fiscais térmicas, que vão desde agilidade no atendimento à economia de papel, o ECF TM-T81FBII traz guilhotina, imprime logotipos, código de barras, possui memória fiscal (MFD) de 128 MB e velocidade de impressão de 100 mm/segundos.

Além da TM-T81FBII, produzida no Brasil, a Epson conta com outras impressoras fiscais de maior porte como a TM-T88FB e a TM-H6000FB. O modelo TM-T88FB conta com memória de fita detalhe (MFD) de 128MB e guilhotina para corte de papel térmico. Utiliza bobina de alta capacidade (até 83mm de diâmetro) e tem fácil sistema de troca de bobina (Drop-in).

Já a TM-H6000FB possui ainda capacidade de impressão de cheques (frente e verso) em alta velocidade e leitor integrado dos Caracteres Magnéticos do Cheque (CMC-7). Os modelos incluem fonte de alimentação full-range e cabo de comunicação, o que resulta em uma melhor relação custo-benefício.

Convergência Digital – 25/09/2007

Bahia disputa nova fábrica da Semp Toshiba

A Bahia é um dos fortes candidatos a receber uma nova fábrica da Semp Toshiba, focada na produção de eletrodomésticos e telefones celulares. A unidade está dentro dos planos da companhia para o triênio 2007-2009, que englobará investimentos de R$60 milhões, entre a implantação do empreendimento e aumento da capacidade produtiva nas plantas de Salvador e Manaus. A revelação foi feita ontem, pelo diretor da empresa na Bahia, Clóvis Duarte, que esteve na Governadoria, no Centro Administrativo, em evento comemorativo pela produção acumulada de um milhão de computadores da fábrica baiana, desde a sua inauguração, em março de 1998.

Na ocasião, representantes da multinacional, entre eles o presidente do grupo, Afonso Antônio Hennel, entregaram ao governador Jaques Wagner uma placa de agradecimento pelo apoio do governo do estado ao longo dos nove anos e meio de operação da unidade. “A parceria do governo foi fundamental, especialmente no que diz respeito aos incentivos fiscais”, declarou Duarte.

O bom desempenho da fábrica baiana (localizada no bairro de Águas Claras) foi destacado pelos executivos: no comparativo 2006 x 2005, a produção dobrou, ultrapassando os 250 mil computadores, sendo que a expectativa é fechar o ano com 400 mil máquinas. Hoje, a indústria é responsável pela fabricação mensal de 40 mil unidades. “Durante todo esse tempo de atuação na Bahia, sempre investimos em ampliações, melhorias, novas linhas de montagem e ferramentas”, salientou Duarte, citando que o número de funcionários passou de 35 para os atuais 400.

A unidade produz a linha de informática da Toshiba, entre desktops, notebooks e servidores, multifuncionais e parte dos eletroeletrônicos, e atende a todo o mercado nacional, tanto no segmento de varejo quanto corporativo. A Toshiba baiana também comemora a recente vitória na concorrência pública realizada pelo Banco Bradesco – uma das maiores já feitas pelo mercado corporativo brasileiro –, que envolveu a aquisição de 70 mil desktops. “Competimos com outros grandes players do mercado”, frisou o diretor da unidade.

No Brasil, além das fábricas de Salvador e Manaus, a Semp Toshiba possui um escritório em São Paulo. As empresas do grupo faturaram cerca de R$2,2 bilhões em 2006. Para este ano, a expectativa é de um crescimento da ordem de 15% no segmento de eletroeletrônicos e de 40% no de informática.

Correio da Bahia – 26/09/2007

TELECOM

Novas empresas à vista na telefonia celular

Demorou, mas aconteceu: depois de várias tentativas de leilão de freqüências sem que aparecessem interessados nem entre as atuais operadoras, o mercado brasileiro viu, na última semana, a intenção de duas novas companhias em disputar o segmento de telefonia móvel brasileiro.

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Sete empresas se candidatam a leilão de telefonia móvel

E isso em um ano em que o País já obteve uma nova concorrente, a Unicel, única candidata a se tornar a quarta operadora na região metropolitana de São Paulo, região considerada uma das mais atraentes do País, mas também uma das mais difíceis, já que os clientes mais rentáveis são arduamente disputados.

Nesta terça-feira (25/09), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abre as propostas recebidas na semana passada por parte de sete companhias, que disputarão 105 lotes de freqüência em todo o País.

Assim que abrir os envelopes das concorrentes, às 10 horas da manhã, a agência abre o leilão pelas regiões que tiverem mais de um concorrente. Haverá disputa no seguinte caso: quando uma empresa oferecer, por exemplo, um lance de 100 reais por uma região e houver alguma outra que tenha uma proposta de no mínimo 70% dessa (70 reais ou acima).

Elas serão convidadas a darem novos lances até que uma das duas desista. Por isso, acredita-se que o processo seja bastante demorado, já que o processo envolve 105 regiões.

A Easytone, de São Paulo, é uma das novatas na disputa. A companhia, brasileira e de capital familiar, tem licença para Serviços de Comunicação Multimídia (SCM) desde 2002, com a qual oferece voz sobre IP e serviços corporativos.

No ano seguinte, no entanto, ela também adquiriu licença de telefonia fixa e hoje presta serviços de telecomunicações tanto para empresas como para o usuário final. Segundo André Ito, gerente geral da companhia, a idéia agora é, com a licença de celular, "promover a convergência com múltiplos serviços".

A empresa tem, segundo ele, mais de 10 mil clientes em cidades como Rio de Janeiro, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Goiania e Cuiabá. Para o leilão desta terça-feira, ela entregou propostas para outras sete cidades nos Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul.

"O plano é atender municípios pouco explorados pelas demais operadoras e levar tecnologia de ponta", afirmou, em entrevista ao COMPUTERWORLD. Segundo ele, a companhia enxergou nessas cidades "bom potencial de crescimento e desenvolvimento econômico, principalmente na área de agroindústria".

Já a Options Telecomunicações, divisão da Options HPS Computadores e Eletrônica, de Florianópolis (SC), preferiu não dar detalhes das áreas em que pretende conquistar licenças por considerar a informação estratégica.

A companhia, criada em 1987, ela confirma o interesse em disputar o mercado de telefonia móvel, área completamente nova na estratégia da companhia, que hoje atua na telefonia fixa e no provimento de acesso à internet.

Computer World – 24/09/2007

Vivo, TIM e Claro vão atuar em todo o país

A Vivo, Claro e TIM estarão presentes em todo o país e a Oi poderá explorar serviços em São Paulo.

Após a realização dos leilões de sobra de freqüências em Brasília, praticamente todas as grandes operadoras do país ampliaram sua área de concessão para explorar serviços de telefonia.

As principais vencedoras do leilão foram Vivo, Claro e TIM, que compraram faixas que lhes dão o direito de atuar em todos os Estados brasileiros.

A Vivo, por exemplo, poderá oferecer seus serviços na região Nordeste, onde praticamente não atuava. A operadora do grupo Telefônica e Portugal Telecom ganhou o Lote 22 do leilão, o que lhe dá o direito de entrar nos mercados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Já a Claro comprou o Lote 16 (municípios de Londrina e Tamarana no Paraná) e o Lote 20 (estados do Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão e Roraima). A TIM já possuía licenças para atuar em todo o país.

O mercado mais rico do país, o Estado de São Paulo, será explorado em breve também pela Oi, que obteve autorização para entrar na região paulista.

Os moradores da Grande São Paulo poderão, no futuro, contar com cinco opções de operadoras móveis. Além de Vivo, TIM, Claro e Oi, uma nova operadora, a Unicel, prepara rede para entrar na região.

Segundo a Anatel, os negócios realizados esta semana em Brasília devem ser homologados pela Agência no próximo mês.

Após a homologação, as empresas vencedoras têm até 12 meses para iniciar a oferta de serviços nas regiões escolhidas. O prazo, no entanto, deve ser menor, já que as empresas têm pressa de entrar em novos mercados e ampliar sua carteira de clientes.

O mercado de telefonia móvel é um dos que se expande mais rapidamente na economia brasileira. Segundo a Anatel, em agosto deste ano foram contabilizadas 110 milhões de linhas móveis ativas no Brasil.

A agência explica ainda que a venda de freqüências está obtendo ágio médio de 40% nas ofertas recebidas pelas operadoras.

Info Online – 26/09/2007

Brasil Telecom estréia serviço de IPTV

Como anunciado no mês passado, a Brasil Telecom lançou seu serviço de televisão por protocolo IP (IPTV). Batizado de Videon o serviço estará disponível, à princípio, somente em Brasília e a expectativa é de que, "em breve", seja expandido para outras cidades da área de atuação da operadora.

Segundo Francisco Santiago, vice-presidente de operações da Brasil Telecom, por não poder oferecer grade de programação - a legislação brasileira não permite que as operadoras de telefonia ofereçam o serviço de broadcast - o produto será posicionado como um complemento à TV por assinatura. "Nos testes realizados, o retorno sobre a usabilidade e a conveniência dos conteúdos sob demanda foi ótima", comenta. A plataforma permite a interação dos usuário com jogos, música, conteúdo e entretenimento.

Não oferecer o broadcast, também é um diferencial segundo o executivo, pois permite a oferta de conteúdos que normalmente não são encontrados nas locadoras ou nos canais tradicionais como curta-metragens, animação, documentários, produção independente, conteúdos regionais, etc.

Santiago não revelou o número de assinantes que a BrT pretende conquistar com o Videon, mas pesquisas da empresa apontam que até 2008 a distribuição de conteúdo por meio da rede IP deverá chegar à casa de 12 milhões de usuários em todo o mundo.

Segundo estimativas da Nokia Siemens (que fechou o fornecimento da estrutura de IPTV para a Oi), dentro de três anos, o Brasil deve conquistar cerca de 950 mil usuários de IPTV.

O "namoro" da Brasil Telecom com a IPTV começou no final de 2005, com o anúncio de que testes com o produto seriam iniciados. Em setembro de 2006, 300 clientes foram escolhidos para experimentar a plataforma.

Em seu lançamento, a assinatura do Videon será de R$ 29,90 por mês, com acesso livre a mais de 500 horas de programação de produtores nacionais e internacionais como MGM, Disney, Universal, Viacom, TV Cultura, Lumiére, SESC TV, Ministério da Educação e TV Escola. Além disso, lançamentos do cinema estarão disponíveis para locação por prazos de 24 a 72 horas.

O serviço será oferecido através de um link dedicado de 3MB, permitindo que qualquer assinante do serviço de banda larga da Brasil Telecom, o BrTurbo - mesmo dos planos mais baixos - possam contratá-lo. "As transmissões serão feitas no padrão da TV tradicional, o que permite menor consumo de banda", explica Santiago.

O assinante receberá um set-top-box e um modem ADSL 2+ no sistema de comodato para assistir os conteúdos direto na televisão. A plataforma do serviço será provida pela NEC, enquanto o set top box, o middleware e os servidores de vídeo são da UTSstarcom. O gerenciamento dos direitos autorais dos conteúdos será feito com tecnologia da wide Wine.

A rede ADSL da BrT atende a mais de 1.367 municípios, possuindo uma base de 1,65 milhão de assinantes - que só no último ano cresceu quase 25%. Atualmente a empresa. Atualmente a BrT oferece o serviço de banda larga via par metálico com o ADSL 2+, que permite acesso a velocidades até 24Mbps e já está introduzindo o VDSL2, que permite atingir velocidades até 100Mbps. As redes óticas que permitem ofertar velocidades tipicamente na faixa de 10Mbps a 1Gbps - até então oferecidas pela BrT somente para o segmento corporativo (via sua rede de Metro Ethernet), começam a ser introduzidas agora para os usuários residenciais e ao segmento PME (Pequenas e Médias Empresas).

IT Web – 26/09/2007

Vivo e Tim perdem participação para Claro e Oi em agosto

A Claro, com 24,76% do setor, apresentou um leve crescimento na comparação com julho, quando detinha 24,67%. A Oi, em quarto lugar, teve um crescimento de 13,08% de participação, em julho, para 13,12% em agosto.

A Telemig Celular/Amazônia Celular registrou 4,42% de participação (em julho tinha 4,48%) e a BrasilTelecom GSM ficou com 3,56% (era 3,54% em julho). A CTBC Telecom Celular, na sétima posição, reduziu a participação dos 0,32%, em julho, para 0,31% em agosto, enquanto a Sercomtel Celular se manteve com 0,08%.

A tecnologia GSM domina o mercado com 80,7 milhões de acessos (72,82% de participação). O padrão CDMA tem 21,05% de participação e o TDMA conta com 6,10%. A tecnologia analógica AMPS possui 0,03% do total.

Com 2.410.232 novas habilitações, agosto é o mês com maior número de adesões ao Serviço Móvel Pessoal (SMP) em 2007 - maio, com 2.215.299 adesões é o segundo. O número de assinantes chegou a 110.929.896, sendo 80,34% pré-pagos e 19,66% pós-pagos.

Teledensidade cresce 15,3% em um ano

O mês de agosto registrou uma teledensidade de 58,57, segundo a Anatel. O número representa um crescimento de 15,3% no número de celulares para cada 100 habitantes em relação ao mesmo período do ano passado.

O Distrito Federal (DF) continua liderando a teledensidade móvel brasileira, com um índice de 111,44 (1,11 telefone para cada habitante). Comparada com o mês anterior, o índice apresentou um crescimento de 1,53% (era 109,76 em julho). No ano, houve uma redução de 0,33%.

Em segundo lugar está o Rio de Janeiro, onde a teledensidade subiu de 72,09, em julho, para 73,91, em agosto. E em terceiro lugar está o Rio Grande do Sul tem índice de 71,97.

Sergipe, com teledensidade de 53,69, e Paraíba, com um índice de 47,45, lideraram o crescimento da teledensidade no mês de agosto com taxas de 4,29% e 3,07%, respectivamente. Segundo a Anatel, o bom desempenho no Nordeste gerou um crescimento de 23,1% na teledensidade da região em 12 meses, regiostrando um índice de 45,19.

A Região Sudeste mantém a terceira posição no indicador (índice de 65,41 e crescimento de 14,85% nos últimos 12 meses) e continua atrás da Região Sul, que tem a segunda melhor densidade regional (índice de 65,75 e crescimento de 11,12% no período). O Centro-Oeste, que lidera o ranking do indicador por regiões com densidade de 74,11 (crescimento de 9,73% no período), a taxa mais baixa entre as regiões brasileiras nos últimos 12 meses.

PC World – 26/09/2007

TIM desbanca Claro nas empresas

A TIM tirou o primeiro lugar da rival Claro em comunicação móvel de voz e dados nas empresas.

Segundo uma pesquisa desenvolvida pela Associação Brasileira de e-Business, que analisou o mercado de mobilidade corporativa em 2006, 34,5% das empresas têm a TIM como operadora de transmissão de dados, enquanto a Vivo possui 26,4% de participação e a Claro, 24,5%. A Oi aparece em quatro lugar, com 8,2% e a Nextel na quinta posição, com 6,4%.

Em comparação com 2005, o estudo mostra que 2006 não foi um ano bom para a Claro, já que a operadora possuía 35,7% de participação no mercado de transmissão de dados em 2005. Em um ano, a Claro perdeu 11,2% desse mercado, enquanto a TIM ganhou 11,3%.

Na transmissão de voz, a TIM também chegou ao primeiro lugar em participação, sendo a opção de 29% das empresas. A Claro – que em 2005 possuía 29,9% - passou para o segundo lugar, com 24,8%, seguida pela Vivo, responsável por 22,1% do mercado. O destaque ficou para a Nextel, que quase dobrou sua participação, chegando a 16,6% do mercado de transmissão de voz.

Dentro os dispositivos que são utilizados nas empresas pesquisadas para o acesso móvel, 33% disseram utilizar o notebook nas aplicações de negócio. 26% responderam que é o celular e os PDAs foram citados em 20% das empresas. Os smartphones e tablet PCs ficaram na lanterna, sendo utilizados em 13% e 2% das empresas, respectivamente. Outros dispositivos somaram 6%.

Em relação à maturidade das corporações brasileiras quanto à mobilidade, 64% disseram já utilizar aplicações que usam dispositivos móveis e 30% que pretendem iniciar um projeto nos próximos seis meses. Apenas 3% das companhias disseram que não têm e não pretendem iniciar um projeto de mobilidade.

A pesquisa "Panorama da Mobilidade Corporativa no Brasil - Cenário 2006" analisou 93 organizações, sendo 54% pertencentes à indústria, 26% do setor de serviços, 13% de atacado e distribuição e 7% de varejo.

INFO Online – 26/09/2007

Vivo mantém liderança entre celulares em agosto; Claro aumenta fatia

A liderança do mercado de telefonia móvel em agosto continuou com a Vivo, com 28,05% de participação, embora a companhia tenha reduzido essa margem em relação a julho, quando tinha 28,11%. Movimento similar foi verificado na fatia da TIM, que assegurou a segunda posição apesar da ligeira diminuição da participação, de 25,72%, para 25,71%. O avanço mais significativo no mês em análise foi da Claro. A terceira colocada no ranking elevou a participação de 24,67% em julho para 24,76% em agosto.

O levantamento divulgado pela Anatel revela expansão também da Oi, cuja fatia atingiu 13,12% no último mês, pouco acima dos 13,08% registrado em julho. Em seguida aparece a Telemig Celular/Amazônia Celular, com 4,42% (contra 4,48% um mês antes) e a BrasilTelecom GSM, com 3,56% (ante 3,54%). A CTBC Telecom Celular passou de 0,32% para 0,31% em agosto e a Sercomtel Celular manteve a fatia de 0,08% no período.

Na análise das tecnologias, a GSM continua liderando a preferência nacional e com expansão. Em agosto foram 80.781.478 acessos, equivalente a 72,82% do total. A tecnologia CDMA fechou o mês com 23.354.726 acessos (21,05%) e a TDMA com 6.761.557 (6,10%). A tecnologia analógica AMPS possui apenas 32.135 acessos (0,03% do total).

A Anatel informou ainda que agosto foi um mês recorde de habilitação de novas linhas no ano, superando inclusive o forte maio, marcado pelo Dia das Mães. O mês passado teve 2,410 milhões de novas linhas ativadas, enquanto maio, o segundo melhor mês de 2007, registrou 2,215 milhões.

No total, a base celular brasileira encerrou agosto com 110.929.896 linhas em uso, das quais 80,34 por cento eram pré-pagas.

O Globo On Line – 26/09/2007

Com 'pés no chão', indústria do WiMax busca novos modelos

As primeiras impressões de quem chega pela primeira vez ao WiMax World 2007, principal encontro da indústria de WiMax, que acontece esta semana em Chicago, nos EUA, é que não existe nenhum entusiasmo irracional (ou "hype", como preferem chamar os americanos) em torno das maravilhas da tecnologia, nem a esperança de que ela resolverá todos os problemas do acesso banda larga.

Pelo contrário, os discursos são, hoje, muito mais no sentido de combinar o WiMax com outras plataformas wireless de alta velocidade, como HSPA, LTE e UMB, do que confrontá-las. Uma coisa parece certa: o que os entusiastas do WiMax buscam é mais do que uma nova tecnologia de acesso banda larga wireless. O que se busca é a tecnologia certa para um ambiente em que a palavra chave é conectividade.

Assim, WiMax não é vendida aqui em Chicago como a única forma de entregar voz, internet móvel ou vídeo. "Não é só de celular que estamos falando. Temos que olhar para os outros dispositivos que também podem ser conectados. O objetivo é levar a internet para um novo lugar, não levar o celular para a internet", disse Atish Guda, vice-presidente da Xohm, braço da Sprint Nextel para o desenvolvimento do mercado de banda larga wireless.

Entre os novos lugares, todos citam as aplicações machine-to-machine e people-to-machine, ou seja, as aplicações que permitem a dispositivos estarem conectados entre si e o acesso das pessoas a estes dispositivos, de maneira remota. Isso parece ser a essência do que se enxerga como WiMax hoje, pelo menos até esse momento do evento.

A razão para o pouco "hype", que tanto caracterizou outros eventos de tecnologia que este noticiário costuma acompanhar é essencialmente econômica, como bem colocou Philip Marshall, vice-presidente do Yankee Group: enquanto aplicações como SMS rendem US$ 313 por Mbyte de dados transferidos, o serviço de acesso à internet rende muito menos: US$ 0,05 a US$ 0,10 por Mbyte de dados transferidos. Pouco, mesmo se comparado ao serviço de voz, que rende apenas US$ 0,7 por Mbyte.

Ou seja, vender uma tecnologia apenas pela sua possibilidade de acesso à internet, ainda mais considerando que outras tecnologias wireless fazem a mesma coisa, parece não ser o mais inteligente do ponto de vista dos negócios.

Ainda mais considerando que para serviços de acesso a dados, 52% dos custos passam a ser de infra-estrutura, e que a maior parte das pessoas acessa a internet de casa e do trabalho, onde já há muita oferta fixa de acesso.

Sem briga

O melhor exemplo de que talvez a discussão sobre "qual tecnologia é melhor" tenha sido um debate "WiMax e 3G HSPA/LTE". Até mesmo a Ericsson, que já disse não se interessar pelo desenvolvimento da tecnologia WiMax, tinha um discurso integrador: Martin Ljungberg, diretor de relações com a indústria e governos, disse que mesmo a empresa tendo decidido não produzir equipamentos de WiMax, "não quer dizer que não vamos participar dos debates e nem participar da oferta de serviços".

Jerold Givens, gerente geral da área de infra-estrutura wireless da Texas Instruments, diz olhar para as duas tecnologias tendo em vista que se o HSPA deve liderar o cenário por conta da escala atual, o WiMax tem muito espaço para inovação e novos modelos de negócios. A Qualcomm, que não é das maiores entusiastas da tecnologia WiMax, também diz acreditar em múltiplas plataformas para a oferta de serviços.
Para Samir Khazaka, diretor de marketing tecnológico da empresa, "o negócio está em prover muitas redes para muitas aplicações, seja para telefones e laptops ou outros dispositivos" Ele acredita que WiMax entrará como uma plataforma para as grandes redes WAN. "As tecnologias têm que estar ligadas ao orçamento, e como o custo das infra-estruturas é muito semelhantes, seja para HSPA ou WiMax, ficando a diferença apenas no terminal do usuário, tudo depende do objetivo final da rede."

Para Mo Shakouri, vice-presidente de estratégia da Alvarion e vice-presidente de marketing do WiMax Forum, tudo é uma questão de o que usar e quando usar. "Da perspectiva da indústria, há muitos modelos diferentes. Queremos apenas fazer um modelo que dê dinheiro para o operador."

TI Inside – 26/09/2007

Intel ganha contrato para fornecer chips para WiMax para Nokia

A Intel anunciou nesta quarta-feira que ganhou o pedido para produzir o chip WiMax para celulares da Nokia, que usará os semicondutores em dispositivos voltados para a Internet em 2008.

A Nokia vai desenvolver os primeiros dispositivos de acesso móvel à Internet por redes WiMax que usarão chips da Intel. Os produtos são esperados para o primeiro semestre de 2008, informou uma porta-voz da Nokia.

Os celulares WiMax, padrão sem fio de alta velocidade, devem dar acesso à Internet em velocidades até cinco vezes maiores do que a típica rede sem fio.

A Intel teve pouco sucesso no mercado de chips para telefones celulares e acabou vendendo a sua unidade de chips para telefones móveis para a Marvell no ano passado.

A Texas Instruments é a principal fornecedora de chips para a Nokia, que também usa os produtos da STMicroelectronics, da Broadcom e da Infineon .

Atualmente a Nokia não fabrica celulares com chips da Intel.

Reuters – 26/09/2007

Vivo mira SMP, atenta à 3G

O presidente da Vivo, Roberto Lima, presente ao leilão das sobras do SMP, realizado em Brasília, na sede da Anatel, nesta terça-feira, 25/09, disse que não anteciparia o modelo de negócio que a empresa adotará com relação à venda das licenças de Terceira Geração.

A operadora atuou de forma bastante agressiva no leilão das sobras do SMP, principalmente com o foco nas freqüências da banda L, oferecendo preços cujos ágios em relação ao valor inicial estimado no edital da Agência Reguladora, em alguns casos, ultrapassaram a casa dos 50%.

Indagado se essa estratégia de mirar as freqüências na banda L, pagando um preço acima do estipulado, não seria revertida mais à frente no processo de compra de licenças da Terceira Geração, sobretudo na banda J, Roberto Lima desconversou.

O executivo, no entanto, admitiu que a banda J deverá ser da Vivo por entender que os concorrentes não irão criar entraves jurídicos e burocráticos com a Agência Reguladora em função do pareamento das freqüências.

"Eu acho que é interesse de todos que a Vivo fique com a Banda J para evitar todas as questões que possam surgir de interferência junto à Anatel, mas não vamos antecipar essa questão", completou o presidente da Vivo. Roberto Lima não quis falar sobre o leilão de Terceira Geração.

A única área da banda L que não foi arrematada pela Vivo é a que compreende os municípios de Londrina e Itamarana, no Estado do Paraná.

Nessa área, Vivo e Claro travaram uma dura batalha, vencida pela Claro, que pagou um ágio superior a 1200% em relação ao preço mínimo fixado pela Anatel (R$ 400 mil). No total, a Claro pagou R$ 5,8 milhões. Outra região que não interessou à Vivo na banda L foi a região Norte, cujas áreas de prestação foram arrematadas pela Claro, por R$ 9,95 milhões.

Cobertura nacional

Por 13,014 milhões, a Vivo arrematou no leilão das sobras do SMP, os Estados do Nordeste que faltavam para a complementação da sua cobertura na região e em nível nacional: Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

O presidente da Vivo não estipulou um prazo para o início das operações da operadora nos estados do Nordeste, a partir da aquisição das sobras da freqüência, mas ressaltou que os planos são de começar a atuar "em breve".

Lima também informou que, provavelmente, a empresa irá implementar uma rede GSM na região,apesar de não existir qualquer tipo de restrição à adoção do CDMA. A Vivo terá que pagar à Anatel, 10% dos R$ 13,014 milhões - R$ 1,3 milhão de forma imediata para assegurar a compra das licenças na banda L.

Pelo edital do órgão regulador, as empresas ganham três anos de carência para começarem a pagar, o restante da dívida em um prazo de 10 prestações anuais.

Convergência Digital – 25/09/2007

Motorola usará chip da Infineon em celular de terceira geração

A empresa alemã de semicondutores Infineon fornecerá ao fabricante de telefones celulares Motorola chips para telefones e outros dispositivos de terceira geração (3G).

A Infineon informou hoje que os novos microprocessadores, que administrarão o envio e a recepção dados, contêm um componente que aumentará a velocidade e a qualidade da transmissão.

A companhia alemã não revelou detalhes financeiros do acordo. Segundo o comunicado, as características principais dos novos chips são o alto rendimento no download e upload, uma grande eficiência energética e um tamanho reduzido.

Além da Motorola, a Infineon fornece chips aos fabricantes de telefones celulares Nokia, LG, Samsung e Sony Ericsson.

Folha Online – 25/09/2007


NXP: celular de chip único na Futurecom

A NXP Semicondutores, multinacional oriunda da Philips, vai apresentar durante a Futurecom, em Florianópolis, uma linha de chipsets integrados. São equipamentos baseados em processos RF CMOS que proporcionam uma solução única de componente para suportar todas as funções de um telefone celular.

O resultado, segundo a NXP, é a redução de custos de material para os fabricantes de celulares. A nova família de chipsets, batizada de Aerofone, suporta todas as funções multimídia de um telefone móvel, anteriormente operadas por diversos chips.

A linha Aerofone conta com soluções de transceptores e amplificadores de potência GSM, GPRS e EDGE, além de componentes integrados para as mesmas tecnologias. Para estes equipamentos, a NXP já fechou parcerias com as fabricantes Venko e MXT.

Baguete – 26/09/2007