27/07/2007

GERAL

Empresas podem se unir por chips de 32 nanômetros
Processadores seriam direcionados a televisores de tela plana e outros eletro-eletrônicos

As japonesas Toshiba, Fujitsu e NEC estão em conversas para iniciar uma joint venture para produção em massa de chips de 32 nanômetros para utilização em TVs de tela plana e outros eletro-eletrônicos em 2010. A notícia foi dada pela agência Reuters, citando o jornal Nikkei Business Daily. A Toshiba e a NEC já trabalharam com a Sony no desenvolvimento de chips com características dos 45 nanômetros.

Em maio, a Samsung, IBM, Chartered Semiconductor Manufacturing, Infineon Technologies e Freescale Semiconductor declararam que vão trabalhar juntos em um chip de 32 nanômetros. A STMicroelectronics disse, na última terça-feira, que pode vir a trabalhar com a IBM na próxima geração de chips e que pode unir-se ao grupo.

Os fabricantes de chips estão se apressando para reduzir os custos por função do produto pela metade a cada um ano ou dois - uma tendência conhecida como a Lei de Moore.

IT Web – 26/07/2007



Siemens muda produção para Curitiba
Linhas de telefones fixos e módulos sem fio foram reunidas às de estações radiobase e PABX

O processo mundial de consolidação na área de telecomunicações levou a Siemens a promover uma reestruturação interna que acabou definindo o fechamento da fábrica desses produtos em Manaus, três meses atrás, com a transferência para a unidade de Curitiba de parte do que era produzido na Zona Franca, como telefones fixos e módulos sem fio, afirmou o novo presidente da Siemens Enterprise Communications, Armando Alvarenga, que acumula a gestão da fábrica paranaense.

Antes da reestruturação, a unidade de negócios de Comunicação estava sob a direção de Aluizio Byrro e incluía três divisões: equipamentos de redes de telefonia fixa e celular, sistemas de telefonia corporativos (PABX) e telefones celulares.

Em junho do ano passado, a divisão de redes para operadoras fundiu-se à Nokia e se tornou Nokia-Siemens. A fábrica de telefones celulares foi mundialmente negociada pela BenQ, que assumiu a produção em Manaus e já a repassou a terceiros.

As divisões de módulos sem fio e de telefones fixos, ambas na Zona Franca, foram absorvidas pela divisão de automação e transferidas para Curitiba.

A área de mercado corporativo, denominada Enterprise, que engloba soluções integrais de comunicação para empresas, com PABX e sistemas periféricos, tornou-se independente em fevereiro último e, embora continue uma empresa controlada 100% pelo grupo alemão, foi isolada em novo endereço, conquistando autonomia em toda a infra-estrutura de tesouraria, suporte, área legal, impostos e até assessoria de imprensa.

Em outubro do ano passado, empossou seu novo presidente - Armando Alvarenga - , e agora se reporta diretamente a Munique. Denominada Enterprise Communications, a divisão fatura mundialmente € 3,3 bilhões e pode ser negociada, fundida ou comprar uma concorrente a qualquer momento.

O antigo responsável pelos telefones celulares, Humberto Cagno, passou a diretor de Enterprise para América Latina.

A fábrica de Curitiba, que era administrada pela área de comunicações e produzia estações radiobase e sistemas de PABX corporativos, se manteve como antes, mas passou a dividir espaço com as atividades de suas coligadas, numa convivência de prestador de serviço e cliente, cujos faturamentos não se misturam. É o caso, por exemplo, dos módulos sem fio e dos telefones fixos com e sem fio, segundo Alvarenga.

Fábrica no Paraná
A fábrica paranaense é um pólo mundial de exportações e 90% dos PABX fabricados em Curitiba são exportados, mostrando evolução em relação a dois anos atrás, quando os embarques atingiam 50%. O reparte cresceu para 60% e hoje chegou a 90%, que equivalem a dois terços de tudo o que é produzido pela Siemens no mundo, em se falando de PABX.

Os telefones fixos com e sem fio igualmente foram transferidos para Curitiba. "Havia espaço na fábrica paranaense, que é muito moderna, e por isso foi tudo transferido para cá", disse Alvarenga. A produção de telefones é 90% exportada para América Latina e outros países. As estações radiobase também são fabricadas em Curitiba e entregues à Nokia-Siemens.

O fato de abandonar a Zona Franca não trouxe mais custos para a Siemens em nenhum dos casos porque Curitiba também oferecia incentivos fiscais e, principalmente, pela facilidade de logística para os embarques. "Manaus tem incentivos para algumas linhas de produtos específicas, mas nem sempre compensa pelas dificuldades de transporte e distribuição que a localização acarreta", afirmou fonte do setor.

Objetivos de Enterprise
As regiões asiática e norte-americana foram elevadas à condição preferencial para receber atenções da Siemens Enterprise, considerando-se que na Europa e na América Latina seus produtos já são líderes, disse Alvarenga. "Aqui somos líderes e a cada minuto 6 mil pessoas falam pelos nossos telefones VoIP".

BNDES financia módulos sem fio
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já começou a financiar a venda de módulos sem fio da Siemens, alavancando essas vendas em 30%, estima o gerente de vendas da divisão Siemens Wireless Modules, Eduardo Casagrande.

Sem precisar a quantidade de módulos sem fio produzida pela Siemens, o executivo afirma que a empresa ocupa mais da metade do mercado. E que a tendência é crescer de forma considerável devido à oferta de duas linhas de financiamento, cartão BNDES e Finame, com parcelamento de 12 a 36 vezes na primeira opção e de até 18 vezes na segunda.

"Os juros são muito mais atrativos", diz Casagrande referindo-se a taxas de cerca de 14% ao ano já embutido o custo do agente financeiro.

Os módulos sem fio são utilizados basicamente como rastreadores de veículos, comunicadores de máquinas de cartão de crédito e débito para estabelecimentos comerciais e comunicação entre máquinas, para gerenciamento remoto de sistemas complexos.

A Siemens vende módulos em lotes que variam de 50 unidades a 40 mil por mês, dependendo do porte do comprador. Grande parcela é direcionada a fabricantes de rastreadores, a exemplo de Lascar, Maxtrak, Omnilink e Siemens VDO, que montam kits às seguradoras. A Motorola é sua maior concorrente, e recentemente passou a produzir os módulos no País.
IT Web – 26/07/2007


Maior número de empresas poderá participar do RECOF

A Receita Federal do Brasil esclareceu, em entrevista coletiva concedida ontem (25), a Instrução Normativa que trata do Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado (Recof). Esse regime permite à empresa beneficiária importar ou adquirir no mercado interno, com suspensão do pagamento ou da exigibilidade de tributos, mercadorias a serem submetidas a operações de industrialização de produtos destinados à exportação ou ao mercado interno, com operações realizadas sob controle informatizado.

O Recof é um dos regimes que mais cresce no País, atualmente já estão habilitadas ao regime trinta e duas empresas, totalizando mais de cinqüenta estabelecimentos autorizados a operar o regime. O volume de operação dessas empresas já supera o montante anual de US$ 5 bilhões em importações ao amparo do regime (em valor aduaneiro - fonte DW Aduaneiro) e um montante de mesmo patamar para as exportações, considerado o mesmo período.

As alterações implementadas têm como objetivo aprimorar a aplicação do regime, corrigindo impropriedades e aperfeiçoando controles, além de estender sua aplicação a outros setores e operações. Foram consideradas as sugestões apresentadas pelas unidades locais da RFB, além de requerimentos encaminhados a esta Secretaria pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e pela iniciativa privada, para atualizar o Recof.

A atual versão do Recof estende sua abrangência para o setor de Semicondutores e bens de alta tecnologia da indústria eletrônica; permite a habilitação de empresas fabricantes de partes e peças para produtos industriais de informática e telecomunicações; e ainda possibilita a habilitação para empresas prestadoras de serviço de manutenção e reparo de qualquer indústria contemplada com o regime.

As alterações no RECOF irão aperfeiçoar o controle e a segurança do regime, destacando-se a exigência de percentual mínimo de exportação (ao menos 50% do valor total importado), e a exigência de habilitação ao procedimento de despacho expresso (Linha Azul), como requisito à habilitação ao regime.

Segundo o Coordenador-Geral de Administração Aduaneira, Francisco Labriola Neto, "o dinamismo da economia e a evolução da tecnologia impuseram essas alterações".
FISCOSoft – 26/07/2007



STM reporta prejuízos trimestrais e acordo com IBM

A STMicroelectronics (STM), empresa franco-italiana líder europeia no setor dos semicondutores, registou perdas líquidas de 758 milhões de dólares no segundo trimestre, segundo anúncio publicado esta quarta-feira e complementando o anúncio prévio de um acordo de cooperação com a IBM.

A empresa que está envolvida num programa de reestruturação apurou um prejuízo operacional de 772 milhões de dólares.
O prejuízo líquido (758 milhões de dólares) compara com um ganho de 168 milhões, um ano antes, e é explicado por encargos de 906 milhões de dólares relacionados com a reorganização e com a depreciação de ativos.

Quanto ao volume de negócios, a STM indica uma quebra homóloga de 3,1%, para os 2,495 mil milhões de dólares, embora a subir 6,2% face ao trimestre precedente.

O acordo de colaboração com a IBM foi anunciado na terça-feira e visa a cooperação no desenvolvimento de tecnologia nos semicondutores.
Dinheiro Digital – 25/07/2007


AUTOMOTIVO

Siemens VDO tem novo controlador
Em uma das maiores aquisições da história da indústria de autopeças, a Siemens informou ontem que vai vender sua unidade automotiva, a VDO, para sua rival, a também alemã Continental, por US$ 15,66 bilhões ( 11,4 bilhões). O negócio deve ser concluído até o fim do ano.

Paralelamente, a Siemens informou que pretende comprar a empresa americana Dade Behring, do setor de diagnósticos clínicos, por cerca de US$ 7 bilhões ( 5,06 bilhões). Esse acerto deverá ser concluído até o fim do primeiro semestre do próximo ano.

Segundo comunicado distribuído no Brasil pela subsidiária da Continental, foi a maior compra nos 136 anos de história da empresa. O negócio ainda será avaliado pelos conselhos de ambas as empresas e depende de aprovação das autoridades antitruste para ser efetivado.

Juntas, Continental e VDO empregam 140 mil funcionários em mais de 80 países e foram responsáveis, no ano passado, por vendas de cerca de 25 bilhões. "Continental e VDO, duas empresas ricas em tradição e dotadas de enorme capacidade de performance, têm a oportunidade única de conquistar a liderança global no segmento de fornecimento de componentes automotivos", afirmou em nota Manfred Wennemer, diretor-presidente do grupo Continental.

As duas companhias têm filiais no Brasil, mas nenhuma delas deu declarações ontem sobre possíveis mudanças nos negócios locais. O grupo Continental tem três fábricas no País, que empregam 2.080 funcionários. Uma delas, a de pneus, foi inaugurada no ano passado, em Camaçari (BA). Outra unidade produz correias, coxins e mangueiras em Várzea Paulista, na Grande São Paulo, e a terceira faz sistemas de freios e peças para chassis em Ponta Grossa (PR).

Já a Siemens VDO tem seis unidades no Brasil, em Guarulhos, Barueri e Salto (SP), Manaus (AM), Gravataí (RS) e Resende (RJ), que produzem diversos componentes, entre os quais painéis de instrumento e controle de ar. Ao todo, emprega 1,8 mil trabalhadores.

"Unindo forças, somando habilidades e aliando posições de liderança mundial em mercados-chave como segurança, chassis, sistemas de freios e eletrônica embarcada, estaremos bem posicionados para enfrentar a competição global e sermos lucrativos em todos os megamercados que integram nossas áreas de atuação", afirmou Wennemer.

A Continental informou que pagará 10,4 bilhões à vista pela VDO e vai repassar à Siemens a diferença de 1 bilhão em incentivos fiscais.
Último Segundo – 26/07/2007



Ford surpreende e tem lucro no 2º trimestre
A Ford anunciou nesta quinta-feira um surpreendente lucro no segundo trimestre depois de sete trimestres consecutivos de prejuízos, com ajuda de cortes de custos e reestruturação de seus principais negócios automotivos.

A montadora norte-americana, no meio de um processo de reorganização que inclui o fechamento de 16 fábricas e a demissão de até 45 mil pessoas, teve lucro líquido no segundo trimestre de US$ 750 milhões, ou US$ 0,31 por ação, contra prejuízo de US$ 317 milhões, ou US$ 0,17 por ação, um ano antes.

Excluindo itens extraordinários, o lucro da Ford foi de US$ 0,13 por ação, enquanto analistas esperavam, em média, prejuízo de US$ 0,37 por ação.
Invertia – 26/07/2007



Mercedes vende menos e lucra mais.
O lucro líquido da Mercedes chegou a US$ 1,661 bilhão no segundo trimestre, valor 74,5% maior em relação ao mesmo período de 2006. A empresa informou que o aumento foi devido à melhora da qualidade e das vendas do grupo, após a introdução do novo modelo do Classe C. As vendas entre abril e junho caíram 1,6%, para 320.200 unidades, em comparação aos mesmos meses do ano passado. O faturamento do Mercedes Car Group no segundo trimestre foi de US$ 17,388 bilhões, ficando estável em relação ao ano anterior. A divisão de caminhões da DaimlerChrysler (dona da Mercedes) vendeu, no segundo trimestre, 112.100 unidades, ou 15,3% a menos que em 2006
Automotive Business – 26/07/2007



ANFAVEA: acordo com o Uruguai é bom para o Mercosul
O acordo automotivo com o Uruguai, fechado ontem, deve vigorar até julho de 2008, quando se espera que os países do Mercosul terminem de negociar uma política automotiva comum. Ficou acertado entre os dois países o embarque de 6,5 mil veículos brasileiros - automóveis e comerciais leves - por ano para o Uruguai. Caminhões e ônibus não terão o controle por cotas. Já o Uruguai teve aumento da sua cota de exportação de caminhões para o Brasil, de 800 para 2.500 unidades por ano. Também poderá enviar para cá 22 mil veículos - 20 mil comerciais leves e 2 mil carros blindados - , além de US$ 100 milhões de autopeças. Apesar de ser um mercado pequeno, o acordo será bom para o Brasil e o Mercosul, avalia a Anfavea.
Automotive Business – 26/07/2007




CONSUMER

Samsung obtém benefício para monitor em SP
A guerra fiscal entre Amazonas e São Paulo, que começou no início deste ano, começa a produzir seus efeitos práticos. A Samsung Eletrônica da Amazônia obteve ontem a aprovação oficial do governo federal para usufruir dos benefícios fiscais previstos na Lei Geral de Informática. Com isso a empresa pode dar início à produção de monitores em sua fábrica de Campinas, conforme antecipou o Valor na edição do dia 7 de março. A transferência de parte da produção da Zona Franca de Manaus para São Paulo veio na esteira da decisão do governo paulista de elevar a alíquota de ICMS na venda de monitores procedentes da região de 12% para 18%. Esta medida beneficiava a principal concorrente da Samsung, a LG Electronics, que é a única fabricante de monitores instalada em São Paulo. Juntas, elas são donas de 70% do mercado brasileiro de monitores.

O processo produtivo básico (PPB) da Samsung, para uso dos benefícios, foi aprovado por meio de uma portaria interministerial publicada ontem no Diário Oficial da União e assinadas pelos ministros da Ciência e Tecnologia, Fazenda e Desenvolvimento. Outras duas empresas também tiverem seus PPBs aprovados ontem: a Microtécnica Informática e a Flextronics. A Flextronics tem hoje fábricas em São Paulo e no Amazonas, mas ainda não produz monitores no Brasil. Segundo um executivo da empresa, os potenciais clientes pediram que a empresa viesse a São Paulo para produzir monitores justamente em função desses benefícios. "Não existe previsão para o início da produção, mas a aprovação do PPB é um dos últimos passos neste processo", diz o executivo. A empresa vai produzir monitores sem marca própria e os revenderá para outras grandes marcas.

Os governos de São Paulo e do Amazonas continuam em negociação para dar um equilíbrio fiscal entre os dois Estados. A Fazenda paulista publicou uma resolução neste mês em que prevê a prorrogação da entrada em vigor da nova alíquota do ICMS para outubro. Até então, o governo paulista vinha fazendo prorrogações mensalmente e a decisão de estender o prazo por três meses dá o tempo necessário à Samsung para instalar sua produção. Algumas fontes próximas às negociações dizem que os dois governos já chegaram a um acordo. Mas, em sua justificativa para estender o prazo, a Fazenda paulista diz que publicou a resolução para que um estudo de equilíbrio fiscal que está sendo feito com o Estado do Amazonas seja concluído.

Fontes próximas à Samsung dizem que a produção em São Paulo servirá somente para abastecer o Estado e que a empresa não deixará o Amazonas - pelo contrário, teria intenções de ampliar linhas de produção no Estado. A empresa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá se manifestar sobre o assunto. O Valor apurou, entretanto, que parte da linha de produção de celulares da Samsung foi recentemente desativada em Campinas e deverá ser readaptada para a produção de monitores.

Diante do novo cenário, quem, por enquanto, fica em piores condições que a concorrência é a chinesa AOC, cuja produção de monitores fica em Manaus. Apesar de todos os benefícios fiscais da Zona Franca, a elevação da alíquota de ICMS para 18% na venda de monitores em São Paulo - principal mercado consumidor do país - deixa a empresa em desvantagem competitiva. Isso porque tanto Samsung quanto LG, por estarem enquadradas na Lei de Informática, passam a usufruir não só dos incentivos federais como também passam a ter direito aos incentivos estaduais.

As normas tributárias do Estado de São Paulo prevêem uma série de incentivos para as empresas enquadradas na Lei de Informática, como uma alíquota especial de ICMS de 7%. Além disso, as empresas contam com um crédito outorgado de ICMS de 7% que, na prática, zera a alíquota na venda das mercadorias no Estado de São Paulo. Na esfera federal, o principal benefício da Lei de Informática é uma redução de 80% de IPI. A Portaria Interministerial nº 484, publicada ontem no Diário Oficial e que beneficia a Samsung, diz que também fica assegurada a manutenção e utilização do crédito do IPI relativo às matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem empregados na industrialização dos monitores. A portaria prevê ainda que a empresa terá os benefícios fiscais na produção dos acessórios, sobressalentes, manuais de operação, cabos para interconexão e de alimentação que acompanhem o monitor.

O fim da guerra fiscal entre os dois Estados é de interesse não só dos governos mas também das empresas. Isto porque existe uma ameaça velada de se levar o caso à Justiça. No início deste ano, o governo paulista revogou e, em seguida, reeditou todos os benefícios fiscais concedidos às empresas instaladas no Estado para evitar que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgasse uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin). Com a revogação dos dispositivos legais, a Adin perdeu o objeto.
Valor – 27/07/2007



HP mantém liderança nas vendas de PCs no mercado mundial, indica IDC

A HP manteve o ritmo de crescimento no mercado de PCs no segundo trimestre, de acordo com dados da IDC. Segundo o instituto de pesquisas, a fabricante ampliou a participação nas vendas mundiais de PCs, alcançando uma parcela de 19,3% do mercado. As vendas mundiais de microcomputadores da companhia cresceram a uma taxa de 36,5% em relação ao ano passado, cerca de três vezes mais que o crescimento global do setor, que foi de 12,5% no mesmo período.

O crescimento da participação da HP no mercado dos Estados Unidos foi de 26%, mais do que o triplo da média do crescimento do mercado regional no segundo trimestre. A HP conquistou 23,4% do market share, que era de 20% no mesmo período em 2006.

Os resultados do período marcam o oitavo trimestre consecutivo em que a HP cresce mais rápido do que o mercado global de PCs. Ao mesmo tempo a empresa registrou lucro operacional recorde da unidade de negócios de PCs, divulgado recentemente no relatório de balanço do segundo trimestre fiscal.

“Das grandes companhias a estudantes do nível secundário, clientes de todos os segmentos de mercado demonstram uma forte preferência pelos PCs da HP”, afirmou Todd Bradley, vice-presidente executivo do Grupo de Sistemas Pessoais da HP.
TI Inside – 24/07/2007

Mais de 60% dos consumidores querem conectar TV à internet

Projeções feitas pela iSuppli, empresa americana de pesquisa e consultoria na área de tecnologia, apontam que as vendas mundiais de dispositivos de rede equipados junto com PCs e de bridges e gateways de redes domésticas devem alcançar 732,9 milhões de unidades em 2011, o que vai representar mais do que triplo dos 225,3 milhões de unidades comercializadas no ano passado. Esse crescimento exponencial é atribuído pela empresa ao avanço no mercado de serviços que integram internet e TV.

De acordo com o estudo, com o aumento da demanda por serviços de IPTV e do chamado entretenimento multiroom baseado em DVR (Digital Video Recorder) as operadoras de TV a cabo, de satélite e de telecom devem passar a considerar uma variedade de novas tecnologias de alta velocidade para redes residenciais, que variam do tradicional cabo coaxial (Moca, HPNA, Hana) a redes sem fio Wi-Fi, padrão 802.11n.

O estudo indica, também, que os fabricantes de aparelhos de TV e outros eletroeletrônicos de consumo devem passar a incorporar a tecnologia IP em seus produtos para permitir o acesso do usuário a portais na internet baseados em novas mídias.

Ainda de acordo com a iSuppli, os chamados mercados emergentes, como o da Índia e de países da América do Sul, experimentarão um ligeiro crescimento no uso de redes domésticas, apesar da forte expansão da banda larga. O estudo diz que as redes residenciais nesses mercados serão usadas primeiramente para a conexão de notebooks a redes de banda larga.

A aceitação do consumidor da TV como parte do ambiente digital de entretenimento deve abrir margem para o crescimento de novos produtos e serviços, como o Apple TV, o Windows Media Center e o console de videogame de terceira geração Xbox 360.

O levantamento da iSuppli mostra que o número de consumidores que gostariam de conectar suas TVs à internet alcançou 60%. A empresa de pesquisa concluiu que o interesse por produtos que possibilitem essa integração deve ajudar a impulsionar as vendas de dispositivos de rede nos próximos anos.

De acordo com a pesquisa, 61% dos consumidores, quando perguntados se desejam conexão com a internet em suas TVs, responderam afirmativamente, número que saltou para 71% quando considerado apenas o consumidor masculino.
TI Inside – 25/07/2007

Lucro da Apple aumenta 73% no 3º trimestre fiscal
Os resultados das vendas do iPhone, que ficaram bem abaixo das estimativas da Apple, ainda não aparecem no balanço do terceiro trimestre fiscal de 2007 da companhia, que teve um excelente desempenho no período. O lucro líquido da fabricante foi de US$ 818 milhões, 73% superior aos US$ 472 milhões obtidos em igual trimestre do exercício anterior. A receita ficou em US$ 5,41 bilhões, 24% maior que a do terceiro trimestre fiscal do ano passado.

O relatório do balanço informa que a Apple vendeu 9,82 milhões de iPods entre abril e junho, o que representou um crescimento de 21% em relação ao ano passado. As entregas de computadores Macintosh somaram 1,76 milhão, 33% mais que no mesmo trimestre de 2006. O volume superou as previsões da companhia em 150 mil computadores. A receita com iPods ficou em US$ 1,57 bilhão.

Embora o número de iPhones vendidos não apareçam no balanço, em comunicado, o executivo-chefe da Apple, Steve Jobs, disse que a companhia espera encerrar o quarto trimestre fiscal, que termina em setembro, com 1 milhão de aparelhos vendidos.

Para o quarto trimestre fiscal, a Apple trabalha com a estimativa de receita de US$ 5,7 bilhões e um ganho para os acionistas por ação diluída de US$ 0,65.
TI Inside – 25/07/2007



AOC planeja vender 2,5 milhões de monitores em 2008.
O vice-presidente de Marketing da AOC Brasil, Maurízio Laniado, diz que o maior desafio da companhia - que tem sua receita 100% na produção dos monitores, é a de reforçar a marca AOC no mercado nacional, num momento em que o monitor está, praticamente, virando commoditie.

Ainda assim, Laniado descarta entrar numa 'guerra de preços' com os concorrentes. "Vivo desse produto. Não vou fazer nenhuma estratégia errada", afirmou. Para 2008, expectativa da AOC é vender 2,5 milhões de monitores, sendo que 100% no modelo LCD.

"Os monitores de tubo, este ano, já vão representar apenas 20% das nossas vendas no Brasil. Os monitores LCD detêm 80% da preferência do mercado. Em 2007, a AOC deverá produzir 2,1 milhões de monitores", disse Laniado ao Convergência Digital.

Com relação à acirrada competição no mercado de monitores, especialmente, com os fabricantes asiáticos, já que a AOC, pertence ao grupo TPV (Top Victory Electronics) de Taiwan, Laniado assegurou que a empresa, há 10 anos atuando no País, não vai entrar numa 'guerra de preços'.

"Monitor é quase um commoditie e comos vivemos tão somente da fabricação deles, temos que inovar. Essa é a marca da AOC. Apresentar produtos diferenciados e exclusivos. Preço, é claro, faz a diferença, e estamos ampliando nossa rede de canais, mas não vamos fazer nenhuma ação predatória", assegurou Laniado. Uma idéia é apostar mais no mercado corporativo e também nas vendas via Internet.

Questionado sobre investimentos no Brasil - há uma possibilidade de ampliação da fábrica, instalada em Manaus, caso a demanda permaneça aquecida - o executivo disse apenas que, até hoje, a AOC investiu mais de US$ 30 milhões no País.

Sobre a ampliação da fábrica, o executivo fez questão de frisar que todos os aportes ligados à manufatura serão em Manaus. "É uma área crucial para nós e não temos a menor intenção de deixar o Pólo". Toda a produção local é internada no País.

"Exportações estão fora da nossa estratégia neste momento porque há uma demanda, e também, porque a fábrica é para o Brasil", explicou Laniado. O executivo praticamente decretou a "morte" dos tradicionais monitores de tubo em 2008.

"Tenho quase certeza que 100% da minha produção será de monitores LCD. Eles otimizam e têm características mais eficientes, e claro, teremos também uma redução nos custos", completou o vice-presidente da AOC.

Os principais concorrentes da AOC no mercado são a HP, a LG, a Samsung e, mais recentemente, a Acer. Expectativa é que o mercado brasileiro venda aproximadamente oito milhões de monitores este ano.

Convergência Digital – 25/07/2007



IDENTIFICATION

Cidade americana prepara praia 'hi-tech'.

A cidade de Ocean Beach, no Estado norte-americano de Nova Jersey, terá à disposição dos cidadãos diversas tecnologias ligadas à Internet. Dentre elas, acesso Wi-Fi em todo o município e controle do acesso à praia (que é pago) por pulseiras com chips RFID (Radio Frequency IDentification).
Segundo o site Network World, a cidade quer implantar uma grande rede municipal de comunicação sem fio. Além do uso óbvio como acesso à Internet pelos cidadãos, a rede vai facilitar as comunicações e a integração digital de toda a economia local. O objetivo é economizar em telefonemas, celulares e linhas de acesso rápido à Internet por fio (ADSL, cabo), além de aumentar a eficiência das comunicações.

Quanto ao controle de acesso à praia, atualmente os banhistas têm que carregar bilhetes de entrada que comprovam o pagamento da taxa de uso da praia - US$ 5 por um dia, US$ 10 por uma semana e US$ 20 pelo verão todo. Com a rede sem fio, os banhistas receberão pulseiras à prova d'água com chips RFID, tornando o controle automático.

Só em 2006, a prefeitura gastou mais de US$ 282 mil em salários para os 170 inspetores que conferem os bilhetes, número que seria drasticamente reduzido com a nova tecnologia. O acesso à praia por RFID ajudaria ainda a resolver um outro problema antigo: os estudantes que cabulam aula para ir à praia podem ser facilmente rastreados, para alívio dos pais preocupados.

A tecnologia também pode ajudar a prevenir seqüestros e desaparecimentos de crianças na praia. Quem tem filhos pequenos poderia sintonizar sua pulseira RFID com a deles. Assim, se um menor de idade atravessar os portões da praia sozinho ou na companhia de um adulto desconhecido, os pais seriam avisados por celular.

A municipalidade dispõe de US$ 3 milhões para gastar com a rede sem fio e tecnologias associadas. Vários jornais e agências de notícias nos Estados Unidos divulgaram a iniciativa da cidade, alguns com certa ironia. O jornal USA Today, por exemplo, reproduziu notícia da Associated Press sugerindo que as latas de lixo da cidade poderiam avisar aos coletores quando estivessem completamente cheias e, portanto, precisando de atenção.

Outros usos seriam o débito automático de pequenas compras (lanches ou acesso à praia) pela própria pulseira RFID direto da conta corrente do veranista e a verificação de em que lugar da praia (ou de qualquer ponto da cidade) haveria mais pessoas, enviando para lá reforço policial para a manutenção da ordem.
Terra – 26/07/2007



Gemalto apresenta diretor comercial para AL
Luis Cohen é o novo diretor comercial da Gemalto para a América Latina. O executivo ocupava antes o cargo de diretor de vendas para o Brasil e era responsável pelos segmentos de bancos, transportes e segurança digital.

Na nova função, o diretor, formado em engenharia de telecomunicações pela Universidade Federal Fluminense e pós-graduado em administração de empresas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, ampliará sua atuação para todo o cone Sul do continente americano.
Decision Report – 26/07/2007


INDUSTRIAL

Indústria de SP acomoda-se em junho, mas 1o semestre positivo
A atividade industrial de São Paulo passou por uma acomodação em junho, mas registrou taxa significativa de crescimento no primeiro semestre. O desempenho deixa o setor no caminho para encerrar 2007 acima do patamar do ano passado, segundo dados divulgados nesta terça-feira.

A atividade recuou 0,3 por cento em junho ante maio, com ajuste sazonal. Sem ajuste, houve queda de 3,0 por cento no nível da atividade, de acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado (Ciesp).

"É uma acomodação, é algo que costuma acontecer. O crescimento nunca é uma linha contínua... Nesse mês (a indústria) andou de lado", disse Boris Tabacof, diretor de economia do Ciesp.

Paulo Francini, diretor econômico da Fiesp, lembra que junho contou com um menor número de dias úteis, o que também colaborou para a taxa negativa. "Esse número não indica nenhum sinal de alerta."

Frente a junho do ano passado, a atividade cresceu 3,1 por cento.

As entidades mantiveram as projeções para a expansão da indústria paulista em 2007, em 4,5 por cento no caso do Ciesp e em 4,0 por cento na avaliação da Fiesp.

No primeiro semestre, o setor acumulou crescimento de 4,0 por cento. Tabacof lembra que o segundo semestre costuma ser mais forte para a indústria, já que compreende as festas de final de ano.

Segundo ele, para que a atividade encerre o ano com alta de 4,5 por cento, será necessária uma média mensal de crescimento de 1 por cento em relação a igual período de 2006.

Em junho, os setores que menos produziram foram Móveis e indústrias diversas, com queda de 1,8 por cento sobre maio, com ajuste sazonal, e Veículos automotores, com baixa de 0,3 por cento.

O primeiro foi influenciado pelo dólar baixo e o segundo sofreu, principalmente, com o menor número de dias úteis, segundo as entidades.

A utilização da capacidade instalada da indústria paulista atingiu em junho 83 por cento, ante 82,6 por cento em igual mês de 2006 e 83,9 por cento de maio.

As vendas reais do setor declinaram 0,6 por cento mês a mês, sem ajuste sazonal, mas subiram 1,6 por cento em relação a junho de 2006, acumulando no ano avanço de 4,2 por cento.
Terra – 24/07/2007



Bematech usa captação para aquisições
Empresa quer ampliar a produção na nova fábrica em São José dos Pinhais, no Paraná, de 10 mil para 20 mil equipamentos por mês

A Bematech, fabricante de equipamentos e sistemas de automação, vai se concentrar em fazer novas aquisições nos próximos dois anos para sustentar seu plano de expansão. Depois de abrir capital em abril, a empresa planeja comprar duas a três companhias no mercado de hardware e de sistemas comerciais até o final do ano, ritmo que deve ser mantido em 2008. O foco é a consolidação na área de automação comercial, segundo o diretor de assuntos corporativos, Marcelo Coppla.

A empresa não fornece detalhes das negociações, mas informa que a intenção é explorar o conceito chamado de "one stop shop", tendo ofertas completas de automação comercial (hardware, software e serviços), que representam menos de 5% dos negócios. Atualmente a maior parte da receita (64%) vem de hardware, principalmente impressoras fiscais e não-fiscais. Os serviços representam 25,6% e os softwares participam com 10,6%.

Coppla afirma que os R$ 274 milhões captados com a oferta primária de ações serão usados para aquisições, lançamentos de produtos, investimentos em infra-estrutura, eventos de marketing e para quitar os compromissos com o lançamento de ações e com as compras realizadas. No final de 2006, a Bematech anunciou a aquisição da Gemco e da C&S, que desenvolvem software de gestão para o varejo, e da prestadora de serviços GSR7. Na época, a empresa informou que as compras elevariam seu faturamento para R$ 300 milhões em 2007. No ano passado, a empresa obteve receitas de R$ 192 milhões.

No primeiro trimestre, a receita líquida cresceu 42,3%, para R$ 54,3 milhões. Mas apesar do aumento da receita, a empresa sentiu o peso das compras e das despesas relativas à abertura de capital e fechou seu balanço no período no vermelho. O prejuízo líquido foi de R$ 3,8 milhões contra um lucro de R$ 298 mil apurado no primeiro trimestre 2006. "O impacto desse tipo de operação (abertura de capital e compras) perdura no balanço por um a dois trimestres" diz Coppla. Em compensação, o ritmo de produção cresceu 61%, para 29 mil peças.

A meta, de acordo com Coppla, é elevar a produção da nova fábrica, inaugurada em dezembro do ano passado em São José dos Pinhais (PR) com investimentos de R$ 2,5 milhões, de 10 mil para 20 mil equipamentos por mês.

De acordo com o executivo, a renovação do parque de equipamentos no varejo é um dos fatores que devem impulsionar o crescimento. Esse movimento ganha força por conta do aumento da atividade econômica e da entrada no mercado de novas gerações de impressoras, que permitem armazenagem de dados eletronicamente. A reposição já responde por 30% das vendas do setor. O mercado de automação comercial movimenta R$ 1 bilhão no Brasil e vem crescendo a taxas de 15% a 20% ao ano, segundo Coppla.

Maior fornecedora de impressoras fiscais do País, com 62% de participação, a Bematech concorre com empresas como Urmet-Daruma, Sweda e Elgin. Com uma carteira de 350 mil clientes e presente em 1,9 mil revendas, a fabricante atende empresas como O Boticário, Burger King, Magazine Luiza, Colombo, Ponto Frio e McDonald´s.

Apesar do foco no mercado brasileiro, a Bematech também quer expandir as operações internacionais, que hoje representam menos de 2% dos negócios. Com presença na Argentina, Estados Unidos e Taiwan, inaugurou há três meses uma filial em Berlim, na Alemanha, para atender Europa e África. A meta é elevar as exportações a 10% das receitas em uma década.

Criada em 1990, a empresa possui hoje 58,63% do seu capital no mercado. Marcel Malczewski e Wolney Betiol, os dois sócios fundadores da empresa, que nasceu em uma incubadora em Curitiba, passaram a deter 9,97% de participação cada um após o lançamento da companhia no Novo Mercado.

IT Web – 26/07/2007


TELECOM

Ericsson reverte decisão de fechar fábrica no Brasil com 3ª geração de celular.
A Ericsson cogitou fechar sua unidade produtiva no Brasil, instalada em São José dos Campos (SP) há 52 anos, mas reverteu a decisão junto à matriz diante da perspecticva de novos negócios vislumbrados com a chegada da terceira geração de celular.

A companhia de origem sueca só tem quatro unidades fabris no mundo: na própria Suécia, na China, no Brasil e, recentemnete, na Índia. "A Ericsson produz equipamento no País há 52 anos, mas este ano ficou preocupada" com a queda no volume de pedidos, segundo Lourenço Pinto Coelho, vice-presidente comercial e de marketing.

Segundo ele, os investimentos na segunda geração de telefonia móvel caíram muito e o movimento foi sentido na unidade de São José, onde a Ericsson fabrica equipamentos de transmissão, suítes para telefonia fixa e móvel e estações radiobase.

De acordo com o executivo, a companhia tem procurado compensar parte da queda no volume de pedidos internos com exportações. "Mas só as vendas externas não mantêm uma fábrica. Se fosse só para exportar, seria mais fácil fazer isso da China", ponderou.

A companhia, entretanto, diante da colocação do edital de terceira geração em consulta pública, espera agora que novos negócios aconteçam ainda este ano.

"As operadoras que têm certeza de que vão comprar licenças podem começar a implantar a rede antes mesmo de assinar contratos", acredita o executivo. "Com essa luz no fim do túnel, conseguimos manter a infra-estrutura do Brasil", afirmou.

A Anatel espera realizar o leilão entre novembro e dezembro deste ano. A partir da assinatura de contrato, as operadoras têm 12 meses para iniciar a oferta ao consumidor, mas algumas operadoras querem questionar as exigências de cobertura que a Anatel sugere no edital ainda provisório, colocado em consulta na semana passada.
Computer World – 26/07/2007

Receita com venda de celular cai no trimestre, mas smartphone pode mudar o quadro.
Uma pesquisa da Infonetics Research mostra que, na medida em que cresce o volume de celulares vendidos em todo mundo, cai a receita alcançada diante da queda dos preços, fruto da economia de escala.

A crescente popularidade dos smartphones, entretanto, pode reverter esse quadro, gerando um novo alento aos fabricantes de aparelhos, segundo o estudo.

As vendas de celulares no primeiro trimestre de 2007 atingiram 35,5 bilhões de dólares, uma redução de 13% em relação ao montante alcançado no último trimestre de 2006.

A receita com a venda de smartphones, entretanto, cresceu 10% no mesmo período, fazendo com que esses aparelhos representem 18% do total de unidades vendidas, segundo o estudo.

"Até o momento, as vendas de smartphones estavam direcionadas aos usuários corporativos, mas o lançamento do iPhone da Apple e do BlackJack da Samsung, smartphones com apelo ao consumidor final, pode mudar essa tendência e alterar a dinâmica do mercado de telefonia móvel", disse Richard Webb, analista diretor Infonetics Research, no comunicado distribuído à imprensa.

Mesmo assim, o instituto prevê queda na receita mundial com a venda de aparelhos para os próximos anos. Em 2010, por exemplo, a estimativa da Infonetics é que a receita global alcance 117,5 bilhões der dólares, uma redução de 18% em relação a 2006.

Da receita total com celulares no ano passado, 20% foram nos Estados Unidos, 34% na Europa, Oriente Médio e África, 36% na Ásia Pacífico e 10% no Caribe e Améria Latina.
Computer World – 26/07/2007



Oi ainda tem esperanças de conseguir comprar Way TV
A Oi ainda tem esperanças de assumir o controle da Way TV, operadora de TV a cabo que atua em quatro cidades de Minas Gerais. A Oi foi a única a apresentar proposta pela empresa em um leilão realizado em junho de 2006, mas a Anatel vetou a conclusão da compra.

Segundo José Luis Salazar, diretor financeiro e de relações com investidores da Oi, a companhia "continua querendo comprar a Way TV", mas isso "não inviabiliza buscarmos opções em outras regiões do País" para a oferta desse serviço.

A Oi entrou com uma representação na Anatel pedindo a reversão da decisão, mas até agora não teve resposta. O órgão regulador alega que o contrato de concessão da Oi impede que ela atue em TV a cabo na sua região, o que aconteceria se ela comprasse a Way TV, de Minas Gerais.

A operadora afirma que a convergência de serviços é uma demanda dos clientes "que querem cada vez maior conveniência", disse Salazar, em teleconferência com os jornalistas.

Por isso, a Oi também fechou uma parceria de venda conjunta com a Sky, mas, apesar do anúncio ter sido feito à imprensa no início de fevereiro, Salazar informou que as vendas só começaram em março e somente nas cidades do Rio de Janeiro e Niterói.

"Estamos tendo muito cuidado porque essa parceria é muito importante para a gente", afirmou Salazar. Por isso, ele disse ainda ser prematuro falar em resultados do acordo de venda conjunta entre as duas empresas.

A Oi também prepara o lançamento do serviço de IPTV, com o qual poderá vender vídeos sob demanda para seus assinantes de banda larga. Ela fechou com a Nokia Siemens o primeiro contrato de IPTV da América Latina, cujo lançamento, inicialmente no Rio de Janeiro, deve ocorre até o final deste ano.

De acordo com Salazar, a companhia estima um investimento "em torno de 150 milhões de reais" para IPTV, mas não divulga o valor do contrato com a Nokia Siemens e nem detalhes da negociação com a fornecedora.
Computer World – 26/07/2007



João Cox, da Claro: “Boa sorte para a Tim”

De acordo com o presidente da Claro, clientes querem telefonia móvel, e operadora não terá tarifas diferenciadas para ligar para fixos

Ao contrário das ofertas que convergem telefones fixos e móveis criadas pela Oi (ex-Telemar) e, mais recentemente pela Tim, por meio do Tim Casa, a Claro não deve criar planos específicos para este mercado. "Os clientes querem telefonia móvel, não fixa. Mas é uma estratégia que a Tim tem. Boa sorte a eles", afirmou o presidente da Claro, João Cox, durante encontro com jornalistas para divulgação do balanço da operadora.

Segundo ele, a Claro não tem expectativa de lançar planos de tarifas alternativas para ligações para telefones fixos. "Eu acredito que com o 3G será criado um novo patamar, e haverá espaço para a redução de tarifas", disse ele, referindo-se ao ganho de produtividade que as operadoras terão com a capacidade de transmitir maior quantidade de informação em um mesmo canal através da faixa de freqüência utilizada pela terceira geração.

Ainda sobre a 3G, Cox disse que não leu o edital que está em consulta pública, mas avalia que a questão principal não é o investimento que deverá ser feito pelas operadoras, mas a rentabilidade sobre as vendas, por conta das exigências com relação à cobertura do serviço. "Quase 90% das cidades brasileiras têm cobertura celular, temos que estar atentos à causa dos 10% não terem", disse.

Reforçando a estratégia da operadora de focar no atendimento aos clientes, Cox afirmou que o "negócio da telefonia móvel é servir aos clientes, não vender aparelhos". Ele não deu sinais, no entanto, de que a operadora deverá reduzir os subsídios na venda de aparelhos, ou parar com a oferta de celulares gratuitos. Sobre a venda de aparelhos desbloqueados, Cox afirmou que a Claro já disponibiliza aparelhos assim, com preços mais altos dos que os bloqueados.

Sobre a possibilidade de compra da Telemig Celular, Cox reforçou que esta é uma decisão dos acionistas da Claro, que deverá levar em conta a confiança na gestão da empresa e, o valor pedido pelos acionistas da operadora mineira.

IT Web – 25/07/2007



Fraca procura pelo iPhone derruba ações da Apple em quase 5%
As ações da Apple tiveram queda de quase 5% nesta terça-feira (24/7) na bolsa eletrônica Nasdaq, após a AT&T ter divulgado o número de usuários do iPhone, que ficou abaixo das estimativas dos analistas. Às 14h45 (horário de Brasília) as ações da empresa estavam em queda de 2,64%, sendo negociadas a US$ 139,85, e tendo chegado a US$ 136,55, após uma queda de 4,98%.

A AT&T, operadora exclusiva dos serviços de telefonia do iPhone, informou que registrou 146 mil ativações de linhas de usuários do aparelho nos dois primeiros dias de vendas do produto, bem abaixo das estimativas de que mais de 500 mil aparelhos seriam comercializados.

Segundo a CIBC World Markets, a procura pelo iPhone tem registrado uma queda significativa nos últimos dez dias.

A Apple e a AT&T atraíram longas filas de fãs de tecnologia a suas lojas quando o iPhone, um misto de telefone celular, tocador de músicas e vídeos digitais e computador de bolso com acesso à web, começou a ser vendido nos Estados Unidos no dia 29 de junho. Mas as estimativas tanto das empresas quanto dos analistas não se cumpriram.
TI Inside – 26/07/2007