27/06/2007

GERAL

Oito empresas do PIM estão paradas por falta de insumos

Mais cinco fábricas do PIM (Pólo Industrial de Manaus) paralisaram parte de suas linhas de produção ontem, devido a greve dos fiscais federais agropecuários. A falta de insumos acarretou na suspensão temporária da Nokia, Sony, Siemens, Jabil e Perlos. A Samsung, Thomson Multimídia e a Eucoteq continuam com suas atividades interrompidas. Pelos cálculos do presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Maurício Loureiro, o prejuízo diário das oito empresas está entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões, aproximadamente.

Os servidores do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) são responsáveis pela liberação dos insumos oriundos da importação e os produtos acabados para exportação. Caso não seja liberado o volume de insumos necessários para a produção, hoje e amanhã outras empresas irão paralisar também. “O resultado da greve levou as empresas a mandarem para casa 4.000 trabalhadores diretos, e se contarmos com os fornecedores, transportadores e outras empresas de serviços, esse número se eleva para 10 mil”, completou Loureiro.

Outro problema apontado pelo presidente do Cieam é a quebra de contrato de fornecimento. Como não há liberação das mercadorias (produtos acabados) para exportação, algumas empresas locais perderam negócios. Foi realizada uma reunião ontem à noite na sede do Cieam, entre dirigentes e empresas visando encontrar uma solução.“Só nos resta o caminho da Justiça, pois o governo federal e os ficais agropecuários não entram em acordo. Nossa única esperança é fazer cumprir a legislação”, salientou Maurício Loureiro. No encontro com empresários de vários segmentos industriais, foi resolvido que amanhã será feito um pedido de liminar coletivo, com a finalidade de amenizar os prejuízos causados pela greve. “Enquanto isso, infelizmente, só temos que esperar”, destacou o representante das indústrias.

Segundo o gerente de desenvolvimento da Jabil do Brasil Indústria Eletroeletrônica, Celso Piacentini, cerca de 40% das linhas de produção da empresa já foram paralisadas, dentre elas o subconjunto painel frontal para aparelhos de áudio/vídeo e o subconjunto de celular. “Estamos parando a produção da empresa aos poucos, pois temos entre 80 e 90 processos sem liberação, sendo que, mensalmente, nossa média é de 500 a 700 documentos de importação autorizados”, afirmou o gerente. Piacentini apontou dificuldade em manter um setor funcionando por completo por falta de componentes. “Caso tenha uma peça necessária à produção em um destes contêineres, não resolve o problema”, disse, assegurando que entre 400 e 600 pessoas ficarão casa nesses dias.

Jornal do Commércio – 26/06/2007

Indústria eletroeletrônica reduz previsão de crescimento pela 3ª vez em 2007

A queda no segmento de telecomunicações levou as indústrias que atendem o setor eletroeletrônico brasileiro a reduzirem, pela terceira vez este ano, sua estimativa de crescimento de receita em 2007.

Depois de projetar uma elevação de 15% no faturamento no final do ano passado, elas revisaram a estimativa para 13% no começo deste ano e agora já projetam 12%, número adotado desde abril.

Isso porque os dados levantados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) para o primeiro trimestre do ano mostram uma elevação de 6% no faturtamento do setor.

Com exceção dos segmentos de telecomunicações e de utilidades domésticas, que registraram quedas de, respectivamente, 24% e 9% no trimestre sobre 2006, todos os setores elevaram suas receitas, ainda que em patamares inferiores aos esperados.

No caso de telecomunicações, segundo o departamento de estatísticas da Abinee, a queda na exportação de celulares aliada à falta de novos investimentos no mercado interno foram responsáveis pelo desempenho ruim.

As exportações de telefones móveis caíram 11% no período, para 518 milhões de dólares, e as companhias se queixam de não ter modelos de terceira geração disponíveis para exportar, uma vez que o País ainda não licitou essa nova etapa.

A demora no leilão de terceira geração e de banda larga pela tecnologia WiMax também emperram os investimentos das operadoras, que deixam os fabricantes sem pedidos. Por isso, a indústria que atende o setor de telecomunicações, que antes estimava crescer 8% este ano, agora já fala em queda de 3% na receita.

A receita da área de informática cresceu 14%. O segmento permanece beneficiado pela Lei do Bem, que isentou o PIS e a Cofins dos desktops e notebooks e facilitou o financiamento para a compra de PCs.

Outro fator citado pela Abinee foi o maior controle da Polícia Federal sobre o mercado cinza, que propicia a elevação da participação do mercado formal. Segundo dados da IT Data Consultoria, as vendas de PCs no 1º trimestre de 2007 foram de 2 milhões de unidades, 21% acima do mesmo período do ano anterior. Deste total 1,75 milhões de unidades foram de desktops (+14%) e 252 mil de notebooks (+130%).

Caso a indústria consiga crescer 12% no ano, seu faturamento irá alcançar 116,9 bilhões de reais neste exercício. Ainda que tenha reduzido a previsão de crescimento, as empresas mantêm planos de contratar 10 mil pessoas em 2007, elevando o total de empregados para 153 mil.

Computer World – 25/06/2007

BASF e IBM desenvolverão soluções químicas para fazer chips

O grupo químico alemão BASF e a companhia de informática americana IBM assinaram um acordo para desenvolver de forma conjunta soluções químicas para a indústria de semicondutores.

Segundo a BASF informou nesta sexta-feira, 22, as duas empresas querem fabricar materiais eletrônicos para futuros procedimentos da produção de novos chips de alta capacidade.

A BASF calculou que as novas tecnologias e produtos químicos poderão ser aplicados na indústria de microprocessadores da América do Norte, Ásia e Europa a partir de 2010. Segundo a BASF, que não deu detalhes financeiros da cooperação, o setor de semicondutores teve faturamento mundial de US$ 260 bilhões em 2006, 9% a mais que em 2005.

OESP – 22/06/2007

Microsoft comprará 0,8% de ações da fábrica de televisores chinesa Changhong

A gigante da informática Microsoft comprará 15 milhões de ações do fabricante de televisores chinês Changhong Electric por US$ 12,3 milhões, informou hoje a agência de notícias "Xinhua". Com a compra das ações, avaliadas em US$ 0,82 cada, a Microsoft terá 0,8% da Changhong, um dos principais fabricantes de televisores do país.

A empresa chinesa anunciou recentemente que quer arrecadar US$ 327 milhões com a venda de 400 milhões de ações para desenvolver sua linha de televisores de plasma.

Na semana passada, as especulações na Bolsa de Valores após esta notícia fizram as ações da Changhong subir em 9,97% até US$ 1,30.

No dia 15, a Microsoft assinou um memorando de entendimento com a Changhong para cooperar na fabricação de produtos que conectam televisores com computadores e internet, segundo uma nota divulgada pela "Xinhua".

Em 2004, as duas empresas assinaram um acordo para colaborar no setor multimídia, visto pela Changhong como uma oportunidade para consolidar e desenvolver sua fatia de mercado no país. EFE st pa

Último Segundo – 22/06/2007

Techday reúne desenvolvedores de tecnologia

Durante todo o dia de ontem representantes dos principais pólos tecnológicos do país se reuniram na Flextronics, em Sorocaba, para debater as tendências de mercado. O 2º Techday também serviu para que empresas exibissem desde equipamentos que revolucionarão a forma de produzir nas indústrias, até aqueles que devem se tornar sucessos de vendas.

O gerente da Flextronics, Josias de Souza, explica que a intenção do Techday é mostrar para investidores que Sorocaba tem potencial para se tornar um pólo de desenvolvimento tecnológico, a exemplo de Campinas e São Carlos.

Na abertura do evento, o prefeito Vítor Lippi afirmou que o governo municipal tem interesse em atrair empresas de tecnologia. “Novas empresas poderão fomentar negócios e empregos, além de fornecerem soluções em tecnologia para empresas locais que atualmente recorrem a outras cidades”.

A empresa M.A.R., de Mogi das Cruzes, exibiu novidades em robótica. Uma delas é um robô que faz os movimentos de um braço humano, mas com velocidade muito superior a de qualquer ser humano. Nas demonstrações, o robô se mostrou eficiente em atividades muito diferentes, como a fabricação de faróis automotivos ou colocar delicados bombons em uma caixa. Enquanto uma pessoa treinada e motivada guardaria 50 bombons por minuto, a máquina faz o mesmo movimento até 240 vezes no mesmo período de tempo.

Para o diretor técnico da empresa, André Constantinou, a robótica irá substituir trabalhadores nas linhas de produção, mas em contrapartida criará oportunidades para profissionais que buscarem maior qualificação. “A evolução tem que acontecer. Se hoje não usássemos tratores para fazer a colheita do milho, provavelmente nunca o encontraríamos em um supermercado”, afirma.

Fotografia em papel está com os dias contados No último Dia dos Namorados várias lojas do Brasil – físicas e virtuais – fizeram o lançamento oficial e simultâneo do porta-retratos digital, que tem tamanho 10x15cm e exibe aleatoriamente, em uma tela de cristal líquido, milhares de fotos digitais armazenadas em um cartão de memória.

No Techday, a empresa NXP apresentou o aprimoramento desse equipamento, que pode roubar de telefones celulares e reprodutores de MP3 o título de presente mais vendido do Natal desse ano.

O novo porta-retratos digital permite que uma pessoa altere as fotos exibidas de qualquer computador, sem a necessidade de conectar cabos. “Você pode dar o porta-retrato digital de presente para a sua mãe e da sua casa você usa o computador para trocar as fotos semanalmente ou no intervalo que desejar. O porta-retratos pode estar em outra cidade ou mesmo do outro lado do mundo e as fotos exibidas são aquelas que você seleciona no seu micro”, explica o assistente técnico Rodrigo Schadeck.

Até o Natal a previsão é que o recém-lançado porta-retratos barateie e esteja custando cerca de R$ 300. O preço pode chegar a mais de R$ 1 mil para a versão com cartão de memória para até 20 mil fotos.

Outro equipamento que promete fazer os aficcionados por tecnologia salivarem é o DMA (Digital Midia Adapter), que transmite os arquivos via wireless (sem fio) do computador para o televisor. O DMA trabalha conectado ao televisor e, quando ligado, faz a varredura dos arquivos presentes no computador em que estiver instalado seu emissor de dados. “Qualquer pessoa que não entende nada de informática pode ligar seu televisor e ver fotos, ouvir músicas e ver filmes que estão salvos no computador. A tendência do futuro é agregar diversas funções em menos equipamentos”, explica o gerente da NXP Carlos Paschoal.

Bom dia Sorocaba – 22/06/2007

AUTOMOTIVO

Fiat fabricará no Brasil novo carro de baixo custo

A italiana Fiat disse nesta quinta-feira que levará a cabo seus planos de projetar um carro de baixo custo que pretende fabricá-lo no Brasil, juntando-se a um crescente número de montadoras que buscam competir com o sucesso do Logan, da Renault .

'Esta será nossa resposta ao Logan', disse o presidente-executivo Sergio Marchionne em um discurso durante cerimônia na qual recebeu um prêmio.

Marchionne disse na quinta-feira que a Fiat construirá o carro no Brasil e pode expandir a produção para China, Índia e Turquia, onde a empresa possui fábricas. Ele disse que o carro seria sucessor do Palio, um dos mais importantes automóveis do mercado.

Marchionne reiterou que o carro não seria feito com a Tata Motors, parceira da Fiat na Índia que está trabalhando em carros de baixo custo.

Na semana passada, ele havia dito a repórteres em uma feira de carros em Genebra que a gerência da Fiat estava considerando a idéia desse tipo de automóvel, mas ainda não havia tomado uma decisão final.

A Renault obteve grande sucesso com o Logan, que custa cerca de 6.000 euros em sua forma mais básica.

A montadora francesa planeja lançar o próximo modelo do Logan no Brasil ainda em 2007, antes de levá-lo ao mercado europeu, em 2008.

Já a japonesa Toyota Motor disse estar perto de criar um protótipo de carros de baixo custo, vendo um enorme mercado potencial entre interessados em transporte barato e básico.

Segs – 26/06/2007

As mudanças que a FORD fez no Fiesta Trail

A Ford lançou o Fiesta Trail com apêndices da chamada linha aventureira em lugar do anterior kit. Retirou, acertadamente, o quebra-mato. O carro manteve quase intacta sua reconhecida e boa dirigibilidade. Transformando-se em versão de fábrica (R$ 5.000,00), não deverá haver a desvalorização anterior de quando era um mero conjunto de acessórios.

Automotive Business – 26/06/2007

Um novo ciclo de investimentos no setor automotivo

A jornalista Cleide Silva escreve no Estadão de sábado, 23, que o setor automotivo deve iniciar novo ciclo de investimentos no Brasil, com a construção de novas fábricas. Muitos fabricantes operam no limite e terão de ampliar a capacidade para dar conta de uma produção de 3,1 milhões de veículos em 2008. Para evitar gargalos ou um apagão no fornecimento de peças, só os fabricantes de componentes terão de investir até R$ 2,4 bilhões já a partir deste ano. Flavio Del Soldato, conselheiro do Sindipeças, disse à jornalista que o setor de autopeças espera atingir uma produção acima de 3 milhões de unidades daqui a três anos. Em pesquisa realizada pela entidade, 77% das 115 empresas consultadas manifestaram a intenção de investir em aumento da capacidade. Para uma empresa do setor é saudável operar com 20% a 25% de ociosidade (a média de ocupação em autopeças hoje é de 75%), segundo Del Soldato

Automotive Business – 25/06/2007

GM fará novos investimentos no Brasil

Durante o lançamento da versão 1.4 FlexPower dos modelos Corsa e Montana, quinta-feira, em Atibaia, SP, o vice-presidente da General Motors do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, anunciou que as plantas brasileiras receberão novos investimentos em breve. Ray Young já havia afirmado que pede US$ 1 bilhão em investimentos. Valores e destinos só serão confirmados daqui a três meses. Embora acredite que o mercado brasileiro atinja a marca de 2,3 milhões de unidades, a GM precisa convencer a matriz, nos Estados Unidos, que o mercado nacional crescerá cerca de 10% em 2008 e em 2009. “Para manter o patamar de incremento de 10% na venda de veículos, o PIB terá de crescer 5%”, afirma o diretor de Marketing e Vendas da GM, Marcos Munhoz Monitor Mercantil – 22/06/2007

Fábrica de Sete Lagoas ajuda Fiat aumentar produção A utilização da fábrica da Fiat-Iveco em Sete Lagoas (MG), para a pintura de carrocerias do furgão Fiat Fiorino, a partir deste mês, permitiu à Fiat Automóveis aumentar em 80 veículos/dia a sua produção de veículos na fábrica de Betim, o que corresponde a um volume adicional de cerca de 20.000 unidades por ano. Para sua implementação, contratou 50 novos empregados e hoje opera seu setor de pintura com dois turnos completos. Ainda este mês, a Fiat Automóveis concluirá a contratação de 1.700 empregos em sua fábrica de Betim, para incrementar a produção no terceiro turno. No início do ano, a Fiat decidiu reativar a produção em período integral e, a partir de fevereiro, elevou a produção diária de 2.200 veículos/dia, para 2.500 veículos/dia. A ampliação da área de pintura na fábrica de Sete Lagoas e a expansão da produção no terceiro turno, com as novas contratações em Betim, elevarão a produção diária para 2.800 veículos/dia.

Noticias Automotiva – 26/06/2007

CONSUMER

Dólar baixo afeta produção de DVD player em Manaus

Os efeitos da valorização do real frente ao dólar e o consequente aumento das importações repercutiram de forma negativa para os fabricantes de aparelhos DVD (Digital Video Disc) do PIM (Pólo Industrial de Manaus), que de janeiro a abril deste ano apresentaram uma queda produtiva de 6,55%, na comparação com o primeiro quadrimestre de 2006. Conforme os indicadores de desempenho industrial divulgados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), nos primeiros quatro meses deste ano o pólo eletroeletrônico produziu 1,90 milhão de aparelhos DVDs, entre gravadores e players, sendo que no mesmo período do exercício passado o setor havia atingido o volume de 2,03 milhões de unidades.

Do total de aparelhos produzidos em Manaus no primeiro quadrimestre de 2007, foram comercializados 1,88 milhão (97,06% no mercado nacional), que significaram o faturamento de US$ 137,62 milhões para as empresas. No entendimento do presidente do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, o principal motivo para a retração produtiva na linha dos DVDs players é a taxa de câmbio favorável às importações.

De acordo com o executivo, 60% dos aparelhos comercializados no Brasil em 2006 eram importados, tendo como principal origem o continente asiático. “Esses produtos entram legalmente no país, a maior parte pelo porto de Santos (São Paulo). Por causa dessa concorrência, as fábricas de aparelhos DVD do PIM não têm como retomar o crescimento em 2007, até pelas dificuldades logísticas da região, que prejudicam a saída dos produtos”, avaliou. Segundo estimativa do presidente do Sinaees, as empresas fecharão este ano com desempenho negativo com relação a 2006. “Se elas alcançarem o mesmo resultado do último ano, podem comemorar”, disse Périco. Apesar da desvalorização do dólar ao longo dos últimos meses, ontem a moeda americana indicou alta de 0,56%, fechando a R$ 1,9520 na compra e a R$ 1,9540 na venda.

Contagem diferenciada

O diretor de relações institucionais da Proview Eletrônica do Brasil, Alexandre Reys, salientou que a “conta” das empresas que importam é diferente dos custos de quem produz o DVD player no Pólo Industrial de Manaus. “Para o consumidor final, os produtos importados chegam a ter preços 30% menores se comparados aos aparelhos produzidos na ZFM (Zona Franca de Manaus). Não dá para saber se os importadores fazem isso de forma legal ou ilegal”, questionou. A Proview, indústria de origem taiwanesa, emprega 1.120 funcionários em Manaus, que são responsáveis pela fabricação de cinco linhas de produtos. São elas as de DVDs players, de gravadores de DVD, de monitores, de televisores e de reprodutores de mídia (aparelhos MP3 e MP4).Só nas linhas de aparelhos DVDs, a fábrica produz 45 mil unidades ao mês, sendo que 40 mil são players e 5.000 são recorders (dotados com o recurso de gravação).

Reduzir lucros

De acordo com o superintendente do grupo CCE, Marcílio Junqueira, não é possível afirmar que as importações do produto representam prejuízo para a Cemaz Indústria Eletrônica da Amazônia (antiga CCE da Amazônia), mas o empresário não tem dúvida de que a entrada de importados no mercado nacional gera uma redução real na margem de lucro da empresa. “Provavelmente as indústrias de DVD player do pólo de Manaus não terão crescimento em 2007, no comparativo com o ano anterior”, lamentou. Mesmo com uma taxa de câmbio desfavorável, Junqueira destacou que uma das vantagens que as fábricas locais oferecem ao consumidor final é a assistência técnica dos produtos, que aliada à qualidade dos mesmos contribui para garantir as vendas do DVD CCE, responsável por 10% do faturamento da empresa.

No primeiro quadrimestre deste ano, a Cemaz produziu 200 mil aparelhos DVD, registrando uma média de 50 mil unidades por mês. Nesse período, a corporação contabilizou o faturamento de R$ 36 milhões com a venda dos produtos. Embora a produção dos fabricantes de DVD player esteja em queda na primeira metade de 2007, o superintendente do grupo avaliou que o desempenho da Cemaz permaneceu estável entre janeiro e abril deste ano, atingindo um crescimento produtivo nos meses de maio e junho, ante o primeiro quadrimestre. “A produção e a venda de aparelhos DVDs estão correspondendo às nossas metas. Em maio e junho, já fabricamos mais de 200 mil unidades”, afirmou o executivo.

A Cemaz, que emprega 1.200 funcionários, produz hoje dez modelos de DVDs players da marca CCE. Segundo Marcílio, a empresa deve apresentar novos modelos ao mercado em 2007, com o objetivo de reduzir o custo do aparelho e torná-lo mais competitivo na “briga” com os produtos chineses. O grupo CCE é formado pelas empresas Cemaz, Placibras da Amazônia, PCE – Papel Caixas e Embalagens, Compaz Componentes da Amazônia e Digibras Indústria Brasil. Juntas, as cinco empresas geram 5.250 empregos diretos.

Jornal do Commércio – 26/06/2007

SBT coloca sinal experimental de TV Digital no ar em julho

A emissora do empresário Silvio Santos, o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), afirma que o seu sinal de televisão digital começará a ser transmitido no mês de julho. “Esta fase será experimental, para que depois, em outubro, comecemos uma segunda etapa, já com os equipamentos definitivos”, afirma o diretor de tecnologia da emissora, Roberto Franco.

Diferentemente do que a Globo está fazendo, o executivo diz que o SBT investirá não em demonstrações e, sim, na montagem final para que os fabricantes possam fazer seus ajustes.

O financiamento que a emissora recebeu em maio, segundo Franco, não garantirá nenhuma vantagem competitiva no começo da transmissão do sinal digital de televisão em dezembro, porque trata não só da construção do novo modelo, mas também da continuidade da qualidade do sinal analógico por 10 anos. “É um recurso para que possamos não só criar uma nova planta, mas também manter a antiga”, diz.

Além disso, ele explica que não há tantas vantagens em estar bem preparado no começo das transmissões, porque, como não haverá um grande número de telespectadores, a emissora não terá como ter benefícios comerciais.

Computer World – 25/06/2007

BNDES deve liberar R$ 1 bi para facilitar implantação da TV digital

Orçado em R$ 1 bilhão, o programa de implantação do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (Protvd) receberá este ano investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em cerca de R$ 100 milhões. De acordo com a assessoria do BNDES, o objetivo do programa é financiar pesquisas, modernização de infra-estrutura, produção de insumos – software, equipamentos e componentes – e conteúdos digitais.

Segundo o chefe do Departamento de Telecomunicações do Banco Nacional, Alan Fischler, os valores de financiamento para 2007 não deverão ser elevados porque a televisão digital começará a funcionar no fim do ano em São Paulo e os equipamentos de transmissão em capitais são basicamente importados. Fischler alertou que o BNDES não financiará importações.

O deputado federal Carlos Abicalil (PT) já havia avaliado que a Rede Nacional de Televisão e Radiodifusão pública é um imperativo institucional de caráter público essencial à constituição e difusão de direito. “As sociedades desenvolvidas que apresentam democracias maduras possuem, no mínimo, uma rede pública com característica nacional que não altera a pluralidade que deve haver na informação e liberdade de expressão do pensamento”, ressalta Abicalil.

Para Abicalil, a discussão está além do tema de reserva de mercado com a contraposição da divergência e formação de opinião do que, propriamente, o debate em torno do cidadão ter acesso à informação. “A instituição de canal público tem o dever de informar aquilo que é de interesse do Estado e do Governo, seja em âmbito federal, estadual ou municipal”, diz. “A exemplo de outros países que adotam o sistema a televisão e radiodifusão pública, o Brasil tem como objetivo apresentar excelente programação – com produção descentralizada e fundamental papel instrumental de Educação. Isso, alias é Constitucional e obrigatório na TV comercial, entretanto, não conduzida adequadamente”, conclui.

Jornal Documento – 25/06/2007

Novidades na equipe da LG Informática

O executivo Maurício Rocha assume a gerência do departamento de desenvolvimento da LG Informática com o desafio de aumentar a sinergia com as demais áreas. A meta é, a partir do departamento de desenvolvimento da empresa, melhorar e ampliar o processo de produção e garantir a melhoria constante na qualidade dos produtos. "Um gestor de projetos deve ter entre outras características, habilidade para se comunicar e integrar a equipe", diz o gerente.

O executivo, carioca, iniciou as atividades na área de tecnologia há 19 anos. Maurício teve a primeira experiência na LG, em junho de 2005, como analista de sistemas na LG-RJ. Em 2006, assumiu a liderança de uma equipe de desenvolvimento na sede da empresa em Goiás. Antes de assumir o cargo de gerente de desenvolvimento, também liderou a equipe FPw Benefícios, FPw Vale Transporte, FPw Avaliação de Desempenho (produto em fase de desenvolvimento). Logo que chegou na LG-GO, foi convidado para integrar o SEPG - Grupo de Processo de Engenharia de Software, sendo responsável pela disciplina de Gestão de Projetos e pelo Comitê de Gestão de Projetos.

Clientes S/A – 25/06/2007

Apple ganha market share em notebooks e desktops As vendas por internet e lojas físicas aumentaram de 11,6%, em abril, para 13%, em maio

Notebooks e desktops da Apple continuaram a tomar market share dos PCs Windows no mercado para consumidor final dos Estados Unidos em maio. As vendas da Apple por internet e lojas físicas aumentaram de 11,6%, registrados em abril, para 13% em maio, de acordo com o grupo de pesquisa The NPD.

Quando analisados somente dos notebooks, as vendas passaram de 12,5% para 14,3%; e as de desktops, de 10,2% para 10,4%. "A Apple vem ganhando espaço no mercado ano a ano", afirmou Stephen Baker, vice-presidente para análise de indústria da NPD, à InformationWeek EUA.

A pesquisa revelou também que o aumento foi impulsionado por modelos com processador Intel Core 2 Duo, 1-Gbyte de memória e grande capacidade de hard drives. "De modo geral, os consumidores pedem por notebooks. E a Apple é muito forte neste segmento", reforçou Baker.

Em maio, o mercado total de notebooks cresceu cerca de 40% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Já a Apple, neste mesmo período, teve um aumento de 35%. Notebooks com Windows tiveram um incremento de 37% nas vendas. A NPD não revelou montante de dólares envolvidos ou vendas por unidades.

As vendas gerais de desktops não tiveram o mesmo progresso que as de notebooks. Enquanto nas lojas físicas dos Estados Unidos, as vendas de notebooks saltaram de 10,1% em abril para 11,5% em maio, as de desktops tiveram um aumento de meio ponto porcentual no mesmo período.

IT Web – 25/06/2007

Estratégia da Dell pode impactar vendas da indústria

Para 50% dos canais norte-americanos consultados em pesquisa da CMP, oferta de melhores preços baliza a decisão de trabalhar com a marca

Os esforços da Dell em torno das operações indiretas poderiam prejudicar as vendas de concorrentes como HP e Toshiba, de acordo com 60% dos participantes de um levantamento realizado pela CMP Channel Group, nos Estados Unidos. Para integradores e revendas de valor agregado (VARs) consultados, os demais fabricantes terão de oferecer melhores preços, especialmente para notebooks, de forma a evitar que o canal suporte o trabalho com a fabricante.

Os resultados da pesquisa foram divulgados algumas semanas após o anúncio de Michael Dell, presidente do conselho e CEO da companhia, em relação aos planos de impulsionar os negócios por meio do canal.

Cerca de 50% dos respondentes afirmam que o preço responde pelo principal fator de impacto na decisão de comercializar notebooks da Dell. Os itens disponibilidade e entrega e habilidade de comprar direto do fornecedor foram citados por 31% dos parceiros, enquanto a facilidade de realizar negócios apareceu em 29% das indicações. Já 25% das empresas consultadas apontaram a customização dos equipamentos.

Quanto questionados sobre o que os demais fornecedores deveriam fazer para evitar o interesse do canal nos produtos da Dell, 59% dos integradores e revendas de valor agregado (VARs) destacaram a oferta de melhores preços, enquanto 38% deles citaram o aprimoramento do suporte técnico.

No último mês, a fabricante reconheceu que o canal já responde por US$ 4 bilhões em receita anual, nos Estados Unidos. No entanto, a pesquisa mostrou que ainda há muito trabalho a fazer. Dentre aqueles que afirmaram não ter interesse em participar dos planos de expansão do canal da companhia, cerca de 48% indicaram uma "falta de demanda do cliente" pelos produtos da fabricante.

Para 55% dos parceiros que disseram já oferecer os notebooks da marca, a Dell responde pela principal oferta dentro de suas estratégias para o segmento.

Realizada em junho, a pesquisa CMP Channel consultou cerca de 150 empresas.

IT Web – 22/06/2007

Informática esgota capacidade e ruma para 2º turno de produção

Dados da Abinee revelam que até o final do primeiro semestre, a utilização da capacidade produtiva na área alcançará 113%, o que significa dizer que o setor esgotará o primeiro turno de oito horas e passará a utilizar o segundo turno para cumprir o prazo de entrega dos pedidos do mercado. Dados da ITData Consultoria revelam que no primeiro trimestre deste ano foram vendidos dois milhões de unidades, 21% acima do mesmo período no ano passado.

No estudo da Abinee, fica claro que a área de Informática, beneficiada por uma política de desoneração fiscal através da Lei do Bem, que entre as suas medidas, isentou o PIS e a Cofins dos desktops e notebooks, ampliando o teto para R$ 4.000,00, aproveitou a redução de tributos e ampliou o parque fabril e as suas vendas no país.

Dados da ITData consultoria revelam que as vendas de PCs no 1º trimestre de 2007 atingiu 2 milhões de unidades, 21% acima do mesmo período do ano anterior. Deste total 1,75 milhões de unidades foram de desktops (+14%) e 252 mil de notebooks (+130%).

O setor ainda contou com uma açaõ mais efetiva da Polícia Federal no combate ao contrabando. Tanto é assim que a participação do mercado cinza nas vendas dos desktops recuou de 43%, no 4º trimestre de 2006, para 38%, no 1º trimestre deste ano.

O programa Computador para Todos, que envolve PCs com Linux, e valor até R$ 1400,00, também apresentou um bom resultado nos três primeiros meses do ano. Segundo a Abinee, foram vendidos cerca de 110 mil desktops nas especificações do programa. Com tanta demanda, a Abinee prevê que a área de Informática, no final do primeiro semestre, terá uma utilização de capacidade produtiva de 113%.

Isso significa que a maior parte das empresas fabricantes terá que ampliar o turno de produção, hoje de oito horas, para um segundo turno, para atender a demanda do mercado consumidor. Essa expansão significará, ainda, a contratação de mais profissionais para essas fábricas.

O único senão em relação ao setor de Informática é o incremento das importações, até em função da valorização do real frente ao dólar. Os semicondutores permanecem na liderança das importações com crescimento de 54% em relação ao primeiro trimestre de 2006.

A área de Informática foi uma das que mais importou, principalmente microprocessadores e microcontroles, que não são produzidos no país, o que prova que o Brasil precisa, urgente, colocar em prática a política industrial de atração de uma indústria de semicondutores, definida como prioridade pelo Governo Lula, em março de 2003, mas que até agora, apesar dos esforços não trouxe resultado concreto para o país.

Convergência Digital – 22/06/2007

IDENTIFICATION

Pagar táxi em Nova Iorque é mais simples

Desde meados deste mês que vários táxis de Nova Iorque estão a testar um sistema de pagamento por cartões que funciona por toque. O projecto foi desenvolvido pela Visa em parceria com a empresa de tecnologias para táxis Creative Mobile Technologies.

De acordo com a empresa foram instalados terminais de pagamento destes em milhares de táxis da cidade na parte de trás do veículo, permitindo aos passageiros pagar mais rapidamente. Estes terminais integram a nova tecnologia Visa payWave que tem como base a radiofrequência (RFID) para lerem os dados do cartão.

Em comunicado o senior vice president de emerging product development da Visa USA, Brian Triplett, afirma que esta «é não só uma alternativa ao dinheiro, mas uma tecnologia que leva os passageiros aonde querem chegar mais depressa e mais eficientemente».

Para além dos cartões Visa payWave os novos terminais aceitam os pagamentos tradicionais e dá a possibilidade aos utilizadores para oferecerem uma grojeta. Para os pagamentos inferiores a 25 dólares não é necessário assinatura.

iGov Central – 26/06/2007

Redecard anuncia solução de pagamento por celular

A Redecard anunciou nesta terça-feira, 19/6, o lançamento do Foneshop para pagamento de compras por meio do celular, que funciona em aparelhos que receba SMS de qualquer operadora do país. A solução garante a interoperabilidade entre os diversos participantes do sistema de meios de pagamento eletrônico do mercado.

“Diferentemente das iniciativas que já foram lançadas no mercado brasileiro, o Foneshop foi desenvolvido para servir como um padrão para o mercado”, afirma Ronaldo Varela, diretor-executivo de Marketing e Produtos da Redecard.

Com o Foneshop, o celular do usuário de cartão de crédito passa a funcionar como uma carteira eletrônica, já que é possível ter vários cartões de crédito de diferentes bancos, relacionados a apenas um número de celular. É o cliente quem decide, na hora da compra, qual dos cartões deseja usar.

De acordo com Varela, o Foneshop traz uma série de benefícios como rapidez, conveniência e segurança nas transações, sem a necessidade da presença física do cartão de crédito e sem custo adicional para estabelecimentos e usuários. “É importante lembrar, ainda, que toda a infra-estrutura de captura e processamento necessária para a implementação dessa nova solução já está pronta na Redecard, o que dispensa investimentos adicionais em rede de aceitação por todo o mercado”, afirma o executivo.

“O Foneshop permite alavancar o uso dos cartões de crédito MasterCard e Diners Cub Internacional na rede já credenciada e ainda expandi-la para novos segmentos do comércio de bens e serviços”, afirma Varela. “Taxistas, serviços de entrega, venda em domicílio, e feirantes, por exemplo, serão grandes beneficiados”, completa.

Os novos estabelecimentos que desejarem adotar o Foneshop devem se credenciar na Redecard acessando o portal www.redecard.com.br. A solução já se encontra disponível aos bancos, que necessitam apenas desenvolver a integração da plataforma com os seus sistemas.

TI Inside – 20/06/2007

INDUSTRIAL

WEG investirá R$ 270 milhões em 2007

A multinacional WEG, que tem foco na produção de motores e automação industrial, fará investimentos de R$ 270 milhões em 2007. "Estamos trabalhando com plena capacidade em todas as nossas unidades", disse Décio da Silva, presidente da WEG.

De acordo com o executivo, cerca de 25% deste investimento será destinado à área de sistemas de energia, segmento que vem apresentando forte demanda devido à expansão dos setores de álcool e biocombustíveis. "Estamos bem posicionados neste segmento, com projetos e soluções para a geração e automação de usinas", disse.

Além dá área de energia, Silva indicou que os outros dois pilares estratégicos da empresa são a automação industrial e a internacionalização.

Presente em mais de 100 países, a companhia possui fábricas no Brasil, Argentina, Portugal, México e China. O plano de investimento também contempla a expansão fábrica no México, onde a empresa detém um terço do mercado de motores elétricos. Esta unidade serve com ponta de lança para o mercado norte-americano e, por hora, atende apenas 10% da demanda de importações de produtos WEG nos EUA.

Está previsto também um aporte de cerca de US$ 25 milhões da unidade de produção chinesa. Com isso a empresa buscar ampliar sua presença na Ásia e atuar dentro da própria China com um fornecedor de motores industriais. "Em três anos estimamos vender cerca de US$ 100 milhões na China", disse Silva.

Ainda de acordo com o executivo, a estimativa é de que a WEG cresça 15% neste ano, encerrando 2007 com faturamento superior a R$ 4 bilhões. "Dada as perspectivas podemos crescer um um pouco mais que 15%", disse Alidor Lüeders, diretor de relações com o investidor da companhia.

Sobre o real valorizado, motivo de grande preocupação entre os industriais, Silva indicou que a empresa trabalha na redução de custos e investe pesado em tecnologia e engenharia de produto, melhorando o mix para fazer frente à moeda desfavorável. "Temos que ser flexíveis e dinâmicos. A empresa que fica parada se prejudica. Este dólar é massacrante. Vamos pagar a conta no Brasil, mas por outro lado vamos ganhar produtividade."

Presente na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desde 1981, a WEG migrou hoje para o Novo Mercado, segmento de listagem que exige as melhoras práticas de governança corporativa. Durante a cerimônia de listagem, Silva destacou que o ponto forte da WEG é sua consistência de resultados. "Juros altos ou baixos, dólar alto ou baixo, crescemos sempre com consistência. Nos últimos cinco anos, a empresa cresceu em média 24% ao ano", disse.

Terra – 22/06/2007

TELECOM

Huawei vence contrato para expandir rede GSM da China Mobile

A fabricante chinesa de equipamentos rede de telecomunicações Huawei foi a vencedora do contrato para expansão de rede GSM da China Mobile, a maior operadora de telefonia móvel daquele país. O contrato, avaliado em US$ 700 milhões, representa 23,6% do orçamento para o projeto do grupo GSM da operadora e a segunda maior parte desse projeto.

Conforme os termos do acordo, a Huawei expandirá a cobertura GSM da China Mobile em 30 províncias do país, entre elas Guangdong, Zhejiang, Fujian, Jiangsu e Shandong, com a implantação de milhares de serviços e produtos básicos GSM e de rádio. A operadora chinesa escolheu a solução EnerG GSM da fabricante, que inclui o controlador Base Station Controller (BSC) de última geração, baseado em uma plataforma 100% IP, e a família de estações Base Transceiver Station (BTS), uma plataforma unificada 2G/3G baseada no protocolo de internet.

Esse é o segundo contrato da Huawei com a China Móbile envolvendo soluções IP. Em 2004, a fabricante instalou uma rede celular core com softswitches, a primeira etapa na transformação da infra-estrutura existente em uma rede 100% IP. "Com a solução EnerG GSM, a operadora terá um amplo espectro de funções que não apenas aumentam sua capacidade de concorrência, como também uma robusta plataforma para evoluir sua redes GSM para a nova geração de redes IP UMTS/HSPA/LTE", disse Yu Chengdong, presidente da unidade de redes celulares da Huawei.

De acordo com ele, a entrega de estações BTS GSM da fabricante, em 2006, superou a marca de 300 mil transceivers e deverá chegar a 1 milhão neste ano. “Recentemente, uma rede GSM, baseada em uma arquitetura IP, foi instalada pela Huawei pela primeira vez, levando a rede móvel para a era 100% IP”, afirma Chengdong. TI Inside – 25/06/2007

Operadoras preparam portabilidade O setor de telecomunicações começa a preparar sua maior transformação estrutural desde a caótica implantação dos códigos de seleção de prestadora para chamadas de longa distância, há oito anos. As teles já arrumam a casa para a adoção da portabilidade numérica, mecanismo que permitirá ao cliente manter o número de telefone quando mudar de operadora e entrará plenamente em vigor em março de 2009.

A tarefa não é simples nem barata - tampouco conta com a simpatia das grandes operadoras. Entre serviços de consultoria e as muitas adaptações necessárias nas redes, as teles deverão gastar, juntas, entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões, segundo estimativa das próprias companhias.

Prevista desde a criação da Lei Geral de Telecomunicações, a portabilidade ficou, durante anos, fora da pauta de prioridades da Anatel. Foi somente no início de 2007 que o órgão regulador publicou um regulamento para implantar o serviço.

O primeiro passo concreto foi dado no fim da semana passada. Após uma série de reuniões de um grupo de trabalho que inclui operadoras e representantes da Anatel, foi escolhida a Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom) como a entidade administradora da portabilidade.

Caberá a ela a tarefa de gerenciar a base de dados sobre os números telefônicos e as operadoras em que se encontram. A ABR funcionará como uma "clearing", que também intermediará os custos de transferência do cliente de uma empresa para outra. Para isso, terá de contratar uma empresa que ofereça essa solução técnica. Uma das possíveis candidatas é a ClearTech, companhia que faz gerenciamento de contas para as teles. A ABR tem como principais associadas as maiores prestadoras de telefonia fixa e móvel, e por isso o processo de escolha da entidade foi marcado por intenso debate entre as teles - as pequenas operadoras argumentaram que temem ficar sem representatividade no processo.

A portabilidade será implantada na telefonia fixa e na móvel. Nos dois casos, ela se aplicará nas ocasiões em que o cliente quiser manter seu número quando mudar de operadora dentro da mesma área geográfica. Isso significa que, nos municípios onde não houver mais de uma prestadora de serviços, ele não poderá migrar. De acordo com a Anatel, o recurso estará disponível para 52% da população brasileira. O assinante pagará uma taxa de transferência.

Para as operadoras, trata-se de uma enorme mudança em processos internos, sistemas de tecnologia da informação e infra-estrutura de redes. "O que se quer é que a implementação seja muito segura para se evitar o que houve na época da adoção do código de seleção de prestadora, quando o país ficou sem serviços telefônicos por dois ou três dias", observa o diretor de regulamentação e estratégia da Oi, Alain Riviere. O executivo defende que os testes previstos para ser realizados entre maio e agosto de 2008 -comecem por cidades de porte médio para depois chegar às grandes capitais.

As datas parecem distantes, mas são consideradas exíguas pelas operadoras e pelos demais envolvidos no processo. "Os prazos são insuficientes", afirma o consultor Ricardo Felinto, da Boucinhas & Campos + Soteconti Auditores Independentes.

A portabilidade tem sabor amargo para as grandes operadoras - além dos custos de implantação, elas terão de gastar mais para agradar seus clientes e evitar que eles migrem para a concorrência.

Alguns executivos, especialmente das empresas de celular, têm afirmado que a medida será inócua. O presidente da Vivo, Roberto Lima, disse em mais de uma ocasião que a portabilidade representará um aumento de custos desnecessário, pois os assinantes de telefonia móvel já costumam mudar de operadora, mesmo tendo de abrir mão do número.

Numa nota enviada ontem ao Valor, a Claro faz avaliação semelhante e acrescenta: "A ligação poderá levar mais tempo para ser completada e, além disso, toda a infra-estrutura adequada para tal representará custos adicionais para as empresas".

Mas, para Riviere, da Oi, a adoção da portabilidade vai na linha do que vem sendo feito em diversos países. "É um benefício para o cliente", diz. "O necessário é que se mantenha a competição entre plataformas [telefonia e de cabo, por exemplo]."

Uma sondagem feita pelo Yankee Group para a ClearTech em dezembro, nas cidades de São Paulo, Rio e Belo Horizonte, mostrou que 54% dos entrevistados não trocariam de operadora fixa mesmo podendo carregar o número. A Embratel e a Net seriam a opção de 60% dos que gostariam de migrar. Na telefonia, onde existe mais competição, 79% afirmaram que em nunca deixaram de mudar de operadora por causa do número do celular. Pouco mais da metade (52%) disse que não mudaria de prestadora mesmo se pudesse manter o número.

Segundo Luiz Cuza, presidente da Telcomp (associação das empresas que competem com as concessionárias de telefonia fixa), a portabilidade é bem-vinda, mas deveria ser acompanhada da desagregação de redes. Trata-se do mecanismo que permite que uma operadora use a infra-estrutura das teles locais para chegar à casa do cliente final. Isso não foi regulamentado pela Anatel.

Valor – 26/06/2007

Telefonia móvel volta a crescer

Com 2.215.299 novas habilitações em maio, telefonia móvel alcança a marca de 105.090.535 milhões de assinantes, um acréscimo de 2,15% em relação ao mês de abril. Nos cinco primeiros meses deste ano, houve adesão de 5.171.914 novos assinantes ao Serviço Móvel Pessoal (SMP), o que representa um crescimento de 5,18% no período - resultado inferior aos 7,15% registrados nos mesmo período de 2006 quando ocorreram 6.167.000 novas adesões. Nos últimos 12 meses, o Brasil ganhou 12.713.199 novos assinantes, um crescimento de 13,76%, contra 25,27% de crescimento registrados de maio de 2005 a maio de 2006.

As adesões registradas em maio superaram em 23,54% as novas habilitações realizadas no mesmo período do ano passado e reverteu a tendência apresentada nos quatro primeiros meses do ano. Em janeiro de 2007, o número de adesões foi 36,65% inferior ao apresentado em janeiro de 2006. O mesmo ocorreu em fevereiro (21% menor que fevereiro de 2006), março (28,11% menor) e abril (38,51% inferior).

Do total de acessos em serviço registrados em maio, 84.451.486 (80,36%) são pré-pagos e 20.639.049 (19,64%), pós-pagos. Os estados com maior participação de acessos pós-pagos são o Espírito Santo (27,39%), Rio de Janeiro (25,44%), Rio Grande do Sul (23,80), Minas Gerais (22,39%) e Santa Catarina (22,29%). Por outro lado, Pará (88,15%), Amapá (87,39%) Paraíba (87,25%), Alagoas (87,07%) e Ceará (86,80%) são as unidades da federação com maior participação de terminais pré-pagos.

A tendência de crescimento da teledensidade do serviço móvel no País continua avançando. De um índice de 53,24 no encerramento de 2006, a densidade subiu para 55,68 em maio, um crescimento de 4,58% no ano. Em relação a abril, a densidade cresceu 2,03% (o índice era de 54,57). Nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 12,21%. A teledensidade é o indicador utilizado internacionalmente para demonstrar o número de telefones em serviço em cada grupo de 100 habitantes. O Distrito Federal (DF) é a unidade da federação que lidera com larga vantagem a teledensidade móvel brasileira, com um índice de 113,89 - ou seja, 1,14 telefone para cada habitante. Comparada com o mês anterior, o índice apresentou um crescimento de 1,61% (era de 112,09 em abril).

Mercado - A prestadora Vivo permanece na liderança do mercado brasileiro de telefonia móvel, com 28,39% de participação - índice que traduz um pequeno aumento em relação aos 28,34% registrados em abril deste ano. A TIM mantém a segunda colocação no mercado e também teve um pequeno aumento na participação: de 25,71% em abril para 25,72% em maio. A diferença de mercado entre as duas prestadoras aumentou de 2,63 para 2,67 pontos percentuais.

A Claro, a terceira, registra 24,33% do mercado (24,24% em abril), seguida da Oi, que teve uma pequena redução para 12,92% (era 13,08%). Em quinto, a Telemig Celular/Amazônia Celular registra 4,58% (4,63% em abril). A 14BrasilTelecom GSM tem 3,64% (era 3,57%) e a CTBC Telecom Celular, 0,33% (era 0,34%), enquanto a Sercomtel Celular manteve os 0,09% registrados no mês anterior.

A tecnologia GSM continua em expansão e na liderança do mercado, com 71.899.693 acessos, ou 68,42% do total. A tecnologia CDMA tem 24.684.803 acessos (23,49%) e a TDMA, 8.460.700 (8,05%). A tecnologia analógica AMPS possui apenas 45.070 acessos (0,04% do total).

Clientes S/A – 25/06/2007

Granadero confirma interesse da Vivo na Telemig Celular Falando para o português Jornal de Negócios, presidente da Portugal Telecom confirmou interesse na operadora mineira

O presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadero, afirmou ao periódico portuquês Jornal de Negócios que não existem conflitos entre os acionistas da Vivo (PT e Telefónica). O executivo disse também que dentro da estratégia da líder de mercado está sendo estudada a compra da Telemig Celular ou a aquisição de novas licenças da telefonia móvel.

Para Granadero, a Vivo é um ativo "estruturante para a Portugal Telecom e a recuperação de mercado da Vivo, em maio, é um exemplo do bom relacionamento entre a PT e a Telefónica. Granadero também desmentiu sua saída da operadora portuguesa em setembro, afirmando que "não é pessoa para sair a meio do caminho".

IT Web – 22/06/2007

Telecom: setor não reage e estagnação permanece

Se a área de Informática vive um momento de prosperidade, a área de Telecom - que não recebeu nenhuma ajuda do governo Lula, como o setor de TI obteve através da Lei do Bem, ampliada no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), plano de governo do presidente Lula para o seu segundo mandato - vive momentos de grande dificuldades. Os resultados são pífios.

No estudo da Abinee, relativo ao primeiro trimestre de 2007, fica evidente que o setor vive uma estagnação. Os investimentos em infra-estrutura estão parados e há, também, um desaquecimento na demanda por aparelhos celulares.

Segundo a avaliação da Abinee, o problema é que os terminais produzidos no Brasil - como são de segunda geração - estão voltados para o mercado de reposição. A indústria fabricante de celulares aguarda a definição da Terceira Geração para tentar reverter o processo de vendas.

Na prática, apenas Telecom e Utilidades Domésticas não apresentaram crescimento no primeiro trimestre de 2007, apesar de a Abinee revisar, mais uma vez, para baixo a taxa de crescimento do setor este ano. (leia matéria Abinee reve, pela 3ª vez, taxa de crescimento do setor ).

Tanto é assim que os fabricantes de telecomunicações foram os que apresentaram o maior percentual de empresas com vendas e encomendas abaixo do esperado, atingindo 67% do total das empresas pesquisadas desta área.

O recuo das vendas externas de telefones celulares (-11%) foi o principal motivo da queda das exportações do setor. E a razão dessa queda já foi colocada no mercado inúmeras vezes pela indústria: O mundo móvel está migrando para a 3G e aqui no Brasil ainda há a produção apenas de terminais de segunda geração, até em função da indefinição política em relação ao leilão.

A grande expectativa do setor é que a Anatel cumpra o informado pela imprensa e, realmente, coloque até o dia 15 de julho, a consulta publica do edital da 3G no mercado. Assim, o leilão aconteceria em setembro e os contratos poderiam ser assinados em outubro. Só com esse movimento, o setor poderia revigorar seus resultados e reverter a tendência de queda de encomendas. Outra demanda importante seria o fim da briga judicial em relação ao leilão das freqüências de 3,5GHhz e 10,5GHz, conhecidas como bandas para o WiMAX. O impasse entre operadoras e Anatel se arrasta há 10 meses.

Sem uma definição política e também sem investimentos oficiais do governo - já que Telecom ficou fora do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento - do governo Lula, ao contrário da área de Informática, beneficiada pela desoneração fiscal - vale lembrar que o serviço de telecom é o mais tributado no país com uma média de impostos em torno de 40% - no 1º trimestre de 2007, as exportações de telefones celulares - que sempre foram o carro-chefe do setor de telecom e que ajudavam ao Brasil reverter o déficit da balança comercial dos eletroeletrônicos - caíram para US$ 518 milhões, enquanto que no mesmo período de 2006 havia totalizado US$ 585 milhões.

Convergência Digital – 22/06/2007

Parks começa a testar equipamento para banda larga sem fio

A Parks iniciou os testes dos primeiros protótipos de equipamentos WiMax, dentro da parceria desenvolvida com a Intel, e transferidos pelo CPqD. A previsão é que os produtos entrem em produção em agosto próximo, mas a empresa ainda espera o leilão de freqüências de 3.5 GHz.

O projeto exigiu investimentos de US$ 1 milhão para a fabricação nacional de estações rádio-base (ERB-WiMax) e CPEs (Constumer Premises). "O WiMAX é um mercado muito promissor que deve consumir de 5 a 7 mil estações rádio-base ainda este ano", afirma o diretor-presidente da Parks, Paulo Renato Ketzer de Souza.

Um dos produtos será o NetAir 3500, um sistema Ponto-Multiponto no padrão WiMAX, para redes de acesso de banda larga sem fio na banda licenciada de 3,5GHz. Ideal para operadoras de telecom e provedores de serviços de internet rápida, inclui todas as características definidas pelo padrão 802.16-2004, permitindo a transmissão simultânea de dados, voz e vídeo sobre IP.

“Nosso objetivo é alcançar uma redução de 30% no custo de aquisição do equipamento, que gira em torno de US$ 250 no mercado mundial”, diz Souza. A Parks será responsável pela fabricação, comercialização, instalação e assistência técnica dos equipamentos WiMAX, seguindo mesmo modelo que a empresa utilizou na expansão da banda larga via ADSL.

Canal VOIP – 21/06/2007

Ação proíbe Qualcomm de importar chips Por patentes, Estados Unidos proíbem Qualcomm de importar chips de suas fábricas na Ásia.

A International Trade Commission (ITC) dos Estados Unidos negou o pedido da Qualcomm pela suspensão de uma ordem que proíbe a importação de novos modelos de celular equipados com chips Qualcomm os quais, segundo a agência de proteção ao comércio, violam uma patente da Broadcom, anunciou a Broadcom na sexta-feira.

No começo do mês, a ITC proibiu a importação de novos celulares de alta velocidade equipados com chips Qualcomm. A proibição isenta os exemplares que tenham entrado no mercado norte-americano até o dia 7 de junho.

"Comunicamos repetidamente à Qualcomm nossa disposição de negociar solução duradoura para essas questões --até agora sem resultado", anunciou a Broadcom em comunicado. "A responsabilidade por solucionar a questão cabe claramente à Qualcomm."

A Qualcomm solicitou um mandado suspendendo a proibição, em um tribunal federal. O tribunal concedeu à ITC prazo até 27 de junho para que explique por que a proibição não deveria ser suspensa até o julgamento da apelação.

INFO Online – 25/06/2007

Os smartphones estão conquistando cada vez mais espaço

Depois de Steve Jobs ter apresentado ao mundo, em janeiro deste ano, o iPhone da Apple, os fabricantes de celulares se apressaram em apresentar seus concorrentes. Quem sai ganhando são os usuários, atentos à gama de opções e recursos.

Apple, Motorola, Nokia, BenQ-Siemens, LG e todos as outras grandes marcas de celulares já têm seus diferentes modelos de smartphone para competir com o iPhone, da Apple. É interessante notar que o que motivou essa corrida foi justamente a entrada de uma companhia tradicionalmente dedicada a microcomputadores e sistemas operacionais num mundo que era restrito às companhias de telecomunicações.

O telefone celular converge, a cada dia, para um microcomputador de bolso. A diferença básica entre um celular smartphone e um PDA (Personal Digital Assistent) é muito sutil (e tende a diminuir): o primeiro é tipicamente um aparelho telefônico com recursos avançados e o segundo é, na verdade, um microcomputador de bolso, com sistema operacional e tudo. Ambos possuem sistemas de agenda, player de vídeo e som, meios de acesso à Internet e troca de mensagens simples ou e-mail's, opções de conexão sem fio, flexibilidade para cartões de expansão e memória, e por aí vai.

Os PDA's mais novos têm incorporado teclados do tipo QWERTY, como o de um computador normal; enquanto isso, os novos modelos de smartphone já vêm com tela touchscreen, ou seja, sem teclas normais — o teclado aparece em uma pequena tela colorida LCD ou OLED.

O principal conceito é estabelecer a convergência de modernidade com praticidade — quanto mais recursos acessíveis de forma simplificada o usuário tiver à sua disposição, maior vai ser a utilidade desses aparelhos. E, com certeza, mais pessoas vão se render aos encantos dessa tecnologia móvel.

O Debate – 21/06/2007

Ziller: edital da 3G pode sair até 15 de julho

O conselheiro da Anatel, Pedro Jaime Ziller, informou durante a sua participação no Encontro Nacional de Comunicação, realizado na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 21/06, que o órgão regulador está trabalhando para colocar em consulta pública o edital para licitação das freqüências de Terceira Geração, até o dia 15 de julho, quando o órgão regulador entra em recesso.

A Universalização do serviço terá prioridade em relação ao valor da licença a ser vendida. Ziller disse ainda que a idéia da Anatel é licitar, ao mesmo tempo, as sobras de licença do Serviço Móvel Pessoal. Assim, explicou o conselheiro, não haverá como as operadoras argumentarem que o edital foi lançado para beneficiar alguma operadora de mercado.

Na prática, o temor do conselheiro da Anatel é que as concorrentes questionem o edital das sobras do SMP, que desperta grande interesse da Vivo, que planeja entrar no mercado de Minas Gerais e nos Estados do Nordeste onde não possui atuação.

Com esse posicionamento, Ziller se alinha ao pensamento do conselheiro José Leite, que participou do Telebrasil 2007, evento que aconteceu na Costa do Sauípe, na Bahia, entre os dias 31/05 e 03/06, como representante oficial da Anatel. Lá, Leite assegurou que 3G era prioridade e que haveria um esforço do órgão regulador para lançar o edital o quanto antes.

Ainda no Telebrasil 2007, o conselheiro Leite antecipou que o modelo a ser seguido deverá ser o de privilegiar a universalização dos serviços do que a arrecadação com a venda das licenças. O plano da Anatel, antecipado no Telebrasil 2007, é o de vender quatro licenças de uso de freqüência, para atender as atuais prestadoras de serviços instaladas no país.

Essas licenças serão distribuídas em quatro bandas em 11 áreas de prestação de serviços. Uma quinta faixa ficou reservada para um possível novo entrante, mas esse edital deverá, de acordo com Leite, acontecer mais tarde.

*Com informações da Agência Folha e reportagens de Ana Paula Lobo, na cobertura do evento Telebrasil 2007.

Convergência Digital – 22/06/2007

Só leilão de 3G pode tirar mercado de telecom da atual estagnação

A seção Análises & Cenários do serviço AE Empresas e Setores traz a cada semana uma visão aprofundada dos temas mais relevantes para os principais segmentos da economia. Cedo para celebrar De acordo com o cenário de Telecom e TI, o mercado de celulares no Brasil mostrou sinais de sair da estagnação em maio, após quatro meses de desempenho morno.

As vendas foram puxadas pela ofensiva comercial da Vivo. Mas, para os analistas do setor, somente com o leilão de freqüências de terceira geração de telefonia celular (3G), colocado na semana passada como prioridade pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), é que o mercado terá condições de engatar um novo ciclo de crescimento. Alternativa não viável O leilão de fontes alternativas de energia, realizado esta semana, mostrou resultados decepcionantes e sinalizou que o governo terá grandes dificuldades em agregar esse segmento ao sistema elétrico brasileiro.

Exame – 22/06/2007