24/07/2007
GERAL
Brasil e Austrália se encontram para discutir apoio tecnológico
O diretor de Programas Temáticos e Setoriais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), José Oswaldo Siqueira, estará na Austrália na próxima semana para encontros com representantes de órgãos governamentais ligados à ciência e tecnologia daquele país.
Siqueira participa de uma viagem de prospecção, a fim de identificar possibilidades de estreitamento da cooperação técnica e científica entre o Brasil e a Austrália, em diferentes áreas.
A comitiva brasileira visitará três cidades australianas – Sydney, Camberra e Brisbane – entre os dias 22 e 26 de julho. Além do diretor do CNPq, o grupo será composto por Hadil da Rocha Vianna e Rodrigo Nunes Valadares, chefe e conselheiro, respectivamente, do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores; pelo Chefe da Assessoria de Relações Internacionais da Embrapa, Washington Silva; e por Paulo de Goés Filho, Chefe da Assessoria para Assuntos Internacionais da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Acompanha a comitiva, o Embaixador do Brasil na Austrália, Fernando de Mello Barreto.
A visita à Austrália inclui encontros com representantes do Department of Education, Science anda Training (DEST), órgão governamental responsável pela política nacional de educação e ciência; do Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), a agência australiana de ciência; do Grain Food Cooperative Research Centre, um instituto de pesquisa agrícola especializado em genômica e tecnologia aplicada; do Centre for Plant and Food Science, centro de pesquisa da Faculdade de Saúde e Ciências da University.
Computer World – 20/07/2007

Lula veta parte da lei sobre zonas de exportação
O secretário-adjunto da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, assegurou hoje que o governo cumpriu os termos do acordo negociado com o Senado Federal nos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à lei que disciplina as zonas de processamento de exportação (ZPEs). A lei regulamenta o estabelecimento de áreas específicas em que as empresas terão benefícios fiscais para a produção de produtos voltados à exportação. Os 19 vetos foram publicados hoje no Diário Oficial da União.
O secretário admitiu, no entanto, que uma nova negociação terá que ser iniciada com o Congresso para a definição dos termos da Medida Provisória (MP) que o governo vai enviar para substituir os vetos. "A MP vai contemplar os dispositivos vetados", disse ele. Segundo ele, o texto da MP não pôde ser negociado a tempo em função dos "fatos que aconteceram no Senado nos últimos 15 dias".
Barreto previu um prazo de no mínimo um mês, depois do fim do recesso parlamentar, para a MP ficar pronta. Será preciso ainda baixar uma regulamentação para que as ZPEs, em processo de instalação, possam entrar em funcionamento.
Barreto reconheceu que, com os vetos, as ZPEs terão um regime tributário muito parecido com o Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital (Recap), criado com a MP do Bem e que traz benefícios fiscais para todas as empresas exportadoras instaladas no País. As empresas instaladas nas ZPEs terão suspenso o Imposto de Importação (II), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS e Cofins. Já as empresas beneficiadas pelo Recap não pagam IPI, PIS e Cofins.
Diferença
A diferença entre um e outro é o II, mas o próprio secretário ressaltou que as empresas do Recap podem adotar o chamado "drawback", regime aduaneiro especial que consiste na suspensão ou eliminação de tributos incidentes sobre insumos importados para utilização em produto exportado. O mecanismo funciona como um incentivo às exportações e inclui o II. "Já existem de fato diversas figuras semelhantes (regimes tributários) que se aproximam muito das ZPEs. A Lei não foi além e nem poderia ir além sob pena de ferir a legislação internacional", disse ele.
O mecanismo funciona como um incentivo às exportações e inclui o II. O secretário explicou ainda que os vetos aos artigos que tratam de matéria cambial foram feitos porque eram incompatíveis com a legislação cambial em vigor, alterada no ano passado. "A Lei das ZPEs fixavam regras de controle cambial que não existiam mais", explicou Barreto.
A Tarde Online – 23/07/2007

AUTOMOTIVO
Brasil e Argentina disputam recursos da japonesa Nissan
Thomas Besson, o presidente da montadora japonesa Nissan no Mercosul, tem observado de perto o comportamento do mercado na região. Além de obviamente ser uma de suas atribuições, a observação, de fato, o ajudará a decidir os rumos do investimento recém-autorizado pela matriz e que também ganhou o sinal verde da fabricante de automóveis parceira, a francesa Renault, dona de 44,4% do capital da Nissan. À sua disposição, portanto, Besson tem US$ 150 milhões para investir entre a fábrica brasileira, instalada em São José dos Pinhais (PR), e a operação argentina de Córdoba.
"A decisão de aplicar esses recursos na região foi tomada em julho de 2006. E nossa intenção é alocá-los entre 2007 e 2009", conta o executivo ao Valor.
A julgar pelos últimos movimentos, a operação brasileira já anda na dianteira. Isso, porque dos US$ 150 milhões autorizados, a fábrica paranaense, que também produz modelos Renault, já recebeu US$ 25 milhões. E esses recursos vão servir para que a Nissan possa padronizar e nacionalizar peças dos seus mais recentes lançamentos no país: o Tiida e o Sentra. Os recursos também serão usados em treinamento e na exposição de marca. A operação de Córdoba não tem produção Nissan.
O Tiida, carro lançado este mês no país e que pretende concorrer com o Golf da Volkswagen e o Stilo da Fiat, e o Sentra, disponível no Brasil desde março de 2007, são peças-chave no fortalecimento da montadora japonesa no mercado brasileiro. Trazidos do México, os modelos servirão para que a Nissan consiga elevar sua participação de mercado, que hoje não ultrapassa 0,5%.
De acordo com dados de 2006, a montadora japonesa vendeu 5 mil veículos no Brasil, o que inclui a picape Frontier e o utilitário-esportivo X-Terra, ambos produzidos em São José dos Pinhais. Portanto, com esses lançamentos e mais três que deverão ocorrer nos próximos dois anos, a empresa espera aumentar em oito vezes a sua venda anual.
Thomas Besson sabe que alcançar essas 40 mil unidades de vendas por ano no Brasil em 2009 não é uma tarefa das mais fáceis. Além de bater a forte concorrência, tornar esse número realidade significará que a montadora japonesa deixará a fatia ínfima de 0,5% atual e atingirá algo como 2,8%, em 2009.
O fato é que, apesar do desenvolvimento de mercado ser uma variável das mais importantes, a Nissan não se baseará somente nele na hora de alocar os US$ 150 milhões. Segundo o presidente da montadora no Mercosul, aspectos logísticos e o tamanho do veículo a ser produzido também serão aspectos relevantes no momento da batida do martelo.
Na verdade, o que motiva a decisão de alocar recursos na região é a necessidade que a Nissan tem de se expandir geograficamente. Atualmente, a montadora possui duas fábricas no México, além de compartilhar produção no Brasil. Na Argentina, por ora, só há modelos Renault na linha de montagem. "Mas o fato de o Brasil ser um mercado de grande expansão também contribui para esse movimento", completa Besson.
O presidente da Nissan no Mercosul evita dar detalhes, mas admite que a companhia tem dois assuntos em pauta quando se refere às suas atividades no Brasil. O primeiro é construir uma nova fábrica por aqui e o segundo é transformar o país em plataforma de exportação.
A primeira, diz o executivo, é classificada como uma possibilidade, já que a meta é usar os ativos da região ao máximo. Já no que diz respeito às exportações, Besson é mais enfático. "O Brasil deveria assumir essa condição", diz. Ele só faz uma ponderação. Lembra que valorizações cambiais costumam emperrar projetos desse tipo.
Valor – 24/07/2007

Fábrica da Toyota vai para Santa Bárbara D'Oeste
O jornalista Leandro Alves antecipa no boletim AutoData do final de semana que está quase certa a decisão da Toyota sobre a segunda fábrica no Brasil. Ela deve ficar em Santa Bárbara d’Oeste, a 170 km de São Paulo. A informação foi confirmada por fontes familiarizadas com a negociação, mas o anúncio oficial só deve ocorrer na primeira quinzena de agosto.
Automotive Business – 23/07/2007

GM está nos calcanhares da Toyota
A General Motors ultrapassou a Toyota no ranking do segundo trimestre, estimulada pelas vendas na China e na América Latina, num momento em que luta para reassumir a posição de maior montadora do mundo. A GM vendeu 2,405 milhões de veículos no mundo, enquanto a Toyota comercializou 2,367 milhões de unidades, no trimestre encerrado em 30 de junho. O resultado reduz a liderança da montadora no primeiro semestre para 42 mil veículos.
Automotive Business – 23/07/2007

O otimismo do presidente da Ford
Quando Alan Mulally assumiu o cargo de diretor-presidente da Ford Motor Co., em setembro, a Ford estava a caminho de um prejuízo de US$ 12,6 bilhões em 2006. Ela não prevê lucro pelo menos até 2009. A gasolina cara está sufocando as vendas dos veículos utilitários que antes alimentavam o lucro americano da Ford. O novo diretor-presidente também enfrentou a complexidade de administrar uma empresa familiar que há muito tempo operava como uma federação de feudos conflituosos. Numa cidade afligida pelo pessimismo, Mulally tem um otimismo incansável. Ele insiste que a Ford pode obter "crescimento com lucro" nos Estados Unidos. Por trás das cortinas, Mulally começa a tomar decisões mais contundentes para focalizar os recursos diminuídos da Ford. Dentre elas: vender as marcas européias de luxo da Ford, antes tão valorizadas, como a Volvo, Land Rover e Jaguar.
Automotive Business – 23/07/2007

Seis empresas interessadas na Jaguar e Land Rover
A revista Forbes divulgou que seis empresas diferentes vão disputar a aquisição da Jaguar e Land Rover. As interessadas são as companhias de investimentos Cerberus, Ripplewood Holdings e One Equity Partners, além dos fabricantes indianos Tata Motors e Mahindra. O sexto candidato não foi apontado.
Automotive Business – 23/07/2007

Volkswagen já cogita sair dos Estados Unidos
A Volkswagen vem fortalecendo sua posição na Europa cada vez mais, sendo considerada hoje a fabricante mais importante da União, com 20% do mercado. Nos Estados Unidos, porém, a história é outra. As vendas da Volkswagen vêm caindo em 25 mil unidades anuais durante os últimos quatro anos, e a companhia já perdeu cerca de US$ 1 milhão (725 milhões de euros) por ano desde 2004.
Depois desses desastrosos resultados, Stefan Jacoby, antigo diretor de vendas globais e marketing da empresa, e artífice de seu crescimento na Europa, recebeu uma missão tão clara quanto difícil: tornar a divisão norte-americana rentável em 2009.
A decadência da Volkswagen nos EUA pode ser atribuída a um bom número de razões. Por exemplo, a confiabilidade de alguns modelos, particularmente os produzidos na América, são bastante duvidosas, motivando os consumidores potenciais a procurar as marcas japonesas, e para piorar as coisas, a diferença entre o euro e o dólar é tão grande que cada veículo importado gera perdas em lugar de benefícios. Os tempos em que o saudoso Beetle tornou a Volkswagen uma montadora na moda já vão longe. A situação atual é definida muito bem por um executivo da companhia: "pela primeira vez em muito tempo, o tema 'se vamos permanecer nos Estados Unidos' vem gerando grandes debates internos na Volkswagen".
ICarros – 23/07/2007

CONSUMER
Positivo Informática abre escritório na China
A fabricante aposta no mercado a nível mundial
A Positivo Informática abrirá um escritório representativo na cidade de Taipei, na China. O objetivo é fortalecer as atividades com fornecedores de componentes e equipamentos eletrônicos locais e dos demais países asiáticos.
De acordo com a fabricante, a aposta na localização visa ao aprimoramento das atividades de compras e de monitoramento de computadores a nível mundial.
IT Web – 23/07/2007

América Latina vende 5,2 milhões de computadores em 2007
Gartner aponta que as vendas globais de computadores aumentaram quase 12% no segundo semestre de 2007
As vendas globais de computadores totalizaram 61,1 milhões de unidades no segundo semestre deste ano, o que equivale a um aumento de 11,7% em relação ao mesmo período de 2006. De acordo com o Gartner, estes resultados são melhores do que a projeção de 10,6% de crescimento para o semestre, como a própria consultoria havia previsto.
As vendas se referem principalmente ao crescimento de computadores de usuários finais. Segundo o Gartner, a HP é a líder de mercado, seguida por Dell, Lenovo, Acer e Toshiba.
O mercado de computadores da América Latina teve um aumento de 25% em relação ao primeiro semestre do ano passado, alcançando 5,2 milhões de unidades. Houve forte crescimento das vendas também na região Ásia - Pacífico, na China e no sudeste Asiático.
IT Web – 20/07/2007

Acer: A indústria do PC está ‘desapontada’ com o Vista
Gianfranco Lanci, presidente da fabricante de PCs Acer, disse que o sistema operacional estava repleto de problemas e não deu a usuários e corporações nenhuma razão para comprar um novo PC. A empresa sediada em Taiwan é, atualmente, a quarta maior manufatura de computadores pessoais no mundo, depois da HP, Dell e Lenovo. A entrevista foi publicada na edição de hoje do Financial Times da Alemanha.
“Toda a indústria está desapontada com o Windows Vista”, disse Lanci. Mesmo com a longa espera entre o lançamento do XP e o do Vista, acrescentou, o novo sistema operacional não tem maturidade necessária. “A estabilidade é certamente um problema”, afirmou.
A opinião dos usuários, destacou, está na atitude que eles estão tomando, o que fez o lançamento do Vista ter o menor impacto na venda de PCs entre todas as versões anteriores. Ele acrescenta que a situação não aparente uma mudança nos próximos seis meses. Lanci afirma que várias corporações pediram especificamente para ter o Windows XP instalado nas novas máquinas.
A Microsoft, contudo, diz que o Vista foi um sucesso estonteante, apontando que vendeu 20 milhões de licenças do sistema operacional desde março. Semana passada, a companhia afirmou que seu faturamento no segundo trimestre de 2007 foi de 13,4 bilhões de dólares, alta de 13%. Segundo a empresa, o crescimento foi ajudado pelas vendas do Vista.
Computer World – 23/07/2007

Laptop de US$ 100 será lançado antes do Natal, só que com preço maior
A organização One Laptop Per Child (OLPC, Um Laptop por Criança) anunciou nesta segunda-feira (23/7) que espera começar a vender os primeiros laptops XO até o Natal, cujo preço inicial deve ficar por volta de US$ 350, ou duas vezes o seu custo de produção.
O preço, ao contrário do que foi propalado quando do seu lançamento pelo fundador da OLPC, Nicholas Negroponte, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), vai ficar bem acima dos US$ 100. A justificativa é que para alcançar este valor o computador precisa atingir escala de produção com encomendas firmes dos governos dos países emergentes.
O laptop vai funcionar com um sistema operacional baseado em Linux, chamado Sugar, e o modelo o mais novo incorpora algumas inovações tecnológicas que podem se tornar uma espécie de mainstream no mercado. Uma dessas inovações é uma tela fácil de visualizar e que permite a leitura mesmo na luz solar.
Uma outra inovação é durabilidade e a resistência a variações climáticas severas. A OLPC garante que o laptop funcionará perfeitamente bem na chuva ou durante tempestades de poeira. A antena Wi-Fi – parte de computadores de redes mesh – é projetada para permitir que uma vila inteira compartilhe de uma única conexão da internet.
Ao ser usado como um e-book, o laptop consome menos de 1 watt de energia, e pode funcionar por até 12 horas apenas com a bateria, que pode ser recarregada conectada a um carregador de energia solar.
TI Inside – 23/07/2007

Número de internautas deve chegar a 1,5 bilhão em 2011, diz estudo
O número de usuários conectados à internet em todo o mundo deve aumentar de 1,1 bilhão, em 2006, para 1,5 bilhão em 2011, de acordo com projeção da empresa de pesquisas Júpiter Research. Se confirmado, esse número representará um quinto da população mundial estimada para os próximos quatro anos.
A Júpiter prevê que o grupo de países conhecido como Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) vai garantir a pujança necessária para o crescimento do número global de internautas. Por outro lado, a empresa avalia que países como Estados Unidos, Canadá, Japão e da Europa Ocidental, que já alcançaram um número expressivo de usuários de internet, vão apresentar taxas mais lentas de crescimento nos próximos quatro anos.
Nesse sentido, a participação da América do Norte no número mundial de internautas deve cair de 21%, em 2006, para 17% em 2011. Apesar disso, a região ainda deverá manter a maior densidade de usuários de internet, com 76% da população conectada daqui a quatro anos. A Europa Ocidental deve alcançar um patamar similar.
TI Inside – 23/07/2007

IDENTIFICATION
Governo espanhol investe mais 46 mi de euros em RG eletrônico
O projeto de implementação do documento nacional de identificação eletrônico (DNI eletrônico, que equivale ao RG brasileiro) na Espanha receberá um aporte de 45,88 milhões de euros.
A decisão para o investimento foi tomada após um acordo de colaboração aprovado por um conselho de ministros do país. Do montante total, o Ministério do Interior vai investir 11,88 milhões de euros, enquanto que os 34 milhões restantes procederão do Ministério da Indústria, Turismo e Comércio (Mityc).
Assim, o objetivo é dar um novo impulso à implementação do DNI eletrônico e realizar atuações de potencialização e adoção da infra-estrutura do centro de processamento de dados com a instalação de um centro alternativo para segurança. Com a adesão de instituição de expedição, é necessária a aquisição do equipamento que gere o novo documento.
Graças ao aporte financeiro, também se prevê a contratação dos serviços necessários para a massificação do documento, segundo as previsões, e fazer outras ações para facilitar sua implementação, como atividades para a divulgação e promoção não só do DNI eletrônico, mas também da assistência técnica ao cidadão.
O recurso faz parte do Plano Avança, que conta no total com 77 milhões de euros ao longo do ano. Esta quantidade se soma à quantidade que investiram as comunidades autônimas para co-financiar esta implementação e que se estima em outros 7 milhões de euros.
Computer World – 23/07/2007

RFID se move para além das cadeias de suprimento
A tecnologia de identificação por radiofreqüência (RFID) já não é mais vista apenas como uma forma de integração da cadeia de suprimentos. A conclusão é de uma pesquisa divulgada neste mês pela ABI Research, conduzida entre abril e junho e que envolveu 175 companhias, algumas das quais ainda não deram início ao uso de RFID.
Um dos mais conhecidos casos de implantação da tecnologia envolveu o gigante do varejo Wal-Mart, que utiliza a tecnologia para otimizar a logística e o gerenciamento da cadeia de suprimentos entre fornecvedores e suas diversas unidades. Da mesma forma, o Departamento de Defesa americano (DOD) tem orientado seus fornecedores a utilizar RFID para identificar seus bens.
No entanto, de acordo com a pesquisa da ABI Research, a cadeia de fornecedores não é a única área em que as companhias estão aplicando RFID. A tecnologia é também usada em gerenciamento de ativos, controle de acesso e gerenciamento de inventário especializado, disse Micheal Liard, analista da ABI.
Apesar de as companhias estarem investigando o uso do RFID para segmentos verticais específicos, Liard enfatiza que o principal motor de adoção da tecnologia ainda é o que impulsionou o Wal-Mart e o DOD. A área de maior crescimento para o RFID continua a ser a aplicação para rastrear caixas e pallets, disse ele.
Alguns dos entrevistados para a pesquisa, no entanto, deram suas explicações para não estarem adotando o RFID, ao afirmar que essa tecnologia tem relevância limitada para suas operações. Elas também citaram dúvidas em relação aos benefícios do RFID.
Baseado nos resultados da pesquisa, Liard ofereceu o seguinte conselho em uma entrevista por e-mail: "para as companhias que estejam próximas de adotar a tecnologia, eu recomendo uma estratégia baseada em um otimismo cauteloso. Atuais e potenciais usuários finais devem se lembrar que, quando adotarem RFID, essa decisão deve ser mais voltada à aplicação e em como a tecnologia pode alavancar pontos críticos em uma companhia".
Computer World – 24/07/2007

INDUSTRIAL
Bematech lança miniimpressora para frente de caixa
A Bematech, fornecedora de soluções para automação comercial, anuncia o lançamento da miniimpressora térmica MP4000 TH, que compõe a linha Black da marca. Com velocidade de impressão de 250mm/s – ou 59 linhas por segundo – o produto proporciona agilidade nas transações, o que reduz significativamente o tempo de atendimento no checkout.
Outras características fazem da MP4000 TH um lançamento revolucionário, tais como a comunicação por interfaces Ethernet e Buzzer. Nenhuma no mercado de automação comercial possui esse diferencial. O Buzzer permite que se emita um sinal sonoro para informar ao atendente que há novos pedidos, como por exemplo: Comanda de Cozinha.
"Todo nosso trabalho tem o objetivo de trazer ao mercado produtos como esse, que ofereçam ao varejo – de qualquer porte – velocidade, segurança e robustez a preços acessíveis", afirma Lauro Martins Junior, diretor de marketing e vendas.
A MP4000 TH possui, ainda, sistema Drop in/Easy Load – que faz com que a operação de troca da bobina seja realizada de forma mais fácil e rápida – e sistema anti-travamento da guilhotina ERS (Easy Recovery System), exclusivo da Bematech, e que possibilita a rápida recuperação da impressora em caso de embolamento de papel.
A miniimpressora poderá ser adquirida através da rede de revendas Bematech em todo Brasil, a partir de agosto.
Convergência Digital – 20/07/2007

TELECOM
Em 12 meses, importação de celulares cresce 155%
A valorização do real frente ao dólar - a moeda norte-americana fechou a semana cotada a R$ 1,85, patamar semelhante ao registrado em outubro de 2000, além da questão do atraso em relação à Terceira Geração faz com que as fabricantes de celulares ampliem as importações de produtos acabados. Numa comparação de junho de 2006 a junho de 2007, o incremento chegou a 155%, de acordo com dados da Abinee.
A valorização do real está atingindo em cheio o mercado de Telecomunicações. De acordo com a sondagem do setor realizada pela Abinee, as exportações do setor de Telecomunicações, por exemplo, registraram um recuo de 27,6% em junho, em relação ao mês de maio. o déficit da balança comercial de produtos do setor eletroeletrônico atingiu US$ 6,37 bilhões no acumulado dos primeiros seis meses do ano.
No acumulado do 1º semestre deste ano, as exportações somaram US$ 4,4 bilhões, apenas 0,3% acima das registradas em igual período de 2006. As áreas que inibiram o crescimento das exportações foram Telecomunicações (-20,9%), Informática (-13,3%) e Material Elétrico de Instalação (-3,7%).
Destacou-se a expressiva redução das vendas externas dos telefones celulares, que, no 1º semestre/2007, caíram 25% em relação ao 1º semestre/2006, passando de US$ 1,3 bilhão, para US$ 985 milhões. Ressalta-se que, no mês de junho/2007, essa queda foi de 34%, resultado superior à média do semestre.
Em relação a junho de 2006, as importações cresceram 14,1%. As importações do mês de junho de 2007 somaram US$ 1,9 bilhão, 6,0% abaixo das registradas em maio 2007. Porém, cabe ressaltar que, no mês de maio, as importações de produtos do setor eletroeletrônico registraram recorde histórico, atingindo montante superior aos US$ 2,0 bilhões Com exceção de Equipamentos Industriais (-24,9%), todas as áreas apontaram incrementos.
Destaca-se o crescimento de 101,9% das importações de itens de Telecomunicações, dentre eles os telefones celulares (+155%), que passaram de US$ US$ 9 milhões, em junho/2006, para US$ 23 milhões, em junho/2007.
É importante observar, ressalta o estudo da Abinee, que este foi o primeiro mês de 2007 em que as importações destes aparelhos registraram incremento em relação ao igual mês do ano anterior. No 1º semestre de 2007, as importações atingiram US$ 10,8 bilhões, representando crescimento de 14,1%, em relação ao igual período de 2006.
Convergência Digital – 20/07/2007

Vivo, mesmo com Telemig, mantém interesse em 3G e nas sobras do SMP
O presidente da Vivo, Roberto Lima, mesmo não querendo comentar a transação relativa à venda da Telemig Celular, deixou claro que uma possível vitória da Vivo na disputa, não afasta a participação da operadora dos leilões de 3G e das sobras do SMP.
"Não quero comentar Telemig Celular, mas mesmo que fiquemos com o negócio, vamos fazer propostas para 3G e para as sobras do SMP. Espectro é necessário para ampliar a oferta de serviços no Brasil. A Vivo precisa e quer uma cobertura de alta qualidade no Brasil", destacou o executivo.
Caso venha a ficar com a Telemig Celular - a operadora participa do edital de venda da operadora com outras concorrentes, entre elas, a Claro e a Oi - a Vivo promete investir cerca de R$ 700 milhões, apenas em infra-estrutura. Nesse montante não está, de acordo com o presidente da Vivo, o custo com a aquisição da operadora e/ou de freqüências de 3G ou das sobras do SMP.
Aliás, questionado sobre o leilão das sobras do SMP - que tem uma ação judicial movida pela própria Telemig Celular - mas que deverá acontecer antes do edital de 3G, mas de acordo com o cronograma da Anatel, as operadoras vencedoras só poderiam utilizar as freqüências após o leilão de 3G, Roberto Lima disse que há, sim, possibilidades de a Anatel permitir o uso antes. "Me parece que há essa abertura", afirmou.
O executivo, no entanto, apesar de satisfeito com o fato de a consulta pública de 3G ter sido lançada, e também com o fato de a Anatel definir a questão das sobras do SMP, não poupou críticas à Agência, afirmando que, infelizmente, os processos ocorrem de forma muito mais lenta do que a necessidade do mercado.
Roberto Lima participou nesta sexta-feira, 20/07, de teleconferência de imprensa para a apresentação dos resultados do segundo trimestre de 2007.
Resultados
A Vivo Participações S.A. conquistou 1,21 milhão de novos clientes no segundo trimestre de 2007. Este resultado permitiu que a base da maior operadora de telefonia celular do Brasil atingisse no final de junho a marca de 30,24 milhões de usuários, representando um crescimento de 6% em comparação com o mesmo período de 2006 e de 4,2% em relação ao primeiro trimestre deste ano.
No segundo trimestre do ano, de acordo com a Vivo, foram investidos R$ 337,3 milhões destinados à manutenção da qualidade da rede e sistemas, expansão da cobertura e terminais para o segmento corporativo, entre outros.
Os investimentos (CapEx) do período representaram um percentual sobre a receita líquida de 11,2%. No acumulado do ano foram investidos R$ 572,7 milhões. O ARPU Blended de R$ 29,9 apresenta um crescimento de 24,1% em relação ao 2T06 e se mantém praticamente estável em relação ao trimestre anterior.
No período, o custo de aquisição de clientes (SAC) foi 14,6% inferior ao computado no 2T06, fruto da variação cambial e redução no custo dos aparelhos em dólar refletindo no valor final das mercadorias vendidas. No trimestre, o SAC foi de R$ 107.
Um indicador que manteve a curva de expansão foi o de receita líquida de dados acrescidos dos SVA’s, que no 2T07 representou 7,9% da receita de serviços da operadora, um aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2006.
A empresa registrou ainda uma redução de 77,1% no prejuízo (R$ 112,8 milhões) em comparação ao registrado no mesmo período do ano anterior, que foi de R$ 493,1 milhões. A dívida líquida apresentou uma queda de 23% em relação ao mesmo período de 2006 e se manteve praticamente estável em relação ao último trimestre, totalizando R$ 3,33 bilhões.
A provisão para devedores duvidosos (PDD) apresentou redução de 70% no segundo trimestre deste ano em comparação ao 2T06, representando 2,3% da receita bruta, ou seja, R$ 101,2 milhões.
Convergência Digital – 20/07/2007

TIM oficializa:Está fora da disputa pela Telemig Celular
A TIM Brasil está fora do processo de venda da operadora mineira, que deverá ser concluído ainda este mês, segundo rumores do mercado. "Não vamos brigar pela Telemig. Queremos 3G e WiMAX para expandir operações", declarou o presidente da operadora.
Com relação à saída da Telecom Italia do controle da Brasil Telecom, o diretor Financeiro e de relações com Investidores, Stefano de Angelis, assegurou que não há mudança qualquer na estratégia da TIM Brasil.
"Nunca tivemos qualquer problema de recursos com relação à Telecom Italia em função da Brasil Telecom. O nosso cronograma se mantém e não há qualquer alteração na rotina", destacou o executivo.
Com relação ao mercado e às licitações de WiMAX e 3G, Angelis acredita que a maior parte dos investimentos deverá acontecer, de fato, apenas no ano que vem até em função do cronograma da Terceira Geração - consulta pública até agosto, edital e leilão no final de agosto. Já com relação ao WiMAX, a TIM sinaliza que recebeu informações que um novo edital será lançado.
"Isso significa que haverá uma nova consulta pública, um novo processo. Enfim, acredito que realmente fique para 2008. A 3G sairá mais rápido, se o cronograma for respeitado", destacou o presidente da TIM, Mario Cesar Araujo. A TIM realizou nesta segunda-feira, 23 de julho, a teleconferência para a divulgação dos resultados do segundo trimestre.
Mercado corporativo
Um dos grandes pontos positivos do resultado da TIM Brasil no trimestre foi o incremento da base de clientes corporativos, comerou Stefano de Angelis. Segundo ele, houve um incremento de 46% na base em relação ao mesmo período no ano passado. As razões para o incremento foram as soluções convergentes ofertadas pela TIM. Um dos produtos que ganhou grande adesão foi o TIM Casa - que reúne facilidades fixo-móvel, que já soma mais de 500 mil usuários.
Convergência Digital – 20/07/2007

Telefônica fatura R$ 7,37 bilhões no segundo trimestre
Companhia apresentou resultados estáveis, com destaque para crescimento do serviço de banda larga
A Telefônica/Telesp anunciou receita operacional líquida de R$ 7,37 bilhões no segundo trimestre de 2007, um aumento de 2% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando a companhia faturou R$ 7,22 bilhões. O Ebitda da operadora caiu 5%, de R$ 3,32 bilhões, em junho de 2006, para R$ 3,16 bilhões.
O resultado líquido ficou em R$ 1,19 bilhão no segundo trimestre, 6,7% abaixo do R$ 1,28 bilhão registrado no mesmo período do ano passado.
A receita de transmissão de dados da Telefônica/Telesp cresceu 80% no segundo trimestre, para R$ 1,41 bilhão, em comparação a R$ 784 milhões em junho de 2006. Segundo a companhia, os investimentos em ADSL são prioritários desde 2001. Em junho de 2007, o serviço atingiu 1,81 milhão de clientes, crescendo 7,2% em relação ao primeiro trimestre, e 31,5% em relação a um ano atrás
IT Web – 23/07/2007

TIM reverte prejuízo e lucra R$ 34 milhões no segundo trimestre
Há um ano, companhia perdeu R$ 238,6 milhões
A TIM fechou o segundo trimestre de 2007 com lucro líquido de R$ 34 milhões. No mesmo período do ano passado, a companhia havia registrado prejuízo de R$ 238,6 milhões.
No segundo trimestre de 2007, o Ebitda da TIM atingiu R$ 743,7 milhões, 44% acima dos R$ 515,6 milhões de igual período há um ano. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 81,4 milhões, 15% a mais que os R$ 70,7 milhões negativos na comparação anual.
A receita líquida da TIM no segundo trimestre fechou em R$ 3,05 bilhões, um crescimento de 34% em relação aos R$ 2,27 bilhões do mesmo período de 2006. Na composição da receita, o faturamento com serviços subiu 40%, para R$ 2,78 bilhões, e as vendas de aparelhos caíram 5,8%, para R$ 277,7 milhões.
IT Web – 23/07/2007

Prejuízo da Vivo cai 77% no segundo trimestre
Companhia apresentou resultado negativo de R$ 112,8 milhões
A Vivo apresentou os resultados financeiros do segundo trimestre de 2007, com prejuízo de R$ 112, 8 milhões, uma queda de mais de 77% em comparação aos R$ 493,1 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
A receita líquida da companhia subiu 16%, de R$ 2,59 bilhões no segundo trimestre de 2006, para R$ 3,02 bilhões no trimestre encerrado em junho último. Na composição da receita, a Vivo aumentou em 21% o faturamento com serviços, que atingiu R$ 2,64 bilhões. As vendas de aparelhos caíram quase 10% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 373,2 milhões.
A Vivo apresentou Ebitda R$ 634,2 milhões no segundo trimestre, cerca de 107% acima dos R$ 306,3 milhões de igual período em 2006.
A Vivo informou que já investiu 76% dos R$ 1 bilhão previstos para a implementação da rede GSM, sendo R$ 337,3 milhões realizados no segundo trimestre, destinados a manutenção de rede e sistemas, expansão da cobertura e terminais para o segmento corporativo. No primeiro semestre, os investimentos somam R$ 572,7 milhões. O número de aparelhos com tecnologia GSM vendidos pela operadora somam 3,3 milhões de unidades.
No segundo trimestre, a Vivo anunciou adição líquida de 1,21 milhões de clientes, 84% deles na base GSM, e atribui o desempenho às campanhas de dia das mães (em maio) e dia dos namorados (junho). A companhia encerrou o segundo trimestre, em junho, com 30,24 milhões de usuários, 6% acima dos 28,52 milhões do mesmo período de 2006, porém seu market share caiu 3,1 pontos porcentuais, passando de 40,4% há um ano, para os atuais 37,3%.
IT Web – 20/07/2007

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