21/05/2007

GERAL

Fones e ouvido e acessórios são itens lucrativos.

Aparelhos de áudio e vídeo perdem em rentabilidade para fones de ouvido e itens menores. A Philips vende um fone de ouvido a cada três segundos. Esse acessório pode representar pouco em termos de receita quando comparado aos tradicionais equipamentos eletrônicos de consumo vendidos mundialmente pela companhia, como televisores e aparelhos de som, mas está sendo visto como parte de um mercado promissor. As margens de rentabilidade oferecidas por acessórios e periféricos para informática e aparelhos de áudio e vídeo levaram a gigante holandesa a investir na aquisição de três empresas desde 2004 - Gemni, Power Sentry e, mais recentemente, Digital Lifestyle Outfitters (DLO), especializada em produtos para tocadores de MP3.

Os produtos tradicionais têm sofrido um processo rápido de comoditização e as margens estão cada vez mais apertadas, diz o vice-presidente da divisão de eletrônicos de consumo da Philips para a América Latina, Paulo Ferraz. "O segmento de acessórios e periféricos vem apre-sentando altas taxas de expansão no mundo, superiores às do hardware. O volume de hardware pode até crescer mais, mas cresce através de uma diminuição de preço médio", completa o executivo, acrescentando que a margem para a cadeia com a venda de acessórios corresponde ao dobro se comparada à do hardware.

Segundo dados fornecidos pela companhia, só o mercado de acessórios de tocadores de MP3, um dos focos da Philips, movimentou US$ 4 bilhões no ano passado e cresce a taxas superiores a 10% ao ano. Para se ter uma idéia, um iPod gera faturamento de cerca de US$ 75 em acessórios nos Estados Unidos, diz o executivo. Os acessórios e periféricos representam mais de 10% do negócio de eletrônicos de consumo da Philips, divisão que faturou € 10,6 bilhões. Com as aquisições de empresas feitas pela companhia, a expectativa é de que a área dobre de tamanho neste ano no mundo. No Brasil, que começa a receber os primeiros produtos de MP3 entre outros, a Philips prevê vendas cinco vezes maiores para a linha neste ano. "A base ainda é pequena", justifica Ferraz.

A companhia começa a explorar com mais força o mercado brasileiro com a oferta de 120 produtos, dos 2,5 mil que compõem o seu portfólio global. E estima a venda de 5 milhões de peças neste ano.

Estrutura de distribuição

O grande desafio no Brasil, segundo Ferraz, será regorganizar a estrutura de distribuição. O primeiro grande passo a ser dado é mostrar ao revendedor que ele pode ganhar mais dinheiro em comparação com o hardware tradicional, o que já ocorre fora do País. "Os revendedores tradicionais trabalham muito alavancados no financiamento do produto, mas é um tipo de item de venda à vista. Não se financia um fone de ouvido em dez vezes", comenta o executivo.

Além disso, a Philips está trazendo nova categoria com uma dinâmica de venda diferente do que está acostumada, de atuar diretamente com o varejo com produtos de maior valor agregado e volumes menores. No caso dos acessórios e periféricos, a empresa teve de buscar uma estrutura de distribuição especializada. "Vamos usar distribuidores master para entregar aos clientes o nível de qualidade e serviço que esse produto requer, já que se trata de uma compra por impulso. Se o consumidor passa no ponto de venda e encontra o acessório, tem grande chances de comprar. Caso contrário, nem saberá da sua existência", afirma Ferraz. A companhia já nomeou distribuidores regionais. "Estamos importando para estoque da Philips e redistribuindo para três distribuidores."

GM – 15/05/2007

Applied Materials anuncia lucro de US$ 413 milhões no último trimestre.

A Applied Materials, a maior fabricante do mundo de equipamentos para semicondutores, anunciou hoje que teve no último trimestre um lucro de US$ 411 milhões, ou de US$ 0,29 por ação, em comparação aos US$ 413 milhões, ou US$ 0,26 por título do mesmo período de 2006.

A companhia encerrou seu segundo trimestre fiscal no dia 29 de abril.

Os analistas consultados pela Thomson Financial previam um lucro de US$ 0,28 por ação e receita de US$ 2,350 bilhões.

Durante o trimestre, a empresa recebeu pedidos no valor de US$ 2,65 bilhões, o que representa um aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As ações da Applied Materials encerraram hoje na Nasdaq, antes da divulgação dos resultados, em baixa de 3,1%, caindo US$ 0,64 para fecharem em US$ 19,78. EFE vm fal

Último Segundo – 15/05/2007

Brasil e Paraguai procuram pontos convergentes sobre importações.

A diplomacia entrou em campo. Para evitar um desgate entre os governos do Brasil e do Paraguai, membro do Mercosul, a Receita Federal foi induzida pelo Palácio do Planalto a criar medidas que possam vir a regularizar as importações de produtos do Paraguai, considerado um grande pólo de 'mercadorias contrabandeadas'.

As ações da Receita Federal vão atender a vários setores, entre eles o de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. Nesta terça-feira, 15/05, a Abinee - Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica - foi convocada para uma audiência pela Receita, que se programou para apresentar um plano de ação para evitar problemas no setor.

Os detalhes da proposta serão conhecidos nesta quarta-feira, 16/05, quando a diretoria da Abinee se reúne para avaliar a estratégia conduzida pelo Governo, através da Receita Federal. As ações também vão valer para outros segmentos, entre eles, o têxtil.

Histórico

O portal Convergência Digital, com exclusividade, foi o primeiro veículo especializado a tratar do embate diplomático travado entre Brasil e Paraguai na área de Tecnologia da Informação. No final de março, foi divulgado que o Paraguai, preocupado com as ações de desoneração fiscal concedidas pelo governo brasileiro para a área de Informática, solicitava a concessão dos mesmos benefícios para as indústrias instaladas naquele país, que estariam tendo grande prezuízo com a 'legalização' do mercado brasileiro de PCs. (Paraguai quer incentivos fiscais para setor de hardware) .

Ainda de acordo com o documento,a reivindicação do Paraguai estaria ligada à questão do Pólo de Informática, montado em Foz do Iguaçu, no Paraná (Pedido paraguaio visa criar Pólo de Informática de Itaipu). A repercussão foi tanta que o governo do Paraguai disse que não solicitou os benefícios fiscais para o governo brasileiro. (Paraguai não solicitou incentivos fiscais para o Brasil).

Ainda assim, em carta encaminhada ao Ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, em abril, destacou o perigo de uma 'suposta integração econômica na área de TI entre os dois países' para a indústria brasileira de TI. (Abinee não quer acordo com indústria do Paraguai).

Convergência Digital – 15/05/2007

Ministro da Ciência e Tecnologia manda recado ao mercado.

O Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, mandou um recado claro para a indústria que reagiu à incorporação de medidas pró-componentes nacionais na nova legislação que rege à concessão do PPB (Processo Produtivo Básico)."Sei que há fabricantes que não gostaram, mas como governo temos que criar uma política de preservação da indústria local e que incentive à inovação", frisou Rezende.

O Ministro aproveitou a melhor oportunidade que teve para mandar o seu recado:a inauguração da fábrica da Dell, em Hortolândia, na última segunda-feira, 14/05, onde a nata do setor de Tecnologia da Informação estava reunida. No evento, vários executivos importantes do setor ouviram o Ministro deixar claro que é, sim, estratégia do governo buscar um 'renascimento' da indústria de componentes, partes e peças.

A mudança na regra do PPB - foram criadas regras específicas para desktops, servidores e notebooks, mas em todas há um percentual maior de exigência com relação à compra de partes, peças e componentes produzidos localmente na contrapartida pela concessão dos benefícios fiscais - foi extremamente criticada pelos fabricantes de hardware, como a própria Dell. Os fabricantes afirmam que a produção é globalizada e que é necessário ajustar os processos à globalização. Com isso, nem sempre os componentes nacionais são os mais competitivos para a produção de escala.

Também presente à cerimônia da Dell, o secretário-executivo da Secretaria de Política de Informática do MCT, Augusto Gadelha, reiterou que as mudanças foram feitas para atender uma reivindicação de um setor, que vive momentos de grande dificuldade. Mas, se mostrou aberto a debater o tema, caso sejam comprovadas maiores dificuldades para a indústria fabril instalada no país.

"O diálogo está aberto. O setor já vislumbrou a idéia de rever a própria Lei de Informática, ainda muito focada em Hardware, para tentar beneficiar o desenvolvimento de aplicações. Esse debate é salutar", afirmou Gadelha. "Mas, é preciso que se fique atento que ele exige mobilização setorial e o envolvimento da classe política, já que qualquer mudança terá que ser aprovada no Congresso Nacional", completou o secretário da Sepin.

O executivo, inclusive, é favorável ,sim, a mexer na legislação, principalmente para criar medidas que incentivem o processo de formação de mão-de-obra qualificada, um grande senão para o crescimento do Brasil nos negócios globalizados.

Em abril, durante a realização do Forum AbineeTec, na capital paulista, empresários do setor, levantaram a idéia de começar uma discussão de mudança na Lei de Informática, mesmo tendo sido a legislação recém-renovada até 2019. O intuito dos empresários não é o de retirar os benefícios concedidos à indústria de hardware, mas sim, uma tentativa de incluir a área de software e desenvolvimento na legislação.

A proposta é permitir que empresas que não mantêm plantas fabris no Brasil, mas abram Centros de Desenvolvimento de Aplicações com mão-de-obra qualificada nacional, possam também receber incentivos tributários. A formação profissional, inclusive, foi também tema da participação de Gadelha no evento.

"A formação de Recursos Humanos em TIC é crucial. Sei que há esforços para que essa área ganhe apoio governamental, mas podemos, sim, pensar numa mudança imediata na Lei de Informática e conceder incentivos para as empresas que tenham centros de excelência de desenvolvimento no país e que invistam na formação de especialistas", disse o secretário da Sepin, na sua participação no Fórum de TIC da AbineeTec.

Convergência Digital – 16/05/2007

Aprovado debate sobre criação de regime tributário específico para produtos vindos do Paraguai.

A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara aprovou nesta quarta-feira (16/05), requerimento de autoria do deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP), que requer a realização de Audiência Pública para debater a proposta de criação de um regime tributário específico para importação de produtos do Paraguai.

Foram convidados para debater o assunto, o Embaixador Afonso Cardoso - Diretor-Geral do Departamento de Integração do Ministério das Relações Exteriores (MRE); Jorge Antonio Deher Rachid, Secretário da Receita Federal do Brasil e Nilton Sacenco Kornijezuk, Secretário interino de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior.

Durante a sessão, Semeghini também incluiu de última hora, na relação de convidados, o secretário de Política Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Augusto Gadelha, e representantes da Abinee e do setor elétrico e eletrônico de Manaus.

Segundo o deputado Júlio Semeghini, o comércio ilegal de produtos vindos do Paraguai tem sido um problema histórico que afeta economia do Brasil. Mesmo com todos os esforços da Receita Federal, são muitas as dificuldades enfrentadas, para impedir de forma eficaz a entrada de produtos irregulares.

O parlamentar tucano reconheceu que nos últimos anos o governo brasileiro empreendeu esforços para reduzir a carga tributária incidente sobre setor de hardware, e colheu bons resultados. "Exemplo disso é o programa 'Computador para Todos', que aos poucos vem possibilitando o acesso da população de baixa renda ao mundo digital e a redução significativa do mercado cinza de PCs no Brasil.

Mas Semeghini entende que, qualquer discussão agora, sobre a criação de um regime tributário específico para importação de produtos do Paraguai, precisa passar por um debate profundo com os setores industriais brasileiros. E que sejam definidos critérios rígidos de concessão, para evitar que a indústria nacional acabe prejudicada.

A data da audiência pública, ainda será definida pela direção da Comissão de C&T da Câmara.

Convergência Digital – 16/05/2007

Pesquisa da Abinee mostra setor de informática em crescimento.

No mês de abril, a sondagem realizada pela Abinee com empresas do setor demonstrou a mesma tendência apontada em março/2007 para o comportamento da indústria eletroeletrônica, porém somados a alguns fatos pontuais. Enquanto a indústria de informática mantém nível alto de produção, impulsionada pela desoneração fiscal, o setor de telecomunicações segue em queda livre.

Os resultados negativos vieram dos setores de materiais eletrônicos, aparelhos e equipamentos de comunicações (-13,8%), onde estão as áreas de Telecomunicações, Componentes Eletrônicos e Aparelhos de Imagem e Som; e equipamentos de instrumentação, inclusive médicos hospitalares e ópticos (-5,6%); onde está contida a área de Automação Industrial.

Em Telecomunicações, os investimentos em infra-estrutura estão parados, enquanto que na telefonia móvel o mercado de aparelhos celulares está sendo movimentado pelo mercado de reposição. Está afetando os números de produção, a transferência de uma importante planta industrial de telefones celulares, para exportação, do Brasil para outro país.

Quanto aos Componentes Eletrônicos continuam com dificuldades com a concorrência dos produtos importados, especialmente da China, e com as dificuldades de acesso ao mercado.

O trabalho agrega o indicador de produção da indústria eletroeletrônica, criado pela Abinee, a partir da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE de março. Pelo estudo, o setor eletroeletrônico cresceu 2,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, comportamento inferior ao dos meses de fevereiro (+6,3%) e janeiro (+8,2%), como também abaixo do crescimento da indústria de transformação (+3,8%), fato que não é normalmente verificado, completa o estudo da entidade.

Convergência Digital – 17/05/2007

AUTOMOTIVO

Aquecimento do setor automotivo tem reflexo no de rastreamento.

O aquecimento do setor automotivo está gerando uma onda de otimismo entre as empresas de rastreamento de veículos e cargas, que projetam crescimento de até 50% nos negócios este ano e investem em lançamentos e em expansão dos negócios. A redução dos custos de telefonia móvel tem permitido o lançamento de novos produtos com mais rapidez e preços reduzidos, gerando uma busca por um volume de vendas cada vez maior.

Uma das mais confiantes é a Sascar, que atua na prestação de serviços de monitoramento e gestão de frotas e espera faturar R$ 120 milhões este ano, mantendo um crescimento na taxa de 35% ao ano. Atrelada ao crescimento do setor de caminhões, a empresa tem apostado na personalização de soluções para setores específicos. “Hoje, por existirem vários fabricantes neste segmento, o hardware que equipa o veículo passa a ser uma commodity. Procuramos oferecer soluções pontuais para cada tipo de transporte, através da prestação de serviços. Eles representam 80% da nossa receita, os outros 20% vem da instalação de equipamentos”, analisa Daniel Russi, diretor da Sascar.

A empresa investe R$ 20 milhões por ano — cerca de 20% de sua receita — em desenvolvimento, pesquisa e inovação de hardwares e softwares e possui uma parceria com a Siemens para todo o desenvolvimento tecnológico . Algumas empresas que possuem frotas operando com soluções feitas sob medida são a concessionária Ecovias, a ALL e o Porto de Santos. “Notamos que, apesar de as tecnologias serem recentes, qualquer produto desenvolvido no setor tem uma média de 18 meses de renovação. É preciso investir um capital intensivo para se manter em vanguarda”, completa.

Um dos setores mais cobiçados pela empresa atualmente é o canavieiro. A Sascar destinou US$ 200 mil para o desenvolvimento de um produto que contemple toda a logística do segmento desde a colheita até a distribuição do álcool. “O objetivo é oferecer uma solução que alie logística e segurança, controlando a produção através do uso de telemetria e evitando fraudes na fabricação do álcool, com o uso de rastreadores. Estamos investindo em pesquisa, tecnologia , desenvolvimento do software e tempo. A previsão é que a solução esteja no mercado até o final do ano”, revela o diretor, que afirma que já existem usina, no Paraná e em São Paulo, interessadas, sem revelar nomes. A empresa também quer ampliar sua atuação no setor portuário e tem apostado no “colar eletrônico”, um lacre que controla a movimentação dos contêineres e permite o monitoramento de possíveis violações.

Originada do investimento de uma holding do setor madeireiro do Paraná, a empresa está se preparando para abrir o seu capital nos próximos dois anos. “Estamos nos preparando para a abertura de uma IPO (oferta pública de ações) até 2009. Para isso, estamos recebendo uma consultaria da Fundação Dom Cabral, na área de governança corporativa, para nos preparar para a emissão de ações para o mercado”, revela o diretor.

A Controlsat, empresa do Grupo Schahin, que espera crescer 50% este ano, aponta um crescimento de 20% nos últimos dois meses no rastreamento de frotas de caminhão, graças a parcerias com seguradoras. “Tivemos um crescimento muito grande na área de cargas. Acabei de fechar quase 200 equipamentos com o Grupo Apisul (seguradora de cargas e mercadorias). Temos 600 equipamentos vendidos e não estamos conseguindo instalar. Para agilizar, estamos aumentando os turnos nos sábados e domingos, para dar vazão às encomendas”, relata Hélio Kairalla, diretor comercial da Controlsat.

A empresa tem investido no aumento do volume de vendas e em terceirização de serviços para compensar a queda no preço dos rastreadores e aumentar as margens de lucro. “Nos últimos 5 anos houve uma redução média de 40% no preço dos equipamentos, assim como o preço da comunicação. Há dois anos, um transportador gastava R$ 400 por mês, hoje ele gasta R$ 150”, diz.

A empresa investe até R$ 2 milhões por ano em novas tecnologias, através de parcerias com a Quanta. Outras estratégias da empresa para crescer estão na expansão de sua área comercial.

Além de investir em parcerias com seguradoras, a Car System, está investindo em parcerias com as montadoras como Audi, Toyota, Land Rover e Mitsubishi e na abertura de novas unidades comerciais. “Queremos ganhar escala e estamos investindo no mercado corporativo”, afirma Hélcio Fernandes Vicentin, diretor de Negócios Corporativos e Marketing.

A Ituran, que só possuía rastreadores GSM voltados para gestão de frotas, acaba adaptar o produto para automóveis. “Esperamos expandir nossa atuação, atualmente restrita a São Paulo e Rio de Janeiro, a outras capitais do País”, afirma Pedro Coli, gerente comercial da empresa.

DCI – 15/05/2007

Aumenta o volume de carros importados no primeiro quadrimestre.

O setor de carros importados no Brasil cresceu 70,77% no quadrimestre, em relação ao mesmo período de 2006, com a comercialização de 54.137 unidades. O total inclui os veículos trazidos pelas próprias montadoras. Ao somar apenas as vendas das empresas associadas a Abeiva (BMW, Ferrari, Kia Motors, Maserati, Porsche e SsangYong), houve crescimento de 52,8%, com a venda de 2.382 veículos no quadrimestre. “O que impulsiona esse comércio é o aquecimento do mercado. Não houve alterações nos preços por conta do câmbio, porque o dólar cai no mundo inteiro. Os fabricantes norte-americanos e coreanos que exportam para o Brasil pagam o seu preço lá. Na realidade há uma compensação”, explica o presidente da Abeiva, José Luiz Gandini. A solução para o setor, segundo a Abeiva, seria a isenção da alíquota de importação de veículos para uma cota de 20 mil unidades anuais. Porém, o governo resiste às pressões do setor. “Com o ministro Furlan as negociações iam bem, mas quando entrou o Miguel Jorge tudo parou”, critica Automotive Business – 18/05/2007

Previsão de C. Belini, presidente da Fiat do Brasil, aponta para vendas internas totais da indústria automobilística de 2,4 milhões a 2,5 milhões de veículos (autos e comerciais) em 2008. Ou seja, mais uma expansão recorde em torno de 15% que justifica a nova leva de contratações anunciadas. Indicador mais presente é do aumento na comercialização de carros usados pelas lojas independentes do Estado de S. Paulo: nada menos de 43% sobre janeiro-abril de 2006

Automotive News – 17/05/2007

GM anuncia planos de exportar US$ 700 milhões.

A General Motors anunciou planos para exportar US$ 700 milhões em componentes automotivos e Cadillacs montados da América do Norte para sua filial na China, chamada de Shangai General Motors. A China se converteu no centro das atenções para a GM já que as vendas norte-americanas seguem tendência de queda. As vendas da GM na China cresceram 25% no primeiro trimestre para 289.915 veículos. A montadora planeja quase dobrar a produção na China para 1,7 milhões de veículos nos próximos três anos.

GM – 17/05/2007

Sindipeças estipula prazo de 15 meses para efetivar investimentos no setor.

O setor de autopeças, por meio do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), estipulou um prazo de 15 meses para fazer um investimento de cerca de R$ 2 bilhões, visando aumentar sua produção. O crescimento do setor e o mercado aquecido fizeram a indústria se preocupar com os atrasos na entrega para as montadoras, que, de acordo com estudo do sindicato, 10% das fabricantes estão com problemas de atrasos e cerca de 38% não conseguem aumentar a produção. Com o aumento das vendas acima do esperado, é necessário que providências sejam tomadas para solucionar o problema, pois a estimativa para 2007 é que a indústria fabrique 2,7 milhões de veículos, podendo chegar a 3 milhões em 2008

Automotive Business – 17/05/2007

Mercado automotivo do DF continua em alta.

O mercado automotivo do Distrito Federal continua em alta. As vendas de veículos, entre automóveis, caminhões, ônibus e micro-ônibus, nos quatro primeiros meses de 2007 cresceram 36,95% em relação ao mesmo período de 2006.

Ao todo, foram vendidos 23.900 carros. Mas apesar do bom resultado deste ano, as vendas de abril recuaram 5,09%, em comparação com as de março, segundo pesquisa do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Autorizados do DF (Sincodiv), com base nos emplacamentos registrados no Departamento de Trânsito (Detran).

De acordo com Ricardo Lima, diretor de Vendas do Sindicato, os empresários não têm motivos para ficarem apreensivos. “Em abril do ano passado, foram vendidos 4.469 veículos, 50,19% a menos que o mesmo mês de 2007. Isso mostra que o mercado está em ascensão”, considera.

Ricardo acredita que o número reduzido de dias úteis em abril, em função dos feriados da Semana Santa e do aniversário de Brasília, contribuiu para a queda nos emplacamentos. “A partir dos próximos meses podemos esperar um incremento na comercialização”, diz.

O volume crescente de recursos liberados pelo Sistema Financeiro Nacional para a compra de automóveis – R$ 9,3 bilhões no primeiro bimestre de 2007, o que representa alta de 21,8%, em relação a 2006 – e a economia estável também favoreceram o mercado automotivo.

ComuniWEB – 18/05/2007

CONSUMER

Renato Cotrim, gerente de negócios de internet da Microsoft Brasil, fala sobre IPTV.

Uma é pelo ar, outra pela rede de banda larga. O gerente de negócios internet da Microsoft Brasil, Renato Cotrim, explica que as informações de imagem em formato de zeros e uns na TV Digital terrestre é transmitida pelo ar, por meio de uma antena e são decodificados pelo set up box.

No IPTV, por sua vez, esses dados digitalizados circulam pela rede de telefonia. “É por isso que as duas se complementam”, diz. Ele explica que na Inglaterra já funciona assim: o usuário assiste ao que é ao vivo pela TV Digital, com imagem de qualidade e variedade de ângulos. Já programação estática, como os filmes, ele compra e acessa via IPTV.

O analista sênior para a América Latina do Yankee Group, Julio Püschel, explica que o IPTV entra mais no mercado de TV Paga. Com banda larga, as operadoras fixas podem oferecer vídeos para o consumidor final. Para o usuário não importa se é IPTV é via cabo ou DTH (satélite).

A tendência é que o IPTV principalmente por iniciativa das operadoras de telefonia seja popularizado na TV Paga. Na Espanha tem serviço com pacote pago bem barato. A classe média baixa começou a adorar esses serviços (alternativos) porque procuram melhor qualidade do que a oferecida pelas parabólicas. Com o pacote de serviços os preços ficam diluídos e se torna atraente para esse público.

De acordo com outro executivo da Microsoft, o diretor geral do MSN Brasil, Osvaldo Barbosa de Oliveira, a TV Digital é apenas uma expansão da televisão aberta que existe atualmente, com definição e filosofia maior. “O IPTV é mais uma evolução da televisão a cabo, com a possibilidade de uso de aplicativos mais sofisticados”, resume. No celular, segundo ele, a TV vai acontecer ou por streaming ou por meio de um receptor casado com a TV Digital.

O diretor de serviços de valor agregado da Claro, Marco Quatorze, diz que é justamente por essa razão que acredita mais em parceria entre as operadoras e emissoras do que em concorrência. Entretanto, ele lembra de uma situação em que produtoras de conteúdo e as operadoras podem competir. “Quando se pensa no modelo de publicidade, com o mobile market, o celular pode ser uma mídia concorrente da televisão”, explica. Apesar disso, Quatorze faz questão de enfatizar: “Muitas vezes a briga é polarizada, mas podemos chamar tudo isso de modelo de colaboração”, finaliza.

Computer World – 15/05/2007

Debate sobre TV Pública não contempla aspectos estratégicos.

O debate sobre a TV Pública no Brasil passou ao largo de uma questão estratégica. Tudo indica que as diferenças entre internet e televisão digital tendem a diminuir cada vez mais e que boa parte da discussão atual pode ficar sem sentido muito antes da mudança de padrão técnico no sistema brasileiro de TV.

O novo padrão de televisão e a internet usam sinais digitais, portanto as imagens podem ser visualizadas tanto no aparelho da sala como no computador. A badalada interatividade, que dá ao usuário o poder de interferir na programação, é também idêntica tanto na TV como no PC, porque são sinais digitais enviados para o emissor usando o que os técnicos chamam de canal de retorno.

A briga pela alocação de canais no espectro digital tem a ver com o uso de faixas de transmissão, mais ou menos como é agora, só que com uma qualidade de imagem e amplitude de freqüências, muito maiores. Mas esta briga pode tornar-se inócua se os usuários decidirem ver televisão através de uma webtv, que é um site da internet que transmite programas de televisão. Qualquer um pode montar uma webtv sem ter que disputar uma freqüência concedida pelo governo.

Para ter acesso à televisão digital os usuários nas grandes cidades podem escolher o sinal aberto recebido via antena ou o sinal por cabo e telefone (banda larga) para visualização num monitor acoplado a um computador.

O usuário é que terá a palavra final sobre quando e onde vai sintonizar a TV digital. Pode então surgir uma situação curiosa e que não está sendo levada em conta nos debates sobre a nova TV.

O usuário poderá assistir à TV digital, na sua sala de estar, da mesma forma que utiliza o seu receptor analógico atual porque o que ele quer é entretenimento, quer ver novelas, um filme, uma partida de futebol, um show e por aí vai. Ele quer sentir-se num cinema, num teatro, num estádio ou num espaço musical. Este é o espaço onde a família e os amigos se reúnem para assistir juntos a um mesmo programa.

Quando o usuário desejar interatividade, muito provavelmente vai para o seu computador, onde ele adota uma postura diferente do sofá da sala. É natural, porque manipular um mouse e um teclado é muito mais cômodo numa cadeira ou poltrona de escritório. Além do mais, a interatividade é quase sempre uma atitude individual. Vai ser muito difícil alguém tentar acessar a conta bancária na TV da sala de jantar enquanto o resto da família quer ver novela, filme ou um jogo de futebol.

Quando se leva em conta todos estes fatores percebe-se que a discussão sobre canais digitais na verdade pode tornar-se inócua porque a ampliação da malha de banda larga para uso por computadores pode resultar tão ou mais importante do que toda a complicada divisão de freqüências entre emissoras de TV, grupos de comunicação, organizações da sociedade civil e governos.

Se o mesmo sinal que serve para fluxo de dados também pode ser usado para transmitir imagens de vídeo, então é preferível ampliar a rede de banda larga porque ela é estrategicamente mais importante na medida em que é uma alavanca de crescimento econômico.

Uma internet rápida, democrática e barata é essencial para a indústria, comércio, agricultura, ensino, pesquisa e setor de serviços. Mais ainda quando se sabe que a tendência no universo da comunicação é a convergência de meios, na qual a televisão acabará se combinando com a comunicação textual, com o rádio e com os sistemas interativos.

Ao pensar na televisão pública, não se pode deixar de lado este contexto, porque são grandes as possibilidades de que muitos dos pontos que hoje dividem opiniões tornem-se obsoletos com o avanço das tecnologias e a redefinição dos comportamentos do público.

Enquanto brigamos por freqüências, as empresas de telecomunicações e os conglomerados de comunicações monopolizam a rede de banda larga da internet e freiam a democratização deste espaço que é muito mais estratégico para o desenvolvimento do país e de todos nós. Observatória da Imprensa – 15/05/2007

Empresa faz nova aquisição, desta vez de uma fornecedora de sistemas avançados de empacotamento de dados e envio de imagens via satélite, radiodifusão e cabo

A Motorola deu mais uma cartada para concretizar sua estratégia de oferta de um serviço integrado de realização e entrega de sistemas de vídeo. Nesta quinta-feira (17/05), a companhia anunciou a aquisição da Módulos Vídeo, fornecedora de MPEG-4, sistema avançado de compressão de códigos de imagem.

Segundo a fabricante de celulares, a aquisição vem para complementar outras compras: Broadbus, Kreatal, Tut Systems e Netopia. Os termos do acordo não foram revelados.

Os sistemas modulados, como o oferecido pela Módulos, são utilizados para entregar conteúdos de vídeo por IPTV, cabo, radiodifusão e satélite. A companhia já vinha trabalhando com a Motorola por dois anos para oferecer serviços de empacotamento para clientes do mundo inteiro. IT Web – 17/05/2007

Para a fabricante, a redução do valor máximo dos desktops contemplados pelo Computador para Todos reflete queda do preço dos computadores no País

A Positivo Informática, fabricante nacional que lidera as vendas de PCs no varejo, trabalha no enquadramento de suas linhas de notebooks às diretrizes do programa de inclusão digital “Computador para Todos". Conforme anúncio do governo federal, os equipamentos portáteis, com preço de até R$ 1,8 mil ao consumidor, passam a contar com os recursos de financiamento da iniciativa.

César Aymoré, diretor de marketing da companhia, avalia a medida como uma proposta aplicável, a partir da adoção de uma configuração mais simples dos equipamentos. “Não há a necessidade de ter um notebook com memória de 512 MB para rodar o sistema operacional Linux, por exemplo. Nesse caso, o computador pode rodar bem com 256 MB”, pontua o executivo, citando também a instalação de gerações mais antigas de wireless. Hoje, a fabricante já oferece ao varejo a linha V41, por R$ 1.799,00.

Para o diretor, a queda do valor máximo dos desktops inseridos no programa, de R$ 1,4 mil para R$ 1,2, já reflete a redução de preços dos computadores no País. “Trata-se apenas de um ajuste”, opinia Aymoré, lembrando que a Positivo já trabalha com PCs abaixo de R$1,2 mil. “A nova determinação mantém o conceito do projeto, que é disponibilizar para a população, por meio do varejo, produtos para primeira compra”, complementa o executivo.

No balanço do primeiro trimestre de ano, a fabricante reportou a venda de 247,9 mil computadores, contra 161,1 unidades registradas no mesmo período de 2006. Desse total, 226 mil foram desktops, enquanto os notebooks responderam por 2,6 mil máquinas vendidas – o que significou um crescimento de 733,7% na comparação dos trimestres.

IT Web – 16/05/2007