20/06/2007

GERAL

Centrino Pro marca início da Semana da Mobilidade Intel
A nova tecnologia Centrino Pro foi o destaque na 2ª Semana de Mobilidade Intel, que começou nesta segunda-feira, 18/6, e terá prosseguimento até 24 de junho, envolvendo cerca de 50 empresas do “ecossistema” da empresa, que inclui fabricantes, software-houses e empresas de varejo.

A nova plataforma já conta como modelos de notebooks oferecidos no Brasil pela HP, Lenovo, Positivo e Semp Toshiba. Ela alia às características mobilidade, recursos presente no desktop Vpro, como gerenciamento e boot remoto, maior nível de segurança e menor custo de TCO ( custo total de propriedade).

A "Semana da Mobilidade” também marcou anuncio da disponibilidade local da nova geração da tecnologia de processador Intel Centrino Duo, projetada para trazer maior eficiência no consumo de energia e por conseqüência uma maior duração da bateria. Foram 15 fabricantes que apresentaram seus produtos, que fazem parte da promoção: Accept, Amazon, CCE, Dell, Gigabyte, HP, Itautec, Lenovo, LG, Megaware, NEC, Positivo, Semp-Toshiba, Sony e Techsul.

A Intel acredita que as iniciativas realizadas nesta semana serão fundamentais para incrementar a venda de notebooks no país, segundo as previsões da empresa cerca de 1,.2 milhão notebooks serão vendidos este ano, contra os aproximadamente 600 mil vendidos no ano passado. A venda de notebooks em 2006 representou 8% do total de PCs vendidos no país, mas há potencial para chegar a 30% nos próximos três3 anos, de acordo com estimativas da Intel.

“As pessoas estão percebendo cada vez mais a importância de estarem conectadas em qualquer lugar a qualquer hora. Não há dúvidas de que este é o momento da tecnologia sem fio, com velocidades maiores, mais acesso e novas tecnologias aparecendo todos os dias. Os usuários vêm demandando processadores e chipsets mais rápidos, vídeos e gráficos de alta resolução, sinais wireless mais fortes e velozes, além de melhor segurança e gerenciamento, diz Elber Mazaro, diretor de Marketing da Intel.

Cada um dos dias da semana contará com um tema específico com foco no estímulo à adoção de notebooks, desenvolvimento da infra-estrutura para acesso à Internet sem fio (Wi-Fi e WiMAX) e na produção de conteúdo digital, como filmes, músicas e jogos, voltados à mobilidade.

A agenda da semana:

18/06 (segunda-feira) - Dia da Tecnologia Móvel Intel Centrino Duo - O anúncio central desse dia é a disponibilidade local de notebooks equipados com a nova geração da tecnologia de processador Intel Centrino Duo no Brasil.

19/6 (terça-feira) – Dia do Consumidor - Dia que marca a realização de promoções, descontos e condições especiais na compra de notebooks com processadores Intel no varejo. A Intel promove também uma série de palestras sobre mobilidade no Centro de Convenções FAAP-SP.

20/6 (quarta-feira) – Dia Corporativo – Além de promoções especiais de produtos e serviços para o segmento corporativo serão apresentadas palestras em São Paulo e Brasília voltadas aos profissionais de TI, com o objetivo de demonstrar às pequenas, médias e grandes empresas os benefícios da adoção da mobilidade.

21/6 (quinta-feira) – Dia da Conectividade Sem Fio – O objetivo é ampliar a adoção das tecnologias de banda larga sem fio pela população, acelerar a disponibilidade de banda larga e contribuir com os programas de inclusão digital no Brasil. A empresa mobilizou a indústria e os prestadores de serviços de acesso sem fio que preparam anúncios para o dia.

22/6 (quinta-feira) – Dia do Conteúdo Digital – O dia contará com a abertura de conteúdos exclusivos para os Internautas e com um concurso de fotografias sobre o tema “Leve o Mundo com Você”.

23/6 e 24/06 (sábado e domingo) – Dias da Experimentação – Todos terão a oportunidade experimentar a nova geração da tecnologia de processador Intel® Centrino® Duo de no Shopping Market Place (SP), onde será possível acessar conteúdos especialmente produzidos para esta tecnologia.

TI Inside – 18/06/2007


NET inicia testes para integração de operações da Vivax
A Net, líder em TV paga no país, inicia na próxima segunda-feira, dia 25, testes em Atibaia e Bragança Paulista, no Estado de São Paulo, para a integração das operações da Vivax, adquirida em outubro. Até o final do ano, a Net espera ter 97 por cento da rede da Vivax pronta para receber os serviços combinados de TV paga, banda larga e telefonia IP.

"As duas cidades foram escolhidas por já possuírem plataforma tecnológica capaz de suportar o lançamento de produtos Net", explicou o presidente, Francisco Valim. "Nosso objetivo, nesse primeiro momento, é avaliar como o cliente Vivax receberá a mudança da marca e os novos produtos, além de adaptar os processos operacionais."

Com a integração das operações, a Net passa a ter 2,1 milhões de clientes de TV por assinatura, sendo 350 mil oriundos da Vivax, que atua em 33 cidades paulistas no litoral e interior, dois municípios do Rio de Janeiro e em Manaus (AM). A fatia da Net no mercado de TV paga chegará a 46 por cento.

No segmento de Internet rápida, a integração de perto de 200 mil clientes da Vivax colocará a Net com 1,1 milhão de usuários, ou 15 por cento do mercado brasileiro. Na telefonia IP, como a empresa comprada ainda não atuava, a Net mantém seus 300 mil clientes.

Valim afirmou a jornalistas, por telefone, que o primeiro semestre mostrou-se em linha com as expectativas da empresa, apesar da forte concorrência, alimentada inclusive pela Telefônica, que passou a atuar no setor. O executivo mantém as perspectivas verificadas nos últimos anos de crescimento de 20 por cento da receita e margem Ebtida (sigla em inglês para lucro antes de impostos, juros, amortização e depreciação) de 26 a 28 por cento.

Até o final do ano, a Vivax fará um investimento adicional para adequação da rede, com incremento de 20 a 30 por cento. O valor, entretanto, não foi divulgado.

Os investimentos da Net para o ano, como um todo, estão mantidos entre 600 milhões e 650 milhões de reais.

Após a compra da Vivax, feita à base de troca de ações, a Net continua sob controle da organização de mídia brasileira Globo e tem como sócio estratégico o grupo mexicano Telmex. O presidente da Net afirmou que está sempre avaliando oportunidades de aquisições, mas que não tem a intenção de realizar qualquer compra no momento.

Reuters Brasil – 18/06/2007

BNDES: indústria receberá novos incentivos este mês

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, informou hoje que a instituição trabalha em conjunto com os Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento na elaboração de um novo pacote de incentivo, desta vez para as indústrias eletroeletrônica e automotiva. As novas medidas, segundo ele, estarão concluídas em até duas semanas.

Coutinho não quis dar mais detalhes sobre o novo conjunto de medidas, mas adiantou que serão um tipo de apoio que usará instrumentos convencionais de investimento, "sem nenhuma grande surpresa".

O presidente do BNDES reiterou que com o crescimento da economia o BNDES sozinho não resolve a questão das necessidades crescentes de investimentos industriais.

Por isso, disse ele no 9º Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais, em São Paulo, a instituição precisa contar com apoio do mercado de capitais para financiar um volume crescente de recursos. Coutinho destacou o novo ciclo de investimentos em infra-estrutura como exemplo de setor que precisará de maior volume de recursos.

A Tarde Online – 19/06/2007


AUTOMOTIVO

Lances para compra da Delphi se intensificam
A batalha pela compra da Delphi se intensificou na última semana. Segundo o site Automotive News, dois grupos norte-americanos de investimentos - Highland Capital Management LP e Appaloosa Management LP - disputam ofertas sobre a marca. Na quarta-feira, a Deplhi publicou um documento afirmando que a Highland está em negociações para dar o maior lance de compra. O último lance oficial da investidora sobre a Delphi, no ano passado, foi de $4.7 bilhões.

Nesta manhã, a Dow Jones declarou que a firma de investimentos Pardus Capital Management LP, do executivo Karim Samii, uniu-se à Appaloosa na tentativa de superar o lance da rival. Samii também é investidor da Visteon e da Valeo.

A Delphi, controlada pela General Motors, formalizou em 2005 um pedido de reorganização da empresa sob a proteção das leis de falência dos estados Unidos.

Autonews – 15/06/2007



Bosch participa de Simpósio SAE Brasil de Manufatura Automotiva
O Bosch Production System – BPS é um dos cases que será apresentado durante o Simpósio SAE Brasil de Manufatura Automotiva, que acontece nos próximos dias 18 e 19 de junho. O evento tem como tema: As Operações Globais Desafiam a Manufatura.

O gerente corporativo da Qualidade e Sistemas de Produção da Robert Bosch América Latina, Amadeu Dalceno Júnior, falará sobre como o BPS vem sendo aplicado dentro da cadeia produtiva da empresa. O BPS é o conceito de gestão do sistema produtivo, desenvolvido pela Bosch. “O objetivo é maximizar a utilização dos recursos com constante foco na excelência da qualidade, eficiência logística e custo adequado”, explica Dalceno.

Na palestra “A Sinergia na cadeia de Manufatura”, o executivo da Bosch falará da experiência de sucesso da empresa no trabalho de busca da excelência realizado junto a seus fornecedores. “A Bosch desenvolve constantes atividades de melhoria em seus processos produtivos que são desdobradas para sua base de fornecedores com objetivo de atender a competitividade do mercado globalizado”, afirma Dalceno.

Para exemplificar os resultados desse trabalho duas empresas fornecedoras da Bosch participarão da palestra. Estarão presentes Fábio Fabris, Diretor Industrial da Grampos Aço, e Leocadio Antonio Nomemacher, Diretor Geral da Sulbras. Estas duas empresas são participantes do programa "Fit for Global Approach" que capacita os fornecedores para programas de exportação para outras fábricas da Bosch.

Simpósio SAE Brasil de Manufatura Automotiva, 18/06/07 às 10h35 | Milenium Centro de Convenções – Rua Dr. Bacelar, 1.043 – Vl. Clementino – São Paulo | Palestra: A Sinergia na Cadeia de Manufatura.

Perfil da Bosch -O Grupo Bosch é líder mundial no fornecimento de tecnologia e serviços. Em 2006, seus 260 mil colaboradores contribuíram para que fosse atingido o faturamento de 43.7 bilhões de euros nos setores de tecnologia automotiva, tecnologia industrial, bens de consumo e tecnologia de construção. O Grupo Bosch é composto pela Robert Bosch GmbH e cerca de 300 subsidiárias e empresas regionais em mais de 50 países. Esta rede mundial de desenvolvimento, produção e distribuição é a base para continuidade do crescimento. A Bosch investe mais de 3 bilhões de euros a cada ano em pesquisa e desenvolvimento, o que, em 2006, resultou em mais de 3000 patentes em todo o mundo. A empresa foi fundada em Stuttgart, em 1886, por Robert Bosch (1861-1942) como Oficina de Mecânica Fina e Eletrotécnica.

A estrutura acionária diferenciada da Robert Bosch GmbH garante a autonomia empresarial do Grupo Bosch, o que torna possível o planejamento de longo prazo e a antecipação de importantes investimentos para garantir a segurança da empresa no futuro. Noventa e dois por cento das cotas do capital da Robert Bosch GmbH pertencem à Robert Bosch Stiftung GmbH (Fundação Robert Bosch), instituição sem fins lucrativos. A maioria dos direitos de votos pertence a Robert Bosch Industrietreuhand KG, responsável pela gestão empresarial do Grupo. As cotas remanescentes do capital pertencem à Família Bosch e a Robert Bosch GmbH.
Portal fator Brasil – 16/06/2007



Siemens prevê fim do CD player até 2012

Depois dos toca-fitas serem praticamente extintos do setor automotivo, chega a vez do CD player estar com os dias contados. A conclusão é da Siemens VDO Automotive, fabricante de equipamentos eletrônicos para carros. Segundo estudos da empresa, em breve, a maioria dos sistemas de rádio que saírem de fábrica será capaz de ler MP3 e será compatível com outros recursos de armazenamento de músicas.

A Siemens prevê que o grande crescimento das chamadas tecnologias digitais sem fio (wireless) e da popularização do MP3 acabem com os tocadores de CD em meados de 2012. Ainda segundo a empresa, logo as vendas de músicas MP3 alcançarão a comercialização de CDs tradicionais.

CarSale – 18/06/2007


VW deixa de oferecer rastreador de série
Cerca de três meses depois de passar equipar todos os seus veículos com rastreador de série, a Volkswagen do Brasil decidiu deixar de oferecer o equipamento como item de série. Desde a última sexta-feira (15), os modelos fabricados no país estão saindo das linhas de montagem sem o monitoramento eletrônico. De acordo com a montadora, a decisão foi tomada em razão de uma mudança na estratégia de oferta do serviço.

A VW firmou parceria com uma seguradora para a instalação do rastreamento nos veículos da marca. A oferta do serviço e a conseqüente redução do preço do seguro dependerão de um estudo de custo/benefício de cada seguradora, que indicará quais as regiões do Brasil e os modelos de veículos nos quais o rastreador pode realmente beneficiar o cliente.

De acordo com o fabricante, o custo do equipamento e do serviço serão incluídos no preço do seguro, com o devido desconto, que deve ser negociado diretamente entre o cliente e a seguradora de sua preferência. O fim da oferta do rastreador como item de série não causará qualquer prejuízo aos clientes que já decidiram pela ativação do serviço. Esses consumidores poderão continuar usufruindo normalmente do rastreamento, conforme rege o contrato celebrado diretamente entre eles e a operadora Crown Telecom.
CarSale – 18/06/2007



Bentley Brooklands é sucesso de vendas
Vedete do último Salão de Genebra (Suíça), em março, o cupê de luxo Brooklands, fabricado pela Bentley, é sucesso absoluto de vendas. De acordo com a marca britânica, o primeiro ano de produção do modelo já está completamente vendido e as primeiras unidades devem começar a serem entregues no primeiro trimestre do ano que vem. "O interesse pelo Brooklands, desde a sua apresentação no Salão de Genebra, tem superado nossas expectativas", comemora Franz-Josef Paefgen, presidente e principal executivo da Bentley. "Ele tem tudo para se tornar um clássico de colecionador", complementa. Embora não tenha revelado a quantidade de Brooklands vendidos, a Bentley havia divulgado anteriormente que serão fabricadas apenas 550 unidades do modelo.

O Brooklands é fabricado artesanalmente em Crewe, no Reino Unido, e vem equipado com um motor 6.75 litros V8 capaz de entregar 537 cavalos de potência e torque de 107 kgfm. Essa configuração faz dele o modelo mais potente da marca. Derivado do conversível de quatro lugares Azure, o cupê acelera de 0 a 100 km/h em 5 segundos e atinge a velocidade máxima de 296 km/h. O nome é uma homenagem ao lendário circuito oval inglês de Brooklands, onde na década de 1920 a Bentley iniciou a sua trajetória na indústria automobilística.
CarSale – 18/06/2007



CONSUMER

Brasileiro vai pagar mais que europeu e japonês por TV digital
Os brasileiros terão de desembolsar um valor bem mais alto que europeus e japoneses para terem acesso à TV digital. O conversor (set top box) que será responsável por permitir que os televisores analógicos possam captar o sinal digital transmitido pelas emissoras deverá custar algo em torno de 800 reais, segundo representantes da Philips e da Semp Toshiba, duas das empresas que deverão colocar no mercado o equipamento no final do ano. Durante reunião do fórum de TV digital, realizada na última segunda-feira em Brasília, chegou-se a aventar a que o aparelho custaria até 1.700 reais, possibilidade descartada por boa parte dos participantes. Na Europa, paga-se hoje pelo conversor entre 60 e 90 euros (153 a 230 reais), dependendo do país. Já os japoneses desenbolsam cerca de 75 dólares (143 reais).

O preço brasileiro também está bem acima do previsto pelo ministro Hélio Costa (Comunicações), de 100 dólares (191 reais). Uma das explicações dos fabricantes nacionais é tecnológica. "Teremos no país o melhor conversor do mundo", afirma Walter Duran, diretor de Tecnologia da Philips. "Obviamente que é impossível que seja o mais barato." De acordo com as normas definidas pelo governo federal, o set top box será equipado com um chip de última geração, o H264, capaz de receber sinais em alta definição. A norma favorece as emissoras de TV, que poderão, daqui a alguns anos, produzir programas com a qualidade necessária para exportá-los para qualquer país do mundo. "Poderemos ser produtores, e não consumidores, de conteúdo audivisual", afirma o professor Marcelo Zuffo, especialista em TV digital da Poli-USP.

Outras explicações da indústria para os preços altos são a falta de escala nos primeiros meses de produção do conversor e a necessidade de amortizar os investimentos realizados no desenvolvimento do equipamento. Com o passar do tempo, entretanto, a tendência é de que os chips fiquem mais baratos. "Acredito que o preço do conversor poderá cair 10% ao ano e até mais do que isso nos primeiros 12 meses de comercialização", diz Roberto Barbieri, diretor técnico da Semp Toshiba.

Cientes de que o preço de 800 reais ainda deve ser proibitivo para boa parte dos brasileiros, os fabricantes de conversores negociam com o governo incentivos fiscais para baratear a produção e também linhas de crédito para facilitar a aquisição dos aparelhos pelos consumidores. A lei 11.484/07, que estabeleceu incentivos para os investimentos em TV digital, não incluiu os conversores. Os benefícios se restringiram à construção de uma fábrica de chips no Brasil – o que não aconteceu até o momento - e ao desenvolvimento de equipamentos transmissores de sinais. Por esse motivo, é provável que todas as empresas que decidirem produzir o conversor no Brasil – em sua maioria fabricantes de televisores ou de componentes – deverão criar linhas em suas plantas na Zona Franca de Manaus, onde terão incentivos para importar peças e pagarão menos Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Sem interatividade

Para não atrasar o início das transmissões da TV digital, esperadas para dezembro, o mais provável é que os primeiros conversores colocados no mercado não estejam equipados com o Ginga, software que será a base para as funções de interatividade do equipamento. O Ginga está sendo desenvolvido por centros de pesquisa brasileiros, mas, segundo fabricantes, só terá sido testado e poderá ser acoplado ao conversor com a confiabilidade necessária para a comercialização em meados do próximo ano. O custo para a inclusão do Ginga no conversor ainda não está claro porque as normas técnicas de sua estrutura ainda não foram definidas. Para Takashi Tomi, pesquisador da diretoria de TV digital do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), a inclusão do Ginga elevaria o preço do conversor para cerca de 1.000 reais. Já Zuffo, da USP, acha que o custo de inclusão seria de apenas um ou dois dólares.

Sem o Ginga, a TV digital brasileira perderá um de seus atrativos: a interatividade. Em um primeiro momento, a interatividade permitiria ao telespectador, por exemplo, escolher o ângulo em que gostaria de assistir uma partida de futebol ou a cor da roupa de um ator da novela. No futuro, a interatividade evoluiria e incluiria também um canal de retorno. Dessa forma, além de escolher o que quer receber o telespectador também poderia enviar informações para a emissora de TV por meio de seu próprio aparelho. Isso seria útil, por exemplo, em um programa em que um dos participantes possa ser eliminado a partir de votação do público.

Sem a interatividade, a principal atração da TV digital será a melhor qualidade de imagem e som. Para aproveitar esse avanço, além do conversor, o consumidor brasileiro deverá possuir também um televisor capaz de exibir imagem e som de alta definição, como alguns modelos de plasma e LCD. Outra vantagem será a possibilidade de gravar programas dentro do conversor e assisti-los em horários diferentes. Todo o potencial da TV digital, entretanto, só poderá ser mensurado quando o governo oficializar as normas técnicas que vão caracterizar aparelhos receptores e transmissores. Por enquanto, o principal ponto de consenso entre fabricantes e pesquisadores é que será necessário reduzir os preços para popularizar a TV digital no Brasil. "Se os preços não caírem, em breve estaremos importando conversores da Ásia", alerta Zuffo, da USP.

Exame – 15/06/2007


Conversores da TV digital não terão bloqueadores de gravação
O Comitê de Desenvolvimento da TV Digital vetou a instalação de um bloqueador nos aparelhos conversores do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD) para impedir a reprodução de vídeos, como a gravação de novelas e filmes. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, que também integra o comitê, já havia se manifestado contrário à colocação dos bloqueadores. Segundo ele, nos países mais desenvolvidos, a proibição não deu certo.

“A pirataria tem que ser combatida de qualquer forma. A lei e a Justiça têm que tomar conta, e ter cuidado para que isso não aconteça, se acontecer, tem que penalizar”, afirmou o ministro, ao defender que o controle da pirataria seja feito com base na legislação de direitos autorais existente no Brasil. A legislação brasileira permite a cópia, mas proíbe a comercialização.

A pedido das emissoras, o comitê definiu que os aparelhos não terão um dispositivo que permita ao telespectador pular o comercial quando fizer a gravação de um determinado programa. Entre as normas aprovadas, está a incorporação de tecnologias desenvolvidas no Brasil, como o compressor de vídeo (H264), considerado o mais moderno do mundo, e a incorporação de um codificador de áudio (AAC3) que dará ao som a qualidade de “home theater”.

Além disso, os telespectadores poderão escolher o idioma em que os programas serão exibidos ou legendados, e os deficientes auditivos terão acesso à tradução dos programas para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) por meio de um ícone eletrônico.
TI Inside – 15/06/2007


Dell renova parceria com o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife
Por meio dos recursos da Lei de Informática, a Dell renovou sua parceria com o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R), que, além de prever o desenvolvimento de dois projetos para a empresa, tem impulsionado o mercado de engenharia de testes no Brasil.

A instituição trabalha oficialmente em parceria com a multinacional desde setembro de 2006 nos projetos Dell Gerenciamento de Oportunidades e Dell Automation Tools. O primeiro busca otimizar o processo de vendas da fabricante por meio do desenvolvimento de um sistema para gerenciamento de oportunidades de vendas e atendimento ao cliente integrado ao ambiente da empresa. Na prática, isso tem resultado no aperfeiçoamento da experiência do cliente.

Já o Automation Tools prevê a criação de uma solução capaz de executar testes automáticos nos sistemas de informação da Dell, garantindo a qualidade dos produtos de software. “Com essa parceria, a Dell mantém seu compromisso de sempre prover a melhor experiência aos seus clientes. No entanto, vamos mais longe, auxiliando a identificar e capacitar novos talentos profissionais na área de TI, o que, no futuro, colocará o Brasil como referência de qualidade em desenvolvimento de software”, afirma o diretor geral da Dell Brasil, Raymundo Peixoto.

A gerente de Negócios do C.E.S.A.R, Clarissa Martins, também avalia como bom os benefícios do acordo para o país. “Ações como essa estimulam o mercado de engenharia de testes no Brasil, colaborando para atrair novos investimentos externos para a indústria de software nacional”, conclui.

O acordo de cooperação ainda impulsiona o desenvolvimento econômico e tecnológico do Nordeste do país, já que investir na região é um dos critérios para o uso dos recursos da Lei de Informática. Para efetivar os projetos, a Dell instalou 32 notebooks de sua linha de produtos nos laboratórios do C.E.S.A.R, onde 36 pessoas trabalham no desenvolvimento das aplicações de teste da empresa. As instalações contam com um ambiente e infra-estrutura isolados, com segurança e conectividade com o Centro de Desenvolvimento de Software da Dell, situado no TecnoPuc, em Porto Alegre (RS).

“A parceria é positiva em todos os sentidos, pois garante aos clientes da Dell um melhor atendimento, com o aperfeiçoamento nos processos de vendas do contact center e da loja online. Ao mesmo tempo, estimula o mercado de trabalho na área de TI e o setor de pesquisa e desenvolvimento do Brasil”, avalia o gerente sênior de TI da Dell, João Giampietro.

Clarissa também visualiza grandes oportunidades com a manutenção dos projetos da Dell. Segundo a gerente, o C.E.S.A.R está muito satisfeito por consolidar seu relacionamento com a área de P&D da multinacional, além de potencializar a viabilização de novos projetos de cooperação tecnológica. Ela ainda enfatiza que a vinda dos projetos da fabricante contribuiu para o desenvolvimento de know-how em novas linhas de interatividade e para o aprimoramento do domínio tecnológico sobre uma das principais plataformas mundiais para serviços de gestão de clientes.

TI Inside – 15/06/2007



Novas tecnologias vão desbancar LCD
Mais finas, brilhantes, leves e econômicas. Assim são as TVs do futuro, que prometem um dia desbancar as hoje cobiçadas telas de plasma e LCD.
Embora estas tecnologias de tela plana ainda estejam começando a decolar em alguns países, como o Brasil, suas sucessoras já estão no forno e os primeiros exemplares de TVs Oled (organic light-emitting diode) e SED (surface-conduction electron-emitter display) - duas das novas tecnologias de telas que a indústria vem aprimorando - devem chegar ainda este ano às lojas japonesas.

As telas Oled se diferenciam principalmente pela espessura ultrafina e pelo brilho. O segredo por trás tecnologia é o uso de materiais orgânicos eletrofosforescentes, que emitem luz própria.
O Oled tem pelo menos um potencial rival na disputa pelo título de TV do futuro: o SED que tem a mesma função das atuais CRTs, só que no lugar de um único grande tubo, cada pixel da tela tem um pequeno tubo próprio. Isso permite que as telas SED sejam tão finas quanto os LCDs e plasmas.

Jornal do Commércio – 17/06/2007


Gigabyte começa a produzir Notebooks no Brasil
A Gigabyte acaba de anunciar seus primeiros modelos de notebooks fabricados no país. A fabricação dos equipamentos será realizada no pólo industrial de Manaus pela empresa Digitron, que já atua há 20 anos no mercado de fabricação de placas mãe e representa com exclusividade a multinacional no país. A previsão é de que sejam fabricados 20 mil notebooks até o final deste ano, mediante um investimento de US$ 2 milhões.

Os primeiros equipamentos, que serão lançados na Semana de Mobilidade, evento promovido pela Intel entre os dias 18 a 24 de junho em São Paulo, já possuem a tecnologia de processador Intel Centrino Duo. Estes modelos já ganharam diversos prêmios internacionais como o “Good Design Award” (Japão) de Melhor Design e “2007 Excellence” (Taiwan) de Excelência de Qualidade.

Os modelos W466U e W566U, agora disponíveis no Brasil, são integrantes do programa CBB (Common Building Blocks) da Intel que promove o uso de componentes padrões como discos, drives ópticos, tela de TFT, baterias e teclados, com o objetivo de reduzir problemas de incompatibilidade com diminuição de custos.

Estes notebooks são equipados com o mais recente chipset Intel GM965 Express, projetado especialmente para computadores portáteis e Intel Graphics Media Accelerator X3100, que tornam sua configuração apta a suportar os mais recentes lançamentos tecnológicos e possuem certificado de suporte ao novo Windows Vista Premium ou Ultimate. Dispõe de plataforma perfeita para usuários multimídia com Processador Intel, 1 GB de Memória DDR2 667 Mhz, leitor óptico DVD Dual Super Multi, acelerador gráfico Intel, PCI Express, tela de 14.1” e 15,4” WXGA Wide Screen e câmera de 1.3M Pixel. Além desses modelos para a plataforma “Santa Rosa”, posteriormente serão disponibilizados outros equipamentos customizados para o público brasileiro.

Os equipamentos serão disponibilizados para as revendas através da rede de distribuidores Gigabyte: Agis, Alcatéia, Aldo, All Nations, Bell Micro, CDI Brasil, Conections, Handytech, Mazer, Nagem, Officer, SND, Solution.

B2B Magazine – 18/06/2007



MCT quer DVD e CD nos incentivos fiscais da Lei de Informática
Deputados da bancada amazonense e representantes da indústria produtora de CDs e DVDs estiveram na última quinta-feira (14/06) na Secretaria de Política de Informática (Sepin), para conversar sobre as intenções do Ministério da Ciência e Tecnologia de publicar um decreto, para inserir essas mídias nos incentivos fiscais da Lei de Informática.

O MCT já tentou publicar uma nova legislação no qual os DVD-R e CD-R seriam enquadrados como "bens de informática", mas o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior teria sugerido um debate mais aprofundado da questão, antes da assinatura do decreto.

A pressa do MCT se explica: O ex-ministro da Ciência e Tecnologia e governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que ainda controla politicamente esse ministério, tem interesse em instalar na cidade de Caruaru (PE), uma fábrica de DVDs e CDs. A empresa coreana Digimedia pretende investir em solo pernambucano, numa primeira etapa US$ 78 milhões, o que representaria a geração de 500 empregos naquele município. Numa segunda etapa, a empresa dobra o número de contratados e investirá mais US$ 45 milhões.

O Diretor Comercial da Digimedia, Chang Ho Yoon, fez a primeira visita ao governador Eduardo Campos, em março deste ano, quando falou para a imprensa pernambucana sobre os números do investimento e os requisitos necessários para aquele Estado ter a planta definitivamente instalada. Segundo ele, os investimentos totais de US$ 123 milhões permitirão à Digimedia ter uma produção de 50 milhões de discos, até 2008.

Em troca, o Governo de Pernambuco acena com um incentivo fiscal de ICMS, pelo menos por 12 anos. Mas para os coreanos é pouco. Sem levarem em conta que estariam numa posição de vantagem em relação à frete, numa disputa comercial com a empresa brasileira Videolar - instalada no Pólo Industrial de Manaus - os coreanos alegam que precisam ter reduzida a carga tributária de IPI, PIS e Cofins, através de icentivos federais previstos na Lei de Informática e a chamada "Lei do Bem".

Emprego x Desemprego

Se, somente numa primeira etapa, para Pernambuco o investimento coreano significaria 500 novos postos de trabalho, ao Amazonas, o avanço asiático na produção de mídias digitais no Brasil, sobretudo fora do Pólo Industrial de Manaus (PIM), poderá representar no futuro, o desemprego de parte dos oito mil trabalhadores contratados por empresas locais. Nos últimos anos, as empresas instaladas no PIM investiram R$ 180 milhões e empregam todo esse contingente de trabalhadores.

O assunto foi debatido na quinta-feira na Secretaria de Politica de Informática, entre os deputados Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Marcelo Serafim (PSB-AM), e o secretário, Augusto César Gadelha. Representantes das indústrias no Amazonas, da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e do governo do Estado do Amazonas também participaram do encontro.

Gadelha disse que "há uma determinação do ministro Sérgio Rezende", para que as medidas não prejudiquem as empresas do PIM. Explicou, segundo a Assessoria de Imprensa da deputada Vanessa Grazziotin, que os estudos começaram porque o MCT provocou o Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC) e o da Fazenda sobre o nível de produção nacional. Segundo Gadelha, as indústrias do PIM são responsáveis por apenas 30% da produção nacional, sendo o restante importado.

O secretário de Política de Informática também informou ao grupo que, em janeiro desde ano, a Organização Mundial das Aduaneiras (OMA), ao classificar na posição tarifária alguns produtos, levou ao entendimento da Receita Federal, Ministério da Fazenda e o próprio Ministério da Ciência e Tecnologia, que o CD-R e DVD-R estariam enquadrados como "bens de informática". Há um entendimento no governo que a inclusão desses produtos na lista de bens de informática pode ser feita mediante um decreto.

Seria uma novidade tal procedimento. Nenuhum item da lista dos bens de informática previstos na Lei 8.248 e legislações posteriores foi inserido por decreto. Tudo sempre foi diretamente negociado com o Congresso Nacional. Abrir agora esse precedente para os DVDs e CDs, poderá significar uma mexida geral nas regras estabelecidas pelo Legislativo, sem o consentimento desta casa.

Gadelha ponderou que são questões que ainda estão em estudos, e que é preciso buscar "o equilíbrio entre o técnico e o político", para não prejudicar as indústrias que se instalaram no Amazonas.

Reações

Para a deputada Vanessa Grazziotin, ficou clara a preocupação da área técnica do MCT e do próprio ministro em não prejudicar o pólo de informática da ZFM. "Saí contente com a abertura do diálogo, que deverá continuar em outras reuniões. O importante é preservar as vantagens comparativas da Zona Franca no setor, e isso, nós vamos conseguir", disse.

O deputado Marcelo Serafim considerou a reunião no MCT de fundamental importância. "A partir de agora estamos inseridos nesse processo, pois até então a discussão deixava de fora o nosso estado. Com a nossa ida ao ministério, o Amazonas se coloca na mesa de negociações, coisa que não vinha acontecendo", disse.

Mais refratários às intenções do governo federal, os representantes da indústria amazonense temem essa boa vontade de Augusto Gadelha em dialogar neste episódio. O representante do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam) e da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Saleh Hamdeh, disse que há muita preocupação com os impactos desta medida. Lembrou que após a inclusão do telefone sem fio na lista dos bens de informática, num prazo de seis meses, as indústrias fecharam suas portas em Manaus.

O gerente do Departamento Jurídico da Videolar, Mário Daud Filho, presente à reunião, disse que eram suspeitas as intenções dos grupos asiáticos em investir no Brasil. Segundo Daud, esses grupos são responsáveis por 95% da produção mundial, possuem mão-de-obra barata e não pagam royalties para a Philips, que é detentora da tecnologia.

Mário Daud Filho também questionou as razões pelas quais as empresas preferem não investir na Zona Franca de Manaus, onde estão os incentivos fiscais. O gerente previu que caso os asiáticos cheguem ao país, "eles vão quebrar a perna da indústria nacional, isso porque 90% do capital investido na ZFM é dinheiro brasileiro".

Convergência Digital – 18/06/2007



Itautec recebe aporte e transfere fábrica para o interior de SP
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, concederá nesta terça-feira, 19/06, a sua segunda entrevista à imprensa, desde que assumiu o cargo, no mês de maio. O executivo deverá reiterar que a instituição vai apostar firmemente nas empresas interessadas em apostar na inovação tecnológica. O BNDES divulgará as ações previstas para suportar o desenvolvimento do Brasil até 2010.

Nesta segunda-feira, 18/06, o BNDES reforçou a tese na área de TI. Em comunicado distribuído à imprensa, a diretoria da instituição divulgou que aprovou o financiamento de R$ 142,6 milhões para a Itautec S/A. Os recursos serão destinados à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação em produtos e processos.

O aporte do banco de fomento do governo também é direcionado para a ampliação da capacidade produtiva da Itautec. A fabricante, inclusive, promove um redesenho na sua manufatura no país. Em função da demanda de microcomputadores, notebooks e servidores, que de acordo com o BNDES, atinge patamares próximos da capacidade máxima, a Itautec fechará a unidade de Tatuapé (SP) e irá transferir a sua produção para o distrito industrial de Jundiaí, no interior de São Paulo, onde está prevista uma ampliação da capacidade instalada e a modernização das linhas de produção.

A fabricante aproveita a mudança para comunicar ainda o encerramento da fabricação de placas de circuito impresso e a transferência da montagem de módulos em Jundiaí, região com disponibilidade de mão-de-obra qualificada e localização geográfica que facilita o escoamento da produção.

Mercado Externo

Mais do que o aporte para a modernização da unidade fabril, o BNDES também apostou na capacidade da Itautec em expandir suas atividades de desenvolvimento de soluções integradas de hardware e software, principalmente na área de automação bancária, no mercado externo. O apoio aconteceu em função do interesse do governo de fortalecer a marca Brasil nos grandes centros no exterior.

A Itautec, em julho, por exemplo, também com o suporte do BNDES, comprou a norte-americana Tallard, distribuidora de produtos de informática nos Estados Unidos, e com forte presença na América Latina. O negócio foi fechado por US$ 16 milhões, dos quais US$ 10,5 milhões foram pagos no ato da aquisição.

Os restantes US$ 5,5 milhões serão repassados até março de 2009, através de pagamentos anuais, condicionados ao cumprimento de certas metas do contrato de compra. A Tallard, de capital fechado, distribui produtos de marcas como IBM, Apple e Avaya e, além das operações em seu país de origem, tem subsidiárias na Venezuela, México e Chile. Com a distribuidora, acredita o BNDES, a Itautec terá maior facilidade para obter contratos nos Estados Unidos, na Europa e nos mercados latino-americano e asiáticos.

Recursos

O apoio obtido pela Itautec junto ao BNDES equivale a 79% dos investimentos totais na área de inovação prevista pela fabricante - R$ 180 milhões. Os recursos do BNDES vão incrementar o desenvolvimento de tecnologia nacional de ponta, com o intuito de ampliar as exportações e assegurar a inserção internacional da Itautec, gerando divisas para o país.

A Itautec, informa ainda o BNDES, também destinará recursos para a adequação do processo de produção a questões ambientais. O financiamento do Banco será concedido por meio das linhas Finem (de financiamento a projetos), Inovação e Produção, Inovação e P&D e Internacionalização.

O principal objetivo da linha de internacionalização do Banco é contribuir para o crescimento das exportações de empresas brasileiras. O financiamento à Itautec foi concedido nas novas condições da linha, que passou por redução de spread de 3% para 1,5%.

Convergência Digital – 18/06/2007



IDENTIFICATION

ThyssenKrupp adota RFID para envio de chapas do Brasil à Alemanha
A companhia siderúrgica ThyssenKrupp Steel adotou a tecnologia de identificação por radiofrequência de etiquetas para o controle das chapas metálicas que partirão do Brasil para a Alemanha. O projeto, realizado em conjunto com a empresa de software Sybase e a consultoria Accenture, acompanha a construção da nova usina da ThyssenKrupp, em Sepetiba, no Rio de Janeiro

A usina deve entrar em operação em 2009, com capacidade para produzir cinco milhões de toneladas métricas de aço por ano. Ao todo, serão transportadas 250 mil chapas anualmente, 100 mil das quais com destino à matriz, na Alemanha. Com a tecnologia RFID na marcação das chapas, o objetivo é agilizar o processo logístico entre os países. De acordo com comunicado, na fase piloto mil chapas de aço foram enviadas do Brasil com as etiquetas RFID para o porto Duisburg.

Info Corporate – 16/06/2007

Presos monitorizados por RFID
O estado norte-americano do Minnesota está a desenvolver um projecto na área da identificação por radiofrequência (RFID) para melhorar a segurança através da monitorização automática da sua população prisional.

O sistema está a ser desenvolvido pelo Departamento de Correcções do Minnesota (DCM) e conta com um orçamento de meio milhão de dólares. Um dos primeiros estabelecimentos onde o sistema vai ser instalado é a prisão de segurança mínima/média de Lino Lakes.

O projecto vai ser implementado com tecnologia da empresa de segurança Alanco Technologies, que defende em comunicado, citado pelo site Computer World , que o sistema é «uma boa ferramenta de gestão que pode mudar a maneira como as prisões são geridas».

De acordo com o presidente da empresa, Greg Oster, esta tecnologia «apresenta um nível de segurança não existente de outra forma», dado que «os prisioneiros sabem que estão monitorizados e são avisados que o sistema está lá, aprendendo rapidamente que é eficiente».

Através das etiquetas de RFID em implementadas em pulseiras os guardas podem saber a localização dos indivíduos e definir alguns parâmetros para identificar situações anormais, como a aproximação de uma certa área considerada proibida ou a quando dois presos de grupos rivais estão no mesmo sitio.

Apesar de uma porta-voz do DCM não ter revelado mais pormenores sobre o sistema, avançou que já existem outros estabelecimentos no estado que utilizam RFID para monitorizar os prisioneiros. O sistema de Lino Lakes deverá estar em pleno funcionamento a partir do final de Julho.

iGov Local – 18/06/2007


INDUSTRIAL


Fundo terá R$ 12 milhões para empresas catarinenses de tecnologia
Empresas catarinenses em fase inicial nas áreas de biotecnologia e tecnologias da informação e comunicação poderão contar com até R$ 12 milhões para investimentos, através do Fundo SC, um fundo de investimento proposto pela BZPlan dentro do programa Inovar Semente, da Finep.

Os detalhes sobre o funcionamento do fundo serão apresentados no próximo dia 21 pelo diretor da BZPlan, Marcelo Ferrari Wolowski, durante o 2º Encontro Catarinense das Empresas de Tecnologia da Informação (Eceti), promovido pela Assespro-SC, em Joinville. "O Fundo virá para preencher uma lacuna no apoio a projetos ainda em fase inicial, quando o risco é elevado, mas o potencial de ganho é muito alto", afirmou ele.

O Fundo SC foi aprovado em uma primeira fase pela Finep e atualmente passa por ajustes propostos em processo de diligência e prospecta projetos com perfil para receber os investimentos. A expectativa é que uma nova diligência seja realizada no mês de julho, o que definirá a data de sua entrada em operação.

O investimento máximo por empresa poderá ser de até R$ 1,8 milhão e o mínimo, de R$ 500 mil, num prazo de até sete anos. Dos R$ 12 milhões que vão compor o Fundo SC, 40% serão provenientes da Finep, outros 40% da SC Parcerias e 20% de investidores privados. O fundo será gerido pela BZPlan, que já possui credenciamento junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Empresários e profissionais do segmento de tecnologia de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, poderão conhecer mais detalhes sobre o fundo durante o 2º Eceti, que será realizado nos dias 21 e 22 de junho, durante a Expogestão 2007, em Joinville (SC). As inscrições são gratuitas e obrigatoriamente devem ser feitas no site do evento (http://www.assespro-sc.org.br).
TI Inside – 15/06/2007



Abinee vai apresentar ao governo projeto de política industrial para eletroeletrônicos
A Associação Brasileira da Indústria de Eletroeletrônicos (Abinee) deve apresentar ao governo, dentro de 30 a 40 dias, um projeto de política industrial para o setor. O presidente da entidade, Humberto Barbato, que se reuniu hoje com Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, disse esperar que o projeto esteja implantado até o final deste ano.

Entre os principais pontos previstos no projeto está a inclusão dos componentes eletrônicos em uma medida semelhante à que foi criada para tratar da desoneração dos semicondutores. Por essa medida, anunciada no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as empresas que aderirem ao Programa de Incentivos ao Setor de Semicondutores não pagam IRPJ e nem IPI, PIS, Cofins e Cide incidentes sobre as vendas de semicondutores e displays, sobre a aquisição de bens de capital e as transferências para aquisição de tecnologia e software.

Além disso, Barbato citou a simplificação do regime tributário que incide sobre a cadeia produtiva dos eletroeletrônicos. Ele aproveitou o encontro como o ministro Miguel Jorge para solicitar a criação de uma linha de capital de giro para as empresas do setor. A idéia é que as empresas menores do segmento utilizem os recursos para importar componentes. A intenção é agregar valor aos produtos e posteriormente exportá-los.

Na próxima semana, o dirigente deve se reunir com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para detalhar os pontos da proposta.
Último Segundo – 15/06/2007


Lançamento da Trade System
Trade System informática apresenta opção econômica thin client ORY PC XTENDA

A versão PC XTENDA do ORY PC Expanion, para até 7 usuários, é uma opção para quem não quer investir muito e não tem problemas de limitação de distância.

O ORY PC XTENDA é uma solução de baixo custo. Trata-se de uma placa PCI pequena ligada em uma máquina qualquer que aceite esse padrão em uma distância máxima de 5 metros, para até 7 usuários contando com o PC tradicional, sendo que 3 por plaquinha.

O equipamento é uma opção para quem não quer investir muito e não tem problemas de limitação de distância. Com três terminais e uma máquina (PC convencional) o custo fica em R$ 1. 199,00, para 3 usuários adicionais, ou seja, 50% a menos que a primeira versão (modelo L110) .[14]

A Trade System Informática, representa a Ory Solutions Group em São Paulo com os produtos ORY PC XTENDA, L200 e NEOTUS de 17 e 15 polegadas. A empresa é brasileira, têm 10 anos de experiência em automação comercial, mais de 17.000 pontos instalados, 8.500 clientes e a mais completa linha de produtos.

SEGs – 18/06/2007

TELECOM


Dia das Mães impulsionou venda de telefones celulares, diz Anatel

O dia das mães impulsionou as vendas de celulares no mês de maio, que fechou com 2,2 milhões de terminais a mais do que em abril, crescimento de 2,15%. Dados preliminares divulgados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) mostram que o país, soma, agora, 105,09 milhões de telefones móveis ativos.

O desempenho do setor no Dia das Mães de 2007 - considerada a data mais importante do comércio - foi melhor do que o registrado no ano passado, quando o serviço móvel cresceu 1,97%, atraindo 1,7 milhão de novos assinantes. Nos últimos 12 meses, o número de aparelhos aumentou 13,76%. Neste ano, 5,17 milhões de novos celulares foram habilitados, ficando abaixo dos 6,1 milhões habilitados nos cinco primeiros meses de 2006.

A Anatel planeja divulgar até o final desta semana, os dados consolidados de maio, com informações dos celulares vendidos por operadora e por estado. A expectativa do mercado fica em torno do desempenho da Vivo e da TIM, que estão bem próximas na disputa pela liderança no ranking de market share nacional. A Claro também pode surpreender, já que a diferença dela para a TIM também se reduziu no último mês de abril.

Convergência Digital – 18/06/2007


TIM vai competir com fixas e Oi diversifica serviços
As operadoras móveis reinventam estratégia para atingir as rivais e garantir os ganhos. As operadoras de telefonia fixa - Telefônica, Oi-Telemar e Brasil Telecom - que se cuidem pois dentro de semanas vão ter de enfrentar finalmente uma competidora de peso: a TIM.

Embora de natureza celular, a operadora de capital italiano vai seguir a estratégia da Vodafone, a maior operadora móvel ocidental, e vai praticar tarifas de telefonia fixa - que são extremamente mais baixas - sempre que o cliente estiver em casa.

A fórmula está dando certo no exterior, onde também se desenvolve e de forma paralela a tendência de convergência entre telefonia fixa e móvel. A Vodafone tem roubado um número crescente de usuários das operadoras fixas, que vão ficando cada vez mais habituados ao conforto que é contratar uma única tele para todos os serviços.

TIM e Vodafone trilham, por assim dizer, um caminho inverso ao das operadoras convergentes. Embora tenha seus laços com teles fixas nacionais, a TIM não está operando em conjunto com ninguém. É coligada da Brasil Telecom e, mais recentemente, tornou-se parente da Telefônica, cuja matriz espanhola adquiriu participação na holding da Telecom Italia (Olimpia). Mas se mantém, segundo o presidente Mario Cesar Pereira Araujo, pelo menos no Brasil, absolutamente independente. De agora em diante - o lançamento ainda não está datado - vai praticar tarifas de telefonia fixa e por atuar no Brasil inteiro, competirá com as três fixas.

Araujo não especificou se o lançamento será nacional ou regional, por etapas. A infra-estrutura a ser utilizada é a atual, formada por estações radiobase, e o aparelho poderá ser o mesmo, embora com número diferente.

A decisão da TIM resulta da obtenção, nos primeiros dias deste mês, de licença da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para operar o Sistema Telefônico Fixo Comutado (STFC). A chegada do TIM-STFC ocorrerá com grande estardalhaço.

Embora já exista o TIM-Casa, que oferece preços melhores para quem tem o pacote, a TIM STFC será mais agressiva. O TIM Casa cobra, hoje, de 15 a 20 centavos por minuto, conforme o pacote. O TIM fixo será mais barato, igual às tarifas fixas, garante Araujo.

Subsídios já são passado

A agressiva busca por trazer novos clientes à base de usuários de celulares está ficando para trás. No centro dessa estratégia, estavam os subsídios para a compra de aparelhos que agora estão sendo substituídos por novas armas. O subsídio está sendo redirecionado a outras frentes, como o crédito em conta. Segundo a diretora de marketing da Oi, Flávia Bittencourt, esse dinheiro será redirecionado e não desaparecerá.

Após o mercado ultrapassar a marca de 100 milhões de usuários de celular no início deste ano, sobraram poucas oportunidades de crescimento de volume usuários que podem se refletir consideravelmente nas receitas. A taxa de crescimento mensal de novos usuários baixou para menos de 1% nos últimos meses até maio, quando o dia das mães deu novo gás às vendas, segundo números da Anatel (ver quadro).

As últimas fronteiras são o Norte, Nordeste e Minas Gerais, que ainda abrem espaço para uma maior expansão. "Ainda percebemos fortes vendas em Minas. É um reflexo da melhoria de condições da população do estado", diz Bittencourt.

O interesse da operadora pela região ficou explícito na semana passada. O presidente da Oi, antiga Telemar, Luiz Eduardo Falco, afirmou que teve acesso ao "data room" da Telemig, deixando claro que estudava a compra da líder do mercado mineiro. A Telemig está avaliando propostas de venda, a partir do banco de investimentos Merrill Lynch.

Mas, à parte de alguns oásis de oportunidades, resta às operadoras ampliar os ganhos com serviços, algo ainda embrionário no Brasil, que espera muitas definições quanto à terceira geração (3G) de telefonia móvel.

A evolução dessa forma de receita também depende de um aculturação do usuário. "Primeiro, ele começa a usar SMS (mensagens eletrônicas), depois a enviar imagens (MMS) e só então passa a usar a internet pelo celular", analisa Bittencourt.

"Agora mudam-se as armas [de disputa por parte das operadoras]", comenta a executiva. "Vai valer o melhor serviço."

Oi como cartão de crédito

Entre as alternativas buscadas, a Oi optou por uma que a coloca num campo inteiramente novo de atuação: o celular como cartão de crédito. Existem algumas iniciativas no Brasil em que usuários de bancos ou cartões podem utilizar o celular para pagamento, mas em nenhuma delas a tele móvel detém o papel central.
A Oi vai funcionar como uma operadora de cartões, com crédito aos clientes que fizerem pagamentos dando apenas o número do celular e confirmando a compra por meio de uma senha. O celular deve funcionar como um complemento para fazer pagamentos em locais que não aceitam cartões ou mesmo como a única forma de pessoas desbancarizadas e sem crédito fazerem esse tipo de transação. A seu favor, a Oi já tem à disposição o histórico de gastos dos clientes e pode selecionar o valor adequado a cada um.

GM – 19/06/2007



Teleco: Rede GSM da Vivo estimula base de celulares em maio
A entrada em operação "com força total" da rede GSM da Vivo estimulou o avanço da base de celulares de maio e o resultado só não foi sentido antes devido ao baixo crescimento apresentado pela TIM em abril, conforme avaliação de Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco. Segundo dados preliminares da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número de linhas móveis subiu 2,15% entre abril e maio, para 105,090 milhões.

Na comparação com maio de 2006, quando os celulares no Brasil somavam 92,377 milhões, a evolução é de 13,76%. Os números indicam também uma densidade de 55,68 celulares a cada grupo de 100 habitantes. Assim, entre abril e maio as adições líquidas chegaram a 2,2 milhões de celulares, após um início de ano com saldo mensal inferior a 1 milhão de celulares. "As adições líquidas de maio de 2007 superaram as do mesmo mês de 2006 (comparativamente ao mês antecedente), o que não ocorria desde março do ano passado", afirmou o especialista. De acordo com ele, as adições líquidas somam 5,2 milhões de celulares no acumulado janeiro-maio, o que deve levar o País a terminar o primeiro semestre de 2007 com adições líquidas superiores aos 5,5 milhões de celulares de intervalo correspondente do ano passado. Pelas projeções do Teleco, mantido o quadro atual de operadoras, o Brasil de terminar 2007 com algo entre 111 milhões e 114 milhões de celulares. As adições líquidas tendem a ficar entre 11 milhões e 14 milhões de celulares no exercício. Tude pondera que, se por um lado o mercado interno de celular retomou seu ritmo de crescimento em maio, o mesmo não aconteceu com as exportações de aparelhos. De janeiro a maio, conforme o site Teleco, as exportações de telefones celulares caíram 22,9% ante período equivalente de 2006. "Esta redução é ainda maior na quantidade de aparelhos, onde a queda foi de 26,9%. Dificilmente o Brasil repetirá em 2007 as exportações de US$ 2,6 Bilhões de 2006 ou de US$ 2,4 Bilhões de 2005", complementou o analista.

Último Segundo – 18/06/2007


Anatel vai licitar este ano licenças de 3G

Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou ontem que pretende realizar ainda este ano a licitação das freqüências de terceira geração de telefonia celular (3G). A agência também informou que pretende lançar no segundo semestre a licitação para a venda de freqüências de telefonia celular, na tecnologia atual, que sobraram de outros leilões.

Segundo nota da Anatel, as duas licitações são prioridades para a agência. As informações são do O Estado de S. Paulo.
Último Segundo – 16/06/2007



Mobilidade via celular ganha mercado no Brasil e no Mundo
Brasil, Cingapura Portugal e Japão, só por para citar alguns, são exemplos de países que desenvolvem com sucesso operações financeiras através do celular. As funções são as mais variadas possíveis e vão desde acessos remotos à conta bancária até a efetivação de uma transação ou remessas de dinheiro por meio dos aparelhos pós-pagos ou não.

O tema foi um dos principais destaques do Congresso Ciab/Febraban deste ano. Paulo Ossamu, executivo da Accenture, mostrou a experiência do Standard Chartered Bank (Cingapura) no desenvolvimento da mobilidade por meio do celular. O banco tem 20 agências no país e mais de 300 mil clientes. "A plataforma Meridea foi implantada de forma terceirizada e tem sistema totalmente off-line. O sistema atende a todas as tecnologias (GSM, PDA, entre outras) e tem nos jovens de 20 a 30 anos seus maiores usuários", diz.

Na visão de Ossamu, a mobilidade via celular vai superar as operações em Atm´s no longo prazo, não só naquele mercado com em todo o mundo. "É mais fácil conseguir a fidelização do cliente quando ele tem no bolso seus principais aplicativos de forma rápida e segura. Além disso, o serviço traz redução de custos para a indústria financeira", ressalta.

Outro caso de sucesso vem de Portugal. O Milennium BCP, maior banco privado português, implantou soluções de mobilidade há dois anos e já conquistou 42% dos clientes, atingindo a marca de 4 milhões de mensagens SMS ao mês. Luis Almeida, consultor responsável pelo sistema do banco, diz que o grande desafio é reunir em uma única tecnologia aplicativos capazes de atender a todos os usuários de celulares, independente de operadoras. "Outro ponto fundamental é o investimento em um sistema ágil e de fácil compreensão por parte dos clientes. Além disso, o celular é uma importante ferramenta de marketing", conta.

No Japão, a mobilidade já alcança novos mercados, como a remessa de dinheiro entre usuários e o pagamento em entrada de teatro, estádios, transporte e outros estabelecimentos. ToshiKazu Tachibana, da empresa de tecnologia Sony Felica, explica que o celular tem a mesma funcionalidade de um cartão de crédito ou débito. A plataforma roda em mais de 45 milhões de celulares e responde por 14 milhões de transações/ano. "O micropagamento é a principal função do celular no Japão e disputa mercado diretamente com o dinheiro em papel", destaca.

Experiência brasileira

Nesta linha de modernidade em meios de pagamento segue a M-Pay. A empresa demonstrou uma nova solução que permite a compra de refrigerantes em máquinas (vending machine) através do celular. Bruno Ferreira, gerente de produtos da empresa, comenta que a transação é feita através de captação sonora de voz.

Em tese, o usuário previamente cadastrado liga para um número 0800, digita uma senha e - após esse procedimento - encosta o aparelho no sensor da máquina para efetivar a operação. O débito pode ser realizado em conta corrente ou cartão de crédito através da Visanet e Redecard.

Um projeto piloto começará a funcionar, ainda este mês, na cidade de Belo Horizonte. O sistema será realizado em parceria com a Telemig e a Coca-Cola. "A solução esta habilitada para qualquer telefone celular e funcionará em 20 pontos-de-venda da capital mineira. Até o final do ano a expectativa é atingirmos 400 pontos", conclui.

Partner Report – 16/06/2007