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19/03/2008
GERAL
Brasil é campeão mundial em burocracia
O Brasil continua a ser o campeão mundial em burocracia e isso afeta o crescimento de empresas de capital fechado, revela o International Business Report (IBR), pesquisa da Grant Thorton International, representada no Brasil pela Terco Grant Thornton.
Para 64% dos 150 empresários brasileiros ouvidos na pesquisa, que no total entrevistou 7.800 executivos espalhados por 34 países, a burocracia excessiva é o maior obstáculo para o crescimento.
Em 2007, 60% dos brasileiros haviam indicado a burocracia como o maior problema. A resposta do Brasil é mais do que o dobro do total dos outros países para o mesmo item: 31%. Em 2007, o resultado global para burocracia era de 37%. Para a maioria dos outros países ouvidos na pesquisa, a falta de trabalhadores capacitados é o motivo de maior preocupação para o crescimento de 37% das empresas, contra 34% em 2007.
Qualificação profissional: Uma preocupação mundial
Esta é a primeira vez que as empresas se mostram mais preocupadas em encontrar trabalhadores capacitados, pois, nos últimos cinco anos, desde que o IBR começou a ser feito, a burocracia era sempre citada como o maior obstáculo para o crescimento.
Os empresários brasileiros também estão começando a sentir dificuldade para contratar mão-de-obra especializada. Se em 2007 o problema foi citado por 23% dos empresários brasileiros, este ano 37% citaram esse obstáculo. Os executivos nacionais deveriam dar peso de 1 a 5 a cada um dos seis itens apresentado na pesquisa.
A burocracia foi a campeã, com 64%, seguida de custos de financiamento (43%). Em segundo lugar, os custos de financiamentos (43%), seguida da falta de capital de giro (37%). A seguir, dificuldade para encontrar mão-de-obra (37%). A falta de financiamento de longo prazo por citada por 35% dos pesquisados. E, finalmente, a redução da demanda (24%).
Todos os índices subiram em relação à pesquisa feita em 2007, apenas a redução de demanda se manteve idêntica. O item sobre custos do financiamento, por exemplo, passou de 36% para 43%. A falta de capital de giro, de 32% para 40%.
Quando foi solicitado aos brasileiros que pontuassem cada tipo de problema ligado à burocracia e que teve impacto direto sobre o crescimento das empresas de cada um, em primeiro lugar apareceram as leis trabalhistas, com 33% das repostas.
Em seguida, leis de planejamento urbano, com 21% - foi o índice mais alto entre todos os países para esta opção. Já as leis ambientais afetaram 11% dos empresários nacionais.
"Os resultados da pesquisa mostram que as empresas de capital fechado estão trabalhando arduamente para conquistar e manter funcionários, mas há indícios de que o recrutamento seja um problema crescente", observa Alex MacBeath, líder global de serviços para empresas privadas da Grant Thornton International.
Com relação à burocracia, além do Brasil, países como Polônia (63%), Tailândia (57%), Grécia (51%) e Itália (50%) também citaram este motivo como o maior problema para o crescimento da empresas. Já os países menos afetados pela burocracia são Canadá (9%), Suécia (10%), Estados Unidos e Grã-Bretanha (ambos com 11%).
Dados
Comparação entre 2007 e 2008
Números do Brasil
Burocracia e regulamentações: 64% (2008) – 60% (2007)
Custos do financiamento – 43% (2008) – 36% (2007)
Falta de capital de giro – 40% (2008) – 32% (2007)
Dificuldade para contratar mão-de-obra: 37% (2008) – 23% (2007)
Falta de financiamento de longo prazo – 35% (2008) – 34% (2007)
Redução da demanda – 24% (2008) – 24% (2007)
Comparação entre 2007 e 2008
Números globais
Dificuldade para contratar mão-de-obra: 37% (2008) – 34% (2007)
Burocracia e regulamentações: 31% (2008) – 37% (2007)
Redução da demanda – 29% (2008) – 25% (2007)
Custos do financiamento – 25% (2008) – 20% (2007)
Falta de capital de giro – 24% (2008) – 20% (2007)
Falta de financiamento de longo prazo – 20% (2008) – 17% (2007)
Convergência Digital – 14/03/2008

Câmara aprova regime especial de importações do Paraguai
Sem a presença dos principais deputados da bancada do Amazonas, que deveriam estar presentes para defender os interesses do Pólo Industrial de Manaus, a Câmara aprovou em votação simbólica o Projeto de Lei do Executivo (antiga Medida Provisória 380), que cria o Regime de Tributação Unificada (RTU) na importações de produtos oriundos do Paraguai, por via terrestre.
Os deputados amazonenses, apesar de terem dado quórum, simplesmente, em função de integrarem a base governista, se ausentaram do plenário para não terem de votar contra o governo numa matéria que, em princípio, atingirá diretamente a indústria de informática e telecomunicações, instalada em Manaus. Nem mesmo a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), sempre fiel na luta pelos interesses do Pólo de Manaus, compareceu à sessão.
Apenas as bancadas do PSDB e do PPS votaram contra o projeto, mas a base do governo tem maioria em plenário. Pelo menos um consolo para a indústria nacional: Duas emendas do deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP) foram acolhidas pelo relator, deputado Giacobo (PR-PR), e aprovadas junto com o texto.
As duas emendas foram fechadas ontem (12/03) numa última tentativa de acordo entre a bancada da Informática, com o apoio velado de alguns técnicos dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior - que não puderam, frontamente, se opor ao projeto por este ser um desejo do Presidente.
Mesmo assim durante a sessão, a Liderança do Governo na Câmara sugeriu a aprovação do relatório do deputado Giácobo sem garantir, contudo, que o Palácio do Planalto não venha a vetar, futuramente, as alterações feitas no texto original da ex-Medida Provisória 380, que virou o Projeto de Lei 2105/2007 - com tramitação em regime de urgência.
Alterações
Conforme o portal Convergência Digital antecipou foram criados dois dispositivos que poderão minimizar os impactos das importações de produtos feitas por microempresas em Foz do Iguaçu (PR). .
O projeto foi alterado no Artigo 3º pela Emenda Aditiva nª 1, de Semeghini, a qual "veda a inclusão no RTU, de quaisquer mercadorias que não sejam destinados ao consumidor final". O que significa que ficarão proibidas as importações de componentes, partes e peças para produtos dos setores de informática e telecom.
No texto original do governo, o poder de determinar quais as mercadorias poderiam ser importadas do país vizinho por via terrestre seria de competência exclusiva da Receita Federal. Embora uma microempresa possa vir a importar um computador completo do Paraguai, como as quotas destinadas pela Receita Federal para produtos acabados são pequenas, espera-se que essa brecha não venha a prejudicar a indústria de PCs instalada no Brasil.
A importação de bens acabados não deverá causar sérios danos à concorrência nacional. Não mais do que ocorreria, caso o texto original do governo fosse mantido. Este permitia, ou pelo menos não impedia, a possibilidade de importação de componentes, partes e peças para montagem de computadores dentro do Brasil.
Seria uma espécie de oficialização do chamado "mercado cinza", postura que, na prática, seria uma incoerência. Isso porque, nos últimos três anos, após o próprio governo ter adotada uma nova política industrial de incentivos à produção de computadores, o contrabando só fez cair no País na área.
Hoje pela Lei de Informática ainda existem importações de compomentes pela indústria nacional, mas no geral as empresas estão sendo obrigadas a cumprir metas de nacionalização dessa produção, de acordo com os Processos Produtivos Básicos aprovados pelo governo.
Além disso, o Artigo 3º impede a entrada no País de produtos da lista negra da Receita Federal (armas e munições fogos de artifício explosivos bebidas, inclusive, alcoólicas cigarros veículos automotores em geral e embarcações de todo tipo, inclusive suas partes e peças, medicamentos; pneus; bens usados; e bens com importação suspensa ou proibida no Brasil).
Controle
O deputado Júlio Semeghini também conseguiu manter no parecer do relator Giacobo, a inserção de um dispositivo que retira das mãos da Receita Federal e do Ministério das Relações Exteriores - o maior articulador desse projeto - com apoio de alguns funcionários do Ministério do Desenvolvimento, o poder de a Receita definir sozinha, quais as mercadorias que poderiam ingressar no Brasil.
No Artigo 4º, foi formalizada a criação de uma "Comissão de Monitoramento do RTU (CMRTU)". Este organismo terá o objetivo trabalhar com a Receita Federal nos seguintes casos:
I - Acompanhar a evolução do fluxo de comércio realizado entre Brasil e Paraguai;
II - Monitorar e acompanhar eventuais impactos das importações realizadas sob o RTU no que tange à observância da legislação brasileira aplicável aos bens importados.
A Secretaria da Receita Federal também terá que, mensalmente, tornar públicas as informações e estatísticas sobre o fluxo de comércio, quantidades e valores dentro do Regime de Tributação Unificada. "Em decorrência das informações coletadas e das análises realizadas, a Comissão poderá recomendar modificações na relação de que trata o art. 3º desta lei (a que apresenta a lista negra de produtos que não podem ser importados)", informa a emenda aprovada de Semeghini.
Também ficou acertado que, dependendo das análises estatísticas, haverá uma revisão dos limites e das quotas a serem previstas pela Receita Federal, dos produtos passíveis de importação com apoio do Novo Regime que simplifica numa única alíquota, o pagamento de diversos impostos federais na fronteira com o Paraguai.
Indústria presente
Outra questão importante aprovada no projeto é que a Comissão de Monitoramento do RTU (CMRTU) terá representantes dos Ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Ciência e Tecnologia, das Relações Exteriores, e de entidades representativas do setor industrial, incluindo, um integrante do Pólo Industrial de Manaus, além dos setores do Comércio e de Serviços. Também terá dois representantes das duas Casas do Congresso Nacional.
A coordenação ficará à cargo do Secretário da Receita Federal, do Ministério da Fazenda, mas não mais caberá somente a ele o poder discricionário de elaborar listas sobre o que pode ou não ser importado. A cada três meses, essa comissão se reunirá extraordinariamente e o Coordenador poderá "convidar para participar das reuniões outras partes interessadas nos temas a serem examinados pela Comissão".
O projeto aprovado permite ainda que as entidades representativas dos segmentos econômicos "afetados direta ou indiretamente pelos efeitos desta Lei", que não estejam representadas neste organismo de fiscalização e acompanhamento dos impactos econômicos no comércio com o Paraguai, possam "pleitear sua inclusão na Comissão", de acordo com a emenda Semeghini, aprovada pela Câmara junto ao texto do projeto. Agora, a matéria segue para o Senado Federal. Se não houver alterações, ela segue para avaliação do presidente Lula.
Convergência Digital – 14/03/2008
Estudo aponta Brasil como fraco consumidor de tecnologia
Estudo desenvolvido pela consultoria espanhola Everis sobre o mercado latino-americano de TIC (Tecnologia da Informação e Telecomunicações) referente ao terceiro trimestre de 2007 aponta o Brasil como o país com o pior Indicador da Sociedade de Informação (ISI) com 4,24 pontos, atrás do Chile (5,78), Argentina (4,79), México (4,61) e Colômbia (4,32). O índice vai de 1 a dez onde 6,5 é considerado sub ótimo e 9,23 ótimo.
Para chegar a esse índice a consultoria leva em conta dois parâmetros: as tecnologias da informação e comunicações, e o ambiente da sociedade de informação.
No primeiro parâmetro são analisados o número de telefones móveis em funcionamento para cada 1 mil habitantes, número de computadores por mil, número de servidores, número de usuários de internet e gasto com TIC por habitante expressado em dólares internacionais. Além dos indicadores tecnológicos a metodologia também contabiliza o entorno econômico (PIB, variação do IPC, etc), institucional (risco país), social (taxa de ocupação da população) e infra-estrutura (consumo de eletricidade por habitante e eficiência energética).
O estudo aponta também mudanças no cenário brasileiro de TIC. O crescimento anual é de 8,4%, o mais significativo dos últimos cinco trimestres e o maior entre os países da América Latina. As variáveis que contribuíram para esse resultado, segundo Teodoro López, diretor da Everis, são o crescimento do número de usuários de internet, com aumento de 25,8%, e a expansão do número de celulares por habitante, com aumento de 17,5% no ano.
De acordo com o estudo, o Brasil vai encabeçar um aumento de gasto em tecnologia da informação e telecomunicações por pessoa pouco maior de 28% nos próximos trimestres, embora a expectativa da consultoria seja que o País continue com os menores resultados entre as regiões estudadas.
A Everis tem clientes como a Telefônica, Banco Santander, Embratel e Oi. Para as duas últimas a empresa foi contratada como consultora na área de portabilidade numérica.
TI Inside – 14/03/2008
AUTOMOTIVO
Chrysler suspenderá operações mundiais
A montadora americana Chrysler informou, na quinta-feira, que planeja interromper suas atividades em todo o mundo por duas semanas no mês de julho, com o objetivo de reduzir custos. Desde meados do ano passado, as vendas no mercado automotivo americano vem caindo e não tem dado sinais de recuperação diante da desaceleração econômica. A Chrysler divulgou prejuízo de US$ 1,6 bilhão em 2007 e queda de 13% nas vendas no primeiro bimestre de 2008.
A paralisação vai ocorrer nas semanas dos dias 7 e 14 de julho. Apenas as operações consideradas essenciais não serão suspensas, como o apoio à rede de concessionárias. A decisão foi anunciada aos empregados por e-mail assinado pelo presidente-executivo da montadora, Bob Nardelli. Segundo ele, a medida é necessária para que a Chrysler crie "eficiência em todas as linhas de organização e melhore sua produtividade."
A empresa está em processo de reestruturação, que inclui a desativação de algumas linhas de produtos e a oferta de aposentadoria antecipada a 44 mil funcionários nos EUA. Esse processo foi acelerado desde que o fundo Cerberus Capital Management LP completou a aquisição de 80% do capital da montadora que estavam nas mãos da Daimler AG, em meados do anos passado.
O Globo – 13/03/2008

Porto de Santos bate recorde de movimentação em 2007
A movimentação de veículos pelo porto de Santos, SP, cresceu 25,2% em 2007 com 292,1 mil unidades. Destaque para o aumento das importações, 7,7 mil unidades, aumento de 68,5% com relação a 2006. A exportação de 284,5 mil veículos representou avanço de 24,3% na mesma base de comparação.
De acordo com a Codesp, empresa que administra o porto de Santos, o ano começou com forte movimento de exportação de veículos. Em janeiro embarcaram 16,7 mil unidades, um aumento de 16,4% sobre igual período do ano passado. As 463 unidades importadas representaram avanço de 210,7% sobre janeiro de 2007.
A Codesp destaca o investimento em infra-estrutura no porto durante 2007. Foram investidos R$ 20,5 milhões, dos quais R$ 14,4 milhões vieram do Programa de Aceleração de Crescimento, PAC, do governo federal.
O órgão afirma que as melhorias – que não foram especificadas – aceleraram o fluxo das cargas pelo complexo, o que resultou no recorde de 2007. A movimentação de 80,7 toneladas de produtos avançou 5,9%, o melhor desempenho da história do porto.
AutoData – 14/03/2008

Fiat terá de investir mais nos próximos anos
Os investimentos feitos pelo Grupo Fiat de R$ 6,4 bilhões em suas operações brasileiras devem garantir a produção de automóveis na América do Sul somente para os próximos três anos. Depois disto, se o mercado continuar em ritmo semelhante ao atual, serão necessários mais investimentos para que a empresa garanta os seus 25% de participação de mercado.
Segundo Cledorvino Belini, presidente da Fiat América Latina, as fábricas brasileiras do grupo estão capacitadas para assegurar o crescimento da produção de veículos no País. Mas para atender à projeção de 1 milhão de veículos produzidos nas fábricas de Betim, MG e Córdoba, Argentina, a principal fornecedora de motores da montadora, a Fiat Powertrain Technologies, FPT, deverá ampliar sua produção acima dos 1,3 milhão de unidades para poder responder às demandas de outros clientes. Na mesma situação está a Teksid, empresa do grupo fabricante de blocos de motores que já trabalha no limite de sua capacidade de produção.
Belini, apesar de negar qualquer outro investimento nas unidades brasileiras ou mesmo a construção de uma nova fábrica de automóveis, explica apenas “que estes recentes investimentos são mesmo para os próximos três anos, não para dez”.
O executivo esteve presente no Seminário AutoData Perspectivas para o Pólo Automotivo de Minas Gerais, realizado nesta quinta-feira, 13, onde também reafirmou sua expectativa de 5 milhões de veículos produzidos no País para assegurar competitividade, principalmente com relação à China.
Para o presidente da Fiat os carros chineses devem incomodar o mercado brasileiro em cinco anos. “Hoje, os carros chineses ainda apresentam uma série de problemas, mas eles aprendem rápido.”
Fornecedores – A fábrica de Córdoba começou a funcionar no início de 2008, mas o maior volume de fornecimento de peças continua saindo de Minas Gerais. De acordo com Belini, assim que os volumes de produção da Argentina justificarem investimentos dos fornecedores por lá, as quantidades brasileiras serão reduzidas gradativamente.
AutoData – 14/03/2008

Produção mexicana cresce, apesar da crise estadonidense
Segundo dados da Amia, associação que reúne as montadoras instaladas no México, as exportações mexicanas de veículos cresceram 26,3% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. As vendas somaram 140,3 mil unidades. No primeiro bimestre de 2008 já foram enviadas a outros mercados 258,7 mil unidades, o que significa alta de 29,4% ante o mesmo período de 2007.
Apesar da queda do mercado dos Estados Unidos, principal comprador do México, os embarques para outros países também se mantiveram em alta, o que assegura os volumes de produção. Durante janeiro e fevereiro foram exportados para os Estados Unidos 186,9 mil veículos, 72,3% do total. Em 2007, no entanto, a participação era de 77,6%.
O Canadá é o segundo mercado mais importante do México e, para lá, já foram enviados 14,8 mil unidades no primeiro bimestre. Volume semelhante também foi embarcado para países da América Latina no mesmo intervalo.
Os embarques para a Europa registram tendência de alta e saltaram de 9,7% do total exportado do México nos dois primeiros meses do ano passado para 13,6%.

A produção acompanha o mesmo ritmo e em fevereiro saíram das linhas de das montadoras instaladas no México 173 mil 887 veículo, volume 15,5% superior ao mesmo mês de 2007. No acumulado do bimestre foram produzidos 340 mil veículos, um aumento de 20,4% em relação a 2007.
Enquanto exportação e produção estão em ascensão, o mercado interno continua estável. No segundo mês do ano as vendas no México somaram 87 mil unidades, o que representa um avanço de 1,1% sobre fevereiro do ano passado.

No acumulado do ano as vendas mexicanas totalizaram 183,8 mil veículos, volume semelhante ao de igual período de 2007.

As vendas anualizadas somaram 1,1 mil veículos, volume 4,4% menor que no período anterior.

AutoData – 14/03/2008

Cresce as vendas de automóveis na Europa em fevereiro
De acordo com a Associação dos Construtores Europeus de Automóveis, Acea, em fevereiro foram vendidos 1,18 milhões de automóveis na Europa, um crescimento de 8,7% em relação ao mesmo mês de 2007, quando foi comercializada 1,08 milhões de unidades.

O resultado é fruto do forte desempenho do mercado alemão, local que registrou uma alta de 24,8% nas vendas de automóveis, além da contribuição dos novos membros da comunidade européia, que registrou uma progressão de 20,5% se comparado ao exercício do mesmo mês em 2007.

A França aparece logo depois da Alemanha, com um crescimento de 11,1% com relação ao mês de fevereiro do ano passado. Nos dois primeiros meses de 2008, o Velho Continente somou 2,49 milhões de automóveis vendidos, o que representa uma alta de 3,8%.
No ranking de vendas entre as marcas durante o mês de fevereiro, a Volkswagen ocupa o primeiro lugar. Vendeu 118 739 carros, um crescimento de 14,4% em comparação a fevereiro de 2007. Em segundo lugar vem a Peugeot, que entregou 93 854 automóveis, alta de 13,5% e, logo depois a Renault, que somou 92 281 unidades, aumento de 8,5%.

AutoData – 14/03/2008

CONSUMER
Mude fecha com TP-Link e busca substitutos para portfólio Cisco
A distribuidora Mude acaba de selar acordo com a chinesa TP-Link, fabricante de roteadores e switches - representada localmente pela Unicoba -, em uma manobra para substituir parcialmente o portfólio da antiga parceira Linksys - marca da Cisco -, segundo informa o gerente-comercial da empresa, Francisco Gandin.
"O acordo está bastante focado no SoHo [escritórios pequenos ou domésticos], SMB [pequenas e médias empresas] e varejo", explica o executivo, lembrando a atenção às linhas de LAN wireless, roteadores, switches, servidores de impressão e conversores de mídia.
Por outro lado, outros nichos antes atendidos pela extinta aliança com a Cisco ainda estão descobertos, como VoIP, networking e segurança. "Em breve, anunciaremos novos contratos para essas áreas. No caso de VoIP, nos próximos dias, teremos um novo parceiro", alerta Gandin. Até o final do ano, ele estima que, pelo menos, três novos contratos sejam conquistados.
O portfólio da TP-Link será trabalhado a partir das atuais VARs e revendas da Mude que se dedicam ao SMB, estimadas por Gandin em 4 mil empresas. Elas receberão atendimento comercial, suporte de pré e pós-vendas, auxílio financeiro, estoque local e procedimento logístico. "A experiência da empresa com marcas como Cisco e Linksys motivou a parceria", conta o executivo.
Sem importar diretamente os produtos da chinesa, a Mude vai adquiri-los a partir da representante oficial da TP-Link, a Unicoba.
Mesmo sem precisar a projeção de crescimento para este ano, Gandin pondera que o resultado certamente será "menor que o de 2007", quando a empresa registrou avanço de 30% nos negócios. Isso em função da ausência de uma de suas maiores parceiras, a Cisco, que, segundo ele, "representava um percentual alto nos negócios totais" e deixou o portfólio após a deflagração da Operação Persona.
Em relação ao episódio, Gandin limita-se a dizer que a empresa teve de fazer diversos cortes de pessoas - graças à "readequação do faturamento" -, mas que agora está em fase de contratação. "Já selecionamos três novos funcionários e vamos retomar as contratações", resume ele.
Hoje com 8 marcas no leque de ofertas - Check Point, McAfee, Nokia, Secure Computing, Tandberg, Tandberg Data, TP-Link e Websense -, a distribuidora já chegou a ter 19 fabricantes aliados, conforme divulgado no Guia de Distribuidores, da revista CRN, publicado em outubro de 2007.
Sobre seu possível envolvimento com o caso da Operação Persona, Gandin diz apenas que o caso continua sob segredo de justiça.
IT Web – 12/03/2008

Cidade atrai fábricas de outros estados
A posição estratégica de Curitiba fez com que grandes fabricantes de computador sediadas em outros estados montassem estruturas produtivas na região. Além da paulistana CCE Informática – cuja intenção de fabricar em São José dos Pinhais foi confirmada na última quinta-feira pelo secretário da Indústria, Comércio e Turismo da cidade, Sandro Setim –, desde o começo do ano, o Grupo Bitway, de Ilhéus (BA), está produzindo em uma unidade recém-instalada em Piraquara. É provável que a capacidade produtiva das duas companhias chegue a quase metade do que a Positivo Informática fabrica por aqui.
A CCE não expõe detalhes da operação, mas, no ano passado, o governo estadual anunciou que uma unidade a ser instalada na Lapa teria capacidade de 450 mil desktops, 180 mil notebooks e 200 mil monitores com tela de cristal líquido por ano. O investimento seria de R$ 7,1 milhões e criaria cerca de 600 empregos diretos. As negociações com a cidade esfriaram, no entanto, porque a empresa seria dona do imóvel onde ficava a antiga fábrica de bicicletas da Sundown, em São José dos Pinhais. O local está sendo preparado para começar a produzir. “Eles pediram alvará de funcionamento e, em breve, devem fazer uma apresentação para nós sobre a fábrica”, disse o secretário.
A fábrica do grupo Bitway produz cerca de 10 mil PCs por mês em uma unidade provisória, com a mão-de-obra de 45 pessoas. A idéia é chegar à marca de 20 mil unidades no fim do ano. Isso se o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) não liberar antes a licença para a unidade definitiva, que deve empregar 300 funcionários e produzir até 50 mil máquinas por mês, como diz o gerente-geral no Paraná, Aldemir Nunes Pires. Para ele, assim como para outros empresários, Curitiba deve atrair mais fabricantes de computador, por estar bem localizada. “Tem porto, aeroporto e está próxima de grandes centros consumidores, do Sudeste e do Sul”, diz. Mesmo assim, ele nem pensa em vender para outros países. “O mercado interno está tão aquecido que nem conseguimos pensar em exportar.”
Se as capacidades produtivas da CCE e do grupo Bitway se confirmarem, as duas empresas forasteiras poderão, juntas, fabricar cerca de 1,230 milhão de computadores por ano, quase metade dos 2,7 milhões que a Positivo Informática pode montar no mesmo período.
Fornecedores
Junto com os fabricantes de computador, fortaleceram-se os fornecedores de componentes em Curitiba e região. “Acabou-se formando um sistema de produtores também”, diz o presidente da Positivo Informática, Hélio Rotenberg. Ele diz que a empresa compra gabinetes para PCs da fabricante local Nilko, placas-mãe das curitibanas Visum e Serdia, além da gaúcha Teikon.
Esta última montou uma unidade em Curitiba em 2001 para atender a Bematech, do ramo de impressoras fiscais, e se deu bem com o crescimento da Positivo, como explica o diretor-presidente, José Adil Albrecht. “Fabricamos bens intermediários, como placas e componentes, ou mesmo o produto completo, sob encomenda”, diz. São 400 pessoas que produzem 80 mil placas-mãe mensalmente. Neste mês, começaram a ser feitas também mais 15 mil placas-mãe para notebooks. E a parceria acabou indo mais longe. Em outubro, a Positivo anunciou a fabricação de conversores para tevê digital na unidade da Teikon de Manaus – a empresa tem ainda uma unidade no Rio Grande do Sul, especializada em equipamentos de medição de energia, automação industrial e bens de capital.
Os fornecedores são conhecidos como sistemistas, pois fazem parte do sistema de fabricação do produto final, mas não são conhecidos pelo consumidor. Mesmo assim, algumas empresas arriscam vôos mais altos. Em janeiro, a Visum anunciou uma parceria com a fabricante de microprocessadores e placas para computador AMD para produzir placas-mãe, com o objetivo de abastecer o mercado nacional. Foram contratados 200 funcionários que estão operando duas linhas novas em um investimento não revelado. O plano é produzir 300 mil peças neste ano com uma nova marca, a VS Company.
Benefícios fiscais - Fabricantes têm redução de ICMS
Além da MP do Bem, que isenta computadores de até R$ 4 mil dos tributos federais IPI e Cofins, os fabricantes se beneficiam de incentivos fiscais do governo estadual (com redução de ICMS) e dos municípios. Em Curitiba, empresas de tecnologia pagam ISS de 2%, quando o normal é de 5%. “Também há o ISS Tecnológico, que funciona bem. Uma empresa instalada há dois anos na cidade retém de 20% a 50% do ISS para investir novamente. Do total investido, 80% deve ser em Curitiba”, diz o presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento (parte da Curitiba SA), Juraci Barbosa Sobrinho.
Segundo ele, o projeto do Tecnoparque deve atrair mais empresas do setor para o município. A proposta, aprovada no fim do ano passado pela Câmara de Curitiba e que começa a se tornar realidade, prevê quatro regiões específicas para a implantação de empresas de tecnologia: no norte e no sul da Cidade Industrial; no Jardim Botânico, na região entre a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), da Universidade Federal do Paraná (UFPR); e no Rebouças, próximo à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
Gazeta do Povo – 16/03/2008

Abandono da tecnologia HD-DVD deve causar prejuízo de US$ 1 bilhão à Toshiba
A Toshiba poderá ter um prejuízo de cerca de US$ 1 bilhão neste ano fiscal em decorrência da decisão de abandonar a tecnologia HD-DVD de reprodução de vídeo e armazenamento de dados. Segundo informação do jornal japonês de negócios Nikkei, as perdas seriam de 100 bilhões de ienes, equivalentes a US$ 985,6 milhões.
Em resposta, a Toshiba, disse que ainda está avaliando o tamanho do prejuízo e que não chegou até agora num valor fechado. Segundo ela, se a companhia verificar a necessidade de revisar suas previsões de resultado para o ano, isso será anunciado oficialmente no momento apropriado.
A decisão de abandonar o HD-DVD encerrou o que ficou conhecido como a guerra de formatos, disputa travada com a tecnologia Blu-ray, da Sony. A briga para se tornar o padrão dominante foi semelhante àquela travada no início dos anos 1980 entre os padrões betamax e VHS para reprodução de vídeo em fitas magnéticas.
A briga entre HD-DVD e Blu-ray se arrastava já há pelo menos dois anos. A vitória da Sony foi obtida no momento em que grandes estúdios de Hollywood se comprometeram a apoiar sua tecnologia em detrimento daquela desenvolvida pela Toshiba. Com isso, varejistas como o Wal-Mart e a rede Best Buy anunciaram que não iriam mais vender aparelhos HD-DVD, forçando a decisão da fabricante.
Segundo o Nikkei, pelo menos 50 bilhões de ienes em prejuízo virão do ato de encerrar o negócio com HD-DVD. O restante virá de quedas nas vendas de DVD e no cancelamento de campanhas de publicidade.
O Globo – 13/03/2008

UE estuda nova geração de TV digital
Um consorcio de 21 parceiros recebeu um subsídio de 19 milhões de euros da União Europeia para investigar novas formas de TV digital, através do projecto «P2P-Next». Segundo o Cordis, todas as soluções desenvolvidas serão disponibilizadas em open source no site da iniciativa para promover a emergência de novos modelos de negócio.
A iniciativa vai explorar, nos próximos quatro anos, aplicações Peer-to-Peer (P2P) para desenvolver uma nova geração do sistema de distribuição da Televisão digital, baseada na interacção social e na plataforma Tribler.
A tecnologia P2P traduz-se numa alternativa à arquitectura da rede de computador, onde o cliente passa a ser também o servidor para um especifica aplicação, o que permite a partilha livre de documentos ou conteúdos de áudio e vídeo.
O projecto vai testar um sistema que irá difundir eventos para vários dispositivos e poderá vir a contribuir para o desenvolvimento dos serviços Video On Demand (VOD).
iGov – 17/03/2008

Preços de tocadores de Blu-ray aumentam
O preço de tocadores Blu-ray das fabricantes Samsung, Sony e Sharp atingiram sua maior alta do ano após a vitória do formato sobre seu concorrente, o HD DVD.
O site Toms Hardware informou que o preço médio dos tocadores Blu-ray hoje é de US$ 400, cem dólares além do preço do início do ano.
A análise é baseada nos dados do site Pricegrabber.com, que mostra que mesmo quando o HD DVD estava na disputa, ainda que em segundo lugar distante, recebia atenção por ser uma alternativa mais barata, o que forçou as fabricantes de aparelhos Blu-ray a reduzirem seus preços.
Ainda com a redução nos preços, o sucesso do padrão se deve principalmente ao videogame PlayStation 3, que utiliza o Blu-ray como padrão e trouxe por isso um maior número de consumidores para o lado do formato.
Consumidores que pensam em adquirir aparelhos desta primeira geração podem se arrepender, já que em breve é esperado que a tecnologia ganhe novos recursos incompatíveis com os tocadores atuais. Para 2008 é esperado que filmes BD possam usar recursos da internet, algo impossível de acontecer nos aparelhos atuais, exceto pelo PS3 que possui conectividade à internet.
O site The Inquirer lembra que esta não é a única tecnologia da Sony com preço extremamente elevado. Até mesmo a venda do PlayStation 3 tem sido afetada por seu preço alto comparado ao de concorrentes com menos recursos técnicos como o Xbox 360 e o Nintendo Wii.
Geek – 14/03/2008

Dell quer tirar liderança da Positivo no Brasil
A Dell quer alcançar a liderança na venda de computadores no mercado total brasileiro ainda este ano. Atual líder do segmento corporativo, com 15% de participação, a empresa espera ser a número um também no varejo, segmento liderado pela Positivo, com fatia de 33,6%.
Os dados são da consultoria International Data Corporation (IDC), cujo levantamento do último trimestre do ano passado mostra que a Dell passou de uma participação de 0,8% para apenas 1,2% nas compras feitas por consumidores finais.
"Queremos ser o número um no mercado como um todo e precisamos crescer mais que a indústria. Para isso, temos prazos e objetivos de curto, médio e longo prazo", afirma o diretor-geral da Dell, no Brasil, Raymundo Peixoto. O executivo pernambucano, mas torcedor do Botafogo - influência de 10 anos de residência no Rio - esteve ontem na capital fluminense para encontros com clientes.
Com oito anos de atuação no País, a Dell entrou no varejo somente em setembro do ano passado, quando começou a vender computadores nos supermercados da americana Wal-Mart. Em novembro foi a vez do Ponto Frio.
Com essas parcerias, a empresa obteve um crescimento de 50% nas vendas para usuários finais no quarto trimestre de 2007. Como parte do objetivo de alcançar a liderança no varejo, Peixoto diz que os computadores da marca americana também serão oferecidos em outras redes este ano.
"Não sei quando, mas por que não?", respondeu Peixoto ao ser questionado se a Dell poderia vender seus computadores de mesa (desktops) ou portáteis (notebooks) nas Casas Bahia, maior rede varejista de produtos eletroeletrônicos do País, com faturamento anual de R$ 15 bilhões. Este ano, o executivo conta que a Dell vai fortalecer sua campanha de mídia para conquistar o consumidor, mas os investimentos não foram divulgados.
Peixoto conta que a fábrica da Dell em Hortolândia, interior de São Paulo, vai abrir novas frentes no exterior. A unidade, inaugurada em maio do ano passado, exporta atualmente para Argentina, Chile, Colômbia e África do Sul. De acordo com o executivo, Peru e Venezuela serão os novos mercados latino-americanos. Peixoto não revela qual a porcentagem da produção que vai para fora do País, mas diz que a maior parte das vendas é sustentada pela demanda doméstica.
A Dell planeja oferecer este ano mais novidades que em 2007, quando foram lançados 41 produtos. Segundo Peixoto, essa estratégia faz parte do plano de crescer não só no varejo, mas também entre as pequenas empresas, segmento no qual a Dell tem 5% das vendas. O executivo diz que pretende ampliar os serviços pós-venda para consolidar a hegemonia no nicho corporativo.
Último Segundo – 17/03/2008

Siemens revê em baixa expectativas de crescimento para primeiro trimestre de 2008
A Siemens anunciou que os seus lucros referentes ao primeiro trimestre deste ano deverão ser menos cerca de 900 milhões de euros do que o esperado devido a atrasos nas entregas e cancelamentos das unidades de energia, transporte e tecnologia. As acções cederam mais de 13%.
A divisão de energia deverá ser a mais afectada, com a companhia de engenharia a estimar encargos de 600 milhões de euros, com a unidade de transportes a ser responsável por 200 milhões e a de tecnologia por 100 milhões de euros.
A empresa já está a rever a gestão das unidades de energia e transportes e vai reduzir postos de trabalho da divisão de tecnologia.
Apesar da revisão em baixa dos seus alvos de crescimento, a Siemens mantém perspectivas positivas para 2010 e afirmou que vai fazer "progressos definitivos". Para este ano, a companhia prevê duplicar as vendas e os lucros operacionais. O ano fiscal da Siemens termina em Setembro.
De acordo com os analistas consultados pela Bloomberg, esperava-se que a empresa registasse um lucro de 1,15 mil milhões de euros nos três primeiros meses de 2008.
Segundo a Siemens, cerca de 40% dos engenheiros da unidade de energia têm menos de três anos de experiência. No departamento de tecnologia, o departamento de Trabalho e Pensões britânico cancelou uma encomenda no valor de 85 milhões de euros, depois da empresa admitir que não seria capaz de acabar o trabalho no prazo combinado.
Também a divisão de transportes tem enfrentado problemas e já viu várias entregas serem canceladas.
As acções da Siemens já estiveram a perder mais de 13%, a maior queda dos últimos 18 anos, e seguiam a desvalorizar 10,82% para 70,33 euros.
Jornal de Negócios – 17/03/2008

IDENTIFICATION
MRS Logística contrata RFID da NEC
A MRS Logística, concessionária que controla, opera e monitora a malha sudeste da rede ferroviária federal, apostou no RFID para elevar o nível de monitoramento. A empresa encontrou na aplicação, o complemento ideal para o sistema utilizado para resolução de problemas ocasionados por falhas técnicas na sua frota de trens.
Composta por TAGs, antenas e leitores de RFID, a solução foi totalmente desenhada pela NEC., escolhida pela MRS para fornecer a solução. A fabricante também foi responsável pela sua integração ao sistema RailBAM, que acusa anomalias nos rolamentos das composições da MRS.
O RailBAM está instalado no Pátio P2-03, na Ferrovia do Aço, trajeto obrigatório de todas as composições de carga pesada da empresa, por onde passam 70% da frota da MRS. A solução faz parte do Supersite, sistema que a MRS deverá concluir este ano e que conta com mais três módulos de detecção de falhas.
"Assim que a composição passa sobre o local onde está instalado o RailBAM, ele é acionado e analisa o ruído emitido pelos rolamentos", explica o CIO da MRS Logística, Decio Tomaz. "Caso detecte qualquer ruído fora dos padrões, ele envia as informações online para o software de controle, ao mesmo tempo em que a solução envia informações sobre a roda com defeito para o computador do RailBAM”, completa o executivo.
Com as informações consolidadas, é possível identificar instantaneamente o vagão com defeito e fazer a emissão de relatório completo para a equipe de Planejamento e Controle de Manutenção, para que o vagão seja direcionado à oficina.
O CIO da MRS salienta ainda que, com esse sistema, a MRS passa a ter um controle dos defeitos logo que eles começam a se manifestar, evitando quebras e descarrilamentos, a partir de uma manutenção preventiva.
Para que o sistema guarde o histórico das leituras e possibilite análise das tendências de cada defeito, é necessário que toda a frota de vagões da MRS passe pela instalação de etiquetas eletrônicas de identificação (TAG), baseadas em rádiofrequência.
"O sistema de RFID é fundamental porque é a etiqueta quem indica ao software de controle qual é o vagão com problema, e mais, em que posição ele se encontra", comenta Arnaldo Murasaki, Diretor da NEC Solutions Brasil.
Ainda para este ano, informa ainda Decio Tomaz, está prevista a implantação dos outros três módulos que comporão o SuperSite da MRS: o T.Bogie, que mede o desalinhamento de trucks; o Wheelspec, que utiliza a tecnologia laser para avaliar o perfil das rodas, e o WILD, que verifica o calejamento e a ovalização das rodas, antes que sejam detectáveis pelos meios comuns (ruído, por exemplo). O investimento total da MRS vai girar em torno de R$ 9 milhões.
Convergência Digital – 14/03/2008

INDUSTRIAL
Weg expande seus negócios para a Rússia
A fabricante de motores elétricos, Weg, anunciou nesta sexta-feira que terá uma subsidiária na Rússia. A Weg Rússia, que será na cidade de Nizhny Novgorod, será responsável pela comercialização e distribuição e assistência técnica de produtos e sistemas na Rússia e nos demais países que anteriormente formavam a União Soviética. De acordo com a companhia, este mercado oferece grande potencial de negócios em áreas como exploração, produção e transporte de petróleo e gás.
Em 2007, a Weg registrou um lucro líquido de 575 milhões de reais, um aumento de 14,3% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, o lucro foi de 138,1 milhões de reais, com alta de 3,5% em comparação com o mesmo período de 2006. A receita líquida cresceu 24,6% no ano, chegando a 3,74 bilhões de reais. No último trimestre de 2007, a receita totalizou 1,02 bilhão de reais, crescimento de 23,8%.
Às 12h05, as ações da Weg estavam cotadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) por 19,98 reais, com queda de 4,4%.
Exame – 14/03/2008

Electrolux terá nova fábrica no Paraná
A Electrolux vai abrir sua terceira fábrica no Paraná. A nova unidade deverá ficar em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, em imóvel onde já funcionou no passado a montadora Chrysler e a empresa de motores de pequeno porte para exportação TMT Motoco, que está em processo de recuperação judicial há um ano. A instalação da multinacional sueca no local só depende de aprovação da Justiça, o que é esperado para os próximos dias.
No ano passado a Electrolux negou que, com o crescimento das vendas de eletrodomésticos, estivesse em busca de terreno no Paraná para construir uma fábrica. Mas agora a informação está em ata da assembléia de credores da TMT, realizada no dia 11. O Valor teve acesso ao documento, onde consta que uma proposta de R$ 75,1 milhões para a compra do imóvel e instalações da TMT que foi feita pela construtora WTorre, de São Paulo, para atender encomenda feita pela multinacional e, na seqüência, erguer lá mais galpões industriais para locação.
O imóvel que está em negociação tem um milhão de m2 e 100 mil m2, junto com a unidade fabril, serão arrendados para a fabricante de geladeiras. Como foi registrado na ata, a sueca tem como meta colocar a unidade em operação a partir de dezembro de 2008, gerando 500 empregos diretos . A empresa teria um cronograma de ampliação para 2009, que prevê um centro de distribuição. As informações foram repassadas aos credores na assembléia da TMT por representantes da WTorre, entre eles o gerente comercial, Miguel Giacummo, e pela gerente tributária da Electrolux, Eloisa Wolter. Os dois executivos evitaram ontem falar sobre o assunto.
A WTorre vai adaptar o imóvel ao que foi pedido pela Electrolux , confirmou o advogado Marcelo Bertoldi, do escritório Marins, Bertoldi, Efing e Rocha, que foi nomeado administrador judicial da TMT. Trata-se da segunda proposta recebida pelos credores da empresa, que acumulou dívidas de cerca de R$ 300 milhões com os bancos Bradesco, Itaú, HSBC e Unibanco, entre outras instituições. A primeira partiu de Fernando Buffa, ex-presidente da TMT, que tentou reunir investidores para comprar a unidade, mas não cumpriu os prazos de pagamento. Especialista em recuperação de empresas, Bertoldi foi quem conseguiu tirar a Parmalat do controle da Batávia e, no ano passado, trabalhou na venda da fabricante paranaense de lácteos para a Perdigão.
A Electrolux tem duas fábricas em Curitiba (PR), onde faz refrigeradores, freezers, aspiradores e lavadoras de alta pressão. Ela chegou ao Estado há 12 anos anos, após comprar a Refripar, dona da marca Prosdócimo. Em São Carlos (SP) ela produz lavadoras de roupas e fogões e, em Manaus (AM), condicionadores de ar e microondas. Procurada, a empresa informou por meio da assessoria de imprensa que não iria se pronunciar sobre o conteúdo da ata, mas não negou as informações. Recentemente a multinacional admitiu que teve em 2007 o melhor resultado de sua história no Brasil, com aumento de 20% no faturamento.
No ano passado ela ultrapassou a marca de 4 milhões de produtos vendidos apenas no mercado interno, sem contar as exportações. O bom momento foi creditado à oferta de crédito e também à retomada da construção civil no país, onde a sueca enfrenta a preferência dos clientes com a americana Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul. Segundo a multinacional, o Brasil é o país que tem maior peso dentro da América Latina, região que responde por 10% dos negócios do grupo.
O interesse da Electrolux por Campo Largo sela uma semana de boas notícias para o município que é conhecido como capital da louça pela concentração de fabricantes de pisos e cerâmicas de cozinha. Na quarta feira a Fiat Powertrain Technologies (FPT) anunciou a compra da fabricante de motores Tritec, resultado de uma antiga parceria da BMW com a Chrysler, que deixou de produzir em julho de 2007 e dispensou quase 300 trabalhadores. A TMT é vizinha da Tritec e, alegando perdas por conta do câmbio, parou antes, em abril, e demitiu 680 pessoas.
Além de TMT e Tritec, a cidade teve outra decepção nos últimos anos. Foi o encerramento das atividades da montadora Chrysler, em 2001, após investimentos de US$ 315 milhões três anos antes. Os fracassos seguidos levaram a especulações de que o local seria amaldiçoado, teria um cemitério indígena e até que teria sido palco de um acidente com avião no passado. As teorias não encontram respaldo na História, segundo professores da Universidade Federal do Paraná. Por isso, os campolarguenses esperam que o novo comprador venha para ficar.
O Globo – 14/03/2008

Inscrições abertas para a 10ª Autocom
Estão abertas as inscrições para a 10ª Autocom, exposição e congresso de automação comercial que apresenta, entre 8 e 10 de abril, as novidades e o uso de novas tecnologias em TI aos representantes do comércio varejista e atacadista.
Cerca de 10 mil pessoas são esperadas para participar do encontro, que contará com 38 expositores e 110 empresas. Em 2007, foram 7 mil visitantes.
Realizado pelo Ideti Eventos em TI e Afrac, Associação Brasileira de Automação Comercial, o evento acontece em São Paulo e informações adicionais podem ser encontradas no link relacionado abaixo.
Baguete – 14/03/2008

TELECOM
Qualcomm compra Xiam Technologies
A Qualcomm adquiriu a Xiam Technologies, empresa irlandesa provedora de tecnologia de personalização, com foco em conteúdo e marketing individualizado aos usuários. O negócio ficou em US$ 32 milhões.
A solução da Xiam denominada My Personal Offers System destina-se a operadoras de telefonia móvel e provedores de serviços para celular, compor ofertas de acordo com gostos e preferências de cada cliente, por meio dos canais web e comunicações wireless.
Trata-se da segunda grande aquisição da Qualcomm nos últimos meses, depois de ter comprado a Firethorn, focada em mobile banking, em novembro. Tradicionalmente, a fabricante focava-se em propriedade intelectual e infra-estrutura de rede, mas estes últimos negócios mostram uma estratégia voltada a consumidor, completando a unidade de serviços de internet da companhia.
IT Web – 12/03/2008

Moody’s vê a 3G no centro dos gastos altos
As operadoras telefônicas fixas Telefônica, Brasil Telecom e Oi enfrentam a dualidade de possuírem fortes posições de mercado e ao mesmo tempo serem as mais vulneráveis à competição de serviços de voz prestados por operadoras celulares ou de TV por assinatura, como Vivo, Claro, TIM, e Net.
A Oi e a Brasil Telecom vivem um mundo um pouco diferente por atuarem duplamente nos segmentos de telefonia fixa e celular, acabam compensando a redução progressiva das receitas de voz fixa com a concomitante ampliação igualmente progressiva de suas receitas de voz móvel. "Apesar da pressão competitiva, é esperado que as ‘incumbents' consigam manter suas posições de liderança em seus mercados no médio prazo", afirmou o analista senior da Moody's, Richard Sippli.
O especialista prevê que as teles celulares enfrentem desaceleração no aumento das receitas, fruto do amadurecimento do mercado. A título de reação, Sippli acredita que as operadoras vão focar fortemente em novos clientes com menor poder aquisitivo.
Esse caminho tem prós e contras. Ao mesmo tempo que expandir a base eleva a receita, atrair clientes de baixo poder aquisitivo gerará aumento dos minutos de uso e pressionará as margens operacionais das teles para baixo, diz o analista. Nesse caso, um alívio para as margens poderá ser a redução dos subsídios para aquisição dos aparelhos celulares. A estratégia da Oi, que promete desembarcar em São Paulo em meados deste ano, está centrada justamente no não-subsídio aos aparelhos e na competição acirrada com as outras provedoras de voz, tanto fixas quanto celulares.
Em relatório publicado há poucos dias, a Moody's procura prever os principais passos da indústria de telecomunicações para os próximos 12 a 18 meses.
Introdução à 3G
Para Sippli, a introdução da terceira geração celular constitui-se no principal foco dos investimentos dos próximos trimestres. No entanto, por acarretarem retorno de longo prazo, esses desembolsos tendem a pesar na estrutura financeira das operadoras móveis.
Outro fator de pressão nos custos das teles, lembrado por Sippli, é decorrente do formato do leilão de 3G, realizado em dezembro e responsável pela vendas das licenças a todas as teles. O leilão pressupõe investimentos também em segunda geração, dotando cerca de 2 mil municípios mais distantes da telefonia celular que não possuíam.
Consolidação à vista
Para o analista, a fase de consolidação que se aproxima será benéfica à indústria da telefonia brasileira, pois os grupos ficarão financeiramente fortalecidos e, com maior escala operacional, deverão gerar importantes ganhos de sinergia e portanto melhores margens operacionais nos próximos trimestres. Sippli referiu-se à compra da Telemig pela Vivo e da Amazônia e Brasil Telecom pela Oi.
IT Web – 12/03/2008

No celular, 40% dos assinantes têm aparelho com acesso à Internet, mas apenas 5% usam o serviço
O acesso à Internet via celular poderá vir a ser uma realidade com a 3G. Hoje, apesar de 40% dos assinantes móveis possuírem aparelhos capacitados para navegar na Web, apenas 5% contratam o serviço. Esta é uma das conclusões do levantamento TIC Domícilios 2007, realizado pelo NIC.br, e que avaliou o uso do celular no Brasil.
O incremento do acesso à Internet via 3G poderá vir, afirmam os responsáveis pelo estudo, em função de a nova rede oferecer uma performance mais adequada para a navegação. O grande problema é que os terminais de hoje são para rede 2,5G.
Neste caso, a idéia é que o custo do acesso nessa rede venha a cair com o serviço 3G para atrair o consumidor que já possui um terminal apto para a contratação do serviço. O estudo revela ainda que apesar do forte predomínio do serviço pré-pago, as aplicações móveis começam a ser mais usadas pelos consumidores.
O envio de mensagens - SMS, por exemplo, cresceu de 4%, em 2005, para 15%, em 2007. Fato que é explicado pelos organizadores do estudo pela estratégia das operadoras brasileiras de reduzirem o custo do serviço.
O envio de mensagens é, hoje, uma atividade comum para mais de 51% dos usuários entrevistados. O serviço é usado, principalmente, por assinantes com idades entre 16 e 34 anos, e com nível de escolaridade superior ou médio.
O TIC Domícilios 2007 também constatou que 66% dos entrevistados assumiram já ter usado um celular, apesar de apenas 51% responderem possuir um terminal próprio. Isso significa que o compartilhamento do terminal, principalmente, nas classes de menor poder aquisitivo é uma realidade.
O levantamento mostra ainda que a posse bem como o uso do celular, cresce conforme aumenta a faixa de renda familiar, grau de instrução e a classe social. De 2006 para 2007, por exemplo, o percentual de quem usou o celular cresceu de 61% para 66%. Já o índice de quem possui um terminal também cresceu no período de 45% para 51%, muito a partir da estratégia de subsídio adotada pelas operadoras móveis.
O estudo mostra ainda que a faixa etária entre 25 anos e 34 anos é a que apresenta a maior penetração de posse (69%) e de uso (81%). Em compensação, o serviço móvel parece distante da faixa etária com 60 anos. Nesta faixa, somente 22% admitiram possuir um telefone celular e 32% assumiram usar um terminal móvel.
O TIC Domicílios 2007 ouviu um universo de 17 mil pessoas de todas as classes sociais e em todas as regiões do país, entre setembro e novembro do ano passado.
Convergência Digital – 15/03/2008

Vivo se une a Microsoft e Motorola para ampliar serviços móveis
A Vivo anunciou uma parceria com a Microsoft e a Motorola para incrementar a oferta de serviços online no celular.
O novo pacote oferece acesso ilimitado a serviços como o webmail Hotmail, o comunicador instantâneo MSN Messenger e à comunidade online MSN Spaces a usuários de aparelhos Motorola, por uma mensalidade de 8,90 reais.
Inicialmente, o novo serviço está disponível para download nos aparelhos MotoRockr Z6, W5, MotoRazr V8, w510, a1200, K1e U6. O modelo MotoRockr U9 já será oferecido com o software embarcado.
Até o final de março, o pacote de serviços estará disponível para download em mais 20 aparelhos da Motorola e até o final de abril para 50 aparelhos da marca. Em alguns aparelhos somente o MSN Messenger estará disponível. A função da comunidade Spaces se restringe à atualização de imagens.
O acordo não é exclusivo, mas as empresas acreditam que o mesmo pacote não estará disponível em outras operadoras e celulares antes de quatro meses, já que o pacoite foi desenvolvido inicialmente para a plataforma da Motorola.
PC World – 14/03/2008
Módulo GSM/GPRS da Siemens aumenta vendas da Leucotron
O módulo GSM/GPRS TC65 da Siemens Wireless Modules contribuiu para a evolução em 40% das vendas logo no primeiro ano da solução Chipcell+ da Leucotron, empresa que desenvolve soluções integradas de telecomunicações para corporações e mercado SOHO (Small Office/Home Office)
Em 2007, a evolução foi de 147% das vendas e, seguindo o crescimento do ano passado, a Leucotron prevê um aumento de 240% nas vendas do produto em 2008.
“Por serem de fabricação nacional, os módulos da Siemens beneficiam nossos clientes com a redução do IPI de 15% para 3% em suas aplicações. Isso é possível devido ao incentivo fiscal do Processo Produtivo Básico (PPB). Dessa maneira, nossos clientes se tornam mais competitivos no mercado”, ressalta Eduardo Casagrande, gerente de vendas da área Wireless Modules, do Setor Industry da Siemens no Brasil. “A Leucotron é um exemplo claro de como nossos clientes podem se beneficiar com essa redução. O aumento de vendas com esse benefício é um resultado positivo tanto para eles, como para nós”, completa o executivo.
Ao utilizar a funcionalidade JAVA™ e a pilha TCP/IP interna do TC65, a Leucotron conseguiu desenvolver uma aplicação de tronco celular para PABX compacta, e com custo reduzido de componentes, pois, dispensa a necessidade de processador externo. Com a tecnologia GSM/GPRS quad-band do módulo, a solução pode ser utilizada em qualquer lugar do mundo com cobertura da rede GSM.
“Essa aplicação de tronco celular para PABX permite que as ligações realizadas para um telefone celular de um aparelho fixo, sejam direcionadas para o tronco móvel. Assim, a ligação que seria de uma linha fixa para móvel, passa a ser de móvel para móvel, diminuindo o custo das chamadas e trazendo uma redução significativa na conta telefônica. Por utilizar o módulo industrial da Siemens, o produto passa confiabilidade ao cliente, em função de sua estabilidade. O design do produto também é privilegiado, uma vez que as dimensões do módulo são pequenas”, afirma Antônio Cláudio de Oliveira, diretor de Marketing da Leucotron.
A confiabilidade dos módulos e o suporte técnico local no desenvolvimento dos produtos é um grande diferencial da Siemens para o mercado.
Segs – 17/03/2008

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