18/12/2007

GERAL

Liderança da Intel na produção de semicondutores vai aumentar este ano

Em 2007, a Intel deverá gerar 12,2% das receita mundiais obtidas com semicondutores, comparativamente aos 11,6% do ano passado, revelou hoje em comunicado a Gartner. A Toshiba deverá saltar três posições no ranking, depois de ter registado o crescimento mais acelerado nas vendas entre as 10 maiores produtoras mundiais.

Os processadores para computadores da Intel e os chips de memória flash da Toshiba - que armazenam músicas nos iPod, fabricados pela Apple - vão ajudar as vendas do sector a subirem 2,9% este ano. O crescimento das vendas vai provavelmente acelerar em 2008, estimulado pela procura por computadores pessoais e produtos electrónicos de consumo.

Já a quota de mercado da Toshiba deverá crescer para os 4,6% em 2007, ao mesmo tempo que as receitas crescerão 28% impulsionadas pelas vendas dos chips de memória flash NAND e por sensores de imagem utilizados em telemóveis.

Por último, a fatia de mercado da Samsung deverá manter-se nos 7,7%, deixando a empresa na posição de segunda maior produtora mundial.

Diário Econômico – 14/12/2007

Mercado mundial de semicondutores cresce 2,9% em 2007 e fecha ano com faturamento de US$ 270,3 bi

O faturamento mundial do setor de semicondutores cresceu 2,9% neste ano em relação ao ano passado, atingindo a marca de US$ 270,3 bilhões. Os dados da consultoria Gartner, ainda preliminares, mostram que entre as 10 maiores empresas desse ramo, em sete o faturamento aumentou e em três ele caiu.

A maior alta foi registrada pela Toshiba, com expansão de 27,8% em suas vendas, que totalizaram US$ 12,5 bilhões. Com esse desempenho, a empresa passou da sexta à terceira posição no ranking das maiores produtoras de semicondutores, com fatia de 4,6%. A Intel se manteve na liderança, com 12,2% do mercado mundial e faturamento de US$ 32,9 bilhões - 8,2% a mais que em 2006.

A vice-liderança do mercado ficou com a sul-coreana Samsung, com 7,7% de participação e um aumento nas vendas de 3,5%, para US$ 20,8 bilhões, em relação ao ano passado.

Outra empresa com expansão de dois dígitos nas vendas foi a Hynix Semiconductors, com alta de 20,2%, para US$ 9,6 bilhões. Isso manteve a companhia na sétima colocação entre as dez maiores do setor, com 3,6% de participação no mercado.

As duas maiores quedas no ano em faturamento foram registradas por Texas Instruments e Infineon Technologies. A primeira viu suas vendas caírem 4,2% no ano, para US$ 11,4 bilhões. Com isso, caiu da terceira posição no ranking das maiores para a quarta colocação, com 4,2% do mercado.

O tombo da Infineon foi maior, de 6,8%, com o faturamento recuando de US$ 10,5 bilhões para US$ 9,8 bilhões entre 2006 e 2007. Seu desempenho garantiu participação de apenas 3,6% no mercado, o que a fez cair da quarta para a quinta colocação no ranking mundial do setor.

O Globo – 17/12/2007

AUTOMOTIVO

Navegador celular chega ao mercado brasileiro

Um navegador celular. Esta é a melhor definição para o Nokia 6110 Navigator que começa a ser vendido no Brasil este mês. Resultado de uma parceria com a operadora de telefonia celular Vivo, a novidade tem preço sugerido de R$ 1 099 para os planos pós-pagos e R$ 1.499 para pré-pagos. Acompanha o aparelho o car kit, que inclui suporte para fixação do telefone no pára-brisas do veículo e carregador automotivo.

Além de fazer e receber chamadas e enviar mensagens de texto, o Nokia 6110 Navigator tem câmera de 2 megapixels, tocador de música e display com alta resolução. O lançamento inaugura a tecnologia no País. Isto porque as opções de navegação para celular disponíveis até então se limitavam à disponibilidade de serviço pela operadora de celular pelo qual o usuário deveria pagar um mensalidade para ter acesso a navegação. Neste aparelho a navegação já faz parte dos recursos oferecidos pelo telefone. Ou seja, não se paga para ter as informações do roteiro.

MÓDULO

Outra opção para quem não pretende trocar tão cedo de aparelho celular e quer ter um GPS é os módulos Nokia Bluetooth GPS LD-3W e 4W. Com preços sugeridos de R$ 399 e R$ 459, respectivamente, esses acessório possibilitam que a maioria dos aparelhos com Bluetooth tenham os recursos de um navegador GPS.

TEST DRIVE

A proposta de convergência de tecnologias em um mesmo aparelho é louvável, mas a navegação em celular não é das melhores. A começar pelo tamanho da tela que é muito pequeno e dificulta a visualização enquanto se dirige. As cidades de abrangência ainda são limitadas, apenas 25 estão mapeadas.

O Nokia 6110 Navigator possui a tecnologia A-GPS, cuja principal função é acelerar a localização do sinal. Em outros navegadores este tempo é de até cinco minutos . No Nokia leva menos de um minuto.

Bem Pará – 13/12/2007

Primeiro carro híbrido chinês chegará ao mercado em 2008

O primeiro veículo híbrido de fabricação chinesa, construído pelo Grupo Automotivo ChangAn --parceiro local da Ford e da Mazda-- acaba de ser fabricado e estará disponível no mercado chinês em 2008, informou nesta sexta-feira o jornal "Shanghai Daily".

O novo modelo --um carro de passeio chamado Jie Xun-- é equipado com um motor elétrico e um convencional, pode conseguir uma economia no consumo de combustível de até 20% e um nível de emissões equivalente ao padrão internacional Euro IV, disse Liu Yue, porta-voz da ChangAn, quarta maior fabricante de carros da China.

Liu disse que o modelo Prius da empresa japonesa Toyota, como modelo híbrido de tecnologia mais avançada no mercado, tem um consumo mais eficiente. Porém, acrescentou que o preço do novo veículo chinês será "significativamente menor", já que a produção do Jie Xun "representa um custo acrescido de somente 20% na produção".

A companhia chinesa, com sede em Chongqing, a maior cidade do país, levou seis anos para desenvolver o novo modelo.

O carro competirá no mercado chinês não só com o Toyota Prius, mas também com outros veículos importados, como o Lexus LS400H e o Honda Civic.

Folha Online – 14/12/2007

Renault: Rússia e América do Sul serão mercados-chave

Rússia e América do Sul transformam-se em grandes mercados de expansão para a Renault. Isso porque, de acordo com os planos de Carlos Ghosn, CEO do Grupo Renault, as duas regiões incrementarão as vendas mundiais da empresa, que devem alcançar 3,3 milhões de unidades ao fim de dois anos, de acordo com informações da agência de notícias El Mundo Motor.

Tendo em vista a estabilidade dos mercados europeus Ghosn acredita que o crescimento projetado virá desses mercados. Tempos atrás a China era o foco dessa expansão mas, sem parceiro para fabricar por lá, a companhia voltou seus interesses para a América do Sul e Rússia. No Brasil foi lançado recentemente o modelo Sandero, na mesma plataforma do Logan. Segundo a agência o Sandero também será produzido a partir de 2008 pela Dacia, na Romênia, e no ano seguinte na África do Sul.

Com os novos modelos a produção na América Latina, considerando os volumes de Colômbia e México, atingirá 245 mil unidades em 2009.

Mas o maior crescimento é esperado na Rússia, onde a Renault acaba de firmar intenção de acordo com a AvtoVaz.

Auto Data – 12/12/2007

Agrale terá fábrica na Argentina

A diretoria da Agrale, de Caxias do Sul, RS, deve confirmar na segunda-feira informação extra-oficial de que investirá US$ 5 milhões na localização de fábrica na Argentina. A notícia circulou na quinta-feira, 13, nos principais meios de comunicação daquele país, mas não foi confirmada pelos dirigentes da empresa brasileira. Assessores consultados informaram, apenas, que a informação é real.

O investimento seria destinado a uma unidade em Mercedes, 100 quilômetros a Oeste de Buenos Aires. A capacidade de produção estimada é de 1 mil unidades anuais de microônibus e caminhões leves de carga para os mercados argentino e brasileiro. De acordo com informações vindas da Argentina os dirigentes da Agrale estiveram reunidos durante toda a quarta-feira com a presidente da República, a quem anunciaram a contratação inicial de cinqüenta funcionários.

A localização de planta na Argentina fora acenada pelo diretor de vendas e de marketing, Flávio Crosa, em outubro, durante a Fenatran, em São Paulo. De acordo com ele a Agrale solicitara a retomada da produção e aguardava posição do governo para, então, definir o projeto por lá.

Fábrica na Argentina se justifica pelos números de crescimento dos negócios. Em doze meses as vendas evoluíram 50% e a Agrale já responde por 6,5% do mercado argentino de caminhões leves, por 14,5% dos chassis leves e por 25% dos midibus. Esta seria a segunda unidade de produção da Agrale fora do Brasil. A primeira está localizada na Colômbia.

A Agrale deve fechar o ano com receita bruta de R$ 480 milhões, alta de 20% sobre o exercício passado, e produção de 6 mil unidades. Para 2008 a projeção é elevar o faturamento bruto em 6%, para R$ 510 milhões, e a produção total para aproximadamente 6,4 mil unidades.

Mesmo com o dólar desvalorizado as vendas externas da Agrale devem evoluir 2 pontos porcentuais na comparação com o ano passado, passando a representar 20% da receita bruta total, índice que tende a ser mantido em 2008. América do Sul, em especial Argentina, e Oriente Médio são seus principais mercados.

AutoData – 13/12/2007

CONSUMER

Primeiras emissões de TV digital deficientes

No dia 2 deste mês, o Governo brasileiro anunciou, com pompa, o início das transmissões da TV digital para São Paulo. Em Abril o sistema deve chegar ao Rio de Janeiro e depois estender-se-á a todo o país, aos poucos. No entanto, a revista Veja, que não esconde a sua oposição ao Governo Lula, escreveu que a estreia foi um fiasco, escrevendo : "E quem assistiu à TV digital em São Paulo? Pouquíssima gente, apenas alguns vanguardistas, que haviam comprado conversores, a antena correcta e moram em bairros com cobertura UHF. Quem não preencheu tais condições viu apenas mensagens como 'sem sinal' ou 'sinal fraco". Na melhor das hipóteses viu imagens instáveis, como se sintonizasse uma emissora do planeta Marte." Conclui, referindo que São Paulo está a ser um laboratório para a mudança, que deverá ser " menos penosa" para o restante país. Os especialistas esclarecem: "Quem não for apressado, pode e deve deixar para o futuro a compra de um conversor, pois os preços irão cair e as novas TV já serão adaptadas ao sistema digital, acabando com a necessidade de comprar conversor."

No caso do lançamento, o fiasco foi limitado, pois a população praticamente não foi atingida pelo problema. Na verdade, bem menos de 1% dos telespectadores de São Paulo compraram o equipamento - um conversor - que permite receber a TV digital e os poucos que o fizeram não receberam boas imagens, por causa da pressa com que o sistema foi inaugurado.

Diário de notícias – 16/12/2007

Vendas de PCs no Brasil aumentaram 23% em 2007

Levantamento feito pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e a consultoria IT Data mostra que as vendas de computadores pessoais no Brasil irão fechar o ano com um aumento de 23% em relação a 2006, chegando à marca de 10,1 milhões de unidades vendidas.

O relatório WorldWide Quartely PC Tracker, liberado nesta quarta-feira pela consultoria IDC, indica que o país está em sintonia com o mercado mundial: os números de vendas de PCs devem crescer 16,7% no quarto trimestre deste ano, chegando ao total de 269,8 milhões de máquinas vendidas.

Segundo a IDC, o crescimento do setor de computadores portáteis, como os notebooks, teve grande participação neste cenário. No terceiro trimestre deste ano, as vendas mundiais de laptops aumentaram nada menos que 37%, maior crescimento registrado em mais de dez anos. Os notebooks venderam, em média, 33% a mais do que os desktops ou computadores de mesa.

Em comparação com 2006, o mercado de PCs teve um crescimento muito superior. No terceiro trimestre, já havia sido registrado um aumento de 16%, enquanto o crescimento ao ano deve chegar a 14,6% (em 2006, este número foi de 10,1%).

O Globo – 14/12/2007

Venda de televisores deve aumentar 10% em 2008


Com o início do sistema de transmissão digital de TV e a possibilidade de financiamentos a longo prazo, o mercado de vendas de televisores inicia 2008 sob a perspectiva de atingir um crescimento na comercialização em cerca de 10% num quadro comparativo com este ano, que tem uma produção estimada de 10 milhões de aparelhos.

O presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Maurício Loureiro, disse que grandes corporações financeiras anunciaram interesse em oferecer linhas de financiamento a longo prazo para a compra desses aparelhos e com isso esse mercado pode passar por um grande “boom”.

“Já ouvimos de grandes corporações financeiras o interesse em financiar o televisor em prazo duradouro, num tempo superior há dez anos. Quando isso ocorrer, o mercado atingirá um período de pleno aquecimento nas vendas”, comentou o dirigente.

Nos últimos dois anos, o preço dos televisores diminuiu bastante, principalmente o dos modelos plasma (tela fina) e LCD (tela de cristal líquido), que apresentaram uma queda em torno de 50%.

O presidente do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, também prevê que o financiamento a longo prazo já em 2008 é uma tendência do mercado e que isso deverá elevar as vendas dos televisores. “Estivemos reunidos com representantes de corporações financeiras neste ano e eles nos falaram do interesse em oferecer linhas de financiamento pa­ra a comercialização desse produto”, frisou.

O executivo também diz acreditar que o preço dos modelos plasma e LCD devem continuar em queda e isso também deverá ser um dos principais motivos para a continuidade de crescimento nas vendas. “Os preços estão caindo, o que tem ajudado a elevar a comercialização desses aparelhos, além disso, há os modelos com capacidade para transmitir o sinal de transmissão digital de TV, e sabemos que a tecnologia exerce um grande apelo de vendas na população”, informou Périco.

Portal Amazônia – 17/12/2007

Evolute chega ao mercado de microcomputadores com investimento de R$ 12 milhões

Nova fabricante quer ganhar o mercado de varejo e aposta em soluções com uma excelente relação custo/benefício.

Com um investimento inicial de cerca de R$ 12 milhões, a Evolute, empresa de capital 100% nacional, chega ao mercado de Desktops e Notebooks com o objetivo de conquistar 7 a 10% do mercado de Varejo em até dois anos de atividade. A estratégia da companhia para alcançar a meta está focada na venda para o consumidor direto, responsável por mais de 35% dos PCs vendidos no mercado Brasileiro

Outro fator para a entrada da nova marca no mercado são os indicadores econômicos que apontam para o crescimento do poder aquisitivo de classes C, D e E, combinado com a baixa do dólar, e a MP do Bem, que concedeu incentivos fiscais para empresas de tecnologia, tem impulsionado a venda de computadores. Em 2007, o mercado de notebooks, por exemplo, cresceu 211% em relação a 2006, ano que já havia sido forte, com um crescimento aproximado de 115%.

A Evolute, fundada por Fabio Song, empreendedor com mais de 15 anos de experiência em Supply-Chain, terá na presidência Ricardo Bloj, que exerceu por seis anos o cargo de presidente da Solectron e também foi Diretor de Fabrica da IBM do Brasil. A companhia nasce com mais de 20 anos de experiência através do histórico dos seus executivos e funcionários da fábrica. Para completar o quadro de executivos, a Evolute contratou para ser seu Diretor Comercial Alexandre Friedmann, que também possui mais de 20 anos de experiência com produtos eletrônicos no varejo. Já para a Diretoria de Marketing, a empresa trouxe Gilberto Lopes, profissional com vasta experiência no segmento.

A companhia entra no mercado neste final de ano com contratos de venda firmados com algumas das maiores redes de varejo do país. “Vamos fechar 2007 com um resultado muito gratificante, considerando o pouco tempo de atuação no mercado”, afirma Ricardo Bloj. A fábrica da Evolute, instalada em Campinas, utiliza os mais avançados conceitos de manufatura, que garantem maior produtividade das linhas e qualidade superior.

Com processadores Intel e sistema Operacional Windows Vista da Microsoft, os notes e desktops produzidos pela Evolute foram criados para atingir desde o comprador que procura a melhor relação custo/beneficio ate até consumidores mais exigentes. “Teremos desde PCs para pessoas que estão comprando o primeiro ou segundo computador, até máquinas com configurações específicas para os amantes de games”, explica Bloj, que diz ainda que neste momento, a companhia não deve atacar o mercado corporativo.

Portal Fator Brasil – 15/12/2007

IDENTIFICATION

Nota fiscal eletrônica no Ceará começa em abril

As empresas distribuidoras de automóveis e de combustíveis, os revendedores retalhistas e as empresas de transporte no Ceará serão obrigados a emitir nota fiscal eletrônica (NF-e) a partir de abril de 2008. A implantação do novo sistema foi aprovada durante a 128ª reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), realizada ontem em Fortaleza. Em setembro entram na lista os setores de cimento, medicamento, frigorífico, bebidas alcoólicas, refrigerantes, energia elétrica, laminados e aço. Outros setores serão incorporados ao sistema em dezembro de 2008.

O convênio foi assinado entre Governo federal, através do Ministério da Fazenda, e nove estados brasileiros. Segundo o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, o sistema já vem sendo implantado de forma experimental em alguns estados. "Vimos bons resultados em setores como cigarro, combustível, distribuidores e atacadistas. O convênio que assinamos é muito importante para a arrecadação dos estados", disse.

Para o secretário da fazenda do Ceará e coordenador do Confaz, Mauro Filho, o novo sistema deve aumentar a arrecadação do Estado porque irá dificultar a sonegação. Para a implantação da NF-e, o Governo federal irá fornecer equipamentos para a criação de um sistema de informações integrado por todas as secretarias de Fazenda. "Quando os estados assinaram o protocolo com Governo federal, ficou acertado que a União irá mandar sistemas para podermos padronizar a comunicação da informática de todo o País. O estado do Ceará é um dos primeiros estados a assinar o seu compromisso formal", afirma.

A NF-e substitui a sistemática atual de emissão do documento fiscal em papel, com validade jurídica garantida pela assinatura digital do remetente, simplificando as obrigações acessórias dos contribuintes e permitindo o acompanhamento em tempo real das operações comerciais pelo Fisco.

O principal objetivo do Governo é aumentar a fiscalização do pagamento de obrigações como Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Apesar do aumento na fiscalização, Mauro Filho não descarta que, com o tempo, surjam outras formas sonegar os impostos.

Jornal O POVO – 15/12/2007

INDUSTRIAL

Bematech planeja comprar de três a cinco empresas em 2008

A Bematech confirmou, por meio de ofício enviado ontem à Bovespa, que planeja comprar de três a cinco empresas em 2008, em linha com a estratégia de crescimento divulgada no prospecto de sua oferta pública de ações. A companhia também revelou que estuda a possibilidade de uma aquisição na América Latina, provavelmente na Argentina, onde já possui uma subsidiária.

Também há possibilidade de abertura de uma nova subsidiária no México, com a finalidade de elevar as vendas na região. Em 2009 e 2010, a empresa informa que pode promover compras nos Estados Unidos e na Europa, na busca da expansão geográfica de suas atividades.

Último Segundo – 14/12/2007

Produtividade na indústria acelera e tem avanço de 4,2%

A produtividade na indústria de transformação se acelerou neste ano. De janeiro a outubro, ela cresceu 4,2% em relação ao mesmo período de 2006. Nos dois anos anteriores, a expansão tinha sido bem mais modesta: 2,1% em 2005 e 2,5% em 2006. Outra boa notícia é que o salto da produtividade neste ano manteve a tendência de elevação simultânea de produção e do emprego, combinação que vigora desde 2004. Segundo analistas, a alta forte do investimento desde o ano passado é uma das principais responsáveis pelo aumento de eficiência da indústria de transformação. A expectativa é de que a produtividade siga em expansão firme no próximo ano, num cenário em que a economia deve continuar a crescer com força, estimulando o investimento.

De janeiro a outubro, a produção física da indústria de transformação cresceu 5,9%, enquanto o número de horas pagas aos trabalhadores aumentou 1,6%, resultando na alta de 4,2% da produtividade. Para o economista Bráulio Borges, da LCA Consultores, parte do crescimento da produtividade se deve à expansão de investimentos realizados desde o ano passado. Segundo as suas estimativas, o investimento costuma levar de 10 a 14 meses para maturar completamente. Em 2006, a formação bruta de capital fixo (FBCF, medida do que se investe na construção civil e em máquinas e equipamentos) cresceu 10% e deve crescer mais 13,2% neste ano, estima Borges.

A tecnologia mais avançada trazida pelo investimento em bens de capital tende a contribuir para o aumento de produtividade. "A empresa ganha eficiência com a troca de maquinários, por exemplo. Com o passar do tempo, o ganho de produtividade tende a ser maior", diz Paulo Mol, economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI). "Essa evolução positiva da produtividade só está começando. Em 2008 deve vir mais, uma vez que ainda há investimentos em fase de maturação", diz Mol, referindo-se ao tempo necessário para a maturação desses projetos.

Borges, por sua vez, diz que "produtividade costuma ser pró-cíclica: se a economia e o investimento continuarem a crescer com força no ano que vem, ela deve seguir em alta forte".

Mesmo com a aceleração da produtividade neste ano, o crescimento é menor do que o de 2004, quando o incremento foi de 6,2%. Para Borges, isso se explica porque, em 2003, o desempenho da produtividade tinha sido ruim (expansão de 0,9%, com aumento de 0,1% da produção e queda de 1% nas horas pagas), ou seja, ela se deu em cima de uma base de comparação muito fraca.

O economista Aloísio Campelo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destaca o impacto da concorrência dos importados, proporcionada pela taxa de câmbio valorizada, com um fator de elevação dos investimentos das empresas. "Esse investimento realizado em busca de competitividade sinaliza uma confiança dos empresários de que a economia vai continuar crescendo", diz Campelo. No terceiro trimestre, o consumo interno de máquinas e equipamentos cresceu 24,6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo cálculos da Rosenberg & Associados.

O coordenador de indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sílvio Sales, aproveita para ressaltar um aspecto positivo do atual ciclo de investimento: é mais difuso. Neste ano, a produção de bens de capital avança a um ritmo robusto em todos os subsetores. "O crescimento está mais espalhado. Há um equilíbrio macroeconômico maior."

Sales lembra, porém, que a evolução da produtividade não é uniforme em todos os setores da economia. Os que mostraram melhor desempenho foram os de máquinas e equipamentos e de fabricação de meios de transporte. No primeiro caso, a produtividade cresceu 11% de janeiro a outubro, refletindo um aumento de 17,6% na produção e de 5,9% nas horas pagas aos trabalhadores. Para Borges, esse salto de eficiência se deve ao aumento da competição a que o setor de bens de capital tem sido submetido, num cenário de câmbio fortemente valorizado.

O setor de fabricação de meios de transporte, que inclui o automobilístico, viu a sua produtividade aumentar 7,3%, com alta de 14,7% na produção e de 6,9% nas horas pagas. Para Borges, o alto uso da capacidade instalada no segmento, em um momento de demanda aquecida, levou as montadoras a buscar ganhos de eficiência.

Há segmentos, contudo, em que a alta da produtividade foi menos virtuosa. É o caso do setor de vestuário, em que os ganhos de eficiência atingiram 10,2%, mas foram obtidos pela combinação de alta de 4,6% da produção e corte de 5% nas horas pagas. É uma situação que vai na contramão da tendência geral, de alta da produtividade com aumento de empregos.

O setor de calçados e couro teve um desempenho ainda menos saudável. A produção caiu 1,9% de janeiro e outubro, enquanto o número de horas pagas recuou 9% no período, garantindo uma elevação da produtividade de 7,9%. Segundo Borges, o setor de calçados é um dos que enfrentam fechamento de fábricas e perdas de emprego por conta dos problemas causados pelo câmbio valorizado. "Nesse cenário, sobram as empresas mais eficientes", afirma ele.

Na outra ponta, aparece o setor de coque, refino de petróleo, combustíveis nucleares e álcool, que teve uma queda de 8,2% na produtividade. O recuo ocorreu porque a produção cresceu 2,4%, mas o número de horas pagas teve alta de 11,6%. Mol lembra, porém, que são atividades pouco intensivas em mão-de-obra. "Nesse caso, o crescimento do número de horas pagas é grande pois acontece sobre uma base baixa."

Borges ressalta ainda outro fato importante: a produtividade cresce acima da evolução dos salários reais. Segundo ele, de janeiro a outubro, a evolução da folha de pagamento da indústria por horas pagas cresceu 3,5% acima da inflação. Com isso, o custo unitário do trabalho (CUT) teve queda de 0,7% no período. "Isso indica que os custos com a mão-de-obra não estão pressionando a inflação."

Valor Online – 17/12/2007

TELECOM

Huawei terá fábrica no Brasil em 2008

A Huawei, fabricante chinesa de equipamentos rede de telecomunicações, assinou um termo de acordo com o governo do Espírito Santo para a construção de uma fábrica no Brasil. A empresa pretende investir cerca de R$ 10 milhões na montagem da planta, que irá produzir transmissores e componentes eletrônicos para o mercado brasileiro, e no futuro, para a América Latina.

A expectativa é que a nova unidade fabril entre em operação em cerca de seis meses e gere um faturamento anual de R$ 500 milhões a partir do início dos trabalhos. A empresa não revelou que benefícios obteve do governo do Espírito Santos para tomar sua decisão, destacando apenas que o estado tem localização estratégica, boa estrutura portuária e forte tradição no comércio exterior.

A estimativa da empresa é que a fábrica gere 40 empregos direitos e 60 indiretos, que vão se juntar aos 500 que a companhia emprega no País. Instalada no Brasil desde 1999, ela mantém um centro de pesquisa e desenvolvimento em Campinas (SP), além de escritórios em São Paulo (SP), Rio (RJ) e Brasília (DF).

No fim de novembro, a Huawei passou por uma investigação da Polícia Federal para apurar a imigração ilegal de funcionários chineses. A empresa garante que 75% dos seus funcionários são contratados localmente.

Convergência Digital – 10/12/2007

Brasileiros devem comprar 6 milhões de celulares neste Natal


O mercado de celulares deve movimentar, neste mês de dezembro, o dobro da média mensal do ano, segundo pesquisa da Vivo. Juntas, operadoras e lojas devem vender 6 milhões de aparelhos. Desses, 4,2 milhões são novos clientes, os demais são trocas de aparelho. O movimento é 20% maior na comparação com o mesmo período do ano passado.

O presidente da Vivo, Roberto Lima, não informou o quanto a operadora vai deter desse montante. Se o percentual, no entanto, acompanhar o market share da empresa, atualmente em 27,61% (segundo dados de outubro), a Vivo deve vender 1,6 milhão de celulares apenas em dezembro.

O Natal é a data mais importante para o comércio e, por isso, dezembro se torna o mês mais aquecido. Em segundo lugar, neste ano, ficou o mês de agosto, impulsionado pelo Dia dos Pais, período em que as operadoras somaram 2,4 milhões de novos clientes. em terceiro ficou maio, puxado pelo Dia das Mães, quando foram habilitados 2,2 milhões de clientes.

A Vivo pretende iniciar 2008 com 36 milhões de clientes habilitados, o que representa algo em torno de 30% dos celulares previstos para o país, de 120 milhões. Com a alta, a Vivo deve ter 20% mais clientes do que no início de 2007. O mercado também cresceu nesse patamar durante esse período. Até outubro deste ano, o número de assinantes estava em 114,7 milhões.

Lima disse que 2007 foi um ano com desempenho muito forte e acredita que o mercado exigirá, cada vez, produtos de alta tecnologia e maior velocidade.

Ainda de acordo com pesquisa da Vivo, 54% dos celulares habilitados no país estão nas mãos das mulheres. Ao final do ano, isso significará 64,8 milhões de linhas.

Esse segmento, no entanto, utiliza menos o o serviço do que os homens e escolhem pelo preço e qualidade. "Isso mostra que consideram critério racionais e não se deixam influenciar apenas pelo design", afirmou Lima.

A racionalidade também é o motivo apontado pelo executivo para explicar porque as mulheres gastam menos com as contas de celular. Em média, os gastos mensais das mulheres ficaram em R$ 15,37, enquanto os homens pagam contas de R$ 21,23.

Folha Online – 13/12/2007

Celulares 3G têm 300 milhões de usuários no mundo

A terceira geração de celulares deve representar 10% dos aparelhos em funcionamento no mundo até o final do ano, segundo o presidente da Claro, João Cox. Dos 3 bilhões de celulares, pelo menos 300 milhões serão desta tecnologia.

No Brasil não há estimativa da empresa sobre quantos usuários vão aderir ao celular 3G, mas Cox afirmou que está otimista.

Claro foi a segunda empresa a anunciar a novidade. O 3G estará disponível, a partir desta quarta-feira, mas regiões metropolitanas: Recife, Brasília e Fortaleza. No dia 20 será a vez de Porto Alegre e, na primeira semana de dezembro, de São Paulo e Rio.

A Claro também pode oferecer a tecnologia 3G nos Estados de Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre, Piauí, Espírito Santo, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

Na semana passada a Telemig anunciou a oferta da tecnologia 3G para a região metropolitana de Belo Horizonte.

O celular 3G permite a comunicação por vídeo, a utilização de banda larga móvel, download de músicas e imagens e o uso do aparelho como modem para a banda larga residencial. Neste último caso, o preço mensal é de R$ 99,90 para velocidade 1 Mbps ou R$ 69,90 para velocidade de 500 Kbps. Nas duas categorias, o uso é ilimitado. O custo do serviço de vídeos é de R$ 0,60 por minuto.

Folha Online – 13/12/2007

Ericsson anuncia que vai implantar rede 3G da TIM no estado de São Paulo

A Ericsson anunciou hoje ter fechado acordo com a operadora de telefonia móvel TIM para implantar em São Paulo sua rede de transmissão de terceira geração (3G, com transmissão mais veloz e maior oferta de serviços). De acordo com a companhia sueca, o acordo vale para a implantação em todo o estado e em outra região do país, que não foi identificada.

Seremos os fornecedores de 3G para a TIM, confirmou o vice-presidente Comercial e de Marketing da Ericsson, Lourenço Coelho. Forneceremos em todo o estado de São Paulo e teremos alguma coisa mais em outros lugares, disse. Questionado sobre onde seriam esses outros lugares, afirmou apenas que é outra região do país, sem dizer qual.

O executivo, porém, descartou que a empresa tenha algum trabalho em andamento para a implantação de rede 3G da TIM em Minas Gerais ou no Rio de Janeiro.

Segundo ele, apenas neste ano, a Ericsson investiu R$ 10 milhões no mercado de 3G brasileiro, sendo que tem 80% de participação no segmento de redes GSM no país, o mesmo utilizado pela tecnologia 3G, como afirmou o presidente da empresa no país, Johan Wibergh. A empresa já tinha firmado contratos de 3G com a Telemig Celular e Claro.

Coelho ainda afirma que a Ericsson produziu mil rádio-bases de transmissão (ERB) 3G no Brasil neste ano. Para 2008, a meta são 5 mil unidades. De acordo com ele, porém, a introdução da tecnologia 3G, embora seja uma grande oportunidade para a empresa, não significa o fim da 2G. O que vemos hoje prova que a 2G não vai acabar tão cedo, afirma.

Em 2007, a empresa produziu 5 mil ERBs GSM e, para o ano que vem, prevê produção de 10 mil unidades de aparelhos desse tipo. Além disso, antecipa que o volume produzido de equipamentos para PABX para o mercado corporativo subirá dos 100 mil deste ano para 1 milhão em 2008.

Segundo o presidente da empresa no país, as perspectivas para o ano que vem são bastante promissoras e, por isso, a expectativa é de crescimento de dois dígitos em relação a 2007. A Ericsson afirma que, neste ano, seu resultado deve ficar próximo do obtido em 2006, quando obteve receita líquida de 5,7 bilhões de coroas suecas (cerca de R$ 1,5 bilhão) com a operação brasileira.

O Globo – 13/12/2007

Qualcomm comprará Firethorn por US$ 210 mi

A Qualcomm vai comprar a Firethorn Holdings LLC, empresa de tecnologia bancária por US$ 210 milhões.

A Qualcomm afirmou que a compra vai diluir seus lucros para o ano fiscal com término em setembro de 2008 em cerca de 0,02 dólar por ação.

A empresa disse ainda que a aquisição lhe permitirá ajudar instituições financeiras a acelerar a adoção de serviços bancários móveis, como visualização de extrato da conta corrente, pagamento de contas e transferências, bem como direcionar o desenvolvimento de pagamentos móveis.

INFO Online – 16/12/2007