18/09/2007

GERAL

Setor eletroeletrônico melhora desempenho em agosto, diz Abinee

O setor eletroeletrônico registrou melhor desempenho no mês de agosto na comparação com o mês anterior. As áreas que mais contribuíram para o bom comportamento do setor foram a de transmissão e distribuição de energia elétrica, automação industrial e equipamentos industriais, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Segundo o levantamento, os negócios de bens de Informática também apresentaram bons resultados. A entidade diz que as vendas permaneceram aquecidas em razão dos benefícios da chamada da chamada Lei do Bem, que isentou do PIS e da Cofins os desktops e notebooks de até R$ 4 mil, dos financiamentos concedidos pelo governo federal para a compra desses equipamentos e da maior fiscalização da Receita Federal no combate ao mercado ilegal.

O estudo ressalta, porém, que a taxa de crescimento da área de Informática deve ser mais modesta nos próximos meses, em decorrência da forte base de comparação, uma vez que estes negócios já estavam apresentando resultados expressivos nesse mesmo período do ano passado.

Em agosto, continuaram com desempenho menos favorável os setores de materiais eletrônicos, aparelhos e equipamentos de comunicações (-7,4%), que englobam as áreas de telecomunicações, componentes eletrônicos e aparelhos de Imagem e som (linha marrom). As vendas de telefones celulares, por exemplo, permaneceram mais concentradas no mercado de reposição ou troca de aparelhos. Nesse caso, também, a forte base de comparação do ano passado está reprimindo as taxas de crescimento. No entanto, as expectativas são favoráveis para os fabricantes em decorrência da expansão do mercado interno.

Quanto à telefonia fixa, continuam ocorrendo investimentos em infra-estrutura para banda larga em decorrência de tecnologias como voz sobre IP (VoIP), porém, para os equipamentos desse segmento as encomendas permanecem paradas. Os fabricantes de produtos de telecomunicações estão aguardando a definição da liberação da terceira geração de celulares (3G) e do WiMax, que deverão, alavancar os investimentos nessa área.
TI Inside – 14/09/2007



Siemens é proibida de comprar ações de empresa russa

O órgão anti-monopólio da Rússia rejeitou o pedido da alemã Siemens para adquirir o controle da maior produtora russa de equipamentos de infra-estrutura elétrica, a Power Machines.

Em um comunicado, o órgão regulador declarou que "se o acordo fosse aprovado, a empresa alemã controlaria 50% do mercado russo de infra-estrutura elétrica, o que posicionaria a companhia em uma posição dominante".

A Siemens já controla 25% da Power Machines e havia assinado um acordo para a compra de 30,4% dos papéis sob controle da Iterros.

A Power Machines foi estabelecida em 200, originada a partir da junção de seis grandes empresas para a fabricação de turbinas para estações de geração de energia. O faturamento da companhia do ano passado foi de US$ 567 milhões.
Gazeta Mercantil – 13/09/2007



Segurança eletrônica: mercado crescerá 23% em 2007

A área de segurança eletrônica deve crescer, em média, 16,2% nos próximos 5 anos, com picos de crescimento nos próximos dois anos, chegando a 23 % ainda em 2007. É o que mostra pesquisa divulgada pela ABINEE, na última quarta-feira (12), em São Paulo. Os dados apontam que o segmento cresceu 15,4% em 2006 em relação a 2005. Neste período, o faturamento de produtos do segmento foi de R$ 466 milhões. Considerando produtos mais serviços, o faturamento atingiu R$1,25 bi.

Em coletiva de imprensa, o coordenador do Grupo de Mercado da Área de Segurança Eletrônica da ABINEE, Guilherme Otero, afirmou que os setores que puxaram o crescimento em 2006 e devem continuar a ser os principais vetores dos índices nos próximos anos são os de circuito fechado de TV (CFTV) e controle de acesso.

De acordo com a pesquisa, em 2006, o mercado cinza atingiu R$ 238 milhões do total de produtos. Segundo a ABINEE, com isso, o governo deixou de arrecadar cerca de R$ 140 milhões no ano passado. O coordenador do grupo de segurança eletrônica da ABINEE, Eduardo Vinocur, destacou a necessidade da regulamentação e normalização de produtos, ainda inexistente neste recente mercado. Para ele, a organização deste segmento poderia trazer mais atratividade aos investimentos, possibilitando um crescimento ainda maior. pontos e o FTSE-100 de Londres perde 0,54% para os 6246,90 pontos.

Em contra ciclo segue o CAC-40 de Paris que avança 0,11% para os 5485,11 pontos.
Abinee – 14/09/2007



Brasil poderá ter indústria de semicondutores orgânicos

O Ministério da Ciência e Tecnologia deverá publicar neste mês de Setembro o Estudo sobre Aplicações Tecnológicas de Semicondutores Orgânicos, uma pesquisa realizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) que visa traçar rumos para o desenvolvimento de uma indústria nacional de eletrônica orgânica.

Eletrônica orgânica no Brasil

Coordenado pelo pesquisador Anderson Gomes, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o estudo envolveu 12 especialistas - cientistas, empresários e economistas, que trabalharam a partir de setembro de 2006 para produzir um documento detalhado e, nas palavras de seu coordenador, propositivo.

O grupo levantou as competências nacionais na área, comprou estudos sobre o mercado internacional e participou de conferências na Ásia, Estados Unidos e Europa. O levantamento organizado pelo CGEE revela com clareza que há uma oportunidade que o Brasil pode aproveitar nesse assunto.

Embora a área seja considerada recente, já há aplicações tecnológicas e em produto, em fase inicial de desenvolvimento. "O estágio internacional do mercado e das tecnologias que identificamos mostra que há uma oportunidade para o País. Chegamos a uma proposta para o aproveitamento dessa oportunidade: em que nichos entrar, como entrar e quanto vai custar para entrarmos, nos próximos quatro anos. O estudo é propositivo", explicou Anderson a Notícias do CGEE.

Semicondutores orgânicos

Tradicionalmente, a eletrônica baseia seus dispositivos - transistores, diodos, diodos emissores de luz - em silício ou outros materiais inorgânicos como o germânio e arsenieto de gálio. Nos anos 1970, no entanto, os cientistas Alan Heeger, Alan MacDiarmid e Hideki Shirakawa descobriram que plásticos (que são feitos de carbono) podem conduzir eletricidade.

Foi aí que se inaugurou a área de pesquisas em semicondutores orgânicos. Em 2000, esses cientistas ganharam o Prêmio Nobel de Química, o que significou o reconhecimento da importância da descoberta e de seus desenvolvimentos subseqüentes e da possibilidade de usar material orgânico para substituir o silício na eletrônica.

Alguns produtos que incorporam polímeros condutores, conforme jargão da área, já chegaram ao mercado - como telas plásticas de relógios, painéis eletrônicos de carros e telas de aparelhos de MP-3 (tocadores de arquivos sonoros digitalizados).

A situação do Brasil

O estudo detalhou o estado da arte no País. O levantamento mostra que o investimento já realizado pelos diversos níveis de governo, de 1995 até os dias atuais, em linhas de pesquisa ligadas a semicondutores orgânicos, chega a R$ 22,6 milhões.

O Instituto Multidisciplinar de Materiais Poliméricos, com sede em São Carlos, interior de São Paulo, recebeu a maior fatia de recursos, R$ 9 milhões no período 2001-2007. Em torno dele, concentram-se cerca de 140 pesquisadores, sendo mais de 60 doutores, de 17 instituições das 5 regiões do País.

Língua e nariz eletrônicos

O projeto da língua eletrônica, sensor baseado em semicondutores orgânicos desenvolvido na Embrapa Instrumentação Científica, também em São Carlos, recebeu investimento de R$ 2 milhões; outro projeto, coordenado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na área de sensores, o Nariz Eletrônico, recebeu R$ 3 milhões do governo e da Petrobras.

Para outras linhas de pesquisa relacionadas à área, o investimento alcançou R$ 5 milhões. O estudo destacou que, para a formação de recursos humanos para a área, o dispêndio estimado chegou a R$ 3,6 milhões, de 2000 a 2006.

Patentes

O esforço em pesquisa científica, como acontece com freqüência no País, não se traduziu ainda em produtos e aplicações. Embora o estudo tenha encontrado 624 pesquisadores nos temas ligados à eletrônica orgânica, que produziram 607 artigos científicos no período 2000-2006, a busca por patentes efetuada pelos especialistas reunidos pelo CGEE não encontrou registros originários do Brasil realizados no exterior; no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), não há patentes devolvidas pela expressão semicondutores orgânicos; as expressões polímeros condutores e polímeros orgânicos resultaram na identificação de 34 patentes.

Roteiros de ação

O estudo traz também dois roteiros de ação, os chamados roadmaps - um tecnológico e outro estratégico. O que norteia este último é a visão assim definida: "Ter um sistema produtivo brasileiro integrado à cadeia de valor mundial de produtos utilizando semicondutores orgânicos".

O primeiro, o tecnológico, delimita as cadeias produtivas para três linhas de produtos e a aplicação de mercado almejada. Os roadmaps sintetizam as informações obtidas e apontam o caminho para chegar ao futuro desejado.

Áreas estratégicas

Anderson Gomes conta que há quatro nichos de mercado que deverão ser ocupados por semicondutores orgânicos no horizonte temporal do estudo - até 2020. São eles: LEDs orgânicos, sensores, células fotovoltaicas e RFID (identificação por rádio freqüência).

O estudo concluiu que o Brasil deve se concentrar nas três primeiras. Delas, a mais promissora, e com resultados possíveis em curto prazo, é a área de mostradores de tamanho pequeno - para celulares, por exemplo. "Será o primeiro produto de massa no mercado internacional", afirma o coordenador.

O Brasil tem as condições para se colocar nesse nicho de mercado, a tempo de ser competitivo - desde que reúna as competências na área científica e tecnológica à atração do setor privado. Para isso, o estudo propõe a utilização de um instrumento chamado Sociedade de Propósito Específico, previsto na Lei de Inovação.

Sociedade de propósito específico

Uma sociedade de propósito específico permite às empresas privadas associarem-se a universidades ou centros de pesquisa públicos para formar firmas de capital misto com objetivos específicos.

A vantagem desse dispositivo é permitir o investimento direto do governo na empresa, por meio da universidade ou do centro de pesquisa - o estudo menciona um investimento público da ordem de R$ 7 milhões.

Outra maneira de atrair o interesse das empresas seria o governo determinar que uma percentagem dos mostradores de celulares passe a ser fabricada no País a partir de uma data conveniente. O estudo mostra a conveniência de estabelecer a sede da sociedade de propósito especifico em Pernambuco ou em São Paulo.

Sensores e células fotovoltaicas

Para as outras duas linhas de produtos - sensores e células fotovoltaicas, dado o fato de a chegada deles ao mercado demorar mais que a dos O-LEDs para mostradores, o arranjo institucional proposto é diferente.

Para encurtar a distância entre o conhecimento produzido na academia e o mercado, a recomendação do estudo aqui é diferente: criar unidades industriais dedicadas a sensores e células fotovoltaicas em institutos de pesquisa. "O MCT escolhe, entre seus institutos, aqueles mais afeitos à área e cria ali um laboratório voltado para a tecnologia industrial", explica o pesquisador da Federal de Pernambuco. "No futuro, esses laboratórios industriais poderão se atrelar à sociedade de propósito específico", completa.

O estudo também calculou o investimento necessário para o Brasil ter um lugar nesses três nichos: R$ 40 milhões, em quatro anos. Não é muito. "É que se o governo investir, sinalizar que tem interesse e que fará uma política para os semicondutores orgânicos, vai captar 10 vezes mais do setor privado", confia o coordenador. "Não precisamos perder o bonde neste caso, como perdemos com os semicondutores convencionais!", finaliza.

O Ministério da Ciência e Tecnologia deverá publicar neste mês de Setembro o Estudo sobre Aplicações Tecnológicas de Semicondutores Orgânicos, uma pesquisa realizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) que visa traçar rumos para o desenvolvimento de uma indústria nacional de eletrônica orgânica.
Inovação Tecnológica – 14/09/2007



Gradiente explica processo de reestruturação ao mercado de capitais

A Gradiente enviou comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para esclarecer as notícias que têm saído na imprensa sobre a reestruturação da companhia brasileira de eletroeletrônicos.

A empresa decidiu contratar uma consultoria especializada em reestruturação empresarial e trouxe dessa mesma consultoria, a Íntegra Associados, o executivo que será seu novo presidente, Nelson Bastos. Ele foi, inclusive, um dos fundadores da companhia e lá trabalhou de 1964 a 1980.

Bastos assume a Gradiente a partir de 1 de outubro. Eugênio Staub, proprietário da empresa, deixa o comando executivo, função que ocupou por 37 anos, para, como presidente do conselho de administração, "se dedicar em tempo integral à consolidação de novos projetos estratégicos da Gradiente, voltados para a área de eletrônica de consumo", segundo o comunicado.

De acordo com a empresa, com a ajuda da consultoria ela pretende planejar e implementar mudanças corporativas previstas na próxima fase do plano de negócios da nova Gradiente, que cobre o período de 2008 a 2012.

Nesse período, ela pretende completar a transição da empresa para o modelo de corporação, com regras de sucessão definidas e governança nos níveis requeridos pelo Novo Mercado da Bovespa, onde todas as ações dão direito a voto e pelo menos 25% do capital estará pulverizado em bolsa.

Outras medidas previstas na reestruturação são a redução de ativos redundantes como fábricas e marcas, revisão de linhas de produtos, aumento no giro dos estoques, controle de custos e ajuste dos quadros de funcionários.

"Nesse contexto, a venda da marca Philco para um grupo de investidores brasileiros por 22 milhões de reais foi um importante passo, bem como a venda, por 27 milhões de reais, de uma das duas fábricas ociosas para a Moto Honda da Amazônia, processo que está em fase de finalização", diz o comunicado.

Bastos terá como desafios adequar a empresa e seus custos a um novo cenário comercial, que conta com a competitividade de empresas coreanas e chinesas, e por em prática um ambicioso plano para o lançamento da TV Digital, previsto para dezembro deste ano.

Faz parte ainda da sua agenda o lançamento de novas tecnologias em áudio, displays, aparelhos portáteis, de comunicação móvel e convergência digital, além dos investimentos em tecnologia, qualidade e serviço pós-venda.
Computer World – 17/09/2007

AUTOMOTIVO

Mobimax distribui novos kits de integração de iPods aos automóveis

A Mobimax, distribuidora brasileira de acessórios e periféricos de informática, acabou de selar o acordo de distribuição exclusiva dos produtos da Dension Audio System (Hungria) no Brasil. A partir de agora a Mobimax oferece os kits de integração para todos os modelos de iPods que se conectam ao som de veículos como Audi, Volkswagen, Mercedes-Benz, Peugeot, Citröen, Ford, Fiat, Honda, Toyota, entre outros.

“A Dension é a maior desenvolvedora de integração de iPods no mundo. Ela é detentora de várias patentes para equipamentos originais da PSA, Audi, Mercedes, entre outros. Faltava no Brasil um equipamento como este, da Dension, que controla todas as funções do iPod no som ou no volante do automóvel”, afirma Mario W. Okuno, diretor geral da Mobimax.

O kit de integração da Dension inclui a interface e o berço ou cabo para conectar com o Ipod. A novidade traz como diferenciais: browsing do iPod no display do som, o que permite ao usuário a visualização das pastas, nome dos artistas e das músicas, etc. Quando conectado o kit recarrega o Ipod para que o usuário nunca fique sem bateria. Além disso, tem uma entrada auxiliar, o que possibilita a conexão de outra fonte de áudio, como por exemplo, um MP3 player de outro fabricante. Também é possível manter a disqueteira e, por fim, oferece a função bluetooth, para conexão sem fio com celulares e MP3 players com o perfil A2DP, para reprodução de música no som do carro ou para ser utilizado como viva-voz.

A Mobimax executa projetos de integração do iPod com o som de veículos diretamente com as montadoras e concessionárias. Como prova disso, a empresa já participou dos projetos específicos como Citröen C3 Musique e Peugeot Moonlight, ambas séries limitadas e com grande aceitação pelos consumidores.

Preço e onde encontrar - O preço sugerido para consumidor final do kit completo de integração vai de R$ 799,00 até R$ 2.590,00 para os kits completos com cabeamento em fibra ótica. Pode ser encontrado inicialmente nas concessionárias Volkswagen, em breve em concessionárias de outras marcas e em lojas especializadas em som automotivo tais como a Autocell – www.autocell.com.br.

Perfil da Mobimax - Distribuidora brasileira, fundada em 2002, que atua nas áreas de computação móvel, tecnologia automotiva e periféricos de informática. Na sua linha de produtos, a Mobimax representa atualmente 19 empresas instaladas na Europa, Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Japão, Taiwan, Hong Kong, Hungria e China. Entre elas: Apple, Seiko, Palm, Sandisk, Wacom, Parrot, Belkin, Aceeca, Acecad, Digicom, Innopocket, Armor, Brodit, OtterBox, Docupen, Argosy, O’Gio, Altina e Dension. A Mobimax também fornece produtos com marca própria no País. Os principais itens distribuídos são acessórios para iPod, PDAs, telefones celulares, kits viva-voz bluetooth, mesas gráficas, GPS, impressoras térmicas, entre outros. Os produtos são encontrados nas grandes lojas de varejo e nos melhores pontos de venda de informática do Brasil.

Portal Fator Brasil – 14/09/2007



Renault e Citroën querem a Alemanha

As montadoras francesas Renault e Citroën estão planejando organizar uma frente de ação para ampliar as suas operações no mercado alemão, o maior do setor automotivo na Europa.

O que as companhias buscam é uma grande elevação das vendas nesse local, além de uma futura ampliação das operações no mercado global. Enquanto a Renault leva ao país bávaro o seu novo Laguna – desenhado especificamente para o gosto dos consumidores locais –, a Citroën tenta entrar no mercado dos modelos luxuosos com o C6, que busca competir com as tradicionais Mercedes-Benz, Audi e BMW.

Por enquanto, nenhuma das duas marcas possui o volume de vendas desejado por elas na Alemanha, mas ambas já atestaram que tal local é crucial para os planos de desenvolvimento de cada uma.
Carro Online – 14/09/2007



PSA Peugeot Citroen promete 12 novos carros até 2010 no Mercosul

A PSA Peugeot Citroen pretende investir US$ 500 milhões e lançar 12 novos modelos no Mercosul até 2010 para aumentar a participação de mercado, o volume de vendas e ampliar a rentabilidade regional, afirmou o diretor-geral da empresa para a região, Vincent Rambaud.

"Teremos, no mínimo, um ponto por ano até 2010 em participação de mercado. Para atingir, temos que investir US$ 500 milhões no Mercosul. Vamos investir no plano industrial e no lançamento de 12 novos modelos", disse Rambaud a jornalistas nesta segunda-feira.

No ano passado, a Peugeot Citroen produziu 160 mil veículos na região e obteve uma participação de mercado de 7%. A meta para 2010 é uma produção de 300 mil e 11% de mercado.

Até 2015, a empresa espera fabricar 400 mil carros e conquistar 15% do mercado.
Invertia – 17/09/2007


CONSUMER

PCs ganham força nacional, mas acesso à Internet ainda é privilégio

A matemática fria dos números comprova as recentes discussões em torno do mercado de TI e Telecomunicações no Brasil.

Se na parte dos computadores, os resultados apurados no PNAD 2006 - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada nesta sexta-feira, 14/09, pelo IBGE, revela que houve um crescimento significativo, principalmente, nas regiões mais desfavorecidas economicamente, o acesso à Internet, por sua vez, manteve a forte tendência de diferenciar o Sul/Sudeste do Norte/Nordeste.

O PNAD 2006 apurou que a evolução dos domicílios com computador foi um dos destaques nos últimos seis anos no País. O levantamento do IBGE constatou que o percentual de PCs nos lares do Brsil subiu de 12,3%, em 2001, para 22,4% em 2006.

O dado é alentador, especialmente, porque revela que o crescimento aconteceu fora do eixo Sul/Sudeste. Os índices foram significativos no Norte urbano (de 6,7% para 12,4%), no Nordeste (de 5,2% para 9,7%), no Sul (de 13,9% para 27,9%) e no Centro-Oeste (de 10,6% para 20,4%), os percentuais praticamente dobraram.

O PNAD 2007, certamente, deverá apresentar um crescimento ainda maior - para 2007, a Abinee prevê que o País irá vender mais de 10 milhões de PCs, mas o estudo do IBGE comprova também que há um largo espaço para o mercado de fabricantes de PCs no Brasil, basta comparar com serviços como Telefonia (74,5%) e televisores (93%).

Internet: Ainda um privilégio

Em compensação, o PNAD 2006, mesmo levando em conta uma defasagem importante, uma vez que ao longo desses meses, o acesso à Internet cresceu no Brasil, revela que a oferta do serviço ainda marca uma profunda desigualdade regional entre o "Rico" Sul/Sudeste, e os "Pobres", Norte e Nordeste.

O levantamento do IBGE apurou que, em 2006, o acesso à Internet ficou em 16,9% comparado ao PNAD de 2005, sendo que os percentuais alcançados no Sudeste (29,2% e 23,1% respectivamente) ficavam em torno do triplo dos percentuais observados no Norte (9,8% e 6,0%) e Nordeste (9,7% e 6,9%).

A tendência, segundo os analistas do IBGE, é que em 2007, apesar de um incremento no índice nacional de acesso à Internet, a desigualdade regional deverá ser mantida, uma vez que muitas localidades no Norte e no Nordeste dependem de infra-estrutura ainda não disponível para acesso banda larga. A maior parte das localidades nessas regiões ainda utiliza a conexão discada como principal meio de infra-estrutura para acessar à Internet.
Convergência Digital – 14/09/2007



TV Digital: por que indústria e governo divergem sobre preço dos receptores

Por que o governo fala em receptores de 200 reais e a indústria em set up box de 800 reais? Ao que parece, os dois se referem a produtos diferentes e também a níveis de recursos distintos.

O anúncio do ministro Hélio Costa sobre o valor veio logo após a indiana Incor, que tem uma parceria com a RF Telavo, apresentar um equipamento com o software de interatividade (Ginga) e outros recursos, dizendo que custaria 200 reais. “Quando vimos o aparelho com todas essas características, tivemos certeza de que é possível chegar a esse preço e nos pareceu estranho que outros fabricantes tenham falado em 800 reais”, lembra Marcelo Bechara, consultor jurídico do ministério das Comunicações.

A diferença entre o receptor apresentado ao governo, de 200 reais, e o que a indústria defende que vale 800 reais são as especificações técnicas. “Eu não sei exatamente que tecnologia tem ali dentro, mas sei que eu vi funcionando e que eles nos garantiram aquele preço”, diz Bechara.

Uma influente fonte envolvida com as definições da TV Digital, que prefere não se identificar, garante que esse produto apresentado ao governo utiliza o padrão one-seg, usado para transmissão de sinais em MPGE 4 (de compressão de imagens), indicado para equipamentos móveis.

O one-seg é ideal para telas pequenas, do tamanho de telefones celulares e handhelds, conforme explica o especialista de um centro de estudos. Se usada em televisores tradicionais, a imagem exibida será pobre e sem riqueza de detalhes.

“O problema é que em aparelhos de televisão de mais de 19 polegadas a imagem fica distorcida, porque são menos linhas do que existem nas telas grandes. Assim, os pixels (ou pontos) são ampliados e a imagem fica ruim”, explica o diretor de marketing da Tectoy, André Faure.

O diretor-executivo da RF Telavo, Jakson Sosa, prefere não comentar as espeficidades técnicas do produto apresentado ao governo, mas diz que a indústria e o poder público estão sim falando de produtos diferentes quando tratam de um sistema a 200 reais e outro a 800 reais. “É como uma geladeira. Tem aquelas básicas e existem as melhores, as frost free, as que oferecem água gelada por um canal na porta etc. Com os aparelhos receptores é a mesma coisa e quem não viu os testes e não está no Fórum não pode falar sobre as limitações técnicas”, garante.

O executivo da RF Telavo acredita que muitas afirmações são prematuras e que o governo deve saber do que está falando. Segundo ele, no próximo mês de outubro serão apresentados os modelos de referência e, em novembro, finalmente acabará o mistério sobre o preço dos receptores com as campanhas da indústria, que vai se preparar para que os aparelhos estejam nas prateleiras da cidade de São Paulo em dezembro.

Bechara, do Minicom, afirma que o governo acredita no aparelho que viu. “A maior parte da população tem tevê de até 19 polegadas e, portanto, será atendida com um set up box de valor mais baixo e vai inclusive dispor de recursos de interatividade”, garante. As pessoas no Brasil que têm televisores de LCD ou plasma com telas grandes que oferecem 1080 linhas, segundo o consultor jurídico, são as que podem pagar os 800 reais, que é por volta do que custa o receptor mais desenvolvido.

Fontes garantem, inclusive, que esse preço de 800 reais é irreal e que o custo do set up box ficará abaixo de 500 reais.
ComputerWorld – 14/09/2007



Samsung traz câmera de 10 MP por 1 299 reais

A Samsung vai vender no Brasil a câmera digital NV10, um modelo compacto com resolução de 10 MP e preço bem agressivo, 1 299 reais.

Uma novidade da máquina é o sistema de navegação pelos menus Smart Touch. Passando os dedos sobre a lateral direita e a parte de baixo do LCD de 2,5 polegadas da câmera, são exibidas as opções e menus. Só que, em vez de tocar a tela para selecionar um deles, o comando é realizado por meio de um dos 13 botões dispostos ao redor da tela.

A NV10 é equipada com lentes Schneider com zoom óptico de 3x e redutor de vibrações.
INFO Online – 14/09/2007



Fabricante de informática lança aparelho com tecnologia IPTV

A fabricante de produtos de informática Genius Kye Systems traz para a Brasil o seu primeiro aparelho com tecnologia IPTV. O produto, chamado TVGO A03, é compatível com o os sistemas Windows Vista, 2000 e XP, e permite assistir televisão diretamente do PC ou do notebook.

O aparelho, que pesa apenas 320g (tamanho de um pendrive), vem com um cabo que se conecta ao computador e os programas são assistidos via Skype. De acordo com a empresa, ainda é possível gravar videos, ao vivo ou pré-agendados, mesmo se o PC estiver em sleep mode ou stand-by. Com capacidade para sintonizar até 125 canais, permite agendar não só a gravação, mas também a exibição dos programas.

Segundo informações da empresa, a estratégia da Genius será fechar alianças com revendas de varejo e portais da web.
Convergência Digital – 14/09/2007

Intel quer acelerar adoção de chip de quatro núcleos no Brasil

A Intel quer acelerar a adoção da arquitetura de processadores com quatro núcleos, o Quad-Core. Para essa missão a fabricante destacou o vice-presidente e gerente geral do Grupo de Plataforma de Servidores, Kirk B. Skaugen, que manteve nesta quinta-feira (13/9) uma série de visitas com integradores e clientes no Brasil.

Como estratégia, ele apresenta três argumentos que considera convincentes para mercado: a série de processadores Xeon 7300 lançada no último dia 6 (com mais de 20 produtos para servidores e desktops) oferece mais performance, maior economia de energia e simplifica a virtualização.

“Isso significa para o usuário menor custo total de propriedade, maior desempenho para rodar aplicações pesadas como ERP e banco de dados e preservação dos investimentos, já que os processadores recém lançados mantêm compatibilidade com as gerações anteriores e com as futuras”, acrescentou.

Outro fator importante é a redução de custos que a arquitetura proporciona na montagem de um data center. A Intel faz uma comparação: em 2002 um data center com 3,7 teraflops precisava de 25 racks, 512 servidores, mil pés quadrados de área e gastava 128 kVA de energia. Em 2007, esses mesmos 3,7 teraflops necessitam de apenas um rack, 53 blades, 40 pés quadrados de área e consome 21 kVA de energia.

O executivo ressalta a importância que a economia de energia ganhou junto aos fabricantes, que motivou a Intel junto com o Google e uma série fabricantes, organizações e empresas de outros setores a criarem uma associação, www.climatesaverscomputing.org, que se propõe a tomar iniciativas para reduzir o consumo de energia dos computadores em 50% até 2010.

A virtualização, através de uma parceria com a VMware (na qual a Intel tem uma participação societária), é outro fator apontado por Skaugen para que o usuário tenha maior desempenho ao aliar a arquitetura Xeon 7300 com o software VMware ESX Server, e dessa forma reduzir custos com a consolidação dos servidores.
TI Inside – 14/09/2007

Microsoft, Positivo e Telefônica anunciam parceria

De olho no mercado de pequenas e médias empresas, Microsoft, Positivo e Telefônica anunciam projeto piloto para comercialização do Posto Informático pela operadora de telefonia, com o uso da tecnologia FlexGo, criada pela Microsoft. O objetivo é facilitar o fornecimento de máquinas e sistemas com modelos de negócios alinhados às necessidades dos clientes corporativos.

Lançado em abril, o pacote da Telefônica é oferecido por um valor fixo mensal e contém computador, software atualizado, acesso à internet banda larga, manutenção de redes 24 horas nos sete dias da semana. Além disso, as empresas que aderirem ao serviço terão seus equipamentos trocados a cada dois ou três anos por outros mais avançados, o que diminui o investimento das companhias na atualização de hardware.

“A parceria reforça a intenção da Positivo Informática em oferecer condições diferenciadas de pagamento para que empresas de todos os portes tenham acesso às atualizações tecnológicas disponíveis no mercado”, explica Idel Bacal, diretor comercial para o segmento corporativo da Positivo Informática.
Decision Report – 14/09/2007

Coreana lança computador "tudo em um"

Seguindo a tendência das CPUs não-aparentes, já explorada pela Apple, que lançou os primeiros desktop "all-in-one" (tudo em um), entre outros, a coreana SBCORE apresentou o seu produto, que é mais simples mas sem perder nos recursos e na configuração. O modelo é chamado apenas de "All-In-One".
Inicialmente, ele terá processador Intel Core 2 Duo, 2GB de memória RAM, tela de alta definição e alto-alantes incorporados. O monitor LCD de 24 polegadas é bom o suficiente para se assistir programas de TV com sinal analógico ou digital. O design é simples, se parecendo com um Tablet PC em um suporte, mas é mais pesado e maior que notebooks.

Não foi divulgado nada a respeito de preço e se ele será vendido em algum lugar além da Coréia ou fora do mercado oriental.
Terra – 14/09/2007

IDENTIFICATION


EPC/RFID avançam na cadeia têxtil

Dispostos a conhecer cada vez mais o consumidor e a oferecer cada vez mais serviço rápido e personalizado, indústria e varejo investem em novas tecnologias e serviços. Um dos avanços que vem ganhando destaque é a utilização da tecnologia EPC/RFID (Radio Frequency Identification), que tem como premissa fazer uso completo da Internet, significando uma mudança de conceito na identificação, e principalmente no intercâmbio de informações. O EPC agiliza os processos e permite dar maior visibilidade aos produtos por meio da disponibilização de informações superior ao que se alcança hoje com outras tecnologias. É o rastreamento total, não somente de um processo ou de uma empresa, mas de cada produto individual aberto a toda a cadeia de suprimentos.

De acordo com Flavia Ponte Bandeira S. Costa, Assessora de Soluções de Negócios da GS1 Brasil, a utilização da nova tecnologia oferece uma série de benefícios, como a leitura de itens sem a proximidade do leitor, permitindo, por exemplo, a contagem instantânea de estoque; a melhoria das práticas de reabastecimento com eliminação de itens faltantes e/ou com validade vencida; a identificação da localização dos itens em processos de recall ou a verificação imediata dos produtos nas prateleiras e no “carrinho” do varejo. “A loja conceito inaugurada pelo Pão de Açúcar, no setor alimentício, utiliza tecnologia semelhante para que o consumidor não precise tirar seus produtos do carrinho para passar no caixa e ter o valor total da conta”, diz Flávia.

A importância do tema para o setor têxtil está na inclusão de uma palestra da GS1 Brasil sobre os avanços da tecnologia EPC/RFID no 5º Encontro Brasileiro de Logística Têxtil, que acontece no próximo dia 19. Além da apresentação, Flávia também levará aos participantes cases de aplicação no setor têxtil internacional. Durante o evento, a tecnologia também poderá ser vista em uma “Cadeia Virtual”, ferramenta que demonstra, por meio de computadores, a aplicação do código de barras e do EPC, em cada uma das áreas de um varejo: administrativo, loja, check-out e retaguarda. “A Cadeia Virtual dá ao visitante total autonomia de navegação em cada uma das seções e o resultado é um passeio com visual idêntico ao de uma loja, com conhecimento sobre as principais aplicações do código de barras e do EPC, além de um aprendizado dinâmico sobre os ganhos de eficiências em todo o varejo”, afirma a executiva.

De acordo com dados da ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil, o Brasil é o sexto maior produtor de têxteis e de vestuário. Em 2006, o setor têxtil brasileiro faturou US$ 33 bilhões e é atualmente responsável pela geração de 1,5 milhões de empregos. Nos últimos 16 anos foram investidos mais de US$ 11 bilhões em máquinas, equipamentos, instalações e pesquisas para impulsionar o desenvolvimento do setor.

Porta Fator Brasil – 14/09/2007


INDUSTRIAL

Perto fecha parceria com bancos

A Perto, empresa gaúcha que atua nas áreas de automação comercial e meios de pagamentos, automação bancária e auto-atendimento, anunciou hoje a conclusão de acordos com os bancos Banrisul e Banco do Estado de Santa Catarina (BESC) para a comercialização de equipamentos para saques e depósitos (ATM Full), dentro da norma de acessibilidade. Uma instituição privada, cujo nome não foi revelado pela Petros, também será abastecida com equipamentos da companhia.

No caso dos dois bancos da região Sul, as vendas foram definidas em disputa em pregão eletrônico e irão gerar R$ 20 milhões à Perto. A expectativa da companhia é entregar, ainda este ano, 500 unidades para o Banrisul e 200 para o BESC.

Já o banco privado, que sozinho demandará R$ 17 milhões em equipamentos, receberá 820 ATMs, sendo 500 deles no conceito acessibilidade a portadores de necessidades especiais, destaca a Perto, em nota.

Gazeta Mercantil Online – 14/09/2007

Indústria paulista cresce pelo oitavo mês consecutivo

Em coletiva realizada nesta quarta-feira (12), a Fiesp divulgou o Índice de Emprego que apresentou alta de 0,23% em relação a julho, sem ajuste sazonal, o que significa a criação de cinco mil novos postos de trabalho. Com ajuste sazonal, o resultado foi de 0,36%. Este é o oitavo mês de crescimento consecutivo registrado pela indústria de transformação paulista.

No acumulado do ano, o índice é de 7,58%, o que em números absolutos representa 157 mil vagas. Na variação dos 12 meses, o avanço foi de 3,76%, o que equivale à geração de 81 mil vagas. O resultado ficou ligeiramente abaixo do esperado e, segundo o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, o fato se deve ao encerramento das operações da LG Phillips, que acarretou queda no número de empregos do setor de material eletrônico e de aparelhos e equipamentos de comunicações. "Sem esse fechamento o índice teria atingido 0,34% sem ajuste sazonal e 0,45% com ajuste", declarou Francini.

O setor de açúcar e álcool registrou, pelo terceiro mês consecutivo, queda na contratação, mas continua sendo o principal responsável pela geração de novos postos de trabalho. No acumulado do ano, o setor foi responsável por 64% das vagas geradas, enquanto os outros setores analisados pelo Índice responderam por 36%.

Francini classificou o atual índice como "nada surpreendente". Segundo o diretor, "o mês de agosto está acompanhando o bom andamento da indústria de transformação. O número está dentro do que esperávamos". Dos 21 setores que fazem parte da pesquisa, 14 tiveram desempenho positivo em relação ao emprego no mês passado, seis apresentaram desempenho negativo e um foi considerado estável.

Em agosto, os setores que mais contrataram foram Fabricação de Máquinas para Escritório e Equipamentos de Informática (1,90%), Preparação de Couros e Fabricação de artefatos de Couros, Artigos de Viagem e Calçados (1,71%) Fabricação e Montagem de Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (0,86%). Os setores que registraram resultados negativos foram Fabricação de Material Eletrônico e de Aparelhos e Equipamentos de Comunicação (-6,90%) e Fabricação de Coque, Refino de Petróleo, Elaboração de Combustíveis Nucleares e Produção de Álcool (-1,92%).

Noticias Fiesp – 14/09/2007

Bosch equipa carros Flex Fuel europeus

A Bosch foi a marca escolhida pela PSA Peugeot Citroën para fornecer o sistema Flex Fuel que equipará os motores dos novos Peugeot 307 SW BioFlex e Citroën C4 BioFlex, com motores de 1,6l e 16V, que serão lançados em setembro, inicialmente na Suécia e depois na França.

Assim como a brasileira, a versão européia do sistema Flex Fuel Bosch é capaz de reconhecer e adaptar, automaticamente, as funções de gerenciamento do motor para trabalhar com qualquer proporção de álcool resultado da mistura de combustíveis que o usuário abasteça no tanque – porém, diferentemente do Brasil, na Europa esses combustíveis são o E85 (uma mistura de 85% de álcool e 15% de gasolina) e a gasolina pura.

Por isso, a tecnologia Flex Fuel utilizada nos carros brasileiros serviu de base para este projeto, mas a equipe de engenharia da Bosch precisou adaptá-la ao uso desses combustíveis, às severas condições climáticas da Europa e às exigentes especificações da legislação ambiental daquele continente. “Foi realizado um minucioso trabalho de engenharia; as mudanças envolveram a criação de um novo software e nova calibração do módulo eletrônico, bem como um novo módulo de fornecimento de combustível”, explica Fábio Ferreira, gerente de desenvolvimento de produto da Unidade de Sistemas a Gasolina da Robert Bosch América Latina.

Novo Meio – 14/09/2007



Rio Claro discute plano para atrair empresas de tecnologia

Rio Claro pretende se transformar em um município com forte presença de empresas de base tecnológica. Situada entre dois importantes pólos do setor no estado de São Paulo – Campinas e São Carlos –, a Prefeitura contratou uma equipe de especialistas para analisar as potencialidades da cidade e, depois, traçar planos estratégicos. O objetivo é atrair para Rio Claro companhias de base tecnológica.

Nesta sexta-feira (14/9) e no sábado (15/9), o grupo se reuniu com representantes de vários segmentos, e também com o prefeito Nevoeiro Jr. (DEM), para colher idéias e opiniões. Novos encontros devem acontecer até o fim do ano.

O trabalho é coordenado pelo presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Paulo Osório Silveira Bueno. Ele explica que o trabalho visa obter sugestões para o futuro de Rio Claro, e tornar a cidade capaz de competir com outros municípios na atração de empresas de alta tecnologia. Para isso, a discussão envolve vários segmentos da sociedade.

O grupo de pesquisadores é coordenado pelo engenheiro José Dion de Melo Teles, que tem mais de 40 anos de experiência em economia do processamento eletrônico de dados aplicados na administração pública, em bancos e seguradoras. O pesquisador também ajudou a desenvolver os primeiros computadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Banespa.

Além da proximidade com dois importantes pólos tecnológicos, Rio Claro está localizada estrategicamente às margens da Rodovia Washington Luís, próxima às rodovias Anhanguera e Bandeirantes, à hidrovia Tietê-Paraná e ao principal aeroporto do interior de São Paulo, Viracopos, em Campinas.

A pesquisa analisará dados do município, como recursos naturais, cultura, economia, educação, infra-estrutura, saneamento, educação e saúde. Personalidades ligadas às instituições, e que conhecem de perto a realidade de Rio Claro, também participam do processo do chamado “Grupo de Reflexão Prospectiva”. São representantes do empresariado, da universidade e de outros segmentos da comunidade.

O pesquisador Teles explica que não se trata de um exercício de futurologia, mas de um trabalho realizado a partir de metodologia já consagrada. “Esse trabalho vai traçar cenários prováveis e, dentro deles, analisar os possíveis caminhos”, esclarece. “Rio Claro tem todos os ingredientes para se transformar numa cidade com empresas de tecnologia, sem perder seus valores”, afirma.

A análise ainda vai levar em consideração a localização geográfica, contexto cultural e social. Teles explica que para conquistar empresas desse setor também é preciso analisar detalhes, como a infra-estrutura de telecomunicações e a qualificação da mão-de-obra.
TI Inside – 14/09/2007

TELECOM

Telefonia, em especial a móvel, reduz diferenças regionais

O IBGE divulgou nesta sexta-feira, 14/09, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD 2006, que anualmente tenta traçar um retrato do Brasil. Em 2006, o órgão do governo entrevistou 410.241 pessoas, em 145.547 domicílios em todo o País.

Vários dados significativos foram apurados no estudo. Entre eles, que a Telefonia, entre 2001 a 2006, foi um dos principais fatores de redução de diferenças regionais, especialmente, entre as regiões Norte e Nordeste, em relação ao Sudeste. O celular, que já supera os 100 milhões de assinantes, foi o grande impulsionador dessa ação.

Na parte de telefonia, por exemplo, o PNAD 2006 constatou que o acesso a telefone, seja fixo ou móvel, aumentou de 2005 para 2006, com crescimento expressivo no percentual de domicílios com telefone celular. Do total de residências, 74,5 % tinham telefone em 2006 (contra 71,6% em 2005), e em 27,7% havia apenas celular (frente a 23,5%).

O quadro repetiu-se em todas as regiões, com destaque para o aumento de domicílios apenas com celular na região Norte (de 27,2% para 34,7%). Cabe destacar a evolução, de 2005 para 2006, da existência de telefone nos domicílios do Maranhão (de 37,4% para 41,6%) e no Piauí (de 38,2% para 42,0%).

O PNAD revelou também que, em 2006, 87,9% dos domicílios tinham rádio e 93,0%, televisão, o que revela que ainda há um espaço para o crescimento da oferta de telefonia no Brasil, de pelo menos 18,5% para equiparar os números de telefones, por exemplo, aos de televisores nos domicílios.

Entre 2001 e 2006, o forte crescimento em todas as regiões, dos percentuais de domicílios com telefone, destaca estudo do IBGE, causou redução das diferenças regionais no que se refere a esse serviço.

Em 2001, o percentual, por exemplo, na região Nordeste (35,9%) era praticamente metade daquele do Sudeste (70,6%). Em 2006, o Sudeste, o Sul e o Centro-Oeste apresentaram percentuais superiores a 80%; o Norte urbano, de 70,2%; e o Nordeste, de 53,6%.

A partir de outubro, cerca de 2.000 entrevistadores do IBGE vão a campo para realização da Pnad, que, em 2007, completa 40 anos. Pela primeira vez, a coleta da pesquisa será eletrônica, através de dispositivos móveis contratos pela instituição.

Convergência Digital – 14/09/2007



Celular pode interferir em equipamentos médicos

Usar o telefone celular perto de leito ou equipamentos de hospitais poderia desligar exaustores ou causar mau funcionamento de marca-passos, segundo um estudo holandês divulgado nesta semana. Pesquisadores da Universidade de Amsterdã registraram cerca de 50 incidentes resultantes da interferência eletrônica pelo uso de celulares em hospitais. Cerca de 75% deles foram classificados como importantes ou perigosos. O estudo foi publicado pelo site "Critical Care", do BioMed Central.

Os pesquisadores recomendam que aparelhos celulares devem ficar a pelo menos um metro de distância de leitos e equipamentos hospitalares, dizem os pesquisadores.

A pesquisa contradiz um estudo anterior feito neste ano por pesquisadores da Clínica Mayo, que não encontraram indícios de interferência relevante em equipamentos hospitalares ocasionados por uso de telefones celulares em 300 testes, feitos ao longo de cinco meses.

Os pesquisadores holandeses, que testaram 61 aparelhos médicos diferentes, descobriram que a maior parte dos incidentes ocorreu por causa do novo tipo de sinal General Packet Radio Service (GPRS), tecnologia que permite conexão à internet sem fio.
O Globo Online – 15/09/2007



Lula e Zapatero vão discutir compra da TIM pela Telefônica

As telecomunicações serão um dos temas da reunião de segunda-feira (17/9) entre o chefe do governo espanhol, o premiê José Luís Zapatero, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, num momento em que a espanhola Telefônica aguarda que as autoridades brasileiras aprovem a compra da TIM.

Segundo a agência de notícias Europa Press, que cita fontes do governo espanhol, o aval da Anatel à compra da TIM será um dos assuntos do encontro entre os dois chefes de governo durante a visita à Espanha que Lula iniciará neste sábado.

O fato de as duas companhias possuírem operações de telefonia móvel poderá levantar algumas questões de concorrência, situação que a Anatel está analisando. A decisão da agência reguladora, que era esperada para agosto, continua sem ser anunciada, mas os executivos da Telefônica, que controla a Vivo junto com a Portugal Telecom, têm se mostrado otimistas quanto ao desfecho do processo.

Da mesma forma, eles têm afirmado que continuam interessados em adquirir o controle total da Vivo, embora a Portugal Telecom nenhuma vez tenha manifestado publicamente a intenção de vender a sua participação na empresa.
TI Inside – 14/09/2007



Nokia e Samsung formam grupo para criar padrão de memória para gadgets

Grupo anunciado pretende finalizar padrão Universal Flash Storage, que promete agilizar arquivos em celulares e câmeras, até 2009

Sete das maiores fabricantes de telefones celulares do planeta estão se juntando para apoiar o desenvolvimento de um novo padrão de memória flash a ser usado em celulares, câmeras digitais e outros aparelhos eletrônicos.

O novo padrão de indústria, chamado Universal Flash Storage (UFS), é uma tentativa de transmitir dados com velocidades maiores em drives de maior capacidade, para que usuários mantenham mais músicas, fotos e vídeos em aparelhos móveis, afirmou o novo grupo, criado por parceria entre a Nokia e a Samsung.

A UFS aumentaria a velocidade necessária para gravar ou acessar dados em aparelhos móveis. Um filme de 90 minutos, que hoje leva cerca de três minutos para ser lido, precisaria de apenas alguns segundos com a nova tecnologia UFS, afirmou o anúncio.

Atualmente, o padrão está sob definição pela JEDEC Solid State Technology Association e as companhias envolvidas na questão esperam finalizar o padrão em 2009.

Além da Nokia e Samsung, o grupo conta com o suporte de Micron Technology, Sony Ericsson Mobile Communications, Spansion, STMicroelectronics e Texas Instruments.
PC World – 14/09/2007



Apple deve lançar iPhone na Europa na próxima semana

A Apple fará uma coletiva de imprensa na próxima terça-feira (18/09) em Londres para anunciar seu parceiros europeus na venda do iPhone.

A companhia de Steve Jobs não forneceu mais informações sobre o evento, mas a expectativa dos analistas é que o lançamento acontecerá com operadoras do Reino Unido, França e Alemanha. Segundo a Reuters, os acordos devem incluir a O2, a T-Mobile e a Orange.

As vendas mundiais de celulares no segundo trimestre de 2007 chegaram a 270,9 milhões de unidades, um aumento de 17,4% segundo o Gartner. A Nokia conquistou 37% do mercado, seguida pela Motorola, com 14,6% e a Samsung, 13,4%.

Mas quem roubou a cena foi a Apple com a introdução do iPhone. Nesta semana, a empresa informou que atingiu a marca de um milhão de unidades vendidas em 74 dias. Mas nem tudo são flores. Na semana passada os investidores reduziram em US$ 11 bilhões o orçamento da empresa. A empresa também anunciou uma redução de US$ 200 no preço do iPhone, deixando os clientes que já haviam adquirido o aparelho bem chateados.

Agora a empresa de Jobs precisa ser bem-sucedida na europa para atingir sua meta de dez milhões de unidades distribuídas até o fim de dezembro.

IT Web – 14/09/2007