16/10/2007

GERAL

Indústria de semicondutores terá de aplicar 5% do faturamento em P&D

O governo publicou nesta segunda-feira (15/10), no Diário Oficial da União, o Decreto 6.233, que regulamenta a forma de concessão dos incentivos fiscais para os fabricantes de semicondutores que se instalarem no Brasil, dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores - PADIS.

Pelo decreto, os fabricantes terão de investir 5% do faturamento bruto anual - incidente sobre a venda no mercado interno, deduzidos impostos - em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). O governo adotou o mesmo porcentual previsto na Lei de Informática.

O PADIS concede a isenção do Imposto de Renda e reduz a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP, da COFINS e do IPI, além da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide); conforme o previsto na Lei 11.484/ 2007, que substituiu a MP dos Semicondutores e TV Digital.

Os incentivos fiscais são direcionados para empresas que fabricarem máquinas, aparelhos, instrumentos, equipamentos novos para incorporação ao ativo imobilizado da adquirente e ferramentas computacionais (software).

Propriedade intelectual

Serão admitidos apenas investimentos nas áreas de microeletrônica em atividades de Pesquisa e Desenvolvimento dos dispositivos. O governo estipulou que, no mínímo, 1% por cento do faturamento bruto, deduzidos os impostos incidentes na comercialização, deverá ser aplicado mediante convênio com centros ou institutos de pesquisa ou entidades brasileiras de ensino, oficiais ou reconhecidas, credenciados pelo Comitê da Área de Tecnologia da Informação - CATI.

A propriedade intelectual resultante da Pesquisa e Desenvolvimento realizados mediante os projetos aprovados no âmbito do PADIS deve ter a proteção requerida no território nacional junto ao órgão competente, conforme o caso, pela empresa brasileira beneficiária do PADIS.

A empresa beneficiária do PADIS deverá ainda encaminhar até 31 de julho de cada ano, ao Ministério da Ciência e Tecnologia, os relatórios demonstrativos do cumprimento dos aportes em P%D no ano-calendário anterior, tal como ocorre com as empresas beneficiadas pela Lei de Informática.

Débitos pendentes

Caso os investimentos previstos em P&D não alcancem o percentual minímo fixado num determinado ano-calendário, a empresa beneficiária do PADIS deverá aplicar o valor residual no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT (CT-INFO ou CT-Amazônia). Esse valor será acrescido de multa de 20% e de juros equivalentes à taxa do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC, "calculados desde 1º de janeiro do ano subseqüente àquele em que não foi atingido o percentual até a data da efetiva aplicação".

PPB

Tal como ocorre na Lei de Informática, os fabricantes de semicondutores terão de cumprir um Processo Produtivo Básico no País. A habilitação aos incentivos fiscais somente pode ser requerida pela empresa, caso ela se disponha a realizar investimentos em Pesquisa e desenvolvimento (P&D). A regra vale para os fabricantes dos seguintes dispositivos:

I - eletrônicos semicondutores, classificados nas posições 85.41 e 85.42 da Nomenclatura Comum do Mercosul. Um anexo publicado no DO relaciona os seguintes itens:

a) concepção, desenvolvimento e projeto (design);
b) difusão ou processamento físico-químico; ou
c) encapsulamento e teste;

II - mostradores de informação (displays):

a) concepção, desenvolvimento e projeto (design);
b) fabricação dos elementos fotossensíveis, foto ou eletroluminescentes e emissores de luz; ou
c) montagem final do mostrador e testes elétricos e ópticos.

Segundo o decreto, essa regra vale apenas para "mostradores de informações (displays), com tecnologia baseada em componentes de cristal líquido (LCD), fotoluminescentes (painel mostrador de plasma - PDP), eletroluminescentes (diodos emissores de luz - LED, diodos emissores de luz orgânicos - OLED ou displays eletroluminescentes a filme fino - TFEL) ou similares com microestruturas de emissão de campo elétrico, destinados à utilização como insumo em equipamentos eletrônicos".

O decreto informa que os tubos de raios catódicos (CRT), não estão incluídos nesta regulamentação. A análise dos projetos seguirá a mesma tramitação imposta atualmente aos equipamentos de Informática. O PPB terá de ser aprovado por portaria conjunta dos ministros da Fazenda, da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A documentação requerida também será a mesma:

I - comprovação de regularidade fiscal, da pessoa jurídica interessada, em relação aos tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil;

II - observância das instruções fixadas em portaria conjunta dos Ministros de Estado da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e

III - verificação prévia pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, nos termos e condições a serem estabelecidos em ato próprio.

O prazo para apresentação dos projetos é de quatro anos, a partir da data de publicação deste Decreto, prorrogáveis por até quatro anos, em ato do Poder Executivo. Já os procedimentos e prazos para apreciação dos projetos serão estabelecidos mediante portaria conjunta dos três ministérios. Hoje, a análise de um pedido de Incentivo fiscal e PPB leva em torno de 180 dias. Porém, há casos de projetos que levaram mais de dois anos.

Displays

O decreto também prevê que nas vendas dos dispositivos eletrônicos semicondutores e mostradores de informação (displays) efetuadas por empresa beneficiária do PADIS, serão reduzidas:

I - a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS incidentes sobre as receitas auferidas;

II - a zero as alíquotas do IPI incidentes sobre a saída do estabelecimento industrial; e

III - em 100% por cento, as alíquotas do Imposto de Renda e adicional incidentes sobre o lucro da exploração.

As reduções de alíquotas previstas também são aplicadas às receitas decorrentes da venda de projeto (design).

Convergência Digital – 15/10/2007

Primeiro Plano - Preferência mundial

Uma pesquisa da Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) mostra que o Brasil é o quinto melhor país para se investir no planeta. O relatório Perspectivas do Investimento Mundial, apresentado na semana passada em Genebra (Suíça), prevê o crescimento dos investimentos internacionais para os próximos anos aqui no País. Detalhe: nem as rotineiras turbulências financeiras nem o protecionismo em alguns mercados parecem capazes de impedir as otimistas perspectivas.

O estudo também revela que mais de dois terços – num grupo de 200 diretores das maiores corporações consultadas pelo organismo da ONU – estão dispostos a apostar ainda mais nas potencialidades oferecidas no exterior até 2009. Só como lembrete: a China e a Índia são os mais requisitados para receber novos recursos econômicos. O Vietnã – o sexto na ordem de interesse – ganha espaços. Os Estados Unidos e a Rússia ocupam, respectivamente, a terceira e a quarta posições. No lado europeu, destaque para o Reino Unido e Polônia, que figuram entre as dez melhores alternativas.

À exceção do Brasil, apenas o México (nono colocado) compõe o bloco latino-americano entre os vinte mais requisitados pelas multinacionais. Participar do clima de otimismo sempre ajuda, é claro, mas, na hora de investir, não custa nada ligar o sinal de alerta.

Diário Online – 12/10/2007

Química de superfícies rende Prêmio Nobel de Química 2007

O Prêmio de Nobel de Química de 2007 foi concedido ao alemão Gerhard Ertl, por estudos revolucionários do campo da química de superfícies. Esta ciência é importante para a indústria química e pode nos ajudar a compreender processos variados como por que o ferro oxida, como as células combustíveis funcionam e como os catalisadores em nossos carros operam. As reações químicas em superfícies catalíticas desempenham um papel vital em muitas operações industriais, tais como a produção de fertilizantes artificiais.

Química de superfícies

A química de superfícies pode até mesmo explicar a destruição da camada de ozônio, porque as etapas vitais na reação ocorrem realmente nas superfícies de pequenos cristais de gelo na estratosfera. A indústria de semicondutores é outra área que depende dos conhecimentos gerados pela química de superfícies.

Foi graças aos processos desenvolvidos na indústria de semicondutores que a moderna ciência da química de superfícies começou a emergir nos anos 1960. Gerhard Ertl foi um dos primeiros a enxergar o potencial dessas novas técnicas. Etapa pela etapa, ele criou uma metodologia para a química de superfícies demonstrando como diferentes procedimentos experimentais podem ser usados para oferecer um quadro completo de uma reação de superfície.

Técnicas experimentais

Esta ciência exige avançados equipamentos experimentais de alto vácuo, já que o objetivo é observar como as camadas individuais de átomos e moléculas se comportam na superfície extremamente pura de um metal, por exemplo. Deve conseqüentemente ser possível determinar exatamente qual elemento é incorporado no sistema. A contaminação pode pôr em risco todas essas medições. A aquisição de um quadro completo da reação exige uma grande precisão e uma combinação de muitas diferentes técnicas experimentais.

Gerhard Ertl fundou uma escola de pensamento experimental mostrando como se pode obter resultados seguros nesta difícil área de pesquisas. Seus insights forneceram as bases científicas da química de superfícies moderna: sua metodologia é utilizada tanto na pesquisa acadêmica quanto no desenvolvimento industrial de processos químicos.

Processo Haber-Bosch

O enfoque desenvolvido por Ertl é baseado também nos seus estudos do processo Haber-Bosch, no qual o nitrogênio é extraído do ar para ser incluído em fertilizantes artificiais. Esta reação, que funciona usando uma superfície de ferro como seu catalisador, tem um enorme significado econômico porque a disponibilidade do nitrogênio para o crescimento das plantas é frequentemente bastante baixa. Ertl também estudou a oxidação do monóxido de carbono na platina, uma reação que ocorre no catalisador dos carros para limpar os gases exauridos.

Diário Online – 12/10/2007

AUTOMOTIVO

Iveco montará caminhões na Venezuela

O grupo empresarial venezuelano Todeschini, distribuidor de automóveis Fiat na Venezuela, anunciou que fechou parceria industrial com a companhia italiana para montar veículos comerciais de carga e passageiros da Iveco em La Victoria. A fábrica pertence ao Grupo Todeschini e receberá investimentos em adaptações para produzir, a partir do primeiro trimestre de 2008, vans e caminhões leves, médios e pesados da Iveco.

Segundo comunicado divulgado pela empresa venezuelana na quinta-feira, 11, “a decisão faz parte da estratégia do Grupo Fiat de incrementar o desenvolvimento de seus pólos produtivos na América Latina, onde a companhia projeta importantes investimentos em novos produtos”.

Crescimento na Argentina – A Iveco também investe em expansão na Argentina, principalmente para atender ao forte crescimento de 70% nos volumes de exportação da fábrica de Córdoba, que passaram de 6 mil 250 unidades nos nove primeiros meses de 2006 para 10,8 mil em período correlato deste ano. Em valores os negócios externos da Iveco argentina avançaram 60%, de US$ 177 milhões no ano passado para US$ 285 milhões agora.

A Iveco inaugurou na planta argentina na quarta-feira, 10, novo centro de exportações para fazer frente ao aumento do movimento de produtos destinados ao mercado externo, responsável por consumir atualmente 60% dos caminhões, kits CKD e outros conjuntos produzidos em Córdoba.

Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Peru, Uruguai, Venezuela, Caribe e América Central são os principais clientes da Iveco Argentina, mas recentemente outros mercados se agregaram aos destinos tradicionais, como Arábia Saudita, Argélia, Turquia, Síria, Marrocos e Angola.

AutoData – 11/10/2007

GM tem planos ambiciosos de produção no México

A General Motors está refazendo sua estratégia de produção na América do Norte e está prestes a anunciar investimentos para a produção de novos veículos no México, onde se inclui a nova planta industrial que a GM constrói em San Luis Potosi. De acordo com informações da agência Flash de Motor, alguns fornecedores da montadora dizem que será o maior e mais agressivo plano de expansão que a indústria automotiva mexicana já assistiu.

A imprensa alemã noticiou os planos da GM, revelando que as fábricas mexicanas produzirão carros para diversas marcas do grupo, principalmente Saturn, Chevrolet, Buick, Cadillac, Opel e até a sueca SAAB.

Na planta de Ramos Arizpe, ao norte do México, a GM começará a fabricar um utilitário esportivo médio da marca Buick para atender a segmento que está crescendo fortemente nos Estados Unidos e Canadá, para onde será exportado. Na mesma linha de produção o Cadillac VR X vai compartilhar sua plataforma com o SAA B 9 4X, marca sueca da GM que será produzida pela primeira vez no continente americano. A mesma plataforma também será aproveitada para a produção estimada de 12 mil unidades/ano do Opel Astra Sedan – vendido no Brasil como Chevrolet Vectra. Também deverão ser montados em Arizpe 50,4 mil unidades/ano de um utilitário esportivo da Saturn e mais 30 mil unidades/ano de uma picape média para a Opel. Com todos esses novos projetos espera-se que a operação mexicana deverá receber volumoso investimento, que deve em breve ser anunciado por Kevin Williams, presidente da GM México.

A fábrica de Silao, em Guanajuato, receberá nova linha de produção da picape Hummer da série H4 para concorrer nos Estados Unidos com modelo da Jeep, pertencente ao Grupo Chrysler.

O novo complexo da GM em San Luis Potosi, ainda em construção, já recebeu investimento de US$ 650 milhões e começa a operar em junho do ano que vem, atingindo plena capacidade em outubro. Nessa fábrica será mon tado o Chevrolet Aveo, que compartilhará sua plataforma com o Pontiac G3. A Chevrolet também deverá usar essa unidade para montar um novo utilitário esportivo pequeno. Ainda em estudo, o Saturn Corsa destinado à exportação também poderá ser fabricado em Potosi.

Com os novos investimentos a GM poderá tirar melhor proveito de sua base produtiva no país, tanto para exportações aos Estados Unidos e Canadá, que junto com o México integram o tratado de livre comércio do Nafta, como também para atingir outros países com os quais os mexicanos já mantêm acordos comerciais no setor automobilístico com tarifa de importação zerada, caso do Brasil, Japão e União Européia.

AutoData – 12/10/2007

Mercado mexicano continua a patinar

Segundo a Amia, associação que reúne as montadoras instaladas no México, em setembro foram vendidos lá 86 mil 545 veículos, o que representa retração de 6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Amia setembro é mês tradicionalmente marcado por vendas menores, que desta vez ainda foi prejudicado pelas expectativas de reforma fiscal do governo.

Como participante do seleto grupo de países exportadores o México mantém o padrão de seus embarques, que representaram quase o dobro do volume do mercado doméstico. Em setembro saíram do país 156,2 mil veículos, crescimento de 24,1% sobre igual mês do ano passado. Nesse mesmo comparativo a produção foi 9,5% maior, totalizando 180,1 mil veículos.

No acumulado de janeiro a setembro o mercado int erno mexicano absorveu 778,6 mil veículos, volume 2,6% menor do que o alcançado no mesmo período de 2006. Segundo o presidente da Amia, César Flores, os últimos três meses do ano serão mais positivos para as vendas internas.

Em idêntico comparativo as exportações somam 1 milhão 197 mil veículos, apontando avanço de 5,2%, e a produção nacional já ultrapassa as 1,5 milhão de unidades.

As vendas dos doze últimos meses registram 1 milhão 118 mil 708 unidades.

AutoData – 12/10/2007

Suzuki investe em máquinas a diesel

Suzuki Motor Corp , Magneti Marelli e Maruti Suzuki India Ltd anunciaram fusão para controle eletrônico de máquinas a diesel na Índia.

Magneti Marelli contribuirá com 51% do capital para a nova companhia, a Suzuki colabora com 30% e Maruti com 19%.

O investimento inicial esperado é de 750 milhões de rupias.A empresa estará localizada em Manesar, perto de Nova Deli. A produção começará no final de 2008 e fará cerca de 500 mil unidades anualmente.

Gazeta Mercantil – 11/10/2007

Recorde no Porto de Santos

O Porto de Santos registrou o maior movimento mensal de sua história em agosto, com 7,7 milhões de toneladas de produtos que partiram ou desembarcaram. Foi o segundo recorde este ano. O de agosto superou em 2,5% o até então melhor desempenho mensal, registrado em julho, quando foram movimentadas 7,5 milhões de toneladas.

Mesmo com problemas como a necessidade de dragagem no canal para comportar a entrada de navios maiores e o congestionamento dos berços de carga e descarga, a projeção é que este ano seja o melhor da história do maior porto do País. A Codesp, sua administradora, espera movimentar 54,1 milhões de toneladas este ano, 8,5% acima do registrado em 2006.

A exportação de veículos teve importante incremento de 32% em agosto, com 4,8 mil unidades. De janeiro a agosto saíram do País, por Santos, 188,5 mil unidades, aumento de 42,8% com relação ao desempenho de igual período do ano passado.

As importações também cresceram. De janeiro a agosto chegaram 4,8 mil unidades por Santos, aumento de 32% sobre mesmo período do ano passado.

O presidente da Codesp, José Di Bella, destacando a responsabilidade em tornar mais rápida a execução das principais obras de infra-estrutura: “O Brasil está cada vez mais competitivo na colocação de seus produtos no mercado externo, principalmente as commodities agrícolas. No caso do milho, por exemplo, fatores como a quebra da safra na Europa Ocidental e Leste Europeu, a preferência pelo milho brasileiro não transgênico e a procura estadunidense para fabricação do etanol promoveram o crescimento impressionante das exportações desses produtos”

O porto de Santos respondeu por US$ 46,1 bilhões do valor total de cargas movimentadas no País, ou 26%. Este volume é equivalente a 5,7% do PIB brasileiro.

Autodata – 10/10/2007

Venda de veículos usados cresce 50%

O volume de vendas de veículos usados supera o crescimento do mercado de zero-quilômetro. Segundo a Assovesp, Associação dos Revendedores Independentes de São Paulo, foram vendidos 147 mil 280 veículos usados no Estado, o que representa aumento de 54,9% sobre idêntico mês do ano passado. No acumulado de janeiro a setembro as 1 milhão 130 mil 541 unidades vendidas representam alta de 48,5% na comparação com o mesmo intervalo de 2006.

A Assovesp comemora o rompimento da barreira de 1 milhão de unidades e considera esse volume suficiente para que as revendas trabalhem em melhores condições de negociação.

Segundo a entidade 71% dos negócios fechados com carros e comerciais leves foram financiados. Com relação a agosto, os prazos médios tiveram redução de cinco meses, totalizando em setembro 42 meses.

A facilidade em tomar empréstimos para a compra de mot ocicletas novas ainda prejudica as vendas das usadas. Em setembro foram vendidas 8 mil 651 motos, registrando queda de 13,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Quase 80% dessas vendas foram feitas por meio de financiamentos com prazos médios de 37 meses.

No acumulado dos nove meses houve retração de 18,8% ante mesmos meses de 2006, somando 84 mil 292 unidades.

As vendas de caminhões usados no Estado ficaram estáveis em setembro com relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando 5 mil 494 unidades. Desse volume 73% foram financiados com prazos médios de 46 meses.

De janeiro a setembro foram vendidos 44 mil 854 caminhões, registrando retração de 8,74% na comparação com os mesmos nove meses de 2006.

AutoData – 10/10/2007

CONSUMER

Computador de mesa perde lugar para notebookss

Os notebooks começam a tomar o lugar dos computadores de mesa na casa do consumidor, com a redução da diferença de preço entre os dois tipos de PCs. Este ano, as vendas de computadores portáteis devem crescer 270% no País, chegando a 810 mil unidades, segundo a consultoria IT Data. No primeiro semestre, o aumento foi de 349% frente ao mesmo período de 2006, somando 292 mil máquinas. “A migração do desktop para o laptop está acontecendo no mundo todo”, disse Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da IT Data.

O programador Daniel Begnami, de 29 anos, comprou seu primeiro computador portátil no fim de julho. “Sempre quis comprar um notebook”, disse. “Preciso levar o computador para alguns lugares por causa do trabalho. Nas outras vezes em que pensei em comprar, achei muito caro.” Ele pagou R$ 3,7 mil pela máquina, em três vezes sem juros. “Estou pensando em vender meu desktop.”

A MP do Bem, que retirou o PIS e a Cofins da maior parte dos computadores, a valorização do real frente ao dólar e o aumento dos financiamentos oferecidos pelo varejo incentivaram o mercado de computadores como um todo. Este ano, devem ser vendidos 10,1 milhões de PCs (incluindo máquinas portáteis e de mesa), o que representa um avanço de 23% sobre o ano passado. Pela primeira vez na história, a venda de computadores pode ultrapassar a de televisores no País.

“O mercado está bombando”, disse Hélio Rotenberg, diretor-geral da Positivo Informática, líder no mercado brasileiro de computadores. “Este Natal será dos notebooks. O preço despencou e chegaram ao mercado produtos leves e de qualidade.” Segundo Rotenberg, o preço médio dos micros portáteis caiu 22% entre o segundo trimestre de 2006 e o mesmo período deste ano, passando de R$ 2.573 para R$ 2.014. A empresa tem hoje modelos com preços entre R$ 1,5 mil e R$ 3,5 mil. “Os modelos que custam menos de R$ 2 mil respondem por 90% das vendas.”

O varejo vende as máquinas de 10 a 12 vezes sem juros. A queda de preços, somada ao financiamento, reduziu muito o contrabando, segundo Rotenberg. “Hoje estamos mais baratos que o contrabando”, disse. “E os consumidores até preferem pagar um pouco mais caro, para terem garantia do produto.” Ele destacou também a redução no peso dos computadores. “Há dois anos, os notebooks pesavam cerca de 3,5 quilos. Hoje, estão entre 2 e 2,5 quilos.”

Em países como os Estados Unidos e o Japão, a maioria dos computadores vendidos são portáteis. Isso se explica pela maturidade do mercado e pela diferença na renda dos consumidores. Naqueles países, o computador se tornou realmente pessoal. Não é uma máquina da família, como ainda acontece no Brasil. Mesmo assim, o notebook ganha espaço rapidamente no País. No primeiro trimestre de 2006, os portáteis correspondiam a 6,6% das vendas. No quarto trimestre deste ano, devem chegar a 28%.

A diferença de preço entre computadores de mesa e portáteis diminuiu por dois motivos. Um deles foi a transição do monitor de tubo para o monitor de cristal líquido, mais caro, no computador de mesa - o que fez com que, proporcionalmente, os preços dos desktops caíssem menos que os dos notebooks. Outro foi o próprio aumento de escala de produção no Brasil, que permitiu aos fabricantes negociarem condições melhores com os fornecedores internacionais de partes e peças.

“O notebook está se tornando o principal objeto de desejo das classes B e C”, disse Rodrigues, da IT Data. “Para a classe A, vem logo depois dos TVs de cristal líquido e de plasma.”

O grande estouro na venda de notebooks acontece no varejo. O Grupo Pão de Açúcar vendeu cinco vezes mais notebooks em 2006 que em 2005. “Neste ano, o crescimento também está na casa dos três dígitos”, disse Avelino Nogueira, gerente de Informática do grupo. Em 2006, a rede vendia um notebook para cada oito desktops. Hoje, a proporção está em um para cinco. A perspectiva para o fim de 2008 é que a proporção fique em um para um.

Valéria Molina, diretora da Computação Pessoal da HP, segunda maior fabricante do País, apontou que também existe um crescimento no mercado corporativo, ainda que numa proporção menor. “Antes, o notebook era usado pelos executivos”, disse Valéria. “Agora, começa a fazer parte do cotidiano de um grupo maior de profissionais, como vendedores e técnicos de campo.” Há um ano, o modelo mais barato da HP saía por R$ 2,5 mil. Hoje, sai por R$ 1,6 mil.

O Estado de São Paulo – 13/10/2007

Lucro da Samsung fica em US$ 2,38 bilhões no terceiro trimestre

O gigante sul-coreano Samsung obteve no terceiro trimestre de 2007 um lucro líquido de 2,19 trilhões de wons (US$ 2,38 bilhões), o que representa um aumento de 1% em termos anualizados, segundo informou hoje a companhia.

Segundo a Samsung, este resultado se deve ao forte aumento da demanda de seus produtos, principalmente microchips e telas planas de LCD de mais de 40 polegadas, e apesar dos baixos preços dos produtos semicondutores.

Os números são relativamente melhores do que tinha previsto o mercado, o que teve um imediato reflexo na cotação de suas ações na bolsa, que apontaram claramente para uma alta, após terem perdido nos últimos três meses cerca de 20% de seu valor.

As vendas do maior fabricante de produtos de eletrônica de consumo da Coréia do Sul cresceram 9,6% em termos anualizados, para 16,68 trilhões de wons (US$ 18,1 bilhões).

Por sua parte, o lucro por operações da empresa cresceu 11,7% entre os meses de julho e setembro, para 2,06 trilhões de wons (US$ 2,24 bilhões).

A Samsung vendeu um total de 5,1 trilhões de wons (US$ 5,56 bilhões) em produtos semicondutores, dos quais é o maior fabricante do mundo, o que representa um aumento de 18% em relação ao segundo trimestre de 2007.

Em telas planas, as vendas de Samsung totalizaram 4,02 trilhões de wons (US$ 4,38 bilhões) frente aos 3,34 trilhões de wons (US$ 3,64 bilhões) do trimestre passado e aos 3,18 trilhões de wons (US$ 3,46 bilhões) do terceiro trimestre de 2006.

Além disso, a empresa sul-coreana vendeu 42,6 milhões de telefones celulares no valor total de 5,08 trilhões de wons (US$ 5,54 bilhões), o que representa um aumento de 18% em relação ao trimestre anterior.

A Samsung prevê um quarto trimestre positivo, devido principalmente às compras do período de Natal.

Folha Online – 12/10/2007

Computador vai vender mais que tevê

Este deve ser o primeiro ano em que a indústria nacional venderá mais computadores que televisores, estima a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Devem ser produzidas 10,2 milhões e 10 milhões de unidades, respectivamente. Embalado pela desoneração de impostos sobre o setor e abundância de crédito, o bom desempenho da informática e de outros segmentos confirma previsão do setor elétrico e eletrônico de fechar o ano com alta no faturamento de 12%. O primeiro semestre registrou aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os números do ramo de informática do Paraná e mesmo do país são impactados em larga escala pela presença da fabricante de computadores Positivo Informática, que fechou o primeiro semestre com alta de 74% no faturamento e espera aquecimento semelhante para o restante do ano. O segmento de informática cresceu 13% no primeiro semestre.

Entrave nesse bom cenário, a guerra fiscal entre os estados está próxima de acabar, na opinião do presidente da Abinee, Humberto Barbato. Ele reuniu empresários da indústria elétricaeletrônica ontem, no Cietep, em Curitiba. “A cada reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária [Confaz] esperamos que os secretários estaduais entrem num acordo e saia o pacto do ICMS. O secretário Bernard Appy [secretário do Ministério da Fazenda] está bastante otimista”, diz. O presidente da Positivo Informática, Hélio Rotemberg, participou do café da manhã organizado pela Abinee mas preferiu não comentar a guerra fiscal.

Além da informática, outros ramos também têm boa evolução. A venda de equipamentos para automação industrial cresceu 25%, com destaque para a demanda de refinarias de petróleo e gás, biocombustíveis e produção de álcool.

O lançamento de novos editais de linhas de transmissão de energia exige equipamentos que movimentam diversos elos da cadeia produtiva, um movimento estimulado pelo programa federal “Luz para Todos”, que leva energia elétrica para áreas ainda não servidas. Até agosto foram instaladas 267 mil novas ligações, que devem fechar o ano em 450 mil. “O Paraná tem fábricas importantes de equipamentos para subestações, que movimentam ainda fundições e forjarias”, exemplifica Barbato.

Mas o maior crescimento por segmento durante o primeiro semestre se deu entre fabricantes de material de instalação elétrica para imóveis (33%). “Esse resultado só inclui reformas pequenas, mas vai mais longe, quando surtirem efeito os novos programas habitacionais do governo federal”, diz o presidente da Abinee. Ele imagina que o maior impulso da construção civil chegue ainda no primeiro semestre de 2008.

O único ramo em que houve decréscimo no semestre foi o de infra-estrutura de telecomunicações (-11%). “Pedimos ao governo que acelere os editais das faixas de freqüência para as tecnologias 3G e WiMax (de telefonia celular) para que a indústria possa voltar ao nível de atividade normal. Por enquanto só há reposição de encomendas”, diz.

Outra tecnologia que deve aquecer o mercado é a da televisão digital, mesmo com o atraso nas definições técnicas. Por enquanto, apesar da chegada da tecnologia a São Paulo, em dezembro, a Abinee estima que haja pouca sintonização de tevê aberta por via digital.

Outros entraves atacados pelo setor são as importações, legais e principalmente ilegais. Estimulado pela valorização do real, o déficit da balança comercial de eletrônicos é estimado este ano em US$ 12,5 bilhões, 28% acima do que foi registrado em 2006.

O tamanho da indústria

O Paraná tem 250 empresas do setor eletroeletrônico.

A presença do estado no setor é importante nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia e informática.

O estado representa 10% da produção nacional.

O setor emprega 15 mil pessoas no estado.

O nível de ocupação das indústrias do setor no país é de 91%.

Um crescimento de 5% no PIB nacional exige crescimento de 7% a 8% no setor elétrico.

A participação do setor no PIB nacional é de 4,5%.

Fonte: Abinee

Gazeta do Povo – 10/10/2007

Solução transforma monitor LCD em PC

A fabricante taiwanesa VIA Technologies anunciou o desenvolvimento de uma solução criativa que transforma um monitor LCD padrão ou uma tela plana qualquer em um computador. Segundo a companhia, a solução, chamada PC VIA vm7700, serve tanto para o uso caseiro como para escritórios, quiosques e outras aplicações inteligentes.

A idéia do vm7700 é oferecer ao usuário uma alternativa flexível, com grande economia de espaço ocupado em relação aos computadores convencionais. O vm7700 funciona com qualquer monitor com especificação Vesa (Video Electronics Standards Association) com superfície de 10cm x 10cm para conexão prática atrás da tela. Com suas proporções compactas (pesa 2 kg e mede 180mm x 298mm x 26mm), o aparelho fica protegido por trás de uma tela plana.

O equipamento pode utilizar qualquer sistema operacional para desktop, como o Windows XP e o Linux. A VIA está lançando o equipamento com processador VIA C7 de 1.0GHz ou VIA Eden ULV de 1.5GHz, com até 1GB de memória RAM (DDR2), quatro portas USB, conexão de rede e módulo Wireless para acesso à internet sem fio.

No quesito de vídeo e áudio, o computador conta com o processador de mídia CX700M2 fabricado pela própria VIA. Trata-se de um chipset IGP de mídia digital que integra gráfico, áudio, armazenamento e memória de alto nível com suporte a HDTV (TV de alta definição) em um único chip.

Baixo consumo

O núcleo gráfico do equipamento é o IGP VIA UniChrome Pro II, com suporte a vídeo MPEG-2/-4 e aceleração de hardware WMV9, suporte a dois monitores via soquetes DVI e VGA, que segundo a fabricante podem funcionar sem comprometer a estabilidade do sistema.

Esta solução apresenta ainda como vantagem um nível muito baixo de consumo de energia elétrica, contribuindo para a versatilidade do computador que compõe o monitor LCD. O vm7700 também não precisa de sistema de ventilação (cooler).

De acordo com a assessoria de imprensa da VIA Technologies no Brasil, o lançamento do vm7700 no país deve ser feito dentro de seis meses. A empresa ainda não divulgou o preço do equipamento para o mercado nacional.

Diário do Nordeste – 15/10/2007

TV Digital: Samsung ainda acredita em incentivos fiscais para receptores

“Ainda não recebemos um não do governo”, afirma Benjamin Sicsu, vice-presidente de novos negócios da Samsung, sobre a redução de impostos do governo para que se possa reduzir o preço dos receptores (set up box) do sinal de TV Digital.

De acordo com o executivo, cada um dos incentivos “vem no seu tempo”. Primeiro surgiram incentivos para que se pensasse em conteúdo e foram liberadas linhas de incentivo para isso pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Depois, houve a redução dos impostos para a aquisição de grandes transmissores, que em seguida beneficiou também os componentes e parte da indústria de broadcast.

“Agora chegou a vez de baratear a importação de transmissores, o que mostra que o governo já está pensando na implantação no novo padrão de televisão em outras cidades”, acredita.

Segundo Sicsú, depois disso fica faltando apenas a indústria e o corte de impostos que atenda aos receptores. “A esperança ainda não está perdida”, conclui.

O anúncio do governo federal realizado nesta semana isenta apenas os moduladores OFDM (Orthogonal Frequency Digital Multiplex), transmissores digitais de TV em UHF e VHF, transceptores para os padrões DVB-AST e ISDB-T, transceptores de fibra óptica, codificadores de sinais MEPG e MPEG-4, roteadores-comutadores e amplificadores.

Até agora, o preço previsto pela Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) para os receptores é de cerca de 700 reais.

Computer World – 11/10/2007

Redução do IPI para TV Digital deixa de contemplar os receptores

Diferentemente do que o COMPUTERWORLD publicou inicialmente, o anúncio do governo federal de redução a zero do IPI dos equipamentos de TV Digital, feito nesta semana, não deverá alterar o preço dos receptores de sinal, também chamados de set up box.

Isso porque a medida publicada no Diário Oficial isenta apenas os moduladores OFDM (Orthogonal Frequency Digital Multiplex), transmissores digitais de TV em UHF e VHF, transceptores para os padrões DVB-AST e ISDB-T, transceptores de fibra óptica, codificadores de sinais MEPG e MPEG-4, roteadores-comutadores e amplificadores.

Esses equipamentos são usados apenas pelas próprias emissoras de televisão, únicas beneficiadas até agora pela medida. A lista detalhada, publicada em anexo no Diário Oficial da União, não inclui os componentes dos receptores. Por isso, o preço indicado pela Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), de 700 reais, deverá se manter, conforme confirmou a Associação nesta quarta-feira (10/10).

Augusto Sorge, gerente de produtos da Tec Toy, que recentemente anunciou um dispositivo que deverá receber o sinal da TV Digital e viabilizar a transmissão em equipamentos móveis, como notebooks, também confirmou a informação de que, em princípio, nada será alterado no preço do produto. “A redução do IPI só beneficia as radiodifusoras”, explicou.

Computer World – 11/10/2007

Para indústria de TV Digital, o aporte em P&D será de apenas 2,5%

O governo decidiu aplicar um porcentual diferente de investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), para a indústria produtora de equipamentos de TV Digital. De acordo com o decreto 6.234/2007, publicado nesta segunda-feira (15/10) no Diário Oficial da União, as empresas terão de investir apenas 2,5% do seu faturamento anual.

Para os fabricantes de Semicondutores, o governo estipulou 5% de investimentos em P&D, conforme o Decreto 6.233/2007, também publicado no DO desta segunda-feira.

No mínimo 1% do faturamento bruto, deduzidos os impostos incidentes na comercialização, deverá ser aplicado mediante convênio com centros ou institutos de pesquisa ou entidades brasileiras de ensino, oficiais ou reconhecidas, credenciados pelo Comitê da Área de Tecnologia da Informação - CATI.

Os procedimentos de entrega de relatórios anuais dos demonstativos de investimentos, assim como, as penalidades para quem não cumprir os requisitos das regras estipuladas pelo governo são similares ao Decreto, que definiu as regras de aplicação para os Semicondutores.

Convergência Digital – 15/10/2007

IDENTIFICATION

Wal-Mart mira ganho de US$ 287 milhões com RFID

A rede de varejo americana Wal-Mart Stores Inc. poderá elevar suas vendas em 287 milhões de dólares por ano ao ajustar apenas uma pequena parte de seus problemas de estoque com o uso das etiquetas inteligentes por radiofreqüência (RFID). E esse montante pode ser só o começo, segundo um executivo da gigante americana.

A maior rede de varejo do mundo, com vendas de 345 bilhões de dólares no ano passado, está no aguardo para que o projeto de RFID torne a previsão uma realidade nas suas 4.068 lojas dos Estados Unidos.

O ponto chave é garantir que as etiquetas estejam aplicadas em todos os produtos, além de instalar um aparelho RFID no veículo que vai transportar as cargas, de modo que ele aponte ao motorista exatamente aonde deve ficar cada item dentro dos armazéns de estoque.

"Este é um assunto muito importante o Wal-Mart", disse Ron Moser, que lidera a estratégia de RFID da companhia e participou do Taiwan International RFID Applications Show, em Taipei.

A empresa é largamente vista como uma das alavancas mundiais da tecnologia RFID, mas deu alguns passos errados. Ela não cumpriu sua própria meta de instalar a tecnologia em 12 dos seus 137 centros de distribuição, no ano passado, e, em abril, se dispôs a colocar a inovação em 1 mil de suas lojas, mas, até o momento, só instalou o RFID em 975 delas.

O Wal-Mart começou a trabalhar com a tecnologia das etiquetas inteligentes em 2003 e espera o roll-out dessa novidade para resolver problemas de estoque tanto nos Estados Unidos como no Canadá.

A dificuldade em encontrar certos itens no estoque quando necessário causa à varejista uma série de dores de cabeça. Um deles é que a demora em encontrar o produto pode fazer com que o cliente deixe de buscá-lo nas gôndolas, o que representa perdas para a companhia.

Um estoque desordenado também pode levar a compras desnecessárias de produto junto ao fornecedor, já que os administradores podem achar que a gôndola está vazia por falta de produto, quando na verdade ele existe nos estoques, mas não é localizado.

Ao colocar as etiquetas em todos os produtos, a companhia pode encontrá-los com facilidade, onde quer que eles estejam, rapidamente. Em cada loja do Wal-Mart que a tecnologia foi instalada, o impacto foi imenso na recuperação de vendas perdidas.

Normalmente, cerca de 2% de todas as vendas perdidas acontecem pelo simples fato de que um item se esgotou no estoque, mas 41% das perdas são provocadas por problemas de inventário, ressaltou Moser. Se o RFID puder evitar 10% desse problema, o Wal-Mart ganhará 287 milhões de dólares por ano em vendas que deixarão de ser perdidas, calculou.

Ele estima que o RFID tenha um impacto ainda maior do que teve o sistema de código de barras quando a tecnologia foi introduzida, em 1984. Com o RFID, Moser espera que a precisão dos estoques possa ser amplamente elevada.

Até o momento, 600 dos principais fornecedores do Wal-Mart começaram a usar RFID para se adequar à iniciativa da companhia. "Alguns deles não percebem nenhum benefício no uso dessa tecnologia e só adotaram porque o Wal-Mart pediu", afirmou Moser. "Iremos trabalhar com esses fornecedores para ajudá-los a encontrar formas de redução de custos e outros benefícios com essa aplicaão", disse ele.

ComputerWorld – 15/10/2007

Novo sensor vai monitorar pressão arterial, ocular e craniana

Os sensores já estão por toda parte, desde os mais simples, monitorando o nível de água das máquinas de lavar, até aqueles tecnologicamente mais avançados, capazes de monitorar a integridade estrutural aos aviões.

Sensores no corpo humano

Essa versatilidade chama a atenção dos pesquisadores da área de saúde há muito tempo, que gostariam de tirar proveito dos sensores para o monitoramento de diversas funções do corpo humano.

Se pressão ocular, por exemplo, fica muito alta, as fibras do nervo óptico morrem, resultando em perdas parciais de visão ou até mesmo na cegueira completa. O problema é que o glaucoma - a pressão intraocular elevada - não causa dor e geralmente só é detectada muito tarde. A catarata é outra conseqüência comum da elevação da pressão interna dos olhos. E o mecanismo é o mesmo para quem sofre de hipertensão arterial.

Monitoramento da pressão

Agora, cientistas do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, estão desenvolvendo um novo sensor que, quando totalmente pronto, poderá monitorar em tempo integral não apenas a pressão intraocular, mas também a pressão sangüínea, do cérebro e até da bexiga, disparando um alarme assim que esses indicadores subam acima dos níveis de segurança.

O sensor, medindo 2,5 por 2,6 milímetros, foi incorporado em uma lente de contato. "Isso não atrapalha a visão do paciente," explica o Dr. Thomas van den Boom, coordenador da pesquisa.

Sensor nos olhos

As partes de cima e de baixo do sensor são formadas por eletrodos. Os eletrodos superiores - que ficam voltados para o olho - são flexíveis e os inferiores são rígidos. Quando a pressão intraocular aumenta, os eletrodos flexíveis são empurrados em direção aos eletrodos fixos, alterando a capacitância do circuito - essa capacitância, medida constantemente pelo circuito eletrônico do sensor, é o indicador que aponta se as coisas vão bem ou se o paciente precisa ir rapidamente para o médico.

Utilizando uma minúscula antena, o sensor envia o valor da pressão intraocular para um leitor que fica fixo na armação dos óculos, permitindo a leitura precisa da informação. O esquema utilizado é o mesmo das etiquetas RFID, que ficam em estado de hibernação quando não estão sendo utilizadas. Quando um leitor se aproxima, o circuito utiliza a energia das ondas eletromagnéticas desse leitor para sair do modo de stand-by e transmitir os dados.

Hipertensão

Os testes clínicos com o sensor ocular já começaram e os cientistas esperam que ele possa chegar ao mercado em dois ou três anos. Ele poderá ser utilizado também no interior de vasos sangüíneos, monitorando continuamente a pressão arterial dos pacientes.

Outras possibilidades de uso são para pessoas que possuem incontinência urinária, já que ele pode monitorar a pressão no interior da bexiga, assim como para portadores de alta pressão intracraniana.

Inovação Tecnológica – 15/10/2007

INDUSTRIAL

Governo presta contas sobre resultados da Lei de Informática

Elaborada em 1991 pelo governo para incentivar a criação de uma indústria brasileira de Informática e Telecomunicações e também como medida de atração para a instalação de gigantes mundiais do segmento TIC no Brasil em troca de incentivos fiscais (isenção e redução de impostos federais), a Lei de Informática sempre deixou margens para críticas, pelo fato de nunca apresentar seus resultados de forma transparente à população brasileira.

Desde 91, o Ministério da Ciência e Tecnologia não conseguia informar claramente ao contribuinte, os benefícios obtidos pelo País ao adotar uma política de isenções de impostos federais. Apenas alegava que a Lei de Informática resultou em mais produção, empregos, inovação e capacitação tecnológica do profissional brasileiro.

Num relatório preliminar sobre os investimentos feitos pelas empresas em 2006, a Sepin - Secretaria de Política de Informática, órgão do MCT responsável pela gestão da legislação, inaugura uma nova fase na transparência do governo Federal, em relação aos esclarecimentos sobre os benefícios gerados pela Lei de Informática.

Medida, aliás, cobrada há anos pelos órgãos de controle federais como, por exemplo, o Tribunal de Contas da União, responsável pelo controle das atividades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em âmbito nacional.

Pelo relatório, que ainda é preliminar, a Secretaria de Política de Informática informa que no ano de 2006, 263 empresas apresentaram seus relatórios com os dados sobre faturamento, exportações, importações, impostos pagos, etc. Neste documento, as companhias também informam quanto investiram em Pesquisa e Desenvolvimento, previsto na Lei de Informática.

O aporte em P&D funciona como uma contrapartida imposta pelo governo brasileiro às empresas, em troca das isenções e reduções de impostos federais. Ela gira num investimento em torno de 2,5% do faturamento bruto anual. O montante é repassado para institutos e centros de pesquisa, com o intuito de garantir ao Brasil, o desenvolvimento local de Tecnologia nas áreas de Informática e Telecomunicações. As empresas também investem igual montante em P&D dentro de suas unidades.

De acordo com o relatório preliminar da Sepin, os dados relativos à prestação de contas das empresas no ano de 2006 foram os seguintes:

- Quantidade de empresas que apresentaram relatórios: 263
- Faturamento total: R$ 37.743.379.845,14
- Exportações totais: R$ 6.996.540.685,76
- Importações totais: R$ 11.857.163.117,02
- Faturamento em produtos incentivados: R$ 16.519.041.026,89
- Exportações de produtos incentivados: R$ 5.675.626.773,24
- Importações, insumos para produtos incentivados: R$ 10.306.019.046,14
- Impostos pagos: R$ 2.768.183.937,68
- Valor dos Incentivos auferidos: R$ 1.990.110.538,1
- Valor total a investir em P&D: R$ 424.688.647,48

No relatório preliminar da Secretaria de Política de Informática também foi informado que o Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) recolheu das empresas R$ 47.538.693,42. O dinheiro é aplicado no meio acadêmico brasileiro, subsidia projetos de pequenas empresas de base tecnológica, além de centros e institutos de pesquisa, não apenas nas áreas de Tecnologia da Informação e Comunicações, mas em outros segmentos econômicos.

De acordo com o relatório, investimentos em Programas Prioritários de governo somaram R$ 3.572.763,42. A Lei de Informática também propiciou no ano de 2006, a empregabilidade no Brasil. Segundo os dados da Sepin:

- Quantidade de pessoal permanente (total): 55.379
- Quantidade de pessoal permanente, de nível superior: 13.793
- Quantidade de pessoal permanente, em P&D: 4.102
- Quantidade de patentes requeridas: 178
- Quantidade de publicações técnicas: 116
- Quantidade de Instituições de P&D conveniadas: 93
- Quantidade de projetos de P&D, próprios: 726
- Quantidade de projetos de P&D, em convenio: 619
- Valor total investido em P&D: R$ 422.353.605,01

O Ministério da Ciência e Tecnologia promete para breve, o detalhamento desse relatório preliminar, contendo informações completas e setoriais (Informática e Telecom).

Convergência Digital – 11/10/2007

Indústria paulista cresce pelo 9º mês consecutivo e cria 17 mil postos de trabalho

Em coletiva realizada hoje (10), a Fiesp divulgou o Índice de Emprego que apresentou alta de 0,75% em relação a agosto, sem ajuste sazonal, o que significa a criação de 17 mil novos postos de trabalho. Com ajuste sazonal, o resultado foi de 0,56%. Este é o nono mês de crescimento consecutivo registrado pela indústria de transformação paulista.

No acumulado do ano, o índice é de 8,41%, o que em números absolutos representa 175 mil vagas. Na variação dos 12 meses, o avanço foi de 4,26%, o que equivale à geração de 93 mil vagas e de acordo com o índice, setembro de 2007 é o melhor desde 2003.

Para o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, o resultado do mês foi muito bom e o acumulado do ano bastante positivo, principalmente pela trajetória ascendente que a indústria vem apresentando. “Não enxergamos no horizonte qualquer ameaça de curto prazo e o desempenho da indústria tem superado nossas expectativas”, afirmou.

O setor de açúcar e álcool registrou, pelo quarto mês consecutivo, queda na contratação. No acumulado do ano, o setor foi responsável por 58% das vagas geradas, enquanto os outros setores analisados pelo Índice responderam por 42%.

O aumento da participação de outros setores da indústria de transformação na geração de empregos foi analisado por Francini, como um fator determinante para apostar num PIB industrial acima de 4% para o ano. “Em 2007 não atingiremos o tom eufórico de 2004 quando o PIB fechou em 5,7%, a indústria de transformação em 8% e a indústria de São Paulo em 12%. Porém depois da secura de 2005 e 2006, certamente este ano será de alívio”.

Dos 21 setores que fazem parte da pesquisa, 18 tiveram desempenho positivo em relação ao emprego no mês passado, dois apresentaram desempenho negativo e um foi considerado estável.

Em setembro, os setores que mais contrataram foram Máquinas para Escritório e Equipamentos de Informática (6,03%), Equipamentos de Instrumentação Médico-Hospitalares (2,20%), Material Eletrônico e de Aparelhos e Equipamentos de Comunicação (1,73%). Já os que apresentaram queda foram Fabricação de Outros Equipamentos de Transporte (-0,49%), e Coque, Refino de Petróleo, Combustíveis Nucleares e Álcool (-0,23%).

Fiesp – 10/10/2007

Sefaz vai notificar empresas que não tiverem Emissor de Cupom Fiscal

A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz/MT) vai notificar as empresas varejistas de Mato Grosso que não dispuserem de Equipamento Emissor de Cupom Fiscal (ECF). A utilização do dispositivo é obrigatória para estabelecimentos varejistas que tiveram faturamento superior a R$ 120 mil em 2006.

Para tanto, a Sefaz fará levantamento junto às empresas que se enquadrarem neste critério, a fim de identificar quais não dispõem do equipamento. A previsão é que o levantamento comece a ser feito em novembro.

Aos estabelecimentos que não tiverem o ECF, será estipulado um prazo para instalarem o dispositivo. As empresas que não fizerem as devidas adequações, sofrerão sanções previstas no Regulamento do ICMS (RICMS), como pagamento de multas.

Considera-se ECF o equipamento de automação comercial com capacidade para emitir documentos fiscais e realizar controles de natureza fiscal, referentes a operações de circulação de mercadorias ou a prestação de serviços.

O gerente de Informações Cadastrais da Sefaz, José Mazini, observa que algumas empresas utilizam impressoras não fiscais para fazer o controle das transações comerciais. “Essas impressoras não têm valor fiscal para o contribuinte e o Fisco. São equipamentos proibidos para empresas voltadas a vendas no varejo com faturamento acima de R$ 120 mil”.

O último levantamento feito pela Sefaz, em 2005, apontou que 1.500 das cerca de 11 mil empresas estabelecidas em Mato Grosso obrigadas a utilizar o ECF não dispunham do equipamento.

FUNCIONALIDADE

A Portaria nº 043/2005-Sefaz instituiu o Sistema Eletrônico de Controle de Equipamento Emissor de Cupom Fiscal. Ela prevê que os fabricantes e os importadores de ECF deverão atender algumas exigências, antes de realizarem operações de comercialização do equipamento, como possuir cadastramento no Sistema ECF, do estabelecimento fabricante ou importador e da marca, do tipo e do modelo do equipamento, devidamente aprovado por Ato Cotepe (Comissão Técnica Permanente do Conselho Nacional de Política Fazendária do Ministério da Fazenda)/ICMS; e obter senha de acesso ao sistema junto à Sefaz.

As operações de comercialização de ECF a contribuintes de Mato Grosso e as intervenções técnicas realizadas no equipamento deverão ser informadas eletronicamente, mediante acesso ao Sistema ECF, conforme o caso, pelos fabricantes, importadores, revendedores, usuários e estabelecimentos credenciados a prestar assistência técnica. O acesso ao sistema será efetuado no endereço eletrônico www.sefaz.mt.gov.br.

Concluída a intervenção técnica, o contribuinte usuário de ECF, por meio do profissional de contabilidade devidamente inserido no Cadastro de Contribuintes do Estado (CCE/MT), terá o prazo de 10 dias para efetivar a confirmação, via Sistema ECF, do uso ou da cessação de uso do equipamento.

Secom – 11/10/2007

TELECOM

Kyocera compra Sanyo por US$ 600 milhões

A Kyocera confirmou nesta quinta-feira, 11/10, a compra unidade de celulares da Sanyo por aproximadamente US$ 600 milhões. Aquisição cria a sétima maior fabricante de terminais celulares do mundo. União poderá dar mais fôlego à produção no Japão, onde o mercado passa por uma reestruturação em função da decisão do governo de impor o fim do subsídio aos aparelhos por parte das operadoras em troca da redução do custo da tarifa para os consumidores.

A Sanyo informa que focará sua atuação na parte de recarga de baterias. No Brasil, a Kyocera é a maior fornecedora de cartões PCMCIA para acesso banda larga da Vivo. De acordo com os números do Gartner, para a Kyocera, a compra da Sanyo, faz ela pular do 10º lugar no ranking mudial para a sétima posição, num mercado liderado pela finlandesa Nokia e pela norte-americana Motorola. Previsão é que, até dezembro, o mercado mundial de telefonia celular ultrapasse a casa dos três bilhões de assinantes.

Agora que se desfez da unidade de terminais móveis, a Sanyo procura um comprador para a unidade de processadores. A companhia informou que o foco de atuação será a de recarga de baterias. A Sanyo não mantinha operações próprias na América Latina.

Em fevereiro de 2006, durante a GSM Barcelona, a fabricante japonesa e a Nokia chegaram anunciar uma joint venture para ampliar a atuação no mercado CDMA, mas o negócio terminou não indo adiante. Em junho do mesmo ano, o acordo foi cancelado.

Um dos motivos foi a disputa de patentes entre a gigante finlandesa e a Qualcomm. A questão, inclusive, levou a Nokia a abandonar o mercado de celulares CDMA. Agora, a Sanyo repassa seu negócio, ligado à tecnologia CDMA, para a Kyocera, também focada no CDMA. Aqui no Brasil, a fabricante é a principal fornecedora da Vivo dos cartões PCMCIA utilizados para o acesso à Internet banda larga.

Convergência Digital – 11/10/2007

Fracassa tentativa de reestruturação do grupo Oi/Telemar

A Telemar Participações não conseguiu a adesão necessária dos acionistas à sua oferta pública realizada nesta quinta-feira (11/10), em que pretendia adquirir dois terços dos papéis sem direito a voto da Tele Norte Leste, uma das três figuras jurídicas que compõem o grupo Oi/Telemar.

A companhia informou, em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que foram oferecidos à venda "pouco mais de 50% das ações preferenciais da Tele Norte Leste em circulação", incluindo ações preferenciais representadas por American Depositary Receipts (ADRs).

Como a oferta, entretanto, estava condicionada à compra de dois terços das ações, o leilão não foi realizado, como explicou a companhia, e as ações oferecidas permanecem com seus antigos donos.

Na opinião dos analistas da Brascan Corretora, em relatório divulgado à imprensa, o fracasso foi "negativo" uma vez que os analistas não visualizam, "em um horizonte de curto prazo, movimento de reestruturação que possa ser favorável a essa classe de ações", diz o relatório.

Para os analistas da Brascan, as ações preferenciais poderiam se beneficiar de uma possível fusão entre Oi e Brasil Telecom, mas eles não acreditam que essa fusão aconteça no curto prazo, já que depende de mudança na lei.

De posse das ações preferenciais das duas empresas do grupo - Tele Norte e Telemar Norte Leste - a Telemar Participações poderia buscar o Novo Mercado da Bovespa e, assim, pulverizar o capital da companhia em bolsa, em um nível de mais alta governança.

Esta foi a segunda tentativa de reestruturação do grupo Telemar, que gostaria de unificar sua estrutura e buscar mais liquidez aos papéis, mas ambas foram rejeitadas pelos acionistas minoritários.

Dessa forma, o controle da empresa permanece nas mãos de BNDESPar, GP Investimentos, Andrade Gutierrz e La Fonte Participações.

Computer World – 11/10/2007

Nextel faz acordo de US$80 mi com grupo VoIP

A Sprint Nextel fechou um acordo com a empresa de VoIP Vonage Holdings no valor de 80 milhões de dólares.

O acordo fez as ações da Vonage dispararem mais de 70 por cento nesta segunda-feira.

Nos termos do acordo, a Sprint também licenciará para a Vonage sua tecnologia, que ajuda a conectar chamadas entre redes de Internet e de telefonia tradicional.

O acordo foi alcançado depois que um júri de um tribunal federal norte-americano considerou em setembro que a Vonage infringiu patentes da Sprint e ordenou que a empresa pagasse 69,5 milhões de dólares em reparação de danos mais royalties futuros.

A Vonage afirmou que o acordo irá ajudar a companhia a se concentrar em seus negócios. "Isso nos permite deixar essa disputa de lado para continuarmos com foco em nossos negócios principais, removendo certas incertezas legais e ações de longo prazo no tribunal", disse a advogada-geral da Vonage, Sharon O'Leary.

A companhia tem sofrido uma série de revezes legais. Um tribunal de apelações dos EUA manteve no final do mês passado decisão de que a Vonage havia infringido duas patentes da Verizon Communications.

A Vonage foi pioneira na venda de serviços telefônicos baseados na Internet para usuários que procuram uma alternativa mais barata aos serviços regulares de telefonia. A empresa enfrenta atualmente uma competição crescente de outras operadoras de voz sobre IP (VoIP) e de TV a cabo. Analistas ainda levantam preocupações sobre perdas da empresa geradas por gastos pesados em marketing.

INFO Online – 08/10/2007

Telefónica diz que mantém ações na PT enquanto durar parceria na Vivo

O presidente da Telefónica, César Alierta, assegurou nesta quinta-feira (11/10) que a operadora espanhola vai continuar como acionista da Portugal Telecom enquanto durar a parceria entre as duas empresas na Vivo.

A Telefónica tem uma participação de 9,96% no capital da operadora portuguesa, com a qual divide o controle da Brasilcel, dona da Vivo. "Continuaremos sendo acionistas da Portugal Telecom enquanto formos parceiros na Vivo", afirmou o executivo em um encontro com investidores, em Londres.

Alierta frisou que a Vivo é o "ponto em comum" entre a Portugal Telecom e a Telefónica e destacou o bom desempenho da operadora no último ano, que considerou "muito positivo" para ambas as empresas.

Em comunicado enviado à entidade reguladora do mercado de capitais espanhol, CNMV, a Telefónica revela que definiu como prioridades para os próximos anos a remuneração dos acionistas, a redução da dívida e a realização de aquisições seletivas para potencializar o crescimento nos mercados atuais.

A empresa espanhola adiantou que os investimentos entre 2007 e 2010 não deverão superar os 33 bilhões de euros. Ela divulgou ainda seu objetivo de crescer entre 5% e 8% no período que vai se 2006 a 2010.

TI Inside – 11/10/2007

AMD licencia tecnologia de gráficos 3D à Qualcomm

Com o licenciamento da tecnologia de gráficos 3D à empresa de telecomunicações Qualcomm, o desenvolvimento de jogos para dispositivos móveis poderá conhecer novo impulso, englobando ainda a criação de conteúdos multimédia.

Sol– 11/10/2007

Telefônica investe R$ 2 bi do BNDES

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 2 bilhões para a Telefônica, investir em modernização e expansão das redes para a prestação de serviços de comunicação de voz, dados e vídeo.

Trata-se de um dos maiores financiamentos concedidos pelo BNDES e um dos três mais elevados aprovados para uma empresa de telecomunicações. Desde a privatização do setor de telefonia até o início deste mês, o BNDES já aprovou R$ 21,6 bilhões de financiamentos para o setor.

Os recursos do BNDES permitirão a aquisição de equipamentos produzidos no país, com destaque para aqueles desenvolvidos com tecnologia nacional.

Os investimentos prevêem o desenvolvimento de novos produtos, como TV por assinatura via satélite (DTH) e por internet (IPTV), além da rede ADSL, viabilizando a comunicação de dados em alta velocidade por linhas telefônicas.

O apoio do BNDES completará o programa de investimentos da companhia entre julho de 2006 e julho de 2009. Este financiamento é um dos três mais elevados concedidos à área de telecomunicações, ao lado da Brasil Telecom (R$ 2,1 bilhões) e Oi (R$ 2,4 bilhões).

O projeto inclui investimentos em redes de transportes (backbones), bem como em aumento de capacidade de interconexão da tele com as demais operadoras. O programa de investimentos da companhia prevê, ainda, melhoria da qualidade da operação para o cliente e de sistemas de gerenciamento de rede. (Redação

Gazeta Mercantil – 11/10/2007

Baixa renda terá acesso a banco por telefone celular

Bancos querem atrair pré-pagos que movimentarão conta por meio de mensagens curtas. O número de brasileiros que possuem celular no Brasil é três vezes maior do que os que têm acesso à internet. Há 36,9 milhões de pessoas que navegam na rede mundial, ou 19,4% da população, contra os 110 milhões de celulares registrados em agosto, o equivalente a três aparelhos para cada cinco brasileiros. Do total, 80% são habilitados em linhas pré-pagas.
Tanto a internet quanto os telefones móveis são alternativas aos bancos para ampliarem o acesso dos clientes às 73 milhões de contas ativas que existem hoje no País, além de estendê-las à parcela que ainda não possui. A diferença é que um meio tem um alcance muito maior que o outro.

No último ano, o crescimento no uso de internet banking no Brasil foi de 3,4%, para 27 milhões de cadastros, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que considera a variação muito baixa em comparação ao avanço na base de usuários domésticos da web, de 41% até agosto deste ano.
Dados como estes levaram a BSI do Brasil, empresa especializada em soluções para bancos, a buscar na África um serviço de mobile banking - operações bancárias realizadas pelo celular - para oferecer no País. Encontrou a sul africana Fundamo, desenvolvedora da solução que atua em vinte países da África e Oriente Médio, procurando uma oportunidade para desembarcar no Brasil.

Naquele país, comemorou-se neste ano um aumento de 121% no acesso à internet desde 2005, com 3,9 milhões de internautas. São apenas 8,4% da população. Já 74% dos sul-africanos, proporção maior que no Brasil, têm celular, sendo 95% pré-pagos. Em países desenvolvidos, como o Canadá, onde a penetração da internet é uma das maiores do mundo, os computadores conectados estão em 67% dos lares.

"A África e o Brasil são regiões muito similares. Nos países emergentes, há uma parcela muito grande de pessoas desbancarizadas. Muita gente não pode acessar a internet, mas muitos têm celular", conta a diretora de negócios da Fundamo, Rosemarie Wilken. Foi por isso que, há nove anos, a empresa desenvolveu um software pensado para os países em desenvolvimento, que permite operações bancárias pelo celular, como consulta de saldo ou transferências, via SMS. Os links ficam disponíveis no menu de opções do aparelho, independente da operadora, e o usuário recebe as informações selecionadas na forma de uma mensagem de texto.

Outras maneiras de mobile banking exigem o acesso à internet no aparelho, o que atinge um público mais restrito, de maior renda, bem como as operações feitas pelo computador.

"O SMS é um mecanismo fácil e barato, com o qual as pessoas já estão familiarizadas. Além disso, o uso do celular aumenta o alcance do banco e é mais econômico para o próprio banco", diz o presidente da BSI no Brasil, Karl Thieme. Conforme estima, o custo de uma transação efetuada no celular equivale a 10% do gasto com a mesma operação na agência.

"São mais de 100 milhões de celulares no Brasil para cerca de 50 milhões de correntistas. A intersecção entre ambos deve ser muito grande", avalia Thieme.

"Os bancos têm interesse em difundir isso. Não é uma questão de ‘se’ vão aderir, mas ‘quando’ o farão", continua o executivo, para quem o mobile banking se tornará procedimento comum no País em menos de três anos.

Gazeta Mercantil – 10/10/2007