15/09/2007

PIB de 5% exige 2º semestre forte

Com o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre ficou mais difícil para a economia brasileira fechar 2007 com um crescimento de 5%, como espera o governo. A taxa não é considerada impossível pelos analistas, mas vai exigir uma expansão mais acelerada na segunda metade do ano. Se não houver revisões do desempenho do PIB de janeiro a junho, a economia terá de avançar, na série com ajuste sazonal, cerca de 1,5% no terceiro e 1,5% no quarto trimestre, na comparação com os trimestres imediatamente anteriores, de acordo com cálculos de Alexandre Bassoli, economista-chefe do HSBC, e de Alexandre Schwartsman, economista-chefe para a América Latina do ABN AMRO. No primeiro trimestre, o PIB cresceu 0,9% e no segundo, 0,8%. O mercado esperava uma variação de 1,2% de abril a junho.

Para alguns analistas, o resultado do PIB um pouco abaixo do esperado abre espaço para que o Banco Central siga em sua trajetória de cortes graduais dos juros. Há quem acredite, porém, que a expansão forte da demanda, combinada à alta dos preços de alimentos, fará o BC interromper em breve a trajetória de queda da Selic.

Bassoli manteve a previsão de um crescimento de 5,1% neste ano. Para ele, o desempenho da agropecuária no primeiro semestre ficou muito abaixo do que sugerem os números sobre a produção agrícola neste ano. Bassoli acredita que ou haverá uma recuperação na segunda metade do ano ou o IBGE vai revisar os dados de janeiro a junho, período em que a agropecuária subiu apenas 1,4% em relação ao mesmo intervalo de 2006. As previsões, diz, apontam para um crescimento de 5% a 6% do setor em 2007. Bassoli ressalta que a demanda segue em alta firme. "Ficou mais difícil crescer 5% neste ano, mas é algo factível", diz, lembrando que, no terceiro trimestre de 2006, o PIB avançou 2,8%.

A economista Thaís Marzola Zara, da Rosenberg & Associados, elevou a sua projeção para a expansão do PIB em 2007, de 4,6% para 4,8%. Ela ressalta principalmente o bom desempenho da indústria, que teve alta de 7,2% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2006 - e do comércio, que registrou avanço de 8,1% de abril a junho. "E a agropecuária também tem potencial para se recuperar nos próximos trimestres."

Parte do resultado um pouco mais fraco do que se esperava no segundo semestre se deveu à questão dos estoques, como ressalta Schwartsman. A demanda agregada cresceu 6,3% de abril a junho, abaixo dos 5,4% registrados pelo PIB. A diferença se explica pela redução na velocidade de formação de estoques, que ficou 38% abaixo do mesmo período de 2006, segundo o ABN AMRO. Para Schwartsman, o mais provável é que o PIB cresça 4,5% em 2007.

O economista-chefe do Pátria Banco de Negócios, Luís Fernando Lopes, tem uma avaliação mais pessimista. Para ele, os números do PIB mostraram uma desaceleração da atividade econômica na ponta. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, com ajuste sazonal, a economia vem perdendo força, afirma Lopes.

No terceiro trimestre de 2006, houve alta de 2,8%, percentual que caiu para 1,1% no quarto, 0,9% no primeiro trimestre deste ano e 0,8% no segundo. Isso equivale a uma taxa anualizada de 3,24% . Nesse cenário, Lopes decidiu revisar sua projeção para este ano de 4,6% para 4,4%. Ele acredita que a indústria e o comércio podem se acomodar no segundo semestre, lembrando ainda que o cenário externo é um pouco menos positivo. Para Lopes, o Brasil ainda enfrenta restrições de oferta que impedem um crescimento de 5%.

O consultor de análise econômica do Itaú, Joel Bogdanski, não vê riscos inflacionários no crescimento do PIB. Com o investimento em expansão e uma inflação em 12 meses ainda bem abaixo do centro da meta, de 4,5%, ele acredita que há espaço para o BC promover dois cortes de 0,25 ponto percentual nas próximas duas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). O economista Francisco Pessoa, da LCA Consultores, que estima um PIB de 4,7% para 2007, não vê razão para a interrupção na trajetória de corte dos juros, nem acredita que o BC fará isso. "O PIB não teve um crescimento desprezível, mas não é um espetáculo." Pessoa diz que o consumo privado não constitui pressão de alta dos preços, avaliando que a inflação dos alimentos, inclusive, acaba por ter um efeito de retrair o consumo. "Não há pressão que justifique uma parada no corte dos juros."

Há quem acredite, porém, que o aquecimento da economia fará o BC ser mais cauteloso daqui para frente, embora os investimentos em alta garantam maior capacidade produtiva. "A atividade é um fator de risco para a inflação. O BC tende a ser cauteloso e deve cortar 0,25 ponto na próxima reunião e depois, interromper os cortes até o fim do primeiro semestre", prevê a economista Marcela Prada, da consultoria Tendências. Além da inflação dos alimentos preocupar, o quadro internacional é um fator de incerteza, diz ela.

Valor Online – 13/09/2007

Texas Instruments revisa projeções financeiras para terceiro trimestre

A Texas Instruments (TI), maior fabricante de chips para celulares, reviu suas perspectivas financeiras para o terceiro trimestre deste ano e agora aguarda receita total de US$ 3,56 bilhões a US$ 3,72 bilhões. Anteriormente, a projeção era obter US$ 3,49 bilhões a US$ 3,79 bilhões.

Com semicondutores, a receita deve ficar entre US$ 3,36 bilhões e US$ 3,50 bilhões frente aos US$ 3,29 bilhões e US$ 3,57 bilhões calculados antes.

A companhia estima que o lucro por ação com suas operações continuadas se situe entre US$ 0,49 e US$ 0,53. A faixa anterior era US$ 0,46 a US$ 0,52. A venda de uma linha de produtos semicondutores associada com equipamentos com tecnologia DSL impulsionou o ganho por ação em US$ 0,02.

As informações foram divulgadas ontem à noite pela própria Texas Instruments em nota em sua página eletrônica.

O Globo Online – 12/09/2007

Fracas perspectivas de resultados penalizam bolsas

Segundo um especialista a crise no mercado financeiro não terminou. Nós não sabemos até que a poeira assente quais os seus efeitos nos resultados e no crescimwento económico. O mercado está condicionada até essa altura".

Deste modo, em queda seguem as acções da tecnológica franco-italiana STMicroelectronics, a maior fabricante de semicondutores na Europa, que recuam 1,8% para os 12,33 euros, bem como as da alemã Infineon Technologies, a segunda maior da região, que perdem 2,4% para os 11,73 euros.

A Texas Instruments, a maior fabricante mundial de chips para telemóveis, alterou a sua estimativa de vendas para o terceiro trimestre, que deverão se situar entre 3,56 e 3,72 mil milhões de dólares, contra uma variação entre os 3,49 e os 3,79 mil milhões de dólares previstos inicialmente.

No vermelho estão também os títulos da companhia aérea alemã Deutsche Lufthansa, que caem 2,8% para os 19,99 euros, e os do grupo francês France-KLM Group, que tombam 3,1% para os 26,88 euros, depois do Morgan Stanley ter revisto em baixa as suas recomendações para as duas maiores empresas de aviação europeias, justificando que as suas margens de lucro irão diminuir.

Por outro lado, a evitar maiores perdas encontram-se os papéis do grupo tabaqueiro irlandês C&C Group, que ganham 4,3% para os 6,24 euros, devido aos rumores de que a SABMiller está interessada na compra desta empresa.

O mesmo acontece com a francesa Clarins, cujos títulos disparam 4,6% para os 57,95 euros, na sequência das especulações de que a L'Oreal, a maior empresa de cosméticos do mundo, está a ponderar o lançamento de uma oferta sobre a sua rival.

Assim, às 12h36, o Mib-30 de Milão recua 0,24% para os 38 760,00 pontos e o DAX Xetra de Frankfurt desvaloriza 0,34% para os 7432,28 pontos, enquanto que o Ibex-35 de Madrid desce 0,45% para os 13 903,00 pontos e o FTSE-100 de Londres perde 0,54% para os 6246,90 pontos. Em contra ciclo segue o CAC-40 de Paris que avança 0,11% para os 5485,11 pontos.

Diário Econômico – 12/09/2007

Mercado Eletrônico cresce com aquisição da Synex

O Mercado Eletrônico, uma das principais companhias de negócios eletrônicos entre empresas da América Latina, anuncia a aquisição da provedora de serviços e sistemas de colaboração Synex Technologies. As duas companhias somam R$ 36 bilhões em volume de negócios transacionados por seus serviços, sendo R$ 30 bilhões da Mercado Eletrônico e R$ 6 bilhões da Synex.

O valor da aquisição não foi revelado pelas empresas. Fundada e controlada por José Luiz Fleury, a Synex é a segunda aquisição do Mercado Eletrônico, que em 2002 comprou um portal de comércio eletrônico especializado no segmento de construção civil. "O mercado está propenso à consolidação e nós estamos atentos a novas oportunidades", diz o presidente do Mercado Eletrônico, Eduardo Nader, sem revelar detalhes sobre outras aquisições.

As compras eletrônicas interempresariais (B2B) estão em expansão no Brasil. Segundo estimativas da Associação Brasileira de E-Business (E-Business Brasil), divulgadas no início deste ano, as empresas movimentaram R$ 314 bilhões em compras eletrônicas no ano passado, crescimento de 38% em relação a 2005. Para 2007, a expectativa é de um volume de R$ 415 bilhões. As transações passam por portais setoriais, os chamados marketplaces, portais individuais de compradores e portais de perfil independente, como o Mercado Eletrônico e a Mercador, comprada em 2003 pela Telefônica.

IT Web – 11/09/2007

Setor de chips pode sofrer com instabilidade econômica nos EUA

Há um consenso entre os analistas de que os gastos corporativos ou de usuários finais com produtos de tecnologia serão atingidos com a instabilidade econômica nos Estados Unidos, mas – de acordo Peter Sutton, analista da CLSA – ninguém sabe quão grande será esse impacto no setor.

Ainda que a demanda por tecnologia continue forte nos outros países, especialmente para computadores e telefones celulares, defende, ela pode diminuir se os Estados Unidos entrarem em crise, especialmente por diversos países subdesenvolvidos dependem das exportações dos EUA para gerar receita. Sutton acrescenta que, até o final do ano, será possível ter uma idéia correta do tamanho do mercado.

As boas notícias para tecnologia começaram a ser divulgadas na Ásia quando o maior fabricante de chips por contrato, a Taiwan Semiconductor Manufacturing, reportou um recorde em agosto e revisando positivamente suas previsões financeiras para o terceiro trimestre. Considerada o fiel da balança na indústria de tecnologia, a companhia teve alta de 10% em suas vendas em agosto, atingindo 907 milhões de dólares, batendo o recorde anterior que tinha sido estabelecido em julho passado.

Já a MediaTek, empresa de Taiwan de design de chips, seguiu o ritmo da TSMC e anunciou acordo para compra da linha de chips de telecomunicações da norte-americana Analog Devices por 350 milhões de dólares em dinheiro. Mesmo com o acordo não sendo gigantesco, ele mostra como a MediaTek pretende impulsionar a sua estratégia no setor de chips para telefonia móvel. Entre as linhas, a companhia comprou um chipset usado no TD-SCDMA (Time Division-Synchronous Code Division Multiple Access), padrão de telefonia 3G que está sendo buscado na China.

Computer World – 11/09/2007

O que a China tem que o Brasil não tem? A Intel e o governo sabem

Enquanto o Brasil comemorava o feriado da independência, a Intel, começou a construção da sua primeira fábrica de chips na China, neste final de semana. O investimento inicial é de US$ 2,5 bilhões.

A nova fábrica - que o Brasil tanto desejou e que o chairman da Intel, Craig Barret, sempre deixou claro que não viria para cá - inicia as atividades em 2010 e produzirá placas integradas para notebooks e telefones celulares.

A unidade vai gerar mais de 1700 postos de trabalhos. Aqui no Brasil, a presença chinesa no setor de TI e Telecom preocupa e reduz nível de produção. Em Manaus, por exemplo, a produção de celulares caiu 44% no primeiro semestre.

O anúncio da fábrica da Intel na China aconteceu em março. O governo chinês concedeu incentivos sem igual à Intel para conseguir a unidade, entre eles, o local para a construção da unidade, recursos e infra-estrutura de ponta. Esta é a terceira fábrica da Intel no País, mas é a primeira de semicondutores.

As outras duas unidades são voltadas para integração e operações de testes. Mas, essas ações - que aqui no Brasil, a Intel também não viabilizou - são responsáveis por mais de seis mil postos de trabalho. A unidade, ainda de acordo com informações de agências internacionais, terá capacidade para produzir mensalmente 52 mil chips, que, com 90 nanômetros de tamanho (um nanômetro equivale a um bilionésimo de metro), serão alguns dos mais avançados fabricados na China.

O início da construção da fábrica de chips da Intel na Ásia contou com a presença do chairman Craig Barret. Ele chegou a afirmar, de acordo com agências internacionais, que a nova unidade " não vai prejudicar o meio ambiente e vai promover a indústria de semicondutores na China".

Todas as vezes em que esteve no Brasil - como principal executivo da Intel e como chaiman - Barret sempre deixou claro que o País tinha "perdido a sua onda" na área. Barret nunca considerou a hipótese de a Intel vir a ter uma unidade de semicondutores no Brasil. A argumentação era sempre a mesma: Não havia investimentos nem demanda para um aporte de recursos de tal porte.

Erros e mais erros

As ações do governo brasileiro sempre foram desastrosas. Ainda no Governo Fernando Henrique Cardoso, a empresa prospectou instalar uma fábrica no Brasil ou na Costa Rica. A preferência era pelo mercado brasileiro.

Mas depois de várias investidas, simplesmente, o governo brasileiro ignorou o pedido. Não ofereceu nenhum incentivo à atração do investimento, apesar de ter mecanismos disponíveis para isso. O resultado final foi: A Intel montou uma fábrica na Costa Rica.

No início do Governo Lula, em março de 2003, foram lançadas as diretrizes de Política Industrial e Tecnológica (PITICE), e os semicondutores estavam entre os quatro pilares da iniciativa. Porém, mesmo sendo um programa prioritário, nenhuma ação efetiva foi adotada nessa direção.

Consultorias internacionais como o Gartner, por exemplo, avaliaram que o "pacote" desenhado pelo Brasil não atendia aos interesses da indústria. Incentivos fiscais, afirmaram vários especialistas, não são a base para a atração dessas empresas. Infra-estrutura, desoneração de mão-de-obra e logística fazem a diferença. A China, por exemplo, doou o local da nova fábrica da Intel, assim como, facilitou uma série de ações ligadas à burocracia.

Em junho de 2006, o presidente Lula até fez um "mea culpa". Admitiu que o Brasil errou "ao não enxergar o chip como um componente imprescindível' em produtos de ponta. Tanto que na década de 90, o País possuia uma indústria de componentes que foi "dizimada". Ele foi além: Admitiu que boa parte foi transferida, exatamente, para a Ásia.

Hoje, poucas dessas unidades sobrevivem ainda no País.Lula apostou suas fichas na implantação do Sistema Brasileiro de TV Digital para recuperar o tempo perdido, mas o fato é que, até o momento, nenhuma indústria formalizou investimentos de peso no Brasil, e uma fábrica desse porte leva, no mínimo, dois anos para entrar em operação. A proposta japonesa para esse segmento, negociada com o Brasil em troca da escolha do seu padrão, ainda não passa de uma miragem.

Efeito imediato

O impacto da China na balança comercial do setor de TI e Telecom é preocupante. Neste trimestre, o Brasil registrou pela primeira vez na sua história 'déficit' comercial nas vendas de produtos fabricados localmente. Nunca se importou tanto componente para a 'montagem' de computadores no Brasil.

Na parte de celulares, no entanto, a situação é ainda mais grave. Agora, em função da desafasagem tecnológica e da 'valorização' do Real frente ao dólar, é mais barato trazer produtos acabados.

O efeito peverso dessa política será sentido num médio e longo prazo. Isso porque a indústria que sobreviveu a tantas dificuldades, não terá mais a quem servir. O efeito virá em cascata. Fábricas fechadas, por mais que sejam de montagem, significam Centros de Pesquisas sem recursos e indústrias como a de gabinetes e outras, também em colapso.

Não à toa a produção do Pólo Industrial de Manaus, no primeiro semestre, conforme dados oficiais da Suframa, registrou uma queda de 44%. Fábricas estão fechando. Empregos estão ameaçados. Apoio à inovação também.

E a situação tende a se agravar com a possibilidade de componentes entrarem na lista de importações do Paraguai. A própria Intel já admitiu que a MP 380, que estebelece um regime aduaneiro especial para as importações paraguaias, poderá atrair seus componentes pela fronteira do Brasil. Curiosamente a própria empresa está ciente de que poderá sofrer concorrência com o seu produto oriundo da China.

O fato é: O Brasil permanece sem Política Industrial e não há prioridade para TI e Telecom, setores que nos últimos anos, têm assumido papel de destaque para a valorização do País no mundo.

O Brasil está prestes a realizar uma das maiores licitações para a aquisição de computadores destinados à inclusão digital. Já é oficial que não haverá a exigência da produção local, mas tão somente da assistência técnica. Serão 1,5 milhão de notebooks educacionais. A licitação é orçada em R$ 150 milhões. Grandes fabricantes estão atentas e dispostas a participar desse processo. Não será a vez de o País fazer valer o seu interesse?

Convergência Digital – 10/09/2007

AUTOMOTIVO

Fabricantes de autopeças de SC estimam crescer 20%

Boa parte das fabricantes de autopeças de Santa Catarina está ampliando a produção e reforçando o número de funcionários. Tuper, Jofund-Fremax, Wetzel e Schulz, todas do pólo metal-mecânico do norte catarinense, vivem boa fase por conta do aumento da demanda das montadoras. De acordo com o diretor do Sindipeças-SC, Hugo Ferreira, é o melhor momento das últimas décadas vivido pelo setor no Estado. Em média, o crescimento esperado é de 20% no faturamento deste ano em relação ao ano passado e de 15% no volume de contratações.

"A maior parte das empresas espera crescimento de 20%, mas há casos de 30% de expansão por conta principalmente da forte demanda doméstica. Algumas companhias estão experimentando até mesmo uma elevação das exportações, apesar da tragédia que é o câmbio hoje", afirma Ferreira. Ele acrescenta que as empresas que estão incrementando as exportações estão contrabalançando os efeitos do câmbio desfavorável por meio de importações de insumos e com enxugamento de custos, adotando uma gestão mais eficiente.

Com os novos investimentos, as autopeças de Santa Catarina, cerca de 150 empresas, sendo a maior parte de pequenas e médias, tentam acompanhar o ritmo do setor, que prevê crescimento de 10% na produção total de veículos neste ano em comparação com 2006, para um total de 2,87 milhões, segundo as estimativas mais recentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Fabricante dos escapamentos Sicap, a Tuper, de São Bento do Sul, expandiu a produção no ano passado e já com 800 funcionários pretende contratar mais 150 pessoas até o fim do ano. Outras 100 pessoas estão previstas para 2008. Na Schulz, que fabrica peças de segurança para caminhões, tratores e máquinas agrícolas, 200 foram contratadas neste ano e outras 200 devem ser incluídas no quadro a partir do quarto trimestre. Na Jofund-Fremax, fabricante de discos de freio, foram contratadas 80 pessoas nos últimos quatro meses, e na metalúrgica Wetzel, fabricante de peças para sistemas de freio, motor, direção e injeção eletrônica, segundo o sindicato, há 50 vagas em aberto, depois de inaugurar em agosto as novas instalações da sua divisão de alumínio.

De acordo com Frank Bollmann, presidente da Tuper, fez diferença para os negócios neste ano a entrada em operação da nova divisão, voltada a tubos especiais, em 2006. Segundo ele, ela facilitou a conquista de novos clientes, em especial, grandes montadoras. Antes, a empresa atendia mais os sistemistas, como são chamados um grupo de fornecedores que montam sistemas de veículos. Com os tubos especiais, a empresa conseguiu fugir dos produtos "commodities" e passou a fabricar peças de precisão para áreas como suspensão e bancos de veículos. A boa fase deve elevar o faturamento em 55%, chegando a R$ 500 milhões neste ano.

Já o presidente da Jofund-Fremax, Carlos Birckholz, diz que a conjuntura favorável do setor automotivo permitiu que a empresa recuperasse a mão-de-obra que perdeu com a saída da sua principal cliente, a TRW, em março de 2006. O quadro era de 420 pessoas, com a empresa tendo que reduzir para 260 no ano passado, enfrentando um período difícil. Hoje, contudo, mostra uma melhor forma: já está com 330 funcionários, e conseguiu outros clientes, em especial, no mercado externo. Segundo Birckholz, a empresa reestruturou-se para uma produção mais enxuta e se preparou para conseguir rentabilidade nas vendas externas mesmo com um dólar baixo, a R$ 1,80. Ele diz que atualmente puxam as vendas da empresa os Estados Unidos, Argentina e Europa, além do mercado nacional, que representa 30% da sua produção. "Chegamos a ficar só com dois turnos, mas agora já estamos retomando o terceiro turno", diz.

Na Schulz, sediada em Joinville, o movimento de expansão para atender a demanda maior, principalmente de caminhões, não é diferente. A expansão do parque fabril, que consome investimentos de R$ 45,6 milhões para aumento da capacidade em 40%, está preparando a empresa para uma demanda mais aquecida em 2008. De acordo com o presidente, Ovandi Rosenstock, já existe, no entanto, previsão de outros investimentos em aumento de mais 40% na capacidade para o próximo triênio, de 2008 até 2010, para fazer frente a um novo aumento da demanda dos seus clientes.

O presidente do sindicato dos metalúrgicos de Joinville, Genivaldo Ferreira, pondera que a boa fase do setor não se reflete proporcionalmente no aumento do piso da categoria (na última renegociação, em abril, o aumento real foi de 0,8%). O piso está fixado em R$ 595,00.

Em geral, as autopeças catarinenses se dizem preocupadas com o movimento cada vez mais forte de fabricantes chineses no setor, mas Ferreira, do Sindipeças, acredita que há ainda muito espaço para os fabricantes nacionais. Afirma que algumas montadoras preferem pagar um pouco a mais pela peça produzida no Brasil do que passar pela "agrura das importações". O executivo refere-se à distância com os fabricantes chineses e à dificuldade de infra-estrutura, relacionada aos próprios portos brasileiros. Também fez questão de lembrar o recente caso de recall da Mattel, que embora seja de outro setor (brinquedos), contribuiu para um certo receio de outras indústrias no uso de produtos chineses.

Para Brickholz, da Jofund-Fremax, os já conhecidos comentários de que "a China tem produto a preços competitivos, mas não compete na qualidade" ainda são válidos. Ele ressalta que sua maior preocupação hoje, contudo, não é o avanço da China, mas a informalidade de alguns fabricantes brasileiros, que estão conseguindo o mesmo nível de preço do chinês.

Valor Online – 13/09/2007

BNDES aprova o maior financiamento deste ano ao setor automotivo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quarta-feira, dia 12, a aprovação de um financiamento de R$ 600,5 milhões para o aprimoramento de processos industriais e tecnológicos e o desenvolvimento de novos produtos da Fiat Automóveis.

Este é o maior empréstimo concedido pelo banco ao setor automotivo em 2007, disse o chefe do departamento Industrial do BNDES, Haroldo Prattes.

O empréstimo corresponde a 50% do investimento total da empresa no projeto.

Segundo Prattes, o segmento automotivo é considerado prioritário pela administração do banco porque tem um efeito em cadeia na economia.

- Você puxa o setor siderúrgico, a indústria de auto-peças, a indústria de pneumáticos, a indústria petroquímica. Qualquer coisa que tem de positivo nesse setor, que atravessa uma grande momento positivo agora, você tem um reflexo em outros setores da economia, gerando grandes benefícios indiretos - comentou. Outros projetos relativos a área estão sendo analisados pelos técnicos do BNDES. No ano passado, os desembolsos para o setor automotivo totalizaram R$ 4,8 bilhões, dos quais R$ 645 milhões se destinaram a autopeças e o restante para as montadoras. A expectativa da instituição é ampliar as liberações este ano.

O grupo Fiat é líder no mercado brasileiro de automóveis, onde detém 26% do total. A companhia responde pela geração e manutenção de 31,3 mil empregos nas 15 unidades industriais que possui no Brasil, nos estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo.

A unidade de Betim (MG) possui o único centro de desenvolvimento de veículos do grupo fora da Itália. Segundo o BNDES, o Brasil responde por 15% do faturamento da companhia Fiat em todo o mundo.

O aporte financeiro inclui o financiamento de R$ 800 mil para o projeto social da Fiat denominado Árvore da Vida, que prevê a inclusão social de jovens em situação de risco em Betim. Desde 2005, a ação tem apoio financeiro do banco.

JB Online – 12/09/2007

Brasil volta a ser prioridade para as montadoras

Aos olhos de executivos das montadoras, o Brasil voltou a fazer parte dos mercados prioritários para investimentos. "O mercado automotivo está crescendo e nós estamos fazendo mais investimentos no Brasil", disse o presidente mundial da GM, Rick Wagoner.

Luca de Meo, principal executivo da Fiat Automóveis na Itália, também elogiou o desempenho do mercado brasileiro e reconheceu que a Fiat opera no País no limite de sua capacidade, "um bom problema que todo CEO gostaria de ter". "O Brasil é muito atraente, mas a China e a Índia são mais competitivos", disse o presidente mundial da Volks, Martin Winterkorn.

Estado de São Paulo – 12/09/2007

Rádio Digital: sistema europeu não está descartado

Palavra de Ara Minassian, superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel, durante a 1ª Sessão Legislativa Ordinária da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados nesta legislatura, que debateu o assunto.

Segundo ele, apesar da preferência dos grande radiodifusores pelo sistema americano de rádio digital In Band On Channel (Iboc), a adoção do sistema europeu DRM não está descartada.

Testado em diversos países, em ondas médias (AM) e ondas tropicais (OT), o padrão DRM, também está sendo testado pelas dez emissoras de rádio FM e oito AM, além da Universidade de Brasília (UnB), que analisam o sistema americano. A escolha só será feita após a análise dos relatórios que essas emissoras enviarão para a Anatel, considerando o desempenho, a robustez quanto a perturbações por ruídos radioelétricos e as interferências de outras transmissões, analógicas e digitais, além da extensão da área de cobertura, da qualidade do áudio, e da compatibilidade do sinal digital com o sistema analógico.

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) também ainda não tem posição definida.

E a discussão está apenas começando...

O tema Rádio Digital tem tudo para ser um dos mais polêmicos da Conferência Nacional Preparatória de Comunicações, prevista para acontecer semana que vem, dias 17 e 18 de setembro, no auditório Nereu Ramos da Câmara.

Uma das discussões mais relevantes é a que definirá se, a exemplo do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), o Brasil poderá ter uma tecnologia nacional para rádios digitais.

Os defensores dessa linha alegam que o a escolha pelo padrão americana Iboc poderá deixar as rádios comunitárias, educativas e outras pequenas emissoras fora do processo de digitalização, em virtude do alto custo do sistema.Defensor do sistema norte-americano, o representante da Rádio Bandeirantes no debate realizado hoje, Flávio Lara Resende, prevê que até 2008, o país invista US$100 milhões (R$ 192,6 milhões) na radiodifusão digital, tomando como base os custos dos equipamentos emissores

Convergência Digital – 11/09/2007

CONSUMER

Positivo amplia liderança no Brasil e vira 15ª maior fabricante mundial de PCs

A Positivo Informática conseguiu ampliar significativamente sua participação no mercado brasileiro de computadores e completou 11 trimestres seguidos no topo do ranking do setor. Segundo números da consultoria IDC, a fatia de mercado da empresa cresceu de 12,7% para 17,7% entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano. O percentual de 17,7% é bastante significativo e praticamente eqüivale à soma do mercado de suas três principais concorrentes. No mundo, a empresa saltou de 18ª maior fabricante de computadores para 15ª. A Positivo também completou três anos de forte crescimento. Em 2004, detinha apenas 2,5% do mercado.

Ao conseguir incentivos fiscais do governo para sua fábrica no Paraná e firmar parcerias com grandes redes de varejo, a Positivo criou as condições necessárias para se aproveitar como nenhuma outra empresa do setor do aumento do consumo de PCs gerado pela queda do dólar e pela popularização da internet. Além disso, com uma rede de assistência técnica distribuída por diversas cidades do Brasil, a Positivo tem vencido as principais licitações do governo federal para a instalação de máquinas em escolas e telecentros.

Segundo o IDC, as vendas de computadores no mercado oficial - exclui máquinas piratas, contrabandeadas ou montadas por empresas que não pagam impostos – entre o segundo trimestre de 2006 e o de 2007. Já as vendas da Positivo tiveram um avanço de 91,6% no período. A alta na segmento de notebooks também foi significativo e alcançou impressionantes 738,4%. De quinta colocada nessa área no início de 2006, a empresa saltou para a segunda posição entre abril e junho, com a venda de 58.765 unidades.

O mercado aprovou o balanço de vendas da Positivo. Às 11h54, as ações ordinárias da empresa subiam 3,12%, para 46,30 reais. Em dezembro do ano passado, os papéis estrearam na Bovespa valendo 23,50 reais – ou cerca da metade do preço atual.

Portal Exame – 11/09/2007

Sony revela novos gravadores Blu-ray no Japão

A Sony lançará quatro modelos de gravadores de DVD de alta definição padrão Blu-ray em novembro, no Japão, à medida que esquenta a batalha de formatos contra a aliança que promove o HD DVD, informou a companhia nesta quarta-feira.
A Sony, com apoio da Matsushita Electric Industrial, fabricante da marca Panasonic, promove a tecnologia Blu-ray, que concorre com o formato HD DVD, apoiado pela Toshiba e pela Microsoft.

Os novos modelos são capazes de armazenar até 16 horas de programas de alta definição em um disco Blu-ray de dupla camada, algo equivalente a 50 gigabytes. Os modelos anteriores da Sony, lançados no ano passado, não eram capazes de gravar discos de camada dupla, e manterão a capacidade de gravar DVDs comuns. Os players chegarão ao mercado em 8 de novembro.

A mais sofisticada das quatro máquinas, que virá equipada com disco rígido de 500 gigabytes, deve ser vendida por cerca de 200 mil ienes (US$ 1.752), mais ou menos o mesmo preço que o principal gravador de HD DVD da Toshiba.

- Com a rápida difusão da TV de alta definição e a chegada de mais câmeras de vídeo e digitais com capacidades de alta definição, é a hora de levarmos os gravadores domésticos a uma nova geração - disse Katsumi Ihara, vice-presidente da Sony, em entrevista coletiva. - Pretendemos tornar todos os nossos gravadores de vídeo à venda no mercado interno compatíveis com o padrão Blu-ray - afirmou.

Fora de seu mercado de origem, a Sony está estudando oferecer gravadores Blu-ray na Europa, mas o momento de lançamento ainda não foi definido.

A rede de locadoras de vídeo Blockbuster, a maior fornecedora de entretenimento doméstico em vídeo nos Estados Unidos, declarou seu apoio ao padrão Blu-ray, em junho. Mas a Paramount Pictures, unidade da Viacom, e a DreamWorks Animation SKG assinaram acordos exclusivos no mês passado para distribuir sua próxima geração de discos no formato HD DVD, padrão defendido pela Toshiba, por pelo menos 18 meses. A decisão reequilibrou uma disputa na qual o Blu-ray parecia estar ganhando vantagem.

O Globo Online – 12/09/2007

Tectoy tenta se recuperar com TV digital

A Tectoy, empresa que teve sucesso no mercado de videogames no começo da década passada, tenta se recuperar. Os números da companhia que lançou o Master System e o Mega Drive não têm sido dos melhores. No primeiro semestre, o grupo teve receita de R$ 13 milhões e um prejuízo de R$ 3,1 milhões.

O patrimônio líquido ficou negativo em R$ 6,9 milhões. Atualmente, a Tectoy está no meio de um processo de migração para o Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo."Existem pessoas que questionam o motivo", disse o presidente da Tectoy, Fernando Fischer, ex-Philco e ex-Gradiente. "Por que somente empresas lucrativas poderiam ser transparentes?"

A entrada de Fischer no comando da empresa, em julho, faz parte do esforço da Tectoy para arrumar a casa. Antes disso, a empresa fez dois aumentos de capital: levantou R$ 27,1 milhões em abril e, em julho, mais R$ 21,5 milhões.Para revitalizar a marca, a Tectoy mudou discretamente o nome (antes era 'Tec Toy'), criou uma nova identidade visual e anunciou o lançamento de dois produtos.

Um deles é um receptor de TV aberta digital para ser ligado ao computador, chamado MobTV. O outro é um brinquedo inteligente, em forma de coelho, que se conecta à internet por rede local sem fio. As informações são do jornal

Portal Exame – 12/09/2007

Fabricante da Panasonic quer investir US$352 milhões no Bric

A Matsushita Electric Industrial, fabricante dos produtos Panasonic, quer investir 40 bilhões de ienes ou US$ 352 milhões até março de 2010 visando o fortalecimento e promoção da marca nos mercados do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) e Vietnã. A operação nesses países emergentes é importante para a Matsushita, já que a mesma planeja alcançar faturamento anual de 10 trilhões de ienes no ano fiscal que se começará em abril de 2009. No período encerrado em março deste ano, a empresa arrecadou em vendas, 9,1 trilhões de ienes.
O diretor administrativo da Matsushita, Hitoshi Otsuki, afirmou que a quantidade do investimento pode aumentar, mas não deve ser menor que isso. Grande parte do investimento será destinado à Rússia, onde a empresa está montando sua própria rede de vendas.

As ações da Panasonic, da Sony e da Samsung no mercado de televisores de tela plana avaliado em US$ 82 bilhões fecharam em queda de 0,2%. O índice que mede as ações das empresas de eletrônicos na bolsa de Tóquio encerrou estável.

Monitor Mercantil Digital – 11/09/2007

Telas de LCD poderão ficar obsoletas graças a técnica de nanopantografia

As telas planas de cristal líquido, ou LCD, ainda são novidade no mercado e objeto de desejo da grande maioria da população, seja para um novo monitor de computador, seja para uma nova TV. Mas acaba de surgir uma nova tecnologia que promete deixá-las obsoletas em pouco tempo.

FED - "Field Emission Display"

Cientistas da Universidade de Houston, Estados Unidos, desenvolveram uma técnica que permite a fabricação de dispositivos nanotecnológicos em massa. O novo método de nanofabricação poderá permitir que a indústria substitua os LCD pelos bem mais eficientes monitores de efeito de campo ou FED ("Field Emission Display").

As telas FED utilizam uma grande estrutura de nanotubos de carbono - os mais eficientes emissores de luz que se conhece - para criar uma imagem de resolução bastante superior aos LCD. O problema é que até agora não existia um processo industrial que permitisse sua fabricação em massa.

Nanopantografia

Chamada de nanopantografia, a nova técnica utiliza a fotolitografia padrão para remover seletivamente partes de um finíssimo filme, criando conjunto de micro- lentes capazes de focalizar íons sobre um substrato qualquer, como uma pastilha de silício, na qual são construídos todos os circuitos integrados e microprocessadores.

"Essas lentes agem como elementos focalizadores," explica o pesquisador Vincent Donnelly. "Elas focalizam os feixes para fabricar um furo 100 vezes menor do que o tamanho da lente." Quando a pastilha de silício que está recebendo os feixes de íons é girada, o padrão desejado é replicado simultaneamente em bilhões de pequenos furos, com uma densidade altíssima. O único limite é a dimensão do próprio feixe de íons.

Resolução de 1 nanômetro

Isso significa que os elementos básicos que formam o circuito eletrônico - as chamadas nanoestruturas - podem ser gravadas simultaneamente sobre toda a pastilha de silício em locais predeterminados. E com uma resolução imbatível - técnicas de litografia padrão, capazes de criar lentes de 100 nanômetros de diâmetro, poderão ser utilizadas para a fabricação de nanoestruturas de apenas 1 nanômetro de espessura.

Inovação Tecnológica – 12/09/2007

Por que a Apple não está nem aí para o mercado brasileiro?

Por que a Apple vem ignorando o assédio das operadoras brasileiras, ansiosas para vender o iPhone no país? Assim que foi lançado, o iPhone, o telefone celular da Apple, entrou para uma categoria especial de produtos - a dos campeões de vendas em seu primeiro dia de mercado. Com 146 000 unidades vorazmente disputadas pelos americanos entre os dias 29 e 30 de junho, o aparelho só fica atrás do iPod Video (também da Apple), que vendeu 200 000 aparelhos em sua estréia, em setembro de 2006. Naquele dia, milhares de fanáticos por tecnologia se aglomeraram nas portas das lojas da Apple nos Estados Unidos numa histeria coletiva para comprar o híbrido de celular, computador e MP3 player, que custa em média 500 dólares. No Brasil, não existe a menor chance de acontecer um frenesi como o que foi visto nas grandes cidades americanas - pelo menos no que depender da Apple.

A empresa não tem pressa nem interesse em lançar o iPhone no mercado brasileiro, o que deve acontecer apenas em 2009. As três maiores empresas brasileiras de telefonia celular do país - a TIM, a Vivo e a Claro - tentam fazer com que a empresa de Steve Jobs reveja esse prazo. Até agora, a manobra mostrou-se infrutífera. "Eles estão desprezando um mercado potencial de 500 000 unidades por ano", afirma o executivo de uma das operadoras, que pediu para o nome ser mantido em sigilo para não prejudicar as negociações.

A pressa das operadoras de telefonia móvel para trazer o iPhone ao Brasil se explica por dois motivos. Primeiro, há, no lançamento do produto, uma oportunidade de construir ou reforçar uma imagem de inovação. Todas as operadoras querem ser a primeira empresa a vender o iPhone no país. "Quem conseguir isso ganha de imediato uma imagem de sofisticação, de ter largado na frente ao vender um produto revolucionário", afirma Dan Kirk, especialista em telecomunicações da consultoria Value Partners, em Londres. O segundo motivo está ligado ao modelo de negócios das operadoras, cuja receita com ligações convencionais vem caindo rapidamente nos últimos anos. Estima-se que um usuário de iPhone gaste até 40% mais do que um usuário de celular comum. Isso porque o produto vem acompanhado de um pacote de serviços que inclui compra de músicas, vídeos e uma conta de e-mail. Na operadora americana AT&T, que detém com exclusividade os direitos de exploração dos serviços para o iPhone, a receita com internet e downloads aumentou 67% desde o lançamento do aparelho, acréscimo de aproximadamente 1,7 bilhão de dólares ao caixa.

A operação para trazer o iPhone ao Brasil é crucial para as empresas de telefonia celular e tem envolvido diretamente a matriz das operadoras. Tanto a Telefónica na Espanha quanto a Telecom Italia incluíram em seu pacote de negociação na Europa um acordo para a América Latina - onde o Brasil é, disparado, o maior mercado. O mexicano Carlos Slim, dono da Claro, envolveu-se nas transações e teria se encontrado pessoalmente com Steve Jobs para tentar um acordo de exclusividade que incluísse o Brasil. Não houve, porém, segundo pessoas próximas à negociação, nenhum progresso. Não é segredo que a Apple vê o mercado brasileiro como marginal para seus produtos - seja ele de computadores, de MP3 players ou de celulares. No caso específico do iPhone, a empresa optou por negociar a venda dos aparelhos país a país e não globalmente, como fazem concorrentes como Nokia, Motorola, Samsung e Sony Ericsson. A estratégia acabou deixando o Brasil no final de uma enorme fila, atrás de Estados Unidos, Europa, Japão, China, Coréia e até mesmo do México. A decisão é priorizar mercados em que a empresa tem melhor desempenho.

Historicamente, o Brasil nunca foi relevante para a Apple. Apesar do apelo da marca e de seus fiéis admiradores, a participação da companhia no mercado de computadores é inferior a 1% - número que se mantém praticamente inalterado nos últimos cinco anos. A pesada carga tributária sobre importados corrói a competitividade de seus produtos. Os computadores da Apple chegam a custar no Brasil três vezes mais do que no exterior. "Sem uma fábrica brasileira, não há como competir em preços", diz um executivo de uma concorrente. A estrutura da operação no país reflete esse desinteresse da Apple. Até julho deste ano, a filial brasileira nem sequer tinha um presidente - o cargo passou cinco anos vago depois que seu último ocupante saiu, em 2002. O executivo Alexandre Szapiro acaba de assumir o posto com a missão de melhorar os resultados. "O problema é que a Apple tem tratado o mercado de celulares da mesma forma que o de computadores", diz Ricardo Araújo, analista de tecnologia da Itaú Corretora.

Por enquanto, os applemaníacos brasileiros que não querem esperar pelo andamento das negociações - e muito menos pelo lançamento oficial - acabam se valendo dos mesmos recursos utilizados pelos fanáticos de outros países. Um deles é comprar o aparelho nos Estados Unidos e habilitá-lo pela operadora AT&T. Em decorrência do acordo de exclusividade entre a Apple e a empresa americana de telefonia, o iPhone sai da fábrica com um bloqueio no software que impede a utilização por meio de outras operadoras. Para usar o iPhone no Brasil, o cliente paga uma tarifa de roaming internacional de 2,50 reais por minuto, o dobro da média nacional. Outro recurso é o desbloqueio do aparelho feito por hackers e especialistas em produtos tecnológicos - uma operação evidentemente clandestina (veja quadro). O serviço custa em média 800 reais e permite que clientes das redes de GSM das operadoras TIM, Vivo e Claro usem o aparelho sem mudar de número. O maior risco da gambiarra é ter o aparelho destroçado durante a intervenção por um hacker pouco habilidoso. "O fanatismo em torno da Apple não conhece fronteiras nem limites", afirma um distribuidor local da marca. "Já estamos importando alguns iPhones, e os pedidos não param de chegar." Calcula-se que pelo menos 2 000 brasileiros já usem o iPhone, seja por meio do roaming da AT&T, seja por aparelhos desbloqueados. Tudo à revelia de um aparentemente desinteressado Steve Jobs.

Um problema para a Apple

Os principais métodos desenvolvidos para que o iPhone funcione com qualquer operadora

- Um pequeno adaptador clona o chip oficial da AT&T.A cópia é,em seguida, inserida num chip qualquer, que engana o sistema

- Uma delicada solda no circuito do aparelho e algumas mudanças na programação liberam o bloqueio da Apple - qualquer descuido pode quebrar o equipamento

Adnews – 11/09/2007

Tectoy: Manaus é o pólo produtor de conversores para TV Digital

O CEO da Tectoy, Fernando Fischer, diz que é o momento de a Eletros adotar uma posição mais firme com relação à divisão que ainda persiste na indústria com relação ao texto aprovado na MP 352, e que manteve os incentivos fiscais da TV Digital em Manaus.

"Como empresa que está no Pólo de Manaus, é claro que vou defender a região. Foi decidido assim, então, que se respeite. Mas acredito que a Eletros, como entidade nacional do setor, agora, precisa colocar a sua posição de forma transparente. É o momento de definição dos planos de negócios", destacou.

A Tectoy, que reesturura suas operações, afirma que será um player do mercado de TV Digital e que estará na briga pelo mercado de conversores de TV Digital de alta qualidade. A companhia descartou a hipótese de vir a participar do mercado de conversores de baixo custo, desejo do governo e do Ministro das Comunicações, Hélio Costa.

"Não é esse o nosso projeto. Vamos ter produtos para linhas de qualidade. Mas, os próximos três meses precisam ser bem trabalhados junto à população", adverte o gerente geral de Marketing da Tectoy, André Faure. Para ele, é hora de a Eletros e os integrantes do Fórum de TV Digital trabalhem juntos para informar que o processo é gradual e que poderá haver 'ajustes técnicos' no começo das transmissões.

"Há questões que precisam ser levadas para o público. Um deles é a questão de possíveis sombras na transmissão porque é uma migração de tecnologia para as emissoras", atesta o executivo. "Também tem a questão do conversor popular. Ele vai funcionar e dar alta definição para as televisões de 29 polegadas, que são as mais vendidas no mercado? Ainda não se tem essa resposta", completou Faure.

Convergência Digital – 11/09/2007

Notebooks sustentam crescimento do mercado de PCs em 2008

Dados divulgados pela Abinee nesta terça-feira, 11/09, afirmam que o segmento de PCs - desktops + notebooks -continuará em alta no próximo ano. A expectativa é que aconteça um crescimento de 17%. Com isso, a base instalada ao final de 2008 chegará a 11.800 milhões.

O impulsionador dos negócios será o notebook. Este ano, a estimativa é que as encomendas de PCs cresçam 23%, chegando a 10 milhões de unidades comercializadas, com os notebooks ganhando cada vez mais a preferência do consumidor.

Ainda na estimativa da Abinee - que reúne todos os fabricantes do segmento - a venda de notebooks deve alcançar 3.800.000 unidades, o que representaria aumento de 81%, elevando de 20,8% para 32,2%, a participação do produto no mercado de PCs. Já as vendas de desktops deverão se manter no mesmo patamar de 2007, alcançando 8.000.000 unidades.

Convergência Digital – 11/09/2007

Serviços de Informação crescem 7,5% no 2º tri e ajudam a impulsionar o PIB

Pesquisa divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira, 12/09, revela que o Produto Interno Bruto do Brasil alcançou, no segundo trimestre de 2007, R$ 630,2 bilhões. O setor de serviços, entre eles o de Informações, que reúne as áreas de Informática, Telecomunicações e Audiovisuais, foi um dos que impulsionou o resultado.

No primeiro semestre, o PIB registrou crescimento de 4,9%, com destaques para os setors da indústria e serviços, que cresceram 4,9% e 4,7%, respectivamente. De acordo com a pesquisa do IBGE, o setor que apresentou maior destaque no segundo trimestre de 2007 foi a indústria, com crescimento de 1,3%.

Os serviços aumentaram 0,7%; e a agropecuária, 0,6%. Em relação ao segundo trimestre de 2006 , o Produto Interno Bruto a preços de mercado cresceu 5,4%, com destaque também para a atividade industrial (6,8%), seguida pelos serviços (4,8%) e pela agropecuária (0,2%).

No 1º semestre de 2007 , o PIB apresentou crescimento de 4,9%, em relação a igual período de 2006, sendo que os setores da indústria e serviços cresceram 4,9% e 4,7%, respectivamente; e a agropecuária, 1,4%. A taxa acumulada nos quatro trimestres terminados no segundo trimestre de 2007 teve crescimento de 4,8% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

O PIB alcançou, no segundo trimestre de 2007, R$ 630,2 bilhões, sendo R$ 542,7 bilhões referentes ao valor adicionado a preços básicos e R$ 87,5 bilhões, aos impostos sobre produtos.

Ainda no segundo trimestre de 2007, apurou o IBGE, o crescimento do setor de serviços (4,8%) foi o maior, na base trimestral de comparação, desde o quarto trimestre de 2004 (5,1%). Os maiores destaques foram para intermediação financeira e seguros (9,6%); comércio atacadista e varejista (8,1%); e serviços de informação (7,5%).

Ritmo acelerado

O destaque para serviços de Informação está diretamente ligado ao forte desempenho da indústria de PCs no Brasil. Como a produção e a demanda local de PCs e desktops está em alta - o setor de TI é um dos carros-chefe da produção industrial nacional - a área de Serviços de Informação obteve destaque considerável, mesmo com a queda registrada no semestre na parte ligada à telecomunicações.

O setor de TI também foi beneficiado com a valorização do Real e com um maior financiamento ao consumidor final pela cadeia varejista para a compra de PCs. Nesta terça-feira, 11/09, a Abinee, entidade que reúne os fabricantes de PCs - desktops e notebooks - já anunciava que o ritmo de crescimento do setor será mantido em 2008.

Expectativa é que a área cresça 17% no ano que vem, com os notebooks, mais uma vez, ganhando a preferência do consumidor. Este ano, a expectativa da Abinee é que o crescimento supere a casa dos 24%, com o Brasil alcançando mais de 10 milhões de PCs comercializados.

Em alta

Ainda de acordo com o IBGE, no segundo trimestre de 2007, a capacidade de financiamento alcançou R$ 1,2 bilhão, contra R$ 0,4 bilhão em 2006, aumento explicado, principalmente, pela redução no saldo externo de bens e serviços no montante de R$ 1,4 bilhão e pela redução de R$ 2,7 bilhões em renda líquida de propriedade enviada ao resto do mundo.

A Renda Nacional Bruta atingiu R$ 616,7 bilhões, contra R$ 550,4 bilhões no segundo trimestre de 2006. Nessa mesma base de comparação, a Poupança Bruta atingiu R$ 119,8 bilhões, contra R$ 101,3 bilhões no segundo trimestre do ano passado.

A taxa de investimento da economia brasileira alcançou 17,7% no segundo trimestre deste ano, a maior marca considerando segundos trimestres desde o início da série, em 2000.

Convergência Digital – 12/09/2007

Monitor Samsung faz conexões VoIP sem PC

Atendendo à demanda por produtos convergentes, a Samsung lançou dois monitores panorâmicos de LCD 22 polegadas com capacidade para rodar Skype, Messenger e VoIP. O modelo SyncMaster 220TN tem acoplado um módulo de rede simples, webcam de 1.3 megapixel, microfone dianteiro e caixas de som integradas, permitindo que o monitor seja usado para conversas via Skype e Messenger mesmo sem PC ou com o computador desligado.

Além disso, o aparelho vem com um software para VoIP embarcado, por isso também dispensa outro equipamento. O monitor roda WindowsXP Embedded, tem resolução 1680x1050, quatro portas USB e tempo de resposta de 5ms. Com os mesmos recursos, o modelo 225UW é otimizado para o Microsoft UC (Unified Communication) e difere apenas no número de entradas USB – duas.

Convergência Digital – 12/09/2007

IDENTIFICATION

Compra do VR pela Sodexho cria líder

Está para ser anunciada a qualquer momento a compra do Grupo VR, de capital 100% nacional, pertencente à holding Szajman, pelo grupo francês Sodexho, que já atua no Brasil no mercado de vale-refeição. O negócio será de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões e cria a empresa líder no mercado de vale-benefícios do Brasil, passando a líder atual, a Ticket Serviços. Uma participação de 20% na Smart.Net - empresa que faz a captura e transmissão de transações dos cartões -, hoje também da família Szajman, será adquirida pela Sodexho, por meio de um investimento de R$ 600 milhões.

Segundo fonte próxima à transação, a Ticket Serviços, empresa do grupo francês Accor, também estaria interessada na aquisição do Grupo VR. Mas, a parceria na Smart.Net com a Sodexho acabou falando mais alto na decisão final. O Grupo VR é gigante hoje, com faturamento de R$ 4 bilhões no ano passado, mas o futuro está nos cartões inteligentes processados pela Smart.Net.

A idéia é crescer a empresa de tecnologia para realizar uma emissão pública inicial de ações (IPO) no ano que vem. Convém lembrar que a Redecard, que presta serviços de tecnologia para a MasterCard, Mastercard Maestro, RedeShop, MasterCard Electronic, Maestro e Diners Club International, fez seu IPO neste ano e tem valor de mercado de cerca de R$ 19,5 bilhões, com seus 18 milhões de clientes. A Smart.Net tem 4 milhões de clientes hoje e agora está capitalizada para crescer.

O crescimento seria orgânico, mas não estão descartadas as aquisições. Uma das idéias em estudo seria comprar a Orbitall, empresa do Itaú que oferece soluções em serviços de processamento de informações comerciais a todo cliente que use cartão como meio de pagamento.

Cláudio Szajman, hoje presidente-executivo do Grupo VR, passará a ser presidente do conselho do Grupo VR/Sodexho e presidente-executivo da Smart.Net. Os cartões e vales em papel do grupo terão a marca VR/Sodexho. Os detalhes finais do contrato de aquisição estão sendo definidos no escritório de advocacia Machado Meyer.

O modelo da integração entre a VR e a Sodexho foi desenhado pela consultoria Wood Mackenzie. Unidas, as duas empresas ganham força para concorrer no cada vez mais disputado mercado de benefícios no Brasil, que pode movimentar R$ 17 bilhões neste ano, o que coloca o Brasil como o maior mercado do mundo, seguido pela França.

O potencial de crescimento é grande: o Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT) foi criado em 1976 e conta com a adesão de pouco mais de 9 milhões de trabalhadores. O setor formal tem 30 milhões, ou seja, sobram 21 milhões que ainda não contam com vales-refeição ou cartões de benefícios. É entre as 4,5 milhões de micro e pequenas empresas no Brasil que se encontram a maior parte dos trabalhadores que não aderiram ao PAT e é atrás dessas empresas que as grandes do setor de benefícios estão correndo atrás.

A Ticket Serviços, com faturamento estimado em mais de R$ 6 bilhões do ano passado, vinha na liderança, mas agora passa para a segunda posição. A VR/Sodexho deve totalizar um faturamento de mais de R$ 7,2 bilhões em 2007, considerando-se que a VR repita neste ano os R$ 4 bilhões, o que é improvável (deve crescer), e que a Sodexho consiga atingir suas projeções reveladas ao Valor, de R$ 3,2 bilhões. No ano passado, o faturamento do VR cresceu 15%. A Visa Vale, que vinha comemorando a segunda colocação no mercado, com projeção de R$ 4,8 bilhões para o faturamento em 2007, passou para o terceiro lugar. Os cartões Visa Vale são operados pela CBSS - Companhia Brasileira de Soluções e Serviços -, que tem como principais acionistas a Visa International, o Bradesco, o BB Banco de Investimentos e o Banco Real.

O Grupo VR foi fundado em 1977, um ano após a instituição do PAT. A holding Szajman, da família de Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, também controla a Trama Entretenimento e o Banco VR. Em 2000, o Grupo VR digitalizou os benefícios por meio de cartões, com a criação do Sistema Smart VR, com foco no auto-atendimento, e investiu cerca de R$ 60 milhões entre 2000 e 2005. O Grupo VR é pioneiro no uso de cartão chip no mercado de refeição-convênio brasileiro com o Smart VR Refeição. Em 2002, o Smart VR Alimentação, usado em supermercados, mercearias, padarias e vendas, foi totalmente digitalizado. Já o Smart VR Auto, que completa o portfólio de cartões Smart VR, foi criado em 2005 e nasceu 100% digital. A empresa administra também os pedidos de passes e cartões para transporte do trabalhador, com o VR Transporte. Oferece aos clientes e usuários o Crédito Consignado VR e o Shopping virtual VR Boas Compras.

Valor Online – 13/09/2007

Zebra produz impressoras térmicas Z series®, conectando-se melhor em um mundo conectado

A Zebra Technologies Corporation (NASDAQ: ZBRA), líder global em soluções de impressão on-demand, aperfeiçoou sua linha de impressoras Z Series com o lançamento dos modelos ZM400 e ZM600. As novas impressoras têm opções de conectividade que permitem ainda mais fácil integração e melhor produtividade em diversos ambientes de produção e comerciais, incluindo fábricas automotivas, de eletrônicos e de produtos de saúde.

As impressoras ZM400/ZM600 oferecem conectividade de rede para que os usuários possam integrá-las a redes 802.11 b/g wireless, USB 2.0 e conexão paralela e Ethernet ao mesmo tempo. A empresa baseou-se em sua tradição em impressoras duráveis e de alta performance com características de desempenho únicas. A facilidade de uso das impressoras térmicas ZM400/ZM600 permitem velocidade de impressão de 10 polegadas por segundo, com resultado rápido e pouca manutenção.

"Com nossa robusta linha de produtos de médio alcance continuando a definir o padrão de desempenho e valor no mercado, estamos focados em fornecer a nossos clientes somente as melhores soluções de impressão", diz Fred Susi, diretor de produto da Zebra. "A capacidade das impressoras ZM400 e ZM600 permite a nossos clientes produzir em um nível mais alto, impulsionando a produtividade e os lucros".

As impressoras ZM400/ZM600 também oferecem flexibilidade de aplicações que inclui suporte a RFID embutido, escolha de resolução de impressão de até 600 dpi, opção de impressão em XML e suporte a caracteres asiáticos.

Fred diz ainda: "A grande quantidade de recursos e a flexibilidade que diferenciam a Zebra fazem das impressoras Z series uma excelente escolha para suporte à impressão por parte da maioria dos fabricantes, armazéns, distribuidores, lojas e outros negócios onde um ciclo de produção intenso, velocidade de produção e rapidez nos resultados são importantes".

As impressoras ZM400/ZM600 estarão disponíveis no mundo todo. Para saber mais sobre as soluções de impressão ZM400/ZM600 ou sobre a linha de impressoras Z Series da Zebra, visite www.zebra.com. [14]

Segs – 13/09/2007

Brasil vai fabricar etiquetas RFID

A partir de 2008, o Brasil vai produzir etiquetas eletrônicas inteligentes – e também os sistemas destinados à sua leitura.

Toda a tecnologia dos chips, antenas e leitores RFID (Radio Frequency Identification) está sendo desenvolvida no Rio Grande do Sul, por meio de uma parceria entre a PUC-RS, a empresa Innalogics e o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec).

Os protótipos dos chips RFID projetados no país foram fabricados na Alemanha e já estão sendo testados na própria PUC-RS e no Ceitec. A intenção é concluir os testes até o fim de outubro e, então, mandar construir as máscaras (espécie de molde), também na Alemanha.

Em 2008, quando a sala limpa que o Ceitec está montando estiver pronta, deverá ter início a produção dos chips – que vão receber as antenas de radiofreqüência. Também desenvolvidas no Brasil, essas antenas operam na freqüência de 915 MHz, que permite a leitura a até 4 metros de distância.

“Nosso foco principal são as aplicações na área logística”, afirma Fabiano Hessel, professor da Faculdade de Informática da PUC-RS e um dos coordenadores do projeto.

Info Online – 11/09/2007

Chip para implantes pode causar câncer, diz estudo

A reportagem, da agência de notícias Associated Press, sugeria que a VeriChip e autoridades regulatórias federais norte-americanas haviam ignorado ou desconsiderado os estudos com animais que suscitam dúvidas quanto à possibilidade de que o chip, ou o processo usado para implantá-lo, tenha causado câncer em cachorros e ratos de laboratório.

A VeriChip alegou que não estava informada sobre os estudos mencionados na reportagem, de acordo com o artigo, mas tanto a empresa quanto agências federais de fiscalização norte-americanas afirmaram, na segunda-feira, que dados sobre testes com animais haviam sido considerados durante o processamento do pedido de licença para aplicação humana do implante.

Segundo essas fontes, não existiam estudos cientificamente controlados vinculando os chips à incidência de câncer em cachorros ou gatos, e ratos de laboratório são mais suscetíveis do que seres humanos e outros tipos de animais a desenvolver tumores, em função de injeções de qualquer tipo.

"No momento, não parece haver causa confiável de preocupação", disse Karen Riley, porta-voz da Food and Drug Administration (FDA), a agência federal norte-americana que regulamenta e fiscaliza alimentos e remédios).

Além de causar queda nas ações das duas empresas, a reportagem criou preocupações entre veterinários e operadores de abrigos de animais, já que os proprietários de animais de estimação podem começar a resistir à prática cada vez mais freqüente de implantar chips desse tipo em seus animais, para facilitar localizá-los caso se percam. A maior parte dos animais que se perdem ou escapam e não são localizados pelos proprietários terminam sacrificados.

"Se os chips causam câncer de qualquer tipo, a ocorrência é muito rara comparada à possibilidade de que um animal de estimação se perca", disse o Dr. Lawrence McGill, patologista veterinário do Animal Reference Pathology, um laboratório veterinário de Salt Lake City.

O aparelho de identificação via rádio que leva o nome da VeriChip é um chip revestido de vidro, do tamanho de um grão de arroz. O aparelho porta um número codificado e é injetado no antebraço dos usuários. Nas aplicações hospitalares, o chip fica vinculado a fichas médicas arquivadas em hospitais ou no consultório do clínico que atenda o paciente. Um transmissor de baixa potência que é parte do chip transmite o número de identificação quanto questionado a curta distância por um leitor da VeriChip.

A empresa já demonstrou a capacidade de conectar esse mesmo chip a outros bancos de dados. Por exemplo, casas noturnas começaram a utilizá-los para permitir a entrada de usuários regulares, e a polícia mexicana o emprega para controlar o acesso às suas instalações de alta segurança.

Todas as potenciais aplicações atraíram forte oposição dos defensores da privacidade, que afirmaram que implantar os chips em seres humanos constitui forma muito abusiva de uso da tecnologia de identificação por rádio-freqüência, ou RFID.

Katherine Albrecht, que há muito tempo critica a VeriChip e o sistema RFID, contactou a Associated Press há alguns meses e lhes ofereceu parte dos estudos em que o artigo do final de semana foi baseado. Ela afirmou, em e-mail a seus colegas ativistas, na segunda-feira, que "publicidade negativa como essa é o começo do fim para a VeriChip e seus planos de equipar-nos todos com chips, como se fôssemos embalagens de carne identificadas por código de barra".

The New York Times – 11/09/2007

INDUSTRIAL

Indústria cresce 7,2% e puxa PIB no trimestre

A indústria de transformação foi o motor do crescimento econômico do país no segundo trimestre deste ano. O setor apresentou forte expansão, de 7,2%, após subir 2,7% no primeiro trimestre, de acordo com as Contas Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Depois de uma alta de 4,4% nos primeiros três meses do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) acelerou o ritmo para 5,4% no segundo trimestre em relação ao mesmo trimestre do ano passado, na maior taxa desde o segundo trimestre de 2004, quando ficou em 7,5%. Na comparação com o trimestre anterior, em termos dessazonalizados, o PIB aumentou 0,8%.

O governo festejou a 22ª alta consecutiva do PIB (na comparação com igual período do ano anterior), o que consolidaria o mais longo ciclo de crescimento da economia brasileira desde o início dos anos 90.

"A aceleração do crescimento no segundo trimestre deve-se muito à indústria de transformação", disse a gerente das Contas Trimestrais do IBGE, Rebeca Palis. Os destaques do setor ficaram por conta dos segmentos de máquinas e equipamentos, automotivo, material elétrico, metalúrgico e de produtos químicos.
"A indústria acelerou o ritmo de crescimento influenciada pelo aquecimento da demanda interna, após meses de reforço no investimento" , avaliou a economista Marcela Prada, da consultoria Tendências . Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Estadual (Iedi), a recuperação dos segmentos mais afetados pelo câmbio valorizado foi importante para o bom resultado da indústria de transformação no segundo trimestre. Em relatório, o Iedi, ressaltou que setores como têxtil, calçados, vestuário e madeira, já saíram do fundo do poço e deixaram de pesar negativamente no PIB.

"A alta da indústria de transformação refletiu positivamente no resultado do comércio e do transporte de cargas, ou seja, nos serviços. Por isso, foi mais importante para o PIB", completou a gerente do IBGE. A expansão mais forte se repetiu nos demais segmentos da indústria, especialmente na construção civil, cujo crescimento chegou a 6,3% no segundo trimestre. Além do aumento do volume de crédito direcionado para a habitação, o IBGE atribui o vigor ao aumento do emprego no setor.

Sob o ponto de vista da demanda, o crescimento econômico brasileiro teve como destaque os investimentos das empresas em máquinas, equipamentos e construção (formação bruta de capital fixo). Os investimentos aumentaram 13,8%, pela 14º trimestre consecutivo, estimulados pelo corte da taxa de juros e maior oferta de crédito. Devido ao bom desempenho, a taxa de investimento em relação ao PIB atingiu 17,7%, a maior taxa para um segundo trimestre desde 2000, quando foi iniciada a série histórica da taxa. "O maior investimento confere sustentabilidade ao crescimento, pois aumenta a capacidade produtiva da economia. As empresas apostam na continuidade do aumento do consumo interno", disse o coordenador das Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto.

Sob o efeito da expansão do crédito e da massa salarial, o consumo das famílias manteve-se em expansão pelo 15º trimestre seguido e cresceu 5,9%. Para a economista do Unibanco Giovanna Rocca embora o resultado do PIB tenha vindo um pouco abaixo do esperado pelo mercado, a economia permaneceu em ritmo de crescimento "robusto", sustentado pela demanda interna aquecida.

Ainda pelo lado da oferta, a indústria extrativa, impulsionada pela produção de minério de ferro, cresceu 5,9%, enquanto a indústria de produção e distribuição de energia elétrica, gás e esgoto apresentou aumento de 6,1% no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2006.

O setor de serviços ficou com desempenho ligeiramente abaixo da média da economia, com 4,8% no segundo trimestre. Já a agropecuária apresentou crescimento próximo a zero por conta das safras ruins do café e do arroz. Os técnicos do IBGE afirmam que o setor deve ter maiores crescimentos ao longo do segundo semestre porque o período concentra a maior parte da colheita agrícola.

O coordenador do IBGE diz que as taxas de crescimento do segundo trimestre se aproximaram dos números de 2004, quando o país havia crescido 5,7%, mas com um outro padrão. Em 2004, o país produzia e investia para exportar. Agora, a expansão da economia está ancorada no mercado interno, que além de favorecer os investimentos e a produção, tem estimulado as importações. "Em 2004, a participação do setor externo era maior do que agora. Os fatores que explicam o crescimento em 2007 estão ligados ao consumo interno", disse Olinto. O volume das importações de bens e serviços subiu 18,7% no segundo trimestre do ano. As exportações aumentaram 13%, mas sobre uma base baixa de comparação.

Valor Online – 13/09/2007

ABB assina contrato de US$ 10 milhões com Honduras

A fábrica de Guarulhos da empresa suíça ABB fechou um contrato de US$ 10 milhões com a companhia NewMark Representaciones, de Honduras. O acordo prevê o fornecimento de quatro subestações móveis de fornecimento de energia elétrica, que poderão ser instaladas em qualquer subestação da ENEE (Empresa Nacional de Energia Elétrica de Honduras).

Serão duas subestações com 138-69 kV (quilovolts) de tensão e duas com 230-138 kV que serão transportadas até o porto de Santos e daí para o país da América Central. O objetivo principal da encomenda é fornecer energia em caso de emergência, já que as subestações podem se locomover.

“A subestação transforma a energia que provém do sistema de transmissão em uma carga mais baixa, que pode ser distribuída para as residências hondurenhas”, disse Evandro Hidalgo, responsável da ABB pelas subestações de automação no Brasil.

O equipamento de 21 toneladas foi inteiramente montado em Guarulhos sobre um semi-reboque durante um período de 12 meses. O custo do transporte até Honduras pode chegar a US$ 1 milhão, já previsto no contrato. Ele deverá de ser feito durante a madrugada, já que a rodovia dos Imigrantes terá de ser fechada para o transporte.

O objetivo agora da ABB é fornecer mais equipamentos para outros países da América Latina. Segundo o diretor do Sistema de Potências, João Alberto Gomes, há ofertas da Argentina e sondagens chilenas. “No ano passado fornecemos seis carretas para a Venezuela”, disse.

A fábrica da ABB em Guarulhos, instalada em 1954, é a única em toda a América Latina que possui a permissão para fabricar subestações móveis. Ela gera cerca de 1.200 empregos diretos em uma área de 60 mil m². Em todo o mundo, o grupo ABB opera em cerca de 100 países e emprega 111.000 funcionários.

Olhão.com – 12/09/2007

Quadrant: 60 clientes em um mês

A Quadrant, com sede em São Paulo e filial Quadrant RS em Porto Alegre, aumentou sua participação no mercado varejista de soluções para automação comercial. A empresa conquistou 60 novos clientes entre julho e agosto de 2007, entre eles nomes como Tip Top, New Order e Piccadilly.

O crescimento da companhia acompanha o lançamento de dois produtos. Um deles é o módulo BI de seu software de automação comercial, que possibilita organizar e analisar as informações necessárias para a gestão de negócios. O outro é o Gal Flash, aplicativo que permite a visualização de dados de uma cadeia de lojas em tempo real, possibilitando a análise de vendas por critérios seletivos como valor, forma de pagamento, categoria, produto ou vendedor, entre outros.

A Quadrant, especializada no desenvolvimento, venda e implantação de sistemas integrados de automação comercial para gestão de empresas e redes de franquias varejistas e atacadistas, atende atualmente a cerca de 2.300 clientes. A companhia tem matriz em São Paulo e unidades ou representantes no Rio de Janeiro, em Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Natal, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Salvador e Vitória.

Baguete – 12/09/2007

TELECOM

Vivo busca solução para minimizar impactos da portabilidade

Faz pouco mais de um ano que a Vivo conseguiu concluir a integração de sistemas como plataformas pré e pós-pagas, billing e a interconexão das seis subsidiárias que a constituía em uma única fonte de informações confiáveis, um data warehouse que hoje totaliza mais de 76 terabytes. O trabalho, que demorou 2,5 anos para ser concluído e terminou em junho de 2006, vai sofrer um grande impacto com a implementação da portabilidade numérica.

A gerente de sistemas de business intelligence da Vivo, Daniela Tolentino Calaes, conta que muitas das análises extraídas do data warehouse que hoje detalham comportamento de usuários, desempenho de produtos e gerenciamento da rede estão baseadas nos prefixos dos números do telefone. "Já temos uma equipe forte trabalhando em um projeto paralelo para definir uma solução que mexa minimamente com os sistemas base, mas o impacto no data warehouse vai ser muito grande", admite Daniela.

Segundo ela, como a Vivo é a operadora com maior número de clientes no Brasil, a tendência é que ela seja a mais impactada com churn gerado pela portabilidade numérica. "Estamos nos preparando para o churn em um primeiro momento, mas também trabalhando forte em processos de retenção de clientes e na estratégia para ganhar clientes dos outros", ressalta.

Telemig e Amazônia

Enquanto a Anatel não dá sinal verde para a consolidação da Vivo com a aquisição da Amazônia e da Telemig Celular, a equipe de TI da Vivo iniciou um trabalho de análises conceituais de como integrar os sistemas das operadoras. "Ainda não temos como precisar o volume de dados que serão integrados, mas o certo é que hoje o DW não comporta as duas operadoras", admite Daniela.

O data warehouse da Vivo deve ser ampliado para comportar as duas novas operadoras. Daniela Tolentino Calaes participou nesta quarta-feira (12/9) do 1º Fórum de TI para Operadoras, promovido pelas revistas TELETIME e TI INSIDE e realizado pela Converge Comunicações, em São Paulo.

TI Inside – 12/09/2007

Gestão de riscos é crucial para teles no novo cenário, diz consultor

As enormes transformações pelas quais as telecomunicações vêm passando estão impondo para as operadoras um duplo desafio. Além do desenvolvimento de modelos de negócio que possam trazer vantagem competitiva, elas agora necessitam dispor de ferramentas e processos que lhes dêem um visão integrada da gestão de riscos e de segurança da informação.

“O momento que as operadoras estão vivendo é um período que envolve enormes riscos, pois há uma avalanche de novas tecnologias, uma forte demanda dos usuários por novos serviços, como VoIP, IPTV, web 2.0, entre outros, e isso tem exigido que estejam preparadas para garantir uma gestão de riscos efetiva”, avalia do diretor de Advisory Service da PricewaterhouseCoopers (PwC), Antonio Gesteira, que foi um dos palestrantes do 1º Fórum de TI para Operadoras, promovido nesta quarta-feira (12/9) pelas revistas TI INSIDE e TELETIME, publicadas pela Converge Comunicações.

Em meio a esse cenário, o consultor alerta que as operadoras hoje têm de pensar a gestão de risco olhando para os processos internos, as mudanças organizacionais, as novas tecnologias, a capacitação profissional e as operações. E essa visão, segundo Gesteira, pode nascer da área de TI, já que é ela que detém as informações e que pode alavancar uma boa gestão de risco. “O mercado está passando por uma grande mudança e a reboque está trazendo uma série de desafios às operadoras, como a necessidade de atendimento a inúmeras regulamentações, a busca pela excelência operacional e rentabilidade, a melhoria dos processos e estar preparada para atender o crescimento da demanda, além de aumentar a produtividade e a confiabilidade dos serviços”, diz ele.

De acordo com o consultor da PwC, o contexto da gestão de risco passa também pela redução do número de incidentes, gerenciamento dos custos e redução das perdas financeiras. Segundo Gesteira, uma dos principais tipos de riscos que envolvem as operadoras é o operacional, como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falhas, deficiência ou inadequação dos processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos. Ele diz que outro risco associado à parte operacional é o de fraudes, internas e externas, demandas trabalhistas, segurança deficiente no local de trabalho e práticas inadequadas relativas aos clientes, produtos ou serviços.

Frentes a esses desafios, Gesteira diz que as operadoras têm de levar em conta alguns aspectos cruciais. Entre os principais, ele cita a necessidade de a operadora ter uma estratégia de atuação junto aos órgãos reguladores, de desenvolver uma estratégia tecnológica, que contemple a arquitetura e a capacidade de integração de sistemas e de migração, além de uma estrutura de sistemas que cubra as principais áreas, como billing, atendimento ao cliente e segurança. Por fim, ele chama atenção para a necessidade de se ter o desenho dos processos, visando a garantia de receita.

A visão da PwC, segundo Gesteira, é que a empresa entenda a essência dos processos e identifique os objetivos do negócio. “A partir daí é possível a operadora passar para a avaliação de risco e definir quais são os controles e planos de ação que devem ser implementados”, finaliza.

TI Inside – 12/09/2007

Venko faz nova investida e quer "incomodar" gigantes do celular

A pequena fabricante nacional de celulares Venko, surgida em 2005, voltou à carga nesta quarta-feira com o lançamento de três modelos e o início de vendas no Estado de São Paulo. A empresa quer "incomodar" as gigantes internacionais que estão presentes no país e avalia a possibilidade de abrir seu capital, depois de ter amargado passado 2006 praticamente sem vender aparelhos.

"Agora a gente aprendeu a desenvolver produto. Toda a tecnologia está na nossa mão", disse o gestor da companhia David Ostrowiak, em entrevista por telefone. Segundo ele, a Venko vendeu aparelhos apenas em Belém em 2006, quando sofreu atrasos no desenvolvimento dos novos produtos.

O mercado brasileiro, assim como o internacional, vem passando por uma diminuição no número de fabricantes de celulares diante da força competitiva da escala desfrutada pelas grandes empresas como Nokia, Samsung, Motorola e LG Electronics. Além disso, o mercado também vem observando um aumento na competição dos fabricantes de chips, que está ajudando a derrubar os custos dos celulares.

"Os grandes fabricantes (de celulares) fazem um trabalho muito bom, mas eu acho que conseguindo fazer coisas diferenciadas, com design interessante e preço competitivo, você começa a ganhar espaço", disse Ostrowiak.

A Venko estima faturamento de 40 milhões de dólares em 2007. Para o próximo ano, o cenário é dos mais otimistas: "Ano que vem o céu é o limite", afirmou o executivo, acrescentando que a intenção será "incomodar as grandes".

A companhia começará a vender a nova linha de celulares em São Paulo sem estar associada a uma operadora. Os aparelhos serão distribuídos pelas redes de supermercados Extra e Carrefour, disse Ostrowiak. No Norte e Nordeste, a companhia atua no varejo junto com operadoras.

Ainda nos planos da companhia, que mudou a produção do Rio Grande do Sul para Jaguariúna (interior de São Paulo e onde está instalada a Motorola), está a oferta de ações em bolsa.

"Estamos planejando uma abertura de capital, mas agora não é o momento. A idéia é nos estruturarmos bem", afirmou o executvo, acrescentando que há diálogos da companhia com empresas estrangeiras de investimento. Ele preferiu não dar mais detalhes sobre o assunto.

Reuters – 12/09/2007

TIM pode interessar à Telefónica

A Telefónica Móviles está perto de dar uma guinada na sua estratégia de internacionalização e pode provocar mudança significativa no mercado local de telecomunicações. Cansada de propor, sem êxito, a compra da participação da sócia Portugal Telecom na Vivo, a espanhola começa a vislumbrar uma saída por meio da TIM, aproveitando que adquiriu, em julho, uma participação na controladora da Telecom Italia (TI), a Olimpia, em conjunto com bancos italianos. A TI controla a TIM. O presidente da Telefónica, César Alierta, disse à Reuters que espera para breve a anuência da Anatel sobre a participação na Olimpia.

A troca da Vivo pela TIM é o centro de conversas restritas em salas fechadas em Madri, mas em curto espaço de tempo serão estendidas a Lisboa. "Se a PT não quer vender os 50% da Vivo, que compre a metade da Telefónica", disse a este jornal fonte ligada aos espanhóis.

A PT teria interesse em avaliar a proposta, se for concretizada, adianta um acionista da portuguesa, acrescentando que recursos não são empecilho. "Só queremos crescer no Brasil", disse. A negociação pode agilizar o desempenho da Telefónica na disputa acirrada contra a arquiinimiga América Móvil, do mexicano Carlos Slim Helu.

A Vivo tem 35 milhões de clientes, incluindo a Telemig e a Amazônia, e a TIM tem 27,5 milhões. "Do ponto de vista concorrencial, não haveria problemas com o negócio", diz o ex-conselheiro do Cade e consultor Arthur Barrinuevo Filho.

Gazeta Mercantil – 13/09/2007

O Samsung Ultra 12 não grava bem em movimento

A qualidade é bem razoável quando o celular está parado. Basta sair andando calmamente para que tudo apareça borrado - como quando você vai tirar uma foto e mexe o braço sem querer, um problema que as boas câmeras de vídeo evitam.

Nos testes, os contornos de pessoas e objetos também ficaram imperfeitos, com pequenos serrilhados, sob o Sol. O Ultra 12 tem ainda um estranho cacoete, comum em outros modelos da Samsung. Quando você vai fazer um vídeo, o aparelho mostra a imagem em tela cheia, na vertical. Isso leva a pessoa a virar o dispositivo de lado, mas aí o vídeo será gravado deitado. Para corrigir, é necessário acessar "Opções" e "Configurações da Filmadora" e, em "Visor", ativar "Proporção Padrão".

Custa R$ 1.400, mas a TIM tem promoções a partir de R$ 350 no site. Não há informações nos sites da Vivo e Claro.

Último segundo – 12/09/2007

Air France e KLM lançam check-in via celular

No mês passado, a Air France lançou um novo serviço de check-in através do telefone celular.* Ele está disponível para vôos de curtas e médias distâncias, em quase todos os aeroportos da França e Europa. Até o final do ano, esta facilidade deverá ser estendida a toda a rede e oferecerá novas opções. Para se beneficiar deste serviço, os clientes devem acessar http://mobile.airfrance.com ou www.klm.com em seu aparelho celular.

Os clientes podem fazer o check-in e escolher seu assento (janela ou corredor) entre 30 horas e 30 minutos antes da última chamada. Após efetuar o check-in, eles podem solicitar a confirmação via SMS. Quando chegam ao aeroporto, eles só precisam imprimir sua passagem no auto-atendimento ou no balcão da companhia antes do último prazo de check-in.

A Air France e a KLM pretendem testar este novo serviço com os clientes Flying Blue, enviando mensagens SMS um dia antes de sua partida para lembrá-los da possibilidade de se realizar o check-in pelo telefone celular.

“Os consumidores irão se beneficiar de total autonomia, particularmente aqueles que não têm acesso à internet antes de pegar seu vôo”, afirmou Patrick Roux, responsável pelo marketing mundial da Air France. “Este serviço é particularmente atraente para passageiros de negócios, viajando em rotas muito procuradas de curtas e médias distâncias. Ele permite que nossos clientes evitem filas e economizem seus preciosos tempo e energia”, acrescentou.

“Com o check-in móvel, a Air France e KLM estão introduzindo outro serviço inovador para seus passageiros. Somados ao check-in online e aos balcões de auto-atendimento, nossos clientes podem escolher o serviço móvel e gerenciar todos os aspectos de sua viagem”, resumiu o vice-presidente de distribuição & E-commerce da KLM, Martijn Van Der Zee.

O check-in realizado via internet na residência ou no escritório do passageiro (incluindo impressão da passagem e escolha do assento) pelos sites das duas companhias está disponível 30 horas antes do ultimo prazo do check-in. | *Serviços móveis, incluindo check-in, são otimizados em telefones celulares. Alguns PDA’s podem não ser compatíveis com este serviço. ** Exceto EUA, Ilhas Maurício, Líbano, Hungria e Nova Delhi.

Portal Fator Brasil – 12/09/2007

Apple vende um milhão de iPhones e pode comprar licença de telefonia

A Apple anunciou, nesta segunda-feira (10/09), que vendeu um milhão de iPhones 74 dias depois de seu lançamento (em 29 de junho). A marca foi alcançada no domingo. Segundo a empresa, o iPod precisou de dois anos para chegar ao primeiro milhão de unidades vendidas. O player da Apple, lançado em outubro de 2001 responde hoje por três quartos do mercado de MP3 players.

Nos planos da empresa de Steve Jobs, o iPhone deve vender 10 milhões de unidades em seu primeiro ano no mercado. Na semana passada, o preço do parelho foi reduzido em US$ 200, para US$ 399, com o objetivo de turbinar as vendas no fim do ano. A atitude gerou críticas dos consumidores que compraram o aparelho pelo preço mais alto (US$ 599). Para amenizar a situação, a empresa está oferecendo descontos de US$ 100 em qualquer dos seus produtos adquiridos pelo site ou nas lojas da companhia.

Segundo a iSupli, o iPhone foi o aparelho de maior sucesso de venda nos Estados Unidos em julho.

De acordo com o site da BusinessWeek, ainda, a Apple também estaria estudando a possiblidade fazer uma proposta no leilão da faixa de freqüência de 700 MHz da telefonia celular nos Estados Unidos, que acontecerá em janeiro próximo e do qual o Google também pretende participar. A informação foi passada por fontes da Apple.

Com a frequência, a Apple poderia oferecer aos usuários do iPhone maior velocidade nos serviços de rede, que hoje são acessados pela rede EDGE da AT&T, ou por conexão Wi-Fi.

IT Web – 11/09/2007

Fabricantes à espera da China

Os grandes fabricantes de infra-estrutura aguardam com ansiedade que a China realize o leilão das freqüências da Terceira Geração em 2008. Em maio, o governo chinês sinalizou ao mercado que vai adotar o padrão WCDMA, mesmo tendo um standard próprio - o TD-SCDMA.

Caso a China marque o leilão para 2008 - o Brasil poderá ter, mais uma vez, problemas pela frente, caso o processo aqui, sofra algum tipo de atraso. Isso porque a maior parte dos fabricantes não esconde a grande atração e demanda de negócios que a China trará.

Entre os fabricantes que acreditam que a China irá vender as licenças em 2008 está a Ericsson. "Acreditamos muito que haverá esse processo e a China irá adotar o WCDMA e o TD-SCDMA", afirmou Carl-Henric Svanberg, executivo-chefe da fabricante sueca em conferência para analistas.

Convergência Digital – 11/09/2007

Indústria impulsiona celulares de baixo custo para massificar uso da 3G

Os fabricantes de celulares apostam suas fichas no Ultra Low Cost Handsets (ULCH), terminais de baixo custo para ampliarem as vendas de aparelhos de Terceira Geração. Vendedores de chipsets como Qualcomm, Texas e Infinion aderem à iniciativa e promovem políticas de corte de preços.

De acordo com a consultoria Visiongain, no último estudo, os terminais ULCH representaram apenas 0,8% dos aparelhos 3G vendidos mundialmente, no entanto, há uma expectativa que nos próximos dois anos, os terminais ganhem importância crucial nos planos de operadoras e fabricantes. Expectativa é que o custo do terminal fique em torno de US$ 16 ao longo do próximo ano.

Os especialistas da Visiongain acreditam que, em 2009, os terminais ULCH vão ser bastante competitivos com relação aos WCDMA/3G Handsets. Os atuais líderes do mercado móvel - Nokia e Motorola devem permanecer à frente das vendas, mas fabricantes chineses e indianos devem ganhar forte presença mundial.

No levantamento, a consultoria acredita que os aparelhos ULCH terão boa penetração nos países onde não há infra-estrutura suficiente das operadoras fixas para a oferta de acesso à internet para a população.

Convergência Digital – 11/09/2007