14/03/2008

GERAL

E-commerce deve chegar a R$ 8,8 bilhões no Brasil em 2008

O comércio eletrônico brasileiro vem crescendo a uma média anual de 40% ao ano, e a previsão para 2008 não é diferente. O varejo online deve movimentar R$ 8,8 bilhões, subindo 45% em relação a 2007, com um total de 12 milhões de consumidores. Os números foram apresentados por Pedro Guasti, diretor da e-bit, empresa de análise do e-commerce.

Os números de 2007 – R$ 6,3 bilhões, aumento de 43% sobre 2006- ficaram abaixo das expectativas da e-bit, que esperava crescimento de 45%, para um total de R$ 6,4 bilhões. Guasti avalia que o varejo tradicional teve mais apelo ao público. E observa também uma dificuldade de cruzamento entre o canal físico e virtual, mesmo em empresas que possuem ambas as operações. “É comum ver consumidores em lojas com impressões que fizeram a partir de pesquisas de preços feitas pela internet. Segundo o relatório WebShoppers, cerca de um terços dos compradores online também procuram os produtos em lojas físicas.

Considerando a base de 39 milhões de internautas brasileiros (segundo Ibope/NetRatings, dezembro de 2007), 24% destes fazem compras online. Em 2007 houve crescimento de 35% no número de e-consumidores, de 7 milhões em 2006, para 9,5 milhões. “O crescimento é claramente impulsionado pelo acesso à internet das classes de mais baixa renda”, comenta Guasti.

Mais vendidos
As categorias de produtos mais vendidos em 2007, por volume de pedidos, foi a de “livros, revistas e jornais”, que respondeu por 17% das vendas, repetindo o índice do ano anterior. Em segundo lugar, produtos de informática responderam por 12% das vendas, seguidos por eletrônicos, com 9%.

O grande diferencial foi a categoria de “CDs, DVDs e vídeos”, que caiu do segundo lugar, com 16%, em 2006, para a sexta posição, sem porcentagem significativa, no ano passado. Para Pedro Guasti, da e-bit, este fato é resultado de um conjunto de fatores, como download direto, compartilhamento de arquivos, pirataria e facilidade de gravação. “Não medimos ainda as vendas online com download direto”, acrescenta.

IT Web – 11/03/2008

IBM e Hitachi se aliam em pesquisas de chips com até 22 nanômetros

A IBM e a Hitachi deverão anunciar um acordo de desenvolvimento nesta segunda-feira (10/03) em que ambas a companhias colaboração para melhorar a tecnologia de semicondutores, incluindo a diminuição das funções em chips de silício.

Pesquisadores de ambas as empresas tentarão acelerar a miniaturização dos circuitos dos chips pesquisando em um nível atômico para semicondutores com 32 nanômetros e 22 nanômetros.

Ao combinar capacidades de pesquisa e propriedade intelectual, as companhias também esperar reduzir custos, afirmou a IBM. A aliança com a Hitachi não envolve o chip Cell, resultado de outra parceria da IBM, desta vez com Sony e Toshiba.

Mesmo que não se apliquem diretamente para a fabricação, as pesquisas podem contribuir aos processos aplicados pela IBM para criar aparelhos que se baseiam em silício, afirmou a empresa.

Detalhes financeiros do acordo, que durará dois anos, não foram revelados.

Fabricantes de chips como Intel, IBm e AMD estão constantemente atualizando suas tecnologias para encolher microprocessadores.

A Intel começou a alternar seu processo de fabricação para 45 nanômetros no ano passado, enquanto a AMD fará o mesmo neste ano. A Intel recentemente afirmou que espera avançar para o processo de 22 nanômetros até 2011. IBM e Hitachi se aliam em pesquisas de chips com até 22 nanômetros

Computer World – 10/03/2008

Texas Instruments reduz previsão de lucro para o trimestre

Texas Instruments, fabricante de chips para celulares, reduziu sua previsão de vendas e lucro para este primeiro trimestre.

A empresa anunciou na segunda-feira (10/3) que estima fechar o período com um ganho por ação entre US$ 0,41 e US$ 0,45, o que deve representar cerca de US$ 0,03 inferior à previsão feita em janeiro. Os analistas esperavam um ganho por ação de US$ 0,46, de acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria Thomson Financial.

Texas divulgou também que as vendas totais, antes estimadas em US$ 3,35 bilhões, devem ficar em US$ 3,21 bilhões, ou seja, cerca de US$ 130 milhões abaixo do ponto médio estimado em janeiro. Os analistas haviam previsto vendas de US$ 3,4 bilhões.

Em janeiro, a empresa havia previsto um aumento no ganho por ação de US$ 0,43 para US$ 0,49 e um crescimento das vendas de US$ 3,27 bilhões para US$ 3,55 bilhões no primeiro trimestre.

A empresa também anunciou que a sua unidade educacional, que fabrica calculadoras, deve fechar o primeiro trimestre com vendas totais entre US$ 70 milhões a US$ 90 milhões.

Ti Inside – 11/03/2008

Intel promete baixar preços de SSDs até 2010


A Intel quer competir com a Samsung no emergente mercado das 'Solid State Drives' (memórias de armazenamento sólidas), dispositivos de armazenamento de massa, sem partes móveis e com diversas vantagens sobre os actuais discos rígidos, incluindo maior longevidade, fiabilidade e velocidades de leitura e escrita superiores.

Tendo já apresentado uma solução integrada para dispositivos móveis, a SSD Z-P140 de 2 ou 4GB, o fabricante de semicondutores norte-americano volta-se agora para o mercado mais abrangente dos formatos de disco de 1,8 e 2,5 polegadas, para portáteis e computadores de secretária.

Segundo a Intel, o actual desenvolvimento programado permitirá à empresa colocar no mercado, ainda este ano, discos sólidos com capacidades até 160GB, ultrapassando a pioneira das SSDs Samsung, quer em termos de capacidade bruta, quer em termos de velocidades de escrita e leitura.

Troy Winslow, responsável do departamento de memórias NAND da Intel, prevê ainda uma queda acentuada dos preços das memórias sólidas, durante os próximos anos e até 2010, entre 40 e 50 por cento por ano, previsões confirmadas por Michael Yang, responsável pelo marketing das memórias Flash da Samsung.

Tek – 09/03/2008

Philips vende participação em joint-venture de LCD por US$ 1 bi

A Philips se desfez de uma participação na joint-venture de telas de cristal líquido (LCD) que mantinha com a coreana LG nesta quarta-feira, vendendo cerca de 1 bilhão de dólares em ações da LG Display com um desconto de 4,8 a 8,1 por cento.

A Philips vendeu 23 milhões de ações ordinárias, ou 6,32 por cento dos papéis da LG Display, por uma média de preços entre 42,750 a 44,250 wons por ação em um acordo coordenado pelo Citigroup e Credit Suisse, segundo documentos divulgados pela Philips.

A transação vai reduzir a participação que a Philips controla na joint-venture, que inicialmente se chamava LG.Philips LCD, de 19,9 por cento para 13,5 por cento, enquanto a LG Electronics detém 37,9 por cento.

"Não é um bom momento para vender ações. Os preços atuais estão cerca de 20 por cento abaixo do pico visto em novembro. Quase todos os analistas, e eu me incluo entre eles, esperam que os lucros da LG Display comecem a crescer depois do primeiro trimestre, por isso ainda há mais para ganhar", afirmou Jay Yoo, analista da Korea Investment and Securities.

"Tem havido forte demanda por telas de custal líquido. Sazonalmente, a primeira metade do ano tende a ser mais fraca, mas a demanda deve melhorar no segundo semestre", acrescentou Yoo.

Em outubro, a Philips vendeu cerca de 2,2 bilhões de dólares em ações da joint-venture, que é a segunda maior em produção de LCD no mundo, atrás da Samsung Electronics.

Reuters – 12/03/2008

AUTOMOTIVO

Com Tritec, Fiat fortalece império na produção de motor

Ao comprar a Tritec, uma fábrica do Paraná desativada, a Fiat abriu ontem um caminho para não apenas ser a maior produtora de motores da América Latina como também atender a uma determinação da matriz de fornecer motores para empresas fora do grupo italiano.

Com um investimento de R$ 250 milhões, a Fiat colocará a instalação de Campo Largo novamente em atividade para produzir uma nova família de motores de porte médio. O valor da compra não foi revelado. O produto será destinado às próprias empresas do grupo e também a clientes externos.

Na Europa, a FPT - sigla da chamada Fiat Powertrain Technologies -, divisão mundial da companhia que produz motores e transmissões, faturou no ano passado ? 7,1 bilhões, dos quais 24% foram obtidos com a venda para clientes fora do grupo Fiat. A ordem da matriz do grupo, em Turim, é elevar essa fatia e incluir na estratégias todas as fábricas da América do Sul.

O grupo italiano já tem uma fábrica de motores em Betim (MG), ao lado da fábrica de automóveis, outra em Sete Lagoas (MG), junto com a linha de caminhões Iveco e mais uma em Córdoba , na Argentina. A unidade argentina conseguiu já no ano passado um contrato de fornecimento de transmissões para o grupo francês PSA Peugeot Citroën . Mas os planos da companhia são ambiciosos. Na Europa, essa divisão produz motores até para locomotivas. No Brasil, já está acertada a produção em breve de motores para geradores de energia em Sete Lagoas, segundo Franco Ciranni, o executivo que comanda a FPT na América do Sul.

As três fábricas existentes já começaram a receber investimentos que elevarão a capacidade de produção para cerca de 900 mil motores por ano. Com a Tritec, o grupo ganhará um adicional de 400 mil unidades. Esse é o volume para o qual a Tritec foi concebida há quase 10 anos, embora essa capacidade não tenha sido atingida até agora.

Inaugurada em 1999, com investimentos de US$ 500 milhões, a Tritec é fruto de uma aliança inusitada entre duas montadoras - a americana Chrysler e a alemã BMW, duas multinacionais de peso que escolheram o Brasil para fazer a sua única joint venture em todo o mundo.

O fracasso desse casamento começou a ficar nítido quando aconteceu a aliança mundial da Chrysler com o grupo alemão Daimler, também em 1999. Chrysler e Daimler também se separaram no ano passado. Enquanto durou, a aliança DaimlerChrysler incomodava os negócios na Tritec, já que uma das sócias, a BMW, é rival da Mercedes-Benz, concorrente nos carros de luxo.

Fontes muito próximas aos entendimento para a compra da Tritec informaram ao Valor que essa distância entre as duas sócias atrapalhou as negociações e foi motivo para que as discussões durassem mais do que o previsto. Antes da Fiat, a Tritec chegou a ser cobiçada pela General Motors, outra montadora que encontra dificuldades para produzir motores em quantidades suficientes para atender ao atual aumento de produção de automóveis no país. No mês passado a GM decidiu investir na construção de uma fábrica nova em Santa Catarina.

Fiat e GM que também já se juntaram numa aliança mundial estiveram juntas na produção de motores, inclusive no Brasil. Foi, aliás, essa experiência que fez as duas multinacionais perceberem a força que tinham na produção de motores. Ainda hoje, por conta a de acerto feito no fim da aliança, em 2005, a Fiat vende motores a diesel para a GM na Europa e a GM, por sua vez fornece a linha das versões 1.8 para os carros Fiat fabricados no Brasil.
A linha de produção da Tritec foi desligada em julho do ano passado, quando saíram os últimos motores exportados para equipar os automóveis Mini Cooper, da BMW, e PT Cruiser, da Chrysler. A Tritec fabricava motores de 1.4 e 1.6 litro e toda sua produção era voltada ao mercado externo.

Dos antigos tempos, sobraram 100 empregados que agora serão mantidos na nova estrutura, segundo garantiu ontem a direção da Fiat. No passado, a Tritec chegou a contar com cerca de 400 empregados. Segundo a direção do grupo Fiat, a FPT planeja ainda aumentar o número de funcionários no Paraná para 500.

O investimento de R$ 250 milhões que será usado na fábrica de Campo Largo Paraná está fora do pacote de R$ 6 bilhões que o grupo Fiat anunciou no final do ano passado. Segundo informações de executivos da empresa, os recursos serão usados para detalhes necessários à reativação da linha de produção, como eliminação de gargalos e treinamento dos novos empregados.

Os antigos proprietários da Tritec já usavam blocos de motor produzidos pela Teksid, coincidentemente uma empresa do grupo Fiat que fabrica peças fundidas. A Teksid está localizada próxima à fábrica de automóveis da Fiat, o que significa que os blocos continuarão sendo transportados de Minas Gerais até o Paraná.

Ciranni fez ontem uma apresentação da FPT para o governo paranaense. O grupo agora passa a ter em todo o mundo 16 fábricas, 11 centros de pesquisas e 20 mil empregados.

O executivo prevê para a região da América do Sul faturamento de R$ 1,2 bilhão em 2010. Equipes técnicas irão iniciar os trabalhos para a reativação da Tritec. Ciranni espera que as máquinas voltem a funcionar no segundo semestre. O plano é que no início de 2009 saiam da fábrica os primeiros motores da nova proprietária.

Numa primeira fase, a fábrica que a Fiat comprou no Paraná deverá produzir 275 mil motores por ano. Esse volume deverá ser elevado para 400 mil em curto espaço de tempo, segundo a diretoria da empresa.

Ao ser questionado sobre as negociações com a Chrysler, nos Estados Unidos, Ciranni limitou-se a dizer que elas duraram meses. Segundo ele, a transferência da fábrica para Minas Gerais nunca chegou a ser cogitada. O executivo recusou-se a falar sobre o interesse dos concorrentes pela fábrica. Além do interesse demonstrado pela GM, a Tritec foi alvo de outras ofertas de compras, como a da chinesa Lifan e das russas AutoVaz e GAZ.

Valor Online – 13/03/2008

Vendas da Renault do Brasil crescem 74% em fevereiro

Em um mercado em que as vendas de automóveis batem recordes sucessivos, a Renault do Brasil vai ainda mais além e registra, em fevereiro, um aumento de 74% no número de emplacamentos em relação ao mesmo mês de 2007 (4.293 veículos). Com 7.475 unidades comercializadas no último mês, este desempenho é 100% superior ao obtido pelo setor automotivo, que teve elevação de 36,8% no mesmo período em relação ao ano passado.

No acumulado de 2008, o crescimento chega a 64%, com 15.145 unidades comercializadas ante 9.215 veículos em janeiro e fevereiro de 2007. “O mercado de automóveis continua aquecido e superando as previsões mais otimistas. Nosso desempenho tem sido superior ao mercado; as previsões do plano Renault Mercosul Contrato 2009 é de dobrar o volume de vendas e ultrapassar, até 2009, o patamar das 100 mil unidades vendidas por ano”, comenta Jérôme Stoll, Presidente da Renault do Brasil.

Demanda puxa produção

A demanda no mercado interno levou a Renault do Brasil, em fevereiro, a elevar em 73% a produção de veículos de passeio e utilitários. No mês, foram produzidos 11.316 veículos ante 6.542 unidades no mesmo período de 2007. As exportações seguem em alta, totalizando 3.100 unidades no último mês, representando um crescimento de 97% em relação ao mesmo mês de 2007 (1.570 unidades).

Bem Paraná – 13/03/2008

Setor automotivo deve investir R$ 20 bi até 2010

A indústria de veículos e autopeças no Brasil investirá cerca de US$ 20 bilhões em três anos, até 2010, afirmou ontem o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider. “É um número incrivelmente grande. Existe uma confiança na expansão do mercado (no Brasil)”, disse Schneider.

O executivo acrescentou que os números são absolutos, sem levar em consideração fatores como inflação e câmbio. Para 2008, a Anfavea divulgou a previsão de investimentos apenas das montadoras, no valor de US$ 4,9 bilhões. No ano passado, os investimentos somaram US$ 2,1 bilhões.

6º maior do mundo

Nos próximos dois anos, a indústria automotiva brasileira elevará em 500 mil unidades a sua capacidade de produção. A capacidade total no país, que era de 3,5 milhões de unidades em 2007, passará para 3,85 milhões neste ano, alcançando quatro milhões em 2009. “A maior parte do investimento de 2008 será para o aumento da capacidade”, disse Schneider, acrescentando que o valor de investimento deste ano é recorde e se baseia em dados apresentados até agora pelas montadoras.

A expectativa do setor automotivo é de que o Brasil alcance em 2008 a posição de sexto maior produtor de veículos do mundo. Em 2007, o país era o sétimo colocado, atrás de Japão (1º), Estados Unidos, China, Alemanha, Coréia do Sul e França.

Bom dia – 11/03/2008

Sucesso de vendas, carros flex chegam à marca de 5 milhões

A indústria automobilística deve fechar ainda nesta semana a marca de 5 milhões de carros flex vendidos no País. A soma, além de refletir sucesso da tecnologia, trouxe ganhos verdadeiramente palpáveis ao inserir o Brasil no debate da segurança energética, ao ajudar as montadoras a obter recordes de vendas, a equilibrar o mercado doméstico de combustíveis e a contribuir para desenvolvimento sustentável.

As dúvidas sobre o uso da tecnologia vão se dissipando à medida que cresce a frota - atualmente 87,5% dos carros e comerciais leves vendidos no Brasil utilizam o sistema que permite o uso de gasolina ou álcool em qualquer proporção. Desde o lançamento do primeiro modelo flex - o Gol (VW), em 2003, nem mesmos os mais céticos têm dúvidas sobre a eficiência da tecnologia, que encontrou no Brasil as condições ideais para se proliferar.

Maior produtor mundial de etanol a partir da cana-de-açúcar, rede de postos de abastecimento capilarizada em todo o País desde a instituição do Proálcool, em 1975, e profissionais criativos e capacitados levaram o modelo brasileiro a ser invejado até por potências, como os Estados Unidos, que procuram desesperadamente alternativas para o uso do petróleo, que bateu na última sexta-feira US$ 106 o barril.

O flex ganha força justamente num momento de boom do mercado brasileiro, que só no ano passado cresceu 27% e dá mostra de muito vigor em 2008, com crescimento de vendas de 39% no bimestre. "O mercado impulsiona o flex e o flex impulsiona o mercado", avalia Carlos Louzada, diretor-superintendente da TBM Consulting. Se mantiver o ritmo de produção e vendas, o Brasil atingirá até o final do ano a marca de 7 milhões de veículos bicombustíveis, numa trajetória meteórica e impressionante.

"Quem disser que, há cinco anos, já previa o sucesso do flex, está mentindo", afirmou Pedro Manuchakian, vice-presidente de engenharia da General Motors LAAM (divisão que engloba as regiões da América Latina, África e Oriente Médio). "No Brasil, a gente sempre fica com o pé atrás até que as coisas acontecem de fato."

E de fato as coisas aconteceram, inclusive com a evolução dos motores. A própria GM desenvolveu o EconoFlex, que melhorou os índices de consumo ao desenvolver uma taxa de compressão mais alta, que funciona bem, tanto para álcool como para gasolina. Segundo Manuchakian, o desafio agora é melhorar os motores mais potentes, como o 2.0 e 2.4 litros, que costumam ter um desempenho pior, principalmente quando abastecidos a álcool.

Para Manuchakian, a evolução dos softwares poderá ajudar a melhorar a calibragem dos motores, inclusive para carros mais potentes. A GM conseguiu, com a ajuda da Bosch, tornar viável a S-10 flex, uma caminhonete que dobrou suas vendas ao dispor a seus consumidores o sistema do bicombustível.

Para Manuchakian, o motor flex fuel é tão bom quanto o propulsor abastecido só a gasolina ou só a álcool. "É lenda esta historinha que contam por aí que motor flex é um pato: não voa bem, não nada bem nem anda bem. Não tem nada disso. O motor flex é muito bom."

O consultor André Beer, ex-vice-presidente da GM, afirmou que melhorar o consumo é um desafio para o flex, cujo motor tem apenas uma câmara para fazer a queima de dois combustíveis. "Como não dá para ter duas num mesmo motor, os engenheiros vão melhorar o sistema, acredito, a partir de materiais mais leves e duráveis."

Humberto Gavinelli, gerente de vendas e engenharia da Bosch, afirmou que um sistema que permite a partida a frio, eliminando a famigerada bombinha a gasolina, será um dos avanços a chegar ao mercado em pouco tempo. "Os sistemistas estão empenhados e vêm realizando pequenas mudanças que ajudam a melhorar o flex."

O biodiesel será um próximo passo na evolução de combustíveis no Brasil, acredita André Beer. O consultor afirmou que a tecnologia - quando se ajustar o refino e a produção do combustível - vai surpreender novamente o mundo, assim como está ocorrendo com o sistema flex impulsionado pelo álcool. "Quando o Brasil ajustar a produção do biodiesel, a partir da soja, por exemplo, vai dar mais um salto e se tornar cada vez mais independente (em segurança energética).

Mesmo com todas as diferenças tributárias entre os Estados, o álcool tem o preço o mais favorável que a gasolina na maioria do País. O álcool só compensa, no sistema flex, se o preço estiver pelo menos 30% abaixo do preço da gasolina, já que tem o consumo maior que o combustível fóssil. Porém, por ter maior massa, desenvolve mais velocidade que a gasolina.

A parte mais sensível do homem é o bolso. "Tive durante sete anos carro a gasolina. Mudei para o flex. Sinto no bolso a diferença. Com os mesmos reais, agora encho o tanque. Com gasolina, o ponteiro nem mexia", compara dono de um dos 5 milhões de carros flex.

Invertia – 10/03/2008

General Motors supera a Volkswagen nas vendas

Até agora, neste início de ano, a General Motors não diminuiu o ritmo de produção de forma a prejudicar o desempenho no mercado de um de seus principais produtos, a família Celta. Resultado: as vendas no bimestre superaram as da Volkswagen, que caiu para o terceiro lugar no ranking das montadoras, enquanto a Fiat permanece no topo das vendas sem ameaças aparentes.

No ano passado uma aposta equivocada no tamanho da demanda reduziu o ritmo de produção da fábrica de Gravataí, RS, nos primeiros meses. A decisão foi suficiente para a GM perder terreno para a rival VW no mercado interno. Além de faltar carros como os Chevrolet Celta e Prisma nas revendas no primeiro trimestre, terminou o ano em terceiro.

A Fiat terminou o ano de 2007 na liderança e continua em primeiro lugar, com 25% de participação. Já vendeu 99,1 mil veículos, um aumento de 37,2% sobre o primeiro bimestre de 2007.

No acumulado deste ano a GM supera a VW nas vendas e assume a vice-liderança por muito pouco. O importante, no entanto, é a manutenção dos volumes mensais acima de 40 mil unidades. Em dois meses já entregou 89,6 mil veículos, o que lhe confere participação de 22,6%. As vendas em 2008 cresceram 52,5% com relação a igual período do ano passado.

A VW comercializou no bimestre 89,3 mil veículos, participação de 22,5%, quase um empate técnico. O crescimento de vendas da marca é de 30,3% sobre igual período de 2007. No ano passado, nessa mesma época, a VW já acumulava 10 mil unidades na frente da GM.

A quarta posição do ranking é da Ford, que praticamente repete seu desempenho com 36,6 mil unidades entregues aos clientes, aumento de 3% sobre os dois primeiros meses do ano passado.

Na disputa pela quinta posição, a Honda superou a Renault, que em janeiro vendeu mais veículos. Com 16 mil unidades no bimestre, um aumento de 104% sobre mesmo período do ano passado e 4% de participação, a Honda para a ser a quinta montadora que mais vende.

Apesar de ficar em sexto lugar, com 15,1 mil veículos vendidos e 3,8% de participação, o crescimento da Renault no bimestre também é vigoroso: na comparação com igual período do ano passado, as vendas foram 64,4% mais altas.

A Peugeot vendeu 12,7 mil veículos no bimestre, um crescimento de 41,6% sobre os mesmos dois primeiros meses do ano passado e 3,2% de participação. É a sétima no ranking.

O oitavo lugar ocupa a Citroën com 9,6 mil unidades comercializadas no período, alta de 64,2% sobre o primeiro bimestre do ano passado e assumindo 2,4% de participação.

A Toyota sustenta a nona posição com vendas estagnadas. De janeiro a fevereiro entregou 9 mil veículos, mesmo desempenho do ano passado. Tem 2,3% de participação do mercado.

Em décimo aparece a Mitsubishi, que vendeu 4,6 mil unidades, um crescimento de 37% em seu desempenho com relação ao primeiro bimestre de 2007. A marca participa com 1,1% do mercado.

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AutoData – 11/03/2008

CONSUMER

LG vai comprar LCD da Sharp

A grande demanda por TVs LCD fez a coreana LG encomendar dois milhões de painéis LCD da rival Sharp.

Segundo a LG, suas fábricas na Coréia e em Taiwan – onde produz em parceria com a holandesa Philips – estão abarrotadas de encomendas e não há displays LCD suficientes para alimentar a produção.

Para amenizar o problema, a LG encomendou displays de 32 e 52 polegadas da rival japonesa. A LG produz mensalmente 14 milhões de TVs LCD na Ásia.

INFO Online – 12/03/2008

Serviços IPTV com 12,3 milhões de clientes em todo o mundo


O número de assinantes de serviços de IPTV em todo o mundo aumentou 117 por cento ao longo do ano passado. Actualmente, existem cerca de 12,3 milhões de clientes de televisão suportada por redes IP a nível global, um valor para o qual contribuíram as adesões registadas na Europa Ocidental, onde alguns fornecedores de banda larga oferecem este serviço gratuitamente, indica um relatório emitido pela Informa Telecoms & Media.

Segundo os números publicados pela consultora, a Europa Ocidental concentra 57 por cento do total de assinantes de IPTV de todo o mundo. O mercado francês é o líder na Europa, já que agrega perto de 75 por cento do total de assinantes destes serviços em todo o continente. Em conjunto com a Itália, os dois países detêm 5 milhões de clientes, um número potenciado pela quantidade de pacotes gratuitos oferecidos pelos operadores.

Apesar de a grande maioria destes assinantes não pagarem pelos conteúdos adicionais, acabam por receber acesso gratuito aos serviços de triple-play básicos, uma mais valia que acaba por promover o IPTV e por aumentar o número de acessos ao serviço.

A região Ásia-Pacífico também se destacou ao longo do ano passado. A China alcançou mais de um milhão de assinantes de IPTV e Hong Kong, em Setembro, já havia ultrapassado essa meta, o que, somando aos valores registados no Japão, faz destes mercados os mais maduros a nível mundial com 60 por cento dos acessos a TV por redes DSL.

A Informa refere ainda que nos Estados Unidos foi somados mais um milhão de clientes em 2007, muito por causa dos desenvolvimentos a nível da s redes de fibra desencadeados pela Verizon e AT&T.

Em Portugal, os serviços de IPTV são prestados pela Portugal Telecom, através do meo, e pelo Clix, com o SmarTV. No caso da PT, o número de clientes conhecido desta oferta ascende aos 21 mil, 15 mil dos quais angariados no último trimestre. Quanto ao Clix não são conhecidos quaisquer números dado que a empresa alega não ter por política revelar dados específicos referentes a assinaturas de serviços.

TEK – 12/03/2008

Demanda por telas pequenas de LCD cresce e se aproxima do nível de oferta, diz consultoria

O mercado de telas de LCD de pequenas dimensões vai continuar com pouca folga de oferta no primeiro trimestre, por conta da forte demanda de consumidores por TVs pequenas e molduras ativas para fotos digitais. O faturamento do setor, segundo a consultoria iSuppli, deve se acelerar neste ano, quase dobrando o ritmo registrado em 2007.

A oferta total de telas de menos de 10 polegadas, de acordo com a consultoria, superou a demanda por apenas 0,8% no último trimestre de 2007, contra diferença de 6,2% nos três meses anteriores. Entre janeiro e março deste ano, a diferença deve ficar em 1%, segundo a consultoria.

Com a demanda apenas ligeiramente acima da oferta, a disponibilidade de certos tipos de tela está limitada, o que no último trimestre levou a uma situação inédita há um ano no mercado de telas pequenas e médias: o aumento nos preços de alguns produtos, disse a analista de Telas para Aparelhos Móveis do iSuppli, Vinita Jakhanwal. Com os grandes volumes e intensa competição nas telas pequenas e médias, os preços normalmente declinam trimestre a trimestre. O aumento nos preços indica que a expansão da demanda é extremamente vigorosa, afirma a analista.

Segundo o iSuppli, a média de preços global de telas para molduras de fotos aumentou 20% entre o terceiro e o quarto trimestres, para US$ 30. Já as telas para TVs LCD pequenas viram seus preços subirem de US$ 8,20 no terceiro trimestre para US$ 8,40 no fim de dezembro.

A consultoria aposta que os preços de telas para molduras de fotos digitais deverá cair cerca de 3,3% no primeiro trimestre. Em contrapartida, haverá aumento significativo em outros segmentos, como o de reprodutores de mídia portáteis, celulares, aplicativos automotivos, câmeras e aplicações industriais. Isso deve elevar o preço médio global dessas telas em geral para US$ 6,80, 22% mais que em dezembro, quando a média era de US$ 5,60.
O faturamento com esse tipo de telas, segundo o iSuppli, deve ter bom crescimento no primeiro trimestre, de 17,3% ante o mesmo período de 2007, para US$ 6,4 bilhões. Ainda assim, isso vai representar uma queda de 6,5% em relação ao último trimestre do ano passado, o que é um movimento sazonal típico desse período do ano, segundo a consultoria.

Para o fechado de 2008, a expectativa é que haja um aumento de 14,7% no faturamento do setor, para um total de US$ 27,6 bilhões. Em 2006, sobre 2005, o ritmo de crescimento foi bem menor, de 8,8%.

O Globo Online – 10/03/2008

Número de usuários de TV pela internet deve crescer para 90 milhões em 2013, diz consultoria

As assinaturas mundiais de usuários de IPTV (TV por internet) atingiram a marca de 13,5 milhões no ano passado. Para 2013, porém, esse número deve subir para 90 milhões, segundo previsão da consultoria ABI.

O mercado de IPTV como um todo está no caminho para um forte crescimento, disse o analista da consultoria, Cesar Bachelet. Mas claramente será mais forte em algumas áreas e menos em outras. Antecipamos um crescimento particularmente significativo na América do Norte e na maioria dos mercados emergentes, acrescenta.

Na América do Norte, até pouco tempo apenas alguns operadores canadenses e pequenos operadores rurais e regionais nos EUA ofereciam o serviço. Em 2007, porém, a Verizon e a AT & T começaram a aumentar a instalação de redes de fibra ótica. Particularmente nos EUA, o crescimento de IPTV está ligado à instalação dessas redes.

Na Ásia, embora a operadora PCCW, de Hong Kong, tenha sido uma das primeiras a oferecer o serviço de IPTV, o peso da região no número total de assinantes ainda é pequeno. Isso se dá principalmente por conta da baixa penetração de redes de banda larga nos países asiáticos e por dificuldades regulatórias, que impedem um maior desenvolvimento do serviço. Segundo a ABI, porém, a região vai experimentar um crescimento vigoroso nos próximos anos à medida que esses problemas forem sendo solucionados.

O crescimento dos mercados, afirma a consultoria, abre oportunidades para fabricantes de infraestrutura e equipamentos para IPTV, como servidores de vídeo, set-top boxes e outros. Isso, porém, não significa sucesso automático para esses fabricantes na opinião da ABI

As operadoras estão se tornando muito exigentes na hora de escolher seus fornecedores, afirma Bachelet. Eles querem aqueles que sejam comprovados e tenha uma história de suporte a entregas de grandes volumes de equipamentos, acrescenta. O analista ainda afirma que isso é uma via de duas mãos, uma vez que as empresas de telefonia ainda têm um caminho difícil a percorrer para oferecer IPTV. Porque para a maioria, vídeo é um negócio totalmente novo e muito sofisticado e eles deverão enfrentar operadoras de TV por assinatura que já têm relacionamento estabelecido com o cliente e uma larga experiência, conclui.

O Globo – 07/03/2008

O "Clube do Milhão" faturou no governo R$ 1,3 bilhão em 2007

O governo gastou cerca de R$ 1,4 bilhão em compras de produtos de serviços de Informática e Telecomunicações (excluindo serviços de telefonia fixa e móvel) em 2007. Um seleto grupo, composto por 130 empresas de Informática e Telecomunicações (excluindo as concessionárias de telefonia fixa e operadoras de celular) de diversos segmentos voltados às duas áreas, faturou no ano passado acima de um milhão reais em vendas para o governo.
Somadas, essas 130 empresas faturaram a quantia de R$ 1.387.747.091,09, que representam 92.85% do total gasto pelo governo com o setor de TICs.
O restante - 7,15% - foi dividido por 612 empresas, o que revela um forte predomínio deste grupo, batizado aqui, do "Clube do Milhão", em função do faturamento de cada uma das 130 empresas ficar acima de R$ 1 milhão.

Entenda-se por governo, os Ministérios, os órgãos vinculados, as autarquias em geral, as agências reguladoras, os institutos de pesquisa, ou seja, aqueles que informam seus gastos no Portal da Transparência. O que não é o caso de bancos oficiais e empresas estatais de grande porte. Apenas, o Serpro, das grandes estatais, disponibiliza os seus gastos neste setor.

Além do seleto "Clube do Milhão", 682 micro, pequenas e médias empresas venderam para o governo, ao longo do ano passado, R$ 111.197.101,76.
Ao todo, 812 empresas de diversas áreas dos setores de Informática e Telecomunicações foram identificadas pelo portal Convergência Digital como fornecedoras do governo. A soma das vendas efetuadas pelas 682 micro,pequenas e médias empresas com às feitas pelo "Clube do Milhão" ( 130 empresas) totalizaram, no ano passado, por fim, R$ 1.498.944.192,85.

O portal Convergência Digital inicia esta semana uma série de reportagens sobre este famoso clube de empresas que ultrapassaram o milhão de faturamento, bem como, mostra um panorama geral das vendas do setor para o governo. Trata-se de um ranking do setor? Não. Sem contabilizar os gastos efetuados pelos bancos oficiais e pelas grandes estatais, não há como avaliar quem estaria ou não na frente nas vendas para o mercado corporativo governamental.

Mas, o levantamento, por sua vez, permite a avaliação, do ponto de vista dos Ministérios, as empresas que tiveram melhor desempenho de vendas. Para facilitar a compreensão do leitor, as primeiras reportagens identificam quais são as empresas que mais faturam no governo; em quais áreas da informática e telecomunicações elas atuam e, por fim, com quem venderam ao longo do ano passado ( distribuidoras).

Numa panorâmica geral, as vendas em 2007 e o quadro geral de clasificação ficou o seguinte:
- 130 empresas - faturaram acima de R$ 1 milhão (R$ 1.387.747.091,09)
- 87 empresas - faturaram na faixa entre R$ 500 mil a 900 mil (R$ 62.136.784,03)
- 43 empresas - faturaram na faixa de R$ 300 mil a R$ 400 mil (R$ 15.747.428,66)
- 117 empresas - faturaram na faixa de R$ 100 a R$ 200 mil (R$ 23.837.174,37)
- 435 empresas - faturaram abaixo de R$ 100 mil (R$ 9.475.714,70).

O portal ainda revisa os últimos números, ao mesmo tempo, que faz uma varredura completa para verificar se alguma empresa não ficou de fora da lista. Mesmo assim, caberá ao leitor, a partir desta terça-feira (11/03) acompanhar a série e nos alertar sobre eventuais falhas nessa pesquisa.

Convergência Digital – 10/03/2008

"Clube do Milhão": 10 empresas faturam mais do que as outras 120

Qual a diferença entre o Grupo Positivo Informática (Editora e fábrica de computadores) e a empresa Nova Impressão Digital Ltda-EPP? Em numerários, essa "diferença" é de apenas: R$ 134.999.519,28. Em 2007, a Positivo foi a empresa que mais faturou no governo, somando um total de R$ 134.999.555,78.

Enquanto isso, a Nova Impressão Digital ocupa a "lanterna" no "ranking" dos gastos com produtos e serviços de informática e telecomunicações, levantados pelo portal Convergência Digital no Portal da Transparência do governo, ao vender um produto por R$ 36,50.

Em comum entre as duas empresas o fato da Positivo e da Nova Digital estarem no Estado do Paraná. A pequena empresa teve, em julho de 2007, seu gasto contabilizado no Siafi - Sistema de Administração Financeira, pelo Ministério da Educação. Mais particularmente pelo Campus de Londrina, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Outro ponto a ressaltar é que as duas empresas têm no Ministério da Educação os seus maiores contratos, pelo menos do ponto de vista da Positivo (Leia matéria nesta quarta-feira, 12/03, sobre para quem vendem os 10 maiores fornecedores de TICs, no governo).
Elite

Fazer parte do "Clube do Milhão" - empresas que em 2007 faturaram acima de R$ 1 milhão em vendas de produtos e serviços de informática e telecomunicações ao governo - já significa a glória e o prestígio para qualquer companhia privada. Imagine, então, estar entre os 10 maiores da elite deste grupo.

Além da Positivo Informática, esse pequeno e seleto grupo de "sócios proprietários" da TI no governo é formado ainda pelas seguintes empresas:

2ª - CTIS TECNOLOGIA S.A - R$ 92.751.279,80
3ª - GRUPO ITAUTEC S/A - R$ 79.964.683,00
4ª - POLIEDRO INFORMATICA LTDA: R$ 76.864.458,39
5ª - IBM BRASIL-INDUSTRIA MAQUINAS E SERVICOS LTDA: R$ 67.973.251,83
6ª - POLITEC TECNOLOGIA DA INFORMACAO S/A: R$ 62.812.535,97
7ª - DATAMEC S/A (UNISYS): R$ 62.714.641,90
8ª - MICROLOG INFORMATICA E TECNOLOGIA LTDA: R$ 45.110.623,35
9ª - COMSAT- VICOM: R$ 40.715.446,08
10ª- GRUPO SIEMENS (+ ENTERPRISE COMMUNICATIONS + MEDICAL SOLUTIONS): R$ 40.581.115,20

Juntas com a Positivo, essas empresas, no ano passado, somaram em vendas para o governo, R$ 704.487.591,30. Convém novamente lembrar que no Portal da Transparência não constam os dados sobre as compras de TI de grandes bancos oficiais e empresas estatais de grande porte, exceto os realizados pelo Serpro, que adotou essa política. Os dados acima referem-se às vendas para Ministérios e órgãos vinculados, Fundações e Institutos além das agências reguladoras.

E mais um detalhe interessante nessa espécie de "ranking": As 10 maiores fornecedoras de produtos e serviços informática e Telecomunicações (excluídas as concessionárias de telefonia fixa e operadoras celulares) reunidas, têm um faturamento junto ao governo maior do que todas as outras 120 empresas, também integrantes do "Clube do Milhão" (R$ 683.259.499,79).

Antes que alguém questione onde foram parar a Microsoft, a Oracle ou a SAP, entre outras grandes corporações dos setores de Software, ou de Hardware como a HP ou a Dell, o portal Convergência Digital lembra que essas empresas atuam com o modelo de venda direta e indireta junto ao governo. Elas usam, muitas vezes, canais de vendas distribuídas por todo o País e, apesar da pulverização, estão bem posicionadas nesse "ranking". Exceção para a SAP, de gestão empresarial, que não registrou vendas diretas para Ministérios, embora se saiba que a companha detêm grandes contratos em empresas estatais.

O portal Convergência Digital procurou fazer um levantamento e descobriu 130 empresas com faturamento acima de R$ 1 milhão. Outras poderão surgir ao longo do caminho, embora não tenham sido registradas nessa pesquisa. Não é fácil levantar esses dados no Portal da Transparência. O leitor deve buscar através de palavras-chave como "Informática", "TI", "Telecomunicações", "Digital", "Consultorias", "software", etc.

Portanto, falhas podem ocorrer e não são descartadas por este veículo de comunicação corporativa, embora este mapeamento talvez seja o mais próximo daquilo que se pode conseguir em termos de "ranking" de faturamento das empresas privadas de TI e Telecom no governo federal. Abaixo, o Convergência Digital disponibiliza a relação das empresas e os respectivos faturamentos no governo.

Convergência Digital – 10/03/2008

"Clube do Milhão": Positivo domina contratos no MEC, INSS e Receita

O Grupo Positivo (Informática e Editora), com um desempenho financeiro de R$ 134.999.555, 78, lidera, com folga, o seleto grupo de 10 empresas que, somadas, faturaram R$ 704.487.591,37 junto ao Governo Federal ao longo de 2007. Esse "time" comanda o "Clube do Milhão", formado por outras 120 companhias, que também faturam acima de R$ 1 milhão.

A liderança da do Grupo Positivo foi construída nos últimos anos. Entre 2004 e 2007, somente no governo, por exemplo, a empresa faturou um montante da ordem de R$ 324.180.239,92. Mas, 2007 foi diferenciado. A receita da companhia na vertical foi de R$ 134.999.555,78.

Quando, em 2004, o Governo Lula lançou o Portal Transparência Pública, com o objetivo de mostrar ao cidadão os gastos administrativos efetuados pelo governo, na área de Tecnologia da Informação e Comunicações (excluindo estatais e banco oficiais, com exceção para o Serpro e, agora, da Dataprev), a Editora Positivo Ltda dominava as vendas de conteúdo educativo no Ministério da Educação, assim como, liderava o faturamento do Grupo.
Ainda em 2004, o Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) chegou a comprar em software educativos produzidos pela editora, R$ 23.774.828,37. Já a integradora de PCs Positivo Informática S/A vendeu para o mesmo ministério apenas R$ 6.003.871,48. Mas, este foi o último ano do "reinado" da Editora no Grupo, que terminou 2004 com um faturamento da ordem de R$ 29.778.699.85.
Desde então, a Positivo Informática passou a "dominar" os contratos do Ministério da Educação, além de ganhar concorrências em outros ministérios de grande relevância e poder de compra. Já em 2005, o Grupo Positivo apresentava um faturamento global no governo federal de R$ 90.296.853,23. Por sua vez, a Editora gerou R$ 33.769.032,26.

Em 2006, o pior ano do Grupo. Houve uma queda significativa no faturamento com o Governo. O volume total de vendas caiu para R$ 69.105.131,06. A editora, com os software educativos, também viu sua performance baixar e faturou apenas R$ R$ 21.800.133,39.
Reação

No ano passado, porém, o Grupo reagiu, graças aos novos incentivos fiscais concedidos pelo governo para a produção de computadores com valores mais baratos e de acesso às classes de renda baixa. O faturamento Global do Grupo Positivo chegou aos R$ 134.999.555,78 - sendo apenas R$ 39.104.653,29, gerados pela Editora junto ao MEC.

Líder nos últimos anos na vendas de PCs no varejo no Brasil, a Positivo Informática também vem comandando as compras de computadores e notebooks dentro do governo Federal, sendo a primeira empresa a liderar o "ranking" informal do portal Convergência Digital denominado "Clube do Milhão", com base em dados fornecidos pelo Portal da Transparência.

Em 2007, a Positivo Informática teve forte presença nos Ministérios da Educação, Previdência e o da Fazenda (Receita Federal), mas vendeu bem para outras pastas como, por exemplo, às da Saúde, Defesa, Minas e Energia, e das Cidades. Também chegou a fazer uma pequena venda de computadores para a Anatel, vinculada ao Ministério das Comunicações, e para o Instituto Nacional de Tecnologia da Informnação (ITI), vinculado à Presidência da República.

O faturamento da Positivo de 2007 (R$134.999.555,78) poderia ter sido acrescido em cerca de R$ 88 milhões, caso o Ministério das Comunicações não tivesse demorado tanto para confirmar a vitória da empresa num pregão eletrônico que começou em dezembro de 2006.

A concorrência aconteceu para a aquisição de equipamentos de informática para 5.400 Telecentros de Inclusão Digital, programa ainda não lançado oficialmente pelo ministro Hélio Costa, em função da não-realização da licitação de 12 mil pontos de acesso à Internet do programa GESAC (Governo Eletrônico- Serviço de Atendimento ao Cidadão).

Convergência Digital – 12/03/2008

IDENTIFICATION

Credit Suisse adquire 5% da American Banknote

A American Banknote (ABnote) - que atua no fornecimento de soluções envolvendo cartões plásticos, sistemas de identificação e gestão de serviços gráficos - divulgou comunicado ao mercado informando que o Credit Suisse Securities (Europe) Limited adquiriu, desde a oferta pública inicial, em abril de 2006, até o dia 21 de fevereiro de 2008, 2.712.038 ações ordinárias, representando 5,42% do total das ações emitidas pela Abnote.

Segundo o comunicado, a intenção do Credit Suisse é única e exclusivamente investimento, dem intenção de modificar a composição do controle acionário ou estrutura administrativa da ABnote.

O Globo – 11/03/2008

Parlamento suíço dá luz verde para passaporte biométrico

O Conselho Nacional aprovou a introdução de um passaporte biométrico suíço com foto e impressões digitais.
Os 200 deputados da Câmara, no entanto, exigem "preços acessíveis às famílias". Documentos de identidade mais baratos também devem continuar existindo.

Em 2003, a Suíça introduziu o passaporte mecanicamente legível. Três anos depois, por pressão dos Estados Unidos, adotou o passaporte biométrico com foto digital do rosto.

Em 2009, será introduzido no país um passaporte que, além do retrato eletrônico, conterá as impressões digitais.

"Esperamos que este seja o último da série de novos passaportes por muito tempo", disse a deputada social-democrata Bea Heim, do cantão (estado) de Solothurn.

A substituição do atual projeto-piloto, em andamento desde setembro de 2006, pela introdução definitiva do passaporte biométrico não ocorrerá antes do outono europeu de 2009, disse a ministra da Justiça, Eveline Widmer-Schlumpf.

Dúvidas quanto à proteção de dados

O ponto mais polêmico no debate na Câmara foi a questão da proteção dos dados pessoais. O Partido Socialista (SP) e os verdes manifestaram-se contra o arquivamento das impressões num banco de dados nacional.

O caso Fichen nos anos de 1980 (leia mais na coluna ao lado) foi um triste capítulo da história da Suíça que não deve mais se repetir, disse Heim.

Uma minoria da Câmara pediu que as impressões digitais não fossem gravadas no banco central de dados da polícia suíça. O argumento desse grupo de parlamentares é que se arquive impressões digitais de criminosos, mas não de cidadãos inocentes.

A direita-nacionalista da União Democrática de Centro (UDC) rebateu que as impressões digitais não contêm dados tão sensíveis e dependentes de proteção especial a ponto de não poderem se arquivados por medidas de segurança e para o combate ao crime.

Dados não serão repassados a outros países

A ministra da Justiça, Eveline Widmer-Schlumpf, garantiu que essas informações não serão repassadas aos Estados-membros da União Européia ou a outros países. Também o Conselho Federal (Executivo) considera importante a proteção dos dados, acrescentou.

Ela explicou que o acesso aos dados do passaporte biométrico arquivados pelas autoridades está sujeito a regras rígidas. Seu uso para investigações policiais é proibido, disse.

Segundo Widmer-Schlumpf, as polícias nacionais e de fronteiras não podem exibir na tela do computador nem imprimir as impressões digitais do passaporte. Com base nessa argumentação, o Parlamento rejeitou os requerimentos da esquerda e dos verdes, que exigiam mais medidas de proteção aos dados.

Foi aprovada, no entanto, a possibilidade de se continuar emitindo documentos de identidade não-biométricos sem chip eletrônico. Nem todos os suíços pretendem viajar ao exterior, foi o argumento. Muitos precisam apenas de um documento para identificação no país.

Forte redução dos preços?

A carteira de identidade (em formato de cartão de crédito) continuará sendo emitida pela prefeitura da cidade em que o cidadão reside. Já os passaportes biométricos serão expedidos por apenas uma repartição pública em cada cantão (estado).

O Parlamento também exigiu do governo que fixe preços acessíveis às famílias para os novos documentos. Atualmente, um passaporte biométrico custa 250 francos suíços.

Segundo Widmer-Schlumpf, o novo documento provavelmente custará 140 francos. Quem aproveitar a "oferta" de fazer ao mesmo tempo o novo passaporte mais a carteira de identidade pagará "apenas" 148 francos.

A decisão da Câmara agora volta ao Senado, que no ano passado havia aprovado a proposta do governo de introduzir o passaporte biométrico.

Swiss Info – 13/03/2008

INDUSTRIAL

ADDMARK compra software house de automação

Mais uma fusão entra para a contabilidade do movimentado mercado de TI. Quem foi às compras, dessa vez, foi a provedora de soluções para automação comercial, ADDMARK. A companhia acaba de anunciar a aquisição da software house Pró Varejo.

Com o movimento, a fornecedora agrega ao seu portfólio as soluções da fabricante norte-americana Retail Pro, que eram distribuídas no Brasil pela empresa comprada.

Um dos objetivos da ADDMARK com a ação é complementar o mix de soluções focadas na automação do varejo, propondo venda de hardware, software e serviços.

Metrologic, Palm, HP, Linksys e Bematech são outras empresas que integram a carteira de fornecedores da companhia.

IT Web – 10/03/2008

TELECOM

GSM deve chegar a 500 mi de assinantes em 2008

De acordo com projeções da Informa Telecoms & Media, as tecnologias da família GSM - incluindo o EDGE e o UMTS/HSPA - devem atingir meio bilhão nas Américas em 2008. A tecnologia é a mais utilizada na região, com 64% de participação de mercado, segundo a 3G Americas.

Em 2007 foram registrados 110 milhões de novos assinantes GSM, totalizando 420 milhões de assinantes. Esse número deve crescer ainda mais, alcançando, até o final de 2012, 636 milhões, entre os quais 186 milhões serão assinaturas para o UMTS/HSPA.

Na América Latina e Caribe,a tecnologia GSM ainda é a mais utilizada. Na região o número de assinantes, apenas no últimos 12 meses, ultrapassa os 95 milhões. O total de assinantes na região é de quase 307 milhões, com uma participação no mercado sem fio de 80%, 13 pontos percentuais acima dos 65% de market share do ano anterior. Os mercados emergentes, como Venezuela e Peru, mostram a rápida aceitação da tecnologia GSM, com crescimento anual de 168% e 112%, respectivamente.

Em 2007, o GSM/UMTS agregou mais de 622 milhões de assinaturas, totalizando mais de 2,9 bilhões de assinaturas em todo mundo e 87% do mercado global móvel sem fio.

A previsão da Informa Telecoms & Media para 2008 é que esse número atinja meio bilhão de assinaturas UMTS/HSPA no mundo. Em 2012, a previsão da Informa é que o mercado 3G deve ter 1,7 bilhão de assinaturas , das quais 1,3 bilhão devem ser da tecnologia UMTS/HSPA, o que representará 78% do mercado.

IT Web – 10/03/2008

Smartphones são cada vez mais usados para lazer

O relatório anual do site Handango mostrou que pela primeira vez, o número de downloads de conteúdo de entretenimento para smartphones foi maior que o de programas relacionados a negócios e produtividade. O Handango reúne todo tipo de conteúdo para dispositivos móveis.

Para a empresa, este indicador aponta uma mudança no consumo de smartphones, já que até agora, acreditava-se que seu uso era primordialmente corporativo. Em 2006, conteúdo de entretenimento ficou em terceiro lugar no ranking de maior número de adesão.

O relatório da Handango, de base global, está de acordo com uma pesquisa recente da entidade norte-americana Consumer Electronics Association. Segundo esta, as vendas de smartphones devem crescer com base na demanda por música, vídeo e serviços de acesso a internet. Atualmente, apenas 11% dos norte-americanos usam este tipo de aparelho.

O relatório da Handango mostra que a categoria entretenimento respondeu por 17% do conteúdo adquirido em sua rede de distribuição, seguido por 16% de conteúdo profissional, que em 2006 havia atingido 18%. Outros segmentos com alto número de acesso foram aplicações de produtividade (listas de endereço e calendário, por exemplo) e jogos.

O download de aplicações para BlacBerry cresceu 135% em 2007, em comparação a 2006. As mais vendidas foram Ringtone Megaplex, Sudoku e Colour Your Trackball (trackball customizer).

Na plataforma Symbian, as principais aplicações foram SBSH Papyrus, Handy Calendar para S60, e LCG Jukebox.

Para os dispositivos Palm, a demanda foi maior para PocketMirror Standard Edition (sincronização com Outlook synchronization, Agendus Professional Edition e SplashID, de segurança.

IT Web – 07/03/2008

iPhones corporativos entram no mercado em junho

Com projeção de elevar o uso corporativo do iPhone, a Apple programa para junho o lançamento de uma série de recursos no aparelho. Neste sentido, a fabricante planeja atualizar o sistema operacional do smartphone com funções de segurança, comunicação e e-mail, incluindo suporte para o Microsoft Exchange.

Entre os recursos que a Apple considera importante para o aumento no mercado corporativo estão o calendário, o gerenciamento de contatos e o suporte ao Exchange.

Além disso, a empresa lançou a versão de beta de um pacote de desenvolvimento de software, por meio do qual as empresas podem construir aplicações para clientes. O mesmo kit permite que desenvolvedores de software distribuam aplicativos aos usuários do iPhone a partir de uma loja online da Apple.

Enquanto a Apple tenta convencer o mercado em relação ao uso corporativo do iPhone, o fato é que seriam necessários pelos menos seis meses até que as funcionalidades do aparelho se assemelhem ao líder BlackBerry, da RIM, e aos smartphones que rodam o Windows Mobile. A afirmação é do analista Bill Hughes, In-Stat.

A razão do atraso é que o sistema operacional do iPhone não estará pronto para desenvolvimento corporativo até que a versão 2.0 complete três meses, a partir de agora. Além disso, levará tempo até que a Apple teste e, então, coloque no mercado os aplicativos de negócios disponibilizados por desenvolvedores independentes, por meio da App Store.

A aderência do aparelho no mercado corporativo vai depender, contudo, de incentivos financeiros atrativos, para que o usuário prefira o iPhone ao smartphone da RIM, que possui a credibilidade no segmento que a Apple não tem, de acordo com Hughes.

IT Web – 10/03/2008

Américas, em 2012, deverão somar 186 milhões de usuários 3G

A 3G Americas, Associação de provedores de serviços e fabricantes do setor de telecomunicações, divulgou nesta segunda-feira, 10/03, que até o fim de 2008, o número de assinantes de tecnologias móvel GSM, incluindo o EDGE e o UMTS/HSPA deve atingir meio bilhão nas Américas, de acordo com as previsões da Informa Telecoms & Media.

As tecnologias da família GSM novamente ganharam participação de mercado em 2007 – que apresentou um crescimento acelerado. O GSM continua como a maior tecnologia móvel sem fio nas Américas, com 64% do mercado. O estudo revela que o GSM é a única tecnologia presente em todos os países das Américas e continua ganhando assinantes e espaço no mercado.

Em 2007 foram registrados 110 milhões de novos assinantes no Ocidente, totalizando 420 milhões de assinantes GSM/UMTS.Esse número, avalia a 3G Americas, deve crescer ainda mais, alcançando até o final de 2012, 636 milhões, entre os quais 186 milhões serão assinaturas para o UMTS/HSPA.

Na América Latina e Caribe, a tecnologia GSM ainda é a mais utilizada. Na região o número de assinantes, apenas no últimos 12 meses, ultrapassa os 95 milhões. O total de assinantes na região é de quase 307 milhões, com uma participação no mercado sem fio de 80%, 13 pontos percentuais acima dos 65% de market share do ano anterior. Os mercados emergentes, como Venezuela e Peru, mostram a rápida aceitação da tecnologia GSM, com crescimento anual de 168% e 112%, respectivamente.

"A implementação das redes comerciais HSDPA 3G está se desenvolvendo rapidamente na região que compreende a América Central, o Caribe e a América do Sul. Em fevereiro de 2008, por exemplo, 18 redes comerciais HSDPA já estavam ativas em 11 países", comenta Erasmo Rojas, Diretor para América Latina e Caribe da 3G Americas. "Essas novas redes HSDPA vão aumentar a qualidade dos serviços de dados sem fio oferecidos aos usuários, o que aumenta o seu valor agregado", completa.

Mais de 700 operadoras GSM operam em todo o mundo, em mais de 220 países.Esse número inclui 265 implementações da tecnologia EDGE, o que demonstra a combinação eficiente de cobertura, velocidade, terminais e a baixa latência desta família de tecnologias, que continua crescendo.

Banda larga móvel: ARPU em alta

Entre os serviços 3G disponibilizados pelas redes UMTS/HSPA estão capacidades de roaming e compatibilidade retroativa. Em todo o mundo, são 211 redes comerciais UMTS em serviço contra apenas 155, no ano passado. As redes HSDPA praticamente dobraram em todo o mundo e os resultados são 182 redes, das quais 31 incluem capacidade de uplink HSUPA.(A 3G Americas chama essas 31 redes de redes HSPA).

Em 2007, o GSM/UMTS agregou mais de 622 milhões de assinaturas, totalizando mais de 2,9 bilhões de assinaturas em todo mundo e 87% do mercado global móvel sem fio. A previsão da Informa Telecoms & Media para 2008 é que esse número atinja meio bilhão de assinaturas UMTS/HSPA no mundo. Em 2012, a previsão da Informa é que o mercado 3G deve ter 1,7 bilhão de assinaturas, das quais 1,3 bilhão devem ser da tecnologia UMTS/HSPA, o que representará 78% do mercado.

"As operadoras e os clientes estão se beneficiando com a migração para a tecnologia 3G. A demanda dos consumidores por acesso aos serviços em qualquer lugar, a qualquer hora, aumenta e agora podem ser oferecidos por operadoras com capacidade de voz e transmissão mais rápida de dados, colhendo os benefícios do crescimento de receitas com os serviços de dados", comenta Chris Pearson, Presidente da 3G Americas.

As receitas da transmissão de dados sem fio da AT&T, por exemplo, aumentaram em torno de 67% no ano passado, enquanto a Rogers Wireless, do Canadá, registrou crescimento de 48% no mesmo período.

No final de 2007, a T-Mobile USA registrou um ARPU (receita média por usuário) de dados que representa praticamente 16% de ARPU misto. Pearson conclui, baseado nestas estatísticas, que "a transição para a banda larga móvel está gerando um grande impacto positivo em todos os interessados na cadeia de valor".

Convergência Digital – 12/03/2008

A NextWave Wireless e a Alcatel-Lucent cooperam para o desenvolvimento da solução de banda larga WiMAX de última geração

NextWave Wireless Inc. (NASDAQ: WAVE), uma companhia mundial fornecedora de tecnologias de banda larga e multimída móvel, anunciou hoje que celebrou um acordo estratégico com a Alcatel-Lucent para desenvolver soluções avançadas de banda larga WiMAX para operadoras móveis no mundo inteiro. Por este acordo, a Alcatel-Lucent integrará a recentemente apresentada tecnologia MXtv da NextWave no seu portfólio de soluções WiMAX, líder na indústria e baseado no padrão 802.16e-2005 (Rev-e). Ambas as companhias planejam realizar uma série de testes de interoperabilidade com a infra-estrutura comercial WiMAX da Alcatel-Lucent a partir do segundo trimestre de 2008.

Projetada para fornecer às operadoras de rede móvel WiMAX uma solução eficiente quanto aos custos e ao espectro,e aproveitar assim, o crescente mercado de serviços de transmissão e televisão móvel. A MXtv providencia uma transmissão integral e de envio único de dados e mídia aprimorada através de cada fuxo individual. Para complementar a inclusão da sua tecnologia MXtv dentro da plataforma de rede WiMAX da Alcatel-Lucent, a tecnologia MXtv da NextWave também foi integrada com o dispositivo de baixo consumo energético "sistema sobre chip" (SoC) de assinantes WiMAX série NW2000 compatível com Wave 2. Este dispositivo está sendo integrado na atualidade dentro de uma ampla gama de dispositivos cuja disponibilidade (em alguns casos) está planejada para a segunda metade de 2008.

A tecnologia MXtv é uma solução de multidifusão e transmissão móvel que permite às operadoras WiMAX oferecer uma ampla gama de serviços personalizados, dentre os que se incluem televisão móvel, serviços interativos e áudio digital, sem ter que investir em um novo espectro e infra-estrutura de rede adicional. Suportando conteúdo WQVGA e QVGA de 30 fps, com a tecnologia MXtv implementada em um canal de 10 MHz, as operadoras WiMAX podem oferecer até 45 canais de transmissão, emitidos a 300kbps, em uma pura rede WiMAX de transmissão sobreposta e até 20 canais de transmissão em um produto com banda larga e transmissão móvel híbrida, que disponibiliza ainda mais de 55% da sua capacidade de banda larga móvel para outros serviços. Como complemento da tecnologia MXtv temos à plataforma Media Fusion da PacketVideo (PV) TM uma solução de software integral cliente-servidor que integra sem dificuldades os serviços multimídia. A MediaFusion supporta serviços de envio único, de multidifusão de "grupo em rede",de banda larga e complementares tais como gravação de vídeo pessoal, música, rádio personalizada e rede social, com uma engenharia inovadora que pode rodar, em especial, uma quantidade de modelos comerciais de publicidade. A PacketVideo é uma subsidiária integral da NextWave Wireless.

“Estamos contentes pela oportunidade de cooperar com a Alcatel-Lucent no desenvolvimento de produtos de multimídia móveis altamente avançados na sua plataforma de vanguarda WiMAX," dise Allen Salmasi, Diretor Executivo da NextWave Wireless. “A demanda de serviços de transmissão móveis por parte dos usuários está crescendo rapidamente e acreditamos que as novas aplicações oferecidas através desta aliança providenciará às operadoras móveis a habilidade exclusiva de fornecer as características-chave e diferenciadoras das redes 4G e conteúdo de mídia aprimorado tais como televisão ao vivo, filmes e música sob demanda, conferências e fluxo de vídeo em tempo real, rádio, jogos para múltiplos participantes e muitas outras aplicações interativas para dispositivos móveis - a qualquer tempo, em qualquer lugar. A partir da esperada receita em publicidade como conseqüência da ampla gama de conteúdo de mídia em caché e ao vivo para dispositivos móveis, acreditamos que a MXtv aumentará significativamente a ARPU (receita média mensal por usuário) das operadoras de rede e diminuirá o cancelamento de assinaturas devido a estas atrativas aplicações," acrescentou Salmasi.

“O objetivo compartilhado a partir da nossa cooperação com aWave é acelerar a adoção massiva bem como o fornecimento de soluções WiMAX integrais e de alta performance para os clientes da NextWave e da Alcatel-Lucent,” disse Philippe Keryer, Presidente da Divisão de Acesso Móvel da Alcatel-Lucent. “A integração da tecnologia MXtv da NextWave com as nossas soluções de rede WiMAX, líderes no mercado; e o fortalecimento do nosso programa OPEN CPE com estes novos serviços, resultará em um benefício para as operadoras de rede e, sobretudo, fornecerá a milhões dos seus assinantes esta irresistível experiência."

Para acelerar ainda mais os serviços WiMAX na camada do dispositivo, a família de semi-condutores completos de última geração WiMAX da NextWave foi integrada com os aceleradores de hardware necessários para suportar a tecnologia MXtv. O sistema SoC Wi-Fi/WiMAX completamente integrado com a tecnologia de processamento CMOS de 65 nanômetros da NextWave incorporou inúmeras inovações para aperfeiçoar a performance e reduzir o consumo de energia. Ele também foi projetado para suportar aplicações de multimídia móveis de uso intensivo de banda larga tais como vídeo-conferências e fluxo de vídeo bem como aplicações sensíveis de qualidade de serviço (QoS) tais como o serviço de Voz por IP (VoIP). Além disso, o circuito integrado de freqüência de rádio (RFIC) de última geração da NextWave, também disponível em 2008, foi projetado para suportar o roaming e operação sem dificuldades através das freqüências WiMAX no mundo todo, quer com operações e perfis FDD, quer com operações e perfis TDD.

As demonstrações técnicas do semi-condutor móvel WiMAX e da tecnologia MXtv da NextWave serão oferecidas no estande da NextWave no próximo salão CTIA Wireless 2008 (desde 1 a 3 de abril de 2008) em Las Vegas. Visite a NextWave Wireless no estande número 5265.

Business Wire – 12/03/2008

Brasil Telecom reúne especialistas de todo o mundo em convergência fixo-móvel

No momento em que o país discute intensamente a necessidade de modernizar a legislação de telecomunicações, tendo como foco a convergência de mídias e ofertas de televisão, internet e telefone, a Brasil Telecom traz ao Brasil os especialistas da Aliança para a Convergência da Telefonia Fixa e Móvel. O encontro, acontece dias 12 e 13 próximos, no Hotel Caesar Park, em Ipanema, está sendo conduzido por Steve Andrews – FMCA Chairman e Executivo Chefe para Mobilidade e Convergência da BT (British Telecom). Entre outros temas, o encontro vai analisar um documento que reúne o conhecimento já acumulado sobre convergência fixo-móvel.

O fórum da Aliança (na sigla em inglês, FMCA - Fixed-Mobile Convergence Aliance) reúne 32 empresas-membro de todos os continentes para discutir, pesquisar e desenvolver soluções convergentes de comunicações e internet. Há quatro anos, a FMCA gera recomendações e soluções para as indústrias de telecomunicações em todo o mundo. Hoje, a Aliança tem sob sua influência um mercado mundial superior a 700 milhões de consumidores.

Durante o encontro do Rio, os especialistas da FMCA terão a oportunidade de ver uma demonstração da nova geração do telefone convergente da Brasil Telecom – o Único Wi-Fi –, celular que pode levar um número fixo acoplado para qualquer lugar do planeta. O lançamento do novo Único Wi-Fi da Brasil Telecom está previsto para o segundo trimestre de 2008.

A pauta do encontro prevê a revisão de um importante documento histórico e de grande interesse para a indústria de telecomunicações, pois reúne o conhecimento acumulado pelas 32 empresas-membro da Aliança sobre o tema convergência. O documento trará uma visão de mercado e das expectativas dos consumidores sobre o futuro da convergência, lições aprendidas dos serviços convergentes lançados até o momento, e recomendações estratégicas sobre como a indústria deve evoluir. Este documento foi produzido ao longo de seis meses de pesquisas e entrevistas com vários membros da FMCA e será posteriormente disponibilizado para a indústria como um “White Paper”.

Protocolo

“Estamos também discutindo e desenvolvendo um protocolo conjunto com especificações que garantam o funcionamento dos serviços convergentes nas redes das operadoras-membro da FMCA espalhadas pelo mundo. Este protocolo permitirá aos clientes das operadoras participantes a utilização de serviços de classe mundial em uma ampla rede convergente mundial”, informa Carlos Watanabe, Diretor de Desenvolvimento de Negócios e representante da Brasil Telecom na FMCA.

"O grande suporte às iniciativas atuais da FMCA e a realização de uma conferência de interoperabilidade em junho de 2008 demonstram a importância que as principais operadoras, fabricantes e órgãos da indústria de telecomunicações estão dando para atender as necess "O grande suporte às iniciativas atuais da FMCA e a realização de uma conferência de interoperabilidade em junho de 2008 demonstram a importância que as principais operadoras, fabricantes e órgãos da indústria de telecomunicações estão dando para atender as necessidades crescentes dos clientes em termos de interoperabilidade e usabilidade dos serviços convergentes.", diz Steve Andrews, presidente da FMCA.

Os Membros

A FMCA, que tem a Brasil Telecom como único membro fundador na América Latina, transformou-se em empresa sem fins lucrativos no ano passado e, além de operadoras de telecomunicações, atraiu para sua área de influência grandes empresas fornecedoras do setor.

São membros executivos da Aliança: Brasil Telecom, BT (Reino Unido), China Telecom, KPN (Holanda), Rogers Communications Inc (Canadá), Swisscom (Suíça), Telecom Itália e Telkom South África.
Os membros ordinários são Belgacom, Bharti Airtel (Índia), Eircom (Irlanda), Innove (Filipinas), Korea Telecom, Máxis Communications (Malásia), NTT (Japão), Optus (Austrália), Ono(Espanha), Deutsche Telekom (Alemanha), TDC Móbil (Dinamarca), Telecom New Zealand, Teliasonera (Suécia) e True (Tailândia).

Os membros associados são Broadcom, Gemalto, Huawei, Intel, NEC Japan, Marvell, Motorola, Qisda, Quiconnect e Texas Instruments.

Outro ponto da pauta de reuniões da FMCA no Rio de Janeiro será o exame do relatório parcial do grupo de trabalho que estuda e identifica todas as demandas convergentes de clientes relacionadas a equipamentos de serviços (aparelhos celulares, home gateway, access points, etc).

Por fim, os especialistas da FMCA devem avaliar os avanços do grupo de trabalho que prospecta aplicações para produtos e serviços convergentes em diversos países e que podem ser oferecidas pelas operadoras de telecomunicações reunidas na Aliança.

O Observador – 12/03/2008

Celulares 3G podem proteger Brasil de crise, dizem especialistas

Os temores com a crise financeira internacional passam ao largo da indústria de telecomunicações na América Latina. Para esse setor, o ano será marcado pela implantação de redes de terceira geração de celulares (3G), na visão da Nokia Siemens Networks (NSN), uma das fornecedoras líder na região.

Mesmo a acirrada competição entre as grandes operadoras - com a prática de fortes subsídios aos aparelhos e conseqüente impacto sobre margem de lucro - não alimenta preocupações. Executivos da NSN vêem o setor com "extrema saúde financeira" e não têm recebido pedidos de financiamento dos contratos de 3G.

Sem preocupação

"Tudo indica que as companhias estão muito bem geridas e que têm boas estratégias. Se, em um ano, elas tiverem um desempenho um pouco menor, é parte dessa estratégia. Não há por que nos preocuparmos", afirmou o chefe regional da NSN na América Latina, Armando Almeida, à agência de notícias Reuters.

"Temos visto um compromisso das operadoras de investir mais. No Brasil, acreditamos que 2008 será um ano de mais investimentos que os dois últimos", disse o executivo, que está comandando a implantação simultânea de 15 projetos independentes de 3G na América Latina. A NSN recebeu na região encomendas para 10 mil sites de redes que devem atender a 50 milhões de usuários.

Pressão

Os pesados investimentos na corrida pela tecnologia que permite conexão à internet em alta velocidade devem pressionar o resultado operacional das operadoras latino-americanas, como observou a Moody's em relatório recente.

A aposta da agência de classificação de risco é de que as operadoras atuem de forma conservadora quanto a endividamento e disponibilidade de caixa, o que deve protegê-las das condições adversas do mercado financeiro.

Segundo a Moody's, a receita do setor deve ter crescimento médio de 5 por cento em 2008 e as margens operacionais ficarão entre 20 e 40 por cento graças a políticas de redução de custos e da consolidação do mercado.

Redução de custos

Como forma de reduzir gastos, as operadoras da região têm contratado também fornecedores chineses, identificados com preços mais competitivos. No Brasil, a Huawei conquistou importantes contratos. A ZTE conseguiu um por enquanto. A sueca Ericsson também foi contemplada por várias operadoras.

"Esta indústria não se pauta pelo preço", argumentou o principal executivo de operações de mercado e clientes (CMO), da NSN, Christoph Caselitz. "Você pode até conseguir um negócio melhor. Mas se sua rede cai por uma hora, toda essa vantagem em termos de investimento se perde repentinamente."

A lógica do negócio 3G é a transmissão de dados em grande volume, e o uso crescente das redes demanda investimentos contínuos em maior capacidade de transmissão. Mas a questão por trás de tudo é: quanto o consumidor está disposto a pagar para acessar e transmitir cada bit de informação?

"Há países até mais pobres que o Brasil onde o tráfego de dados nas redes celulares tem crescido com a terceira geração, e onde metade do tráfego nessas redes já é de dados", comentou Caselitz, alertando que os provedores de conteúdo precisam entender que eles também têm responsabilidade em viabilizar o negócio.

No Brasil, o avanço da 3G será em fases, prevê o executivo da NSN responsável pela América Latina. As operadoras vão concentrar os esforços dos próximos meses na venda de placas de conexão para notebooks. Só no Natal, avalia Almeida, aparecerão os primeiros celulares 3G ao custo de menos de R$ 200 para as operadoras, que poderão então subsidiá-los totalmente para o consumidor.

Mas ele não arrisca dizer quando as operadoras oferecerão tarifas de dados compatíveis com o bolso do brasileiro, que gasta em média aproximadamente R$ 30 por mês com o celular.

G1 – 10/03/2008