11/03/2008

GERAL

CE promove I&D electrónica

A Comissão Europeia lançou recentemente duas iniciativas tecnológicas no âmbito dos microcomputadores e nano-electrónica, designadas respectivamente Artemis e ENIAC. Estes projectos visam promover economias de escala, reduzir o tempo que leva a criar e disponibilizar um produto no mercado e promover o mercado inovador europeu.

O projecto Artemis vai desenvolver sistemas informáticos incorporados que são essenciais para melhorar o desempenho de todos os tipos de máquinas, desde veículos e aviões até telefones e televisores. Esta investigação custará no total cerca de 2.5 biliões de euros ao longo dos próximos dez anos, através de um financiamento público e privado. As estimativas da UE apontam para que em 2010 existirão mais de 16 biliões de dispositivos incoporados e em 2020 cerca de 40 biliões.

«Hoje são as mais pequenas tecnologias que estão a dar um grande passo à frente e as nossas indútrias devem fazer o mesmo», disse Viviane Reding, comissária europeia para a Sociedade de Informação e Media, acrescentando que «as possibilidades oferecidas pelas nanotecnologias estão apenas limitadas pela nossa imaginação. Elas estão presentes em todos os aspectos dos dispositivos que utilizámos no nosso dia-a-dia e, por isso, interessam a todos na Europa. ENIAC com um orçamento de 3 biliões de euros durante dez anos é uma forma concreta de assegurar que este sector chave continua a crescer forte na Europa».

A indústria de semicondutores europeia é avaliada, hoje em dia, em 200 biliões de euros e o mercado de sistemas electrónicos em 800 biliões de euros. Segundo estimativas europeias, este sector irá crescer anualmente entre 8 e dez por cento no próximos anos, três vezes mais que o crescimento económico geral.

I GOV Central– 10/03/2008

Toshiba abandona projeto de semicondutor no Brasil

Apesar da nova onda de investimentos japoneses no Brasil por ocasião do centenário da imigração oriental, a Toshiba desistiu de instalar no país uma fábrica de semicondutores. Essa fábrica seria uma contrapartida ao padrão de TV digital japonês, escolhido pelo governo Lula em 2006.

A Toshiba chegou a estudar seriamente o projeto, mas o abandonou por falta de mão-de-obra qualificada e de uma cadeia de fornecedores que pudesse sustentar uma fábrica de alta tecnologia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda tinha esperança de instalação desse tipo de indústria.

Mas há notícias boas acompanhando o ano do centenário da imigração japonesa, como a nova onda de investimentos do país do sol nascente. Depois de amargar perdas nos anos 80, sobretudo na época da hiperinflação, empresas japonesas voltaram a incrementar projetos econômicos.

Motivo: previsibilidade econômica e baixa inflação, legados do Plano Real (1994). A responsabilidade com que os governos FHC e Lula trataram a economia dá, portanto, resultados que deverão vitaminar um ciclo longo de desenvolvimento sustentado.

Nos últimos 50 anos, o Japão investiu quase US$ 20 bilhões no Brasil, de acordo com dados da agência de comércio exterior nipônica. Em 2007, foram pouco mais de US$ 500 milhões. Avalia-se que haverá um salto nesse ano, mas as estimativas variam muito. Há previsões de que até 2015 os japoneses terão investido US$ 50 bilhões no Brasil.

Empresários japoneses priorizam a área de energia (principalmente etanol) e a indústria automobilística. Cresceu o número de executivos de grandes empresas que visitam o Brasil em busca de negócios. Eles, porém, ainda se queixam do excesso de burocracia e de insegurança jurídica, apesar de o país ter avançado nos últimos anos na definição de regras para setores da economia. Também pedem um sistema tributário mais eficiente _assunto debatido no Congresso Nacional faz mais de dez anos e que volta aos holofotes com a recente proposta encaminhada pelo governo Lula.

Dos países do Brics, o Brasil é tido pelos japoneses como o mais confiável no longo prazo. Os investidores avaliam que o país tem mais vantagens comparativas do que Rússia, Índia, China e África do Sul. Bric foi um termo cunhado pela Goldman Sachs, banco de investimento dos EUA, para designar países em desenvolvimento que poderiam ser tornar a maior força econômica mundial até 2050. A África do Sul foi adicionada posteriormente.

A recente crise Colômbia versus Equador e Venezuela causa certa apreensão. A América do Sul é uma das regiões mais pacíficas do mundo. Conflitos de natureza militar tendem a assustar investidores.

Este é um relato de como a segunda economia do mundo enxerga hoje o Brasil.

Folha Online – 09/03/2008

Fusão une sete empresas de tecnologia do país na Virtus

Sete empresas de médio porte do país anunciaram nesta quinta-feira fusão de seus negócios em uma única companhia especializada na produção de software e serviços que ajudam empresas a administrar melhor seus recursos de tecnologia da informação.

Automatos, Dedalus, Intelekto, Biosalc, Trellis, Visionnaire e Volans juntaram-se na Virtus, consolidando carteira de 1.000 clientes --como bancos e redes de varejo-- cerca de 800 funcionários e faturamento combinado em 2007 de aproximadamente 80 milhões de reais.

"Não é projeto de sobrevivência, é de crescimento. Todas as empresas geram caixa", afirmou a jornalistas o vice-presidente da divisão de software da Virtus, Moyses Rodrigues.

A nova empresa evitou fazer projeções de faturamento este ano, mas o presidente, André Fonseca, afirmou que uma cifra de "100 milhões de reais é um número possível".

A companhia tem entre seus acionistas o braço de investimentos da gigante norte-americana dos chips Intel, a Intel Capital, e a Ideiasnet, holding brasileira de participações que possui investimentos em várias empresas de tecnologia do país. E entre seus rivais estão multinacionais do porte de IBM, Hewlett-Packard e Computer Associates, que desenvolvem softwares e serviços que atendem a necessidades específicas de empresas.

Entre os produtos da Virtus, criado pela Biosalc, está um sistema que ajuda a maximizar a produção de campos de cultivo. Por meio de fotografias aéreas, o sistema calcula a distância ideal entre as plantas, como cana-de-açúcar, soja ou laranja, de modo que um máximo de produção possa ser atingido em uma mesma área.

A fusão ressalta movimento de consolidação no fragmentado mercado de software brasileiro, que movimenta receitas de cerca de 1 bilhão de reais por ano geradas por encomendas de aproximadamente 17 mil empresas de médio e grande porte, segundo afirmou Fonseca.

Entre os casos significativos de consolidação mais recentes estão a Totvs, formada em 2005 pela junção de Microsiga e Logocenter; e união no ano passado da Telefutura com a Tivit, que herdou o nome desta última. Continuação...

No caso da Virtus, o processo de união vai envolver a gestão de nove escritórios no país e três centros de pesquisa e desenvolvimento das sete empresas, a sede ficará em São Paulo. Demissões não são planejadas, disse Fonseca, ressaltando que a empresa está contratando profissionais.

Segundo o presidente da Virtus, a companhia foi fundada sem injeção de capital, mas a idéia é avaliar opções de financiamento, incluindo uma eventual oferta inicial de ações (IPO na sigla em inglês).

"O foco agora é executar a integração. O sucesso disso vai abrir possibilidades de financiamento e um IPO é uma opção", afirmou Fonseca.

Reuters – 06/03/2008

Dez maiores fabricantes de eletrônicos gastaram US$ 91 bilhões em chips no ano passado

As dez maiores fabricantes de eletrônicos do mundo compraram em 2007 mais de um terço de toda a produção de chips da indústria. Em conjunto, gastaram US$ 91 bilhões em semicondutores para uso, principalmente, em computadores e telefones celulares, segundo levantamento da consultoria Gartner.

Dados os fortes crescimentos no faturamento e no número de unidades vendidas entre as principais fabricantes em 2007, o patamar de gastos com semicondutores para se tornar uma das dez maiores agora está na casa dos US$ 5,9 bilhões, US$ 1 bilhão a mais do que era em 2006, disse o diretor de Pesquisa do Gartner, Alfonso Velosa. Mesmo assim, houve uma significativa erosão nos preços médios de venda (ASP, na sigla em inglês), especialmente nos importantes mercados de PCs e celulares. Isso limitou a expansão do consumo de semicondutores por essas empresas assim como o custo dos bens que comercializaram, acrescentou.

No ano, a Hewlett Packard (HP) foi a líder no consumo mundial de chips. Sozinha, gastou US$ 15 bilhões nesses componentes, US$ 1 bilhão a mais que no ano anterior. A fabricante finlandesa de celulares Nokia ficou em segundo lugar, com US$ 13 bilhões usados na compra de semicondutores.

A HP e a Nokia mostraram que mesmo as principais fabricantes podem aumentar seu faturamento a taxas de dois dígitos, disse Velosa.

Empresas como a Apple e a Nintendo, respectivamente 9ª e 15ª no ranking de consumo, representam exemplos, segundo o Gartner, de como o uso inovador de tecnologia e a compreensão das necessidades dos consumidores pode levar a um aumento de mais de 30% no consumo de chips. Para equipar seus iPhones e iPods, a Apple gastou US$ 5,9 bilhões em chips no ano passado, 32% mais que em 2006. Já a Nintendo comprou US$ 3,6 bilhões de semicondutores para uso em seus consoles de videogames Wii e DS, um crescimento de 127% em relação aos gastos do ano anterior.

A integração de sensores eletrônicos e o foco no design voltado à experiência do usuário são um exemplo que poucos fabricantes terão facilidade em copiar, disse Velosa.

O Globo – 06/03/2008

AUTOMOTIVO

Chega a MS novo Citroën com sensor que ajuda a estacionar

O novo monovolume da Citroën chega ao mercado automotivo brasileiro na primeira quinzena de abril com tecnologias e equipamentos inéditos. É o Grand C4 Picasso, sucesso de vendas no mercado europeu, que vai oferecer aos consumidores brasileiros algumas novidades, como a ajuda ao motorista na hora de realizar a manobra de estacionamento (informando se o tamanho do local livre é adequado às dimensões do veículo), por meio de um sistema que mede a adequação do veículo à vaga existente e informa o grau de dificuldade.

Repleto de itens inovadores, o novo modelo está cercado de expectativa. “Mas simultaneamente ao lançamento nacional em São Paulo, o carro já estará disponível para o consumidor sul-mato-grossense”, garante Marcos Alberto, diretor da Concessionária Citroën Motor3 France, com lojas em Campo Grande e Dourados.

Segundo Marcos Alberto, o sistema de ajuda para o estacionamento do veículo é apenas um dos vários itens da lista de equipamentos de série do Grand C4 Picasso. “O modelo é de última geração com sete lugares, ar-condicionado quadri-zone, sete airbags e várias outras tecnologias que certamente vão surpreender até mesmo os consumidores mais exigentes. É um carro para a família, espaçoso e com enorme segurança”, analisa Marcos Alberto.

O carro virá com dois sensores de ultra-som no pára-choque dianteiro, nas duas extremidades. Basta ao motorista apertar a tecla P (Push) – situada no miolo fixo do volante - para a medição de espaço disponível. Em seguida, ele aciona o pisca-pisca esquerdo ou direito para indicar ao sistema o lado a ser medido. Basta avançar ao longo da fila de veículos já estacionados a até 20 km/h. A medição termina quando a frente do veículo ultrapassa a eventual vaga de estacionamento (espaços abaixo de 4 m e acima de 7 m não são considerados). Logo depois, uma mensagem acompanhada por um bip sonoro é exibida na tela multifunção para informar o resultado ao motorista: possível, difícil ou não aconselhado.

Midia Max News – 10/03/2008

Capacidade de produção sobe para 3,8 milhões este ano

A Anfavea revisou bastante para cima a capacidade de produção de veículos no País. Com base nos investimentos já anunciados, a associação das montadoras agora estima que neste ano as fábricas serão capazes de produzir até 3 milhões 850 mil unidades, ou 350 mil a mais do que era conhecido até 2007. E para 2009, a entidade projeta capacidade total de 4 milhões.

Essa é a primeira expansão real anunciada desde o início dos anos 2000, quando foram feitas as últimas inaugurações de novas fábricas, lastreadas ainda por investimentos planejados a partir da metade da década de 90, que elevaram a produção da indústria ao topo de 3,5 milhões.

Com a capacidade quase esgotada, a Anfavea apurou que somente este ano as montadoras aportarão US$ 4,9 bilhões, “a maior parte disso para ampliar a produção”, confirmou Jackson Schneider nesta segunda-feira, 10, ao divulgar os principais números do setor no primeiro bimestre de 2008. É o maior investimento anual já anunciado pelas montadoras instaladas no Brasil em todos os tempos, superando até mesmo os grandes aportes feitos durante a década de 90.

Ao menos por enquanto, todo o aumento de capacidade se dará por meio de ampliações, eliminações de gargalos e adoção de mais turnos de trabalho no parque industrial já instalado, sem abertura de fábricas, pois novas plantas e expansões físicas maiores das atuais estão previstas para começar a operar a partir do fim do próximo ano – como é o caso da esperada nova planta da Toyota no Brasil em 2010, além de expansões importantes em curso da Fiat, em Betim, MG, só para citar alguns exemplos.

Os investimentos esperados em toda a cadeia automotiva, incluindo montadoras e fornecedores de sistemas e componentes, deve chegar a US$ 20 bilhões no período 2008-2010, segundo projeções divulgadas pela Anfavea, que constam de levantamento setorial do BNDES. “É um número muito grande que deve gerar enorme energia econômica, pois esses investimentos vão acabar se espalhando por toda a economia”, destacou Schneider.

De fato, a cifra que o setor automotivo deve receber nos próximos anos supera a onda de investimentos dos anos 90, até então a maior da história do setor, que resultou na abertura de quase uma dezena de novas fábricas de veículos no País. Mas desta vez, os ganhos produtivos nas plantas existentes serão maiores do que o incremento de produção por meio da adição de plantas industriais.

Apenas neste ano, o aumento de capacidade de 350 mil unidades equivale a uma nova fábrica – e das grandes, levando-se em conta que unidades de grande porte como a da Ford, em Camaçari, BA, por exemplo, nasceram com capacidade de 250 mil unidades/ano. “Vivemos o momento de maior expansão de nossa história”, resume Schneider.

AutoData – 10/03/2008

Vendas de automóveis de luxo aumentam 37,5%

Os empresários do ramo automotivo estão rindo à toa. Ao todo, 2,4 milhões de veículos foram vendidos no país em 2007, um crescimento de 27% em relação a 2006. Na Bahia, o cenário não foi diferente, pois o setor encerrou o ano com o melhor desempenho dos últimos tempos. Com o consumo em alta, o segmento bateu recorde de emplacamentos, resultado confirmado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Segundo dados da entidade, foram emplacados no estado, em 2007, um total de 93.960 veículos, entre automóveis (78.769) e comerciais leves (15.191). Dentre os destaques, está a categoria de carros de luxo, que cada vez mais está ajudando a impulsionar as vendas no mercado baiano.

Surpreendentemente, o segmento que normalmente fica em último lugar no ranking de vendas, mas que dessa vez obteve desempenho superior aos demais, foi o de alto luxo. Modelos de grife famosas, com preços acima de R$100 mil, apresentaram crescimento de 37,5% nas vendas nacionais em 2007. Esse mercado de luxo, considerado a verdadeira “tropa de elite”, apesar de movimentar um volume pequeno de automóveis por ano, traz um retorno financeiro muito bom para os empresários, uma vez que eles custam caro. Considerando as oito marcas mais luxuosas vendidas no Brasil, a soma atingiu, em 2007, 8.351 unidades, ante 6.070 em 2006.

“Quem não podia comprar um veículo há três anos agora já pode comprar uma moto; quem comprava carro usado, agora está comprando um zero-quilômetro; e quem comprava um automóvel popular, agora está comprando um de luxo”, afirma o gerente geral da Morena Veículos (revendedora Ford), Daniel Carvalho. Maior poder aquisitivo da população; baixas taxas de juros; e prazos mais longos (de até 84 meses) são as principais condições para este desempenho favorável. Segundo ele, apesar de não existir um conceito único, carros de luxo são aqueles que custam acima de R$60 mil e têm mais itens de segurança. Na Ford, essa categoria é representada basicamente pelo Fusion e pelo Focus Ghia.

Carvalho diz que outro fator determinante para o incremento desta categoria “glamourosa” é a queda do dólar em relação ao real, uma vez que, no Brasil, os veículos importados representam mais da metade dos carros de luxo disponíveis para comercialização. “A baixa do dólar está impulsionando a oferta de importados. Um Ford Fusion, por exemplo, que é fabricado no México, custa hoje cerca de R$80 mil, há quatro anos não sairia por menos de R$100 mil“, garante ele, complementando que nunca se viu tantos automóveis de grife em Salvador como atualmente.

“Aqui já temos alguns Porches, Ferraris, Jaguar, Maseratis, além dos mais tradicionais, como Mercedes-Benz, Audi e BMW.”
Segundo ele, somente em duas lojas da Morena em Salvador foram vendidos cerca de 140 Ford Fusion no ano passado, um crescimento de 15% em relação a 2006. “Não é à toa que a própria montadora Ford está investindo no seu mais novo carro de luxo, o Edge, um crossover que mistura duas categorias: utilitário esportivo e carro de passeio”, adianta. Empresários do setor acreditam que o Ford Edge, que está sendo fabricado no Canadá, deverá desembarcar no Brasil até o final deste ano. No mercado canadense, a versão SEL custa US$32 mil. Com impostos, transporte e margem de lucro, o Edge deve ser comercializado no Brasil por volta de R$150 mil.

O vice-presidente regional da Fenabrave, Luiz Pimenta, acredita que o aquecimento das vendas de carros de luxo no estado está atrelado a um maior nível de exigência dos consumidores baianos. “Quanto maior a renda, maior a facilidade de crédito, e conseqüentemente, maior o poder de barganha”, ressalta. Para Pimenta, apesar da Bahia ainda estar muito aquém, quando comparada com outros estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Recife, por exemplo, o estado está muito bem servido quando o assunto é automóveis de luxo. “Aqui podemos encontrar revendedoras das maiores marcas do ramo, como Mercedes-Benz, Audi, BMW, Honda, Toyota, Land Rover, Volvo, Citroën, além das tradicionais (Ford, GM, Volkswagen, Fiat, etc.).”

O supervisor de vendas da Sanave, revendedora Volkswagen que conta com três lojas em Salvador, Fulvio Santana, afirma que, apesar de não ser o foco da marca, as vendas de carros de luxo (Touareg, Passat, New Beetle, Bora, Golf e Jetta) está indo de vento em popa. “No ano passado vendemos cerca de 55 carros de luxo nas nossas três lojas, isso levando em consideração apenas os importados da Volkswagen, sendo o Jetta o carro mais vendido, com 30 unidades. Também, os preços caíram e muito por conta da desvalorização da moeda norte-americana. O New Beetle, por exemplo, passou de R$75 mil para cerca de R$67 mil”, informa ele, acrescentando que para este ano as expectativas são ainda melhores.

Artistas preferem os estrangeiros

O sucesso nos negócios elevou o patamar econômico e social de vários brasileiros no ano passado, com o surgimento de cerca de cem novos milionários no Brasil. Como não poderia ser diferente, isso se refletiu diretamente no consumo de itens de luxo, como jóias, roupas de grifes, iates e carros importados, cujo aumento foi de 17% ante o ano anterior, movimentando R$7 bilhões em 2007, conforme estudo da consultoria MCF – empresa especializada no ramo. Um dos segmentos de luxo de maior destaque, em 2007, foi aquele que surge como vitrine do status de seu proprietário, ou seja, o dos charmosos veículos importados, que com o dólar em baixa se tornam ainda mais atrativos aos compradores.

Em Salvador não é difícil andar pelas ruas e encontrar uma quantidade significativa de carros de fazer muitos baianos babarem. Agora, quem nunca viu um destes carrões desfilando e ficou tentando descobrir de quem era o dono? Só para diminuir um pouco esta curiosidade, cerca de 80% destes automóveis são adquiridos por empresários e profissionais liberais (médicos, advogados, etc.), 15% por artistas e pessoas ligados ao setor e apenas 5% por profissionais empregados. Os dados são do gerente geral da Land Rota – revendedora exclusiva das marcas Land Rover (Inglaterra) e Volvo (Suécia) na Bahia –, Eduardo Castro.
Artistas - Como nem sempre dá para reconhecer um empresário, vamos revelar as preferências de alguns artistas baianos.

Dentre os carros da diva da axé music Ivete Sangalo está um BMW X5, que custa ao menos R$320 mil um novo. O modelo também está na garagem de Bell Marques. Outra cantora baiana que também curte carros de luxo é Claudinha Leitte, que, além do Audi Q7 (R$350 mil), possui também uma Freelander 2 – um SUV da Land Rover que custa, no mínimo, R$132 mil. O irreverente Carlinhos Brown e o baterista do Chiclete com Banana, Reinaldo dos Santos, passeiam pelas avenidas da capital baiana com um Discovery 3, também da marca inglesa Land Rover, que custa entre R$179 mil e R$239 mil. Já o irmão de Bell Marques, Wilson Marques, também preferiu o Audi Q7, enquanto o pai da axé music, Luiz Caldas, tem uma Land Rover Defender (um novo custa R$144 mil). A dele foi comprada em 2003. “Carro é igual a instrumento musical, quando é bom não precisa trocar com frequüência”, pontua Caldas.

‘Possante’ também tem desvantagens

Como já diziam os mais velhos: “Tudo tem seu preço”. E não é que eles estão certos quando o assunto é ter um carro de luxo? Apesar de transmitem glamour, status e boa situação financeira, os veículos da categoria premium, principalmente os importados, também trazem algumas desvantagens para os seus donos. Além da escassez de peças e de oficinas especializadas, eles afirmam que ter um “possante” no Brasil tem outras desvantagens. Na Bahia, por exemplo, o preço de dirigir um carro desse porte é muito caro. Primeiro, pela falta de privacidade, uma vez que os carros luxuosos atraem muitos olhares curiosos. Segundo, pela precária situação das avenidas, que estão cheias de buracos.

Em locais com a pavimentação irregular, como é o caso da capital baiana, a preservação de um veículo de luxo requer um cuidado extra. Os carros esportivos, por exemplo, têm suspensões rígidas e pneus de perfil baixo com rodas largas, o que requer do motorista mais atenção ao guiar. A manutenção desses modelos é cara, assim como seus acessórios e peças. “Uma peça de carro importado nas revendedoras autorizadas no Brasil é muito cara, chega a custar cinco vezes mais do que nos Estados Unidos, por exemplo”, declara um empresário baiano, que, dentre o seu arsenal de carros, possui na garagem uma Ferrari 430 F1 vermelha, a primeira a chegar em Salvador.

Segundo ele, que preferiu não se identificar, no caso da Ferrari, um presente dele para o seu filho, os buracos não são os maiores problemas, uma vez que as Ferraris vendidas no Brasil já vêm aumentadas, algo em torno de dois centímetros. “Além das lombadas, a falta de peças é o maior problema dos carros de luxo, principalmente os fabricados fora do Brasil”, ressalta, complementando: “Se você me perguntar o que a Ferrari tem de extraordinário, digo que nada. A única coisa de fabuloso é a mecânica, que é muito boa, e a chaparia, que é toda de alumínio”.

Quando o assunto é preço, facilmente entra-se em acordo. O valor empregado no carro é facilmente recuperado pela satisfação de guiar e se beneficiar de todo conforto e desempenho que os modelos oferecem. “Vou dizer apenas o preço de tabela dela, que é R$1,350 milhão. Mas cada cliente tem um desconto diferente, vai depender da conversa. Agora as pessoas esquecem que há coisas muito mais caras do que uma Ferrari, como iates, imóveis e até outros carros importados”, brinca o empresário baiano. Já quando o assunto é curiosidade, ele assume: “Eu só andei nela duas vezes, mas confesso que é um inferno. No sinal, por exemplo, muita gente desce do carro e pede para tirar foto.”

Baiano compra o primeiro R8 do país

Acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,7 segundos e precisa de 10,8 segundos para chegar a 200 km/h. Será um avião? Não. Acredite, se quiser, mas este é o mais novo superesportivo da Audi, o R8. Derivado do modelo de competição R8, que já ganhou cinco vezes a tradicional corrida 24 Horas de Le Mans, o automóvel foi lançado oficialmente no Salão de Paris, no final de 2006, mas, por enquanto, só está disponível nos mercados europeus e da América do Norte. Apesar da novidade ainda não ter chegado no Brasil, a primeira máquina do país, que deve chegar a partir do próximo mês, já tem dono, um empresário baiano, que pagará nada menos que R$700 mil pela nova aposta das quatro argolas alemães.

Dentre as suas particularidades, o R8 é o primeiro carro em série do mundo a oferecer a opção de trazer todas as suas luzes (faróis altos, baixos, DRLs, lanternas e piscas) com LEDs, ou diodos emissores de luz, com vida útil muito maior do que a de qualquer carro, ou seja, cuja troca será praticamente impossível. Além disso, o carro oferece duas opções de câmbio: um de seis marchas, convencional (se é que se pode dizer isso de qualquer equipamento presente neste carro) e o Audi R tronic, de trocas de marchas seqüenciais. É a tecnologia “shift-by-wire”, uma das “by-wire” que, um dia, transformarão a experiência de guiar um carro semelhante a pilotar um avião.

“De 1999 até 2006, a Audi sempre liderou o segmento premium no Brasil, com o Audi A3 nacional. Em 2007, vendemos 192 veículos, um pouco menos do que 2006, mas isso porque o A3 deixou de ser fabricado no Brasil para vir todo importado da Alemanha. Com isso, o preço ficou mais caro e o perfil do público mudou”, revela o gerente da concessionária Sanave da Garibaldi (revendedora da marca na Bahia), Paulo Armani, informando que o mercado de luxo no estado está muito aquecido. Ele acredita que este ano, com a linha toda importada, a loja deve vender, no mínimo, 120 automóveis. “Janeiro e fevereiro, que normalmente são dois meses fracos, não houve crescimento, mas deu para a gente se manter.”

Baiano compra o primeiro R8 do país

Acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,7 segundos e precisa de 10,8 segundos para chegar a 200 km/h. Será um avião? Não. Acredite, se quiser, mas este é o mais novo superesportivo da Audi, o R8. Derivado do modelo de competição R8, que já ganhou cinco vezes a tradicional corrida 24 Horas de Le Mans, o automóvel foi lançado oficialmente no Salão de Paris, no final de 2006, mas, por enquanto, só está disponível nos mercados europeus e da América do Norte. Apesar da novidade ainda não ter chegado no Brasil, a primeira máquina do país, que deve chegar a partir do próximo mês, já tem dono, um empresário baiano, que pagará nada menos que R$700 mil pela nova aposta das quatro argolas alemães.

Dentre as suas particularidades, o R8 é o primeiro carro em série do mundo a oferecer a opção de trazer todas as suas luzes (faróis altos, baixos, DRLs, lanternas e piscas) com LEDs, ou diodos emissores de luz, com vida útil muito maior do que a de qualquer carro, ou seja, cuja troca será praticamente impossível. Além disso, o carro oferece duas opções de câmbio: um de seis marchas, convencional (se é que se pode dizer isso de qualquer equipamento presente neste carro) e o Audi R tronic, de trocas de marchas seqüenciais. É a tecnologia “shift-by-wire”, uma das “by-wire” que, um dia, transformarão a experiência de guiar um carro semelhante a pilotar um avião.

“De 1999 até 2006, a Audi sempre liderou o segmento premium no Brasil, com o Audi A3 nacional. Em 2007, vendemos 192 veículos, um pouco menos do que 2006, mas isso porque o A3 deixou de ser fabricado no Brasil para vir todo importado da Alemanha. Com isso, o preço ficou mais caro e o perfil do público mudou”, revela o gerente da concessionária Sanave da Garibaldi (revendedora da marca na Bahia), Paulo Armani, informando que o mercado de luxo no estado está muito aquecido. Ele acredita que este ano, com a linha toda importada, a loja deve vender, no mínimo, 120 automóveis. “Janeiro e fevereiro, que normalmente são dois meses fracos, não houve crescimento, mas deu para a gente se manter.”

Procura por Land Rover cresce 150%

Primeira e única concessionária exclusiva de veículos da marca inglesa Land Rover no estado, a Rota Premium não tem do que reclamar. Inaugurada na Bahia em junho de 2005, na época, com o nome de Land Rota, a revendedora obteve um crescimento nas vendas de 150% em 2007, comparado com 2006. Ao todo, foram comercializados cerca de 70 veículos no ano passado, sendo que, deste total, 80% foi da marca inglesa e o restante da marca sueca Volvo, que começou a ser vendida na loja recentemente. Para este ano, as expectativas parecem ser ainda mais animadoras. “Dos dez carros que temos aqui na loja, cinco já estão vendidos”, afirmou o gerente geral da concessionária, Eduardo Castro.

Segundo ele, dos cinco modelos que a marca Land Rover oferece (todos utilitários esportivos – SUV), a Freelander foi a mais vendida em 2007. “Ela tem um design mais arredondado, agradando mais o público baiano, principalmente, as mulheres. Além disso, o preço dela é o mais em conta. Hoje, a Freelander 2 custa a partir de R$132 mil”, destaca Castro. Com capacidade para cinco adultos, o veículo possui ignição sem chave (botão start/stop); sistema de entretenimento com a opção Dolby ProLogic II 7.1; e ar-condicionado dual zone, com filtro de pólen e sensor de umidade, dentre outras tecnologias.

Enquanto o modelo Freelander 2 é o SUV mais barato da Land Rover, o Range Rover Vogue é o mais caro. Com um conforto que até a rainha da Inglaterra prefere, o automóvel custa nada menos do que R$395 mil. Motor gasolina 4.2 V8 Supercharged; sistema de telefone pessoal integrado (PTI) com tecnologia Bluetooth; e retrovisores com escurecimento automático, que escurecem ao detectar uma luz intensa vinda de outro veículo, proporcionando maior conforto e segurança ao motorista, são algumas das suas características. Na Bahia, três unidades desfilam nas ruas de Salvador.

De olho no crescimento deste mercado de alto luxo, a Rota Premium, que é filial da Land Rota Veículos (em Recife), já confirmou que vai ampliar os seus negócios a partir de julho, período previsto para começar a comercializar também veículos da marca inglesa Jaguar. “Se o dólar continuar em baixa, devemos atingir este ano um crescimento ainda melhor do que no ano passado, uma vez que os carros da Land Rover, Volvo e Jaguar são todos importados. Somente nestes dois meses de 2008, já vendemos 30 carros. Queremos fechar o ano com 200 carros vendidos”, comemora o gerente geral da concessionária. Com a revenda Jaguar, a empresa mudará de endereço, sairá da Av. Bonocô para o Rio Vermelho.

Correio da Bahia – 07/03/2008

'Canibalismo' entre carros de mesma marca garante aumento de vendas

Comprar um Ford Ka ou Ford Fiesta? Fiat Palio ou Fiat Punto? Renault Logan ou um Renault Clio Sedan? Corsa Sedan ou Prisma? Essas perguntas, hoje, tornam-se cada vez mais comuns entre os consumidores quando entram em uma concessionária vinculada a uma montadora para comprar um carro. O cliente se depara com uma ampla gama de modelos em diversas versões que, muitas vezes, acabam por atingir o mesmo público.

Para aumentar as vendas, muitas fábricas fazem carros que se sobrepõem no preço, público alvo e nicho de mercado. No meio automotivo, esta prática é chamada popularmente de "canibalismo", onde um modelo "devora" parte do mercado do outro. Ao final das contas, esta disputa interna acaba sendo vantajosa para o fabricante.

O "canibalismo" no setor começa a ser notado agora no mercado nacional, mas há muito tempo faz parte da estratégia das montadoras em países europeus e nos Estados Unidos para ampliar o chamado ‘market share’ (participação de mercado).

Foi o que fez a Renault ao lançar o Logan e o Sandero. Ambos “disputam” os consumidores do Clio nas versões sedã e hatch. O gerente de marketing da empresa, Bruno Hohmann, explica que antes da chegada do Logan, o Clio Sedan vendia mais de 1.000 unidades por mês. Atualmente, a média mensal é de 500 a 600 unidades.

“Existe sim uma interferência de um modelo no outro, mas juntos se somam. O Logan vende, em média, 3.000 unidades por mês.” Ou seja, a faixa de clientes que a Renault atingia com apenas o Clio passou de cerca de 1.000 unidades mensais para 3.600, com a entrada do Logan no portfólio da montadora.

A estratégia teve impacto positivo para a empresa, que conseguiu ampliar a participação no mercado nacional para 3,1% em 2007, no que abrange todos os segmentos. “Queremos nos aproximar de 4%”, diz.

De acordo com o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Sérgio Reze, a sobreposição de produtos está cada vez mais freqüente por causa do aumento da renda do consumidor, entretanto, ela não é feita de forma radical. “As montadoras procuram equilibrar isso pelo perfil do cliente”, comenta.

Para atender a necessidade de produtos cada vez mais específicos, a Fiat disponibilizou modelos com grande variedade de preço, motorização e acabamento. Por enquanto, a variedade não tem cruzado faixas de público, entretanto, a sobreposição dos modelos não é descartada por concessionários. “No caso do Punto, ele tem força de mercado na versão ELX 1.4. Ainda a gente não sente a migração dos consumidores de Palio, mas acredito que isso possa acontecer daqui um tempo”, observa o gerente comercial da concessionária Fiat Paulimar São Caetano, Paulo Rogério Guero.

Porém, nem sempre a sobreposição permite manter todos os modelos no mercado. Em junho do ano passado, a General Motors optou por tirar do leque de opções o Corsa Sedan 1.0. O modelo já havia perdido boa parte do mercado para o Prisma 1.4 e, quando a linha Corsa ganhou a motorização 1.4, não havia mais motivo de sustentar a versão. Para não acontecer o mesmo com o hatch de 1 litro, o preço do modelo foi reposicionado na época.

Diversidade na mesma plataforma

O diretor da consultoria Megadealer Auto Management, José Rinaldo Caporal Filho, destaca ainda que no mundo inteiro os carros estão cada vez mais parecidos e com mecânica semelhante. E, para atingir um público maior, as fabricantes também passam a explorar as plataformas já existentes. “O que se observa é uma série de carros derivados da mesma plataforma para atingir várias faixas de público”, explica Caporal Filho, ao citar os casos do EcoSport, desenvolvido sobre a plataforma do Fiesta, e do Cross Fox com o Polo.

G1 – 07/03/2008

Brasil está na briga por fábrica de motores da Ford

Os reflexos do bom desempenho do mercado automotivo - no primeiro bimestre, as vendas de veículos novos já ultrapassam em mais de 100 mil unidades o volume de igual período de 2007 - poderão trazer para o Brasil uma nova fábrica de motores da Ford. Na sexta-feira passada, em Taubaté (SP), os trabalhadores da empresa aprovaram, em assembléia, um pacote de medidas para aumentar a competitividade daquela unidade na disputa por esse investimento. A validade do acordo depende ainda de aprovação da matriz da montadora, nos Estados Unidos.

Além de Taubaté - única fábrica da empresa que produz motores leves no Brasil - também disputam o investimento unidades localizadas nos Estados Unidos, na África e no México. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Isaac do Carmo, a unidade brasileira tem 80% de chances de ser a escolhida pela direção da empresa.

"O resultado dessa assembléia e a própria evolução das negociações, que vêm desde dezembro, além da situação econômica do Brasil, são fatores favoráveis para que isso ocorra", disse Carmo. Segundo ele, não seria bom para o País que a Ford trouxesse motores de fora para dar conta do mercado interno, que está aquecido.

A Tarde – 03/03/2008

CONSUMER

HP: Computadores roubados estão rastreados e usuários podem ser punidos

Em comunicado, enviado nesta sexta-feira, 07/03, o primeiro desde o assalto realizado sábado, 01/03, na fábrica da Foxconn, fabricante oficial dos seus PCs no Brasil, a HP informa que a rede autorizada nacional já foi comunicada, assim como os 1784 notebooks e 205 desktops roubados estão rastreados e identificados por número de série.

A HP comunica ainda que caso uma das suas revendas e/ou autorizadas, distribuídas pelo País, identifiquem o equipamento roubado, o proprietário será encaminhado para as autoridades. A HP diz ainda que não possui qualquer obrigação de manter a garantia desses produtos.

A empresa, no entanto, não faz qualquer referência às partes e peças levadas - cerca de 140 mil, segundo informações policiais. O roubo à Foxconn foi planejado. Mais de 30 homens armados e vestidos com coletes da Polícia Federal, sequestraram a família do chefe da vigilância da fábrica para facilitar a rendição dos funcionários de plantão na unidade fabril.

O assalto aconteceu por volta das 6:30 hs da manhã. A polícia de Jundiaí informou a prisão de dois supostos suspeitos e estimou o prejuízo do roubo em R$ 28 milhões - foram levados mais de 140 mil partes e peças e 2000 computadores montados.

Leia abaixo, o teor integral do comunicado distribuído pela HP Brasil:

Comunicamos que no último sábado, dia 1º de março de 2008, 1784 notebooks e 205 desktops da marca HP, foram roubados antes de serem distribuídos ao mercado. Tanto a rede autorizada de distribuidores, revendedores e varejistas, bem como os canais de atendimento HP, já foram devidamente informados sobre o assunto para que, na hipótese de constatação de equipamento roubado, as autoridades sejam comunicadas para adoção das providências cabíveis.

A HP colocou a disposição a relação de todos os números de séries dos equipamentos roubados através do site: www.hp.com.br/nseriepcsroubados. Importante: o recebimento ou a aquisição, por qualquer meio, de equipamentos roubados, pode caracterizar crime de receptação, conforme previsto no artigo 180 do Código Penal Brasileiro.

Informamos, ainda, que a HP se reserva o direito de não honrar a garantia dos equipamentos listados no site acima referido.

Convergência Digital – 07/03/2008

Samsung cancela leitores híbridos

Mais uma consequência da morte do HD DVD! desta feita é a Samsung que cancela o plano de criar leitores de alta definição híbridos que reproduziriam tanto Blu-ray como HD DVD!

A Samsung cancela assim o modelo BD-UP5500, que já tinha anunciado. Em declarações à imprensa, a marca declara que sempre acreditou que o formato Blu-ray estivesse melhor posicionado para ganhar, baseado nas capacidades dos formatos. Agora que o Blu-ray foi escolhido como o formato da próxima geração, o consumidor pode avançar com confiança e desfrutar da experiência que o Blu-ray oferece.

A Samsung desmarca-se deste mercado deixando-o em aberto para a LG, que já comunicou publicamente continuar a apoiar o formato HD DVD. O único híbrido da marca que saiu para o mercado foi o BD-UP5000, sobre o qual a marca diz ser a melhor escolha para todos os consumidores que desejam ter acesso aos filmes em HD DVD disponíveis, isto a curto prazo.

IP Journal – 07/03/2008

Samsung quer liderar em novos segmentos da electrónica de consumo

A Samsung quer alargar a sua participação nos mercados de impressão, computadores portáteis e ecrãs para PCs ao longo deste ano. Esta meta foi anunciada hoje por um dos responsáveis da empresa durante a CeBIT, a feira internacional de tecnologias que está a decorrer na Alemanha.

Por sua vez, em conferência de imprensa, Jongwoo Park, presidente da fabricante, referiu que a missão da Samsung passa por "assumir a liderança nos mercados empresariais e de consumo" reforçando a "posição de topo" que alcançou no segmento de monitores para computadores LCD depois de destronar a Dell no ranking mundial no terceiro trimestre do ano passado.

Para isso, o responsável frisou que a meta para este ano é duplicar o número de portáteis vendidos em 2007, um objectivo que deverá ser potenciado pelo lançamento de novos equipamentos mais robustos e duradouros.

Neste contexto, a Samsung aproveitou a presença na CeBIT para apresentar algumas novidades, embora não tenha dado qualquer pista quanto aos preços e disponibilidade dos artigos.

A fabricante começou por anunciar 22 produtos de impressão, expandido a oferta a ambientes empresariais de grande dimensão para além dos tradicionais mercados de consumo e PMEs. Foi ainda anunciado o P200, um computador ultraportátil pensado para os utilizadores que privilegiam a mobilidade.

A aposta da Samsung noutros segmentos reflecte as preocupações das empresas face às previsões dos analistas de mercado. No entender dos especialistas, o mercado mundial de monitores para PC irá enfrentar um período negativo provocado pela competitividade excessiva que se vive no momento devido às pressões para a redução de preços e consequentes quebras nas margens de lucro.

TEK – 04/03/2008

Após 3 meses, HDTV não decola, diz Teleco

Consultoria diz que, desde a estréia da TV digital, só 50 mil conversores foram vendidos no país.

Relatório elaborado pela consultoria em telecomunicações Teleco aponta para baixa e lenta adesão dos usuários à TV digital (HDTV) no Brasil.

Segundo o estudo, as lojas de varejo do Brasil só venderam 50 mil conversores de sinal digital desde o dia 2 de dezembro, estréia da TV digital no país.
A maior parte das vendas concentra-se na região metropolitana de São Paulo, onde já há sinal de TV digital aberto disponível. A Teleco aponta, no entanto, o custo do conversor e a pouca quantidade de programação disponível em HDTV como desestímulo à adesão ao sinal digital.

Segundo cronograma do ministério das Comunicações, desde fevereiro há transmissões digitais de teste nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Rio de Janeiro e Salvador.

A expectativa do ministério é que estas capitais tenham TV digital disponível até o início do segundo semestre.

INFO Online – 03/03/2008

Número de usuários de TV pela internet deve crescer para 90 milhões em 2013, diz consultoria

As assinaturas mundiais de usuários de IPTV (TV por internet) atingiram a marca de 13,5 milhões no ano passado. Para 2013, porém, esse número deve subir para 90 milhões, segundo previsão da consultoria ABI.

O mercado de IPTV como um todo está no caminho para um forte crescimento, disse o analista da consultoria, Cesar Bachelet. Mas claramente será mais forte em algumas áreas e menos em outras. Antecipamos um crescimento particularmente significativo na América do Norte e na maioria dos mercados emergentes, acrescenta.

Na América do Norte, até pouco tempo apenas alguns operadores canadenses e pequenos operadores rurais e regionais nos EUA ofereciam o serviço. Em 2007, porém, a Verizon e a AT & T começaram a aumentar a instalação de redes de fibra ótica. Particularmente nos EUA, o crescimento de IPTV está ligado à instalação dessas redes.

Na Ásia, embora a operadora PCCW, de Hong Kong, tenha sido uma das primeiras a oferecer o serviço de IPTV, o peso da região no número total de assinantes ainda é pequeno. Isso se dá principalmente por conta da baixa penetração de redes de banda larga nos países asiáticos e por dificuldades regulatórias, que impedem um maior desenvolvimento do serviço. Segundo a ABI, porém, a região vai experimentar um crescimento vigoroso nos próximos anos à medida que esses problemas forem sendo solucionados.

O crescimento dos mercados, afirma a consultoria, abre oportunidades para fabricantes de infraestrutura e equipamentos para IPTV, como servidores de vídeo, set-top boxes e outros. Isso, porém, não significa sucesso automático para esses fabricantes na opinião da ABI

As operadoras estão se tornando muito exigentes na hora de escolher seus fornecedores, afirma Bachelet. Eles querem aqueles que sejam comprovados e tenha uma história de suporte a entregas de grandes volumes de equipamentos, acrescenta. O analista ainda afirma que isso é uma via de duas mãos, uma vez que as empresas de telefonia ainda têm um caminho difícil a percorrer para oferecer IPTV. Porque para a maioria, vídeo é um negócio totalmente novo e muito sofisticado e eles deverão enfrentar operadoras de TV por assinatura que já têm relacionamento estabelecido com o cliente e uma larga experiência, conclui.

O Globo – 07/03/2008

Empresa brasileira vende equipamentos de transmissão digital na China

A empresa brasileira EITV iniciou a venda a fabricantes chineses de televisores e conversores de sinal digital um equipamento por si totalmente produzido, disse quinta-feira à macauhub o seu director comercial.

Rodrigo Araújo afirmou que, desde o início do ano, a empresa recebeu três encomendas de empresas chinesas para a estação de testes de transmissão de televisão digital interativa, a EITV Playout, com um custo unitário de 50 mil dólares.

A EITV Playout é utilizada tanto por emissoras de televisão quanto por fabricantes de televisores e conversores, que precisam testar os seus produtos.

Os testes verificam a qualidade da transmissão e da recepção do sinal, a definição da imagem e a eficiência dos dispositivos interactivos.

Em Dezembro, representantes da empresa brasileira visitaram Xangai, Shenzhen, Cantão e Hong Kong para fazer a apresentação do EITV Playout.

"Estamos agora a avaliar a oportunidade de participar em feiras", adiantou Araújo, admitindo que os investimentos na divulgação internacional do aparelho ainda são insuficientes.

A tecnologia desenvolvida pela EITV para realizar transmissões experimentais em alta definição e com conteúdos interactivos foi desenvolvida no Brasil e é única no mundo, de acordo com o diretor comercial.

Existem similares na Coreia do Sul e na Europa, mas o equipamento da empresa brasileira, segundo Araújo, é o único compatível com todos os sistemas de televisão digital — pode testar produtos voltados tanto para o mercado norte-americano, como para o asiático e o europeu.

No Brasil, a EITV é fornecedora da maioria das estações de televisão que transmitem para a cidade de São Paulo, como Globo, SBT, Record, Band, MTV e Rede TV.

A empresa brasileira trabalha no desenvolvimento de um produto que será o segundo passo da EITV Playout: em vez de só testes, o novo aparelho permitirá a emissão comercial do sinal digital.

A EITV foi criada em 2005, na cidade de Campinas, Estado de São Paulo, já prevendo o início das transmissões digitais no Brasil.

Macauhub – 10/03/2008

IDENTIFICATION

Telemóvel para pagar o almoço

Fazer o pedido, passar o telemóvel à frente de um visor e seguir para a mesa com o almoço pago. Este cenário será possível dentro de pouco tempo, se as cadeias de comida rápida aderirem a uma nova tecnologia que chega hoje a Portugal.

Usando o telemóvel ou o porta-chaves, o cliente passa a ter a operação de pagamento ultra-simplificada: basta passar o objecto à frente de um aparelho próprio e já está. No caso dos cartões, é mesmo só aproximar ao visor, não sendo necessário entregar o cartão ao empregado.

As soluções, criadas pela norte-americana VivoTech, serão trazidas para Portugal pela GFI Solutions, ex-Bull portuguesa, que foi a primeira empresa a instalar terminais de pagamento automático no mercado.

O conceito de usar o telemóvel é simples e baseia-se em NFC (near field communications). É o mesmo que dizer tecnologia sem contacto, de alcance curto mas muito poderoso. Algo semelhante ao cartão Lisboa Viva, que usa RFID (identificação por rádio frequência) para abrir as portas do metro – mesmo que esteja dentro de um bolso do casaco.

“Os principais clientes alvo do ‘contactless’ em Portugal são negócios com pagamentos de baixo valor, normalmente em dinheiro vivo, e onde a rapidez da transacção é um factor muito importante”, explica ao Diário Económico Rui Nogueira, responsável pela área de pagamentos na GFI Solutions.

Segundo o gestor, as lojas que aderirem ao sistema não terão de gastar montantes significativos. “O investimento limita-se à aquisição de um leitor ‘contactless’”, esclarece Rui Nogueira, garantindo que “toda a infra-estrutura anterior é aproveitada” e basta actualizar o software nos terminais de pagamento já existentes”.

Pelo lado dos retalhistas, os projectos-piloto em curso noutros países demonstram um aumento das vendas. “Os consumidores gostam da facilidade de utilização, da velocidade e controlo da transacção”, conclui Rui Nogueira.

O mesmo responsável explica que, no caso da tecnologia NFC, ainda há poucos telemóveis preparados. A Nokia foi a primeira a lançar um telemóvel com RFID (no qual se baseia o NFC) e, entretanto, também já se encontram modelos da Palm, Motorola e Kyocera. O gestor acredita que “esta será uma característica standard nos novos telemóveis”, tal como aconteceu com a tecnologia “bluetooth”.

Já no caso do ‘contactless’, ou seja, cartões que não precisam de entrar na máquina, apenas aproximar-se dela, tudo depende dos bancos emissores, que já começaram a adoptar a tecnologia.

Como seria de esperar, países como Japão, Singapura e Estados Unidos foram os primeiros a aderir. No caso dos EUA, começou há duas semanas o primeiro projecto-piloto de pagamentos usando telemóveis. A iniciativa envolve a operadora móvel Sprint, que escolheu 230 clientes para os testes. Cada cliente recebe um telemóvel preparado e passa a poder comprar os bilhetes do sistema de transportes BART (uma espécie de Metro) com o aparelho. Mas não é só: pelas estações estarão espalhados quadros interactivos da cadeia de comida rápida “Jack in the Box”. Quando aproximado, o telemóvel descarrega informações sobre os restaurantes, oferece cupões de desconto e indica o caminho mais rápido. Uma vez lá, a refeição é paga... com o telemóvel.

A nova tecnologia

- Em caso de furto, a autorização para efectuar pagamentos pode ser logo cancelada, sendo possível incluir uma protecção (PIN). - Não existe um pré-carregamento de dinheiro e o ‘plafond’ é pequeno, porque as transacções são de baixo valor.
- Os alvos são cadeias de ‘fast-food’, pequeno retalho, lojas de conveniência, postos de combustível, transportes, portagens e máquinas de “vending”.
- Um dos projectos mais recentes envolve o Commonwealth Bank of Australia e a MasterCard, que ofereceram telemóveis NFC aos participantes do Masters Golf Tournament.

Diário Econômico – 11/03/2008

INDUSTRIAL

Tallard, do grupo Itautec, inicia operações na Colômbia

A Tallard, canal de distribuição do grupo Itautec, acaba de chegar na Colômbia. A nova filial da empresa é resultado da compra de ativos da empresa AC Mayorista, distribuidor de produtos Apple, no valor de até US$ 500 mil.

“A operação tem como objetivo reforçar as vendas dos produtos da Apple, já realizadas pela AC Mayorista além de complementar a operação atuando a partir de agora como Distribuidora de Valor Agregado para produtos de infra-estrutura e convergência de TI”, declara o CEO da Tallard – Itautec Group, Humberto J. Gonzalez.

A previsão de receita no primeiro ano de operação da Tallard Colômbia é de US$ 8 milhões. “Com a entrada nesse novo mercado, o grupo Itautec continua sua estratégia de expansão internacional e se consolida como líder na distribuição de produtos da Apple, IBM e Avaya na América Latina”, afirma o diretor de operações internacionais da Itautec, Simon Schvartzman.

A Tallard Tecnologies foi adquirida pela Itautec em 2006 e no ano passado, dentro do progama de integração, assumiu a gestão das operações de distribuição da Itatutec no Brasil, Argentina e Equador, consolidando a operação das empresas de distribuição de tecnologia em uma única entidade com administração central e única marca: Tallard – Itautec Group. A empresa possui mais de 200 funcionários e está presente nos EUA (Miami),Brasil, México, Venezuela, Chile, Argentina e Equador e agora, Colômbia.

Itautec - A Itautec faz parte da holding Itaúsa, o segundo maior grupo privado do Brasil. Está entre as líderes no setor de tecnologia, com oito filiais fora do Brasil (em Portugal, Espanha, Estados Unidos, México, Venezuela, Argentina, Chile e Equador). Atua nas áreas de automação bancária e comercial, auto-atendimento e informática - produz soluções completas em hardware e software. Também oferece a gestão completa de processos (outsourcing) desde administração de fornecedores, passando pela aquisição e atualização de equipamentos e licenças de software, até o abastecimento numerário das ATMs. É uma das únicas empresas do setor, capacitada para oferecer solução completa de outsourcing realizando o projeto, fabricação, instalação, integração, consolidação, gestão, monitoramento e manutenção, implementadas de acordo com a necessidade de cada organização. Possui 5 mil funcionários.

Portal Fator Brasil – 05/03/2008

Bematech lança dois modelos de Nobreaks

Chegam ao mercado este mês os primeiros modelos de Nobreaks da Bematech. A linha Dinamus, como foi batizada, chega para ampliar a gama de produtos de automação comercial da Bematech, líder brasileira no setor, que está se consolidando como provedora de soluções completas para o varejo brasileiro.

São dois modelos: o Dinamus One – disponível para 127 V e na versão Bivolt, com seis tomadas – e o Dinamus PDV, também Bivolt, porém com oito tomadas.

Além da já conhecida qualidade dos produtos e serviços de assistência técnica da Bematech, os Nobreaks Dinamus oferecem dois anos de garantia contra defeitos – inclusive para a bateria –, um grande diferencial no mercado.

Os produtos trazem sinalização visual, com 3 leds indicativos de sobrecarga/curto-circuito, estado da bateria, presença de rede e potência consumida, sinalização sonora e carregador inteligente.

Em algumas regiões do país, as oscilações da rede de energia ainda são muito grandes e a inexistência de um Nobreak pode danificar equipamentos. Além disso, mesmo se não houver avarias permanentes, alguns aparelhos podem ter seu funcionamento interrompido em caso de oscilação de energia, o que pode paralisar o ponto-de-venda e prejudicar operações como fechamento de caixa e controle de estoque, por exemplo.

Com design moderno, seguindo a linha black, atualmente aplicada aos produtos da Bematech, o Dinamus chega para tornar ainda mais amplo o conceito One-Stop-Shop, que reafirma o objetivo da empresa como fornecedora de solução única.

Bematech – 10/03/2008

TELECOM

TIM vai dobrar investimento no Brasil em 2008, para R$ 3,6 bilhões

A operadora de telefonia móvel TIM informou hoje que pretende investir R$ 3,6 bilhões no Brasil em 2008, valor praticamente duas vezes maior que o R$ 1,9 bilhão desembolsado no ano passado. Porém, o aporte previsto para este ano inclui o R$ 1,3 bilhão que a empresa terá que pagar pelas licenças de terceira geração (3G), arrematadas durante leilão ocorrido em dezembro último.

Excluído esse desembolso, o investimento da TIM será de R$ 2,3 bilhões, valor que contempla a construção da rede de 3G e a preparação dos sistemas para a entrada da portabilidade numérica, cujo lançamento comercial está previsto para o segundo semestre deste ano. Além disso, o montante inclui a expansão e melhoria da rede atual.

Na última quarta-feira, o presidente da TIM Brasil, Mário César Pereira de Araújo, disse que a empresa não iria poupar esforços, leia-se investimentos, para se manter entre as líderes do mercado nacional. Durante teleconferência com analistas, o executivo teria considerado a possibilidade de um recuo na margem operacional de 2008, declaração que acabou derrubando as ações da companhia no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Mais tarde, a jornalistas, Araújo disse que preferia não fazer projeções sobre a margem operacional, já que tal anúncio poderia deixar a TIM presa ao cumprimento das projeções, ou seja, sem a possibilidade de adotar estratégias mais agressivas em momentos de competição mais forte. No entanto, acabou apresentando aos controladores a projeção de, no mínimo, 23% para a margem Ebitda (percentual da geração de caixa sobre a receita líquida) em 2008.

A estimativa é a mesma que foi apresentada para o ano de 2007 e que acabou ligeiramente superada, já que fechou o ano em 23,1%. Porém, a projeção apresentada ficou abaixo das expectativas de alguns analistas, que eram de 28% e passaram para 24,2%. Em relatório, a Brascan Corretora reduziu o preço justo das ações preferenciais da operadora de R$ 9 para R$ 8,16.

A TIM prevê ainda um crescimento superior a 12% para a sua receita líquida, que fechou 2007 em R$ 12,44 bilhões. Para o número de clientes, a meta é fechar este ano com 37 milhões, uma alta de 18,2% sobre os 31,3 milhões registrados ao final de 2007.

Já em 2010, a empresa espera contar com 43 milhões de clientes em sua base, o que irá representar uma participação de cerca de 26% no mercado, praticamente estável em relação a atual. Para a margem Ebitda, a expectativa é que esteja em cerca de 29%. Entre 2008 e 2010, a operadora planeja investir algo em torno de R$ 7,2 bilhões.

Valor Online – 07/03/2008

Indústria móvel pode superar à de TI em receita em 2008

Levantamento da consultoria inglesa Portio Research apura que a indústria móvel deverá ter um faturamento estimado em US$ 1 trilhão, montante que a coloca, por exemplo, à frente de segmentos como o da Tecnologia da Informação e da Indústria Farmacêutica.

Rentabilidade, atesta o estudo, virá da adição de novos assinantes - serão 5 bilhões de usuários do serviço, em 2012, e da diversificação de produtos ofertados aos consumidores, entre eles, a TV Móvel. Em 2007, a base mundial de assinantes do serviço celular ficou em 3,1 bilhões, segundo estudos de várias consultorias mundiais.

O incremento financeiro previsto pela Portio Research para a indústria móvel baseia-se no crescimento contínuo de usuários - em 2012, a estimativa é que serão cinco bilhões de assinantes móveis, e especialmente, em função da adesão dos consumidores de maior poder aquisitivo aos serviços não relativos ao produto voz.

Pólos distintos

O mercado de Serviço de Valor Agregado deverá terminar 2012, com um faturamento de US$ 250 bilhões. E neste ponto, os serviços de Terceira Geração são a diferença. O consumidor de maior poder aquisitivo quer serviços além dos tradicionais ofertados atualmente - acesso à Internet e SMS.

A noticia do vigor da indústria móvel é um alento para os fabricantes de terminais que, no ano passado, pela primeira vez na história, ultrapassaram a marca de 1 bilhão de unidades produzidas. A tendência é que essa marca seja superada já em 2008, em especial, por causa de mercados como o da China e da Índia.

Mas os frutos do sucesso da indústria móvel também vão para os provedores de serviços. Produtos como a TV Móvel, por exemplo, tendem a ganhar cada vez mais assinantes. Nos Estados Unidos, por exemplo, 6,8 milhões já tinham o serviço, em outubro de 2007. Em 2012, a previsão da Portio Research é que, mundialmente, a TV Móvel, com uma programação adequada e personalizada, terá 488,8 milhões de assinantes.

O levantamento apura ainda que na parte de faturamento ligado à área de dados, o ranking mundial deverá apresentar mudanças significativas. Os Estados Unidos, por exemplo, que em 2004 representavam apenas 6,7% da receita, em 2012, deverão ficar com 27,8% do market share.

Já os asiáticos, terão um número maior de assinantes, mas verão cair a representatividade na receita de dados de 50,9% para 38.6% no mesmo período. O estudo diz que essa queda será reflexo da estabilidade do ARPU (rentabilidade média por usuário) entre as duas regiões.

Mas, há um ponto importante ainda a frisar no estudo da Portio Research: O mercado de telefonia móvel crescerá também no chamado mercado low-end, onde os fabricantes farão terminais cada vez mais simples. E esse segmento também trará disputa entre os fabricantes de terminais, interessados em conquistar mercados os países emergentes, na China e na Ìndia.

Convergência Digital – 07/03/2008

Nokia Siemens Networks e TCS firmam parceria

A Nokia Siemens Networks e a Tata Consultancy (TCS) assinaram um contrato para transferir engenharia de produtos e serviços de pesquisa e desenvolvimento (P&d), e também parte das atividades da unidade de negócios de operações e software da Nokia Siemens Networks para a TCS.

Com a aliança, TCS fornecerá serviços globais de P&D para a Nokia Siemens Networks, impulsionando sua expertise no setor de telecomunicações.

As partes transferidas pertencem ao centro de desenvolvimento da Nokia Siemens Networks em Düsseldorf, na Alemanha, que inclui uma equipe de 90 funcionários que serão transferidos para a TCS como parte do acordo.

IT Web – 06/03/2008

Intelbras estréia no mercado de PCs

A fim de aproveitar as oportunidades do mercado de computadores, a Intelbras, tradicionalmente voltada ao segmento de telecom, inicia a comercialização de PCs a partir da compra da Nova Computadores, concluída em julho do último ano.

Além do segmento de varejo, alvo das atividades da companhia adquirida, a Intebras almeja levar a nova linha de produtos também aos mercados corporativo e governamental. Saiba mais sobre a estratégia anunciada.

Atualmente, a Intelbras conta com mais de 20 parceiros de varejo, que já trabalham com os produtos da Nova. Diante do propósito de atuar com revendedores especializados, contudo, a fabricante busca novas revendas e distribuidores.

Fábrica

Os equipamentos continuam sendo produzidos na fábrica da Nova, em Curitiba, cujas vendas cresceram em torno de 225% em relação a 2006. A unidade conta com 210 colaboradores que trabalham na produção de desktops e notebooks.

A fabricação dos primeiros PCs com a marca já está em andamento.

IT Web – 06/03/2008

Samsung e Adidas: telemóvel inovador apadrinhado por Mourinho

A Samsung e a Adidas lançaram, quinta-feira, em Valência, Espanha, um telemóvel revolucionário. MiCoach, assim se chama o modelo, estará disponível em Portugal antes do Verão, refere o «Correio da Manhã».

O miCoach foi apadrinhado por José Mourinho, um dos rostos da marca alemã de material desportivo, a qual se juntou à empresa sul-coreana para criarem um produto diferente dos habituais.

Para lá das características inerentes aos telemóveis actuais, o miCoach disporá de funções dedicadas à prática da corrida. Permite, por exemplo, medir as pulsações e a distância percorrida. Por outro lado, dá indicações sobre a necessidade de aumentar ou reduzir a velocidade. É, no fundo, um personal trainer.

O telemóvel tem um ecrã de duas polegadas, uma câmara fotográfica de 2 megapixéis e um leitor áudio multimédia.

Agência Financeira – 09/03/2008

OpenFrame, Um Telefone Fixo Inspirado no iPhone!

O telefone OpenFrame foi criado pela empresa de John Sculley, aquele ainda que foi CEO da apple, e lembra muito o iPhone, a despeito de não ser um celular. Ele vai ter uma bela tela touchscreen com uma interface no estilo do iPhone, além de um headset sem fio para fazer chamadas de voz.

O OpenFrame terá vários modelos, todos equipados com processadores Freescale MX31 com dois chips ARM11 de 600 MHz. Com o OpenFrame você vai poder assistir a vídeos em streaming, ver suas fotografias, ouvir suas músicas favoritas, navegar pela web e mais.

Este telefone fixo foi criado para ser usado com a rede FiOS da operadora americana Verizon e outras redes similares de outras operadoras. O custo do aparelho deve ser subsidiado pelas operadoras para não pesar demais no bolso do consumidor.

IP Journal – 07/03/2008