11/01/2008

GERAL

Receita da indústria eletrônica deve chegar a R$ 123 bi em 2008, diz Abinee

Este ano, o faturamento da indústria eletroeletrônica deverá atingir 123 bilhões de reais, o que significa um crescimento de 9% de crescimento em relação ao ano passado, segundo a Associação Brasileira de Indústria Eletroeletrônica (Abinee).

Com este aumento dos negócios, a estimativa é de que o número de empregados do setor chegue a 164 mil trabalhadores no final de 2008, com a contratação de 9,7 mil funcionários. Esta estimativa considera um crescimento da economia brasileira da ordem de 4%, em 2008, e a perspectiva de continuidade de crescimento de renda e emprego em um ambiente de inflação controlada.

Além disso, a Abinee espera a continuidade das condições favoráveis ao crédito, como prazos e taxas de juros atrativas e abundância de recursos. Os investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) deverão ainda gerar negócios para os setores de Material Elétrico de Instalação, em decorrência da expansão da indústria da Construção Civil, e Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica.

Na área de telecomunicações é estimada a continuidade do crescimento do mercado de telefones celulares e que a possibilidade de negócios com as novas tecnologias 3G e WiMAX melhorem as condições para a retomada do crescimento deste segmento.

Os investimentos produtivos no Brasil deverão continuar no próximo ano, de acordo com a Abinee, mantendo as boas perspectivas para as áreas de Automação Industrial e Equipamentos Industriais. As dificuldades com as exportações deverão prosseguir, em 2008, uma vez que não são esperadas mudanças significativas nos valores atuais do Real em relação ao Dólar.

Assim, a estimativa é de que as exportações de produtos elétricos e eletrônicos permaneçam no mesmo patamar de 2007, com 9,3 bilhões de dólares. Quanto às importações, também em função da manutenção do câmbio nos níveis atuais, deverão continuar exercendo forte concorrência à produção nacional.

A estimativa é de que somarão 29,9 bilhões de ddólares, com crescimento de 26%. Desta forma, o déficit do setor, em 2008, será da ordem de 20,6 bilhões de dólares, o que representa um crescimento de 43% sobre 2007.

Computer World – 09/01/2008

Sul-coreana LG estabelece meta de vender US$ 13 bilhões em 2008 na América do Norte

A fabricante sul-coreana de eletrônicos LG anunciou que quer vender US$ 13 bilhões neste ano no mercado da América do Norte. Esse montante representa um aumento de 13% no faturamento da empresa na região, dominada principalmente pelos EUA.

Planejamos alcançar essa meta trazendo produtos de alta tecnologia e que atraiam os consumidores mais por suas características avançadas e belo design do que por preços baixos, disse o presidente e executivo-chefe da LG América do Norte, Michael Ahn. Segundo ele, para alcançar isso, a empresa também vai depender de campanhas agressivas de marketing para produtos específicos e de um melhor relacionamento com as principais redes varejistas da região.

No ano passado, o faturamento da empresa na América do Norte foi de US$ 11,5 bilhões. Na região, a LG é uma das líderes nos segmentos de telefones celulares, TVs LCD, máquinas de lavar e geladeiras.

A estratégia da companhia é solidificar sua imagem na região como marca premium, intensificando a demanda entre consumidores dispostos a gastar mais por produtos mais sofisticados.

No campo do varejo, a idéia da LG é expandir seus acordos. Recentemente a empresa fechou parceria com a Sears, uma das maiores redes varejistas dos EUA. Além disso, seus produtos também são vendidos pelas redes Best Buye Home Depot.

Acredito que 2008 será o melhor ano de nossa história na América do Norte e os consumidores podem esperar novos e inovadores produtos em todas as nossas linhas, incluindo as de TVs de tela plana, eletrodomésticos e telefones celulares, disse Ahn.

As declarações foram feitas durante a Consumer Electronics Show (CES) em Las Vegas.

Valor Online – 09/01/2008

Intel direciona foco a terminais móveis de acesso à internet

A americana Intel anunciou seu reposicionamento em eletrônicos de consumo como chips para televisores, conversores de TV digital e dispositivos móveis. A líder global em venda de processadores terá um novo chip batizado Canmore, que busca combinar de forma eficiente o uso de conversores (set-top boxes) para entretenimento e navegação na internet, disse o presidente, Paul Otellini.

A especialidade da Intel é fornecer processadores para computadores de mesa e laptops para usuários de internet residenciais e corporativos. A venda de chips para computadores é responsável por mais de 90% dos negócios da gigante, que detém cerca de 80% desse mercado.

Já o suporte a máquinas voltadas a entretenimento, que vão permitir assistir TV pela internet (IPTV), receber sinais de TV digital, e aparelhos móveis com alto poder computacional, que vão expandir o uso de muitas novas categorias de divertimento digital, ficou de lado, quando a empresa não conseguiu ter sucesso em celulares, frente a concorrentes como a Texas Instruments e Qualcomm, e saiu do negócio em 2006.

A Intel deve começar a vender sua nova linha para dispositivos móveis, chamada Menlow, ainda na primeira metade deste ano.

O anúncio foi feito durante o Consumer Electronics Show, na segunda-feira (07 de janeiro), em las Vegas, e mostra o reconhecimento da empresa de que o acesso à internet será cada vez mais de qualquer ponto e para os propósitos mais diferentes. A inovação na nova era digital também vem da arena do entretenimento e não mais de aplicações corporativas, como foi a fase do e-mail.

Durante a apresentação, Otellini mostrou um dispositivo com recursos de tradução por imagem e fala. Simulando uma visita à China para os Jogos Olímpicos deste ano, o aparelho lia os nomes das ruas em chinês e traduzia para o inglês, mostrava conteúdo on-line de um restaurante por onde se estava passando e traduzia as direções de uma chinesa que parava para dar instruções.

A vez da mobilidade
Com uma esperada diminuição do ritmo de crescimento de vendas de chips para computadores nos próximos anos, o aquecido mercado de mobilidade - de maiores volumes, mas menor valor por venda - pode dar a expansão que a empresa necessita.

Otellini também lembrou as inovações pela qual a indústria de chips passará para poder evoluir para esses aparelhos cada vez menores, com acesso à internet de qualquer ponto e com mais capacidade de processamento, que serão mainstream entre três e cinco anos, segundo previsão do executivo. Durante décadas, a Lei de Moore, a defesa do fundador da Intel que em cada dois anos o número de transistores em um chip (sistema integrado) dobraria, foi seguida à risca pela evolução natural do setor. "Um chip da Intel de 1971 tinha 2.255 transistores e o quad-core, de 2007, tem 820 milhões. Se esse número fosse transposto para o chip de 71, ele gastaria energia suficiente para 200 residências", disse o executivo. Essa constante redução de tamanho e aumento de eficiência começou a ser desafiada agora.

Com o avanço recente dos aparelhos, a lei de Moore pela primeira vez se encontra ameaçada, já que manter o ritmo de evolução começou a implicar em criar dispositivos de um custo energético muito alto.

Otellini disse que essa barreira só será transposta com a descoberta de pesquisadores da empresa de que deverão acrescentar háfnio ao silício utilizado como base dos transistores e de toda a indústria de tecnologia da informação.

O CES atraiu a Las Vegas quase 160 mil participantes e mais de 2,6 mil empresas expositoras.

IT Web – 09/01/2008

AUTOMOTIVO

Conversor eletrônico permite uso de até três combustíveis

O conversor eletrônico que transforma motores de veículos em tri-combustível será lançado na segunda quinzena de janeiro. Ele permite o uso de álcool em veículos construídos para usar gasolina. Em conjunto com o kit de gás natural (GNV), o consumidor poderá escolher entre três combustíveis na hora de abastecer.

A tecnologia foi desenvolvida pela empresa Exsto Tecnologia do pólo eletrônico de Santa Rita Sapucaí e contou com o apoio do Programa de consultoria tecnológica do Sebrae (Sebraetec) no seu processo de criação. O Sebraetec oferece subsídios para a criação, melhoria e inovação de processos e produtos de micro e pequenas empresas.

O conversor tri-combustível poderá ser instalado em carros fabricados a partir de 1993, movidos exclusivamente a gasolina e que possuem injeção eletrônica. O trifuel, nome dado ao conversor, permite que o motorista mude o uso dos combustíveis mesmo com o carro em movimento.

A utilização do conversor também possibilita a redução da poluição ambiental. O diretor comercial da Exsto Tecnologia, César Sodré de Alckmin, afirma que um carro a álcool polui 25% menos em comparação a gasolina. O GNV reduz em até 70% a emissão de poluentes.

"O trifuel trará maior economia, preservação do meio ambiente e liberdade na escolha do combustível. O equipamento possui fácil instalação. O nosso cliente pode trocar de carro e continuar utilizando o mesmo conversor", recomenda Alckmin.

Onde instalar

O trifuel será comercializado em oficinas mecânicas especializadas em injeção eletrônica e em empresas que fazem a conversão e instalação do kit GNV. O produto levou cerca de dois anos para ficar pronto e foi testado em mais de dez veículos. Cerca de 500 peças já estão prontas para comercialização. O conversor custará cerca de R$ 300.

Informe – 08/01/200

Carro de R$ 4,3 mil terá motor de "cortador de grama"

O que é necessário para produzir o carro mais barato do mundo? Para a Tata Motors, da Índia, que lançará na quinta-feira seu carro de baixíssimo preço, a pergunta a ser feita seria, na verdade, o que é desnecessário para produzi-lo.

A montadora manteve o segredo sobre o modelo, mas entrevistas com fornecedores e outros envolvidos no processo de construção mostram alguns dos segredos de engenharia que permitiram reduzir os custos - entre os quais uma coluna de volante oca, um porta-malas que comporta apenas uma valise e um motor montado na traseira e não muito mais poderoso que o de um cortador de grama.

O resultado é um carro que deve ser vendido por preço equivalente a apenas US$ 2,5 mil, o que representa o equivalente ao custo do player opcional de DVD disponível para o utilitário esportivo Lexus LX 470.

Do lado negativo, o modelo provavelmente seria reprovado em quaisquer testes de poluição e segurança adotados no Ocidente - e talvez também na Índia, que dentro de alguns anos deve impor padrões ambientais mais severos.

Mas o objetivo da Tata não é colocar seu produto nas rodovias da Califórnia. Em lugar disso, a empresa planeja oferecer transporte em quatro rodas a pessoas acostumadas a contar com apenas duas, incluindo centenas de milhões de indianos e outros cidadãos de países em desenvolvimento.

Mesmo assim, o "Carro do Povo" (um apelido, porque a Tata também preservou o segredo sobre o nome) pode vir a influenciar os veículos dirigidos por muitas pessoas em todo o mundo, já que é parte de uma tendência mais ampla à produção de modelos menos dispendiosos, de parte das montadoras de automóveis.

"O processo envolve basicamente descartar tudo aquilo que a indústria automobilística acreditava sobre estruturas de custo, no passado, tomar uma folha de papel em branco e perguntar o que é possível fazer", disse Daryl Rolley, diretor de operações norte-americanas e asiáticas da Ariba, uma empresa que localiza e fornece componentes para a Tata, BMW, Toyota e outras montadoras. "Nos próximos cinco a 10 anos, o setor automobilístico será virado de cabeça para baixo".

A aliança franco-japonesa Renault-Nissan e a joint venture indo-japonesa Maruti Suzuki estão tentando descobrir como produzir carros de preço baixíssimo para a Índia. E as montadoras ocidentais em crise estão prestando atenção, para determinar se a obsessão de cortar custos, desenvolvida pelas empresas de países em desenvolvimento, pode ajudá-las a melhorar sua lucratividade.

Alguns analistas estão prevendo que, da mesma maneira que os japoneses foram pioneiros de técnicas industriais como os sistemas kanban (ou just-in-time) e kaizen (melhora continuada do produto), os indianos poderiam exportar ao mundo uma espécie de "engenharia à moda Gandhi", combinando irreverência quanto às maneiras convencionais de pensar a uma frugalidade nascida da escassez que ainda aflige os países em desenvolvimento. Como disse o executivo automobilístico indiano Ashok Taneja para descrever essa filosofia, "se preciso de prata, por que investir em ouro?"

Algumas das poucas pessoas que viram o carro o descrevem como um minúsculo e charmoso hatchback de quatro portas e cinco lugares, em formato de jujuba, pequeno na frente e largo na traseira, a fim de reduzir a resistência do ar e permitir o uso de um motor de porte ainda menor.

"É um bom carro, bonitinho", disse A. K. Chaturvedi, vice-presidente de desenvolvimento de negócios na Lumax Industries, uma empresa de Déli que fornece os faróis e as lâmpadas internas do modelo.

O processo de corte de custos foi propelido pelos engenheiros da Tata, que em projetos anteriores questionaram se caminhões precisavam mesmo de freios nas quatro rodas ou se poderiam funcionar com três. Na construção do novo modelo da montadora, por metade do preço da alternativa mais barata hoje disponível no mercado indiano, a filosofia que os orientou foi: "Isso é realmente necessário?"

O modelo que será lançado na quinta-feira não tem rádio, direção hidráulica, janelas elétricas ou ar condicionado, e vem um com limpador de pára-brisas, e não dois, de acordo com fornecedores e informações fornecidas pela Tata.

Contrariando os hábitos dominantes, o carro não dispõe de medidor de giros e emprega um velocímetro analógico, e não digital, de acordo com Taneja, que até recentemente presidia a Associação dos Fabricantes de Componentes Automotivos da Índia, que representava muitos dos fornecedores da Tata no momento em que estes assinaram com a montadora para participar do projeto.

A frugalidade é o traço dominante também na parte mecânica do veículo, o que acarreta implicações ainda mais sérias em termos de durabilidade e segurança.

Para economizar US$ 10, os engenheiros da Tata alteraram o projeto da suspensão a fim de eliminar o controle variável de ângulo dos faróis, que adapta o ângulo dos faróis ao nível de carga do veículo, disse Chaturvedi, da Lumax. Em lugar da coluna de aço sólido que tipicamente conecta o volante ao eixo, um dos fornecedores, a Sona Koyo Steering Systems, está usando uma peça oca, disse Kiram Deshmukh, vice-presidente operacional da empresa, sediada em Delhi.

A Tata optou por rolamentos de esfera que são resistentes o bastante para velocidades de até 70 km/h, mas que se desgastarão muito mais rápido caso essa velocidade seja ultrapassada, reduzindo a durabilidade do veículo sem ameaçar a segurança dos passageiros. A velocidade máxima do carro será de 120 km/h.

Reduzir o peso tornou menores os custos dos materiais e permitiu que a empresa adotasse um motor mais barato. Pessoas familiarizadas com o carro descrevem que o motor montado na traseira, fabricado pelo grupo japonês Bosch, custa apenas US$ 700, e tem entre 600 cilindradas e 650 cilindradas e potência da ordem de 30 cavalos a 35 cavalos. Em comparação, o Honda Fit, um dos menores automóveis à venda no mercado norte-americano, tem 109 cavalos de potência.

De acordo com especialistas setoriais, o carro opera com uma transmissão variável contínua, uma alternativa mais barata aos câmbios manuais ou automáticos.

Ainda que jamais tenha conquistado popularidade nos Estados Unidos porque a aceleração que permite é baixa, a transmissão contínua esteve em amplo uso na Europa, em décadas passadas, e ressurgiu no mercado norte-americano em veículos como o utilitário esportivo Nissan Murano e o híbrido Toyota Prius.

Embora a Tata tenha revertido ao uso de tecnologias antigas para certos componentes - Leonardo da Vinci concebeu um elegante precursor da transmissão contínua, no século 15 - suas práticas de aquisição de componentes são ultramodernas, disse Rolley, da Ariba, que ajuda tanto a Tata quanto suas concorrentes internacionais a adquirir autopeças.

As montadoras de automóveis tradicionalmente mantêm relacionamentos de longo prazo com seus fornecedores, mas as empresas do setor vêm gradualmente adotando sistemas eletrônicos de obtenção de peças, usando leilões conduzidos via Internet a fim de forçar fornecedores a concorrer por seus contratos. Mas mesmo as montadoras mais eficientes obtêm de 10% a 15% de seus componentes por esse sistema, segundo Rolley. No caso da Tata, o total sobe a 30% ou 40%.

Os críticos da montadora perguntaram como um modelo que reduz em milhares de dólares o preço médio do setor seria capaz de cumprir as normas ambientais e de segurança. A resposta pode estar no fato de que o modelo está surgindo em um estágio específico do desenvolvimento indiano, no qual há dinheiro suficiente para que surja uma demanda forte por automóveis, mas a regulamentação continua muito menor do que nos países desenvolvidos.

Funcionários da Tata informaram que o modelo cumpre todas as normas indianas. Mas elas estão mudando. As grandes cidades do país planejam adotar o padrão de emissões Euro IV em abril de 2010; o novo padrão requer emissões de enxofre 35 vezes mais baixas do que o Euro III, hoje, vigente, disse Anumita Roychowdhury, do Centro de Ciência e Meio Ambiente de Nova Delhi.

Novas regras de segurança que tornariam obrigatórios airbags, freios com sistema antitravamento e testes de colisão compulsórios da carroceria também serão adotadas, ela acrescentou.

Roychowdhury disse que era improvável que o carro conseguisse manter seu atual preço populista, quando isso acontecer.

E o carro pode ser mais prejudicial ao meio ambiente do que a empresa alega. Ao contrário dos carros americanos, os veículos indianos não sofrem inspeções depois que entram em uso real, em estradas que muitas vezes causam danos aos sistemas de controle de emissões.

Michael Walsh, consultor sobre poluição e ex-fiscal da Agência de Proteção Ambiental (EPA) norte-americana, diz que um carro assim barato provavelmente não disporia da tecnologia complexa necessária a manter seu nível inicial de emissões, e que sem tecnologias como essas os carros não demorariam a produzir quatro ou cinco vezes mais poluentes do que no momento em que deixam a linha de montagem.

"Parece-me impossível que um veículo como esse seja um veículo muito limpo durante todo o seu ciclo de vida", ele disse.

Em entrevista recente, Ratan Tata, presidente do conselho do Tata Group, sugeriu também que a leveza do carro, embora favorável em termos ambientais, havia frustrado os esforços para torná-lo seguro. "Teremos emissões muito mais baixas do que as dos carros baratos existentes", disse, mas acrescentou que "os testes de emissões foram muito mais fáceis de superar do que o de colisão".

Na maior parte dos carros norte-americanos, os sistemas de segurança custam, só eles, mais de US$ 2,5 mil, de acordo com Adrian Lund, presidente do Instituto das Seguradoras para a Segurança Rodoviária. Mas, acrescentou, "se o que estamos discutindo na Índia é dar às pessoas uma chance de deixar de lado as bicicletas e motocicletas que as colocam em risco diante de veículos de maior porte, o ambiente de segurança do país como um todo pode melhorar".

Mesmo que o modelo da Tata jamais venha a ser utilizado em rodovias ocidentais, a filosofia sob a qual ele foi desenvolvido deve influenciar as montadoras internacionais, disse Rolley, da Ariba.

As montadoras estão à procura de maneiras de fabricar carros pequenos para a classe média na Índia e China; de produzir carros pequenos para seus mercados internos, onde é preciso enfrentar as conseqüências adversas da alta da gasolina; e de melhorar os lucros propiciados pelos carros maiores que já estão em produção. O carro da Tata será examinado em busca de lições aproveitáveis, disse Rolley, prevendo que novos modelos seriam projetados tendo como parâmetro básico o custo.

Um exemplo do passado recente envolve a Nissan-Renault, que começou a produzir modelos baratos em suas fábricas na Romênia, e depois passou a aplicar as técnicas de engenharia de redução de custos às unidades que produzem modelos mais caros - por exemplo, produzindo portas menos curvas, o que permite que sejam empilhadas com melhor aproveitamento nos contêineres de transporte, de acordo com Pauline Kee, porta-voz da Nissan.

Os consumidores dos países ricos talvez possam esperar mais do que colunas ocas de volante, faróis sem ângulo variável e porta-malas minúsculos.

"O processo não será diferente", diz Rolley, "daquele que as empresas norte-americanas seguiram nos anos 80, quando passaram toda a década estudando que técnicas japonesas de gestão tinham de adotar".

Invertia – 08/01/2008

Great Wall é a terceira marca chinesa a chegar ao Brasil

Depois do lançamento de veículos comerciais da Chana e da linha de automóveis (passeio e utilitários) da Effa, é a vez da Great Wall comercializar seus carros no Brasil. Ela é a terceira empresa chinesa a chegar ao solo brasileiro e se antecipou diante de várias outras "favoritas" a vender seus modelos no país, como a Chery e a Geely. Um utilitário-esportivo, uma picape média e um utilitário em versão limusine são as opções da "grande muralha" para o mercado brasileiro.

Segundo informações obtidas recentemente, a Great Wall chega ao Brasil fazendo um acordo com um representante executivo nacional, batizado de Alexandros Motors do Brasil. A empresa chinesa é a maior do ramo automotivo de capital privado e conta com 20 subsidiárias e mais de 10 mil empregados. O representante brasileiro conta com participações nos ramos de bebidas (através da Brandy) e granito, fazendo parte do Grupo Alexandrion.

Uma das ofertas da Great Wall é o utilitário-esportivo Hover CUV. No estilo, a dianteira do modelo tem "semelhanças" (pra não dizer que é uma cópia) com o Hilux SW4 comercializado no Brasil. As laterais e a traseira têm mais personalidade, mas não podem ser consideradas exclusividades. O SUV chinês conta com freios antitravamento (ABS) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD). Air-bags, acabamento em couro e teto-solar completam a lista de equipamentos, além da opção de tração integral. A empresa não divulgou informações sobre a mecânica e o preço do automóvel.

Outra opção da Great Wall que inaugura um segmento no país é o utilitário-esportivo alongado Hover Pi, uma espécie de limusine fora-de-estrada. A marca a define como única limusine de fabricação em série disponível no Brasil e garante que "luxo, espaço e exclusuvidade são itens de série". O Hover Pi tem capacidade para transportar até 10 passageiros e traz acabamento em couro e tela de LCD sensível ao toque. O banco traseiro tem formato tipo "L" para oferecer maior conforto aos ocupantes. Há frigobar e todo um equipamento de bar para que os passageiros desfrutem do maior conforto. O painel é o mesmo do Hover. Novamente, preços e motorização não foram divulgados.

A terceira grande novidade da Great Wall para o mercado nacional é a picape média Wingle, que conta com maior personalidade, embora isto não signifique beleza. A frente lembra o Subaru Tribeca, enquanto a traseira lembra a Hilux, também comercializada no Brasil. As laterais contam com estilo mais atraente. Sobre os equipamentos, a marca chinesa divulga que a Wingle conta com freios antitravamento (ABS) de oitava geração e distribuição eletrônica de frenagem (EBD). Há também direção hidráulica, ar-condicionado, air-bag duplo, travas elétricas, rodas de liga leve e vidros e retrovisores elétricos. O modelo conta com um seletor eletrônico de tração no painel, que conta com opção de tração dianteira ou integral, como em outros veículos nacionais.

No aspecto geral, a Great Wall não divulgou detalhes sobre os preços de seus veículos nem informações mecânicas. A empresa chinesa se limitou a informar que os motores têm origem Mitsubishi. O representante afirma que todos os automóveis contam com garantia total de três anos, suporte on-line e atendimento via telefone 24 horas e depósito (estoque) para peças e acessórios. Também informaram que há 11 revendedores credenciados no país (dois em São Paulo; dois no RJ; dois em MG; três no DF e um em GO) e que há atendimento e cobertura para todo o território nacional.

Auto Diário – 08/01/2008

Renault bate recorde em vendas mundiais

A Renault do Brasil registrou em 2007 o seu recorde histórico de vendas anuais, com 73.875 unidades comercializadas, volume 43% superior ao obtido em 2006: 15 pontos percentuais acima de todo o mercado.

Os volumes de 2007 relativos à produção (109.206 unidades) e exportação (37.477 veículos) também bateram recordes históricos da marca no País enquanto os volumes de produção subiram 59,8% e as exportações foram 119% superiores em relação aos indicadores de 2006.

Em comunicado divulgado à imprensa, as vendas mundiais do Grupo Renault somaram 2.487.453 unidades em 2007, um aumento de 2,2% em relação a 2006. A participação de mercado mundial atingiu o patamar de 3,6%. O Grupo também continua a registrar forte crescimento no mercado internacional com uma elevação fora da Europa da ordem de 16,5%, atingindo 863.187 veículos vendidos, volume que representa cerca de 35% das vendas totais do Grupo Renault.

Na Europa, o segundo semestre foi marcado pelo retorno do crescimento das vendas, com uma aceleração mais acentuada no último trimestre. O Logan confirmou no anoa passado o seu sucesso: 367.745 unidades vendidas pelas marcas Renault e Dacia, um crescimento de 48% em relação a 2006.
No Brasil, o resultado surpreendeu. O ano de 2007 foi de recordes e de ótimo desempenho para a Renault do Brasil. A marca fechou o ano com 73.875 unidades comercializadas no País, volume 43% superior ao registrado em 2006 (51.682 unidades). Este patamar jamais havia sido alcançado pela empresa desde que chegou ao País, há dez anos, e é 15 pontos superior ao crescimento consolidado de todo o setor automotivo nacional (+28%). Com 7.939 unidades comercializadas no mês - entre veículos de passeio e utilitários -, dezembro figurou como o melhor mês de vendas da empresa.

O sucesso do Logan e a consolidação de outros modelos recentemente lançados, como o Mégane e o Mégane Grand Tour, são responsáveis pelo bom desempenho no País. Lançado em meados de junho, o Logan fechou 2007 com 14.764 unidades emplacadas. Somente em dezembro foram vendidas 3.580 unidades do Logan.

'A Renault do Brasil trabalhou fortemente para que 2007 fosse um ano de grandes avanços. O resultado deste trabalho pode ser visto nos recordes históricos de vendas, produção e exportação. Construímos uma base sólida e consistente para que a marca continue a crescer e a se fortalecer progressivamente no País', comentou em comunicado, Jérôme Stoll, presidente da Renault do Brasil.

Gazeta Mercantil – 08/01/2008

CONSUMER

CES 2008: fabricantes apostam em telas e TVs ultrafinas e em novas formas de exibir imagens

As novas gerações de consumidores de eletrônicos querem qualidade de cor e imagem, e o mercado quer atender esta demanda, seja com a maior tela de TV do mundo ou com a forma mais diferente de visualizar imagens digitais - no celular ou como óculos especiais futurísticos.

Estas são algumas das mensagens que os fabricantes de eletroeletrônicos passam durante a International Consumer Electronics Show (CES), considerada a mais importante feira de eletrônicos de consumo do mundo que acontece em Las Vegas.

A Panasonic partiu para a disputa exibindo o que classificou de "a maior tela de plasma do mundo", com 150 polegadas, marca que supera o próprio limite estabelecido por ela em 2007, de 103 polegadas.

E justificou sua aposta com outro anúncio: vai lançar, em parceria com o Google, modelos de televisores que exibem conteúdo de internet , como vídeos e fotos - prontos para acessar YouTube e Picasa, uma tentativa clara de conquistar jovens usuários de internet e amantes de tecnologia.
Segundo o presidente da Associação de Eletrônicos de Consumo dos Estados Unidos, Gary Shapiro, em 2008 o volume de vendas de televisores no país deve crescer 6%, alcançando cifras de US$ 171 bilhões.

- O crescimento desta indústria tem sido forte e o impulso continuará em 2008 - garantiu Shapiro nesta terça-feira, em tom confiante.

A fabricante Sony preferiu reforçar sua aposta em telas orgânicas ultrafinas para os usuários que gostam de aparelhos portáteis e discretas que têm menor consumo de energia. A marca exibiu durante a CES 2008 sua TV portátil ultrafina XEL-1 de diodo emissor de luz (OLED). O modelo de 11 polegadas e apenas 3 mm de espessura é o primeiro portátil deste molde na América do Norte e deve chegar ao mercado em janeiro a US$ 2,5 mil.

A fabricante japonesa Sharp também levou à CES 2008 um modelo de televisão gigante, desta vez de LCD e com 108 polegadas. O aparelho deve chegar ao mercado americano até o fim deste ano. A marca também anunciou que está criando o protótipo de 65 polegadas de cristal líquido com menos de três centímetros de espessura e 23% mais leve do que os modelos semelhantes de LCD.

A Samsung também acredita que a próxima geração de televisores de alta definição será baseada na tecnologia OLED. e levou para a CES 2008 dois modelos de televisões: um de 31 polegadas (a maior tela já produzida) e outra de 14. Os modelos OLED devem entrar em produção a partir de 2010. Mas a marca sul-coreana também tem seu representante "maior do mundo" no segmento de alta definição quádrupla (ou QFHD) em cristal líquido (LCD). Na prática, a Samsung exibe um modelo de 82 polegadas e que promete imagens com até 4 vezes a resolução de uma HDTV típica, chegando a 3840 x 2160 pixels. O aparelho inovador ainda não tem previsão de comercialização.
Na área das telas de TV em formatos fora do comum, um fabricante mostrou o Myvu, acessório que permite visualizar vídeos de alta qualidade, programas de TV, filmes e videogames em telas pessoais futurístas, como uma espécie de óculos. O acessório acompanha ainda fones de ouvido e, garante o fabricante, não afetam a visão a curto prazo.

O Globo Online – 08/01/2008

Fabricantes de TVs planas mantêm otimismo sobre preços em 2008

A redução no declínio dos preços e vendas superiores às esperadas no final do ano estão alimentando as esperanças de crescimento dos fabricantes de televisores neste ano, ainda que afirmem que uma desaceleração na economia norte-americana pode prejudicar esse cenário.

Executivos presentes à Consumer Electronics Show, em Las Vegas, a maior feira do setor, demonstraram otimismo unânime quando questionados sobre previsões de preços para o ano que se inicia, mas muitos deles estavam preocupados com a situação econômica.

"Nós vemos ímpeto de vendas e crescimento firme de volume este ano", disse Tom Haga, que comanda as operações norte-americanas da Pioneer, em entrevista. "Mas estamos acompanhando os sinais --bons e ruins-- e nos preparando para surpresas. O ano pode ser assustador."

A Samsung Electronics, maior fabricante mundial de televisores de tela plana, espera que o preço médio de um televisor LCD caia em apenas 20 por cento neste ano, em lugar dos 30 por cento de 2007. Já Pioneer e Hitachi informam antecipar queda entre 15 e 20 por cento nos preços dos televisores de plasma, ante os 20 a 23 por cento de 2007.

A escassez na oferta dos painéis planos levou o setor de televisores de telas planas a conter sua produção no momento.

Um exemplo é a Matsushita Electric Industrial, fabricante da marca Panasonic, que anunciou na terça-feira que não atingiria sua meta de produzir 9 milhões de televisores de tela plana no ano fiscal que se encerrará em março.

A Matsushita planeja assumir o controle sobre uma joint venture que fabrica os painéis, a fim de garantir com mais firmeza seu suprimento de telas LCD.

A alta da demanda nos países em desenvolvimento, especialmente a China, nos meses que antecedem a Olimpíada de Pequim, está reforçando as esperanças dos fabricantes quanto a maiores vendas de modelos um pouco menores.

Nos mercados desenvolvidos, a chave para uma menor queda dos preços é a transição nas preferência dos consumidores para modelos maiores, que custam mais caro e geram mais lucro.

Reuters – 09/01/2008

Panasonic fecha acordo com Google

A Panasonic, do grupo japonês Matsushita e uma das maiores empresas de produtos eletrônicos de consumo do mundo, trabalha para manter o reinado do televisor na nova era de convergência de tecnologias e escolheu o caminho das parcerias, até com concorrentes, para, por um lado, reduzir custos e, pelo outro, acelerar a chegada da internet na TV, com o Google.

Queremos fazer do televisor o grande centro de nossas casas, de nossas vidas , disse Toshihiro Sakamoto, presidente da Panasonic AVC Networks, braço que responde pela divisão de áudio e vídeo do grupo, em sua apresentação na Feira de Produtos Eletrônicos de Las Vegas, na segunda-feira. Para mostrar quão sérias são as pretensões da Panasonic, Sakamoto exibiu o protótipo da TV do futuro - life wall , ou muro da vida. Uma infinidade de pequenos receptores transmitem as imagens sobre o que parece ser uma grande parede, de cinco metros de comprimento, que se transforma em uma gigantesca tela de computador touch screen (sensível ao toque). Sobre a parede é possível exibir várias imagens simultaneamente.

Tudo isto parece uma realidade distante do consumidor comum, principalmente pelo elevado custo de desenvolvimento dessas novas tecnologias. Mas as empresas estão reagindo. Existe hoje uma forte tendência de formação consórcios entre concorrentes para reduzir o prazo e, sobretudo, dividir as despesas das pesquisas. Um exemplo é a recente criação de um pool formado por oito grandes companhias para o desenvolvimento de uma tecnologia de transmissão sem fio de vídeos em alta definição. Fazem parte desse grupo, Panasonic, Intel, Sony, LG, NEC, Samsung, SiBeam e Toshiba.

O consórcio pretende criar especificações padrões que permitirão que as imagens possam ser trocadas entre diversos tipos de aparelho - como um DVD e um console de videogame, independentemente de suas marcas. A previsão é de que os primeiros aparelhos com o novo padrão sem fio cheguem as lojas no início de 2009. Muitas indústrias presentes à feira já orientam seus lançamentos nessa direção. A Panasonic, por exemplo, mostrou uma plataforma sobre a qual o usuário pode colocar sua câmera fotográfica, cujo conteúdo é transmitido sem fio para a televisão.

A Panasonic acaba de formar uma parceria com o You Tube, do Google, para o lançamento de uma nova linha de televisores que permitirá ao consumidor fácil acesso ao conteúdo dos sites. Esta é a primeira parceria de uma empresa japonesa de produtos eletrônicos de consumo e a líder mundial de ferramentas de busca na internet. Novas câmeras fotográficas da Panasonic, batizadas de Lumix, também terão acesso à internet, o que permitira que as fotos sejam enviadas diretamente da máquina a outros aparelhos.

Em um aspecto, porém, a Panasonic continua nadando contra a corrente. O grupo Matsushita, cujo receita atingiu US$ 76 bilhões no último ano fiscal, decidiu manter pesados investimentos em tecnologia de plasma para TV acima de 37 polegadas, enquanto outros fabricantes japoneses, como Sony e Sharp, aderiram integralmente ao LCD (tela de cristal líquido).

Em entrevista ao Valor, Sakamoto disse que a decisão deve-se a fatores técnicos. Em muitos aspectos, explicou, o plasma é melhor do que o LCD para as telas maiores. Um deles é o tempo de resposta para a exibição de imagens em movimento. Nos LCDs, existe um pequeno atraso, algo que não havia nem mesmo na era do tubo, e que torna-se mais perceptível em telas grandes.

E o tamanho da tela importa de fato para a Panasonic. A marca japonesa mostrou ao público pela primeira vez a maior tela de plasma do mundo: um televisor de 150 polegadas. A crença do grupo nesta tecnologia é tanta que a empresa irá construir uma nova fábrica de plasma para produzir a próxima geração de telas. A novidade é que esses televisores terão apenas uma polegada de espessura.

Mas, para as telas menores, abaixo de 37 polegadas, a Panasonic rendeu-se ao LCD. A empresa firmou recentemente uma joint venture com a Hitachi e a Canon para a produção de pequenas telas de cristal líquido. Mas, além disso, essa parceria irá desenvolver a futura tecnologia de televisores, que deve substituir tanto o plasma como o LCD. O televisor do futuro chama-se oled (sigla em inglês para diodos orgânicos emissores de luz), que promete consumir menos energia e que deve chegar ao mercado por volta de 2015, prevê Sakamoto.

O Globo – 09/01/2007

Paramount desiste de apoiar o formato de alta definição HD DVD

A Paramount não irá mais apoiar o formato de alta definição HD DVD, revelou o Financial Times nesta terça-feira (08/01). O movimento vem após a Warner Brothers deixou de dar suporte à tecnologia.

Com a decisão, é possível que a batalha entre formatos de alta definição chegue ao fim.

A Warner anunciou, durante a CES 2008, que oferecerá suporte exclusivo ao formato Blu-ray. A decisão do estúdio dá ao Blu-ray em torno de 70% do apoio de Hollywood, junto à Walt Disney, 20th Century Fox e Metro-Goldwyn-Mayer.

A Paramount parece ter uma cláusula em seu contrato que permite que ela desista de apoiar o HD DVD caso a Warner decida apoiar somente o Blu-ray.

Não se sabe se a DreamWorks Animation, que está ao lado do HD DVD, possui alguma cláusula semelhante à da Paramount em seu contrato sobre o suporte à tecnologia. A Universal não fez declarações sobre o assunto.

PC World – 08/01/2007

Sharp planeja elevar sua produção em 50%

A companhia japonesa Sharp Corp informou que planeja elevar em 50% a capacidade de produção de sua planta, localizada na cidade de Kameyama e especializada em telas de cristal líquido, até julho de 2008. O objetivo é acompanhar o crescimento da demanda por televisores de LCD grandes.

A Sharp espera que a fábrica tenha capacidade para processar 90 mil substratos de motherglass (material feito a partir do vidro e utilizado na produção de telas de LCD e plasma) por mês até a metade de 2008, o que representa um aumento de 33,3% na produção em comparação aos 60 mil atuais.

Gazeta Mercantil – 08/01/2007

BenQ anuncia nova estratégia para o mercado brasileiro

Depois de mudanças mundiais no ano passado, a fabricante de telas LCD e projetores digitais BenQ anunciou, nesta terça-feira, uma nova estratégia para atuação no mercado nacional. As mudanças para 2008 incluem a busca de mais um distribuidor para a linha de mídias e outro especializado no segmento de áudio e vídeo para a venda de projetores.

Ainda este ano, a BenQ espera lançar novos produtos no mercado brasileiro, parte de uma estratégia mundial da empresa que, em setembro, separou sua unidade de vendas e marketing da unidade de fabricação, que agora se chama Qisda. No novo modelo, a BenQ mantém seu escritório central em Taipei, Taiwan. Já a Qisda Corporation, também sediada em Taiwan, passa a fabricar produtos tanto para a própria BenQ quanto para terceiros.

O Globo – 08/01/2007

IDENTIFICATION

Passaporte com RFID gera polêmica nos EUA

O novo passaporte equipado com uma etiqueta RFID sugerido para os americanos que normalmente viajam para o Canadá, México, Bermudas e Caribe representa sérios riscos à privacidade de seus usuários, de acordo com o Centro de Defesa à Democracia e Tecnologia (Centers for Democracy and Technology - CDT).

Entre as preocupações mencionadas pela organização está a possibilidade de o passaporte ser utilizado para rastrear a localização de seus proprietários pelo governo ou entidades privadas. Além disso, eles podem ter seus dados facilmente acessados por ladrões, diz a CDT.

O alerta veio depois que o Departamento de Estado Norte-americano aprovou, em 31 de dezembro, o uso do novo modelo de passaportes. O departamento anunciou os planos de utilizar os chips RFID pela primeira vez em outubro de 2006. De lá pra cá vinha respondendo a comentários e dúvidas relacionados aos seus planos.

O novo passaporte serviria como documento de identificação para residentes nos EUA que não têm passaporte. O documento teria o tamanho de um cartão de crédito e carregaria um RFID que poderia ser lido pelos oficiais de fronteiras nos países vizinhos aos EUA. O objetivo é reduzir a espera nos balcões de imigração, já que esses usuários poderiam ter suas informações lidas à distância, antes mesmo de chegarem ao balcão.

Ari Schwartz, diretor da CDT, diz que a abordagem do novo passaporte é diferente daquela usada pelos passaportes eletrônicos já instituídos nos Estados Unidos. Estes contêm todas as informações existentes na primeira página do documento, e incluem fotografia e assinatura digitais. No entanto, as informações são criptografadas diversas vezes e só podem ser acessadas quando passadas no leitor utilizado nas fronteiras.

O passaporte RFID proposto, por sua vez, diz Schwartz, pode ser lido à distância, e sem o consentimento do usuário e nem mesmo o controle de quando teve as suas informações verificadas. “Temos aqui uma situação em que se envia informações pelos ares, à distância, utilizando uma tecnologia insegura”, diz o diretor.

Para justificar o uso do novo documento, o Departamento de Estado diz que o passaporte não conterá informações como nome, data de nascimento, número do seguro social ou nacionalidade do usuário.

Ao invés disso, ele conterá um número de identificação único, que será utilizado para acessar as informações de identificação do proprietário do cartão, que serão armazenados separadamente em um sistema seguro.

Mas o número de identificação em si é uma informação pessoal, diz a CDT. Ele é único e corresponde a um arquivo eletrônico com dados pessoais em um banco de dados do governo.

O uso desses cartões também exige uma infra-estrutura separada daquela utilizada pelos passaportes eletrônicos e servirá apenas para reduzir os tempos de espera nas fronteiras, segundo Schwartz.

David Williams, vice-presidente de políticas do Citizens Against Government Waste (CAGW), de Washington, disse que a decisão do governo de dar continuidade aos planos relacionados ao passaporte com RFID “desapontou, mas era esperada". "Uma vez que o governo coloca algo na cabeça, normalmente não muda de idéia”, acrescentou.

Computer World – 09/01/2008

Gemalto Fornece Sistema Eletrônico Nacional de Identificação ao Iêmen

Gemalto (Euronext NL0000400653 GTO), o líder mundial em segurança digital, anuncia hoje que foi selecionado para fornecer os cartões de identificação eletrônicas comissionados pelo Ministério do Interior do Iêmen para as próximas eleições nacionais. De acordo com esse contrato, a Gemalto implementará a solução total, inclusive os procedimentos de inscrição, a criação de um registro nacional biométrico seguro, manutenção, suporte local, serviços de treinamento e integração, como também o fornecimento de 10 milhões de cartões inteligentes de identidade que acelerará a entrada do Iêmen na era de segurança digital. Os primeiras cartões serão entregues aos cidadãos iemenitas durante a primeira metade de 2008 e o programa será concluido em abril de 2009 quando a população votar para o novo Parlamento.

O dispositivo pessoal seguro da Gemalto, do tamanho de um cartão de crédito, será o documento de identidade oficial de cidadãos iemenitas acima de 16 anos. Armazena credenciais pessoais tais como nome, endereço, foto digital e impressões digitais. No futuro, o cartão nacional de identidade do Iêmen poderá talvez integrar aplicações e-governamentais pois o governo deseja fazer uso desta tecnologia para simplificar seu relacionamento com a população. Ademais, o novo documento eletrônico de identificação foi criado para assegurar a compatibilidade com padrões e-governamentais desenvolvidos pelos países vizinhos pertencentes ao Conselho de Cooperação do Golfo.

““ Este novo cartão eletrônico de identificação ilustra o desejo do governo do Iêmen de modernizar o processo eleitoral do país fazendo ao mesmo tempo com que os cidadãos beneficiem de um modo de identificação seguro e conveniente,” comenta Jacques Seneca, Vice-Presidente Executivo encarregado da unidade de segurança empresarial da Gemalto. “A necessidade crescente por parte de governos de autenticar cidadãos efetivamente para prover serviços de forma mais eficiente, junto com preocupações crescentes com roubo de identidade e fraude, influenciou os governos proativos no campo tecnológico da Austria, Bélgica, China, Estonia, Finlândia, Hong Kong, Japão, Macau, Marroco, Oman, Portugal, Qatar, Espanha, Arábia Saudita, Suécia, UEA e muitos outros a adotar soluções baseadas no cartão inteligente de identificação. Estamos muito felizes que agora também o Iêmen está se juntando a estas nações líderes”.

Business Wire – 09/01/2008

INDUSTRIAL

Pequeno varejo terá acesso a software gratuito de automação comercial

A partir desta quinta-feira (10/1), os mais de 900 mil estabelecimentos espalhados por todo o país, com até dois caixas/checkouts, poderão baixar gratuitamente pela internet e instalar em suas lojas o software de automação comercial Zeus Free, da Zanthus, fabricante de software e equipamentos de automação comercial.

Segundo a empresa, o programa (disponível no endereço www.zanthus.com.br) é compatível com a maioria das impressoras fiscais homologadas pela Receita Federal e executa funções de venda, tanto à vista quanto a prazo, e de diversas formas de pagamento – dinheiro, cheque, cartões e tickets –, e ainda possibilita o controle financeiro emitindo todos os relatórios fiscais e gerenciais que facilitam operação e administração dos estabelecimentos. O sistema foi desenvolvido pela Zanthus e conta com uma base instalada acima de 25 mil licenças em cerca de mil clientes em todo o Brasil.

Para aumentar a utilidade do software para o lojista, a empresa firmou acordos com empresas fornecedoras de informações de crédito, fabricantes de hardware para automação e prestadores de serviços, e desenvolveu interfaces específicas para as soluções desses parceiros. Somente por meio da parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 668 Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) e 150 mil associados serão abordados para a difusão do Zeus Free.

O lançamento do Zeus Free faz parte da estratégia da empresa para entrar no segmento do pequeno varejo, que detectou a dificuldade desse segmento em encontrar plataformas tecnológicas de custo acessível que atendam às exigências fiscais e permitam o uso de uma ampla gama de hardwares oferecidos no mercado. A Zanthus acredita também que o sistema é ideal para redes de franquias, para as quais os custos para adoção de soluções uniformes de automação impedem o intercâmbio eletrônico de informações entre franqueados e franqueadores.

A expectativa da empresa com o lançamento do Zeus Free é atingir 10 mil varejistas no primeiro ano, 40 mil num prazo de três anos e 50 mil após cinco anos do seu lançamento.

TI Inside – 09/01/2008

Produção industrial declina 1,8% no mês em novembro de 2007, informa IBGE

A produção industrial brasileira diminuiu 1,8% em novembro na comparação com um mês antes, com ajuste sazonal. O resultado representa uma mudança de rumo ante outubro, quando houve avanço de 3,3%, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em nota em sua página eletrônica.

"O recuo observado na produção, entre outubro e novembro de 2007, teve perfil generalizado e atingiu 18 dos 27 ramos pesquisados. Os principais impactos negativos vieram de veículos automotores (-3,9%), após acréscimo de 7,7% no mês anterior, edição e impressão (-5,8%) e alimentos (-1,9%)", destacou o organismo. Entre os ramos industriais com crescimento, farmacêutica (5,7%) e metalurgia básica (1,3%) se sobressaíram.

Por setor, todas as categorias de uso apontaram queda na comparação com outubro, menos bens de capital, cuja produção teve ampliação de 1,2%, com expansão pelo quarto mês consecutivo. Bens de consumo duráveis cederam 2,6%, bens intermediários perderam 0,7% e bens de consumo semi e não duráveis diminuíram 0,6%.

Ante o penúltimo mês de 2006, houve crescimento de 6,7% na produção industrial. De janeiro a novembro, a expansão foi de 6%. Em 12 meses, o acréscimo ficou em 5,5%.

Respeitando o confronto novembro passado com mês idêntico de 2006, 21 dos 27 setores investigados viram expansão da atividade fabril, chamando atenção veículos automotores, com acréscimo de 23,3%, impulsionado pela fabricação de automóveis e caminhões, e do setor de máquinas e equipamentos. Em sentido inverso, apareceram a indústria farmacêutica (-1,7%), de madeira (-6,5%) e de outros equipamentos de transportes (-5,7%).

Por categoria de uso, bens de capital registraram o principal avanço frente ao penúltimo mês de 2006, de 24,3%, o único segmento que sustentou taxas de dois dígitos desde o início do ano, nesse tipo de comparação, segundo o IBGE. Teve impacto o bom desempenho de todos seus subsetores, especialmente "bens de capital para transporte, que cresceu 22,1%, apoiado principalmente no aumento da produção de caminhões; e camionetas, furgões e pick-up para transporte de mercadorias, e de bens de capital de uso misto (21,1%), influenciado por itens associados à informática e à telefonia celular".

Ainda no corte por categoria de uso, bens de consumo duráveis subiram 11,1% e bens de consumo semi e não-duráveis tiveram alta de 4,1%. Bens intermediários ampliaram-se 4,9%.

No acumulado de janeiro a novembro do ano passado, em relação a igual período de 2006, 22 atividades apuraram expansão, com a liderança cabendo à fabricação de veículos automotores (15,1%). Todas as categorias de uso verificaram alta, merecendo menção bens de capital, única com taxa de dois dígitos, de 19,5%.

Valor Online – 07/01/2008

TELECOM

Investimento em telecom crescerá 22% em 2008, segundo pesquisa

As operadoras de telefonia fixa e móvel devem investir até R$ 14,5 bilhões em 2008, de acordo com a recente pesquisa "Banco de Dados de Mercado - 6ª Fase", realizada pela Associação Brasileira de Empresas de Soluções de Telecomunicações e Informática (Abeprest). O valor corresponde a um aumento aproximado de 22,8% em relação aos R$ 11,8 de 2007.

De acordo com o levantamento, 32% do total de investimento estimado para este ano, o equivalente a R$ 4,5 bilhões, será direcionado para a área de prestação de serviços, ou seja, instalação, construção, expansão, manutenção e operação de redes. Esta quantia é 11,6% superior ao investimento projetado para 2007 e o maior valor investido no segmento nos últimos anos. Segundo a pesquisa, estes investimentos serão 60% provenientes das operadoras fixas e 40% das celulares.

Em 2008, os investimentos no setor de telecomunicações por parte das operadoras fixas devem aumentar 3%, passando de R$ 2,6 bilhões para R$ 2,7 bilhões. O estudo mostra que elas continuarão investindo em banda larga e novos serviços, como IPTV, além de dar continuidade aos projetos piloto Fiber To The Home (FTTH), visando a oferta de banda larga de alta capacidade em regiões de alto poder aquisitivo.

As operadoras celulares têm investimentos previstos de R$ 1,8 bilhão, uma alta de 27% em relação à projeção de 2007 (R$ 1,4 bilhão), impulsionados pela implantação de redes 3G e pelo aumento dos gastos com manutenção de redes para a melhoria da qualidade.

IT Web – 08/01/2008

Yahoo! volta sua atenção aos celulares e intensifica concorrência com Google

A Yahoo! intensificou a concorrência com a Google, lançando uma home page avançada para celulares, e informou que oferecerá software para ajudar desenvolvedoras de fora a criar aplicações para telefones.

O site para celulares na Internet estará disponível esta semana para alguns proprietários de aparelhos iPhone da Apple e de outros handsets como os da Nokia Oyj, disse Ojas Rege, vice-presidente da Yahoo de produtos celulares globais. A companhia também oferecerá instruções para desenvolvedoras que querem atingir com seus programas maior número de usuários.

Yahoo, Google e Microsoft estão criando novos programas para aparelhos sem fio a fim de atrair usuários de celulares e vender mais publicidade.

A venda de celulares já ultrapassa a de computadores pessoais na base de 4 para 1, segundo a empresa de pesquisa Gartner. O mercado global de publicidade para aparelhos móveis decuplicará para US$ 16,2 bilhões, até 2011, segundo a EMarketer, empresa de pesquisa de Nova York.

"Estamos sempre pensando em novas formas para otimizar a experiência do usuário com celulares", afirmou Rege em uma entrevista na sede da Yahoo, em Sunnyvale, Califórnia. "Precisamos oferecer aos consumidores e às desenvolvedoras o valor de que necessitam para que estas experiências na Internet para celulares se tornem indispensável".

A home page móvel da Yahoo permitirá que os usuários recebam as informações que estão interessados, em categorias como noticiário e esportes. Os usuários também poderão acrescentar material de outras companhias.

A Google, que supera a Yahoo no mercado de busca pela Internet, disse em novembro que está trabalhando com 33 companhias, entre elas a Sprint Nextel. e a T-Mobile USA, em um sistema operacional para celulares chamado Android. O projeto, denominado Aliança Aberta para Handsets, oferece software gratuito para programadoras.

IT Web – 08/01/2008

Telemar/Oi confirma disposição de ir às compras

Ao longo de 2007, os rumores em torno da possível fusão e/ou aquisição da Telemar pela Brasil Telecom ou vice-versa movimentaram os setores financeiro e de telecomunicações no Brasil. Na primeira semana de janeiro, esses boatos, novamente, vieram à tona. Só que, agora, há uma novidade.

A Telemar, em fato relevante enviado nesta quarta-feira, 09/01, à Comissão de Valores Mobiliários, órgão regulador do mercado financeiro do País, enfim, confirma a sua disposição de ir às compras. A operadora contratou uma consultoria para avaliar possibilidades de negócios no mercado nacional. No informe, no entanto, em nenhum momento, a Telemar cita o nome da Brasil Telecom.

O fato relevante foi determinado depois da retomada sobre rumores de uma possível negociação entre a Oi/Telemar e a Brasil Telecom. As ações das operadoras dispararam na Bovespa. No fato relevante, a Telemar assume que estuda uma reestruturação acionária. Também avisa que contratou uma consultoria externa ( nome não revelado) para avaliar novas aquisições, mas em nenhum momento, cita o nome da Brasil Telecom.

Rumor velho, fato novo

Os rumores sobre a criação de uma empresa reunindo a Oi e a Brasil Telecom - carinhosamente batizada no mercado como "Broi" - não são novos. Ao longo de 2007, eles foram e voltaram, conforme o movimento do mercado de telecomunicações.

Inicialmente, a Brasil Telecom mostrou disposição de ir às compras. Depois, foi a vez de o governo brasileiro, através do ministro Hélio Costa, das Comunicações, sugerir uma fusão, inclusive com a possibilidade de participação da Portugal Telecom. O sonho vislumbrava a consolidação de uma operadora pan-regional. Mas, na prática, nada aconteceu.

Ou melhor. Tão somente algumas ações bastante focadas. A Brasil Telecom fixou sua atenção na atuação regional, enquanto a Oi, ao contrário, investiu pesado para conseguir entrar no mercado paulista.

No leilão da Terceira Geração, a estratégia das companhias ficou evidente: Uma não entraria na "seara" da outra. Nos corredores da Anatel, inclusive, fontes admitiam que havia, sim, uma estratégia comum entre as empresas, mas, no entanto, os boatos em torno de fusão e aquisição tinham diminuído.

Na primeira semana de 2008, no entanto, uma reportagem da revista semanal "Isto É" colocou a possibilidade do negócio novamente em evidência. A repercussão foi imediata. Numa semana fraca de negócios, as ações da Telemar e da Brasil Telecom dispararam na Bovespa.

Para completar, a Telemar lançou um fato relevante na Comissão de Valores Mobiliários onde informava a sua disposição de reestruturação acionária e de recompra de ações. Nesta quarta-feira, 09/01, a Telemar lançou novo comunicado ao mercado, desta vez, cobrada pelos órgãos reguladores, que exigiram explicações sobre a veracidade das informações.

O fato relevante da Telemar, ao contrário das outras vezes quando o rumor da fusão despontou, desta vez, assume a disposição da companhia de ir às compras, apesar de em nenhum momento citar diretamente a Brasil Telecom.

O informe tão somente revela que a operadora contratou uma consultoria para analisar as possibilidades de novas aquisições no setor no País. Também ratifica a disposição da Telemar de brigar, mais uma vez, depois de três tentativas fracassadas em 2007, de reestruturação acionária. Leia a íntegra do fato relevante da Telemar encaminhado à CVM.

Fato Relevante

Telemar Participações S.A. (“Companhia”), tendo em vista as oscilações verificadas nas cotações das ações de sua(s) controlada(s) Tele Norte Leste Participações S.A. e Telemar Norte Leste S.A., e considerando ainda as notícias desencontradas publicadas acerca da eventual reestruturação da Companhia, vem a público esclarecer o que se segue, com o objetivo de manter informado os seus acionistas e o mercado de valores mobiliários.

Os acionistas da Telemar Participações S.A. estão desenvolvendo estudos com vistas a uma possível reestruturação da base acionária da Companhia. Adicionalmente, a Companhia contratou assessoramento externo com o objetivo de analisar outras oportunidades de aquisição de controle de empresas de telefonia celular ou fixa, internet ou televisão por assinatura, a exemplo daquelas realizadas recentemente, sempre no âmbito do marco regulatório em vigor.

Eventuais desenvolvimentos, se e quando existentes, serão imediatamente comunicados ao mercado.

De forma consistente com a comunicação feita em fato relevante anteriormente publicado, a Telemar Participações S.A. e seus acionistas abster-se-ão de comentar rumores que venham a circular no mercado.

Comunicamos que o teor do presente fato relevante está sendo transmitido, neste ensejo, ao Diretor de Relações com Investidores da Tele Norte Leste Participações S.A. e da Telemar Norte Leste S.A

Convergência Digital – 09/01/2008

Claro fecha acordo de roaming 3G com AT&T e Telstra

A Claro, operadora do grupo América Móvil e a a primeira do Brasil a lançar, comercialmente, o serviço 3G, na faixa de 850 MHz em seis capitais do País - Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Recife, Fortaleza e Porto Alegre - fechou os primeiros acordos de roaming de voz e dados na Terceira Geração do Brasil com as operadoras AT&T nos Estados Unidos e com a Telstra, na Austrália.

O serviço de roaming, no entanto, ainda não contempla as videochamadas - serviço de transmissão simultânea de áudio e vídeo em tempo real - um dos maiores atrativos da 3G, e um dos trunfos da Claro no lançamento da tecnologia no Brasil, na faixa de 850 MHz. De acordo com o comunicado da operadora, em breve, esse serviço também estará incluído no acordo de roaming internacional.

Com o Roaming Internacional 3G é possível transmitir e receber dados dez vezes mais rápido do que com o GSM. Isso significa mais velocidade e qualidade para downloads e uploads, acesso à internet, recebimento e envio de e-mails. Além destas vantagens, o cliente continua contando com todos os outros serviços do Roaming Internacional, como acesso à secretária, envio de torpedo, Siga-me, Chamada em Espera e Conferência.

Para usar o Roaming Internacional 3G, basta ter o serviço ativado na Claro e possuir um celular de terceira geração. E assim como no Roaming Internacional GSM, o usuário tem a comodidade de utilizar o próprio celular em viagens ao exterior, sem mudar de chip ou o número que utiliza no Brasil, além de manter a agenda de contatos.

Para assinantes que já habilitaram anteriormente o Roaming Internacional GSM em sua linha, não é necessário fazer uma nova ativação. Para ativar o Roaming Internacional, é necessário que o cliente ligue gratuitamente do próprio celular, antes de viajar, para *468. No exterior, o assinante liga gratuitamente do celular para (+55) 11.9199-5555, de telefone fixo a ligação pode ser feita a cobrar.

Convergência Digital – 09/01/2008

BrT Celular recebe R$ 259 milhões do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou financiamento de R$ 256 milhões para a Brasil Telecom Celular. O objetivo é atender ao programa de modernização da rede, para sustentar o crescimento do tráfego, oferta de novos serviços e melhorias no atendimento ao usuário, previsto para o período 2007-2009.

Os recursos do BNDES atenderão quase 50% do total a ser investido no programa, orçado em R$ 519,9 milhões. Os investimentos destinam-se a aquisição de estações para ampliar a qualidade da cobertura e capacidade de tráfego (voz e dados), expansão da infra-estrutura e aquisição de equipamentos para melhorar sinal.

Segundo a BrT Celular, o aporte não considera investimentos em terceira geração (3G).

Em 2006, a operação de telefonia fixa da operadora recebeu apoio de R$ 2,1 bilhões do BNDES.

Convergência Digital – 09/01/2008