10/07/2007

GERAL

Celulares e TVs impactam produção industrial do Amazonas

Estado do Amazonas é o que apresenta maior índice de queda de produção de janeiro a maio de 2007, de acordo com dados sobre a produção industrial do mês de maio divulgados nesta segunda-feira, 09/07, pelo IBGE.

No mês de maio, a produção industrial do Amazonas assinala o segundo recuo consecutivo na comparação com o mês imediatamente anterior (-2,5%), na série livre de influências sazonais, acumulando perda de 3,8% entre maio e março últimos.

Os decréscimos na fabricação de telefones celulares e de televisores foram predominantes para a queda de -23,4% registrada para a área de material eletrônico e equipamentos de comunicações. Com isso, o índice de média móvel trimestral apresentou o segundo resultado negativo, acumulando queda de 3,5% entre os trimestres encerrados em maio e março.

Em relação a igual mês do ano passado, a indústria amazonense volta a apresentar recuo (-1,9%) após avançar 3,6% em abril. O indicador acumulado no ano prossegue em queda (-1,2%). No acumulado nos últimos doze meses, a produção apresenta ligeira redução no ritmo de queda nos últimos dois meses: -3,7% em abril e -3,3% em maio.

No indicador acumulado nos cinco primeiros meses do ano, frente a igual período de 2006, também há um perfil generalizado de expansão que atinge onze locais. As maiores taxas ocorrem no Rio Grande do Sul (8,8%), Paraná (8,1%) e Minas Gerais (7,2%).

Os demais locais com resultados positivos são: Pernambuco (6,6%), Santa Catarina e Espírito Santo (ambos com 4,6%), Pará (4,4%), São Paulo (3,4%), Goiás (3,1%), Rio de Janeiro (2,2%) e região Nordeste (1,9%).

O Ceará mostra estabilidade (0,0%) frente ao período janeiro-maio de 2006, enquanto Bahia e Amazonas registram queda na produção, com taxas de -0,2% e -1,2%, respectivamente.

Convergência Digital – 09/07/2007

IBOPE traça perfil do consumidor de Telecomunicações no País

O IBOPE Mídia , empresa do Grupo IBOPE, realizou um estudo inédito sobre o cenário atual das telecomunicações no Brasil. Foram ouvidas 8.000 pessoas acima de 16 anos, em todas as regiões do País, entre novembro e dezembro de 2006. O resultado obtido foi dividido em três categorias de produto: televisão, internet e telefonia.

Televisão

a) Parabólica

Praticamente em todos os domicílios existe ao menos um aparelho de TV, sendo que em mais de um terço deles, há dois ou mais televisores. Para 63% das pessoas, a maior variedade/diversidade de canais e programas, além da imagem e do som, são fatores importantes para motivar a compra de uma antena parabólica para o domicílio. Embora a antena parabólica seja muito utilizada nas cidades pela classe C e também tenha presença em grandes concentrações nas zonas rurais, a antena interna ainda é a mais utilizada pela população.

b) TV por assinatura

Praticamente dois terços das residências da classe A possui TV por assinatura, principalmente na região Sudeste e nas capitais do Brasil, e 71% de quem utiliza este tipo de serviço pretende permanecer com a mesma operadora e o mesmo pacote.

Internet

Mais de 70% das pessoas da classe A acessam internet em seus domicílios. Independente da classe socio-econômica, mais de um terço das pessoas que acessam a internet de seus domicílios não o fazem de nenhum outro lugar. Dentre os internautas que afirmaram não ter acesso à banda larga, 42% pretendem adquirir o serviço nos próximos seis meses.

Telefonia

a) Fixa

Mais de 80% dos proprietários de telefones fixos realizam ligações interurbanas e um quarto dos domicílios da classe A têm ao menos duas linhas desse tipo de telefone.

b) Móvel (Celular)

Cerca de 25% dos usurários de telefone celular trocam de aparelho no mínimo uma vez ao ano e 10% gostariam de mudar de operadora imediatamente. Um dado interessante detectado pelo estudo é que, apesar das operadoras de telefonia móvel sempre ocuparem o topo do ranking de reclamações de consumidor, a maior parte do público pesquisado afirma não querer trocar de operadora.

Independente de classe social, um quarto dos domicílios brasileiros têm pelo menos duas linhas de telefone móvel, sendo que o sistema pré-pago é o mais comum entre os jovens. Dentre os recursos disponíveis no aparelho celular, o mais utilizado é o de envio e recebimento de mensagens de texto (SMS).

Convergência Digital – 06/07/2007

Site de testes abriu um dos primeiros iPhones e revelou o que há em seu interior

O site de análise de hardware AnandTech publicou no dia 29 de junho, horas depois do iPhone ser oficialmente posto à venda, uma análise de seu interior. Os técnicos do site alegam que fizeram isso “para que o usuário não precise invalidar sua garantia“. O site dá instruções passo a passo sobre como o iPhone foi desmontado.

Na análise, os técnicos da AnandTech encontraram várias placas de circuito impresso, o processador ARM no qual é baseado e a memória flash de 4 GB. A interessante dissecação pode ser conferida pelo atalho dtmurl.com/auw.

De acordo com o site do Mercury News, o dispositivo desmantelado, e provavelmente danificado, revvelou os nomes das empresas fornecedoras de chips e outros componentes eletrônicos do iPhone, o que logo na segunda-feira seguinte teve efeitos positivos nas ações em bolsa de tais companhias. Entre os fornecedores figuram grandes companhias como Intel, Broadcom, Texas Instruments e Infineon Technologies, bem como empresas menos conhecidas como Skyworks Solutions e Linear Technology.

Segundo Victor Bianchin, da revista Mac+, outros dois sites também se dispuseram a desmontar o iPhone: iFixit e PowerbookMedic, trazendo guias ilustrados de como desmontar o aparelho, passo a passo. Por sua vez, a Apple tornou disponível em seu site o Guia do Usuário do iPhone, num PDF em inglês, com descrições detalhadas e ilustradas de cada funcionalidade do aparelho.

Mídiacon – 06/07/2007

PIM tem pior resultado em produção

Os setores de eletroeletrônicos e telefones celulares estão sendo pintados como os principais responsáveis pela queda na produção apontada na pesquisa divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A baixa na produção se fez sentir principalmente no segmento de televisores e na fabricação de telefones celulares, que foi reduzida em 23,4% quando comparada com o mês de maio.
No caso dos televisores, a mudança de padrão tecnológico pode estar influenciando uma vez que os aparelhos de LCD estão tendo seus preços reduzidos mas os televisores tradicionais ainda são maioria nas linhas de produção.
De outro lado, para dirigentes industriais, o fato se mostra corriqueiro neste período do ano (1º e 2º trimestres), mas com retomado a se efetivar no decorrer do segundo semestre.

A baixa nas exportações de celulares e a queda de braço entre o Estado de São Paulo e a Zona Franca de Manaus no que concerne à cobrança de tributos também concorre para diminuir a manufatura de aparelhos celulares no PIM (Pólo Industrial de Manaus).
Mesmo assim, há que se buscar soluções para viabilizar a expansão de setores produtivos que sempre estiveram na vanguarda das indústrias com operações no PIM. Como agravante é bom que se registre o fato de o Amazonas vir obtendo há dois anos, até o final de 2006, os melhores índices de crescimento industrial.

“Os poderosos do mundo não vão impedir o Brasil de crescer. Não vamos aceitar o cartel dos poderosos.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
defendendo a produção do biodiesel brasileiro.”

Jornal do Commércio – 10/07/2007

Moody's faz críticas a fundos de private equity

A Moody's, uma das principais agências de classificação de risco do mundo, reforçou ontem os ataques recentes contra os fundos de private equity, cuja força financeira vem aumentando. Segundo os críticos, estes fundos, como os americanos Blackstone e KKR (Kohlberg Kravis Roberts), vêm comprando cada vez mais empresas há dois anos em troca de ganhos a curto prazo de dezenas de bilhões de dólares. Na semana passada, os hotéis Hilton caíram nas mãos do Blackstone por US$ 26 bilhões.

Interessados durante muito tempo nas empresas de capital privado, estes fundos vêm cobiçando cada vez mais as empresas cotadas na Bolsa, retirando-as dos mercados financeiros.

Acusados pelos sindicatos, políticos e autoridades de regulamentação financeira de administrar sem transparência as empresas que compram, os fundos se defendem afirmando que aliviam as empresas da pressão da Bolsa, dando-lhes perspectivas de longo prazo. Mas a Moody's não compartilha desta opinião. "O contexto atual não sugere que os fundos de 'private equity' invistam a mais longo prazo que as empresas cotadas na Bolsa, embora não tenham a obrigação de publicar seus resultados financeiros a cada trimestre", destacou a agência em um relatório publicado ontem. Somente as empresas cotadas na Bolsa são obrigadas a divulgar publicamente seus resultados.

A Moody's denuncia a "falta de transparência" dos fundos e sua tendência em financiar a compra das empresas, endividando-as demais, o que lhes permite recorrer a seus próprios bolsos o menos possível e maximizar seus ganhos ao se tornarem acionistas ou vendendo a empresa a melhor preço um tempo depois.
Os fundos Clayton Dubilier and Rice, Carlyle Group e Merrill Lynch Global Private Equity obtiveram no verão passado um dividendo extra de US$ 1 bilhão, financiado por um empréstimo, seis meses depois de comprar a empresa de aluguel de carros Hertz do fabricante automobilístico americano Ford. Os novos proprietários anunciaram desde então dois planos sociais e introduziram a empresa na Bolsa para arrecadar dinheiro fresco para reembolsar os empréstimos contraídos e obter assim novos dividendos.

O dinheiro solicitado como crédito para este tipo de compra ("leveraged buy-out", ou LBO em inglês) aumentou muito há dois anos, agitando o fantasma de uma bolha financeira que poderia explodir em caso de multiplicação das moratórias de pagamento ao longo da rede de crédito.

Valor – 10/07/2007


AUTOMOTIVO

Renault tem saldo positivo de 31%

A Renault do Brasil aumentou suas vendas em 31% no primeiro semestre deste ano, em relação ao volume registrado no mesmo período de 2006. De janeiro a junho de 2007, foram comercializadas 30.558 unidades, sendo 28.294 veículos de passeio e 2.264 utilitários, ante o volume de 23.345 veículos nos primeiros seis meses de 2006. No mesmo período, a indústria automobilística cresceu 26%, índice abaixo do registrado pela empresa. A participação de mercado da Renault nestes primeiros seis meses ficou em 3%.
“Tivemos um excelente primeiro semestre e estamos muito confiantes quanto ao nosso desempenho para o restante do ano, por conta do lançamento do Logan e de novas estratégias de mercado”, comentou o presidente da Renault do Brasil, Jérôme Stoll.
Em junho, a empresa emplacou 4.587 unidades, um crescimento de 18% em relação ao registrado em junho de 2006, quando a Renault do Brasil comercializou 3.891 unidades. O destaque do mês foi o bom desempenho do Clio Hatch, que fechou junho com 1.603 unidades emplacadas, totalizando 9.902 unidades no semestre e representando 35% do mix de vendas da marca no Brasil.

A linha de utilitário Master continua a registrar desempenho acima das expectativas da empresa. Nos primeiros seis meses foram comercializadas 1.905 Masters, sendo 349 unidades no mês passado. A linha ficou em terceiro lugar no ranking de vendas do segmento de furgões grandes, com 26% de participação de mercado no último mês.
As exportações da Renault do Brasil registraram um crescimento expressivo no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho, foram exportadas 13.076 unidades, volume 70% superior ao volume exportado no mesmo período de 2006 (7.676 unidades). Somente no mês de junho, as exportações somaram 4.873 veículos, uma alta de 239% em relação ao mesmo mês do ano passado, no qual foram exportadas 1.439 unidades.
Para atender à demanda interna e externa, a fabricante do país estima produzir 112.151 unidades em 2007, volume 64% superior aos 68.327 veículos fabricados em 2006.

Desempenho global

Nos seis primeiros meses do ano, as vendas mundiais do Grupo Renault, que engloba as marcas Renault, Dacia e Renault Samsung Motors, recuaram 3,8%, atingindo o volume de 1.266.343 veículos vendidos. Esta queda foi puxada por um recuo da ordem de 9,1% nos mercados europeus. A participação de mercado mundial do grupo se estabilizou em 3,6%.
O Grupo Renault continua a buscar o crescimento em países fora da Europa com um aumento de 10,1% nesses mercados, que somaram 400.412 veículos no semestre. Na região “Américas”, o grupo registra um aumento de 27,3%, enquanto nas regiões “Euromed” (que compreende países do leste europeu e do norte da África) e “Ásia e África” (que engloba países do Oriente Médio, Ásia e África sub-saariana), os crescimentos foram de 5,2% e 2,3%, respectivamente.
As vendas fora da Europa representaram 31,6% do total comercializado pelo Grupo no primeiro semestre, contra 27,6% de representatividade no mesmo período de 2006.

Jornal do Commércio – 06/07/2007

Cinquecento, da Fiat, ganha traje moderno

Depois de 50 anos do surgimento da primeira versão, a Fiat relança na Europa a nova geração do 500 (Cinquecento, em italiano) com objetivo torná-lo o novo símbolo da marca. Também conhecido no Brasil como Topolino, o carro parte de 10.

500 na Itália, mas pode custar cerca de 9.500 em outros países europeus. Segundo Sergio Marchionne, presidente do Grupo Fiat, o modelo não deve ser vendido pela empresa no Brasil.

Autos foi à Turim, sede da fabricante, para testar o compacto - tem 3,55 metros de comprimento (13 cm menor do que o Ford Ka) - em um percurso de 80 quilômetros.

No primeiro contato, impressiona a boa qualidade do acabamento interno e os comandos bem posicionados. Há, entre outros, ajuste elétrico do volante e sensores que ajudam nas manobras de estacionamento.

A chave pode ser personalizada e o carrinho traz, entre outros itens, sete air bags de série em todas as versões. Já o teto solar panorâmico, por exemplo, é vendido à parte.

Há três opções de motores: 1.2 de 69 cv e 1.4 16V de 100 cv (ambas a gasolina) além da 1.3 16V a diesel, de 72 cv. Avaliamos a versão mais potente.

A agilidade é um dos destaques do 500, assim como a solidez da carroceria e a qualidade da suspensão, que funciona em conjunto com rodas de 15" e pneus de perfil baixo.

Pisando fundo no acelerador, o ponteiro do velocímetro sobe com rapidez. Do escapamento com ponteira cromada também brota um ronco bem esportivo. Segundo a Fiat, o carro faz de 0 a 100 km/h em 10,5 segundos e vai a 182 km/h de máxima.

Mas o simpático modelo também tem seus defeitos. Em baixa rotação, chega a titubear nas retomadas. Além disso, tem reduzido entreeixos e, conseqüentemente, interior apertado. Seu porta-malas acomoda 185 litros - um litro a menos do que o do Ka - e o tanque de combustível comporta apenas 35 litros, ante 42 l do compacto da Ford. Os bancos, por sua vez, apresentam densidade um pouco dura, o que gera certo incômodo.

De resto o Cinquecento agrada, mesmo porque traz soluções inteligentes, como instrumentação compacta que reúne todas as informações no mesmo campo de visão.

A Fiat pretende vender 120 mil unidades do carrinho anualmente. E os primeiros bons sinais já apareceram: até agora há 25 mil encomendas confirmadas. Se a marca vai atingir seus objetivos, quem viver os próximos 50 anos verá.

Último Segundo – 10/07/2007

Anfavea eleva previsão de produção e venda de veículos em 2007

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) elevou nesta quinta-feira suas previsões para o setor em 2007.

A estimativa para o aumento das vendas de veículos novos foi elevada de 14,5 por cento --feita em abril-- para 22,0 por cento.

A produção do setor deve crescer 10,0 por cento, frente ao prognóstico anterior de 6,5 por cento.

Reuters Brasil – 06/07/2007

Preço do carro usado caiu 5% em 6 meses

Seguindo a tendência dos últimos meses, o preço do carro usado teve nova queda em junho, ficando 0,41% mais barato. Agora a desvalorização do usado no ano chega a 5,09%, conforme o Departamento de Pesquisa de AutoInforme. Segundo a agência, o setor de usados está com excesso de oferta, já que muita gente está entrando no mercado de novos e dá o seu usado como parte de pagamento. A forte concorrência derruba os preços. Boa parte do tradicional comprador de carro usado passa a comprar OK por causa da facilidade de pagamento, com juros baixos e longo prazo de pagamento. Além disso, com a inflação controlada e o preço do OK estável, o consumidor tem mais tempo para pesquisar e fazer uma boa pesquisa de preço, fundamental para a realização do melhor negócio. Não fica pressionado pelas oportunidades, como ocorria na época de inflação elevada. O levantamento de preços - feito pela Molicar - mostrou que o carro importado teve uma queda de preço bem acima da média. Os preços dos estrangeiros usados ficaram 9,97% mais baratos de janeiro a junho. Os carros de fabricação local (Brasil e Argentina) fecharam o semestre com queda de 4,21%. Em junho os carros de passeio da Chevrolet foram os que mais caíram de preço, 1,03%, seguidos pelos da Mercedes, -0,82% e da Audi, -0,61%. Ficaram ligeiramente mais caros os modelos Renault e Peugeot. No semestre a Chevrolet também teve a maior queda e seus carros ficaram 5,51% mais baratos, seguidos pelos da Citroën com queda de 4,99%. Já os usados da Mercedes tiveram queda de 4,91% e os da Ford 4,93%. As quedas menos acentuadas foram da Toyota, 1,93% e da Honda; 1,99%

Automotive Business – 10/07/2007

DELPHI agora negocia com a APPALOOSA MANAGEMENT

A Delphi está reunindo um novo grupo de investidores para retirar a fabricante de autopeças da concordata depois da esperada saída da principal pretendente Cerberus Capital Management. Espera-se para este mês um plano revisado, informou a companhia. A Delphi deve encerrar o plano da Cerberus para conseguir financiamento com um novo grupo liderado pela Appaloosa Management. Esse acordo garante o financiamento que a Delphi precisa para sair da concordata de dois anos até o fim deste ano. O conselho de administração da Delphi vai examinar o novo plano em 16 de julho. A Delphi disse também que está negociando com cinco grupos trabalhistas depois que o seu maior sindicato, o United Auto Works (UAW), ratificou um plano de redução de salários, em 29 de junho. Qualquer investimento externo depende de reduções salariais nos outros sindicatos

GM – 10/07/2007

Volkswagen estuda fábrica nos EUA

O presidente mundial da Volkswagen, Martin Winterkorn, disse à revista alemã Focus que estuda instalar a primeira fábrica da empresa nos Estados Unidos, se o dólar continuar fraco em relação ao euro. A moeda americana caiu mais de 50% desde outubro de 2000, quanto atingiu sua maior cotação. A Volkswagen quer vender 6 milhões de carros em 2007, comparados a 5,7 milhões em 2006

OESP – 09/07/2007

Autopeças têm encomendas para 1,5 Milhão de veículos

As fabricantes de autope ças trabalham com projeções otimistas para o segundo semestre e preparam suas fábricas para atender a uma produção de 1,5 milhão de veículos. "Estamos sentindo na pele o grande movimento da indústria automobilística neste ano", disse Adelmo Felizati, diretor de finanças e administração da Mangels, fabricante brasileira que fornece rodas de alumínio para todas as montadoras no País. "Desde julho de 2004 iniciamos novo programa de investimentos e só na fábrica de rodas injetamos R$ 20 milhões entre 2006 e 2007 para aumentar a capacidade da unidade de Três Corações (MG)", destacou Felizati. De 1,4 milhão de rodas a Mangels elevou a produção anual para 1,750 milhão de unidades e já utiliza 100% da capacidade da sua fábrica, com trabalhos em três turnos. "E já estamos estudando novos planos de investimentos para ampliar mais a capacidade", disse o diretor da empresa

GM – 06/07/2007

CONSUMER

TV aberta está preocupada com preço de conversor digital

As emissoras de televisão aberta combinaram de procurar grandes redes varejistas para oferecer descontos nos anúncios de conversores para recepção de TV Digital, informou hoje o diretor de tecnologia da Record, José Marcelo do Amaral. De acordo com ele, as emissoras ficaram preocupadas quando as fabricantes de equipamentos informaram que o preço desses conversores inicialmente seria de cerca de R$ 800. Ele afirmou que interessa à Record e às demais emissoras incentivar que mais pessoas vejam a TV digital. "Já gastamos US$ 5 milhões em equipamentos", afirmou.

Amaral contou também que na segunda-feira passada, em reunião do Fórum de TV Digital, o governo pediu aos fabricantes de equipamento que apresentem a composição do valor da caixa conversora assim como propostas de como o governo pode ajudar a reduzir os custos. Amaral, em entrevista durante o IV Fórum Brasileiro de TV Digital, disse que a Record ficou de procurar as Casas Bahia e outros varejistas. De acordo com ele, a proposta é reduzir o preço do anúncio na televisão também para os novos aparelhos de TV digital. Todas as emissoras assumiram compromisso de iniciar a TV Digital em São Paulo no próximo dia 2 de dezembro deste ano.

A diretora da Divisão de Engenharia de Transmissão e Apoio às Afiliadas da Rede Globo, Liliana Nakonechnyi, comentou que não estava sabendo da disposição das emissoras em reduzir os preços dos anúncios, mas admitiu a possibilidade de que a combinação tenha ocorrido por meio de outro representante da Rede Globo. Ela mostrou confiança de que os preços dos conversores e dos aparelhos de TV Digital venham a cair rapidamente no Brasil, depois de um lançamento com preço mais alto. Comentou também que o financiamento em várias parcelas deve facilitar a aquisição dos equipamentos. Liliana também participa do evento, promovido pelo Instituto de Estudos de Televisão.

A Tarde Online – 06/07/2007

PIM recebe unidade fabril da Airis com aporte de R$ 5,7 mi

Em menos de um ano de atuação no Brasil, a Airis, marca européia de bens de consumo eletrônico, chega ao Amazonas. A empresa, em parceria com a Teikon, responsável pelo processo produtivo, começa a operar a partir deste mês no PIM (Pólo Industrial de Manaus) e pretende faturar R$ 70 milhões em vendas no país. Para se instalar na cidade, a Teikon investiu cerca de US$ 3 milhões e deve gerar, junto com a Airis, aproximadamente 200 empregos diretos até fim do ano.

A abertura de uma unidade fabril da marca na capital amazonense foi motivada pelos benefícios fiscais da ZFM (Zona Franca de Manaus), segundo o vice-presidente da Airis para América Latina, Ricardo Kamel. “A escolha de Manaus para sediar mais uma unidade fabril da empresa deve-se ao seu pólo industrial e pela maturidade tecnológica da ZFM, que conta com mão-de-obra qualificada, diferente de outras cidades do Brasil”, justificou.

Com a parceria entre as indústrias, a Teikon gerou cerca de 50 empregos diretos e a expectativa é que sejam geradas mais 150 ocupações formais até dezembro deste ano, disse o presidente da corporação, José Adil.
Parte dos recursos da Teikon foram destinados para a aquisição de equipamentos e adequação da infra-estrutura da fábrica. “A nossa instalação deve atender tanto a Airis quanto outros clientes”, acrescentou Adil.

Impacto positivo

Para o presidente do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares em Manaus), Wilson Périco, a chegada da Airis e da Teikon pode proporcionar o adensamento de produtos no mercado interno, trazendo mais possibilidades ao consumidor local. “A presença da empresa mostra a credibilidade e confiança dos investidores no pólo industrial da cidade, o que contribui para o crescimento do mercado interno e também em exportações”, comentou.

Produção local deve alcançar 200 mil unidades por ano

A linha de produtos da Airis em Manaus inclui a fabricação de MP3 e MP4. “Mas a marca está trabalhando para atuar com outros dois itens na unidade fabril, a partir de 2008: câmeras digitais e notebooks”, adiantou o vice-presidente da marca para a América Latina, Ricardo Kamel. A previsão é que a partir deste mês os produtos da Airis já estejam disponíveis no mercado local.
De acordo com Ricardo Kamel, a fabricação desses itens será realizada pelo formato de integração. “A empresa parceira cuida do processo de fabricação e a nossa marca atua mais com mercado e qualidade dos produtos, como acontece em outras localidades”, explicou.
Segundo o vice-presidente da Airis, parte dos insumos usados na fabricação são importados de países asiáticos e outra parcela é comprada em território nacional. “Este investimento nos proporcionará maior flexibilidade e competitividade, além de um posicionamento como fabricante e não apenas importador”, disse. Entretanto, mesmo com as unidades fabris no país (Curitiba e Manaus), a empresa deve continuar importando produtos.

Crescimento na receita

Com produção anual prevista para 200 mil unidades, a Airis pretende vender R$ 70 milhões em aparelhos em 2007. Na Europa, a meta do grupo Airis é fechar 2007 com acréscimo de 15% no faturamento, chegando a uma receita de 500 milhões de euros no mundo, de acordo com Kamel.
A empresa chegou no Brasil no segundo semestre do ano passado e iniciou suas atividades com a fabricação de apenas dois itens. Hoje, com a parceria no Pólo Industrial de Manaus, o portfólio já abrange cerca de 40 produtos.

Jornal do Commércio – 08/07/2007

Globo inaugura central de geração de conteúdo de TV digital em Minas

A Rede Globo Minas inaugura nesta quinta-feira (05/07), em Belo Horizonte (MG), o novo controle mestre da emissora, já está preparado para operar no sistema digital.

O controle mestre é o coração da emissora, onde é gerada toda a programação da empresa.

Segundo a Rede Globo, este é um grande passo para a conclusão de toda a digitalização da emissora, feito com equipamentos de última geração.

O projeto também vai preparar a emissora para o início das transmissões em Alta Definição (HDTV) para BH já em 2008.

A inauguração conta com a presença do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que fará uma apresentação durante o evento.

IDG Now! – 06/07/2007

Espanha dá adeus a última fábrica de TV de tubo

A Tecnimagen, último fabricante de televisores de tubo na Espanha e de propriedade da multinacional holandesa Philips, encerrou hoje suas atividades na planta de Sant Boi de Llobregat (Barcelona). A medida provocará a demissão de 139 trabalhadores.

A companhia chegou a produzir quase um milhão de unidades em 2003 e também participou de outros segmentos, como a produção de aparelhos de LCD e DVD. No entanto, a concorrência com países emergentes e a baixa demanda pelo formato tradicional de televisores levaram a companhia a fechar suas portas.

A falência da empresa é atribuída principalmente ao êxito dos televisores planos, que em 2005 conquistaram o mercado, com mais de um milhão de unidades vendidas. Já em 2006, as vendas deste mesmo produto duplicaram e, para 2007, a empresa de consultoria GFK prevê que três milhões de televisores de plasma e LCD serão vendidos. Estes produtos se tornaram um grande atrativo no mercado, principalmente em relação aos preços, que nos últimos 12 meses sofreram redução de até 40%.

JB Online – 08/07/2007

Redes vão subsidiar receptor de TV digital

Preocupadas com o custo de R$ 800 dos receptores de TV digital estimado pela indústria, as emissoras de TV combinaram propor às redes varejistas desconto na veiculação dos anúncios do produto para baixar o preço ao consumidor.

“Teoricamente, subsidiaremos o custo da caixinha conversora”, afirmou o diretor de tecnologia da Rede Record, José Marcelo do Amaral, que chamou a estratégia de “plano B”. Segundo ele, os radiodifusores ficaram surpresos com o valor apresentado pelos fabricantes, há três semanas, no Fórum da TV Digital.

No ano passado, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, havia anunciado que o equipamento custaria R$ 100 para o consumidor. As universidades envolvidas na pesquisa do sistema brasileiro de TV digital estimavam R$ 150. O receptor é um equipamento de conversão de sinais digitais para sinais analógicos. Sem ele, as TVs atuais analógicas não captam a programação digital. No futuro, os conversores serão embutidos nos aparelhos de TV.

O subsídio dos anúncios dos conversores, no entendimento de Amaral, ajudará a alavancar as vendas do produto no comércio e, na medida em que a demanda aumentar, os preços da indústria baixarão pelos ganhos na escala de produção.

”Se a indústria não se motivar a fazer isso, as emissoras vão encontrar um fabricante nacional que esteja disposto a produzir 2.000, 3.000 receptores. Depois, vira bola-de-neve”, acrescentou Amaral.

Os fabricantes de conversores negociam com o governo incentivos fiscais para baixar o custo da produção. Reivindicam também a criação de linhas de crédito ao consumidor para facilitar a venda. Segundo o diretor da Record, o governo deu prazo para que os fabricantes apresentem um levantamento detalhado dos custos.

Jornal Pequeno – 09/07/2007

Dell confirma venda de PCs com Linux fora dos Estados Unidos

A Dell planeja vender computador com o sistema operacional Linux pré-instalado fora dos Estados Unidos assim como a distribuição Ubuntu para pequenas empresas.

Mais detalhes serão revelados mais tarde, escreveu Lionel Menchaca, diretor de mídia digital da Dell em um post do blog da companhia nesta sexta-feira (06/07).

"Quero esclarecer que a Dell tem planos para oferecer Linux para mais clientes em diferentes localidades fora dos Estados Unidos", escreveu.

Os países onde os aparelhos seriam vendidos e prazos para tal, no entanto, não foram confirmados pela Dell.

A Dell também está encorajando mais membros do seu time de engenharia Linux para publicar atualizações técnicas sobre distribuições específicas e projetos de código aberto, acrescentou.

A Dell começou a vender dois desktops e um laptop com a distribuição de Linux Ubuntu 7.04 pré-instalada em computadores nos EUA em maio, uma jogada para que a companhia classificou como uma demanda dos consumidores.

Mesmo que o sucesso do Linux tenha sido atingido entre servidores, consumidores estão mostrando interesse crescente em sistemas operacionais de código aberto como alternativa ao Windows, da Microsoft.

O Linux no desktop sempre teve mais apelo entre desenvolvedores e entusiastas de computação.

A Dell já oferece outras distribuições de Linux de líderes do mercado Red Hat e Novell em alguns dos seus servidores e workstations Precision.

Computer World – 09/07/2007

Tecnoworld amplia fabricação em Manaus

A Tecnoworld, fabricante nacional de thin clients, placas-mãe e notebooks inagura este mês (julho de 2007) sua terceira unidade em Manaus (AM). Com investimento de R$ 4 milhões em infra-estrutura, a planta tem por objetivo atender a demanda dos parceiros (Sun Microsystems e Nvídia).

A nova unidade fabril da Tecnoworld foi projetada para ampliar em 50%, até 2008, a capacidade de produção da empresa, e chegar a 600 mil unidades por mês. A fábrica ocupa 12 mil metros quadrados, área que custou à companhia R$ 10 milhões.

A Tecnoworld prevê a abertura de 350 vagas para a nova planta, que produzirá placas de vídeo, novas linhas de notebooks, thin clients e setups digitais. Segundo Dante Casale, a empresa fabricou 80 mil notebooks em 2006, e deve crescer para 120 mil unidades em 2007, sendo 20% deles voltados ao mercado corporativo.

IT Web – 06/07/2007

Fusão entre Sky e DirecTV será fiscalizada pela Câmara

A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Fiscalização e Controle 101/05, do deputado Celso Russomanno (PP-SP), que pede a verificação da regularidade dos processos de fusão das operadoras de TV por assinatura Sky e DirecTV e de compra de parte da Net pela mexicana Telmex.

De acordo com Russomanno, há indícios de infrações à ordem econômica, à lei sobre o serviço de TV a cabo (8977/95) e à Lei Geral das Telecomunicações (9472/97). O relator da proposta, deputado Fernando de Fabinho (DEM-BA), foi favorável à realização do ato de fiscalização.

Russomanno destaca que, em matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo do dia 7 de junho de 2005, o então presidente da Band, João Carlos Saad, afirmava que a fusão da Sky com a DirecTV e a compra parcial da Net pela Telmex dão a Globo controle substancial do mercado, cerca de 75% dos assinantes. Na matéria, o empresário também dizia que a fusão da Sky com a DirecTV cria um monopólio, pois juntas elas possuem 95% do mercado.

Além disso, Saad apontava a desnacionalização do serviço de TV paga com a compra parcial da Net pela Telmex, pois a legislação brasileira limita em 49% a participação societária de capital estrangeiro. A reportagem também informa que a Band reclama por ser barrada pela Globo na Net, na Sky e na DirecTV, reclamação que é feita ainda pela MTV, do Grupo Abril.

Fernando de Fabinho considera que, se as informações apresentadas pelo presidente da Band forem corretas, pode ter havido eliminação de concorrência ou abuso de posição dominante. O relator enfatiza que a Lei 8884/94 define como infração qualquer medida que prejudique a livre concorrência ou a livre iniciativa por meio de posição dominante – controle de 20% ou mais de mercado.

Para realizar a fiscalização, o parlamentar sugeriu audiências públicas com funcionários, autoridades e técnicos envolvidos nas negociações; requisição de documentos e processos contendo investigações e decisões sobre os casos; e requisição de técnicos do Ministério da Fazenda, da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), da Secretaria de Direitos Econômicos, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Ministério da Justiça que atuam na área de atos de concentração.

TI Inside – 06/07/2007

IDENTIFICATION

Unisys vence concorrência para operar redes de RFID dos EUA

A Unisys teve o seu contrato renovado com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para o desenvolvimento, manutenção e aperfeiçoamento de um sistema de logística, por meio do uso da tecnologia de identificação por radiofreqüência (RFID). O prazo inicial do contrato é de um ano, com três opções de prorrogação por um ano, que podem ser exercidas a critério do governo norte-americano. Seu valor aproximado é de US$ 28 milhões no primeiro ano, mas o total pode chegar a cerca de US$ 112 milhões.

A concessão do contrato permite que a Unisys continue suas iniciativas no programa de RFID, iniciado há 13 anos. A visibilidade quase instantânea da localização das remessas possibilita que as Forças Armadas aumentem sua agilidade no fornecimento de suprimentos para unidades e militares, bem como se concentrem nas atividades de missão crítica e reajam rapidamente às mudanças nas operações estratégicas.

A Unisys rastreia, semanalmente, em torno de 125 mil remessas de suprimentos, que incluem munições, alimentos ou rações, água, suprimentos médicos, veículos, autopeças e aeronaves. Essas remessas contam com etiquetas de RFID que armazenam informações vitais aos soldados. O rastreamento é feito em quatro modais de transporte – rodoviário, ferroviário, marítimo e aeroviário – até seus destinos finais nos comandos de combate.

Leitores fixos e portáteis enviam e recebem sinais de rádio de e para as etiquetas. Como os dados gravados em cada uma são duplicados em cinco servidores, usuários do mundo todo têm acesso às mesmas informações sobre cada item. Tomadores de decisão nos diversos níveis de comando e em toda a cadeia logística podem planejar, priorizar e redirecionar as remessas corretamente e de modo colaborativo.

A Unisys e o Exército dos Estados Unidos têm trabalhado para estabelecer, desenvolver, operar e manter uma das maiores redes de RFID do mundo. A participação da companhia, iniciada em 1994, vem crescendo de forma constante e contempla os militares destacados nos EUA e em outros 31 países.

TI Inside – 06/07/2007

Saúde representa 3% do mercado de RFID

De acordo com um estudo apresentado pela consultora britânica IDTechEx o sector da Saúde já representa três por cento do total do mercado de radiofrequência (RFID) activa em todo o mundo.
O estudo agora publicado define RFID activa como etiquetas ligadas que são reconhecidas através desta tecnologia, utilizadas normalmente em sistemas de localização e redes de sensores. Na área da saúde esta tecnologia tem vindo a ser utilizada para identificar medicamentos e em alguns hospitais é utilizada para ajudar a localizar pacientes, médicos ou até equipamentos.
De acordo com o estudo uma média de meia centena de hospitais adoptam o RFID todos os anos e o valor gasto com este tipo de etiquetas deverá aumentar dos 66 milhões de euros registados no ano passado para os 1.5 mil milhões de euros em 2016.
Já num relatório anterior relativo a 2006 um responsável da consultora, Peter Harrop, citado pelo portal HealthcareITNews , tinha realçado que «a RFID é uma tecnologia realmente versátil e a sua utilização na saúde vai aumentar rapidamente».
O novo estudo revela que a RFID activa é sobretudo utilizada na área de logística, indústria aérea e automóvel e saúde.

iGov Local – 10/07/2007

INDUSTRIAL

Produção industrial em SP deve crescer 1% em junho, diz FGV

A produção industrial no Estado de São Paulo deve crescer em junho frente a maio, de acordo com indicador apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a AES Eletropaulo.

O Sinalizador da Produção Industrial (SPI) antecipa um crescimento de 1 por cento, com ajuste sazonal, para o período, segundo informou a FGV em comunicado.

"Com este número, o crescimento do segundo trimestre sobre o mesmo período do ano passado chegaria a 3,8 por cento, um ponto percentual acima dos 2,8 por cento verificados no primeiro trimestre, nas mesmas bases de comparação", afirmou a FGV.

O SPI é um indicador econômico mensal que antecipa tendências de atividade industrial em São Paulo.

Reuters Brasil – 10/07/2007

TELECOM

Samsung e Ericsson encerram litígio por patentes

Fabricantes encerram briga judicial e acertam acordo de licenciamento de patentes para 2G e 3G. A briga entre as duas companhias começou em fevereiro de 2006, quando a Ericsson entrou com uma ação contra a Samsung alegando quebra de patentes.

Os detalhes do acerto entre as fabricantes não foram revelados. As ações judiciais corriam na Inglaterra, Alemanha, Holanda e nos Estados Unidos. Com o acordo, a Samsung poderá utilizar tecnologia da fabricante sueca no desenvolvimento dos seus terminais para redes 2G e de Terceira Geração, entre elas, aplicações ligadas à videoconferência e acesso à Internet.

Atualmente, a Samsung é a terceira maior fabricante de terminais móveis do mundo, sendo superada apenas pela Nokia, líder do ranking mundial, e pela Motorola.

Convergência Digital – 09/07/2007

Baterias da Nokia e Motorola explodiram em testes na China

Várias baterias de telefones celulares das marcas Nokia e Motorola explodiram durante os testes realizados pelas autoridades da província de Cantão antes da explosão que matou um usuário chinês, informa hoje o jornal independente "South China Morning Post", de Hong Kong.

Das 40 baterias testadas, 40% tinham defeitos. Três delas continham no rótulo a informação "produzido pela Motorola na China".

Outra, supostamente havia sido fabricada pela Sanyo Energy, fornecedor da Nokia, em Pequim. Elas explodiram enquanto se recarregavam, segundo a Administração de Indústria e Comércio de Cantão.

Yang Boning, porta-voz da Motorola na China, disse que a empresa duvida que as baterias utilizadas nos testes sejam as fabricadas pela Motorola, já que não foram fornecidas diretamente pelo fabricante, e sim compradas por funcionários da administração em lojas locais.

Os testes foram feitos nos primeiros três meses do ano. Mas a imprensa citou hoje os resultados, após o recente acidente no qual a explosão da bateria de um celular matou um jovem soldador de Gansu, em 19 de junho.

Segundo as primeiras investigações, a bateria do celular, da marca Motorola, era falsificada. O fenômeno é comum na China, onde milhares de acessórios pirateados ou de baixa qualidade circulam no mercado.

Um dos três supostos modelos de bateria de Motorola não mostrava o nome do fabricante no rótulo, um dado que um produtor legítimo não omitiria, segundo a imprensa chinesa.
Último Segundo – 06/07/2007

Nokia Siemens faz parceria com Thomson para serviço 3G doméstico
A fabricante de equipamentos de telecomunicações Nokia Siemens Networks [NSN.UL] e a produtora de aparelhos de TV por assinatura Thomson estão desenvolvendo dispositivos para melhorar a entrega de serviços de terceira geração, como músicas e vídeos, nas casas dos usuários.

A solução chamada 3G Femto Home Access fornece melhor cobertura em ambientes internos de residencias e permitirá às operadoras de telecomunicações oferecerem mais facilmente serviços fixos e móveis convergentes e televisão pela Internet, informou a NSN em comunicado.

A companhia divulgou que os testes da tecnologia começam no início do próximo ano e que o desenvolvimento comercial é planejado para o terceiro trimestre de 2008.

A NSN citou empresas de pesquisa de mercado que afirmam que o mercado para a tecnologia, que ainda está em sua fase inicial, pode alcançar entre 10 milhões e 12 milhões de unidades até 2010.

Reuters Brasil – 06/07/2007

Vivo divulga resultados no dia 20, antes da abertura do mercado

A Vivo marcou para 20 de julho, uma sexta-feira, a divulgação de seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2007. O balanço sairá antes da abertura do mercado e pode ser encontrado no site da operadora (www.vivo.com.br/ri).

Às 9h00 do mesmo dia, a empresa promove teleconferência com analistas brasileiros. Os interessados deverão ligar para o número 11 2101-4848 e mencionar o código Vivo. Na seqüência, às 11h30, será a vez da conferência telefônica em inglês (+1 973 935-8893, código 8987892 ou Vivo).

Últimos Segundos – 06/07/2007

Telefónica pode pagar até US$ 4 bi para controlar a Vivo

O grupo espanhol Telefónica tem interesse em pagar ao redor de US$ 4,08 bilhões à sócia Portugal Telecom para conseguir o controle total da Vivo, maior operadora de telefonia celular do País. Caso o negócio seja concretizado, o redesenho esperado para o setor de telecomunicações brasileiro poderá sair mais rápido do que o esperado porque poderia ajudar a deflagrar outros negócios.

O presidente da Telefónica, Cesar Alierta, confirmou o interesse na aquisição da participação do sócio português na empresa brasileira, mas não precisou o valor da oferta. As informações sobre a oferta foram divulgadas ontem pelo Financial Times (FT). Ainda conforme a notícia, o executivo descartou a compra da Bouygues Telecom, terceira maior operadora de celular na França, e de ativos americanos, como a subsidiária da Deutsche Telecom no país.

Telefónica e Portugal Telecom são sócias, em partes iguais, da empresa Brasilcel, que detém 40,72% do capital total da Vivo. A operadora de celulares é a maior do setor no Brasil, com aproximadamente 30 milhões de assinantes. Depois de um período de dois anos de fortes ajustes internos, a empresa conseguiu contornar problemas operacionais e estancou, em maio, uma sucessão de 48 meses perdendo participação de mercado.

Exame – 09/07/2007

Telefonia IP movimentará US$ 1,2 bilhão em 2012, prevê estudo

Após um período de análise e conhecimento de novas tecnologias, o mercado de comunicação empresarial amadureceu e as companhias estão percebendo os reais benefícios da telefonia IP, além da redução de custo. É o que revela uma pesquisa da Frost & Sullivan, empresa de consultoria e inteligência de mercado, sobre o setor de telefonia empresarial na América Latina. De acordo com o estudo, o segmento obteve receita mundial de US$ 621 milhões em 2006 e deve atingir ganhos de US$ 1,198 bilhão em 2012.

"Esse crescimento se deve principalmente à adoção de soluções IP híbridas, ou seja, soluções IP que interoperam com a infra-estrutura legada", diz Iacy Saraiva, analista de pesquisas da Frost & Sullivan. Segundo ela, a tecnologia IP foi, por um bom tempo, taxada de não ser confiável, escalável e segura. No entanto, esse cenário está mudando rapidamente e os fornecedores vêem um grande potencial na região. "A convergência entre voz e dados continuará a impulsionar o mercado, pois representa redução de custo com gerenciamento de dados e também gastos menores com chamadas de longa distância", revela Iacy.

Contudo, o alto volume de sistemas convergentes e o grande número de linhas tradicionais instaladas todos os anos mostram que um telefone IP não é a primeira opção de tecnologia do usuário. Cerca de 85% da base instalada na América Latina é TDM, o que prova que o setor ainda não está pronto para uma migração completa. "Assim como a migração dos terminais analógicos para digital, a adoção de telefonia IP será gradual, principalmente porque as empresas da região fizeram altos investimentos em terminais digitais e ainda esperam pelo fim do ciclo de depreciação. Por isso, as soluções híbridas têm um forte apelo na América Latina, pois se integram com o legado", conta Iacy.

O crescimento desse mercado também está relacionado à estabilidade política e econômica da região, que possibilitou uma maior capacidade de investimentos das empresas e as incentivou a focar em novas tecnologias. "Podemos citar ainda o fato de que essas soluções podem ser desenvolvidas gradualmente, permitindo que as companhias protejam investimentos feitos no passado. Dessa forma, elas começam a migração para IP em áreas críticas e depois expandem a adoção para outros setores", finaliza a analista.

TI Inside – 06/07/2007

Portugal Telecom aposta no apoio do governo brasileiro

O governo brasileiro tem interesse no fortalecimento das relações luso-brasileiras, disse à Agência Lusa José Pedro Baptista, presidente da Portugal Telecom Investimentos Internacionais, empresa que administra os negócios do grupo no exterior. A declaração acontece cerca de um mês depois de o presidente da PT, Henrique Granadeiro, dizer, durante visita ao Brasil, que a operadora portuguesa considerava uma troca de participações com a Oi (ex-Telemar) "para a construção de um pilar luso-brasileiro, em Portugal e no Brasil".

A opção vista com maior simpatia por Brasília é a fusão da Oi, que domina a telefonia fixa nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste (com exceção de São Paulo) com a Brasil Telecom, líder no Sul e no Centro-Oeste, para a criação de uma grande empresa de telecomunicações que faça frente às companhias de capital estrangeiro. "Não temos dúvidas que o próprio Estado brasileiro tem um grande interesse em cimentar as relações luso-brasileiras", disse Baptista, em entrevista em Pequim, ao ressaltar que a estratégia da Portugal Telecom implica manter e reforçar a presença no mercado brasileiro, caso surjam oportunidades.

Na terça-feira (3/7), o ministro de Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações de Portugal, Mário Lino, disse que o governo português tem interesse na criação de um grande grupo de telecomunicações luso-brasileiro, que classificou como um "bom projeto". Um dia depois das declarações do ministro, o premiê português, José Sócrates, também tocou no assunto. Em Lisboa, no dia da cúpula União Européia-Brasil, o primeiro-ministro disse que vê o projeto "com bons olhos".

O presidente da Portugal Telecom Investimentos Internacionais, João Pedro Baptista, disse ainda que a companhia se prepara para anunciar novos investimentos na África. Ele considera que o continente africano "vai contribuir de forma muito marcante para o crescimento de receitas e de rendimento do grupo". “Dentro de dois meses podemos concretizar algumas das coisas sobre as quais temos trabalhado ", disse Baptista.

A estratégia da companhia, segundo ele, baseia-se nas previsões de crescimento do sector das telecomunicações, sobretudo móveis, no continente devido às baixas taxas de penetração. A maior parte dos países de africanos tem uma taxa de penetração de celulares entre 20% e 25%, contra uma penetração entre os 110% e os 120% na Europa. "A nossa estratégia é investir em negócios ou adquirir licenças, notadamente na África subsariana, em países onde haja rentabilidade", afirmou Baptista, que disse acreditar que "o mercado africano vai continuar a crescer durante muitos anos, com necessidade de investimento e taxas de retorno muito interessantes".

O executivo negou que a estratégia do grupo para a África seja necessariamente articulada a partir do mercado angolano e afirmou que a Portugal Telecom vai, "nos próximos meses e anos, continuar a juntar ao portfólio novas operações que poderão estar em países ao redor de Angola, mas que também poderão não estar".
TI Inside – 06/07/2007

Comissão aprova regras para antenas de celulares

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou, na última quarta-feira (4 de julho), o substitutivo do deputado Julio Semeghini (PSDB-SP) ao Projeto de Lei 2576/00, que regulamenta a instalação e o monitoramento de fontes emissoras de radiação eletromagnética, como antenas de celulares.

O substitutivo também cria o Conselho Nacional de Bioeletromagnetismo e estabelece normas para o controle dos limites à exposição humana a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos. A proposta original é do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ).

O texto aprovado classifica como áreas críticas o raio de 50 metros de distância de hospitais, clínicas, escolas, creches e asilos. Nesses locais, deverá haver um monitoramento permanente, em tempo real, do equipamento. As antenas localizadas fora das áreas críticas também deverão ser monitoradas com medições a cada cinco anos.

O projeto obriga o Poder Executivo a enviar ao Congresso Nacional, a cada cinco anos, relatório contendo informações relativas às atividades realizadas pela Comissão Nacional de Bioletromagnetismo; às últimas pesquisas sobre danos à saúde provocados pela exposição à radiação eletromagnética; e a eventuais mudanças nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). O relatório deverá ainda apontar se há necessidade de se revisar os limites de exposição estabelecidos, além de servir de base para o debate do assunto na comissão.

Os limites de exposição definidos no substitutivo foram baseados nas recomendações da OMS para a exposição de pessoas a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos gerados por estações transmissoras de radiocomunicação, terminais de usuário e sistemas de energia elétrica que operam em faixas até 300 GHz.

Essas restrições abrangem não só as prestadoras de serviço que se utilizarem de estações transmissoras de radiocomunicação, mas também os fornecedores de terminais de usuário comercializados no País e as concessionárias, permissionárias e autorizadas de serviços de energia elétrica.

O substitutivo estabelece ainda regras de fiscalização para assegurar que as fontes eletromagnéticas fiquem dentro das especificações legais e que as agências responsáveis pela fiscalização tenham poder de punir quem descumprir a lei. "A nova legislação é importante para que haja um estudo permanente da evolução da tecnologia. O conselho deverá fazer pesquisas e acompanhar os debates internacionais sobre o assunto, de forma a dar uma maior transparência ao tema interagindo com a sociedade", considerou Semeghini.

O projeto tramita em caráter conclusivo, apensado aos PLs 4505/01, 6835/02, 5843/01, 5241/01, 4587/01 e 4399/01, que tratam de assuntos semelhantes. O texto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

IT Web – 09/07/2007