10/05/2007

GERAL

Mobilidade nos negócios corporativos

A mobilidade ganha cada vez mais espaço nos negócios corporativos. Recente pesquisa da unidade da América Latina da consultoria IDC, realizada com 301 grandes empresas (com mais de 500 funcionários) de diversas verticais da Argentina, Brasil e México, mostrou que 64% de sua força de trabalho em regime full-time passa longo tempo longe de suas mesas ou do próprio escritório.

O levantamento revela um dado significativo para o Brasil: apesar de ser o de maior número de usuários de telefonia celular na região, o país é o que possui a mais baixa penetração de mobilidade. Isso significa um potencial de negócios a ser explorado por fornecedores e provedores de serviços.

Questões como estas estão entre alguns dos assuntos que serão debatidos na IDC Brazil Business Mobility & Convergence Conference 2007, no dia 8 de maio. Especialistas locais e internacionais da IDC estarão presentes para fornecer um panorama completo dos mercados de mobilidade e convergência, com a análise das perspectivas, desafios, oportunidades, investimentos e melhores soluções para a adoção corporativa.

Eric Owen, vice-presidente de telecom da IDC EMEA (Europa, Oriente Médio e África), que possui mais de 20 anos de experiência na indústria global de telecomunicações com análises dos mercados corporativo e residencial para serviços de linhas fixas e móveis na Europa, apresentará as tendências da convergência nas corporações, bem como os desafios que podem enfrentar para unificar a comunicação.

Outro destaque da conferência é Romina Adduci, diretora do programa de pesquisas de telecom da IDC América Latina, que mostrará o cenário e as perspectivas de mobilidade e convergência em toda a região.

Caberá a Brendan Conroy, consultor sênior de telecom da IDC Brasil, apresentar o cenário futuro do mercado corporativo de mobilidade no País. A Fiap sorteará uma bolsa de estudos no evento.

O Convergência Digital também estará presente no evento, mediando um painel de CIOs sobre os aspectos e usos da Mobilidade no Brasil. A cobertura completa do debate estará disponível no portal.

Convergência Digital – 07/05/2007

KKR investe em ações da Orient Corp.

A KKR Private Equity Investors L.P. (Euronext Amsterdam:KPE) anunciou a consumação de seu investimento de JPY 20 bilhões em certas ações preferenciais conversíveis da Orient Corporation ("Orico"), uma das maiores companhias de crédito de consumo no Japão.

A ação preferencial conversível é conversível em ações ordinárias da Orico a partir de 1 de novembro de 2010, e o investimento da KPE representa aproximadamente 4,5% das ações da Orico em uma base totalmente diluída baseada no preço de conversão inicial. O preço de conversão inicial é de 90% do preço médio de mercado das ações ordinárias da Orico na Bolsa de Valores de Tóquio em um período anterior especificado ao anúncio pela Orico de seu plano de reestruturação no Japão em 28 de março de 2007 (multiplicado por dois para refletir o desmembramento reverso de ações da Orico programado para 4 de junho de 2007). O preço de conversão está sujeito a um ajuste semi-anual para baixo de 90% do preço de mercado da ação ordinária da Orico, mas não menos do que aproximadamente 52,4% do preço de conversão inicial.

O investimento da Orico foi negociado em nome da KPE pela Kohlberg Kravis Roberts & Co. ("KKR") e foi feito através da KKR PEI Japan Investment I Ltd., subsidiária da KKR PEI Investments L.P., que é a parceira de investimento através da qual a KPE faz seus investimentos.

Em conexão com o investimento da Orico, a KPE identificou uma nova classe de investimentos de capital privado, conhecidos como "investimentos de capital negociados." Os investimentos de capital negociados são investimentos que são significativamente negociados pela KKR e envolvem a emissão de títulos de capital ou ligados a capital para ou em nome da KPE.

O investimento e ações preferenciais conversíveis da Orico e o investimentos em notas conversíveis da Sun Microsystems constituem os únicos investimentos de capital negociados da KPE até agora. A KPE investe pelo menos 75% de seus recursos ajustados em investimentos de capital privado identificados pela KKR, que incluem investimentos de capital negociados.

Esses investimentos de capital negociados serão classificados como investimentos Classe B da mesma maneira que os co-investimentos em companhias de portfólio de fundos de capital privado da KKR. Os investimentos Classe B estão sujeitos a um juro de 20% do retorno obtido (sem contribuições de capital para esse investimento Classe B e prejuízos realizados com relação a investimentos Classe B).

A identificação de investimentos de capital negociados, bem como a inclusão de investimentos de capital negociados como investimentos de capital privado e sua classificação como investimentos Classe B, foram aprovados por unanimidade pelos diretores independentes do Conselho de Administração da parceira geral da KPE, KKR Guernsey GP Limited.

Business Wire – 03/05/2007

Pontos de Inclusão Digital cresce 40% em 18 meses.

Os pontos de inclusão digital (PIDs) no país tiveram um crescimento expressivo nos dois últimos anos, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). Atualmente, são 16.722 PIDs contra cerca de 12 mil pontos em 2005, um salto de quase 40%, segundo pesquisa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Os PDIs são locais de acesso público gratuito à internet, como telecentros e salas de informática.

Os dados levantados são da primeira fase do projeto que deu origem ao Mapa de Inclusão Digital. O mapa identificou cerca de 108 iniciativas de inclusão digital em cerca de três mil municípios onde foram encontrados os 16.722 PIDs.

As iniciativas são dos governos federal, estaduais e municipaisl e terceiro setor. A maioria dos programas encontrados, 43, é de iniciativa do terceiro setor, porém, é o governo federal quem financia cerca de 60% dos PIDs.

Os dados que mapearam as ações de inclusão social no país agora serão verificados na segunda fase da pesquisa e auxiliarão na formulação de ações para melhor o acesso das pessoas à tecnologia, disse o diretor do Ibict, Emir Suaiden.

“Faremos agora a verificação das instituições localizadas para ver o que existe, o número de computadores, o que funciona, o acesso à internet e assim ter metodologias de indicadores de impacto, e se os telecentros estão provocando melhoria da qualidade da educação e do acesso a informação”, informou.

A pesquisa mostra que Roraima é o estado com menor número de PIDs, apenas 48, enquanto São Paulo lidera a lista, com mais de 2,5 mil pontos. Pernambuco é o segundo estado em número de PIDs. O bom resultado ocorre devido ao Programa Computador na Escola, que desde 2001 leva às unidades estaduais de ensino laboratórios de informática e investe em capacitação.

Quando os dados focalizam as regiões, a Sudeste sai na frente, com 38% dos PIDs, acompanhada de perto pelo Nordeste, com 35%. No fim da lista estão as regiões Norte (8%) e Centro-Oeste (7%).

A coordenadora geral de Pesquisa e Desenvolvimento de Novos Produtos do Ibict, Cecília Leite, afirmou que, para promover a inclusão digital no no país, é preciso mais que distribuição de equipamentos. “O mais importante é ir além da distribuição dos equipamentos - hoje já se tem consciência de que é preciso ter conteúdo, capacitação, acompanhamento e avaliação de resultados”, disse.

Para o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Augusto Gadelha, é preciso que seja realizado um esforço de integração para que os projetos tenham capilaridade e atuação forte na comunidade.

Gadelha também afirmou que o mapa é uma excelente iniciativa e que o projeto serve como um guia para ações futuras. "Acredito que o mapa nos dá uma panorama do que está ocorrendo em todo o País, sendo um guia para sincronizarmos ações e planejar iniciativas futuras."

TI Inside – 03/05/2007

Texas terá nova fábrica nas Filipinas.

A fabricante de chips para celulares Texas Instruments construirá uma fábrica de US$ 1 bilhão nas Filipinas, em vez de ter optado pela China, conforme cogitado anteriormente. O projeto deve ser um dos maiores investimentos estrangeiros naquele país.

A fábrica ficará na zona econômica de Clark, ao norte de Manila, e deve gerar cerca de 3 mil empregos. A construção da instalação começará em julho e incluirá a montagem de uma usina de energia. O início da produção está previsto para o fim de 2008, de acordo com Kevin Ritchie, vice-presidente sênior da Texas.

A fabricante mantém um complexo de 25 hectares em Baguio City, no norte das Filipinas, e vinha procurando um novo local, no país ou na China. As negociações com o governo filipino levaram mais de um ano, disseram executivos da empresa.

TI Inside – 04/05/2007

MP 352 continua em discussão.

A bancada de senadores do Amazonas irá tentar retirar da Medida Provisória 352, que trata dos benefícios fiscais para as indústrias de semicondutores e produtos de tecnologia digital, a concessão de incentivos à produção de displays em qualquer parte do país.

O incentivo para esses produtos a todo o Brasil, está sendo considerado um grande empecilho ao potencial de competitividade do setor de televisores da ZFM (Zona Franca de Manaus), porque esse aparelho representa 80% dos insumos de televisão, o que pode representar uma vantagem competitiva às indústrias instaladas próximas dessas fábricas.

O senador da República, Artur Virgílio Neto, disse que já iniciou um trabalho de convencimento com as lideranças políticas da Câmara para obter a garantia de aprovação da MP 352, sem a política de incentivos fiscais à fabricação dos displays, caso ela seja submetida novamente à votação dos deputados. “Estamos estudando a possibilidade de apresentar uma emenda que retire a concessão de incentivos à fabricação de displays, em qualquer parte do país, para favorecer o PIM (Pólo industrial de Manaus)”, disse o parlamentar

O senador se demonstrou bastante preocupado com o pouco tempo disponível para aperfeiçoar a MP 352 conforme os interesses do Amazonas. O prazo para a votação dessa medida provisória vence no final deste mês, após esse período ela é retirada de pauta e pode ficar vários anos sem ser votada no Congresso.

Tecnologia digital

A votação da Medida Provisória 352, que trata dos incentivos fiscais para as indústrias de semicondu tores e produtos de tecnologia digital, foi adiada para as próximas semanas, sob a expectativa de obter aprovação e, assim, favorecer o Pólo Industrial de Manaus. Segundo o senador da República pelo PT-AM (Partido dos Trabalhadores do Amazonas), João Pedro, a bancada de parlamentares do Estado do Amazonas está conseguindo obter o apoio da maior parte dos demais senadores para que votem pela aprovação da medida provisória.

“A bancada está conseguindo sensibilizar os demais parlamentares para aprovarem essa MP e não estamos encontrando dificuldades para conseguir isso, pois a maioria deles está disposta a aprovar essa medida provisória”, disse o senador, destacando que não foi apresentada nenhuma emenda prejudicial ao modelo Zona Franca de Manaus.

João Pedro diz que medida provisória é de interesse do presidente da República

João Pedro enfatizou ainda, que a aprovação da MP é de interesse do presidente da República, que tem orientado a bancada governista a votar a favor dessa medida provisória. “O governo federal está junto conosco e tem articulando a nosso favor, pois a base governista do presidente Lula é a maioria no Congresso”, explicou o senador.

Na semana passada, o Senado aprovou dois requerimentos apresentados por João Pedro, que facilitarão o conhecimento da Zona Franca de Manaus no Congresso. Um deles autoriza a presença de representantes da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) para fazerem uma explanação técnica sobre o PIM e o outro refere-se à vinda de integrantes da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado para fazerem uma visita às fabricantes instaladas na região.

Segundo o senador, a vinda desses parlamentares ao Estado irá ser importante para o esclarecimento sobre o modelo Zona Franca de Manaus. “Estamos fazendo isso para apresentar a realidade e a importância do nosso pólo industrial à região Norte”, concluiu.

Jornal do Commercio – 06/05/2007

AUTOMOTIVO

Vendas do setor automotivo crescem 22,6% no primeiro quadrimestre de 2007.

Dirigentes do setor automotivo informaram hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que as vendas de automóveis no primeiro quadrimestre de 2007 cresceram 22,6% em relação ao mesmo período do ano passado. No encontro, também comemoraram a marca de 50 milhões de automóveis produzidos no Brasil. De acordo com os dados apresentados a Lula pela Anfavea, a estimativa de produção para 2007 é de 2,8 milhões de automóveis, 5,8% maior que 2006.

Participaram da audiência com o presidente os presidentes da Anfavea, Jackson Schneider, e do Sindipeças, Paulo Butori, e dirigentes das principais montadoras do País. Da parte do governo, também participaram do encontro o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

De acordo com o presidente da Anfavea, por sugestão do ministro Miguel Jorge foi acertada, durante a reunião, a criação de um grupo de trabalho no BNDES para avaliar as necessidades do setor automotivo para o mercado brasileiro mais competitivo.

Schneider disse que o setor automotivo vive um bom momento e que o presidente Lula mostrou-se otimista ao ser informado dos dados. Ele informou que na próxima segunda-feira a Anfavea vai divulgar os dados em relação à produção e exportação do primeiro quadrimestre. No encontro, o Sindipeças informou ao presidente que vai investir US$ 1,5 bilhão no setor de peças para atender as demandas da indústria automobilística.

A Tarde On Line – 04/05/2007

Grupo de Estudos sobre Competitividade inicia estudos relativos ao setor automobilístico.

Primeiro setor a ser beneficiado pela nova equipe do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio com a criação de um grupo de estudos sobre competitividade, a indústria automobilística se prepara para apresentar ao BNDES um detalhamento profundo dos motivos que começam a levar as fábricas de veículos instaladas no país a perder vendas externas para montadoras de outros países.

Ainda ontem, o novo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, pretendia entrar em contato com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, para saber mais detalhes de como será o grupo de trabalho, anunciado pelo BNDES na semana passada por sugestão do ministro Miguel Jorge.

Os dirigentes das montadoras estão animados com a iniciativa do governo de investigar as necessidades da cadeia produtiva de veículos. A Anfavea já vinha preparando o seu próprio estudo para apontar os efeitos da perda de competitividade no exterior, provocada pela valorização do real. Agora a entidade crê que seus argumentos serão ouvidos pelo grupo do BNDES.

Schneider diz que, apesar de registrar recordes de vendas no mercado interno, esse setor não pode abrir mão da exportação. A participação das vendas de veículos para outros países na produção das fábricas instaladas no Brasil caiu de 33% há um ano para 28% no último mês.

No primeiro quadrimestre deste ano, os volumes da exportação do setor caíram 10,6%, num total de 243,2 mil unidades. Isso levou a uma retração menor, de apenas 0,5%, na receita com vendas externas, num total de U$ 3,718 bilhões. Isso ocorre porque em boa parte dos casos os fabricantes reajustaram preços no exterior. Conseqüentemente, houve queda nas vendas externas.

Por outro lado, o setor está produzindo mais do que nunca por conta do ritmo frenético do mercado interno. O presidente da Anfavea acredita que a demanda crescente continua sendo estimulada não apenas pela queda nas taxas de juros como pela confiança do consumidor. "A economia tem muito do fator humano; quando sente segurança, o consumidor assume uma dívida", afirma Schneider.

O primeiro quadrimestre foi o melhor da história da indústria automobilística no Brasil tanto em produção como em vendas domésticas. Isso refletiu no nível de emprego. Com 109,3 mil funcionários o setor atingiu em abril o mais alto nível de emprego desde agosto de 1998.

Em abril, as montadoras produziram 225,6 mil veículos, um crescimento de 10,6% na comparação com o mesmo mês de 2006. No primeiro quadrimestre, o setor produziu 881,4 mil unidades, 5,6% mais do que nos primeiros quatro meses do ano passado.

Segundo o presidente da Anfavea, a fatia das vendas com prestações de mais de 36 meses aumentou de 34% há um ano para 49% em abril. A taxa de juros praticada no setor automotivo recuou de 25,3% em abril de 2006 para 20,7%, no mês passado.

Para Schneider, o consumo interno deve continuar firme nos próximos meses. A inadimplência média do segmento, de 3,3% em abril, continua abaixo da média do crédito para bens duráveis em geral, de 7,1%. É possível até que a Anfavea, que já refez as previsões de vendas no mercado doméstico para cima uma vez este ano, volte a mudar o prognóstico.

A última previsão aponta para um crescimento de vendas internas de 14,5% em 2007 na comparação com 2006, num total de 2,210 milhões de veículos durante o ano todo.

Mas o resultado dos primeiros quatro meses já aponta para a necessidade de refazer as contas mais uma vez. A quantidade de veículos licenciados de janeiro a abril somou 548,7 mil unidades.

Isso representou um avanço de 22,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em abril, as vendas de veículos somaram 179,3 mil unidades, quantidade 36,7% maior do que no mesmo mês de 2006. A média de veículos que passaram pelos órgãos de trânsito diariamente passou de 6,69 mil em abril de 2006 para 8,1 mil, no mês passado.

O segmento dos chamados carros populares, com motor 1.0, continuou liderando as vendas, com participação de 55,7% do mercado em abril. Os modelos com motor bicombustível - que funcionam com álcool ou gasolina - representaram 82,1% das vendas de automóveis em abril. Valor – 08/05/2007

Definitivamente, os motores a combustão são os grandes vilões do novo século. Para extingui-los, alguns apostam na subversão dos mais sólidos conceitos automobilísticos. Pense em como seria um carro sem coluna de direção e transmissão - e com nada sob o capô. Aliás, não tem nem capô. Pois é assim que a Siemens VDO planeja o eCorner, uma reinvenção da roda que poderá equipar a próxima geração de carros elétricos. Segundo a empresa, os conceitos do eCorner estarão nas ruas dentro de 15 anos.

A idéia é integrar todos os mecanismos de rodagem em módulos dentro de cada roda. Motor elétrico, direção, suspensão e freio seriam itens eletrônicos miniaturizados que substituiriam o emaranhado de conexões mecânicas e sistemas hidráulicos atuais. Cada eCorner poderá reagir de forma independente, podendo até alterar o comportamento do carro dependendo de seu estilo ou da situação de uso.

Outro aspecto revolucionário é o espaço gerado pela ausência de coluna de direção, túnel de transmissão e, principalmente, motor. "Veremos alguns designs bem futuristas, graças a essa tecnologia", diz Dave Royce, diretor de estratégia corporativa da Siemens VDO. Sem falar na redução de peso, que vai refletir no desempenho do carro. O preço de um eCorner será obviamente maior que o de uma roda comum, mas os pesquisadores garantem que a eliminação de várias peças irá compensar, com custos de manutenção menores, mais segurança e menos danos ambientais.

1. O CONJUNTO A parte externa da roda continua coberta por um pneu, mas com sensores para controlar a pressão. A revolução está dentro, onde o eCorner exige uma arquitetura padronizada, com módulos que podem ser trocados de forma simples. A Siemens VDO garante que o peso não será muito maior que o de um conjunto de roda comum, mas o preço deve ir longe.

2. MOTOR Cada recheio de roda abriga um motor elétrico que trabalha sozinho ou em parceria com um motor a combustão, no caso de um carro híbrido. A prioridade, porém, é que seja 100% elétrico. Assim, o sistema de motores individuais elimina as conexões mecânicas, além de aproveitar 96% da energia produzida - num automóvel a gasolina, essa eficiência é de 30%.

3. FREIOS Chamados de Electronic Wedge Brakes (EWB), terão discos acionados por pequenos motores elétricos, em vez de pistões - reduzindo o peso e o espaço ocupado por dutos hidráulicos. Quando houver desaceleração, cada motor elétrico ainda funcionará como um dínamo, ajudando a frear o carro ao mesmo tempo que aproveita a energia para recarregar as baterias.

4. SUSPENSÃO Cada roda terá um conjunto de suspensão ativa, com sensores eletrônicos aliados a amortecedores motorizados, para gerenciar o contato dos pneus com o asfalto. Tudo pequeno, para caber dentro do aro, que terá medida maior que as usadas hoje. Os sistemas auxiliares (ESP e ABS) vão trabalhar integrados, para garantir a melhor aderência possível.

5. DIREÇÃO O sistema de direção passa a ser todo eletrônico e motorizado, abolindo as conexões mecânicas entre o volante e as rodas. Além de economizar peças, tem várias vantagens dinâmicas: cada roda pode alterar seu ângulo ou velocidade de forma independente. Um sistema de estacionamento automático será o próximo passo.

DO AR PRA RUA Parte do conceito do eCorner vem da tecnologia fly-by-wire, adotada nos avõies nos anos 70, que trocaram os sistemas mecânicos e hidráulicos por cabos e motores elétricos. Vantagens: menos peso e complexidade, além de impedir que o piloto ultrapasse limites estruturais da aeronave. No Brasil, isso teve início com a linha Palio de 2001, que ganhou acelerador eletrônico.

Quatro Rodas – 03/05/2007

Primeiro Autoshopping do interior é sucesso.

O primeiro centro comercial voltado para o setor automotivo do interior do país será inaugurado em Sorocaba no dia 10. O Auto Shopping está com 70% da sua capacidade ocupada e a expectativa é de que, até a abertura na próxima semana, 80% já seja atingida.

O shopping tem capacidade para abrigar 18 lojas – 16 de veículos e duas de motocicletas – e sete boxes de serviços. O proprietário do empreendimento na cidade, Milton Muraro Filho, informou que foram investidos R$ 2,5 milhões na realização do projeto, que vai gerar 200 empregos diretos.

Além da venda de veículos – 90% do comércio deve ser de usados – o local disponibiliza serviços como seguradora, financeira e despachante. O espaço também contará com uma praça de alimentação e área de lazer.

Outro diferencial é o horário de funcionamento, das 10h às 21h, inclusive em finais de semana e feriados.

O conceito de concentrar em um mesmo empreendimento todos os serviços do setor automotivo existe no Brasil há dez anos. Segundo a Anauto (Associação Nacional dos Auto Shoppings), há 44 centros no país, instalados nas principais capitais.

Comodidade ao consumidor O empresário Milton Muraro Filho afirma que acompanha a tendência do auto shopping desde o início e sentiu que o projeto caberia em Sorocaba. “Assim como muitas lojas saíram do Centro e foram aos shoppings, o mercado de carros vai fazer essa transferência. O consumidor busca comodidade e facilidade.” Ele destaca que o empreendimento abrange todos os tipos de público, pois será possível comprar, no mesmo espaço, carros populares e de luxo.

“Uma pesquisa apontou que 70% dos clientes que entram num auto shopping adquirem um veículo. O motivo do sucesso é que o consumidor de fato encontra o que tem em mente.”

Entre as empresas locais que fazem parte do shopping estão a Family Car, a Intermotos e a concessionária Honda Caiuás. O Auto Shopping fica na avenida Dom Aguirre, 2121. Informações: (15) 3115-1000.

Bom Dia – 03/05/2007

Anfavea anuncia recorde de produção.

O novo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, anuncia hoje mais um recorde de produção da indústria automobilística, referente ao primeiro quadrimestre deste ano. As montadoras trabalham em ritmo acelerado, inclusive com a abertura de novos turnos, graças ao forte crescimento nas vendas de veículos para o mercado doméstico.

O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, lançou um desafio ao setor: alcançar 5 milhões de unidades produzidas por ano até 2010. No ano passado, a indústria brasileira alcançou 2,6 milhões de unidades. Para este ano, estão previstos cerca de 2,8 milhões. Seria necessário, portanto, praticamente dobrar a produção anual das montadoras nos próximos três anos.

Mas para Cledorvino Belini, presidente da Fiat Automóveis, não se trata de um desafio inalcançável. “5 milhões é um número bom, mas somando os mercados brasileiro e argentino. Eliminando alguns gargalos nas montadoras é possível chegar a esse volume de veículos produzidos com facilidade”, diz.

Somados, os mercados automotivos brasileiro e argentino produziram no ano passado 3,04 milhões de unidades. Nos três primeiros meses do ano, o crescimento na produção dos dois mercados foi de 6%, em comparação ao mesmo período do ano passado, alcançando 752,6 mil unidades. Mas as empresas estão trabalhando para ampliar a produção, uma vez que as vendas locais estão crescendo na casa dos dois dígitos, tanto no Brasil quanto na Argentina.

A Renault iniciou recentemente um segundo turno de produção, visando o lançamento de seu novo modelo para o mercado doméstico, o compacto Logan. Ele também será vendido na Argentina. Há ainda a expectativa do anúncio de produção de uma picape a partir do ano que vem, em parceria com a Nissan. A expectativa da montadora francesa, em função do aquecimento do mercado doméstico, é fechar o ano com um incremento de 63,4% na fabricação de veículos em São José dos Pinhais (PR), alcançando 111,7 mil unidades.

A Fiat recentemente ampliou a produção de sua planta em Betim (MG), que agora trabalha nas 24 horas do dia. A decisão foi tomada por causa da forte demanda no mercado local, que gerou a falta de alguns modelos nas concessionárias. Ainda há casos de fila de espera pelos modelos mais procurados. No mês passado foram contratados mais 1,2 mil funcionários, elevando a produção para 2,6 mil veículos por dia, podendo chegar a 3 mil unidades diárias. Em 2006, a Fiat produziu 562 mil carros e agora trabalha com a meta de repetir o recorde histórico de 1997, de 619 mil.

Um novo turno também foi aberto na Iveco, fabricante de veículos pesados do grupo Fiat. Belini conta ainda que, caso esgote a capacidade de produção da planta de Betim (MG), a empresa ainda possui uma fábrica em Sete Lagoas (MG) e em Córdoba, na Argentina, se surgirem novos projetos e investimentos . Mas ele ressalta que, para alcançar este número, algumas medidas precisam ser tomadas pelo governo. Uma delas é a mudança da cobrança tributária. “De cada três veículos que produzimos, um fica com o governo em forma de impostos”, diz Belini. O presidente sugere que esta cobrança seja transferida para o uso do veículo, de forma gradativa. A medida é aprovada por Schneider. “A estrutura tributária pode ser calcada no uso do veículo, e não na produção, como é feito hoje. Isso geraria mais empregos para o setor”, diz o presidente da Anfavea.

Forte crescimento

Segundo dados preliminares da Anfavea, de janeiro a abril foram comercializados 671,3 mil automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, 22,4% a mais que o registrado em igual período de 2006. Empresários do setor creditam este crescimento à estabilização da economia, ao aumento de renda do brasileiro e às facilidades do financiamento.

Este crescimento deverá se sustentar pelo menos até o final do segundo trimestre, avisam os fornecedores de matéria-prima. “Até junho haverá demanda alta. Não vejo sinais de desaquecimento nos pedidos para o setor automotivo”, diz Christiano Freire, presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). A venda dos distribuidores bateu recorde no primeiro trimestre, ficando 20% acima da do mesmo período do ano passado. Freire conta que o setor que mais puxou este aumento foi o automotivo: “Ficou acima dos 20%. Está mais forte do que os demais”.

Os distribuidores costumam fornecer aço para as empresas de autopeças, enquanto as montadoras compram diretamente das usinas. Mas as próprias usinas encontram dificuldades em atender ao aumento da demanda. “A Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) está com a carteira de pedidos lotada. Tanto que atualmente prioriza o atendimento às montadoras e tem dificuldade de atender aos distribuidores”, conta Freire.

Ranking

No primeiro quadrimestre a Fiat manteve a sua liderança no mercado doméstico, com 25,1% dos veículos comercializados. A Volkswagen ampliou a distância na vice-liderança, com 23,5% de participação, enquanto a General Motors (GM) possui 21,4% dos veículos comercializados no mercado doméstico. Na quarta posição aparece a Ford — que em abril bateu recorde de vendas, com 20,6 mil unidades comercializadas —, com 11,7%. Da quarta à oitava colocação a briga está apertada: Toyota tem 3,4%, Honda 3,3%, mesma participação da Peugeot, e a Renault possui 3,2% de market share.

DCI 08/05/2007

CONSUMER

Dell compra certificados Suse Linux.

A fabricante de PCs, que vive um momento de turbulência nas suas vendas, é primeira a endossar parceira entre Novell e Microsoft, extremamente criticada pelos defensores do software livre. Suse Linux será ofertado para "clientes Linux que não são usuários da Dell", assegurou a fabricante em comunicado à imprensa.

O acordo fechado entre as empresas prevê que a Dell irá comprar certificados Suse Linux Enterprise Server da Microsoft para clientes corporativos que ainda não estão usando Linux, disse a fabricante em comunicado à imprensa.

A Dell assume o posto de ser a primeira fabricante de hardware a endossar a aliança e espera resolver a demanda de interoperabilidade entre Windows e Linux dos clientes, afirmou a companhia em anúncio oficial.

A fabricante, que possui uma parceria com a Red Hat para a oferta Linux para clientes corporativos, afirma que irá apresentar o produto Suse Linux Enterprise para "usuários Linux que não são clientes da Dell". Os valores financeiros que envolveram o acordo não foram revelados pela parte.

Convergência Digital – 07/05/2007

Sony e Fujitsu apostam na TV integrada a computador.

A nova geração de computadores que está sendo lançada no Japão já tem um lugar certo: em frente a uma TV de alta definição que qualquer consumidor pode adquirir no aquipélago. Os preços dos aparelhos têm diminuído devido à popularização e aos planos do governo japonês de implantar a transmissão digital em todo país até 2011.

A Sony e a Fujitsu são as primeiras a adotar o conceito de um aparelho de TV funcionar como tela de computador. E mais. Munidos com uma grande quantidade de memória em disco rígido, as novidades oferecem funções que facilitam a gravação do conteúdo vinculado na TV, podendo registrar mais de 40 horas consecutivas de programação.

Apesar da maior parte dos comandos serem acionados pelo controle remoto, a digitação de textos e os comandos mais complexos podem ser feitos através de um teclado sem fio. Navegar na internet também será como trocar de canal, e sites como o YouTube deixam de ser vistos exclusivamente por um internauta e passam a ser uma hora de entretenimento para todos os membros da família.

Além de tudo isso, será possível atualizar seu blog ou assistir aos vídeos baixados da internet em uma tela de 50 polegadas, sentado (ou deitado) confortavelmente no sofá de casa.

A convergência de tecnologias enfim aproxima o computador da TV e o fato de utilizá-la para todas as funções resulta em uma economia de espaço, o que pode ser visto como uma grande evolução em um país onde cada centímetro quadrado tem valor inestimável. As novidades contrariam a previsão de alguns especialistas que ditavam o fim da TV em razão do surgimento dos eletrônicos com múltiplas funções.

UOL – 08/05/2007