09/10/2007

GERAL

Fusões e aquisições de empresas brasileiras vão a US$ 44 bilhões, diz Thomson Financial

O total de fusões e aquisições envolvendo empresas brasileiras foi a US$ 44 bilhões de janeiro a setembro deste ano, um aumento de 3,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Thomson Financial. Isso apesar de os números de 2006 incluírem a compra da canadense Inco pela Companhia Vale do Rio Doce, que, sozinha, significou um total de US$ 18 bilhões.

No mês passado, foram anunciados US$ 3,226 bilhões em transações, informa a Thomson, três vezes mais do que em setembro de 2006.

Estamos vendo uma atividade sem precedentes no mercado de fusões e aquisições no Brasil e deveremos chegar a um novo recorde neste ano, diz José Olympio Pereira, diretor responsável pela área de banco de investimento do Credit Suisse, o primeiro colocado no ranking de 2007 até setembro.

O banco assessorou transações de até US$ 10,89 bilhões, pouco a mais do que o segundo colocado, o Citigroup, com US$ 10,63 bilhões. Foi um salto impressionante: no ranking até agosto, o Credit Suisse havia ficado em sexto lugar e o Citigroup estava como o primeiro colocado.

Atuamos em diversas operações do lado do vendedor neste ano, afirma Pereira. O Credit Suisse assessorou a Magnesita na venda para a GP Investimentos, ao preço recorde de R$ 77 por ação. Esteve do lado da Dedini Agro na venda para a gigante espanhola de energia Abengoa e assessorou a MMX Minas-Rio na venda para a Anglo American.

Pereira conta que o interesse do investidor estratégico no Brasil não mudou, apesar da crise de liquidez nos Estados Unidos e Europa.

E os fundos de private equity que fizeram muitas captações estão cada vez mais ativos no mercado, destaca ele.

Matheus Villares, responsável por fusões e aquisições do Citigroup no Brasil, concorda que o movimento está forte.

A disputa pelo primeiro lugar no ranking será mais acirrada neste ano, comenta. Segundo Villares, em 2006 foram as grandes transações que definiram os líderes em fusões e aquisições. Neste ano, os volumes envolvidos são menores, mas o número de operações cresceu. E há muitas outras no forno, avalia.

Outubro, novembro e dezembro serão decisivos, diz Villares.

Perdemos a primeira posição por pouco tempo, continua. Em setembro, foi anunciada a compra do Grupo VR pela Sodexho, com o Citigroup como assessor financeiro do grupo francês comprador.

As empresas brasileiras estão capitalizadas e vão continuar seu processo de aquisições no exterior ou mesmo no mercado interno, diz João Teixeira, vice-presidente executivo do ABN AMRO, que passou da segunda colocação no ranking até agosto para a terceira no ranking até setembro. Segundo ele, a necessidade de ganhos de escala se torna mais vez mais relevante e o real forte ajuda.

A redução na disponibilidade de crédito vai criar oportunidades para as empresas com bastante liquidez, completa.

O Goldman Sachs, líder no ranking do ano passado para Brasil, pulou da terceira posição até agosto para a quarta posição agora. Continua líder no ranking global, porém. O UBS manteve a primeira posição no ranking do Brasil quando se considera o número, e não o valor, das transações feitas. Na América Latina, o Citigroup continuou o primeiro colocado.

Valor Online – 05/10/2007

AUTOMOTIVO

Mobimax oferece um pacote automotivo: kit viva-voz e o sistema de controle do celular no volante

A Mobimax, distribuidora brasileira de acessórios e periféricos de informática, está oferecendo um pacote: kit viva-voz (CK 3000 Evolution) e sistema de controle do celular no volante (Multican ou Multicomm). Ambos os produtos são fabricados pela francesa Parrot e distribuídos com exclusividade no País pela Mobimax. O pacote já está à venda e pode ser encontrado em concessionárias e lojas especializadas em som automotivo.

“Notamos que o mercado tinha carência desse tipo de produto. Muitas pessoas tinham os comandos no volante do carro, mas não funcionavam. Agora com o sistema Multican ou Multicomm, os proprietários desses veículos passaram a poder controlar as funções do celular no volante e acionar ainda o kit viva-voz”, afirma Mario W. Okuno, diretor geral da Mobimax.

O kit, Multican ou Multicomm, instalado no carro fica totalmente invísivel ao motorista e utiliza para o seu funcionamento os botões de controle de viva-voz e do som já existentes no volante de vários modelos de automóveis, principalmente os importados. Ele diminui o risco de acidentes, porque o motorista não precisa tirar as mãos do volante para acessar as funções do seu celular.

Prático, os kits permitem controlar os modelos de viva-voz para celulares CK 3000 Evolution e CK 3100, da própria Parrot, e também atendem aos protocolos de comunicação Multican e Multicomm, hoje presentes em 90% dos automóveis vendidos no Brasil. É compatível com as seguintes marcas de automóveis: Alfa Romeo, Audi, BMW, Citröen, Chrysler, Mercedes, Chevrolet, Peugeot, Renault, Volkswagen, SAB, Volvo, SAT, Mitsubishi, Fiat, Ford, Honda, Hyundai, Jaguar, Kia, Mazda, Nissan, Opel, Suzuki, Toyota, entre outras.

Já o kit viva-voz CK 3000 Evolution é universal, funcionando com todos os telefones que possuem a tecnologia bluetooth; tem reconhecimento de voz para até 150 nomes, é fácil de instalar no carro, utiliza o alto-falante do automóvel e possui a função de rediscagem.

Onde encontrar e preço sugerido: Para encontrar a revenda mais próxima, basta ligar para o telefone (11) 3758-0166. O preço sugerido do pacote (Multican ou Multicomm + Kit Viva-voz) é R$ 1.106,00.

Portal Fator Brasil – 06/10/2007

Fiat reforça liderança em 2007

Desde o início do ano a Fiat tomou a dianteira nas vendas de automóveis e comerciais leves no País e não permitiu que a concorrência a superasse. Faltando três meses para o fim do ano, justamente o período em que o mercado tende a ficar ainda mais aquecido, a diferença da montadora para o segundo colocado é de quase 50 mil unidades. Ou seja, seria necessário que a Fiat deixasse de vender veículos por um mês inteiro para alguma rival encostar. Assim já é possível dizer que a Fiat é a virtual líder de mercado em 2007.

De janeiro a setembro a Fiat vendeu 430,1 mil veículos, incremento de 31,5%, ou 100 mil unidades a mais sobre o desempenho de vendas de igual período do ano passado. Apenas em setembro foram comprados 49,7 mil modelos da marca, aumento de 24,5% em relação as mesmo mês um ano atrás.

A Volkswagen mantém a segunda posição do ranking com 382,3 mil veículos licenciados de janeiro a setembro, aumento de 31,6% sobre igual período de 2006. Mas a diferença para o terceiro colocado no acumulado, a General Motors – 355 mil unidades vendidas, alta de 21,8% –, é de 27,3 mil veículos. Isso significa que ainda há disputa pela vice-liderança, pois na reta final teoricamente seria possível a GM elevar os volumes.

Mas a GM precisará vender mais que a VW no mês. Em setembro a VW ficou na frente com 43,9 mil unidades entregues aos clientes, aumento de 43,4% sobre igual período do ano passado. E a GM licenciou 42,5 mil veículos, alta de 20,6% em relação a setembro de 2006.

A Ford sustenta a quarta posição do ranking com 177,8 mil unidades entregues no mercado interno em nove meses, aumento de 21,8% sobre o desempenho de igual período do ano passado. Mas em setembro as 18,2 mil unidades compradas representaram fraco crescimento de 8,2%, enquanto o mercado total cresceu 28% na comparação com igual período do ano passado.

Dentre as newcomers a Honda está na frente, mantendo a quinta posição no ranking geral. Comercializou 58,1 mil veículos, elevação de 20% so bre o volume de janeiro-setembro de 2006. As 7,8 mil unidades entregues em setembro representaram crescimento de 46,1% em relação ao desempenho de um ano atrás.

A Peugeot está na cola da Honda com 56,3 mil unidades vendidas este ano, alta de 27,1% sobre janeiro-setembro do ano passado. Em setembro foram licenciados 6,2 mil unidades, alta de 13,1%.

A Toyota está sofrendo com a falta de renovação do seu principal produto, o Corolla. As vendas em 2007 somam 51,4 mil unidades, aumento de apenas 6% sobre igual período do ano passado, o pior desempenho dentre os dez principais fabricantes. Má notícia também para o resultado de setembro: 5,5 mil veículos e queda de 8,7% sobre o desempenho de um ano atrás.

Porcentualmente a Renault é a montadora que mais cresce em 2007. De janeiro a setembro vendeu 50,5 mil veículos, aumento de 37,6% em relação a mesmo período acumulado do ano passado. É a oitava fabricante do ranking. Em setembro foram 6,9 mil veículos, crescimento de 60% ante desempenho de igual mês de 2006.

A Citroën segue firme com o objetivo de ser uma das que mais crescem no País. Está no mesmo ritmo das líderes que crescem à taxa de 30% este ano. Com as 32,1 mil unidades comercializadas de janeiro a setembro a Citroën registra incremento de 30,8% sobre igual período do ano passado. E em setembro as 4,6 mil unidades licenciadas representaram crescimento de 82,1% em relação há um ano.

A Mitsubishi, cujo portfólio é concentrado em comerciais leves, fecha a lista das dez maiores montadoras. Vendeu em nove meses 20,7 mil unidades, alta de 23,8% sobre janeiro a setembro de 2006. Em setembro foram 2,6 mil veículos, crescimento de 29,5% em relação a igual período do ano passado.

AutoData – 06/10/2007

Indústria muda mix de produtos para exportação

A Anfavea projeta que as exportações de veículos este ano atinjam US$ 12,1 bilhões, o mesmo resultado obtido em 2006. No entanto, o número de veículos enviados para clientes no Exterior no período de janeiro a setembro, 594 mil unidades, é 7,9% menor do que o de igual período do ano anterior – e para 2007 inteiro a previsão é de queda ainda maior de volumes, de 11% sobre 2006. Jackson Schneider, presidente da entidade, justificou esse movimento aparentemente antagônico: “Estamos aumentando os preços dos veículos exportados para minimizar as perdas causadas pela valorização do real diante do dólar”.

É verdade que a indústria tenta reajustar os preços dos veículos em função do câmbio desfavorável, o que muitas vezes causa a rescisão de contratos de exportação. No entanto, outro movimento em busca de rentabilidade nas exportações está transformando o portfólio de veículos destinados ao mercado internacional. Há grande redução bem maior da exportação de kits desmontados, CKD, de menor valor agregado, enquanto a queda das exportações de modelos prontos teve retração bem menor.

Foram exportados 124,3 mil unidades em CKD de janeiro a setembro, número 24% menor que o de igual período do ano passado. No mesmo intervalo a redução da exportação de veículos montados, 469,7 mil unidades, foi de apenas 2,4%. Ou seja, não é só o reajuste de preços que proporciona o resultado positivo das exportações este ano, mas também essa mudança de mix.

De janeiro a setembro as exportações renderam US$ 9,4 bilhões às montadoras do País, aumento de 5% em relação a igual período do ano passado. Em setembro: US$ 1,1 bilhão, mais 10,1% sobre igual mês de 2006.

AutoData – 05/10/2007

Daimler se livra da Chrysler também no nome

Acionistas da DaimlerChrysler fizeram o que faltava para separar de vez as duas empresas. Na quinta-feira, 4, em assembléia geral extraordinária em Berlim, Alemanha, foi decido o novo nome da companhia alemã, que passa a ser apenas Daimler AG. A mudança ocorre quase quatro meses após o anúncio da venda de 80,1% das ações da Chrysler para o fundo de investimento Cerberus Capital Manegement.

Quase 100% dos acionistas presentes votaram pela nova denominação, acabando com as especulações de que a empresa poderia voltar a ser chamada de Daimler-Benz, em homenagem ao nome dos dois fundadores alemães Gottlieb Daimler e Karl Benz, como era até antes da compra e fusão com a Chrysler, em 1998.

Quem lucrou com isso foi o Grupo Ford, que recebeu em agosto da companhia alemã € 14 milhões para ceder o direito de uso do nome Daimler. Isso porque desde 1960 a marca pertencia à britânica Jaguar – hoje da Ford –, que usou a nomenclatura em alguns de seus carros de luxo. Mas ficou acertado que a Daimler só poderá usar o nome para a empresa, e não em produtos.

Já no Brasil, segundo comunicado distribuído na sexta-feira, 5, a empresa volta às origens, passando de novo a se chamar Mercedes-Benz do Brasil – como era nos anos 50, quando começou a montagem de caminhões da marca no País.

AutoData – 06/10/2007

Em nove meses mais de 2 milhões de veículos

Em 189 dias trabalhados este ano a indústria automobilística nacional conseguiu elevar em 1,1 mil unidades sua produtividade diária. São 11,5 mil veículos produzidos em média por dia útil, 10,6% a mais que em igual período do ano passado. O resultado desse avanço industrial, motivado pelo mercado interno aquecido, fez a produção acumulada de janeiro a setembro superar a barreira de 2 milhões de veículos produzidos.

Foram fabricados 2,2 milhões em nove meses, os mesmos 10,6% de avanço que a média diária acusou. É o melhor desempenho da indústria automotiva em cinqüenta anos e a tendência é de que até o fim do ano a produção se aproxime ou até supere a mítica barreira de 3 milhões de unidades.

A certeza de que ainda há espaço para elevar a produção da indústria – cuja capacidade nominal é de 3,2 milhões de unidades, segundo a Anfavea – é o incremento da produçã o diária em setembro. No mês as fábricas passaram a produzir 13,3 mil veículos por dia, aumento de 9,7% em relação a agosto e mais 30,4% sobre setembro de 2006.

A produção total em setembro foi de 252,8 mil unidades, 24% superior a de igual período do ano passado. Nesse ritmo a Anfavea refez a projeção para 2007A Anfavea informa que os estoques foram mantidos mesmo com o mercado demandando mais carros. Somando os pátios das montadoras e de concessionários as 150,3 mil unidades abasteceriam o mercado por 22 dias.

Mas os fabricantes reduziram bastante a capacidade de entregar veículos para seus revendedores, caso haja procura ainda maior em outubro. Segundo a Anfavea são 32,2 mil unidades nos pátios de suas associadas, o que abasteceria o mercado por apenas cinco dias. Assim a tendência é de que a produção seja acelerada este mês.

O nível de empregos também é um indicativo de que a tendência é fabricar mais v eículos nos últimos três meses de 2006. Em setembro foram abertas 1,6 mil vagas na indústria automobilística.

AutoData – 05/10/2007

Produção segue acelerada na Argentina

A indústria Argentina responde à forte demanda do mercado interno ao mesmo tempo em que as fábricas incrementam a produção com lançamentos de novos produtos, como o Citroën C4 Pallas, e a transferência de algumas linhas do Brasil para lá. A tendência é o país vizinho se transformar em importante base de produção na região.

A produção em setembro registrou 49,8 mil unidades, o que representou aumento de 12,7% em relação a igual período do ano passado. Não chega ser o recorde do ano, mas a proximidade das 50 mil unidades mensais eleva a indústria Argentina a outro patamar.

De janeiro a setembro foram produzidos 380 mil veículos, aumento de 25,8% em relação a igual período do ano anterior. E a tendência é que em 2008 o crescimento mantenha o mesmo ritmo, segundo a Adefa, a associação dos fabricantes. Isso porque ano que vem está previsto o lançamento de nova safra de veículos argentinos: Peugeot 308, a inédita picape da Volkswagen, o Fiat Siena, o novo Ford Focus e uma versão hatch do Citroën C4, além de uma série de projetos em gestação que ainda sem confirmação.

As exportações também continuarão crescendo ao ritmo de 30% para abastecer a demanda de países como o Brasil. De janeiro a setembro foram enviadas 217,5 mil unidades aos clientes no Exterior, aumento de 36,8% sobre igual período do ano passado. Somente em setembro as 33 mil unidades exportadas representaram incremento de 48,2% em relação há um ano.

O mercado interno também cresceu em setembro: 47,6 mil unidades foram adquiridas pelos argentinos, aumento de 21% na comparação com igual período do ano passado. De janeiro a setembro 416,5 mil unidades foram compradas, aumento de 22,4%. O gráfico anualizado mostra que é possível um mercado superior a 530 mil unidades este ano.

Autodata – 06/10/2007

Fabricantes puxam projeções para cima. De novo.

Para a Anfavea certamente 2007 será lembrado como o ano em que todas as previsões falharam. Menos mal que os números foram sempre puxados para o alto. “A indústria continuará crescendo, mas em patamar muito menor”, disse Rogélio Golfarb em dezembro passado sobre o desempenho esperado da indústria este ano, quando ele ainda ocupava a presidência da associação nacional dos fabricantes de veículos. Quase dez meses depois aconteceu justamente o contrário: o mercado doméstico cresceu porcentualmente mais de três vezes ao que estava projetado e puxou a reboque a produção, que também saltou mais de três vezes em relação ao que era esperado.

“Devido ao crescimento acelerado do mercado interno revisamos mais uma vez nossas previsões de vendas e produção”, afirmou pela terceira vez este ano Jackson Schneider, o sucessor de Golfarb, durante a ap resentação mensal do desempenho do setor nesta quinta-feira, 4. Desde dezembro, quando anunciou pela primeira vez suas projeções para 2007, a Anfavea reajustou os números ao fim de cada trimestre, em abril, julho e agora.

A justificativa para isso foi sempre a mesma: nunca houve tanto crédito disponível no Brasil para compra de automóveis – foram direcionados R$ 42,6 bilhões em novos financiamentos de veículos de janeiro a agosto, expansão de quase 30% em comparação com o mesmo período de 2006, que já havia sido um bom ano. E como essa é uma situação inusitada, ninguém soube prever ao certo o quanto a facilidade de contrair financiamentos era capaz de aquecer as vendas. Hoje a realidade comprova que esse poder é bem maior do que se supunha.

Some-se ao crédito fácil a expansão econômica do País, estabilidade de preços, geração de empregos, aumen to da renda e maior previsibilidade do futuro – condição essencial pa ra contração de crédito. Resultado: crescimento sem precedentes do mercado interno de veículos.

Revisões – Agora a estimativa da Anfavea para o ano aponta para mercado interno consumidor de 2,4 milhões de veículos, podendo chegar a 2 milhões 450 mil comerciais leves, caminhões e ônibus, em crescimento de 25% a 27% sobre 2006. Essa previsão já cresceu 19,3 pontos porcentuais desde de dezembro, quando se esperava por expansão de 7,7% em 2007, com pouco mais de 2 milhões de unidades vendidas. Em volume de vendas a projeção da Anfavea recebeu adição de 380 mil veículos até agora.

As revisões para a produção também seguem em ritmo acelerado para o alto. Em dezembro de 2006 a Anfavea informava que os volumes saídos das montadoras no País não cresceriam mais do que 3,8% em 2007, para 2 milhões 730 mil unidades. Três saltos nas projeções depois, a expansão esperada foi elevada para 13,4% agora, 9,6 pontos acima da previsão inicial, para 2 milhões 960 mil veículos, ou 230 mil unidades acima da expectativa de dez meses atrás. E já há quem diga que o número correto será 3 milhões.

Com essa visão fica fácil entender porque afloraram gargalos no fornecimento de componentes, já que é bastante difícil para qualquer fábrica aumentar volumes de produção em ritmo tão acelerado, muito acima de qualquer previsão. Ou seja, as programações feitas pelas montadoras no início do ano falharam e isso comprometeu alguns setores que não esperavam ter de produzir tanto mais.

A situação só não ficou pior porque as projeções de exportação estavam mais corretas: a Anfavea manteve a estimativa de queda de 11% este ano nos volumes das vendas externas, para 750 mil unidades, e de estabilidade no valor exportado, US$ 12,1 bilhões. Portanto, a retração dos negócios no Exterior permitiu às fábricas dar conta da expansão no mercado doméstico. Menos mal que esse foi um bom problema a administrar.

Autodata – 05/10/2007

Produção de veículos cai ante agosto, mas acumula alta de 10,6% no ano, diz Anfavea

As montadoras instaladas no país produziram 252,8 mil veículos em setembro, o que representa elevação de 23,9% na comparação com o mesmo mês de 2006, quando foram produzidas 204,1 mil unidades.

Em relação a agosto (279 mil unidades), porém, houve queda de 9,4% na produção. A informação foi divulgada nesta manhã pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Nos nove primeiros meses deste ano, a produção de veículos no país totalizou 2,18 milhões de unidades, com crescimento de 10,6% ante o mesmo período do exercício passado (1,97 milhão).

Do total de veículos fabricados no Brasil em setembro, 237,3 mil foram automóveis e comerciais leves; eram 12.272 caminhões e 3.157, ônibus, de acordo com a entidade.

Valor Online – 05/10/2007

CONSUMER

Futurecom: TV 3D será vendida no Brasil em 2008

Um aparelho de televisão 3D se transformou numa das principais atrações em Florianópolis, durante a realização da Futurecom, feira de tecnologia e telecomunicações. O aparelho de 42 polegadas será vendido no Brasil em 2008, e seu custo gira em torno de 20 mil euros (equivalente a quase R$ 60 mil), segundo o diretor executivo da Philips, Walter Duran.

A inovação está sendo exibida pela Fundação Certi (Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras), que também está desenvolvendo conteúdo em três dimensões para utilização no aparelho. O superintendente da fundação, Laércio Aniceto Silva, explicou que a TV, ou monitor, será utilizada para propagandas institucionais e painéis fixados em locais públicos, como aeroportos, supermercados e elevadores. "É uma tecnologia inovadora e o usuário não necessita de óculos específicos para ver a imagem saltar da tela", afirma. "E o nosso trabalho é desenvolver conteúdos para exibição nessa televisão".

A televisão 3D usa a tecnologia WOWvx, da Philips, que nada mais seria do que o truque de enviar imagens diferentes para os olhos esquerdo e direito do telespectador. A imagem é duplicada em escala de cinza, assim, as partes mais escuras ficam em segundo plano e as mais claras dão a impressão de saltarem da tela. "Não é um aparelho para se assistir a um filme, por exemplo", diz Aniceto. "A aplicação dela é veiculação de mídia ou colocação em pontos de venda".

Walter Duran, diretor executivo da Philips, destacou que o produto é um lançamento mundial para o mercado de promoção e venda de produtos e serviços. "O aparelho foi projetado para isso", disse, acrescentando que o setor cresce a ano e passou a ser analisado como um grande nicho pela multinacional. "É um mercado imenso e com muita aceitação, basta vermos a quantidade de LCDs espalhados em aeroportos, shoppings e supermercados".

Maracaju News – 05/10/2007

Governo diz que conversor da TV digital sai por R$ 250

O Ministério das Comunicações reafirmou ontem que o preço do conversor da televisão digital deve ficar em torno de R$ 250. De acordo com a assessoria, a expectativa do ministro Hélio Costa é que o valor caia em poucos meses, com o início das vendas e a concorrência.

O ministério informou ainda que algumas empresas já anunciaram que venderão o equipamento por cerca de R$ 200.

O presidente da Eletros (associação da indústria de eletroeletrônicos), Lourival Kiçula, diz que não há possibilidade de fabricar um conversor a um preço abaixo de R$ 700. "[O preço] será de cerca de R$ 700, o que pode significar R$ 799."

O argumento da indústria é que não há escala suficiente para reduzir o custo dos componentes. Isso só deve acontecer em alguns anos.

Questionada sobre a afirmação do ministério, a Eletros disse, por meio da assessoria, que esse é o preço dos aparelhos com 1.080 linhas de resolução, que permitem a reprodução de imagens em alta definição.

Para o ministério, "não tem lógica" o valor estimado pela indústria, já que essas fábricas têm incentivos fiscais para a produção dos aparelhos.

A Semp Toshiba, que vai colocar no mercado dois modelos de conversor, diz que só é possível vender ao preço previsto pelo governo com subsídios.

A fabricante vai produzir um modelo de R$ 600, com qualidade de imagem inferior ao modelo de 1.080 linhas, segundo o diretor técnico da empresa, Roberto Barbieri. "É uma opção para quem quer gastar menos, mas assina TV a cabo para ter uma imagem boa ou quer acessar os recursos de multicanal [possibilidade de as emissoras exibirem mais de uma programação]."

Segundo ele, não é possível produzir uma versão mais barata --mesmo que mais simples-- em razão do preço do processador, que ele diz ser a parte mais cara do aparelho.

O consórcio formado pela empresa Encore, empresa indiana de tecnologia, para buscar uma alternativa mais barata, diz que está próximo de finalizar um conversor com custo abaixo de R$ 300. "Nosso objetivo é levar um set top box [conversor] mais acessível ao mercado. Mas não posso prometer que conseguiremos. Chegar a R$ 200 só seria possível com isenção fiscal ou desoneração", diz o diretor de tecnologia da Encore do Brasil, Peter Knight.

Para ele, "se o governo realmente quiser que a inclusão digital ande junto com a TV digital", vai ter de dar alguma contrapartida ao setor.

Ele não soube informar, no entanto, a resolução do aparelho que a Encore está produzindo. E disse que o objetivo da empresa é comercializar o aparelho já em dezembro, mas não garante que isso ocorrerá.

Tabela

Algumas fabricantes associadas à Eletros que já asseguraram que irão comercializar o conversor com a resolução de 1.080 linhas divulgam o preço estimado pela entidade para o aparelho. Custará cerca de R$ 800 o modelo de alta resolução da Semp Toshiba e o da Sony, que promete vender um conversor exclusivo para seus televisores e de maior qualidade.

Já as indústrias que preparam modelos de televisão com o conversor acoplado ainda não divulgam preços. É o caso da Samsung, que terá modelos de 40 e 52 polegadas em novembro, e da LG, que prevê lançar uma TV de 47 polegadas.

A Panasonic disse que tem conversores prontos para a venda, mas ainda não definiu se apostará neles ou em TVs com o aparelho integrado.

Folha Online – 05/10/2007

Não há prazo para fim dos testes com rádios digitais, diz Anatel

O prazo para o fim dos testes com rádios digitais vai depender dos esforços que serão realizados por cada grupo. A afirmação é do superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ara Apkar Minassian, sobre o tempo que se levará para concluir os testes oficiais de rádio digital dentro da nova metodologia. ( clique aqui e entenda por que apenas dois sistemas de rádio digital são testados )

- Se tiver um esforço integrado com universidades, em dois, três meses, é possível ter, pelo menos, alguma finalização. Porém, o último pedido de autorização para realização de teste individual foi feito em abril deste ano. Ou seja, até abril do ano que vem, ainda haverá rádios testando - explica.

Minassian diz não querer gerar expectativas sobre quando os testes oficiais com os sistemas de rádio digital estarão prontos.

- Hoje, eu não tenho resultados confiáveis - avisa o superintendente. - O importante é ter resultados confiáveis porque a sociedade internacional vai olhá-los com lupa e não pode ter furos - afirma.

O superintendente conta que, no processo de escolha da TV digital, "muita gente questionou o resultado dos testes, mas nós tínhamos tanta confiança que confirmamos tudo e tínhamos razão. Então você não pode vacilar", diz Minassian.

Para ele, só agora, com a metodologia elaborada, é que o processo de escolha do sistema digital começa a andar.

- Estamos na estaca, se não zero, incipiente ainda. Recentemente conversamos com os radiodifusores que têm vontade de prosseguir com os testes e também com as associações de classe envolvidas.

Segundo Minassian, o prazo final será dado pelo desenrolar dos testes.

- Temos que avaliar com muita cautela esses resultados. Se, na hora de testar, surgir um imprevisto? É difícil você identificar agora os problemas que vão surgir - avalia.

O superintendente conta que a maioria da empresas - tanto AM, quanto FM - que realizaram testes individuais, optaram por testar o sistema americano Iboc. Duas a três rádios serão escolhidas para fazerem os testes oficiais.

Já o modelo europeu DRM será testado pela Universidade de Brasília (UnB) emparceria com a Radiobrás. O transmissor já está com a equipe da UnB e será instalado na estação transmissora da Rádio Nacional, em Brasília. O aparelho receptor será instalado em um veículo móvel da Radiobrás. Onze rotas distintas foram traçadas para testá-lo em diversas localidades. Para iniciar os testes, a equipe aguarda a visita de um técnico alemão que finalizará a instalação dos equipamentos.

Agência Brasil – 07/10/2007

Microsoft cria novas versões do player Zune, rival do iPod

No mês em que completa um ano no mercado, o Zune, player digital de músicas e vídeos da Microsoft, ganha versões mais compactas e um modelo com quase o triplo de memória do portátil original, na expectativa de abocanhar parte do mercado dominado pelos populares iPod Nano e Shuffle, da Apple. ( Clique e veja imagens dos novos players )
A Microsoft anunciou dois novos players de 4 GB e 8 GB cada - com as mesmas dimensões e aparência semelhantes ao iPod Nano - e uma versão de 80 GB de memória, na cor preta e com tela colorida de 3,2 polegadas (pouco mais de sete centímetros). O modelo de 30GB ainda será oferecido, mas o novo player Zune de 80 GB, com quase o triplo de memória, tem a capacidade de reproduzir 20.000 músicas, 25.000 fotos ou 250 horas de vídeo.

Uma das principais novidades é que os usuários do portátil poderão sincronizar arquivos de foto, vídeos e áudios, armazenados no computador de casa, automaticamente via rede Wi-Fi (sem fio) do Zune, mesmo enquanto a bateria estiver sendo recarregada. ( Diogo Werner, do blog Mac e Etc, comenta os novos recursos. Clique e leia ). Outra vantagem é que os modelos de 4GB e 8GB do Zune oferecem entrada para cartões de memória portáteis (flash), recursos muito semelhantes aos dos novos modelos de iPods, anunciados pela Apple na primeira semana de setembro .

O Zune Marketplace ( http://www.zune.net ), serviço online de download de músicas para usuários Zune, passa a contar com 3 milhões de músicas disponíveis para download, 1 milhão delas livres de tecnologia contra bloqueio de cópias (DRM). Mas para ter acesso ao conteúdo exclusivo, os usuários precisam pagar uma taxa mensal de US$ 14,99 pelo Zune Pass.

O primeiro player da Microsoft foi lançado em setembro de 2006 e vendeu apenas 1,2 milhão de unidades em todo o mundo. Em entrevista à agência EFE, o vice-presidente da Microsoft, J. Allard, afirmou que a empresa está satisfeita com o volume de vendas, mas reconheceu que era preciso criar um produto "que os usuários realmente desejassem".

As novas versões do Zune chegarão às lojas dos EUA em novembro custando US$ 249,99 (80 GB), US$ 199,99 (8 GB) e US$ 149,99 (4 GB).
A Microsoft também alterou o fornecedor do Zune. O portátil passa a ser fabricado exclusivamente pela Flextronics em vez da japonesa Toshiba, que produzia o primeiro modelo do aparelho. J. Allard disse à Reuters que a empresa optou pelo player de 30 gigabytes com montagem da Toshiba no ano passado porque tinha pressa em abastecer o mercado com seu novo produto. Este ano a empresa decidiu trazer todo projeto para dentro dos Estados Unidos e escolheu a Flextronics para a fabricação do player.

- Para montar esse produto, nós precisamos pensar no processo do começo ao fim - disse Allard, que cuida dos negócios da marca Zune. - Também há vantagens de custos.

O Globo Online – 05/10/2007

Itautec apresenta notebook que promete alta performance e multiconectividade

A Itautec lança o Infoway Note N8620 que promete reunir alta performance, segurança e multiconectividade – com 5 portas USB, portas para rede local e fax/modem - além de saídas para microfone, fone de ouvido, monitor e TV padrão.
As novidades da nova linha de notebook são, além do design arrojado, a câmera de 1,3 megapixel e microfone acoplados acima da tela Widescreen Glare; Bluetooth para conexão com celulares e impressoras e o módulo de segurança por criptografia (TPM – Trusted Platform Module) que protege todos os programas do computador, como aplicativos – planilhas, editores de textos, apresentações e etc. – e sistemas operacionais de ataques e invasões de hackers.
Todas as novidades do equipamento permitem ao usuário utilizar vários aplicativos ao mesmo tempo sem afetar a sua produtividade. Também preocupada com a utilização dos recursos do meio ambiente, o Infoway Note N8620 consome menos energia que os demais equipamentos.
O notebook chega ao mercado com preços a partir de R$ 6 mil e poderá ser adquirido nas melhores redes de varejo do País ou pelo Televendas Itautec (0800 12 1444).

Especificações Técnicas

Modelo
Infoway Note N8620
Sistema Operacional
Windows XP / Windows Vista

Processador
Intel® Core 2 Duo

Tela
Widescreen 15.4” WXGA (Glare) 1280 x 800

Memória
2 slotes DDR II expansível até 2 GB

Disco Rígido
SATA a partir de 80 GB

Unidade Óptica (integrada)
Gravador de DVD (DVD-RW)

Slots de expansão
1 Express Card
1 Card Reader

Dimensões
362 x 268 x 28-39 mm (LxPxA)

Peso
2,95 Kg

O Globo – 08/10/2007

Fabricantes apostam em brinquedos eletrônicos

A New Toy, criada em meados deste ano em parceria com marcas tradicionais como a Estrela, é uma das que apostam alto na criação de mini consumidores vidrados em tecnologia. No portfólio da marca estão um alien que nasce e cresce conectado à internet, e o tradicional Ferrorama, que agora traz controle com infravermelho e emite sons, luzes e solta fumaça de verdade. Trazido ao Brasil especialmente para o mês das crianças, o Test Tube Aliens, da americana 4Kidz, permite que a criança acompanhe o nascimento e o crescimento do bichinho, monitorando seu estado de saúde pela internet.

Apostando na popularização dos players MP3 e na fama do iPod, da Apple, fabricantes de eletrônicos e acessórios escolheram o mês das crianças para antecipar as novidades para o Natal. Entre as apostas estão acessórios para tocadores de música digital, como os da Logitech. Já a SanDisk lançou o player MP3 Sansa Shaker, desenvolvido especialmente para crianças e adolescentes porque traz duas entradas para fones de ouvido, um alto-falante embutido e sensores que trocam as músicas que estão tocando quando a criança chacoalha o player.

A Sosecal, que distribui as marcas Mirage e Case Logic, leva às prateleiras uma câmera filmadora (grava vídeo com áudio), com recursos de player MP4, de webcam e de gravador de voz, e ainda resolução fotográfica de 5MP. Já a fabricante de tênis infantil Klin decidiu agregar um player de rádio aos novos modelos de calçados para as crianças numa tentativa de combinar o tradicional com o eletrônico.

Segundo dados dos Clube dos Diretores Lojistas do Rio (CDL-Rio), o comércio deve faturar 10% a mais no Dia das Crianças este ano, tendo os brinquedos e jogos eletrônicos uma participação de 27,3% nas vendas.

"Os lojistas inovaram bastante este ano para seduzir ainda mais os consumidores (os pais e as crianças) e apostaram nas promoções, diversificação de planos de pagamento e crédito mais fácil. A julgar por esses últimos dias, a estratégia vem atingindo os seus objetivos e os presentes mais cobiçados são os brinquedos, calçados, roupas, máquinas fotográficas, celulares e aparelhos MP3", disse o presidente do CDL-Rio, Aldo Gonçalves, em comunicado.

Pernambuco.com – 08/10/2007

Sony quer vender fábrica de chips gráficos para Toshiba

A Sony está em negociações com a Toshiba para vender uma unidade de produção de chips gráficos usados no console PlayStation3, localizada em Oita, no oeste do país, afirmaram fontes próximas da operação.

Este seria o mais recente passo da Sony para dispersar seus custosos ativos de semicondutores e se concentrar em produtos estratégicos, como chips com sensor de imagem usados em câmeras digitais e filmadoras.

Fontes tinham afirmado em setembro que a Sony estava negociando com a Toshiba para vender uma fábrica em Nagasaki, oeste do Japão, que produz microchips avançados, incluindo o processador Cell, apelidado de "supercomputador em chip" e usado no PlayStation 3.

A Sony, que atravessa o último ano do plano de recuperação armado pelo presidente-executivo, Howard Stringer, informou em fevereiro que vai reduzir investimentos futuros em chips e que poderá não produzir internamente a próxima geração de microprocessadores com circuitos de 45 nanômetros. Um nanômetro corresponde a um bilionésimo de um metro.

O preço de venda da unidade produtora de chips gráficos da Sony, no oeste do Japão, não estava disponível.

O jornal de economia Nikkei publicou que a Sony planeja vender a unidade de produção em Nagasaki por cerca de 100 bilhões de ienes (856 milhões de dólares).

Sony e Toshiba preferiram não comentar assunto.

Reuters – 05/10/2007

TV Record faz transmissões digitais com equipamentos da Linear

A TV Record vem realizando testes de transmissão digital, com vistas a garantir o bom rendimento dos seus transmissores durante o lançamento oficial do sistema no próximo dia 2 de dezembro. Toda a solução técnica foi fornecida pela Linear, fabricante de transmissores para sinais de TV, que detém 70% do mercado nacional.

A transmissão vem sendo realizada da torre da avenida Paulista, desde o dia 19 de setembro e inclui programas em HD (de alta definição) e em one seg (um segmento), para dispositivos portáteis, como celular, notebook ou mini-televisores.

Os telespectadores de toda a cidade já podem assistir pelo canal 20 UHF digital a programação da TV Record, com a qualidade de imagem e som de alta definição proporcionada pela nova tecnologia. E a emissora já está produzindo novelas e outros programas, gravados diretamente em HD, para preencher sua extensa grade de programação.

Para montar a estrutura de rede digital da TV Record a Linear forneceu e instalou solução completa da linha ISCHIO, formada por Multiplexador ISMUX, no qual entram os sinais a serem transmitidos, Modulador ISMOD, ligado na saída do multiplexador e que prepara os sinais para a transmissão e o transmissor de 2.500W. "A entrega ocorreu em menos de 45 dias, a instalação em menos de 18 horas e a ativação em menos de duas horas", afirma Carlos Fructuoso, diretor de marketing da Linear.

Segundo José Marcelo, diretor de tecnologia da emissora, o elevado patamar tecnológico e a agilidade no fornecimento surpreenderam e foram decisivos na escolha da solução. O engenheiro revela ainda que a opção pelo fornecedor nacional se deve aos aspectos do suporte local e também as cargas tributárias, que são inferiores as dos equipamentos importados.

Convergência Digital – 08/10/2007

IDENTIFICATION

O Bilhete Único atingiu a marca de 1,7 milhão de registros no Metrô e na CPTM

O Bilhete Único atingiu a marca de 1,7 milhão de registros no Metrô e na CPTM em 15/08/2007. Os dados são da área de bilhetagem eletrônica da SPTrans. Naquela data o número de acessos nos validadores instalados nas estações do Metrô atingiu 1.210.289 passagens integradas e na rede da CPTM, que possui também estações fora do município de São Paulo, foram 494.138 registros. Cerca de 50% dessas viagens são integradas ao sistema de transporte sobre pneus.

A integração com os sistemas sobre trilhos foi iniciada em dezembro de 2005, com validadores instalados nas estações das linhas 2-Verde do Metrô e C da CPTM. A colocação dos equipamentos foi consolidada ao longo de 2006: maio no Metrô e em setembro na CPTM. O número de passagens integradas também cresceu ao longo dos meses. A marca chegava a 300 mil viagens po dia com o cartão eletrônico em abril do ano passado. Em agosto do mesmo ano, o patamar chegava a 850 mil.

As conversações envolvendo a SPTrans e as duas empresas estaduais engrenaram no primeiro semestre de 2005, culminando com a assinatura de um convênio operacional entre os governos estadual e municipal. A transmissão dos dados ocorre pelo sistema GPRS, usado na telefonia celular. Hoje são 365 validadores em 55 estações do Metrô e 347 em 83 estações da CPTM.

O principal fator para esse aumento no número de passageiros integrados é a vantagem financeira para o usuário. O desconto para quem usa ônibus e trens do Metrô ou da CPTM faz diferença: sem o cartão todos pagariam R$ 4,60, ao invés dos R$ 3,50 proporcionados pela integração. Para não sentir no bolso, basta que o usuário mantenha o Bilhete Único com créditos, pois os validadores do Metrô e CPTM não aceitam o pagamento em dinheiro com cartões zerados. São três viagens de ônibus e uma sobre trilhos ou vice-versa dentro do período de duas horas pelos mesmos R$ 3,50.

APB Prodata – 05/10/2007

PORTO ALEGRE: Bilhetagem começa por idosos

Os primeiros beneficiados da bilhetagem eletrônica nos ônibus da Capital serão os idosos.

Depois serão os deficientes e o conjunto de isentos do transporte público de Porto Alegre. Os cartões que permitem o ingresso nos coletivos começam a ser entregues em setembro e a estimativa é que ainda em outubro o sistema terá início.

O anúncio foi feito na última semana, pelo diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e secretário municipal da Mobilidade Urbana, Luiz Afonso Senna. O protocolo que autoriza a emissão de cartões para a bilhetagem eletrônica envolve EPTC, Carris, Associação dos Transportadores de Passageiros e Banrisul.

Segundo Senna, a assinatura do protocolo permitirá que o sistema comece a emitir os cartões eletrônicos (que servirão para o pagamento da passagem). A entrega será feita de forma gradual para os usuários dos ônibus. No início do próximo ano, a bilhetagem deverá estar totalmente implementada. Em outubro, começará a instalação dos equipamentos (que fazem a leitura dos cartões) nos ônibus. Senna esclareceu ainda que nesta semana haverá uma ampla divulgação para a entrega dos cartões. Mesmo com a adoção da bilhetagem eletrônica, a função do cobrador permanece.

Entre os benefícios do novo sistema, Senna destacou que os idosos poderão passar a roleta, sem se limitarem à parte da frente dos coletivos. Quem utiliza dois ônibus para chegar ao destino pagará apenas uma passagem e meia. O secretário enfatizou que haverá mais controle para evitar fraudes nas isenções.

APB Prodata – 05/10/2007

INDUSTRIAL

Philips prepara a aposentadoria da marca Walita no Brasil

A Philips vai detonar a marca Walita. Nos últimos cinco meses, todos os portáteis produzidos pelo grupo passaram a carregar tanto o nome Philips quanto Walita. Trata-se de um rito de transição. O objetivo é preparar o consumidor para a gradativa extinção da Walita. O Brasil é o único país em que a Philips utiliza a marca, adquirida nos anos 70.

Não obstante o aumento das vendas em segmentos importantes, como o de liquidificadores, o grupo holandês considera que o nome Walita tem menos apelo comercial do que algumas de suas principais concorrentes, como Arno e Electrolux. Pesquisas encomendadas pela própria companhia mostraram que uma parcela reduzida dos consumidores associa a Walita à Philips.

A Philips está adotando outras medidas para alavancar as vendas da divisão de eletroportáteis, que engloba ainda produtos pessoais. A operação responde por menos de 7% das vendas totais do grupo – nas principais subsidiárias, esta participação chega a 13%.

No chamado segmento de cuidados especiais, a companhia estuda o lançamento de uma linha de barbeadores. Os holandeses ainda deverão trazer para o país a marca britânica Avent, especializada em produtos infantis.

Cidade Biz – 05/10/2007

Cenário positivo indica aumento de investimentos

A expansão de 1,3% na produção industrial apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que os investimentos no setor continuam fortes e afasta os temores de aumento da inflação por conta da impossibilidade de atender a demanda doméstica, avalia a economista da Tendências Consultoria, Marcela Prada. "O índice acima do esperado pelo mercado revela um cenário fortemente aquecido. O resultado reforça que aquele recuo detectado em julho foi pontual", ressalta Marcela, lembrando que a taxa superou as expectativas do mercado. Em julho, a produção industrial havia apresentado uma queda de 0,4%, depois de nove meses seguidos de resultado positivo.

Para a economista, o resultado apurado em agosto afasta o temor de que a indústria pudesse não atender a demanda aquecida. "A expansão do crédito e a melhora da renda levaram as pessoas a comprar mais, obrigando a indústria a se preparar. No entanto, sem investimentos é impossível atender a demanda interna, mas as indústrias sinalizaram que estão preparadas para manter a produção em um nível que pode atender o mercado", analisa.

Marcela também destaca o forte crescimento na produção de bens de capital (máquinas e equipamentos), que vem mantendo ritmo de crescimento ao longo dos últimos meses. "O setor mantém a expansão e os investimentos desde o segundo semestre do ano passado e não há sinais de uma parada", acredita.

Gazeta Mercantil – 05/10/2007

Bematech implanta gestão de caixa de nova loja Extrafácil, em São Paulo

Instalação de solução completa no mini-mercado de bairro do Pão de Açúcar consolida a estratégia One-Stop-Shop no setor de pequeno e médio varejo

A Bematech, provedora de soluções completas para automação comercial, implantou todo o sistema de gestão comercial incluindo frente de caixa e retaguarda, no novo ExtraFácil, loja do grupo Pão de Açúcar localizada na Vila Sônia, em São Paulo.

A solução completa, One-Stop-Shop (OSS), é composta pelo software da linha Smart e por hardwares de operação: impressoras fiscais e PDV (ponto-de-venda) - CPU, teclado, monitor, scanner de código de barras, pin pad (concentra todas as opções de formas de pagamento com cartão) e gaveta.

Outro componente que faz parte do conceito OSS é o serviço que, neste caso, foi representado pelo treinamento dado aos funcionários da loja para a operação do software tanto na retaguarda quanto na frente de caixa, pela equipe da Bematech. "O conceito Bematech One-Stop-Shop foi desenvolvido para facilitar o dia-a-dia do gerente da loja, integrando todas as áreas de negócio", afirma Marcos Massena, responsável pela área de planejamento, na diretoria de negócios corporativos da Bematech.

Com esta solução, a nova loja, que funciona como um mercado de proximidade, terá agilidade nas vendas e no atendimento aos clientes, facilidade na gestão de estoque, controle do fluxo de caixa e de contas a pagar e receber.[14]

"Para a Bematech foi um projeto bastante interessante e completo, pois implantamos toda a operação, da instalação do software aos hardwares, e treinamos os funcionários do ExtraFácil para uma utilização bastante eficaz do sistema", completa Massena.

Segs – 08/10/2007

TELECOM

Siemens vai fabricar telefones para internet em Curitiba

 

A fábrica paranaense da Siemens Enterprise Communications, instalada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), iniciará em janeiro de 2008 a produção de cinco modelos de telefone IP – aparelhos semelhantes aos convencionais, e que realizam ligações via internet. Hoje, Divulgação apenas uma unidade na Alemanha produz esse tipo de equipamento para a Siemens. De acordo com o diretor da fábrica de Curitiba, Baldoíno Sens, serão investidos US$ 5 milhões em máquinas e contratações. A companhia alemã espera criar 160 novos postos de trabalho diretos e indiretos na capital do Paraná.

Os aparelhos, que pertencem às famílias OpenStage e OptiPoints, são destinados ao mercado corporativo – assim como as centrais telefônicas já montadas em Curitiba. A decisão de fabricá-los no Brasil, segundo o diretor nacional da Siemens, Armando Alvarenga de Souza, foi tomada para reduzir o preço final do produto. “Um terminal IP produzido aqui deve ficar 30% mais barato que um importado, que hoje custa entre US$ 500 e US$ 1,2 mil a unidade”, estima Souza, ressaltando que os preços variam não só de acordo com o modelo, mas também com o tamanho do contrato de venda. “Nosso objetivo é fazer com que ele custe US$ 150 (cerca de R$ 270) no curto prazo.”

Sens acredita que 60% dos 160 mil telefones IP a serem produzidos anualmente em Curitiba serão vendidos no mercado interno, e o restante, exportado. A fábrica local produz US$ 300 milhões ao ano em centrais, telefones convencionais, estações rádio-base e módulos de transmissão de dados sem fio.

Gazeta do Povo – 05/10/2007

Microsoft lança-se na telefonia via Internet

O Office Communication Server 2007 e o Office Communicator 2007 serão comercializados no resto do mundo dentro de duas semanas.
A Microsoft entra em concorrência directa com os pioneiros de telefonia na Internet (Voice on IP - VoIP) como o Skype ou o Vonage, concentrando-se na rede lucrativa do mundo das empresas.

O novo Office dispõe, ao lado das funções clássicas de mensagens electrónicas, de um software com mensagens instantâneas, uma versão profissional do Windows Live Messenger, agora chamado Communicator.

Esta versão do software Office permitirá também conversar via áudio por VoIP, através de um telefone compatível, e organizar conferências áudio e vídeo.

O software da empresa de Redmond possibilitará ainda partilhar documentos.

Dinheiro Digital – 05/10/2007

CE inicia investigação sobre tecnologia americana de chipsets da Qualcomm

A Qualcomm detém os direitos de propriedade intelectual referentes aos padrões CDMA e WCDMA, aplicados à telefonia celular, diz o órgão executivo da UE num comunicado.

A investigação foi iniciada após denúncias das fabricantes de telefones e chipsets Ericsson, Nokia, Texas Instruments, Broadcom, NEC e Panasonic, que acreditam que "as condições e modalidades de concessão de licenças da Qualcomm não são justas, razoáveis nem não-discriminatórias (Frand, na sigla em inglês)".

A alegação de infração se refere às condições como a Qualcomm distribui suas patentes com base nas normas européias relativas às tecnologias de terceira geração para telecomunicações móveis (UMTS).

Segundo a CE, investigadores vão verificar ser as modalidades de concessão de licença e dos padrões aferentes impostos pela Qualcomm são como afirmam as empresas.

Além disso, os litigantes alegam que o faturamento decorrente de padrões e tecnologias não vinculados a condições "justas, razoáveis e não-discriminatórias" pode causar "um aumento dos preços dos telefones celulares para o consumidor, um desenvolvimento mais lento do sistema de terceira geração e vários efeitos negativos em termos de eficácia econômica".

Isto desaceleraria a evolução do padrão adotado, e, segundo os reclamantes, também poderia impactar negativamente a adoção da futura quarta geração de tecnologias para o setor de telecomunicações.

A abertura da investigação, para a qual não foram estabelecidos prazos, "não significa que a Comissão possui provas conclusivas que confirmem a existência de uma infração", lembra o comunicado.

Último Segundo – 05/10/2007

Siemens se diz insatisfeita com operações com Nokia e Fujitsu

O maior grupo alemão de tecnologia, a Siemens, está insatisfeito com suas joint ventures ao lado da finlandesa Nokia e da japonesa Fujitsu, afirmou o novo chefe da empresa em meio ao anúncio de uma reestruturação na administração.

Em comentários feitos na quinta-feira e embargados para divulgação até esta sexta-feira, o presidente-executivo Peter Loescher também minimizou rumores recentes de que poderia vender o negócio de iluminação da Siemens, a Osram, ou as operações com trens, a TS.

"Nós não estamos satisfeitos com a NSN", disse ele, referindo-se à empresa de equipamentos de rede Nokia Siemens Networks. Ele também expressou desagrado com o desempenho das operações de computadores da Fujitsu Siemens, mas se recusou a comentar se a Siemens quer sair dessas empreitadas.

O sindicato alemão IG Metall afirmou no começo da semana que a Siemens pode estar buscando se livrar da fatia de 50 por cento nas operações da joint venture com a Nokia.

Fontes da indústria disseram à Reuters na quinta-feira que a Nokia e a Siemens são aliadas na operação de equipamentos para telecomunicações até 2013, e que uma saída exigiria consenso mútuo.

Loescher disse que a empresa seria alinhada no futuro tendo seus principais três negócios como norte.

O objetivo é dar mais poder às pessoas que comandam as três principais operações --infra-estrutura, energia e tecnologia médica, disse ele.

Reuters – 05/10/2007

Acontece o Primeiro Encontro de Detentores de Patentes de HD DVD

A MPEG LA anunciou que o primeiro encontro de detentores de patentes essenciais de HD DVD, consistindo atualmente de 16 companhias, foi realizado em Los Angeles em 11 de setembro com o propósito de criar uma licença conjunta proporcionando acesso justo, razoável e sem discriminação a patentes essenciais, como uma alternativa à negociação de licenças separadas. As companhias participantes iniciais incluem LG Electronics Inc.; Microsoft Corporation; Mitsubishi Electric Corporation; NEC Corporation; Samsung Electronics Co. Ltd.; SANYO Electric Co. Ltd.; Sonic Solutions; TDK Corporation; Thomson Licensing; Toshiba Corporation; Victor Company of Japan Ltd.(JVC); e Warner Bros. Home Entertainment Inc.

"A MPEG LA aplaude a extraordinária cooperação de companhias tão diversificadas que trabalham juntas para abrir um caminho eficiente para os usuários das várias patentes empregadas em equipamentos de HD DVD, discos e implementações relacionadas, para atender às suas necessidades de licença", disse o diretor executivo da MPEG LA, Larry Horn. "E o progresso substancial alcançado nesse encontro inicial é um meio para alcançar isso."

A MPEG LA, em nome de detentores de patentes essenciais, dá as boas-vidas à contribuição e visões das partes interessadas, incluindo licenciados potenciais, em todos os setores da indústria relacionados. O objetivo é que o licenciado reflita as condições relevantes do mercado e o valor da tecnologia licenciada para obter um equilíbrio entre o interesse dos usuários de patentes em obter acesso razoável a essa tecnologia avançada de disco óptico e o interesse dos detentores de patentes em um retorno razoável sobre seu investimento em pesquisa e desenvolvimento que permita que uma licença conjunta seja oferecida para a conveniência do mercado, como uma alternativa à negociação de licenças separadas.

Estão planejados encontros adicionais de detentores de patentes e o trabalho em relação à licença conjunta continuará. A MPGE LA dá as boas-vindas a qualquer parte que acredite que possui patentes que são essenciais para o padrão HD DVD para que as submeta para avaliação de sua essencialidade por avaliadores de patentes da MPEG LA e participe do processo de criação de licença conjunta se for determinada como essencial. Informações adicionais, juntamente com os termos e procedimentos que governam as submissões de patentes, podem ser encontrados em http://www.mpegla.com/pid/hddvd/. Embora somente patentes emitidas que são essenciais para o padrão HD DVD serão incluídas na licença, para participar do processo de desenvolvimento da licença, as solicitações de patentes com declarações de que seus detentores acreditam que são essenciais para o padrão HD DVD e que têm probabilidade de serem emitidas como patente, também podem ser submetidas para uma avaliação de essencialidade.

Business Wire– 05/10/2007

Motorola ultrapassa Nokia no País

A Motorola recuperou, em agosto, da rival finlandesa Nokia a posição de primeira colocada em vendas no mercado brasileiro, depois de ter liderado do fim de 2004 a 2005, segundo acompanhamento do segmento de aparelhos celulares da Nielsen. As duas empresas disputam há anos com força a liderança do setor brasileiro, sem que nenhuma delas conseguisse se distanciar. A Nokia passou de 30,9% em julho para 29% em agosto, enquanto a Motorola subiu de 27,5% para 29,7% no mesmo período.

O resultado foi uma vitória pessoal para o novo diretor geral de produtos móveis, Sergio Buniac, que assumiu o comando no Brasil há pouco mais de três meses. O resultado é em especial relevante por ser oposto ao que a Motorola passa no exterior. A empresa viu a Nokia se distanciar na liderança de vendas mundiais, enquanto não lançava nenhuma linha com a mesma força da Motorazr, que deu à empresa seus melhores resultados. Por fim, no segundo trimestre deste ano, teve um prejuízo operacional de US$ 38 milhões e perdeu a segunda posição para a Samsung. A Nokia vendeu no período 100 milhões de aparelhos, a sul-coreana Samsung, 37,4 milhões e a Motorola, 35,5 milhões.

No mercado brasileiro, a Samsung ocupa uma posição muito defasada em relação ao mercado mundial. O diretor da empresa no Brasil, Oswaldo Mello, justifica este fato dizendo que o grau de maturação do mercado doméstico é muito diferente do europeu e asiático, e por isso a Samsung não vende tanto aqui. Ou seja, os usuários brasileiros de telefonia celular são, em grande parte, usuários de voz e chegaram recentemente à base de assinantes. Foram atraídos por preços de aparelhos subsidiados pelas operadoras e ainda não fazem exigências maiores de aplicativos sofisticados nos aparelhos. "Nossos telefones sempre oferecem um diferencial e este portfólio tem mais sinergia com os mercados europeu e asiático, por isso nossa posição naqueles mercados é bem superior à brasileira", diz Mello.

Mesmo assim, a Samsung tem crescido no País e sua fábrica de telefones celulares, em Campinas (SP), está ampliando sua produção para 6 milhões de unidades este ano. "Pretendemos chegar bem perto desse limite", disse o executivo. Logo após o Dia das Mães, a empresa reviu o índice de crescimento das vendas deste ano para 30%, o que leva a um total aproximado de 32 milhões de aparelhos. A Samsung investe também em pesquisa e desenvolvimento de softwares de customização de aparelhos em conjunto com operadoras celulares.

Buniac credita o sucesso da Motorola no Brasil a uma série de iniciativas, em especial um investimento de ampliação de sua fábrica nacional, localizada em Jaguariúna (SP). A empresa não divulga o valor do investimento, nem de quanto foi o aumento de produção. Mas os bons resultados já trouxeram uma mudança representativa de expectativas para o fechamento de 2007. "Tínhamos expectativa de crescer 15% no País e agora estamos esperando entre 20% e 25%", afirma.

Com 11 anos de atuação na Motorola, Buniac chegou ao comando no Brasil após passar 15 meses como diretor de vendas para a América Latina, no escritório mexicano da empresa americana.

Para o Natal, as apostas maiores continuam na linha Motorazr, com o lançamento brasileiro do V8, mais fino e com acabamento mais sofisticado. Mas por melhor que seja o resultado, dificilmente a empresa conseguirá em médio prazo repetir o sucesso do V3, que vendeu 100 milhões de aparelhos no mundo, uma média de 100 mil por dia desde seu lançamento.

A outra aposta está em tentar conseguir finalmente entrar com força, por meio da linha Rokr, no mercado de aparelhos com música digital, onde a Sony Ericsson e outras rivais já estão bem posicionadas.

"Estamos falando de música desde 2003, quando passamos a fazer o Motomix (evento de música com shows internacionais)", diz. Mas, no caso dos aparelhos, a empresa fechou parceria com a Apple, para levar os recursos da loja virtual iTunes, que acabou dando poucos resultados. Para a Apple o acordo serviu mais como teste para seu iPhone, lançado este ano. "Depois disso, saímos por um tempo deste segmento e agora temos uma oferta realmente bem posicionada", afirma.

A expectativa de crescimento do mercado para os próximos anos ainda é boa. "Hoje o Brasil tem uma penetração de 58% na população, similar ao da América Latina, com exceção da Argentina e Chile, que tem melhor resultado", diz.

IT Web – 05/10/2007

Vivo: WiMAX móvel não pode vir sem obrigação

Na competição entre WiMAX e a 3G, tema de debate na Futurecom 2007 nesta quinta-feira (04/10) questões tecnológicas e regulatórias precisam ser resolvidas e a disputa deve ser intensa.

De acordo com Solange Marcela de Almeida, diretora de vendas da RFS, nos próximos dez anos, o WiMAX deve chegar a 30% ou 40% das conexões de banda larga do mundo, enquanto a terceira geração ficaria entre 60% ou 70%. Levando-se em conta os serviços de voz, o quadro altera um pouco, com o WiMAX respondendo por algo entre 10% e 15%.

O ponto principal da tecnologia, que a deixará apta a competir com a terceira geração, só estará pronta em 2010, lembrou Alberto de Mattos, vice-presidente de assuntos regulatórios da Vivo. Além da barreira tecnológica, há o impedimento legal para operação do WiMAX móvel no Brasil. Edílson Ribeiro dos Santos, superintendente de Radiofreqüência e Fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) afirmou que a alteração na lei acontecerá se essa for uma demanda da sociedade, se "representar bem-estar para o estado".

"Se o WiMAX funcionar com mobilidade, tem que ter as condições de competição", pediu Mattos. Em sua opinião, o cenário competitivo não seria sustentável já que as licenças de WiMAX são mais baratas que a da terceira geração e estas demandam compromissos de universalização. "Não adianta ter WiMAX sem compromisso", defendeu.

Carlos Pingarilho, diretor de novos negócios da Promon, questionou: por que ainda não há WiMAX maciço hoje mesmo com o leilão feito em 2003? "Porque o custo dos terminais ainda é alto", completou. Citando o exemplo do Wi-Fi, que tem sua expansão atribuída À inclusão da tecnologia nos chips de laptops da Intel, ele afirmou que este seria uma saída interessante para o WiMAX, que perde para a terceira geração no quesito escala de produção. "Tirando o custo do aparelho melhora o modelo de negócio", avaliou.

Brian Ponte, da ArrayComm, afirmou que o desenvolvimento do WiMAX nos Estados Unidos tem caminhado para a tecnologia fixa não por restrição legal, mas pela falta de dispositivos com custo acessível.

IT Web – 05/10/2007

BrT fecha acordo com Alcatel-Lucent por WiMAX

A Brasil Telecom (BrT) vai implementar uma rede comercial de WiMAX no padrão 802.16e-2005 (também conhecida como revisão ‘E’) nas cidades de São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). As estações de rádio base, controladores, backbone, link Ethernet, equipamentos de agregação IP e demais plataformas de aplicações e serviços serão fornecidos pela Alcatel-Lucent.

As redes, que devem estar implementadas até o final deste ano, têm como objetivo atender à demanda corporativa em São Paulo. Nas demais cidades, o foco é o fornecimento de serviços residenciais, de acordo com Mauro Fukuda, diretor de tecnologia e arquitetura da Brasil Telecom.

IT Web – 05/10/2007

Para mercado, 3G é mais banda larga que telefonia celular

Dos 311 modelos de aparelhos WCDMA já disponíveis comercialmente em todo o mundo, menos da metade - 137, exatamente - são telefones celulares. O restante é composto por cartões de dados, laptops com módulos 3G, roteadores, modem USB, players de mídia e até uma câmera. "Isso mostra como a terceira geração é percebida como banda larga e não como simples rede celular", diz Marco Aurélio Rodrigues, presidente da Qualcomm no Brasil.

De acordo com o executivo, os fabricantes e as operadoras estão encarando o 3G efetivamente como um mercado para a transmissão de dados, diferentemente do que aconteceu durante o lançamento da geração anterior.

Em entrevista durante o Futurecom 2007, Rodrigues afirmou que as redes que estão sendo construídas pelas operadoras dará a essas empresas uma visão de longo prazo para o lançamento de novos serviços e produtos - o que cria condições para preços cada vez mais baixos.

Conforme essas redes forem evoluindo, também, as prestadoras de serviços devem mudar de postura com relação ao VoIP. "A adoção de tecnologias baseadas em IP aumentará significativamente a eficiência das redes", defende o executivo. "Espectro de freqüência é o bem mais importante das operadoras hoje. É uma necessidade crescente; o maior desafio. Nenhuma pode se dar ao luxo de perder ou vender. Por isso se acredita que, quanto mais a tecnologia evoluir, melhor será o uso das faixas."

Decision Report – 05/10/2007

Até o final do ano, TIM vende aplicação GPS em Blackberry

Mais do que apostar no e-mail como ferramenta para ampliar o uso de serviços de dados através dos Blackberry, a TIM acrescenta a solução de navegação de GPS (Global Positioning System) ao seu portfólio de aplicações.

A solução, desenvolvida em parceria com a norte-americana Garmin, estará de acordo com gerente de produtos, César Guerra, disponível comercialmente até o final do ano, mas o custo da aplicação ainda não foi definido.

"Acreditamos muito no potencial e a aplicação funcionará em todas as cidades previstas (cerca de 70) para o cliente TIM que utiliza o blackberry e quer localizar informações como ruas e restaurantes, entre outras", explicou Guerra.

São dois os modelos de aparelho BlackBerry com GPS. Disponível desde agosto, o BlackBerry 8800 possui teclado QWERTY completo. O 8800 tem ainda slot para cartões microSD e Media Player, é um GSM Quad-band, funciona em todo o mundo, e vem com GPS embutido para ser utilizado com os mapas BlackBerry.

Já o BlackBerry 8310 também conta GPS integrado e design diferenciado, além de teclado QWERTY completo, câmera fotográfica de 2 megapixels com flash e recursos multimídia como tocador de MP3.

Convergência Digital – 05/10/2007