03/05/2007

GERAL

Sony lança site que permite compartilhamento de vídeos.

A multinacional japonesa Sony anunciou nesta sexta-feira (27/4), no Japão, o lançamento de um site que permite aos usuários compartilhar vídeos através da internet. A estratégia da empresa é concorrer diretamente com o site de exibição de vídeo YouTube, do Google.

O serviço, batizado de eyeVio, será oferecido de forma gratuita, embora, por enquanto, o acesso ficará restrito aos internautas japoneses. A razão disso é que a Sony que avaliar a aceitação do serviço no mercado japonês, antes de um lançamento mundial.

O mercado de vídeos compartilhados através da internet vem crescendo de forma exponencial, em decorrência do sucesso do YouTube em todo o mundo, que em outubro de 2006 foi vendido por dois jovens programadores por mais de US$ 1,6 bilhão ao Google.

O serviço eyeVio, segundo a Sony, permitirá aos usuários armazenar seus vídeos caseiros na rede e, ao contrário do YouTube, possibilitará o download de vídeos para aparelhos como walkmans, iPods e PlayStation portátil. O eyeVio aceita vídeos de até 150 megabytes, mas cada arquivo só fica disponível no site durante 24 horas. Segundo a companhia, a limitação de tempo servirá para evitar e controlar os conteúdos inapropriados.

TI Inside – 27/04/2007


 

Crescem as vendas mundiais de semicondutores.

As vendas mundiais de semicondutores ascendeu a 14.875 milhões de euros em Março, uma subida de 1% face a Fevereiro e de 3,2% em termos homólogos, indicou esta segunda-feira a Associação da Indústria de Semicondutores dos Estados Unidos.

No primeiro trimestre deste ano, a facturação do sector ascendeu a 44.700 M€, um incremento de 3,2% face a igual período em 2006.
O relatório refere que a forte concorrência nos preços dos chips para computadores e telemóveis estão a travar uma retoma mais robusta do sector.

Dinheiro Digital – 30/04/2007

Qimonda apresenta aumento significativo de vendas.

A Qimonda, empresa do grupo Infineon,que detém uma fábrica de semicondutores em Vila do Conde (Portugal), anunciou hoje que as suas vendas atingiram 2,1 mil milhões de euros no seu primeiro semestre fiscal, o que representa um aumento de 34,3% relativamente ao período homólogo.

A fábrica de semicondutores de Vila do Conde é um dos três maiores exportadores de mercadorias em Portugal.

Em comunicado, o grupo Infineon indica que a Qimonda registou um EBIT de
302 milhões de euros no seu primeiro semestre fiscal, terminado a 31 de Março, contra um valor negativo de 102 milhões de euros obtido no primeiro semestre do ano fiscal anterior.

O fabricante de semicondutores Infineon, participado pela Siemens e que integra a Qimonda, reportou hoje um lucro de 109 milhões de euros no seu primeiro semestre fiscal

Diário Econômico – 27/04/2007

Jabil pretende iniciar produção de TV's de plasma e cristal líquido em setembro.

A Jabil do Brasil Indústria Eletroeletrônica pretende iniciar em setembro deste ano a fabricação de televisão em cores e de TVs com tela de plasma e cristal líquido, a partir de investimentos estimados em R$ R$ 99,68 milhões. Os projetos de diversificação da empresa foram aprovados ontem na 208ª reunião do Codam (Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas) para o recebimento de incentivos fiscais.

Segundo o gerente de desenvolvimento de produtos da Jabil, Celso Piacentini, a intenção da fábrica é produzir televisores para outras indústrias de eletroeletrônicos. “Temos boas perspectivas. As negociações com as empresas estão adiantadas. Estamos cumprindo com a parte burocrática para não perder tempo e por esse motivo já apresentamos os projetos antes de fechar os contratos”, explicou.
Entretanto, o dirigente salientou que existe a possibilidade de as empresas que estão negociando com a Jabil deixarem de se instalar no PIM (Pólo Industrial de Manaus) em virtude do incentivo fiscal de que dispõem a LG e a Cineral. As duas fábricas permaneceram na antiga Lei Hanan e gozam de um crédito maior no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) com relação aos demais fabricantes de eletroeletrônicos, enquadrados na atual lei 2.826/2003.

Concorrência desleal

“A situação das indústrias de TVs com display de plasma e LCD (cristal
líquido) está muito ruim por causa da concorrência desleal travada com a LG Eletronics. Enquanto a empresa sul-coreana estiver nessa posição privilegiada, nenhuma fábrica vem para Manaus”, assinalou Piacentini.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Estado, Denis Minev, afirmou que, na próxima quinta-feira, dia 3, o governo vai se reunir novamente com as indústrias de eletroeletrônicos para avaliar se o decreto assinado no último dia 25 pelo governador Eduardo Braga foi suficiente para equilibrar o tratamento tributário concedido às empresas. O decreto determina que as empresas Cineral e LG paguem um adicional de R$ 2 milhões mensais em ICMS a partir de maio.

A Jabil do Brasi foi a empresa que apresentou a maior previsão de investimentos para os próximos três anos na reunião do Codam, realizada ontem na sede da Seplan (Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico). Caso os projetos de diversificação se concretizem, a empresa estima gerar 210 empregos diretos.

Ao estudar a aplicação de recursos em novas linhas produtivas, a Jabil mostra sua estratégia para manter as atividades da empresa no Pólo Industrial de Manaus, que nos últimos meses sofreram cortes significativos, principalmente na linha de telefones celulares. Em fevereiro deste ano, a corporação fechou uma de suas três unidades instaladas no PIM, responsável pela fabricação de telefones celulares, de subconjuntos plásticos para telefones móveis e de placas de circuito impresso para periféricos.

Além disso, dados da CUT (Central Única dos Trabalhadores) apontam que, desde o ano passado, a empresa já demitiu 1.830 funcionários.

Interboats vai produzir barcos

No total, o Codam aprovou 32 projetos, dos quais 15 são de implantação de novas empresas e 17 são propostas de diversificação. As organizações têm o período de três anos para aplicar os R$ 543,54 milhões projetados e abrir
2.012 postos de trabalho.
Um dos projetos de implantação anuído na reunião foi o da Interboats Embarcações, com recursos anunciados de R$ 8,99 milhões e perspectiva de contratação de 74 trabalhadores. A indústria naval vai produzir embarcações de fibra de vidro a motor, com características de passeio. O tamanho dos barcos vai variar de 34 a 40 pés, ou seja, de 11 a 13 metros.

Segundo o consultor da empresa, Aílson Rezende, o grupo investidor é do Rio de Janeiro, que já alugou um prédio no Distrito Industrial para o funcionamento da fábrica.

Entretanto, a data do início das atividades ainda não foi definida. “Os recursos financeiros são dos sócios, que atuam com a representação e revenda de barcos no Rio de Janeiro. Já o aporte tecnológico eles conseguiram com a empresa italiana Cranch Contiere, que é centenária na fabricação de barcos”, mencionou.

Rezende disse ainda que a Interboats Embarcações também já recebeu os incentivos da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) para fabricar seus produtos no Amazonas.

Café Garçonete está de volta

Dentro de poucos meses, o tradicional café Garçonete volta às prateleiras dos supermercados amazonenses. A Indústria de Café Garçonete, que havia encerrado suas atividades há cinco meses, foi adquirida pelo mesmo empresário que administra o supermercado Veneza, a Toya Indústria e Comércio e a Frutal Alimentos.

De acordo com o consultor do projeto, Edson da Silva Trindade, o novo proprietário da fábrica adquiriu novos equipamentos e montou uma empresa inteiramente nova, que está instalada próximo à Ponte da Bolívia. “A indústria começa a fabricar daqui a um mês, com uma mão-de-obra de 50 funcionários. A produção inicial será de 500 mil quilos por mês e vai abastecer tanto o mercado local como o regional”, adiantou Trindade. O economista explicou que o produto da marca Garçonete será empacotado nas embalagens de 500 gramas e um quilo.

Jornal do Commércio – 02/04/2007

FIEE confirma expectativas de crescimento do setor.

Promovidas pela Alcantara Machado e IMAG Internacional, com apoio da Abinee, as feiras internacionais FIEE Elétrica e electronicAmericas chegam ao seu último dia registrando números importantes que confirmam as expectativas de crescimento do setor neste ano, de cerca de 13%. Conforme levantamento da Abinee, juntos aos 1.100 expositores, as duas feiras movimentaram cerca de US$ 2 bilhões em negócios, iniciados nesta semana para serem concluídos nos próximos seis meses, ou seja, 20% superior à última edição, de 2005. Este número corresponde a 4% do faturamento em dólar registrado pelo setor elétrico e eletrônico em 2006. Os organizadores registraram a presença de mais de 52 mil visitantes. Segundo depoimentos de alguns expositores, esta foi uma das melhores feiras do setor dos últimos 10 anos.

ABINEE – 27/04/2007

Intel demite em sua fábrica no Novo México.

A Intel deve cortar até mil postos de trabalho da sua fábrica instalada do Novo México com a interrupção, programada para agosto, da produção de chips de memória de 135 nanômetros, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (2/5) pela empresa. A razão do corte seriam as perdas registradas ano a ano pela companhia com a fabricação de memórias flash, que são usadas em telefones celulares e câmeras digitais, e também em discos rígidos de PCs.

Segundo a fabricante de chips, somente no primeiro trimestre deste ano a divisão perdeu US$ 283 milhões, de uma receita de US$ 469 milhões. No mesmo período do ano passado, a perda foi de US$ 125 milhões para uma receita de US$ 544 milhões.

Com o encerramento da produção dos chips de 135 nanômetros, a Intel espera manter os custos sob controle. A companhia afirmou, no entanto, que pretende continuar a vender tais chips produzidos em outras unidades, embora verifique um aumento na demanda por chips com menor número de componentes, como os de 90 nanômetros e 65 nanômetros.

A unidade do Novo México tem 1,5 mil empregados, que foram convidados a avaliar outra colocação na companhia ou a aderir ao pacote de “benefícios”
ao desligamento. Os cortes, segundo a empresa, não estão relacionados diretamente à reorganização da companhia, anunciada no ano passado pelo CEO Paul Otellini, que vai reduzir 10 mil empregos.

TI Inside – 02/05/2007

AUTOMOTIVO

Consumidor exige mais conforto e conveniência nos automóveis.

 A onda chega cada vez com mais força. Melhorar o ambiente, o conforto e a conveniência no interior dos veículos é exigência dos tempos atuais. Hoje se gastam horas em longos deslocamentos nas cidades e os fabricantes, tantos de automóveis como de componentes e acessórios, já oferecem uma ampla gama de soluções inteligentes. Os avanços da eletrônica e de novos materiais permitem desanuviar as tensões do tráfego pesado e aliviar o estressante dia-a-dia ao volante.

Na recente Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços (Automec), realizada nos pavilhões do Parque Anhembi, vários acessórios chamaram a atenção de um público profissional formado por fabricantes, compradores e aplicadores. A maioria das novidades ainda é cara, em geral para equipar carros de topo de linha, quase sempre importados. Mas o desenvolvimento e as pesquisas, com o tempo, vão tornando-as acessíveis.

Acionamento automático de limpadores e faróis, computador de bordo e rádio com tocador de MP3 são exemplos de equipamentos que já custaram muito dinheiro e agora estão ao alcance do bolso. Entre dezenas de atrações da Automec, destacaram-se algumas bem interessantes.

Estaciona por você
A Valeo exibiu um equipamento ainda não disponível em nenhum carro importado para o Brasil – mas que já existe no exterior. Conhecido como “Park4U”, utiliza tecnologia ultra-sônica com 10 sensores. É capaz de estacionar em apenas 15 segundos com o mínimo de intervenção.

O sistema começa por identificar o espaço de uma vaga para acomodar o carro. Em seguida, ao se engatar a ré, o volante de direção esterça de forma automática, cabendo ao motorista apenas acelerar ou frear de acordo com alertas sonoros. O equipamento estará disponível nos VW Golf e Passat alemães ainda este ano. Estimativa de preço: R$ 3.000,00.
(www.valeo.com.br)

Partida automática
Também da Valeo, o conjunto alternador-motor de partida unificado permite desligar o motor assim que o veículo pára em um congestionamento. Basta tirar o pé do freio (em caso de câmbio automático) ou apertar o pedal da embreagem (câmbio manual) para iniciar nova partida imediata, automática e silenciosa por meio de uma correia.

Economia de combustível chega a 10%, além de diminuir poluição e nível de ruído. Equipa uma versão do Citroën C3 francês, por cerca de R$ 2.000,00. A Bosch tem dispositivo semelhante, porém a partida é menos silenciosa por engrenagens convencionais e bem mais barato: R$ 500,00. (www.valeo.com.br)

Desembaçamento rápido
A Saint-Gobin Sekurit desenvolveu um desembaçador elétrico do pára-brisa.
Semelhante ao que permite visão desimpedida no vidro traseiro, utiliza microfilamentos praticamente invisíveis. A vantagem é que custa um sexto do valor do sistema de ar-condicionado, tornando-se atrativo para modelos de menor preço, com ganho em segurança. Previsão: menos de R$ 500,00, no Gol de 5ª geração, em 2008. (www.saint-gobain-sekurit.com.br)

Navegador esperto
O mercado brasileiro foi invadido por grande oferta de navegadores GPS portáteis. Eles permitem chegar a destinos desconhecidos com auxílio de mapas digitais e instruções por voz. Ninguém se perde no caminho.

A Visteon foi além e seu novo produto está preparado para receber informações em tempo real da situação do trânsito. Esse recurso ainda está por ser disponibilizado (antes dele, a autorização para utilização do equipamento). Dessa forma, as rotas alternativas podem ser tomadas bem antes dos engarrafamentos. Preço: R$ 1.900,00. (www.evisteon.com.br)

Hora da troca
Para evitar a dúvida de quando se devem trocar os amortecedores, a Monroe lançará no segundo semestre um monitorador de sua vida útil. Sensores sem fio medem o número de ciclos em cada uma das quatro peças e enviam por radiofreqüência um sinal para uma lâmpada no painel. Com isso, o motorista saberá facilmente e sem qualquer necessidade de exames profundos a hora exata de efetuar a troca do componente. O kit custará entre R$ 80,00 e R$ 100,00. (www.sa-tenneco-automotive.com)

Sensores amigos
Dar marcha à ré sem a surpresa de topar com um obstáculo só com sensores de distância no pára-choque traseiro. Esse acessório bastante útil já não é tão caro (é oferecido de série nos VW Polo e Golf nacionais, por exemplo).
Pode também ser instalado no pára-choque dianteiro.

DNI lança sinalizador acústico.

Uma empresa brasileira, a DNI, entrou nesse mercado e usa um sinalizador acústico. Preço no varejo: R$ 400,00. Sistemas mais sofisticados mostram também indicação visual, inclusive de que lado está o obstáculo. Vale
lembrar: nem todas as fábricas permitem a instalação de componentes fora daqueles oferecidos como opcionais ou na rede de concessionárias. Há risco de perda da garantia. (www.dni.com.br).

WebMotors – 27/04/2007


Ford lança Fiesta Flex.

Ao lançar o Fiesta flexível combustível, a Ford justificou a demora com a qualidade do motor – maior taxa de compressão entre os 1,6-litro, sofisticado controle de detonação, melhor aproveitamento do álcool, entre outras características. Mas a demora para lançar o Focus tem poucas razões, já que o modelo utiliza o acertado motor 1,6 RoCam do Fiesta (e também do EcoSport), com algumas alterações de instalação.

Assim, a Ford ganha apenas da Toyota no segmento de médio-compactos, ao lançar nesta sexta-feira 27 de abril o Focus Flex 2008. A fabricante japonesa apresentará o Corolla capaz de rodar com gasolina ou álcool apenas no final de maio, ficando com a lanterninha.

De todo modo, as notícias são boas. Em aprovada prática de mercado, já vista em outros concorrentes, a Ford manteve os preços da linha anterior e absorveu o custo da nova tecnologia. A versão hatchback tem duas opções de acabamento, GL e GLX. A primeira, de entrada, é vendida por R$ 43.490,00. É bem equipada de fábrica, com ar-condicionado, direção hidráulica, luz de nevoeiro e volante com ajuste de altura e distância, entre outros itens.
Segundo Rodrigo Lourenço, gerente de marketing da linha Focus, essa é a versão mais vendida, somados os opcionais vidros elétricos dianteiros (um-toque para o motorista, apenas na descida) e travas elétricas. O preço dessa versão é de R$ 44.730,00.

Na versão GLX, também com carroceria hatch, são adicionados toca-CD, vidros elétricos nas quatro portas com sensor antiesmagamento, espelhos retrovisores com comando elétrico, ajuste de altura para o banco do motorista e pneus 195/60 R15, montados em rodas de 15 polegadas. Na versão GL são 185/70 R14. Preço da versão GLX: R$ 46.950,00.

O Focus Sedan com motor 1,6-litro Flex é oferecido apenas na versão GLX e custa R$ 48.720,00. Seus equipamentos de série são os mesmos do Focus hatch nessa versão de acabamento.

O Focus já denuncia sua idade. O modelo foi lançado em 1999 (2000 no mercado brasileiro; em 2003 ganhou o motor 1,6-litro) e passou por poucas modificações estéticas e de acabamento até hoje. É, ao lado do Ka, representante da geração de desenho “New Edge”, enquanto o Fiesta já entrou no novo estilo “Kinetic”. Ainda assim continua a ser um dos carros médios de melhor conjunto e acabamento da categoria.

Com 2,615 metros de distância entre eixos, é capaz de acomodar com conforto dois adultos no banco traseiro. O porta-malas da versão hatch tem capacidade de 350 litros (490 litros na sedã, com articulações pantográficas na tampa, que preservam o espaço do compartimento). A posição de dirigir poderia ser melhor, fosse outro o banco – o atual deixa a desejar em acomodação às costas do motorista e tem assento curto.

A Ford submeteu o quatro-cilindros de 1,6 litro flex a algumas mudanças para adaptá-lo ao Focus – e melhorar o carro. A câmara de combustão foi redesenhada, o sistema de ignição foi melhorado e o filtro de ar, alterado.
Antes, a captação de ar era lateral (por meio de um pequeno tubo com desenho tipo “pescoço de ganso”). Agora passa a ser frontal, o que colabora para diminuir a temperatura do ar admitido e, assim, aumentar o volume e gerar mais pressão da câmara de combustão. Resultado disso é a potência 2 cv maior do que o Fiesta/EcoSport. Em relação ao modelo anterior, “inflexível” que rodava apenas com gasolina, o ganho é de 2% com gasolina, passando de 103 cv a 105 cv e de 8% com álcool – chega a 112,6 cv, sempre a 5.500 rpm. O ganho em torque máximo foi de 5% e 10%, com gasolina e álcool, na ordem, passando a 15,1 e 16 kgfm (gasolina e álcool, respectivamente), em rotação mais alta: 4.250 rpm. A Ford afirma, porém, que melhorou a curva de torque e que 98% do total estão disponíveis já a 2.500 rpm.

Ainda no motor, foram adotados novos coxins, silencioso do escapamento e ressonador para o filtro de ar – sempre com o objetivo de reduzir o nível de ruído. Rodando com o Focus essa melhoria é perceptível e o carro se mostra realmente silencioso. Além disso, o câmbio (que teve a 2ª marcha encurtada em 6% para ganhar agilidade no trânsito urbano, de acordo com a
Ford) é muito bem acertado e, cruzando a 120 km/h, vê-se o conta-giros parado pouco acima de 3.000 rpm. Esse baixo regime de rotação colabora tanto para o menor ruído quanto para o consumo comedido.

Segundo dados de fábrica, o Focus 1,6 Flex abastecido com gasolina percorre
12,3 km com um litro de combustível na cidade e 18,3 km/l na estrada. Com álcool os números são de 7,8 km/l em percurso urbano e de 11,7 km/l em trecho rodoviário. Vale lembrar que esses números são obtidos em testes de laboratório, seguindo a norma 7024 da ABNT. Dificilmente serão reproduzidos na vida real, embora sirvam de referência.

O desempenho do Focus melhorou com o novo motor. Sua velocidade máxima com gasolina passou a 180 km/h, 3 km/h a mais do que o anterior. Com álcool, vai a 184 km/h. O carro acelera de 0 a 100 km/h em 12,8 segundos com gasolina e 12,2 com álcool.

Embora tenham demorado, essas melhorias poderão ajudar o Focus a galgar novos degraus no segmento. O modelo é o segundo hatch médio mais vendido atualmente, ficando atrás do Chevrolet Astra. Como a versão equipada com o motor 1,6-litro representa 85% do volume de vendas (e a carroceria hatch, 65%), é de esperar um aumento nesse porcentual, diminuindo a procura pelo 2-litros Duratec, e que o Ford encoste no modelo GM – ainda que este se beneficie da venda a frotistas.

E, segundo Antonio Baltar, gerente geral de Marketing da Ford, a fábrica de Pacheco, na Argentina (onde é produzido o Focus) foi ampliada para atender ao esperado crescimento de demanda. Talvez assim não se tenha que esperar mais pelo Focus.


WebMotors – 27/04/2007

Caem vendas do setor automotivo.

As vendas do setor automotivo no varejo caíram 7,93% em abril, em relação a março, para 313.379 veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários), segundo dados divulgados hoje pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Na comparação com abril de 2006, as vendas cresceram 38,11%.

Em nota, o presidente da entidade, Sérgio Reze, explica que a queda registrada em abril, ante março, é conseqüência da menor quantidade de dias úteis. Foram 20 dias úteis em abril contra 22 dias úteis no mês anterior.
No acumulado do primeiro quadrimestre do ano foram comercializados 1,190 milhão de unidades, com aumento de 24,01%.

Em abril, as vendas de automóveis e comerciais leves somaram 169.957 unidades, com crescimento de 36,66% sobre o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, as vendas do segmento totalizaram 638.609 unidades, com evolução de 22,88%.

As vendas de caminhões também cresceram em abril para 7.847 unidades, com expansão de 37,94% sobre igual mês de 2006. De janeiro a abril as vendas totais desse segmento somaram 27.440 unidades, com aumento de 18,29% sobre igual intervalo do ano passado.

O setor de ônibus também vendeu mais em abril, totalizando 1.501 unidades, ante 1.285 unidades comercializadas em igual mês de 2006. No acumulado do quadrimestre, o segmento foi o único que apresentou retração. Foram comercializadas 5.278 unidades no varejo no período, com queda de 7,73% sobre mesmo período do ano passado.

Segundo dados da Fenabrave, foram comercializadas 128.253 motos em abril, ante 91.275 unidades de igual mês de 2006. Nos primeiros quatro meses do ano as vendas totalizaram 495.697 unidades, com crescimento de 26,74% sobre igual período do ano anterior.

A TARDE online – 03/05/2007

Visteon perde US$ 153 mi no primeiro trimestre.

A Visteon, ex-subsidiária da Ford que produz peças para automóvel, anunciou hoje que perdeu US$ 153 milhões durante o primeiro trimestre do ano.

Durante o mesmo período de 2006, Visteon tinha registrado lucro de US$ 3 milhões.

A Visteon também registrou uma queda em sua receita, que passou de US$ 2,96 bilhões em 2006 para US$ 2,93 bilhões nos três primeiros meses de 2007.

"Continuamos progredindo na implementação de nosso plano de reestruturação, melhora e crescimento, apesar do declive da produção na América do Norte", disse em comunicado o presidente e executivo-chefe da Visteon, Michael F.
Johnston.

"Tínhamos antecipado esta situação e tomamos as medidas necessárias para garantir que temos o financiamento e flexibilidade que precisamos para continuar nosso impulso", acrescentou Johnston.

A Visteon afirmou que as vendas à Ford caíram em 12%, para US$ 1,18 bilhão, mas aumentaram em 9% os pedidos de outros clientes não relacionados à antiga empresa matriz.

A firma estabeleceu como um de seus objetivos prioritários diversificar sua clientela para depender o menos possível da Ford.

Atualmente, as vendas à Ford representam 42%.

Para todo o ano, a Visteon afirmou que espera terminar 2007 com perdas de US$ 35 milhões a US$ 135 milhões e alcançar o número de US$ 10,7 bilhões em vendas.

No entanto, a empresa advertiu que espera que a produção de vários de seus principais clientes será "significativamente mais baixa" que no mesmo período de 2006.

Último Segundo – 03/05/2007


 

CONSUMER

AcordoInternacional

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) firmou acordo de cooperação técnica com do ITRI, o instituto de pesquisa tecnológica industrial de Taiwan. O acordo foi assinado entre o presidente da ABDI, Alessandro Teixeira, e o vice-presidente do ITRI, Hsin-Sen Chu, o que permitirá às duas entidades desenvolver projetos em áreas de interesse comuns, entre elas tecnologias da informação e comunicação (TICs), biotecnologia e nanotecnologia.

A cooperação técnica, segundo os dois dirigentes, possibilitará maior interação e colaboração entre os agentes envolvidos, incentivando o intercâmbio de informações técnicas, o desenvolvimento de tecnologias industriais e o aperfeiçoamento de pesquisadores e engenheiros.

O documento foi assinado na sede da ABDI, em Brasília, na presença de representantes do ITRI, da Agência de Agricultura e Alimentos de Taiwan, do Escritório Econômico e Cultural de Taipei e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). De acordo com Hsin-Sen Chu, o instituto de pesquisa tecnológica industrial registra em média cinco patentes por dia, tornando-se um dos mais renomados centros de pesquisa e desenvolvimento para indústria no mundo. Durante a reunião, o ITRI mostrou disponibilidade para apoiar projetos voltados ao desenvolvimento da TV digital no Brasil, oferecendo, inclusive, treinamento para pesquisadores brasileiros no instituto, em Taiwan.

Com o objetivo de buscar parcerias para investimentos no país, os taiwanenses chegaram ao Brasil, no último dia 18 de abril, divididos em dois grupos. Antes de desembarcar em Brasília, a delegação, formada por empresários do setor eletroeletrônico e representantes do ITRI e da Teema (Taiwan Electrical and Electronic Manufacturer’s Association), visitou universidades e instituições de pesquisas em São Paulo, Minas Gerais e Porto Alegre. O grupo participou ainda, na capital paulista, do AbineeTec
2007 e do Fiee Trade Show, eventos nacionais voltados para o setor eletroeletrônico.

O setor de biocombustíveis também foi um dos focos da visita do grupo.
Empresários e representantes da Agência de Agricultura e Alimentos do país asiático conheceram o funcionamento, regulação, restrições, incentivos e o cenário atual do setor de biocombustíveis no Brasil. Além de visitar a Petrobras e a União da Agroindústria Canavieira de São Paulo, a delegação conheceu diversas empresas que atuam no setor sucroalcooleiro.

Fundamental na transformação da economia industrial de Taiwan, o ITRI possui projetos de pesquisa nas áreas de TICs, eletrônica e optoeletrônica, nanotecnologia, materiais e produtos químicos, fabricação avançada e sistemas, biotecnologia e medicina, energia e meio ambiente. Para atender às necessidades dos projetos de pesquisa, a organização possui em torno de
5,8 mil funcionários, sendo que do total 16% são doutores e 52% mestres. O ITRI foi um dos responsáveis pelas fundações de várias empresas internacionais voltadas para eletrônicos, monitores, entre outros mercados de alta tecnologia.
TI Inside – 27/04/2007

BNDES aprova financiamento para o SBT.

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento para o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), do grupo Silvio Santos, de 9,2 milhões de reais. É o primeiro financiamento concedido no âmbito do Programa Apoio à implementação do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (Protvd). O apoio do Banco equivale a 86% do total orçado para o projeto, de 10,7 milhões de reais.

Os recursos, aprovados na modalidade Protvd-Radiodifusão, serão destinados à modernização dos transmissores analógicos, garantindo a qualidade do sinal durante o período de transição da TV analógica para a TV digital.

O projeto prevê a aquisição de 194 transmissores para as oito emissoras e uma afiliada do SBT e a substituição de três torres de transmissão, em Ribeirão Preto, Barretos e Sorocaba. Os transmissores serão fornecidos pela Telavo Telecomunicações Ltda e Linear Equipamentos Eletrônicos S/A, empresas que desenvolveram tecnologia própria.

Com a TV Digital será necessário que as geradoras e retransmissoras instalem transmissores digitais que, juntamente com os analógicos, farão a transmissão simultânea, conhecida como simulcasting, do canal de TV aberto nos formatos analógico e digital. O simulcasting deverá permanecer até 2016, o que obriga as emissoras a investir na troca dos equipamentos analógicos antigos por outros mais modernos com vida útil até o final da transição.

Muitos dos transmissores instalados já contam com mais de 10 anos de uso, o que demanda custos altos de manutenção. A troca por equipamentos mais modernos além de gerar economia de energia e de manutenção, melhorará a qualidade no sinal transmitido, o que permitirá melhoria na cobertura.

Prodtv

O Programa de financiamento à TV Digital foi criado pelo BNDES em fevereiro deste ano e terá vigência até 31 de dezembro de 2013.

Com orçamento de 1 bilhão de reais, o Prodtv foi dividido em três
subprogrmas: o Protvd Fornecedor, voltado para fabricantes de transmissores e de receptores; o Protvd Radiodifusão, destinado ao financiamento do setor de radiodifusão televisiva para construção de infra-estrutura digital e de estúdio; e o Protvd Conteúdo, voltado para a produção de conteúdo exclusivamente nacional.

B2B Magazine – 26/04/2007

MINC prepara chegada da TV Digital ao mercado brasileiro.

O Ministério da Cultura (Minc) trabalha em três frentes na preparação para a chegada da TV Digital no mercado brasileiro. Aumentar a produção das TVs públicas e cuidar da infra-estrutura são os objetivos práticos iniciais. No campo da regulamentação, quer criar um grande debate, no próximo mês, quando será realizado o Fórum Nacional de TVs Públicas.

Na opinião do secretário de Políticas Públicas do Minc, Alfredo Manevy, o pior dos cenários é criar uma TV pública que não esteja preparada para produzir e ofertar muito conteúdo de qualidade. Segundo ele, a aquisição de equipamentos será necessária para a implantação do novo sistema e também para a formatação de conteúdos já existentes, que ajudarão no aumento da oferta.

O Minc espera que um reflexo social da tecnologia, no aumento da produção do cinema, do acesso a equipamentos e da criação de núcleos de produção cultural.

A TV Digital não vem apenas com a promessa de aumentar a produção, mas também de mudar a maneira de consumi-la. “Vai mudar a TV na casa de cada um de nós, aumentar o número de canais, a oportunidade de escolha, é como se todo mundo pudesse ter acesso à TV a cabo”, afirma o secretário. A TV Digital, acrescentou, traz ainda a possibilidade de interação, “de reagir ao que está colocado - no futuro vai estar ligada à internet - e muitas outras coisas que ainda não somos capaz de prever”.

As possibilidades são vistas com cautela pelo pesquisador Frederico Barbosa, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “É infinitamente reduzido o número de pessoas que têm acesso a computador ou a equipamento mais sofisticado de transmissão de audiovisual”, lembra. Para ele, “mesmo que haja uma revolução do ponto de vista da tecnologia, será preciso uma série de ações de universalização do acesso”.

Barbosa é autor dos livros Economia e Política Cultural e Política Cultural no Brasil, lançados nesta semana pelo Minc para auxiliar na avaliação e criação de políticas públicas. Alfredo lembrar de antigas "promessas"
tecnológicas: “Desde o início, se dizia que a tecnologia iria trazer aumento de tempo para as pessoas poderem estudar filosofia, pescar... E a gente vê que a sociedade vai se adaptando a ela [tecnologia] para reproduzir as desigualdades fundamentais”.

O pesquisador acredita, no entanto, que a discussão sobre a criação da TV Digital terá desfecho diferente da que houve quando se tentou criar a Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual (Ancinav). A proposta, apresentada há quatro anos, foi posteriormente abandonada pelo Ministério da Cultura por falta de consenso com os atores sociais e com o próprio governo.

Diferentemente do projeto da Ancinav, “a regulação macro da TV Digital não é a única alternativa, mas criar espaços públicos para o audiovisual é central”. Na prática, em vez de mudar as regras dos espaços já existentes, criam-se novos espaços com novos canais”. “Seria um caminho diferente”.